Clapham



Capítulo 20 – Clapham


-Hipogrifo saltitante. – berrou o rapaz, fazendo a Mulher Gorda acordar.
A Mulher Gorda abriu os olhos de má vontade. Pegara no sono há poucos minutos e alguém já vinha lhe acordar. Esse ano seria longo.
Sua experiência lhe dizia que aquele rapaz deveria ter uns 16 anos, o que significava que deveria estar no 5º ou 6º ano.
Seus cabelos eram muito negros, seus olhos eram castanhos cor-de-mel, e suas vestes, provavelmente novas, estavam impecáveis, e embora suas feições fossem calmas, ele aparentava estar aborrecido.
-Com certeza. – respondeu ela, na hora em que girava para a frente, abrindo passagem para ele entrar. E por fim, resmungou antes de voltar a dormir: – Garoto estranho.

***

-Hipogrifo saltitante. – disse Guilherme em voz alta à Mulher Gorda.
-Com certeza. – respondeu ela de volta, depois de acordar e girar, permitindo a sua entrada na torre.
Estava ligeiramente aborrecido. Depois da cena no Saguão, que fora presenciada pela maior parte da escola, ainda levara um sentida bronca de McGonnagal por causar tumulto. Assim que entrou, avistou Harry, Rony e Hermione conversando com Neville e Gina em frente à lareira sobre o recente discurso feito por Dumbledore.
-Finalmente você apareceu. Onde estava? – perguntou Hermione assim que o viu entrar.
-Ah... Olá Hermione. Estava conversando com a McGonnagal, mas não se preocupe, não foi nada demais.
-Você queria falar comigo ainda hoje, não é? – perguntou Harry.
-Ah é. Mas é que... bem... – ele parou de falar, sem jeito.
-Que foi? – perguntou Rony.
-Ah... Nada não. Vamos até seu quarto Harry. Falaremos lá. – disse se dirigindo às escadas.
Harry olhou para os outros e deu de ombros antes de segui-lo.

***

Assim que Harry entrou, Guilherme o mandou parar.
-Fique onde está Harry. Não se mova. – disse ele tirando um disco metálico do bolso da capa. Ele abriu duas longas antenas douradas e deu um toque de varinha. As antenas começaram a girar, produzindo um leve zumbido. Apontou para uma cama: – Essa é a sua cama, não é?
-Hum... é sim... Por quê?
Mas ele não respondeu. Apenas passou as duas antenas douradas por cima da cama. Depois passou por baixo da cama. Passou envolta do baú de Harry. Passou em volta dos armários do quarto. Quando passou as antenas pelos abajures nos criados-mudo de Harry, o equipamento soltou um estridente apito. Guilherme imediatamente puxou a varinha e tocou o abajur diversas vezes com ela. Por fim passou o equipamento pelas janelas do quarto, que também fizeram o equipamento disparar apitos agudos e altos.
Guilherme novamente puxou a varinha e começou a tocar as janelas com ela. Quando estava na última, Harry se cansou de esperar:
-Afinal de contas, o que é que você está fazendo?
-Revistando o quarto à procura de Artes das Trevas. – respondeu o outro concentrado na janela.
-Como é? Como assim?
-Esse equipamento aqui é do Moody. Ele me emprestou para que eu revistasse o seu quarto. Esse equipamento localiza qualquer feitiço ou encantamento das Trevas, por menor que seja.
-E tinha algum encantamento ou feitiço das Trevas nas janelas ou nos abajures? – perguntou Harry, começando a se preocupar com essa possibilidade.
-Não. Mas poderia ter. Eu enfeiticei os abajures para se tornarem inquebráveis e também coloquei um Feitiço Adesivo Permanente. E nessas janelas eu lancei feitiços para que nada possa quebrá-las, e depois um Feitiço para Conjurar a Vida, para que não deixem nada entrar a não ser corujas.
-Você sabe fazer um Feitiço para Conjurar a Vida? – perguntou Harry, meio assombrado. – Hermione contou que nós vamos aprender esse feitiço nesse ano. Ela disse que estão entre os mais difíceis dos N.I.E.M.s e que nem ela conseguiu faze-los ainda.
-Ah bom. Não é tão difícil assim. – disse ele. – Veja só: Vitalium.
Guilherme apontou sua varinha para a última janela e um raio semitransparente acertou a janela em cheio. Guilherme começou a fazer pequenos floreios com a varinha em direção à janela, de olhos fechados.
Depois, do nada, abriu os olhos e guardou a varinha.
-Pronto. Seu quarto está limpo e seguro Harry. Só mais uma coisa...
-O que foi? – perguntou Harry, impressionado com a demonstração do feitiço.
-Me dê o Mapa do Maroto Harry. – disse Guilherme estendendo a mão.
-O que? – perguntou Harry. Aquilo o pegara de surpresa.
-O Mapa do Maroto Harry. Me dê. Agora. – pediu novamente.
-Mas eu não sei do que... – começou Harry querendo despistar.
-Não adianta mentir Harry. Lupin me contou tudo sobre o Mapa e sobre os Marotos. Agora me dê o Mapa.
Não vendo outra escolha, Harry se encaminhou para seu baú e o abriu. Depois de o vasculhar rapidamente, ele achou um pergaminho em branco, velho e meio gasto.
O entregou em silêncio para Guilherme.
-Obrigado Harry. Se isso te consola, eu vou usá-lo bem. Vou usá-lo para a sua segurança e a de todos aqui no castelo. – E depois de dizer isso, guardou o Mapa no bolso interno da capa e saiu, fechando a porta atrás de si.

