Capítulo XIX



Oi, oi Povo!!


Enfim chegou o último capítulo dessa história, devo dizer que foi uma delícia reler e adaptar, pesquisar os nomes dos personagens do mundo HP para ver qual o que mais combinava com os personagens dessa adaptação. Fiquei muito contente em ver quantos acessos teve essa minha primeira adaptação publicada, gostaria de agradecer desde já os que favoritaram, votaram e comentaram... Isso realmente significou muito para a pessoinha que vos escreve aqui! ^^


Um agradecimento mais que especial para minhas duas flores que sempre estiveram por aqui, comentando, fazendo propaganda, elogiando, apoiando... Se não era por aqui, no MSN... Nana e Aninha, valeu minhas lindas, valeu mesmo!!! Um super beijão para vocês!!!


Comentários:


Nana!! Sim, chegou a solução de tudo. Essa fic realmente se aproximou muito das características psicológicas dos personagens de HP e acho que uma outra como essa difícil de existir, ok talvez seja pretensão minha...rsrsrs
O Draco me surpreendeu bastante nesse capítulo também, ou será que ainda julgávamos erroneamente devido a fama da família? Talvez nunca saberemos.


Aninha!! Sim, chegamos ao fim... E como disse pra Nana aqui em cima, também me surpreendi com o personagem na primeira vez que li... E isso só me deixou com mais vontade de ter um desses pra mim!rsrs


Carla!! Olha, não sei como ela não enlouqueceu antes, mas teve um fim merecido!rs
Agora a cônega... não se pode culpar propriamente ela por viver assim, mas sim, ela já pagou o que precisava e mais além até. Aproveite o último capítulo.


Muitos bjos e boa leitura.


PS: Assim que postar minha nova adaptação, coloco o link aqui pra vocês.


 


http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=40439



*****


Draco e o Dr. Slughorn lutaram por todos os modos contra a morte que rondava Ceres Malfoy e agora se consideravam vencidos. Era humanamente impossível salvar a última vitima da princesa Karkaroff.


Padre Fryderik veio e lhe administrou os últimos sacramentos. Depois disso, ela pareceu um pouco melhor. Após longo recolhimento, chamou Draco e Hermione. Na véspera exigira que esta lhe contasse tudo o que sabia a respeito dos crimes de sua tia e de Filch, porque da porta do salão vermelho onde se achava, sem a princesa e a nova condessa o percebessem, ouvira algumas das palavras daquela cena à beira do lago. Soube então tudo o que Hermione tinha ocultado até ali e que já havia despedaçado a alma de Draco.


Essa revelação foi, para a orgulhosa Ceres, um martírio bem mais doloroso do que o seu sofrimento físico.


— Draco, Hermione, como tenho sido culpada! — disse ele com voz atormentada — Peço perdão a Deus pelo meu grande orgulho! Eis que todos esses ídolos a quem sacrifiquei tudo se quebram como vidro. Vocês dirão a Arthur que lhe agradeço e que lhe peço perdão...


Hermione apertou a mão febril.


— Ele certamente já lhe perdoou, minha tia, porque o seu coração é nobre e cristão! Creio mesmo que jamais deixou de a amar, querida tia Ceres!


A fisionomia alterada da enferma se iluminou um pouco.


— Também nunca deixei de amá-lo; mas, se ele tivesse sabido quem era meu pai, como ter-me-ia desprezado!


Ficou em silêncio por um momento; depois continuou:


— Mas você lhe contará tudo, Draco. Isso será minha expiação.


O conde respondeu, emocionado:


— Há muitos anos que ele sabe de tudo, minha pobre tia!


Apesar de toda a sua fraqueza, a cônega teve um sobressalto.


— Ele sabe?... Ele sabe? Oh, quanto deverá ter zombado dessa orgulhosa que o fitava do alto de sua nobreza, quando ele podia, com uma palavra, cobrir de desonra toda a sua família e ela própria! Ah, como fomos pobres de espírito!


