Adeus, Firebolt!



Rony correu para a sala comunal, deixando Harry com Dobby na escura enfermaria. O garoto encarou os olhos lacrimosos do elfo

- Isso é perigoso, meu senhor. Mas o senhor é corajoso. Salvou a menina do ataque de Monstro.

- É. Ele é perverso. Mas...ele veio para ficar sob as ordens do Malfoy. Por que atacaria a Cho?

- Mas ele estava seguindo ordens. Não do sr. Malfoy. Mas parece que o diretor colocou Monstro às ordens de todos da Sonserina...

- Mesmo assim, não vejo quem da Sonserina iria querer machucar a Cho.

- Só você não vê, meu senhor. Muitos vêem. Dobby vê – disse o elfo, desaparecendo numa nuvenzinha esfumaçada.

Harry não se preocupou com o que Dobby disse, todos da Sonserina eram péssimos. Esperou pouco mais de meia hora e Rony reapareceu, arrastando os pés.

- Olha, Harry, todos ficaram tentados pela Firebolt, ainda mais por esse preço...mas...ninguém no castelo tinha cento e cinqüenta galeões assim, do nada...exceto...exceto...

- Quem, Rony?

- O diretor...ele...ele comprou Harry...ele é dono da sua Firebolt, vai usar para se encontrar com Karkaroff...disse que o Flu o deixa enjoado...desculpe Harry...mas era o único...

Harry controlou sua raiva, e pegou o dinheiro das mãos de Rony. Os dois foram até o corujal e Harry despachou Edwiges para levar o dinheiro e o pedido da Penseira.

- Harry, a Mione pediu para eu lhe mostrar isso. – disse Rony, enquanto desciam as escadas. Ele lhe entregou o Profeta Diário, que informava: “Novo ataque no Beco Diagonal: nenhum lugar está seguro. Metade do Caldeirão Furado, o bar hospedaria, foi destruído por um vulto de capa preta montado numa vassoura, o mesmo que, segundo testemunhas, conjurou um dragão, no mesmo local, a alguns dias atrás.”

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