***


Guilherme se encaminhou lentamente em direção ao retrato da Mulher Gorda. Quando estava atravessando a Sala Comunal, no entanto, foi detido por Rony e Hermione.
-Ah... olá Guilherme. Nós queríamos lhe pergunt... – começou Hermione, mas foi interrompida por Rony:
-Por que você não se submeteu ao Chapéu Seletor como todos os outros novatos?
-O que voc... Ah é isso? Eu não fiz o teste do Chapéu Seletor, porque teoricamente, eu estou em Hogwarts para servir de guarda para Harry Potter. – disse baixando a voz. – Seria completamente sem sentido se eu fosse selecionado para, por exemplo, a Sonserina. Entende? Como eu poderia seguir o Harry e protege-lo sendo de outra casa que não fosse a Grifinória.
-Tem razão. – disse Rony ficando pensativo.
-Mais alguma coisa? – perguntou demonstrando cansaço.
-Aham. Tem sim. O que você queria com o Harry? – perguntou Hermione.
-E onde você vai dormir, já que não está em nenhuma das quatro Casas? – perguntou Rony em seguida.
-Ah, bom... Eu só fui fazer uma revista de rotina no dormitório do 6º ano. Nada demais. E eu vou dormir em um quarto especial que Dumbledore me preparou. É logo aqui fora, nesse mesmo corredor. – explicou ele, piscando os olhos de cansaço.
-Hum. Tudo bem então. Boa noite. – disse Hermione notando a cara de cansaço do rapaz.
-‘Noite. – disse Guilherme saindo pelo quadro da Mulher Gorda e bocejando visivelmente.

