Uma torta por seus segredos!



Após as palavras de Lily, reinou-se um silêncio denso entre os dois, um silêncio que nem de longe era constrangedor. Era mais um momento quieto, cada um matutava consigo mesmo, em busca de entender o ocorrido. Uma conversa silenciosa com sua própria consciência.


Tiago, pensava nos acontecimentos dos últimos dias. Será que ele realmente mudara tanto assim para merecer a confiança da menina que sempre o odiara? Ou pelo menos fingia que o odiara. Subitamente veio-lhe um medo, será que ela agora o via como um amigo? Assim como via Remo? Quase um irmão? Se fosse, suas intenções haviam sido mal interpretadas, essa era a chance que ele tinha para provar seu amor, mas será que ela o aceitaria?


Lily, por sua vez, repassava os cinco últimos minutos em sua mente. Ele a pedira perdão e ela aceitara, ele a abraçara e ela retribuíra, ele a pedira algo e ela acatara. O que estava acontecendo? Não! Essa era a última coisa que podia passar com ela! Se apaixonar pelo maroto Potter! Isso era fora de cogitação! Estava com a cabeça confusa. “Estou apenas surpresa com a atitude dele! É só isso, não sinto nada além de amizade. É! Ele vai ser um amigo, assim como o Remo! Estou confundindo amor com amizade.” Mentia para si. Sua consciência, ao contrário, berrava a verdade. “Não! Você sente algo mais que apenas amizade! Amizade não faria com que você o encarasse a aula toda, admirando-o”. “Então não é amor! É apenas uma atração! Óbvio! O Potter, digo, o Tiago, é bonito, elegante, tem certo charme... Estou me sentindo atraída pela beleza dele, assim como todas as outras garotas são! Isso não quer dizer amor. Mas isso é pior ainda, para quem não sentia nada por ele, atração já é algo muito forte e que eu nem deveria sentir, mas que culpa tenho se o menino é lindo?”


Desistiu de se entender e deixou isso para conversar com as garotas mais tarde. Pegou seus talheres e começou sua refeição, deliciava-se com sua lasanha acompanhada de salada. Por longos minutos, o ruído da faca atritando o prato foi o único som que embalou os dois jovens, parecia uma música, para ajudar a clarear a ideias. Quando acabou o prato principal de seu jantar, Lily se sentia cheia. Olhou para a sobremesa, que aparentava estar suculenta e sentiu uma ponta de culpa por ser gulosa por lasanha.


- Isso é crueldade Tiago! – Disse ela, fingida. – Tiago? Tiago? Está me ouvindo? TIAGO!


-Hã? Puxa! Desculpe, Lily, fiquei distraído pensando. Chamou?


- Sim, isso é maldade e você deveria ser preso por cometer um crime desses!


- CRIME? Que crime? – Perguntou apavorado.


- Trazer lasanha para uma pobre menina viciada nesse tipo de comida, saciá-la com o salgado e depois deixá-la sofrendo por vontade de comer essa linda sobremesa que ela não pode porque não aguenta mais uma azeitona. – Falou ela, divertida.


- Engraçadinha! Por que não come mais tarde?


- E você acha o que? Que eu vou levar esse prato de torta de figo para o meu quarto?


- E por que não? – Indagou desentendido.


- Isso é um absurdo, levar comida para o dormitório!


- Levamos sempre. Na verdade o Rabicho leva e nós filamos um biscoito ou outro.


- E o Remo não briga?


- Brigar ele briga, mas me diga quem, dos marotos, leva o Aluado a sério? – Disse ele rindo.


Ela sorriu com o comentário do menino e tornou a observar sua torta, ligeiramente tentada a engoli-la de uma vez e saciar sua vontade, mesmo que isso significasse passar a noite na enfermaria por sofrer de congestão. Jamais iria deixar de comer sua sobremesa favorita.


- Acho melhor se preparar para me levar na enfermaria, Tiago, vou comer a sobremesa.


- Lily, não. Não é bom, pode te fazer mal. Coma amanhã.


- Vai ter estragado. – Choramingou ela tentando convencê-lo a deixá-la comer a torta.


- Melhor estragar a torta do que estragar seu estômago. Se achar que não aguenta tudo, divida.


- Com quem?


- Não sei, quem sabe com alguém amigo que está passando fome e que ama torta de figo... – Brincou ele, indicando-se sugestivamente.


