O MAIOR DESEJO DE HARRY



CAPÍTULO IV


 


O MAIOR DESEJO DE HARRY


 


            Voando em sua nova Firebolt, Harry Tiago Potter estava a caminho de Ottery St. Catchpole para se encontrar com sua namorada Gina, na Toca. Preferiu não aparatar porque gostava muito de voar, além disso, sua vassoura é a mais rápida que existe em todo o mundo bruxo e a viagem de Londres até a casa dos Weasley não era tão longa. Precisava de um passeio para poder descansar dos estudos.


 


            Para não ser visto pelos trouxas, Harry jogou sua velha capa de invisibilidade sobre os ombros, pois, já que estava sentado, ela ainda ajudaria a cobrir boa parte da vassoura, além disso, Londres amanhecera com um nevoeiro não muito denso, mas que o ajudaria a se ocultar. Era só voar um pouco mais acima dele.


 


            Ele e Gina haviam combinado de se encontrar neste sábado, na casa dela, para juntos irem fazer compras. Ela havia saído da escola para passar o dia das mães em casa. Em julho pediria oficialmente a mão de Gina a seus pais e ela seria sua noiva. Escolheram esse mês, pois Gina teria finalmente concluído os estudos em Hogwarts e ele também estaria de férias do programa que estava cursando em Londres para se tornar Auror e, então, trabalhar no que mais gostava: prender e derrotar bruxos das trevas. Aliás, já nascera pré-destinado a isso.


 


            As técnicas máximas exigidas para ser aceito no cargo de Auror, Harry ainda não as possuía (ainda lhe restavam mais dois anos e pouco de treino), mas a experiência, esta sim, ele já a possuía e também conhecia, se não todas, mas a maioria das maldades e artimanhas de que um bruxo desse era capaz; afinal, já havia derrotado um: Tom Servolo Riddle, o Lord Voldemort, o mais perigoso bruxo das trevas já existente nos tempos atuais. Quando este fato histórico aconteceu Harry ainda nem havia completado 18 anos. A batalha foi árdua e houve muitas perdas. Mas no final, se cumpriu a profecia: somente um sobreviveu.


 


             Os Comensais da Morte, seguidores de Voldemort estavam agora em Azkaban, inclusive Lúcio Malfoy. Tinha um profundo desprezo por este ser, pois ele não havia poupado nem seu próprio filho. Por causa da ganância do pai e de sua busca desenfreada por poder, Draco morrera.


           


             Afastando essas lembranças ruins de sua mente, Harry ateve-se no presente.  Este estava sendo o melhor ano de sua vida, mas ele merecia. Seus primeiros onze anos de vida foram marcados pelo sofrimento e pela solidão, criado por pessoas que não o queriam, que só lhe nutriam desprezo. Somente quando soube que era bruxo e entrara para Hogwarts é que sua vida tomara outro rumo e passara a melhorar: Foi lá que conhecera Rony e Hermione, seus melhores amigos, sendo que os Weasley se tornaram tão especiais em sua vida como se fossem sua própria família.


 


              Receber uma medalha de honra em Hogwarts e uma indicação especial da professora Mc Gonagall para o programa de preparação de aurores era muito do que ele queria e precisava. Também havia se saído muito bem nos N.I.E.Ms em seu 7º ano em Hogwarts, uma das exigências para a recomendação ao cargo. Mas esse não havia sido seu maior prêmio. Seu maior prêmio, seu maior troféu, era linda e ruiva, inteligente e com um incrível senso de humor. Detalhe: muito brava também. Tanto que, todos os homens da família Weasley juntos não conseguiriam acalmá-la. Nessas horas era melhor deixá-la só. Tinha muito orgulho dela. Gina seria Auror também. Era uma bruxa com poder e força incríveis. Dumbledore havia lhe falado que não havia conhecido bruxa com talento igual. Talvez isso se devesse ao fato de que Gina foi a primeira mulher Weasley a nascer após muitas gerações.


 


             Muito determinada, criativa e corajosa, Ginevra Weasley era o seu amor. Um amor do qual teve que abrir mão por mais de um ano, por causa daquele bruxo maldito. Começaram a namorar quando Harry estava com 16 e ela com 15 anos, em seu 6º ano em Hogwarts. No final do ano letivo, ele terminou o namoro para protegê-la do Lorde das Trevas. E passaram mais de um ano afastados. Porém, nada mais iria separá-los agora. Dali a mais ou menos quatro anos eles se casariam e formariam uma bela família, pois este era o maior desejo de Harry. Ainda não haviam conversado sobre isso, mas ele queria uma meia dúzia de pimpolhos correndo pela casa. Uma família grande e feliz como a dos Weasley.


 


             Olhando para baixo, Harry viu que já estava sobrevoando Ottery St. Catchpole, a região onde as famílias Weasley, Diggory, Lovegood e Fawcett moram. Logo avistou a Toca, a residência dos Weasley e preparou-se para descer. Não pôde evitar um sorriso. Dali a alguns minutos estaria abraçando e beijando Gina. Estava com muita saudade.



 



 


 


 


 


 


 

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