***

Assim que Guilherme saiu andando pelo corredor, sua cara de cansaço e sono desapareceu instantaneamente.
Caminhou pelo corredor, continuava ligeiramente aborrecido. Sabia que Harry não gostara da idéia de lhe entregar o Mapa do Maroto. E não era por menos. Se tudo o que Lupin lhe contara era realidade, aquele artefato mágico era incrível e seria muito útil.
Guilherme parou à frente de uma janela, entre os quadros de uma mulher de vestido vermelho e o de um cachorro babão.
Riu ao dizer a senha em voz baixa. Aquilo era inusitado. Apenas mais uma inútil e improdutiva tentativa de aproximar as Casas rivais da escola.
A janela foi tomando forma e segundos depois se transformara em uma lustrosa porta de madeira. Guilherme deu um toque de varinha para destrancá-la e depois entrou.
O quarto era impressionante. Guilherme se encontrava ao lado da porta, localizada em cima de dois degraus de mármore.
Estava em um amplo aposento. O teto era bastante alto e o chão era completamente coberto por um carpete felpudo, que dava a impressão de poder afundar muito os pés.
Exatamente em frente aos degraus de mármore, ficava uma cama de dossel, encostada na parede. A cama de casal era recoberta por uma colcha muito branca e confortável. Em cada um dos lados da cama, havia criados-mudos com bonitos abajures de porcelana. Alguns metros à direita da cama havia uma porta de vidro, que levava a uma sacada em forma de meia-lua, àquela hora, banhada pela chuva de verão. Na parede, próxima à janela da sacada, havia uma grande lareira de pedra, suficientemente grande para caber um homem de pé. Na lareira, apagada, havia um grande caldeirão prateado. Ao lado da lareira havia um armário preto, o mesmo que estivera no quarto de Guilherme no Largo Grimmald e uma bancada idêntica àquelas de preparar poções nas masmorras.
À esquerda da cama, havia uma grande escrivaninha de mogno lustroso, encostada na parede, logo abaixo de uma grandiosa janela. A alguns metros da cama e da escrivaninha, havia um armário grande, embutido na parede, ao lado de uma porta simples de madeira escura. Encostadas em quase todas as paredes estavam as estantes, abarrotadas de livros, as únicas paredes em que não haviam livros eram ocupadas por quadros de paisagens e por espadas de decoração.
Guilherme suspirou assim que deu uma boa olhada no quarto. Apesar de que fora o próprio Dumbledore que arranjara aquele lugar, esperava um lugar mais simples. Parecia um quarto de luxo de um grande hotel trouxa cinco estrelas. Guilherme desceu os degraus de mármore, em direção à cama e às bagagens pousadas nela. Abriu as malas e com um aceno de varinha, as mandou para o armário embutido na parede, ao lado da outra porta que havia no aposento. As roupas se arrumaram rapidamente nas gavetas e cabides, deixando Guilherme ligeiramente perdido quanto ao que iria fazer depois.
Decidido a tomar um banho, avançou até a segunda porta do quarto, que ele estava certo ao deduzir, era um grande banheiro.
O chão e as paredes eram de um branco ofuscante, assim como a porcelana da pia e do sanitário. Havia um armário de portas brancas ao lado de uma cabine semitransparente, onde ficava o chuveiro.
Guilherme caminhou até o armário de portas brancas e o abriu, mostrando várias prateleiras com toalhas felpudas e roupões, ambos de algodão branco.
Separou uma toalha ao lado do chuveiro e voltou ao quarto. Tirou a capa que usava e colocou-a no cabideiro de madeira ao lado da porta. Pegou algumas roupas no armário arrumado e voltou ao banheiro. No entanto, antes que entrasse no chuveiro, se lembrou de algo.
Voltou ao quarto e foi diretamente ao bolso da capa, de onde tirou o Mapa do Maroto. Fez do jeito que Lupin lhe explicara, deu um toque de varinha e disse a frase , que fez com que o Mapa aparecesse.
Ele vasculhou um canto do pergaminho onde estava escrito Sala Comunal da Grifinória. Percorreu os traços finos que delimitavam paredes até chegar ao Dormitório do 6º Ano, onde localizou rapidamente dois pontinhos nomeados como Harry Potter e Ronald Weasley. Voltou a percorrer as linhas do Mapa até localizar Hermione Granger e Ginerva Weasley do outro lado da Torre. Suspirou.
Voltou ao banheiro deixando o Mapa do Maroto aberto sobre a escrivaninha.

