Torneio Tribruxo



Capítulo 26 – Torneio Tribruxo

Dentro de uma cabine do trem que se dirigia para Hogwarts, se encontravam Os Filhotes de Marotos. Um grupo de estudantes que viviam se metendo em confusão. Em um banco estavam os irmãos Potter, Harry encostado na parede e Cris deitada sobre o seu peito, e as gêmeas Black, Flávia e Fernanda. No outro estavam Tony Lupin, Hermione Granger e os irmãos Weasley, Gina e Rony.
Apesar dos três últimos não serem propriamente filhos dos Marotos originais, acabaram ganhando a alcunha por sempre andar com os outros.
- Ainda não sei como vocês conseguiram aqueles ingressos para a Final da Copa do Mundo de Quadribol. – Disse Mione.
- Ora, Mione, você devia desconfiar das coisas quando tem os Marotos envolvidos. – disse Tony. - Tio Tiago e Tio Sirius conseguiram ser os aurores responsáveis pelo camarote VIP, mas com uma condição, ingressos para todos nós.
- Meu pai conseguiu os nossos, cobrando alguns favores no ministério. – disse Rony. – Depois o Percy fica falando que o setor do papai é uma furada. Se tudo dependesse dele, estaríamos vendendo bugigangas na porta do acampamento.
- Mas bem que você gostou de estar lá, né Mi? – perguntou Flávia.
- Foi uma experiência fantástica. Pude observar outras culturas e ver um belíssimo jogo. – disse a morena.
- Sem contar os gatinhos de tinha por lá. - Disse Fernanda.
- Você é muito nova para ficar paquerando por ai. – disse Tony. – Deixa seu pai ouvir isso.
- Quem vai contar para ele, senhor “Peguei a monitora da Lufalufa”. – disse a menina revoltada.
- Quem te contou isso?  Harry! – disse ele, era o único que sabia.
- Foi você mesmo, Tony. Já te disse que você fala dormindo, e não esconde nenhum de seus segredos. –disse o moreno.
- Só os deles ou de todos? – perguntou Gina, querendo saber o que se passava no quartos deles.
Todos começaram a rir do menino, menos Harry que fechou a cara.
- Que foi Harry? - Perguntou Cris, percebendo a mudança de humor do irmão.
- Aquilo. – disse ele apontando para a porta, que abriu revelando Draco Malfoy e seus comparsas. – Fala logo o que quer aqui, Malfoy. Você está contaminando o ar.
- Você deveria ter mais respeito com quem é superior, Potter. – disse o sonserino.
- Com quem é superior eu tenho respeito, mas como você nunca será superior a nada, não tenho que me preocupar. – disse o moreno arrancando mais gargalhadas dos amigos.
- Veremos esse ano. – disse o loiro. – Mas acho que vocês não sabem o que acontecerá este ano na escola. Uma pena.
- Ah, o evento secreto. – disse Gina. – Sabemos.
- Aposto que você irá tentar participar, para aumentar a sua fama, Potter. Mas terá que concorrer comigo. – disse ele.
- Ótimo, agora que você já disse as suas asneiras, cai fora. – disse Tony.
- Vamos embora mas antes...- disse ele sacando a varinha, assim como Crabbe e Goyle.
A vitória era certa, todos os outros estavam sentados e suas varinhas guardadas. Mas Malfoy nem ao mesmo chegou a pensar em um feitiço, pois foi acertado por um feitiço que arremessou ele e seus colegas para fora da cabine.
Todos se viraram para fora para ver os três caídos, menos Cris e Harry, o autor do ataque.
- “Você devia se lembrar de usar a varinha”. – disse a menina, usando a ligação entre eles, tirando a sua do bolso e entregando para o irmão. Ela sabia que a varinha dele estava no bolso da calça, muito longe.
- “Foi mau, mas ninguém viu, não se preocupe.” – respondeu ele.
- Você foi rápido, Harry. – disseram as meninas juntas.