- É! Boa! Será que o Remo já jantou? – Perguntou ela, entendendo Tiago e acompanhando-o na brincadeira.


- Ah... É assim? Eu te trago jantar e você lembra-se do Aluado? Pois bem! Veja o que farei com sua amada torta... – Disse ele, num tom perverso, de quem vai aprontar. E tomou os talheres das mãos da menina, cortou o pedaço grande o suficiente para enchê-lo a boca e abocanhou-o com prazer, zoando da cara de Lily e lhe fazendo caretas enquanto comia.


A menina riu muito com a atitude dele, serviu-se de um pequeno pedaço e comeu devagar, saboreando os figos e a massa fofa da torta doce. Fechou os olhos e recordou-se de sua infância, quando sua mãe costumava fazer esse tipo de sobremesa para a ceia de natal. Lembrava-se bem de que, antes de saber que era bruxa, era um costume em sua casa, que a família cozinhasse junta o bolo do natal, ela e Petúnia, sua irmã, sentavam-se juntas e decoravam a torta depois de pronta e que durante a festa, costumavam estar juntas com todos os primos e primas para brincar antes da meia-noite. Que a ceia era servida e que quando o relógio dava as 12 badaladas, ela costumava subir as escadas para ver os fogos de artifício do terraço da casa. Quando acabou de mastigar abriu os olhos e se deparou com Tiago a olhando.


- Em que pensava? Estava com um sorriso tão lindo! – Disse ele gentil. Ela corou


- Eu... Eu estava sorrindo? – E corou mais ainda. – Ai, que vergonha! – Disse, cobrindo as bochechas com as mãos para esconder a vermelhidão que estava sua maçã do rosto.


E Tiago riu, jogou a cabeça para trás e gargalhou da cena da amiga.


- Você é uma figura Lily! Só você mesmo para responder assim uma pergunta carinhosa... – E a menina ficou ainda mais vermelha. Ambos continuaram a conversar por mais um longo tempo, trocaram conhecimentos de estudo, falaram da infância...


- [...] e eu nunca fui a uma escola antes de Hogwarts nem convivi com pessoas da minha idade antes de conhecer o Sirius, o Pedro e o Remo.


- Isso é deprimente! Quem diria que o popular Tiago Potter algum dia foi um “forever alone”, garoto solitário. –  Disse Lily que depois riu impressionada.


- Melhor do que isso só imaginando a certinha monitora Evans, correndo e fazendo baderna na escola trouxa! Juro que nunca pensei que você seria capaz de invadir a sala dos professores apenas para comer o biscoito doce que a tia da cantina preparava para eles!!


- Gosto de imaginar que essas cenas foram parte de um passado longínquo e que não fazem parte da mentalidade da atual monitora-chefe.


- Mas nunca vou esquecer que Lily Evans já teve sua fase marota! – Disse Tiago dando um sorriso Eu-Tenho-32-Dentes-Que-São-Todos-Branquinhos.


- Meus ouvidos me traem! Repita isso para que meu cérebro possa processar bem a informação. Lily foi marota? Estamos falando da mesma pessoa?A Lily Evans? Uma menina ruiva, baixinha e certinha? A que é monitora da grifinória? – Perguntou Sirius incrédulo, tirando sarro da cara da menina que ria abertamente, acompanhada por Tiago e Lene, que aparecera junto com o namorado.


- Sim! Essa mesma, conhece? Ela costuma reclamar das marotices que fazemos, mas pelo menos nunca roubamos! – Respondeu Tiago ainda rindo.


- Quem roubou o que? – Indagou Catherine horrorizada. Viu todos os olhares recaírem em sua amiga e os demais rirem descontroladamente. – A LILY!!!! Amiga! Que fizeram contigo?!! Roubando? Ai, amiga!! Me amassem que to passada! – Disse a menina dramática, se jogando para traz em um fingido desmaio. Porém, ela se esqueceu que estava de salto. Um salto baixinho de não mais que três centímetros, mas que, com o peso que Cath confiou às agulhinhas do sapato, quebrou, desequilibrando-a. Ela berrou e pensou que daria de cabeça no chão de pedra, preparou-se para o impacto, contudo ele não veio.