Cobriu o rosto com as mãos trêmulas e ficou longo tempo imóvel. Luna e Ariadne vieram pouco depois substituir o irmão e a cunhada, que foram para a biblioteca, onde Arthur os esperava.


— Ela vai nos deixar, meu pobre amigo! — disse Draco, apertando-lhe as mãos — Desta vez o seu devotamento não a pôde salvar. Mandou agradecer-lhe e pedir-lhe perdão.


Dor pungente se estampou no belo rosto desse homem apenas tocado pela idade; a alta estatura, tão direita sempre, se curvava agora como sob um pesado fardo.


— O senhor lhe dirá que tudo passou e que eu teria dado com alegria a minha vida para salvar a dela.


Depois destas palavras, pronunciadas com a voz rouca de soluços sufocados, Arthur apertou as mãos dos jovens esposos e saiu precipitadamente da biblioteca.


— Pobre amigo... E pobre tia Ceres... — disse Draco tristemente — Compreendo por que ela jamais pôde se consolar por ter repelido o amor de um tal homem. Ai de nós! Como fomos punidos pelos erros dos nossos antepassados!


 


*****


 


Depois d Princesa Karkaroff, depois do velho Argus Filch, morto no dia seguinte ao do trágico acontecimento, Ceres Malfoy também foi levada para a sombria capela de Runsdorf, onde foi celebrado o ofício dos mortos, antes de a descerem para a cripta, sepultura dos seus ancestrais. Toda a aristocracia da região assistiu o funeral, honrando assim o alto nascimento da finada e a nobre casa de onde descendia. Houve quem se espantasse pela grande simplicidade desses funerais, mas acabaram por concluir que isso, certamente, fora uma das últimas vontades da cônega. E, terminada a cerimônia, todos foram inclinar-se ante o Conde Malfoy, cujo prestígio, ao contrário do que lhe havia predito sua mãe, parecia consideravelmente aumentado nesses últimos anos.


Na tarde desse dia, tão triste para aqueles que haviam amado a cônega, Draco e sua esposa deixaram Runsdorf, com destino a Viena, depois de fazerem uma excursão pela Boêmia, porque o conde desejava distrair um pouco sua Hermione, muito nervosa em conseqüência dos últimos acontecimentos.


— Onde está Draco? — perguntou a jovem condessa entrando, pronta para a partida, no salão onde se encontrava reunidos, ao redor do professor, Luna e seu esposo, Ginevra, Nimue, Alexis e os três Malfoy.


— Foi para o parque com o padre Fryderik — respondeu Alexis.


Hermione saiu para o terraço que havia ao lado desse salão. Percorreu durante algum tempo as alamedas do jardim francês, agora abundantemente guarnecido de flores, e apressou os passos ao ver o marido parado no princípio do parque, junto do padre e Arthur.


Todos os três fitavam Runsdorf com expressão de tristeza.


— Olhe, Mione — disse o conde, puxando-a para ele e mostrando-lhe a bandeira senhorial que balançava ao vento, no topo do castelo — Só a vista dessa bandeira, outrora, me fazia bater o coração de orgulhosa alegria. Quem teria imaginado então?


— Draco, já lhe pedi que não pensasse mais nisso.


— Sim; embora eu mesmo não o queira, nunca deixarei de pensar. Essa lembrança será um antídoto inestimável contra a embriaguez da glória, se algum dia as grandes vitórias me quiserem transtornar. Mau pobre Runsdorf, quantos crimes viu perpetrados entre as suas muralhas! Meu sogro, eu e Hermione resolvemos destruir o plano do lago. Os pobres mortos repousarão em paz em suas águas e o segredo morrerá conosco.


— Mas só existe esse plano? — perguntou Arthur.


— Havia um segundo exemplar, que a princesa possuía. Argus, que o conservava escondido, entregou-o ao padre Fryderik. Esse desaparecerá também.


— E o senhor reparará as faltas dos seus antepassados, meu caro filho — disse o padre com emoção — Bendiga a Deus, Todo-Poderoso, que lhe deu essa grande tarefa, para a qual terá o auxílio de uma esposa digna.