- Às vezes é bom ver o treinamento dos aurores. – disse ele guardando a varinha da irmã no bolso dela, quando todos olharam para ele.
- Por que você usou a varinha da Cris? – Perguntou Hermione.
- Era a mais fácil de pegar. – disse ele simplesmente.
- Parece que o Malfoy sabe o que acontecerá. – disse Rony triste.
- Não se preocupe, iremos descobrir isso facilmente assim que chegar na escola. – disse Harry. - O pai dele deve ter comprado essa informação, mas que não serve de muita coisa. Se nossos pais não falaram nada, é porque querem que tenhamos uma surpresa.
- Espero. – disseram os outros.
A porta abre novamente. Todos sacaram as varinhas, menos Harry e Cris.
- Hum, parece que descobrimos quem jogou aquele lixo no corredor. – disse Fred.
- Queria saber quantos feitiços os acertaram para que eles ficassem daquele jeito. – disse George.
- Apenas um. – disse Flávia. – mas um do Harry.
- Quero morrer seu amigo. – disseram os dois ruivos.
- Não façam nada para me aborrecer, e nunca azaro vocês. – disse ele.
O resto da viagem foi tranquilo. Com alguns colegas passaram para cumprimentar os filhotes de marotos e algumas especulações sobre o que ia acontecer esse ano no colégio, mas nenhum parecia ser possível.

Harry perdeu a canção do chapéu conversando com seus pais.
- “Vocês prefeririam nos ver na ala hospitalar uma hora destas ou aqui na mesa comendo tranquilamente?” – perguntou Harry para eles.
- “Lógico que aqui. Mas foi muita irresponsabilidade sua usar seus poderes desta forma.” – disse Lilian.
- “Ninguém nem reparou que eu não usei a varinha. Principalmente os três idiotas. Só a Fada.”- disse o menino.
- “Mas mesmo assim você devia ser mais cuidadoso.” – disse Tiago. – “Eu nunca fiz isso na escola.”
- “Isso porque você não podia fazer isso no colégio.” - retrucou Harry. – “Tio Almofadinhas que me contou.”
- “Eu mato esse cachorro.” – disse o auror.
- “Mesmo assim você deve ter cuidado, meu anjo.” – disse Lilian.
- “Mas eles acertariam as meninas primeiro, a Fada.” – disse ele.
- “Depois conversamos direito. Ainda bem que você não pegou detenção.” – disse a ruiva.
- “Mas claro, o lorinho não ia falar para ninguém que foi derrotado por um único feitiço, principalmente que ele ia atacar primeiro. Ele sabe muito bem que não deve mexer comigo e que Snape sempre se ferra quando fala com o diretor sobre mim.”
- “Certo. Mas agora temos que ouvir o diretor.”
O último aluno acabou de ser selecionado, então o Dumbledore se levantou e se preparou para o discurso de início do ano.
- Quero dar boas vindas aos alunos novos, e bom retorno aos antigos. Antes deste magnífico banquete, tenho duas notícias para vocês, uma boa e outra que alguns não gostaram. Primeiramente, este ano não teremos a Copa de Quadribol. – vários alunos protestaram, principalmente os membros das equipes. – Acalmem-se, será por um bom motivo. Este ano, depois de muita insistência e trabalho, conseguimos que fosse novamente realizado o Torneio Tribruxo, aqui em Hogwarts. Perdoem-me aqueles que já sabem, mas tenho que explicar para os outros do que se trata o Tribruxo. Este torneio reúne as maiores escolas de magia da Europa, Durmstrang, Beauxbautons e Hogwarts. Nele, um campeão de cada escola disputará o titulo participando de provas onde seus conhecimentos de magia, poderes e vontade de ganhar, serão avaliados por uma banca de juízes, os diretores de cada escola e mais dois membros do ministério.  Porém, para maior segurança de todos, só serão permitidos alunos maiores de idade. Os campeões serão escolhidos por um juiz imparcial e que não poderá ser enganado, no dia das Bruxas. Sendo que a comitiva de cada escola chegará na véspera. Além do título de vencedor, haverá uma premiação de mil galeões. Agora bom apetite.
