Capitulo 37



Se o filme era sobre amor ou sobre renas voadoras pouco lhe interessava a Ginny. Estava com Harry em um mesmo espaço... No mesmo sofá donde haviam feito o amor!!! Por Deus havia tensão sexual no ambiente e ela estava totalmente incomoda. Sem embargo não se sentia completamente bem e aproveitou essa desculpa para parar-se.
Harry: A onde vais?
Ginny: Me dói o estomago.
Harry: É isso ou queres se escapar de mim?
Ginny: Sim quero me escapar de ti e já!!! Porém acredite-me me sinto mal.
Harry: Bom não fale mais, vamos por um chá.
Ginny (incrédula): Vamos? Vamos me soa a manada.
Harry: Não, só dois, tu e eu.
Ginny: Não sabia que haver um chá requeria de tua malvada inteligência... (Harry baixou a mirada) Ainda que depois de ter semelhante professor posso tentar fazê-lo sozinha, não crês?
Harry: Não aprendas do maestro (a mirou nos olhos) ele há vivido equivocado toda sua vida e quando ao fim teve algo bom o perdeu...
Ginny (irônica): De verdade agora me chegasse ao coração... Vou por meu chá.
Harry: Vou contigo.
Ginny: Eu disse que não!
Harry: Pois eu digo que sim!!! (a levou nos braços fazendo que se pusesse mais pálida).
Ginny: Harry desça-me por favor, me mareio.
Harry a baixou e a abraçou enquanto lhe sussurrava no ouvido.
Harry: Perdoa-me... Não quis que te sentiras pior, definitivamente não sei tratar alguém tão delicada como tu.
Ginny se comoveu com suas palavras.
Ginny: Já Harry, vamos por meu chá e assim vais ver como me ponho melhor.
Iam a caminho da cozinha quando Ginny se deteve em seco e se segurou em uma das paredes.
Harry: Que tens?
Ginny (se incorporou): Nada, só quero um chá e creio que depois vou me deitar para descansar um pouco, não me sinto nada bem.
Harry (afligido): É minha culpa?
Ginny: Pela primeira vez saibas que não, me sinto mal desde Itália...
Harry: Itália??? Estava lá??? Em Itália?
Ginny: Quero meu chá!!!
Foram a cozinha e Ginny tomou um chá. Apesar de que afirmou sentir-se melhor Harry a seguiu vendo pálida e se preocupou, talvez esse clima a estava afetando... Com sumo cuidado e cautela se acercou a ela por trás e a abraçou. Ginny sem poder raciocinar só atinou pôr-se vermelha enquanto seus hormônios se alvoroçavam.
Harry: Não importa onde tenhas estado... Nem com quem... Nem importa o que tenhas feito... Fique comigo...
Em um impulso Ginny se virou e lhe correspondeu o abraço. Durante vários segundos ficaram assim... Ginny sentia que em nenhum lugar estaria mais protegida que naqueles braços, lhe doía a cabeça de tanto buscar o por que, porém seguia segura de algo... Seguia amando a esse homem... E agora que demônios faria?... O único que lhe ocorria era arrancar-se o coração e atirá-lo longe, onde nunca mais lhe pudesse molestar.
Ginny (se soltou do abraço): Necessito descansar.
Harry: Temos que conversar, há muitas coisas que dizer, muitos mal entendidos, tenho muitas coisas que dizer-te porque senão sinto que vou explodir!!!
Ginny: Não vou ir a nenhum lado Harry.
Harry: Não, mas iras voltar a ser fria e insensível nem bem te afastes de mim, tua razão recuperara o controle e te fará dizer-me coisas horríveis e planejar como escapar desse momento de debilidade...
Ginny: Como o sabes?
Harry: Tu mesma o disse, é meu jogo, eu conheço todo o mecanismo e acredite se estas te sentindo mal agora não te convêm seguir.
Ginny: Tu te mantivesse jogando ate o final...
Harry: Eu já não jogo.
Ginny: E então que fazes?
Harry: Aposto em algo que acreditava que não existia.
Ginny: Que?
Harry: O amor.
Ginny: Pois deixa-me aclarar-te a duvida, não existe, é algo que lhe inventam as meninas tontas e as muito ingênuas o crêem.
Harry (lhe tocou o rosto): Tu não és a única ingênua nesta história...
Ginny: A não? E como me dirias tu?! Entre outras coisas fui maltratada, insultada, desprezada e não esquecemos minha favorita: corna.
Harry ficou sem saber o que dizer. Decepcionada por seu silêncio Ginny saiu com uma só convicção: se uma parte dela odiava Harry outra parte o amava com loucura... Agora teria que eleger... Sim, para variar sua vida era um caos. Que novidade!!!

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