- Caindo de madura, Cath? O quê que há? Por acaso Sirius te deu uma dose de Uísque de Fogo, foi? Ou a Lene te serviu cerveja amanteigada demais? – Perguntou Remo, sorrindo. Ele percebera que a menina ia cair e se posicionou atrás dela, de modo que antes de alcançar o chão, Cath teve os braços fortes do maroto como um apoio de segurança. Ele fechara as mãos entorno do tronco da garota, que tinha os braços estendidos para os lados, resultado de sua última tentativa de retomar o equilíbrio. Sua cabeça repousava no peito do menino que era transpassado pela alça da mochila que ele ainda carregava.


- Remo! Obrigada! – Falou ela, tornando a ficar em pé, muito corada. Seu coração disparava, estivera nos braços de seu amor platônico – É que meu salto quebrou. Valeu mesmo!


- Garotas... Algum dia eu juro que entendo o motivo de vocês usarem salto, se ele machuca o pé, e ainda podem quebrar, levando-as direto de encontro ao chão. – As risadas recomeçaram.


 - Eu também, Aluado... Se algum dia descobrir, diz para mim tá?


 - Ah! Pense você, Sirius. Seu cachorro!!! – As risadas não cessaram, pelo contrário, foram aumentando.


- Por que usar meus neurônios para pensar quando tenho alguém para fazer isso por mim? – Devolveu Sirius.


- Para garantir que seu cérebro não vai parar de funcionar por falta de uso, Almofadinhas. – As risadas persistiram. Após algum tempo, com todos os amigos devidamente recuperados e acomodados na sacada, o assunto de Lily voltou à tona.


- Não pense que vai escapar Lils. Que foi que Tiago disse de você ter roubado? – Avisou Lene, com um olhar maroto e um sorriso perverso em seu rosto.


- Eu... Eu... Lene! Você está andando demais com o Sirius. – Risadas breves, o olhar penetrante de Lene continuou a fitar Lily, essa se sentiu incomodada e achou melhor narrar os fatos aos amigos. Depois de alguns minutos de história, os demais se reuniram em gargalhadas enquanto Lily corava furiosamente. – Bem, agora que a história foi contada, hora de ir para a cama, é só segunda-feira e temos mais uma semana pela frente.


- Ainda falta explicar por que estava contando isso para o Pontas... – Incentivou Sirius, com um olhar que mesclava divertimento, provocação e um pouco de malícia.


Lily sentiu-se amedrontada, embora tivesse confiado na mudança de Tiago, imaginou o quanto seria zoada por Sirius se dissesse que havia feito amizade com o maroto. Deu apenas um olhar assustado para Tiago, seu coração foi a mil, sua respiração se tornou ofegante e um suor frio lhe surgiu de repente. Lene percebeu que a amiga não estava bem, sinalizou para Cath, que disse:


- Ora, Sirius! Deixe a garota. Vem Lils, vamos para o dormitório.


- Six, desculpa... O Tiago vai te explicar melhor que eu. – Disse Lily em um fio de voz, que saiu mais assustado que o pretendido e que transpareceu toda a insegurança da garota. Sirius ficou atônito, a garota chamara Tiago pelo primeiro nome? Lily, ao se levantar para acompanhar as amigas, viu Pedro entrar na sacada com os braços repletos de doces.


- Oi gente eu...


- Depois, Rabicho. – Lily ouviu Lene murmurar ao seu lado, arrastando-a pelo braço até a escada.


- Lily! Eu...


- Fale o que quiser Tiago... Vou contar tudo também... – Ela disse com toda a pouca coragem que lhe restava.


Ao dizer isso, sentiu ser puxada outra vez em direção à escada. Quando alcançaram o dormitório, Lene empurrou Lily para a cama de Cath, enquanto essa enfeitiçava a porta para não serem ouvidas. Catherine sentou-se na cama de Lene.


- Lily, Tem algo para nos contar? – Inquiriu Lene


- Eu... Eu... Amigas...


- Você? – Incentivou Cath. – Está gaguejando muito hoje. Por que falava com Tiago?


- Pott... Tiago é que veio conversar comigo. Veio me pedir desculpas por tudo que fez. Perguntou-me se podíamos ser amigos, disse a ele que eu aceitava a trégua e dava-lhe um voto de confiança para sermos amigos...


- Wont!!! Que fofo, Lils! – Falaram as amigas em uníssono, enquanto a abraçavam.


-... Então começamos a conversar sobre coisas que ninguém sabia a nosso respeito para ganharmos confiança um no outro. – Continuou Lily, como se não tivesse sido interrompida.