— Sim, bendigo-o. Bendigo aquele que me livrou de um futuro de desgostos e talvez de desesperos! Que seríamos nós hoje, meu irmão, minhas irmãs, eu? Apenas as desgraçadas vítimas dos erros e dos crimes dos nossos antepassados!


— Pobres condes Malfoy, eram prisioneiros dos seus preconceitos — disse tristemente padre Friderik, envolvendo com o olhar a velha moradia iluminada pelo sol de outubro — Sim, pobres!... Pobres, a despeito das aparências!


O rosto pálido de Arthur se contraiu ligeiramente. Seu olhar, em que havia um brilho de dor, voltou-se também para o castelo. Sem dúvida evocava aquela que lhe aparecera lá, uma noite, à luz prateada do luar, a altiva cônega, na sua beleza régia, sob a pesada e rica indumentária. Ceres Malfoy havia seguido, sem se desviar, as regras da família. Havia sacrificado o coração ao orgulho de sua raça, mas a que preço? Só os que a tinham conhecido na intimidade é que o poderiam dizer.


A pobre Ceres, no entanto, conhecera, antes de morrer, o valor insignificante dessas vaidades às quais imolara tudo. E partira resignada, sofrendo pelas faltas de sua raça e repetindo a Draco e a Hermione:


— Não chorem mais, morro feliz porque estou com a verdade. Eu não poderia ser mais feliz na terra, mas espero que lá na outra vida, depois desta expiação, eu conheça enfim a paz do coração.


Todos pensavam nela nesse momento, enquanto fitavam Arthur, absorto e imóvel. Um raio de sol envolveu a sua bela cabeça, fazendo destacar-se na cabeleira ruiva uma larga faixa prateada.


Fez-se ouvir um ruído de passos apressados. Luna e Nimue apareceram, vindas do castelo. A fisionomia de Arthur se iluminou. E, quando Nimue apoiou sua fronte no ombro paterno, todos os sinais de sofrimento se desvaneceram no olhar do administrador.


— Ele tem um consolo — murmurou Draco ao ouvido da esposa — Os filhos o fizeram esquecer essa desilusão. Ela, porém, que viveu só, sem as alegrias da família... Pobre tia!


 


*****


 


Sob a luz rosada do sol que morria no horizonte, a bandeira branca e vermelha se inclinou, ficando a, meio mastro. O jovem senhor estava agora longe de Runsdorf.


Em uma das salas do castelo, Áquila estudava um plano de aperfeiçoamento de hélices. Junto dele, Maia folheava um estudo sobre obras sociais. Fazendo um casaquinho de tricô para uma criança pobre, Ariadne estudava os cardápios da semana, pensando também em aumentar as grandes marmitas que distribuía aos pobres da região. No caminho que levava de Runsdorf a Nunsthel, a jovem Sra. Weasley, apoiada ao braço do esposo, ouvia-o descrever os seus projetos de melhoramento para as terras que possuíam.


E Draco Malfoy, com a sua querida e prudente Hermione, tinha partido para a luta, para o trabalho, com o coração cheio de reconhecimento para com Aquele que o havia tirado da pobreza orgulhosa e estéril, da miséria dourada onde, lamentavelmente, a sua velha raça desejaria que ele sempre continuasse vivendo.


 


Fim.

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Comentários (1)

  • Carla Ligia Ferreira

    Nossa... Isso sim que é um final, pobre Cônega, ao menos tinha a esperança de um mundo melhor depois da morte a esperando... Mas o Sr. Weasley é que foi a grande vítima de todo o orgulho Malfoy... Ao menos Draco apaixonou-se perdidamente por Hermione e isso lhe fez querer ser melhor. Bem, a adaptação foi maravilhosa, meus parabéns, mais uma vez, pela maravilhosa iniciativa. Espero que nos encontremos em breve. Beijos e abraços.

    2011-07-14
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