Capitulo 72



Já haviam passado três meses. Três meses que haviam convertido a Sophie e Arthur nos bebês mais consentidos do mundo e que haviam aumentado a tremenda desesperação de Harry ante o inevitável, não havia modo de parar esse casamento, não havia modo de fazer Ginny raciocinar. Em cima Valentino havia dado um golpe baixo€, tinha trazido Conceição para viver com Ginny!!!... A primeira vez que a viu, Harry não soube como pedir-lhe perdão, porém por sorte ela não lhe guardava rancor e estava encantada com os bebês. Os bebês!!! Sophie era a coisa mais preciosa desse mundo: grande e com bochechas bem coloradas, olhos verdes e belos e a pele branca e suave, Arthur era moreno como Harry e também tinha olhos lindos e uma pele divina. Os dois estavam sentado em suas cadeirinhas no jardim. Sophie estava preciosa com seu vestidinho branco e Arthur usava uma camisa azul marinho e calça branca. Hermione se acercou deles toda arrumada e maquiada e pegou Sophie enquanto que Rony entrou com um smoking e segurou a Arthur quem lhe sorriu.

Rony: Isso, vem com o padrinho.

Hermione: Ai meu amor, crês que fizemos bem em concordar com Ginny em toda essa loucura?

Rony: Pois não sei, mas ela não é a única louca, pior Harry que quer presenciar o casamento.

Hermione: É para se convencer... No fundo ele espera que ela desista na última hora, todos o esperamos e na verdade eu creio que vai terminar entrando em seu bom senso, se pelo menos Valentino deixasse-a e na ultima hora lhe dissesse para ser feliz com o pai desses anjinhos... Porém não, ele esta convencido de que pode fazê-la feliz.

Rony: Harry está ficando louco, se não fosse pelos bebês que o mantêm em seus cinco sentidos ele já havia se jogado num trilho de trem ou pelo menos já haveria seqüestrado a Ginny, levando-a para bem longe.

Hermione: Pois melhor que o houvesse feito (chegou Conceição).

Conceição: Pois melhor que sim, isso é uma loucura, a senhora já não esta irritada com ele e a mim parece que esta mais apaixonada que nunca, cada vez que o vê carregar um dos bebês se derrete por dentro, porém, mirem sim será orgulhosa e quer seguir com todo este circo.

Hermione: No fundo não entende que a mais prejudicada vai ser ela sem mencionar esse anjinhos e ao seu pai, e até mesmo a Valentino porque um casamento sem amor não vai parar em lugar nenhum.

Rony: Por sorte tu e eu estamos apaixonados e felizes.

Hermione: Isso eu tenho que agradecer ao senhor Lanús, se não fosse por ele eu não teria conhecido o meu ruivinho (o beija).

Arthur foi ao jardim e beijou sua neta enquanto seu neto segurava seu dedo com força, Sophie preferia puxar o cabelo de Hermione.

Arthur: E bem? Já vamos ou por fim a louca da minha filha se arrependeu?

Ginny: A louca da tua filha não se arrependeu.

Todos a viram entrar radiante, seu vestido era mais simples que o anterior, mas belo, tinha um corpete irregular de seda e uma saída reta de seda também que caía delicadamente e na parte de baixo tinha detalhes em prata. Tinha o cabelo liso e solto com uma pequena coroa de prata na cabeça. Era mais que obvio que havia recuperado sua esbelta figura, porém sua cara não acompanhava seu despachante corpo. Tentava dissimular a tristeza, porém seus olhos, como sempre, a delatavam. Segurou o braço de seu pai e agarrou uma orquídea que levava um laço branco.

Ginny: E bem? Vamos?

Rony: Pois é mal passo ter pressa.

Subiram no carro antigo. Ginny se acomodou no ombro de seu pai enquanto Hermione, Conceição e os bebês subiam ao carro de Rony.

Arthur: Filha, estas segura de que...?

Ginny: Não, mas não há marcha atrás assim que, deseja-me sorte papai.

Arthur: O casamento não é questão de sorte, o casamento é questão de amor... Vai haver dias que discutam por estupidez, vai haver dias em que o mais insignificante te moleste, dias em que te sintas incompreendida, como crês que se suporta tudo isso? Só com amor princesa, só com total conhecimento de que, por muito imperfeito que o vejas nesse momento, o homem que tens em frente é o amor da tua vida.

Ginny: Então deseja-me sorte... Para apaixonar-me por ele.

Arthur: Te desejo que sejas muito feliz com o homem que amas, com o pai dos teus filhos...

Ginny: Já vais começar?

Arthur: Não, agora tu sentes que estão todos em teu contra, mas na realidade estamos todos ao teu favor e tu não te das conta... Olha, já estamos chegando.

A bela igreja não se perfilou diante deles. Ginny suspirou, todo seu corpo e seu instinto lhe diziam para sair correndo, que estava cometendo uma loucura. Ao descer a primeira imagem que viu a fez voltar a sentar-se para recuperar o valor... Harry... Quanta tristeza refletiam seus olhos... Ginny tomou ar e voltou a parar aferrando-se no braço de seu pai e abaixando a cabeça para não mirar a Harry. Começou a soar a marcha nupcial enquanto Ginny sentia os olhos de Harry clavados nela. Caminhou com dificuldade subindo as escadas enquanto ele se adiantou e parou em uma das esquinas da igreja. Todo mundo o mirou, porém rapidamente as miradas se centraram na noiva que estava entrando. Valentino a mirou apaixonado enquanto Ginny levou a mão aos olhos para evitar que caísse uma lágrima. Chegou até o altar e enquanto Valentino a mirava e segurava sua mão, virou-se para encontrar-se com os olhos de Harry... Estava chorando e não o negava... Ginny sentiu uma dor tremenda no peito enquanto levantou a cabeça para escutar as palavras do padre. Mordeu os lábios para não gritar de angustia e dor e fixou seus olhos na imagem de Cristo. De novo a dor no peito enquanto o sermão do padre começava. Tragou saliva. Recém nesse momento compreendeu a magnitude do que estava fazendo.


 


 

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