A comida apareceu na mesa e foram poucos os que imediatamente começaram a comer.
- Uma pena que somente os maiores poderão participar. – disse Rony. – Mil Galeões é muita coisa.
- Mas é muito perigoso. – disse Hermione. – o Torneio foi paralisado justamente por que em uma das provas um basilisco quase matou os juízes.
- Então deve ser por isso que apenas os maiores podem participar. – disse Flávia.
- Acho que essa parte da informação o Malfoy não tinha. – disse Tony. – Olha a cara dele.
 Todos se viraram para ver.
- Ele está mais decepcionado que você, Rony. Acho que ele queria realmente superar o Harry. – disse Fernanda.
- Como se isso fosse possível. – disseram ao mesmo tempo Cris e Gina, sendo que a última corou, mas isso passou despercebido por quase todos.

Harry estava descansando em um horário livre que ele tinha sozinho. Hermione e Tony estavam na aula de Runas Antigas e Rony na de Adivinhação. Ele usaria este período para treinar, mas hoje ele achou melhor ficar a toa mesmo. Chamaria menos atenção.
Pouco depois aparecem Fernanda e Flávia discutindo algo como enviar uma carta para o pai. Cris passa rindo das duas.
Alguém senta ao seu lado. Era Gina, e não parecia nada feliz.
- O que foi, Ruiva? Por que está com essa cara. – perguntou ele.
- Nada. – respondeu ela rispidamente.
- É uma boa ideia ir nadar no lago, mas acho é melhor esperar o fim de semana. – disse ele. – Eu te conheço muito bem, e sei que tem algo te preocupando. Diz logo que eu paro de te incomodar, para você ficar emburrada sozinha.
- Tá bom eu falo. A McGonagall passou um trabalho para amanhã, mas não tem nenhum livro na biblioteca sobre o assunto. – disse ela.
- Certo. Deixe ver se eu adivinho. Trinta centímetros sobre animagia.
- Acertou. Mas me diz com esses poderes, como você não está na aula com o Rony?
- E só palpite certo o que eu faço. Mas se nem mesmo a Mione aguentou a Trelawey, você acha que eu aguentaria. Essa é a primeira matéria que a Tia Mimi dá no terceiro ano.– disse ele. – Parece que os sonserinos atacaram de novo. Se ninguém fizer, todos tomam detenção e perdem pontos, mas ninguém pode fazer nada. Deve ser por isso que as gêmeas estavam nervosas também.
- Agora o que eu faço? – perguntou ela, com cara de abandonada.
- Eu posso te ajudar, mas ninguém pode ficar sabendo do que eu vou te mostrar. – disse ele. – Se prepare para fazer seu dever, que eu já volto.
Ele corre para o quarto é pega o Livro de Gryffindor, e volta para o salão comunal. Gina já estava sentada em uma mesa com um pergaminho aberto Escrito, Animagia.
- Isso que eu vou te mostrar nem mesmo Tony, Rony ou Mione sabem. Somente a Fada sabe.
- Nossa que mistério. – disse a ruiva.
Ele mostra o livro.
- Mas é um livro. – disse ela desanimada.
- Não fale assim pode magoá-lo, não é um livro qualquer, é O Livro. Olhe. – disse ele abrindo o livro, e mostrando que estava em branco. – Viu não tem nada. Mas se eu fizer isso. – disse ele fechando o livro e falou de forma clara, depois de ver se tinha mais alguém olhando para eles. – Transfiguração, Animagia. – e voltou a abrir o livro, mostrando que ele agora tinha algo escrito.
- Nossa. Isso é o máximo. – disse ela. - Posso pedir qualquer coisa para ele.
- Não. Somente Transfiguração, Feitiços, DCAT e Poções. Mas mesmo assim não tem absolutamente tudo, tem algumas coisas faltando.
- Animagia, pensei que você soubesse tudo sobre isso. – Disse Gryffindor saindo do livro, mas Harry o ignorou, e ao reparar na Gina completou. - Vejo que não é para você. Então vou ficar quieto no meu canto.
