A última Batalha



Capítulo XXXV – A última batalha

Dumbledore preocupava-se com Snape, e muito mais com Diana. Mas, neste momento, tinha que pensar friamente. Juntando-se a predição de Trelawney, o sonho de Harry e o rapto dos gêmeos, podia-se chegar facilmente à conclusão de que Voldemort acabara de obter o que mais desejava para algum novo plano. E, agora que isto já estava concretizado, Hogwarts seria atacada. O exército já estava praticamente formado e a sua espera, o diretor precisava contatá-los. Depois iria em socorro de Diana e os gêmeos.

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Snape andava apressado pelos corredores da escola. Tão apressado que trombou com alguém, derrubando o garoto no chão. Harry olhou assustado para o bruxo que emanava raiva.
- P-professor? – falou receoso, estivera com ele há alguns minutos atrás e, apesar de ansioso, o mestre de poções não estava assim tão enraivecido.
- Sai… Da minha… Frente… Potter… - Ele respirava fundo a cada palavra, como se, se não fizesse isto, pudesse explodir o corredor a sua volta de ira. O garoto procurou se levantar o mais rápido que pôde. Snape empurrou-o para o lado com o braço e saiu pelo corredor a passos largos e duros.
Sua mente estava abarrotada de pensamentos. Como Dumbledore poderia ter permitido uma coisa dessas? Ele tinha avisado… Tinha dito que não confiava naquele médico sorridente. Por que ele não o ouviu? Por que não lhe deu atenção? Não… Ele tem sempre que dar crédito a todo e qualquer um que lhe parece simpático… Inferno… E agora? O que faria? Não tinha a menor idéia de pra onde ir, o que fazer, não sabia quais eram os planos do Lorde… Mas descobriria… Daria um jeito… Aparataria em todos os lugares do mundo se preciso. Encontraria Diana.