- Que bacana, Lily. Nossos ouvidos agradecem a sua trégua. – Curtiu Lene, enquanto se jogava na cama de Lily.


- Meus ouvidos vão amar! Aleluia! Nada mais de “Eu te odeio, e é Evans para você, Potter”- Falou Cath, imitando a voz de Lily. Todas riram.


Do outro lado da torre, Tiago relatava aos marotos sua conversa com Lily.
Aquela semana passou tranquila, sem gritos, berros, socos ou tapas. Era mais divertido, agora, estarem todos juntos, os amigos passavam várias horas rindo e conversando, mesmo após a hora de dormir. Finalmente, para alívio de todos os alunos, chegou a sexta-feira. A grande maioria dos estudantes aproveitava para curtir um tempo a mais fora de seus dormitórios antes de se entregarem ao cansaço da semana.


- Ah! Oba! Sexta, finalmente! – Disse Sirius se jogando em um sofá e escorregando o corpo lentamente, até estar de um modo totalmente esparramado.


- Com licença, Sr. Sirius Espaçoso Black! Quero sentar também! – Reclamou Cath, observando o garoto com os braços cruzados.


- Que querem fazer, marotos? Xadrez das sextas?


- Não, Pontas! Quero curtir minha folga na única noite livre que tenho na semana. Nem acredito que a professora de astronomia faltou por estar doente. – Falou Aluado empolgado.


- Merlin! Quem é você e o que fez com meu amigo Remo Lupin? – Brincou Lene, sentando-se no braço do sofá em que estava Sirius e acariciando os cabelos do maroto.


- Nada, Lene! Esse é o lado que presta, ou melhor, o lado maroto do Aluado, falando mais alto. – Zoou Pontas.


- É mesmo, o lobinho liberando seu lado selvagem. – Completou Black, com um sorriso que tinha um fundo de malícia. Remo corou mais que uma pimenta e sentiu as bochechas arderem. Todos riram.


- Você não presta, Six! – Curtiu a menina ruiva, indo em direção às escadas do dormitório.


- Aonde vai, Lily? – perguntou Cath, Lily a olhou com ironia. – Ah! Obviamente é para o quarto sua dementada! – Brincou ela no que os demais riram. – Mas eu quis dizer para quê?


- Tenho um jantar! – Falou simplesmente, Lils. O coração de Tiago pareceu parar. Sua ruivinha tinha um jantar? Na certa com algum bonitão metido da Corvinal, ou da Lufa-Lufa. De que, então, lhe valera esse esforço para conquistar a amizade da menina se nunca seria mais que um amigo?


- Aê, Lily! Arrasando corações... – Provocou Sirius, os amigos riram. Tiago forçou um sorriso tímido, mas não conseguiu mais que fazer seus lábios se curvarem em uma careta.


- Você REALMENTE não presta, Six! Que foi, Tiago? Que careta! Assim fica mais feio que o normal. – Novas risadas.


A menina subiu até o dormitório, os demais continuaram a brincar e rir, quando chamavam por Tiago, ele apenas assentia, sem nem saber com o que concordava. Minutos depois, Lily desceu de seu quarto. Usava um vestido verde-água que lhe alcançava os joelhos, uma bota cano médio preta nos pés e um colar prateado simples. Seus cabelos desciam em forma de cascata por suas costas, estavam levemente ondulados adornados com uma tiara também verde que realçava o vermelho de suas madeixas. Em seus braços trazia um casaco prateado de mangas longas para caso sentisse frio.


- UAU!!! Lily Evans, será mesmo que é só um jantar? Vai assim...


- Assim como Srta. Lene Black? – Indagou a menina na brincadeira.


- Assim tão elegante. – Disse Tiago embasbacado com a beleza da garota.


- Também, mas eu ia dizer vestida para matar. – Lene falou. As risadas foram inevitáveis                                                                          


- Isso só pode ser resultado da sua convivência com Sirius Black. Já vou, galera. Volto daqui a pouco. – Avisou Lily.


E a menina saiu da sala rumo ao jantar que teria com os “alunos favoritos”de seu professor de poções. Os jantares eram realmente entediantes às vezes, mas em raros casos eram divertidos e descontraídos. Conversava com Emmeline Vance, uma aluna corvina com quem tinha certa amizade, quando sentiu alguém tocar-lhe o braço para atrair sua atenção. Virou-se, seu cérebro não levou mais que dois segundos para reconhecer a figura, Severo Snape.


