A falha no plano de Dumbledore



Os professores chegam à sala. Harry conta a história, diz que Bartô conseguia passar por todas as casas hipnotizando e dando a poção Polissuco com seu cabelo às pessoas, uma de cada casa, e depois os levava para ser enfeitiçados com Personus iguais ao de Crouch. Snape diz que isto é impossível, pois os alunos da Sonserina têm feitiço anti-hipnose. Então, Harry delata Malfoy e diz que ele tomou a poção porque quis. Snape diz que ele próprio viu Draco tomar sua poção.

- É por isso que estou em Hogwarts, professor Snape. – falou Sphynx – Uma poção anti-hipnose nem sempre é garantida. Um bloqueio ocular, como o que estou disposta a ensinar a todos os alunos, é o método correto e totalmente eficaz que...

- Cale-se! – trovejou Snape – Nenhuma poção minha falhou até hoje. Quem garante que não foi você, bruxinha de araque, a ajudante do Sr. Crouch, que estava hipnotizando os alunos?

- Não! – disse Harry – A hipnotizadora, pelo que Crouch contou, está no ministério!

- É o que estou dizendo, Potter. – sibilou Snape - Madame Sphynx aqui é...

- Agora chega – interrompeu o diretor, e Harry ficou sem entender a ligação de Sphynx com o Ministério da Magia. – Não quero acusar nem Madame Sphynx de estar hipnotizando nossos alunos, nem o professor Snape de realizar uma poção anti-hipnose que não funcione. Mas temos um jeito de tirar a prova. Estou certo de que o jovem Malfoy irá se trair se for culpado. Você irá hipnotizá-lo, Sphynx, e o colocaremos em uma situação de risco. Aposto que vai salvar a própria pele e revelará a verdade.

Draco é chamado à sala, e seu pai também chega. Para tirar a prova, Dumbledore pede que a professora de hipnose Medusa Sphynx hipnotize Draco. Ela o manda imitar um macaco. Ele pareceu considerar a possibilidade, e ficou parado.

- Viram? Não há falhas em minhas poções, o jovem Malfoy continua impassível e...- Snape começou, mas teve de se calar.

Malfoy resolveu obedecer quando seu olhar cruzou com o do pai. Harry percebeu na hora que Lúcio Malfoy estava planejando algo: Malfoy estava fingindo que estava hipnotizado. Se a situação não fosse tão séria, Harry riria muito da imitação ridícula de Draco, guinchando e pulandocomo um babuíno.

- O que dizia, professor Snape? – falou Sphynx – Parece que a bruxinha de araque aqui é melhor em hipnose do que você em Poções.

Mas ninguém ainda estava convencido. Dumbledore pediu à Sphynx:

- Mande Draco saltar pela janela!

A sala inteira conteve a respiração. Dumbledore estava arriscando demais. Os professores tentavam fazê-lo parar. Dumbledore jamais arriscaria a vida de um aluno. Mas o diretor parecia tão confiante e parecia ter a situação sob controle...

Malfoy parou no parapeito. Olhou para todos na sala, e, por último, para o pai. Harry já estava vendo a cara dele, voltando chorando em segurança e confessando tudo, quando, sem aviso, pulou. Houve um “OH!” de exclamação por toda a sala. Dumbledore virou-se para Malfoy e falou baixinho:

- Você criou seu filho muito bem, Lúcio. Parabéns. Ele seria capaz de arriscar a própria vida para sustentar suas mentiras e as de seu perverso mestre.

E assobiou, como se estivesse chamando alguém. Fawkes entrou pela janela, e enquanto se virava, Dumbledore falou:

- Bem, Lúcio, receio que terei que expulsar seu jovem filho da escola, por juntar-se à partidos e pessoas não apropriados à ele, e isso faz com que você se desligue totalmente do Conselho Escolar e...- o diretor calou-se totalmente, com um olhar desolado para Fawkes. Harry entendeu na hora.

Dumbledore tinha mesmo a situação sob controle, pois havia deixado Fawkes de prontidão do lado de fora, pronta para salvar a vida de Draco, caso o garoto pulasse para sustentar as mentiras do pai. Mas alguma coisa havia dado errado. Por que Fawkes não o salvara?

- Mais uma vez está errado Dumbledore! – falou Lúcio, choroso – Vai ser difícil expulsar meu filho agora que ele está...está...morto! - E saiu correndo da sala.

Os professores correram para se debruçar à janela, onde não havia nem sinal de Draco no poço fundo e escuro que circundava aquela parte do castelo. Depois, eles saíram lançando olhares tristes à Dumbledore: o melhor diretor que Hogwarts já tivera fora responsável pela morte de um aluno. Era inacreditável. O mesmo Dumbledore, que sempre resolvia tudo...era impossível! Restaram apenas o diretor, Harry e Fawkes na sala.

Dumbledore lançou aos dois um olhar de quem estava muito decepcionado, demorando-se mais em admirar Harry. E foi em direção à porta também. Todos ainda estavam ali, ninguém havia descido a escada ainda. Consolavam o pobre Sr. Malfoy. Harry sentiu pena dele. Mas sentia mais pena de si. Fora tudo culpa sua. Decepcionara Dumbledore, acusando Malfoy. Estava tão certo de que era ele o aluno traidor. Havia se cegado depois de tantos anos de disputa. Nunca mais Dumbledore acreditaria nele. Estava certo de que ninguém mais acreditaria. Todos baixariam a guarda com relação à Voldemort. Ninguém mais confiaria nele, nem acharia que ele fosse capaz de acabar com o Lorde das Trevas. Dumbledore iria para Azkaban. A Ordem da Fênix acabaria.

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