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Diana acordou muito longe do hospital St. Mungus. Abriu os olhos lentamente, sentiu-se dolorida. Tentou mover seus braços e pernas, mas não conseguiu. Estava presa magicamente à parede. Os membros abertos o mais longe possível um do outro que seu corpo permitia. Olhou a sua volta. O lugar onde estava era comprido, como um galpão. Mal iluminado por algumas velas suspensas no ar, e por um buraco feito no telhado que deixava que os últimos raios de Sol do dia entrassem no aposento. Bem onde os raios incidiam havia uma espécie de mesa, ou cavalete, cujo tampo era uma grossa placa de mármore negro. Sob ela havia dois bebes, seus bebês, ainda embalados nos panos do hospital, dormindo como se nada estivesse acontecido. A bruxa soltou um berro involuntário de fúria, e se debateu ainda mais, inutilmente.
- Ora, ora, ora… - sibilou uma figura saindo de um canto escuro do galpão – Então minha convidada resolveu finalmente acordar? Cheguei a pensar que não despertaria para assistir ao espetáculo…
Voldemort vestia uma longa capa negra, o capuz fazia sombra sob seu rosto, mas os olhos vermelhos cintilavam de dentro da escuridão. Todos os pêlos do corpo de Diana se arrepiaram com o calafrio que percorreu sua espinha. Mas não estava disposta a se entregar ao medo.
- Seu asqueroso! Isso é só por vingança? Pois então leve a mim! É a mim que você quer! As crianças não têm nada a ver com isso!
- Tsc, tsc, tsc… - Zombou Voldemort se aproximando – Quanta prepotência, quanto egocentrismo… - falava um tom acima de um sussurro - Não… Não tem a ver com você, querida… É exatamente com eles… Eu precisava de gêmeos… Gêmeos que fizessem sete dias hoje… Quis o infeliz destino que a mãe fosse você… E assim é ótimo para mim, pois devo admitir… Há sim uma pitada de vingança. E então, mato dois dragões com um só feitiço. E, diga-se de passagem… De forma extremamente simples…
Diana estreitou os olhos.
- Ora, como vocês são tolos… - continuou o bruxo maligno sibilando – Confiam em todos que lhe sorriem… Já tive bruxos sobre meu controle em Hogwarts… Por que não teria num simples hospital?
- O quê… O que você vai fazer com eles? – segundo os rumores que corriam, e segundo o próprio Snape tinha dito a Diana, o pior defeito do Lorde das Trevas era a arrogância, sua péssima mania de contar vantagem. A bruxa ia tentar, pelo menos, ganhar tempo.
- Ah sim, sim… Acho que você tem o direito de saber… - fez o bruxo como se falasse de algo muito natural – Bom… É um ritual negro muito antigo de transferência de magia… Como se sabe, gêmeos têm um elo mágico natural muito forte… Acontece até com os trouxas. Mas, obviamente, com os bruxos é algo muito maior. Há um outro ritual para o fortalecimento de poder feito ao alinhamento dos planetas, e com os números certos… Coisa complicada… Você não entenderia… - falou como se estivesse explicando álgebra a uma criança de cinco anos – O importante é que hoje eu tenho a oportunidade única de juntar os dois rituais e me tornar o ser mágico mais forte do planeta… Nem Dumbledore poderia me superar – disse levemente eufórico – Sabe… Este meu corpo já passou por muitas coisas, foi atingido por muitas maldições e eu mesmo já fiz experiências demais com ele, algumas deram certo… Outras não… Hoje ele será rejuvenescido pela juventude de seus filhos, terá seu poder multiplicado pela tão fresca magia que possuem, e será abençoado pelos astros… Lorde Voldemort se tornará ainda mais inalcançável… Serei imbatível. E o mundo terá de se pôr aos pés do ser mais desenvolvido e poderoso que existe! – seus olhos se arregalaram levemente na última frase.
- Você é doente… - falou Diana com nojo.
- Talvez… - disse o Lorde como se ponderasse a questão por um momento – Realmente não sei.… – ironizou.
- E quanto aos gêmeos? – a bruxa não pôde se conter – O que vai acontecer com eles?
- Bom… - ele respondeu calmamente – Toda magia concentrada neles irá passar pra mim… Eles já tomaram a poção… Bem… Se tornarão trouxas assim que eu os tocar… Mas há uma pequena parte incômoda, pois terei de matá-los com minhas próprias mãos, ou o ritual não se concretiza… Enquanto eles sufocam, eu me torno ainda mais forte… Quer dizer… Incômoda pra você… Que vai ter que assistir… - Ele escancarou os dentes num sorriso zombeteiro.