- Vejo que cheguei tarde. – disse Cris com biquinho. – Ela já está com O Livro.
- Podemos dividir. – disse a outra ruiva. – E se o Harry ficar aqui podemos tirar as dúvidas.
- Sim claro, será mais rápido assim. – disse Cris, e completou mentalmente para o irmão que riu. – “Eu queria mesmo era aprender a me transformar.”

Os meses passaram voando e logo chegou o dia que as delegações das outras escolas chegariam.
- Que bom que fomos liberados da aula do Seboso. – disse Rony.
- Rony. – ralhou Hermione. – não fale assim de um professor.
- Me desculpe, devia ter falado Professor Seboso. – disse o menino arrancando risos de todos por perto, fazendo Hermione revirar os olhos.
- Vamos logo, antes que a McGonagall fique no nosso pé. – disse Tony.
O grupo saiu e se juntou ao resto da escola que estava esperando os visitantes na escadaria de entrada do castelo.
Harry parou logo atrás de Gina e Cris. E viu a professora dar bronca em seus alunos.
- Parvati, tire isso do seu cabelo. – a menina retira algo semelhante a uma borboleta do laço de sua trança.
- Aqui está frio. – disse Gina. – Devia ter trago um agasalho.
- Também acho. – Disse Cris tremendo.
 Harry nada disse, apenas abraçou as duas, recebendo olhares furiosos de Rony e dos gêmeos.
- O que é aquilo, no céu? – perguntou uma menina da Corvinal.
Todos olharam para o local para onde a menina estava apontando. Algo parecia se aproximar. Aos poucos puderam ver que se tratava de uma carruagem gigante puxada por enormes cavalos alados.
- Essa é a carruagem de Beauxbautons. – disse Dumbledore.
Na porta da carruagem estava o símbolo da escola francesa, ela se abriu revelando uma mulher muito grande, quase da altura de Hagrid, provavelmente a diretora.
- Bonne Nuit, Madame Maxime. – disse o diretor ajudando a mulher a sair da carruagem. – Espero que tenha feito uma boa viagem.
- Pegamos uma corrente de ar quando sobrevoamos o Canal da Mancha, um de meus alunos se sentiu mal, mas fora isso, foi perfeita, Dumbledore. Você sempre gentil. – disse a professora. – Mas acho que meus alunos não estão acostumados com o clima daqui. Será que eles podem entrar.
- Claro, Maxime. Eles podem entrar, mas continuaremos esperando o Karkaroff. – disse Dumbledore.
- Os cavalos precisam de abrigo e devem ser alimentados com uísque de um único grão. – disse a diretora.
- Nosso professor de Trata com Criaturas Mágicas sabe cuidar perfeitamente deles.
- Espero que sim, eles são bem fortes.
Madame Maxime entrou no castelo juntamente com os seis meninos e seis meninas que participariam da escolha do campeão. Todos vestiam vestes bem leves azuis, o que explicava o frio.
Minutos se passaram com quase todos olhando para o céu esperando a delegação de Durmstrang, alguns imaginando o tamanho dos cavalos deles, enquanto alguns especulavam que eles iriam vir montados em dragões.
Harry ainda abraçado as duas ruivas, estava com olhar perdido, como se esperasse que algo de errado acontecesse brevemente. Analisando a energia de todos, ele percebe a energia do padrinho ali, juntamente com uma auror e a tia Mel, suspira resignado, sabendo do porque eles estarem ali.
- Olhem para o lago! – gritou um garoto do sétimo ano da Sonserina.
Um enorme vórtice se formou no meio do lago e algo parecia sair de dentro dele. Era um enorme navio negro. Com a bandeira da escola hasteada no mastro principal.
Dumbledore se adiantou para cumprimentar os recém chegados.
- Que bom vê-lo novamente Karkaroff. – disse o professor ao oferecer a mão para o outro diretor.
