Capitulo 61



Enquanto a noite se enchia de estrelas Ginny mexia suavemente em uma planta do jardim enquanto várias luzes iluminavam a verde grama dando o perfeito espetáculo. Sua casa era similar, porém nunca havia se sentido tão a gosto ali, agora tinha a seu filho, a sua família, enquanto que na outra casa estava sozinha se não contava os 10 empregados que a rodeavam. Sempre lhe faltou amor e agora focava todo seu amor a essa barriga que, para ser de 5 meses, era gigante. Ginny reconheceu que havia se excedido na comida mas bem, tudo para seu filho chegar são, ademais só sua barriga era grandona, por sorte o resto dela se mantinha bastante bem. Ademais Ginny não era a classe de mulher que se preocupava em como ficaria seu corpo depois de ter o bebê.
Christopher a mirava desde uma cadeira enquanto ela repassava mentalmente uma interminável lista de nomes cuidadosamente elegidos... Se era menina se chamaria Sophie, isso já o havia decidido, o problema era se fosse menino... Ai sua mente ficava em branco. Sentiu umas mãos posarem sobre seus olhos e imediatamente deteve sua planta ao reconhecer esse perfume tão masculino.
Ginny: A ver... Quem será??? Esse olor me resulta familiar, cheira como o mar depois de uma cálida manhã...
Valentino (mudando a voz): Queres dizer que cheiro a peixe podre?
Ginny (rindo): Exato e só conheço uma pessoa que cheira assim... (as mãos que tampavam seus olhos se retiraram deixando-a frente a um nada contente Valentino) sim, é você, te reconheci em seguida.
Valentino: Pois muito engraçadinha não? Agora estou magoado e vou mudar de perfume.
Ginny: Deixa-o, me fascina o sushi.
Valentino: Se pode saber por que estas de tão bom humor?
Ginny: Estou de bom humor porque A) Estou bem barriguda e não precisamente por comer, . Faz uma noite belíssima e há uma brisa perfeita, C), Já decidi como vai se chamar meu bebê se é menina e D), Porque um homem com cheiro de pescado esta de visita.
Valentino: Não sabes o feliz que me faz ver-te assim (os olhos lhe brilhavam).
Ginny (parou): Sim o sei, olha Chris também esta aqui, por que não o cumprimentasse?
Valentino: Não o vi (se aproximou do urso) Boa noite Christopher, como estas?... Ouve-me que mal educado nem sequer responde.
Ginny: Porque é tímido, verdade bebê? (pegou o urso e lhe deu um beijo no fucinho).
Valentino: Não pois, quem pudera ser ele.
Ginny: Ao grano Lanús, que te traz por aqui?
Valentino: Venho a trazer-te este humilde obséquio.
Ginny: Pois pareces que te estas fazendo de graciosinho, que queres?
Valentino: Não vais nem me convidar para tomar uma xícara de café?
Ginny: Não.
Valentino: Esta bem, quero fazer-te uma proposta.
Ginny: Decente verdade?
Valentino: Creio que em teu estado não me ocorrem muitas coisas indecentes que fazer-te... Olha, quero que joguemos uma busca ao tesouro.
Ginny: Passo, já estou grande para estes jogos, e não o digo somente pela idade senão também pelo tamanho.
Valentino: Que pouco espírito de aventura, bom, como a princesa não quer se esforçar eu mesmo vou lhe trazer o tesouro.
Se trepou na enredadeira e pegou um balão do que possuía um pequeno estojo.
Ginny: Mas presentes?
Valentino (estendeu-lhe o estojo): Este é especial, abra-o.
Ginny o abriu e se encontrou com um belo anel com uma pedra azul como o mar. Valentino se ajoelhou diante dela.
Valentino: Sei que ainda não me queres, sei que ainda não esquecesse dele, porém tenho certeza mais que absoluta que tudo, é que te amo e meu amor alcança para os dois, queres casar-te comigo?.
Apesar de suas doces palavras a única imagem que veio a mente de Ginny foi a de Harry... Porém ao inferno com ele! Nem sequer havia sido capaz de buscá-la, deveria estar muito feliz com seu filho e sua puta e Ginny duvidava que ainda que desse a volta ao mundo conseguiria achar um homem assim, por mais que não o amasse. Nesse caso havia que ser prática, lhe devia muito a Valentino e estava grávida e sozinha... Tocava esquecer-te de toda essa coisa do amor, ademais... Quem lhe assegurava que com o tempo não conseguiria amá-lo?...
Ginny: Sim, aceito casar-me contigo.
Valentino lhe colocou o anel e a abraçou, ia a dar-lhe um beijo, mas Ginny virou o rosto provocando que fosse parar em sua bochecha... Não, todavia não estava pronta para beijar outros lábios, porém já não havia volta atrás, enquanto perdia a mirada em uma estrela se perguntou se havia tomado a decisão correta.


 

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