- Seu… Seu monstro! – lágrimas de ódio rolaram pelo rosto de Diana – Seu verme desprezível e asqueroso! – ela se debateu loucamente tentando impedi-lo.
- Nossa… Quantos elogios… - sibilou debochando dela, cruzou os braços sobre o peito assistindo a mulher lutar inutilmente contra as cordas invisíveis que a prendiam à parede. – Assim eu vou ficar mal acostumado… Mas acalme-se… Ainda falta cerca de uma hora para o momento certo do ritual se concretizar.
- Como você pode fazer uma coisa dessas? – falou com asco – São apenas bebês indefesos… Nem sabem o que está acontecendo! Têm tão poucos dias de vida…
- Ah… - Ele fingiu pensar por um instante – Não sei… Mas não vivem dizendo que eu já não tenho mais coração? Talvez seja por isso…
- Coração? Coração? - zombou Diana parando de se debater ao ouvir esta palavra – Isso você nunca teve. O que perdeu pelo caminho foi a sua alma. Você é oco, - falou como se cuspisse as palavras – como um tronco velho e podre. E a sua vida já há muito tempo perdeu o sentido de existir.
- Como ousa dizer isso? – retrucou o bruxo levemente alterado, aproximando-se dela – Eu sou Lord Voldemort! O bruxo mais maligno que já existiu e, brevemente, o mais poderoso de todos os tempos!
- Ah, é mesmo? – Diana continuou a zombar, não tinha mais nada a perder, o ódio havia vencido o medo – E de que isto adianta? Grande Lord Voldemort? O que você vai fazer se conseguir mesmo todo esse poder que deseja? Sentar e assistir aos dias passarem? Você não sabe o que é ter alguém que lhe faça companhia nos dias tediosos, ou um amigo sincero com quem possa conversar sobre qualquer coisa. Muito menos alguém que lhe aprecie de verdade e que esteja ao seu lado até o fim. E pode ter certeza, quando o fim chegar, pois um dia ele terá de chegar, ninguém o velará em seu leito e nem o seu mais fiel servo chorará a sua morte. E os anos passarão e passarão, e haverá um momento no futuro em que lembrarão de você apenas como um homem louco e mal-amado que gostava de matar criancinhas. E aí torça, pois, se tiver sorte, bem nesse dia haverá alguém que terá por você o melhor sentimento que já lhe foi direcionado… Pena… - ela ressaltou o mais que pôde a última palavra.
- Cala a boca! – exaltou-se o Lorde, e deferiu um tapa tão forte contra o rosto dela que abriu um corte na bochecha da bruxa – Sua vadia! Cala-essa-maldita-boca! – e lançou um feitiço que selou os lábios de Diana – Suas palavras são inúteis! Eu nunca tive nada disso, então não me farão a menor falta! Mas sabe… - disse acalmando-se – Ainda há algum tempo antes que o ritual se inicie… E creio que há uma forma melhor de passarmos o tempo do que ficarmos trocando ofensas… - ele se aproximou dela, tocou levemente seu rosto onde o corte sangrava. Diana sentiu a repulsa revirar seu estômago quando aquele dedo fino e frio tocou sua pele. O Lorde lambeu o dedo molhado com o sangue de mulher depois levou as mãos ao decote de seu vestido. Ela tentou gritar, mas o feitiço não permitiu que sua boca se abrisse. Voltou a se debater. Aquilo só parecia atiçar ainda mais o bruxo a sua frente. Ele segurou o meio do decote com as duas mãos e rasgou o tecido fino das vestes que ela usava de cima a baixo.
Apreciou um pouco a mulher a sua frente, o vestido rasgado, o corpo à mostra, coberto apenas pela roupa íntima. O bruxo deu um sorriso torto, correu os olhos por toda a pele dela. Era alva e de aparência macia. Tinha algumas pintas ao longo do tronco, principalmente perto dos ombros. Direcionou seu foco então para uma das partes que mais gostava. E o que viu ali o surpreendeu tanto que ele arregalou levemente os olhos vermelhos. Entre os seios fartos vestidos no sutiã branco, havia uma mancha de nascença de cor um tom acima do da pele da bruxa, e de mais de dez centímetros de comprimento. As próprias palavras do lorde falaram em sua mente numa lembrança:
”Reuniões estúpidas, livros, cartas idiotas, e… Uma mulher… Quem era Severus?” ecoou a voz de Voldemort em sua própria mente.
“A qual delas se refere milorde?” – falou a voz de Snape fingindo-se displicente.
“São tantas não é?” voltou a falar o Lorde “A de cabelos castanhos. Não pude ver seu rosto, mas sei que tinha seios bonitos. E uma marca de nascença entre eles…”