- É bom estar de voltar. – disse Karkaroff com um sotaque carregado, aceitando a mão de Dumbledore. – Vejo que Madame Maxime já chegou.
- Sim, faz alguns minutos.
Os alunos pareciam ser bem grandes, mas ao se aproximarem da luz, ficou claro que eles vestiam vestes de frio grossas, dando a impressão de serem maiores.
- Olha, Harry. Aquele ali é o Krum. – disse Rony.
- Sim eu vi. – disse Harry sem a empolgação do amigo, agora a sensação de que algo não ia bem aumentava.
- Isso quer dizer que Durmstrang fica na Bulgária? – perguntou Neville, que apesar de não ter ido a Copa Mundial, conhecia um pouco de quadribol.
- Não, pelas vestes, eles vivem em um país mais ao Norte, como a Rússia, ou na península Escandinávia. - disse Tony.
- Mas ele não é muito velho para isso? – perguntou Simas.
- Não ele tem apenas 17 anos. – respondeu Fernanda, que também era aficionada por quadribol como a irmã e Rony.
- Certo acho melhor entrarmos logo. – disse Cris puxando o irmão e se sentando ao seu lado de costas para o resto do salão.
Depois que todos se acomodaram no salão, Dumbledore começa o seu discurso.
- Boas vindas a todos os estudantes e aos diretores das Duas Academias de ensino. Estou aqui para fazer a abertura oficial do Torneio Tribruxo. A Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts tem o prazer de sediar esta retomada da tradição deste torneio. Tenho o orgulho de apresentar os juízes de nosso excelentíssimo torneio, Sr. Karkaroff, diretor de Durmstrang, Madame Maxime, diretora de Beauxbautons, Sr Crouch, Chefe da Cooperação Internacional do Ministério Inglês, Amélia Bones, Chefe de Regulamentação Mágica e eu, Alvo Dumbledore, Diretor de Hogwarts.
Palmas foram batidas para todos.
- Como todos sabem um juiz imparcial irá escolher os campeões de cada escola para competir. Este juiz será apresentado agora. – disse o professor fazendo um sinal para Filch que trouxe uma caixa de madeira ornamentada com inúmeras Runas, dali o diretor retira um cálice de cristal contendo chamas azuis. – Senhores e senhoras, este é o Cálice de Fogo. Ele ficara em nosso salão de entrada e todos aqueles que quiserem participar poderão colocar seu nome e o nome da escola que estudam dentro dele. Devo lembrar que é impossível burlar as leis do Torneio, e portanto eu mesmo cuidarei para que nenhum menor consiga se inscrever no torneio. E amanhã durante o Banquete do Dia das Bruxas serão conhecidos os nomes dos bruxos que representaram suas Escolas. No Mais, Bom Apetite.
Apareceram inúmeros pratos diferentes na frente de todos, pratos típicos dos países em que as escolas se encontravam, conforme Mione disse.
- As Francesas são bem bonitas. – disse Rony que não conseguia tirar os olhos de uma loira.
- Desculpe ser o cara que vai te acordar, mas elas são mais velhas e provavelmente não enxergaram você. – disse Harry aborrecido.
- Você está com razão. – disse o ruivo abaixando a cabeça. – Quem iria querer ficar comigo.
- Que isso Rony, você é bonito, simpático e inteligente quando quer. – disse Hermione passando a mão no rosto dele.
Todos olharam espantados para a morena, menos Rony e Harry, que estavam olhando para o próprio prato, fazendo-a corar.
- Isso mesmo, Rony. Veja estão todas olhando para cá. – disse Dino se intrometendo na conversa.
Harry abaixou a cabeça, ele temia isso. Mas não com tal intensidade. Perdeu totalmente o apetite e empurrou o prato para frente. Cris logo deitou sua cabeça em ombro dele para consolá-lo e Gina que estava do seu lado direito pegou a sua mão com a mesma intenção, mas sem que mais ninguém além dos dois irmãos soubesse.
Ninguém quis comentar isso, mas todos lançaram um olhar aterrorizante para o grifinório, até mesmo Rony que percebeu o que aconteceu com o amigo.
