UM FOGUETE PELOS ARES



Amanhecera um lindo dia na mansão Potter, era sábado, Rony acordara bem cedo antes mesmo de seu pai, a ansiedade era grande, pois iria dar sua primeira aula. Harry era cutucado a cada minuto em sua cama.
- Harry, o que eu faço lá hoje?! – Perguntava ansioso, Harry ainda não abrira se quer os olhos. – HARRY!?
- Ah, ca-ra... deixa eu dormir! – Harry virou o lado da cabeça e cobriu-a com o lençol branco.
Harry sentiu que o amigo ainda estava ali, olhando pra ele, mas com a cabeça em outro mundo, pensando em como séria sua primeira aula. Lembrando de sua aula de vôo que tivera em Hogwarts.
Neste momento Harry ouvira por debaixo do lençol, que mais uma vez a porta se abria em seu quarto. Ouvira passos entrando no cômodo.
- O que está fazendo acordado há essa hora? – Falou a voz mansa e suave, Harry notara imediatamente que era Hermione.
- Estava pensando em como será minha primeira aula. - Respondera Rony, Harry sentiu que o amigo levantara da cama. – Vim perguntar ao Harry, mas ele está dormindo.
- E o que pensou? - Perguntou Hermione, sua voz cada vez mais perto.
- Em nada muito bom... – Rony pausara sua voz por um minuto, Harry fingia que dormia de costas para o casal. - Eu nunca vi você usando este roupão!
- É novo...
- Eu já disse quanto eu te amo?! – O silêncio parou de vez, Harry escutava apenas os chiados das duas bocas entrelaçadas, desejou não está fingindo dormir para não presenciar aquela cena que o constrangia.
- Saber eu sei... – Disse a voz suave. - Mais não custa nada ouvir mais e mais vezes.
- Então tá! TE AMO TE A...- Harry não imaginava onde Rony enfiaria a cara se soubesse que o amigo estava escutando tudo aquilo.
- Sim, sim... calma... não acorde o Harry, ele deve está cansado, ainda é bem cedo.
- Tudo bem, então vamos voltar a dormir?! – Harry estava mais petrificado do que se estivesse sido atingido por um ‘Petrificus Totalus’.
- Vamos! - Hermione rendeu-se sem esforços.
Harry escutou os dois caminharem até a porta, e logo viu ela abrir e fecha, vagarosamente. Então tirou o lençol da cabeça, e suspirou aliviado. “por que ela tinha que ter me salvado!?”o inconsciente de Harry tinha acabo de despertar, estava pensando em Gina.
Harry tentou a todo custo voltar a dormir, quando viu que não conseguiria se levantou, desceu e foi até a cozinha, onde a Sra. Weasley já começara a fazer o café da manha.
- Já acordou Harry, querido?!
- Perdi o sono. A Sra. Precisa de ajuda?
- Não Harry, obrigada. Pegue uma fruta. – Molly indicou a bandeja ao lado.
- Ah sim, Senhora! – Harry coçou os olhos e pegou uma maça na bandeja.
- Teve daqueles pesadelos, Harry?! – Molly fincou a faca no gengibre que cortava e encarou preocupada para Harry.
- Não, não... Senhora... – Harry sorriu para a Sra. Weasley.
- Querido, o que você achou do Rony... maravilhoso, não? – Harry fez cara de dúvida. – Digo... trabalhar em Hogwarts... Quadribol...
- Ah, sim! Foi ótimo para o Rony, ele está bem empolgado...
- Está sim. – Molly picava o gengibre minuciosamente.
Algum tempo depois da Sra. Weasley e Harry conversarem sobre o novo emprego de Rony e do sol dar sinal pela grande janela de vidro, Rony e Hermione desceram também.
-E ai Cara? – Disse Rony. – Desculpa te acordar aquela hora. É que eu estou super ansioso...
- Não se preocupa, eu não acordei direito, me virei e dormi de novo, não tem problema.
Todos riram.
- Vão para a mesa vocês três. – Disse a Sra. Weasley para Harry, Rony e Hermione. – Comam logo que daqui a pouco vocês têm que sair daqui, se não vão se atrasar e ainda nem se arrumaram. – Ela encarou o roupão novo de Hermione.
Eles comeram, foram trocar de roupa e aparataram para Hogwarts.
Era impressionante o quanto de lembranças aquele lugar trazia a eles. Lembranças boas, ruins e até mesmo as que poderiam ser consideradas médias.