Era ela… A mulher dos pensamentos de Snape era Diana… A mulher com quem ele havia dormido há sete meses atrás… Logo seu braço direito… Aquele que ele julgava o servo mais fiel… Seu predileto… Era ele o pai das crianças… Voldemort rugiu de fúria como um animal machucado.
-TRAIDOR!! - berrou, e os gêmeos começaram a chorar quase instantaneamente – Traidor! Tragam-me Severus Snape! Vivo!
Quase que imediatamente quatro vultos também vestidos de negro saíram das sombras do galpão e dirigiram-se rapidamente para a porta.

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Snape estava na mansão Malfoy. Foi o primeiro lugar que conseguiu pensar. Havia inúmeras proteções lá, era o lugar que mais freqüentavam. Se o Lorde não estivesse ali, pelo menos arrancaria essa informação de alguém. Mas não havia nenhum comensal no lugar. Só Narcisa.
- Anda Narcisa, fala. Onde Lucius está? – sibilou ele.
Snape havia amarrado magicamente a bruxa loira a uma cadeira.
- O que… - respondeu a mulher atordoada – O que está acontecendo Severus? Eu… Não estou entendendo nada…
- Correção, você nunca entendeu nada. – rosnou o bruxo com a varinha apontada para o rosto dela – Mas, apesar de ser intelectualmente afetada, acredito que ainda fale minha língua. Diga-me de uma vez por todas, onde-está-o-imbecil-do-seu-marido?
- Eu… Eu não sei Severus… Ele nunca me diz nada… Você o conhece…
- Oh, sim. Conheço, - o bruxo estava extremamente afetado – e é por isso que sei que dada a magnitude do plano do Lorde, Lucius cometeu a enorme de gafe de chegar em sua mansão e contar vantagem aos sete ventos como se sua parte nele fosse importantíssima. Eu não tenho todo o tempo do mundo Narcisa. E, acredite, tenho formas bem persuasivas de fazer as pessoas falarem. Minha boa educação pode não permitir que torture fisicamente uma mulher como você, mas acredito que Draco já esteja bem grandinho e consiga suportar… - murmurou a centímetros dela.
Lágrimas involuntárias rolaram dos olhos claros dela.
- Por favor… Ele não… Afinal o que está acontecendo? Por favor… Não machuque meu filho…
Abalada o suficiente, agora seria fácil…
- Olhe pra mim Narcisa… - murmurou Snape.
- Não… - ela chorou.
- Olhe… Pra mim! – ele segurou o rosto dela de forma bruta com a mão livre e a forçou a olhar em seus olhos. Penetrou ali com seus olhos negros e todo o plano se tornou claro.
- Um parque de diversões trouxa? – sibilou confuso – O Lorde está perdendo a mão… - zombou.
- Acabou Severus. – Uma voz grave falou da porta.
Snape se virou num girar de calcanhares. McNair tinha a varinha apontada diretamente para o seu peito. Mais quatro capas negras e varinhas em punho surgiram às costas do comensal logo depois.
- Vocês não vão me matar… - murmurou – Não antes que eu consiga resolver isto…
- Estupefaça! – gritaram cinco vozes masculinas e cinco rojões vermelhos foram lançados contra o bruxo. Narcisa soltou um gritinho histérico. Fazendo um gesto amplo com as mãos Snape desviou todos os feitiços e eles ricochetearam nas paredes, destruindo o grande salão de festas. Todos os lustres e quadros vieram ao chão. Um enorme espelho se partiu. Uma densa nuvem de poeira se formou.
- Nós sabemos que você é poderoso, - Falou uma voz rouca, o comensal caminhava pela poeira sem enxergar nada – mas também somos… E somos cinco… Não vai conseguir escapar…
- Que surpresa você ter aprendido a contar Goyle… Avada Kedavra! - um raio de luz verde surgiu no meio da poeira e acertou em cheio o comensal que andava, com um estrondo alto o enorme corpo dele caiu no chão – Pena que seja tarde demais…
- Não queremos te matar Severus…
- Lucius… - choramingou Narcisa ainda presa à cadeira.
- O Lorde lhe quer vivo… - continuou o comensal – Enfrente seu destino com dignidade…
- Não Lucius… - ele murmurou – Você sabe muito bem que a minha dignidade não permite que eu me entregue sem lutar… Eu não quero te matar… Até que nos dávamos bem… E tenho pena de Draco… Já tem um pai tão precário… Não quero lhe tornar órfão além de tudo…
- E por falar em paternidade… - continuou Malfoy tentando encontrar Snape em meio aos escombros e a poeira – Acabei de ver seus dois filhos… Não se preocupa com eles? E aquela linda vadiazinha, mãe deles… Não quer vê-los de novo? Entregue-se Severus… O Lorde está com eles… Sabe que não permitiria que nós matássemos um traidor como você… Quer fazer isto ele mesmo… Pelo menos você verá sua mais nova família por uns momentos antes de deixar o mundo dos vivos…
O coração de Snape bateu mais forte ao saber que Diana e os gêmeos estavam com o Lorde Negro. Ficou paralisado por alguns poucos instantes. Os instantes que os comensais precisavam. O bruxo foi atingido por quatro feitiços estuporantes ao mesmo tempo, um em cada lado de seu corpo.

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Harry andava atordoado pelo corredor. E não era só porque a trombada com Snape tinha lhe causado um mau jeito no braço esquerdo. Há cerca de meia hora tinha encontrado com o mestre de poções em seu escritório, e ele estava preocupado porque Diana já era pra ter chegado do Hospital e Dumbledore não lhe dava notícias. E agora o bruxo tinha acabado de passar como uma bala pelo menino cuspindo fogo pelo caminho. Alguma coisa tinha acontecido. O garoto andou a passos largos e chegou o mais rápido que pôde ao escritório do Diretor.
- Cera de ouvido. – falou para a Gárgula. A estátua se moveu para o lado e liberou a passagem para a escada de pedra.
Dumbledore andava pelo seu escritório energicamente, falava com os quadros.
- …E Doroth, quero que vá ao St. Mungus, dê uma vigiada nas coisas por lá… Ah… Harry… - disse ao avistar o menino à porta – O que faz aqui meu rapaz?
- Chega de esconder coisas de mim diretor, por favor. – disse o menino procurando não parecer grosso – Conte-me o que está acontecendo.
Dumbledore baixou os olhos.
- A batalha começou Harry… - murmurou – A última batalha desta guerra começa hoje.

N/A: Gente, eu sei que nem adianta pedir desculpas, e que esse cap. Tá meio precário... Mas é que mais uma vez eu tive que postar o cap. pelo meio.... A idéia era acontecer muito mais coisas.... Mas eu ando meio sem tempo para escrever...... E como já to há muito tempo sem postar, vou para-lo por aí que eh pra fic ter atualização pelo menos..... Logo logo eu coloco o proximo cap. viu??? Rumo ao fim...... snif.... =/ Comenteeeeeeeeeeemmmmmmmmm.............

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