Quando o volume das conversas começou a aumentar, Dumbledore voltou a falar.
- Mais um lembrete. A pedido dos ministérios envolvidos, a segurança do Castelo foi aumentada. Assim contamos com mais três aurores com poderes sobre os alunos também. Se juntaram a Tiago Potter, que já exerce essa função aqui, o Sr Sirius Black, a Srta Melissa Connor e a Srta Nimphadora Tonks. Peço a todos que não tentem armar confusão perto deles, eles serão mais rigorosos que os professores. Agora só me resta desejar boa sorte aos candidatos aos campeões e uma boa noite para todos.
Harry fica para trás um pouco, mesmo não se sentindo bem, pois uma ideia passou pela sua cabeça. Ao ficar de frente para os gêmeos Weasley, ele sinaliza para que os dois os sigam por uma passagem secreta, que levaria para o quarto andar.
- O que o nosso apanhador quer falar conosco? – disse Fred ao se verem sozinhos.
- Será que ele decidiu apostar no campeão de Hogwarts. – disse George.
- Nada disso. Eu continuo não querendo apostar. Mas sei que existem outras bancas de apostas em cada casa. Acredito que vocês precisem de dinheiro para realizar seus sonhos. – disse o moreno.
- Pode falar o que você quer. – disseram os dois.
- Vocês farão apostas nas outras bancas. Assim terão muito mais dinheiro que com a banca de vocês. Acredito que algo surpreendente ocorrerá, senão não haveria necessidade de tanta segurança, mas vocês ganharam com isso, tanto na sua banca como nas outras. – disse Harry.
- Entendemos. – disse George.
- Conte os seus planos. – disse Fred.
- Vocês apostaram tudo que tem em cada banca. – disse ele.
- VOCÊ ESTÁ MALUCO. – berraram os dois. – Podemos perder tudo e não teremos dinheiro para pagar os nossos apostadores.
- Calma. Vocês não perderão. – disse ele. – Mas também não entregaram o dinheiro nas mãos de ninguém. Farão uma promissória com cada um. Assim vocês terão três vezes toda a grana de vocês. Falarão exatamente o que eu disser, assim não terão como perder. E usando a bondade dos Lufalufas, a inteligência dos Corvinais e a arrogância dos Sonserinos para que eles aceitem isso.
- Sim, mas o que devemos falar.
- Cedrico Diggory, Vitor Krum e Fleur Delacour serão escolhidos. – disse o moreno. – Nada mais, nada menos. Poucos apostaram nas outras escolas, e sempre terá a questão da interpretação.
- Isso quer dizer que como todos apontam apenas um campeão, todos estão errados. – disse um dos gêmeos e foi completado pelo outro.
- Mas você inverteu a jogada e fala que as pessoas serão escolhidas, mas não serão os campeões. Você é um gênio.
- Por isso eu não apostei. – disse ele. – E precisava de ver os outros para ver quem poderia ser. Mas posso apostar Cinco Galeões que vocês não conseguiram se candidatar, independente do que vocês fizerem.
- Fechado. Iremos fazer tudo logo cedo. – disseram os dois e começaram a correr para o outro lado do andar, onde tinha uma passagem para o sexto andar, bem próximo da escada para a torre da Grifinória.
Harry simplesmente balançou a cabeça e afastou uma tapeçaria abrindo uma passagem diretamente para frente da Madame Gorda. Seu conhecimento das passagens seria sua arma para escapar dos olhares.

O grupo de grifinórios estava no salão de entrada, vendo os colegas se candidatarem. Os alunos de Durmstrang tinham se candidatado pela manhã, e alguns de Hogwarts já tinha se candidatado.
Quando Cedrico coloca seu nome no cálice, Harry aparece.
- Anjo, o que faz aqui. – perguntou Cris pulando no pescoço dele.
- Algo me diz que ficarei melhor ao estar aqui. – disse ele, mas ninguém se convenceu disso, principalmente que naquele momento aparecem os alunos de Beauxbautons.