Até chegarem aos portões ninguém falara nada, cada um perdido em suas próprias lembranças.
Quando chegaram Harry disparou faíscas vermelhas para o céu e Rony quebrou o silencio.
-As vezes sinto tanta falta desse lugar. Vai ser bom vir aqui todo fim de semana, mas eu ainda preferia quando eu era um dos alunos que eu ensinarei hoje, era tudo bem mais simples naquela época, tudo bem mais fácil.
-Era Rony, era tudo bem mais fácil – concordou Harry – mas uma hora isso acaba não é mesmo, uma hora começamos a ter mais responsabilidade. E as vezes eu queria ainda ser aquele aluninho também, por que apesar de ter passado por coisas que não podem ser chamadas de fáceis, aquilo era impulso, era sorte. Agora eu dependo muito mais de mim do que antes, agora eu tenho que pensar no que fazer, me preocupo, e ainda tenho preocupações extras além de Snape e compania. Coisas que naquele tempo não eram importantes para mim.
- Nossa! Harry. – Hermione exclamou para o amigo enquanto esperava Hagrid ir abrir os portões. – Mas é verdade, Rony, o Harry tem razão...
- Garotos! – A voz rouca de Hagrid surgiu por detrás dos portões.
O meio-gigante fôra conversando com os amigos até chegarem à escadaria de mármore, que dava acesso ao salão comunal.
- Boa sorte lá, Weasley! – Hagrid acenou para o garoto que agradecia com um sorriso.
O trio adentrou as instalações de Hogwarts e se direcionaram para a sala de professores. Rony tremia de nervosismo, enquanto Harry cumprimentava os antigos amigos pelo caminho.
- Entrem, entrem! – Trelawney, a professora magra de óculos fundo de garrafa, foi quem abriu a porta e recebera os antigos alunos.
- Obrigada professora. – Disse Hermione entrando na sala dos professores. – Bom dia a todos, profª. Minerva, prof. Slughorn. Como estão?
- A jovem Granger, Oh, Potter!? – Slughorn malmente se mexeu de uma poltrona mais ao canto, revisava alguns pergaminhos.
- Estou bem, Obrigada. – Respondeu Minerva cordial, sentada em uma cadeira de recosto, tomava chá. – Vamos vou com vocês até no campo, gostaria de lhe apresentar a turma, se você não se importar, Weasley.
- De forma alguma pro.., Quer dizer, de forma alguma, Minerva. – Respondeu Rony tremendo. – Vamos então?
- Claro.
Trelawney voltou-se para o Oráculo dos Sonhos, que antes de abrir a porta, provavelmente lia.
Então Rony, Harry e Minerva se dirigiram em direção à saída. Rony olhou para trás e viu que Hermione ainda estava lá e disse:
- Você não vem, Mione?
- Claro que vou Rony, vou beber um pouco de água e já me encontro com vocês.
Eles caminharam boa parte do percurso quando se bateram de frente a Filch, na saída do castelo para o campo.
- Você não deveria está vigiando o sétimo andar, Filch?! – Minerva tinha seus longos dedos escondidos dentro dos bolsos da capa.
- Uhm, desculpe... pensei ter visto pela janela, um dos alunos apedrejando o corujal! – Filch se punha firme no chão.
- Certamente que sim! – Minerva pigarreou. - Já resolveu?
- Sim, Senhora...
- Então pode voltar a fazer sua vigília. – Minerva deu um sorriso cínico ao zelador.
Madame Nora não o acompanhava aquela manhã, mas o que chamou mais atenção de Harry foi o som da bengala de Filch, não era mais aquele que parecia um trasgo andando, era mais suave, parecia bater sobre espumas ao alcançar o chão, ao olhar o objeto brilhoso, pareceu-lhe bastante familiar.
Eles continuaram andando até o esverdeado campo de quadribol e cerca de cinco minutos depois Hermione juntou-se a eles.
Os alunos chegaram unidos. Cada um segurando sua vassoura, Minerva autorizara o acesso das vassouras pessoais neste ano.
- Alguns de vocês já devem conhecer o Ronald Weasley, ele cursou seis anos de sua vida em Hogwarts e agora será o novo professor de Vôo de vocês, já que madame Hooch foi transferida. – Minerva encarava cada aluno no olho. – Respeitem o Professor Weasley, caso contrario, terão advertências.
Harry e Hermione ficaram mais afastados observando.
- Obrigado, pro... Minerva! – Rony tremia ainda mais ao ver os rostos sedentos de ansiedade dos alunos.