- Lily! Como vai? Há tanto tempo que não nos falamos...


- Sim, sei que faz tempo. Eu estava conversando Snape, onde ficaram seus bons modos? – Cortou-o séria.


- Eu... Desculpe. Senti saudades Lily, quase não tenho te visto mais, e isso que estamos na mesma escola! – Disse ele, tentando conversar pacificamente com a garota. Havia um pouco de ansiedade em sua voz. Esperava que sua brincadeira surtisse o efeito de descontrair o clima.


- É, mas não somos grudados. Tenho andado mais com meus amigos. – Falou ela, ríspida.


- Percebi que tem andado com o Potter. Lily, por acaso se esqueceu de quem ele é? O menino infantil que faz baderna com o Black! Aquele que dá em cima de você sempre! Um idiota que comete mais erros que acertos. – Falou o menino, indignado.


- Sei quem é Tiago Potter, Snape. Obrigada pela preocupação, mas não a quero. Além do mais, conheço os defeitos dele, que foi homem o suficiente para pedir perdão.


- Também pedi! Mas você recusou, Lily.


- E quem sou eu para recusar seu perdão? Apenas te disse que o melhor que faria era melhor poupar-se daquela humilhação, até já perdoei o que me fez, mas isso não nos torna amigos de novo. Você escolheu seu caminho e eu também escolhi o meu. Agora cada um segue o que quiser para si. Com licença.


E dizendo isso, a menina puxou, com violência, seu braço das mãos de Snape, pegou seu agasalho no pendurador junto a porta e foi em busca do professor para se despedir dele. Saiu da sala pouco depois, ainda sentindo os dedos gelados e compridos de Severo se fechando contra seu punho. Alcançou a sala comunal da grifinória com a cabeça cheia de pensamentos confusos.


- Varinhas de Alcaçuz. –Disse a senha sem muito pensar, assim que adentrou a sala, visualizou Remo em uma partida de xadrez com Tiago, Sirius e Lene em um namoro não muito descente e Pedro devorando alguns bolinhos junto aos amigos, vez ou outra opinando na partida de xadrez. – Boa noite, amigos...


- Oi Lils. E o jantar? Bom? – Indagou Tiago, tentando parecer desinteressado no assunto.


- Sim, quer dizer... Não sei, foi outra daquelas festas intragáveis do professor Slughorn, ninguém realmente suporta aquilo, então...


- Ah, sim. – Disse ele, rapidamente, mais aliviado.


- E Catherine? – Quis saber a menina ruiva, passando rapidamente os olhos pela sala, esquadrinhando-a em busca da amiga.


- Foi dormir. Estava exausta e amanhã tem passeio a Hogsmeade. Xeque mate, Pontas. – Falou Remo, jogando seu corpo para trás.


- Bosta! Terceiro mate, só hoje. Andou treinando ou eu que desaprendi a jogar? – Inquiriu Tiago


- Um pouco de cada. – Riu o outro, guardando as peças do jogo.


- Vão me ensinar a jogar isso. Algum dia eu aprendo. – Falou Lily, rindo. – Mas não agora, é tarde demais. Vou dormir. Boa noite, Remi. Boa noite, Tiago. Noite Pedro. – Disse ela, dando um beijo na bochecha dos dois primeiros e acenando para o último. Dirigiu-se à Lene e Six. Gritou perto de ambos. – Professora Minerva! Quem bom vê-la! Alunos acordados? Temos eu, o Potter, o Lupin e o casal Black se agarrando ali.


Quando ouviu isso, Lene seu um pulo do sofá e foi parar no chão, com a cara pálida e os lábios inchados. Sirius virou-se com a boca vermelha e os cabelos despenteados, em busca de Minerva.


- Lily, sua peste! Achei que era mesmo a professora! – Tiago, Remo e Lily riam com gosto.


- E se fosse dona Lene Black? O que faria? Olharia para ela com essa cara amassada e vermelha depois de quase engolir o Almofadinhas? – Remo indagou. Mais risos.


- Boa noite gente. Tchau, Lene. – Falou Lily, indo em direção ao quarto ainda rindo da amiga.
*************************************
N/A: Nada a declarar, espero que estejam gostando. Outra vez, desculpem a demora para postar. Aí vem o segundo capítulo prometido para hoje. 27/02/14
Morgana Pontas Potter 

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.