As meninas dão uma olhada para o grupo, especialmente para o moreno e dão risadinhas que irritam as meninas do grupo.
- Oferecidas. – Gina resmunga mas ninguém ouve.
Depois que os franceses vão embora, Harry abre um sorriso e diz:
- É hora do show.
Eles não entenderam de imediato. Mas foi só ver os gêmeos se aproximarem atraindo a atenção de todos, perceberam que algo ia acontecer.
- O que vocês estão aprontando? – perguntou Flávia.
- Acabamos de preparar uma poção de envelhecimento para burlar a linha etária feita pelo diretor. – Disse George.
- Tomando apenas algumas gotas conseguiremos participar do torneio. – disse Fred.
- Pronto irmão.
- Pronto irmão.
Os dois tomaram o liquido que tinham em um pequeno frasco e pularam para dentro da linha. Inicialmente nada aconteceu, dando uma sensação de sucesso para eles. Mas antes que pudessem colocar seus nomes no cálice, uma luz os envolveu e eles foram arremessados para fora da linha.
Quando um olhou para o outro começaram a rir, assim como todos os que pararam para ver. Eles tinham agora uma enorme barba ruiva.
- Vários alunos acharam que podiam ser mais inteligentes que eu, e estão como vocês na enfermaria. – disse Dumbledore. – Mas devo reconhecer que vocês foram o que ficaram melhores com essas barbas.
Depois que o diretor se afastou Harry se aproxima dos dois que ainda estavam sentados no chão.
- Ganhei a aposta. – disse o moreno.
- Sim. Isso só nos dá mais esperanças. – disseram eles.
Assim todos foram se aprontar para o banquete.

 Harry entrou no salão para o banquete junto com a multidão e sentou com os amigos no fim da mesa da Grifinória. Mesmo assim alguns ainda olhavam para ele.
Os alunos de Durmstrang estavam sentados novamente na mesa da Sonserina e os de Beauxbautons na mesa de Corvinal.
A mesa dos professores parecia ter sido aumentada, já que agora contava com os diretores das três escolas, os juízes e os aurores, além dos professores e funcionários do castelo.
Tiago e Lilian estavam preocupados, Harry parecia estar doente, e não falava o que era, mas ele passava o tempo todo ao lado da irmã.
O Cálice de Fogo já estava em frente à mesa dos professores, esperando somente à hora certa de selecionar os alunos.
- Chegou a hora de conhecermos os Campeões do Torneio Tribruxo. – disse Dumbledore. – Em pouco instantes o Cálice de Fogo revelará os escolhidos.
Um silêncio tomou conta do salão com todos olhando para o fogo do cálice, que de repente se tornou vermelho e expeliu um pedaço de pergaminho. Dumbledore o pegou e leu.
- O campeão de Hogwarts é Cedrico Diggory.
Todos aplaudiram o menino, com exceção dos sonserinos. O menino se levantou e seguiu para uma porta indicada pelo professor.
Novamente todos encararam o cálice, esperando o próximo nome. O cálice novamente ficou vermelho e expeliu mais um pergaminho.
- Representando Beauxbautons teremos Fleur Delacour.
Era a loira que Rony não tirou o olho no dia anterior. Ela parecia surpresa e foi cumprimentada pelos colegas que estava mais perto, mas Harry pode ver que tinha duas meninas chorando por não terem sido escolhidas. Como aconteceu com Diggory, a francesa seguiu para a porta sendo aplaudida por todos.
Mais um pergaminho saiu do cálice, era o campeão de Durmstrang.
- Para Durmstrang temos Vitor Krum. – disse o diretor.
A cena se repetiu, todos aplaudindo e o campeão se direcionando para a porta indicada.
- Bom assim temos o inicio do torneio que terá a sua primeira prova em... – o diretor foi interrompido por algo inesperado até para ele mesmo.
O Cálice de Fogo ficou novamente vermelho e expeliu mais um pergaminho. Leu em voz alta o que estava escrito nele.
- Harry Potter.

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