- Creio que agora poderá começar, Weasley! – Minerva piscou para Harry assim que passou de volta para o castelo.
- Vamos lá então!
Rony apanhou o pergaminho com o nome dos alunos na prancheta, chamava o nome de cada um por vez.
- Er... vamos lá, Alex Ranhoto?!
E assim foi continuando, ensinava os que nada sabiam as coisas básicas, como chamar a vassoura com segurança e como montar sem cair pela parte de trás.
Alguns alunos eram razoáveis, e já conseguiam montar sem dificuldade, mas não eram muito bons para voar. Exceto um:
- Douglas Washiman! – Rony exclamou ao ler na lista de nomes.
Um garoto magro, de cabelos leves jogados pela testa e um olho muito verde, deu um passo para frente com sua Nimbus-2003 fixada à mão. Rony deu um suave ‘Uau!’ ao ver a vassoura do garoto.
- Ele parece com você, Harry. – Hermione disse baixinho para o amigo.
- Talvez os olhos. - Harry prendeu um riso de orgulho.
- Certo garoto. Não basta ter uma vassoura boa como a sua para poder voar, mostre o que já sabe fazer. – Rony pausou colocando um sorriso cínico no canto da boca e completou. – Isso se souber fazer alguma coi... NOSSA!
Douglas levantara vôo feito um foguete, fazendo os cabelos ruivos de Rony sacudirem com o vento que a vassoura largara para trás. O garoto deu uma volta na torre de astronomia e desceu rente a parede em direção ao chão.
Todos os colegas da Grifinoria juntamente a Harry, Hermione e Rony ficavam boquiabertos a cada manobra que o garoto fazia. Rony deu um passo para trás ao que o garoto pousou maliciosamente a dez centímetros dele.
- Cara, onde você aprendeu isso tudo?! – Os olhos de Rony pareciam ter dilatado.
- Meu pai e minha mãe me ensinaram! – Exclamou ele, descendo da vassoura.
- Quem são seus pais? – Harry quem se aproximara de Douglas para fazer a pergunta.
- Carlo Washiman e Donatá Washiman... Ah, você é o Harry Potter?! – O garoto encarou a cicatriz de Harry que acabara de ficar amostra com o vento balançando seu cabelo.
Todos os outros novatos olharam rapidamente para testa de Harry, dando gritinhos de salvação.
- Sim, sou, sim!
- Então você deve conhecer meus pais. – Harry encarou o garoto. - Eles também trabalham no ministério. Meu pai é Obliviador e minha mãe é Inominável do Departamento de Mistérios. - Agora quem dizia ‘Uau!’ era Hermione.
- Sim, sim. Já peguei alguns elevadores com o Sr. Washiman. - Harry retribuiu o sorriso do garoto.
- Rony... – Hermione encarara o noivo. – Pare de ficar babando ai, e vá ensinar os outros a voar!
- Ah, sim, sim! – Rony voltou sua concentração aos outros novatos. – Espinela Acrien?!
A jovenzinha deu um passo para frente, toda encabulada. Os olhos venerando o pé. Harry sentiu que ela sentia vergonha por não saber nada que o colega tinha acabado de fazer.
A aula seguiu sem surpresas, Rony conseguiu se familiarizar com os alunos, não tremia mais como no início. Alguns novatos caiam de cara no chão e outros conseguiam bater a vassoura no outro colega ou até mesmo em si próprio.
- Aquele menino é um gênio! – Exclamou Rony se lembrando de momentos antes na sua primeira aula sendo o professor.
- É sim... – Hermione pegava uma das torradas na mesa do jantar. – Mas pudera né, o avó dele tem o mérito de 1º classe na Ordem de Merlin.
- O avô dele tem o mesmo mérito que o Dumbledore? – Rony arregalou os olhos.
- Sim, o Sr. Washiman ganhou o mérito quando conseguiu prender toda uma quadrilha de ladrões que tinha roubado os cofres do Gringotes.
- Nossa! Mas eu ainda prefiro o Harry! – E Rony se voltou para seu copo de leite. – Afinal o Harry quem enfrentou o Vol...uh... cê-sabe-quem no primeiro ano.
Depois do jantar os três subiram para o quarto de Harry e ficaram horas conversando sobre a aula de Rony, até que Hermione resolveu ir dormir, seguida por Rony. Harry deitou-se e ficou a rolar por poucos minutos na cama, antes que adormecesse.

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