***

Cinco minutos depois que entrou no banheiro, Guilherme saiu. Usava uma calça negra, que sempre usava para dormir. A toalha úmida vinha pendurada sobre os ombros nus. Vinha chacoalhando os cabelos, distraído. Sentiu um vento gélido passar por ele. Tão distraído estava, que sequer percebeu o vulto branco-perolado flutuando atrás dele. Caminhou sem nem mesmo olhar para trás, em direção à lareira.
-Incêndio. – ordenou Guilherme apontando a varinha para a lareira e fazendo surgir um fogo crepitante e acolhedor que iluminou todo o aposento.
-É um belo truque. – disse uma voz mais atrás no quarto.
Se aproveitando que estava com a varinha na mão, Guilherme se virou lançando feitiços:
-Imobilus. Petrificus Totalus. Impedimenta. Uédiuosi.
Nick-Quase-Sem-Cabeça ficou parado, ou muito surpreso com a reação do garoto, ou talvez, inutilizado com o efeito de algum dos feitiços dele.
-E você é...? – perguntou Guilherme ainda lhe apontando a varinha.
-Eu sou Sir Nicholas de M...
-Ah sim... O famoso Nick-Quase-Sem-Cabeça... – disse se lembrando que Rony o citara durante o banquete. E depois desfez os feitiços – Ah e me desculpe por isso. Atualmente é bom tomar cuidado.
-Oh sim, sim. Tem toda a razão meu jovem. Desculpe ir entrando assim, mas o Professor Dumbledore comentou comigo que um aluno novo iria ocupar esse quarto. Vim dar uma olhadinha. – explicou o fantasma.
-Ah sim. Tudo bem, não há problema. Eu só me distrai por um instante. – disse voltando a olhar para a lareira. Tocou o caldeirão com a varinha e este se encheu com um líquido prateado. Caminhou para o armário negro e deu uma leve batida com a varinha. Quando abriu as portas, havia uma divisória no meio do armário, dividindo-o ao meio. Do lado direito espalhadas por várias prateleiras, haviam inúmeros frascos de diferentes tamanhos e formas, todos cheios com várias poções coloridas.
Do lado esquerdo, por várias prateleiras estavam espalhados frascos, caixas, potes e garrafas dos mais variados objetos. Parecia um estoque de ingredientes para poções.
-Você tem ótimos materiais por aqui. O Professor Snape ficaria contente se obtivesse algumas dessas coisas. – disse o fantasma apontando o estoque do armário.
-Aposto que sim. Muitos desses materiais são muito difíceis de encontrar e são Artigos Não-Comerciáveis. O Ministério anda muito rigoroso com relação a isso. – disse Guilherme começando a picar uma raiz, com uma faca prateada, sobre a bancada de pedra.
-Bem... você não parece se importar muito... – continuou o fantasma.
-Sem dúvida não me importo mesmo. Algumas dessas leis que o Ministério nos impõe, são absurdas. Felizmente um amigo do meu tio tem uma loja de poções em Londres e me vende alguns materiais não tão ortodoxos, se é que você me entende. – comentou Guilherme ainda de costas para o fantasma, agora começando a moer algumas sementes.
O fantasma riu. Segundo Dumbledore, aquele garoto arranjava muito mais coisas do que material não ortodoxo para poções, arranjava ingredientes, possivelmente, proibidos. Dumbledore comentara que o garoto era um excelente preparador de poções e que muitas poções que ele preparava eram utilizadas pelos membros da Ordem. "Em tempos de Guerra, toda a ajuda é bem vinda" dissera Dumbledore.
-Você sabe que o Professor Dumbledore o tem em alta estima, não sabe? – perguntou o fantasma às costas do garoto. Guilherme suspirou pesadamente antes de responder:
-É, eu sei. Espero me mostrar digno de tal confiança. – e depois despejou os ingredientes picados no líquido prateado e borbulhante do caldeirão. Depois se afastou, indo em direção à cama.
-Você se esqueceu de deixar o fogo perpétuo. – avisou Nick.
-Ah... é mesmo. Obrigado. – disse apontando a varinha para o fogo. - Infinite.
-Por nada. – disse o fantasma flutuando em direção à parede, para sair do quarto. – Por nada.

***

O café da manhã transcorria normalmente. Harry, Rony, Hermione e Gina já estavam à mesa quando Guilherme apareceu para tomar café, no entanto, antes que sequer entrasse no Salão Principal, Minerva apareceu e começou a falar alguma coisa com ele. Na mesma hora o correio chegou, e três corujas pousaram na mesa, bem em frente à Hermione. Ela estendeu a mão e tirou um exemplar do Profeta Diário que uma das corujas lhe estendia, pagando-lhe com uma moedinha de bronze. E se dirigiu às outras duas corujas, uma coruja das torres que trazia outro exemplar do Profeta e uma coruja de penas muito negras e grandes olhos esverdeados:
-Quem vocês estão procurando? – e estendeu a mão para ver o destinatário da carta que a coruja negra trazia, mas antes que seus dedos tocassem o pergaminho do envelope, a coruja levantou vôo, indo parar no braço estendido de Guilherme, que se dirigia para a cadeira vazia ao lado de Hermione, com um pergaminho na mão, que lhe fora entregue por McGonagall.
-Não se preocupe. Elas estão me procurando Hermione. – disse Guilherme se sentando ao lado de Hermione e tirando a carta da coruja negra. E depois de tirar a carta, lançou a coruja para cima, para que ela saísse voando. – Obrigado Kronos, pode ir.
Em seguida, Guilherme também retirou o jornal da outra coruja e a pagou com um nuque de bronze.
Enquanto a coruja das torres levantava vôo, Guilherme já abria a carta que recebera por sua coruja, Kronos. À medida que lia seu conteúdo, sua expressão endurecia mais a cada segundo. Quando terminou, dobrou a carta e a guardou no bolso interno da capa, bufando. Após isso, passou os olhos pela mesa da Grifinória, procurando uma cabeleira negra acompanhada de um par de lindos olhos azuis. Quando os encontrou, porém, ela o ignorava visivelmente. Bufou novamente demonstrando sua visível irritação e impaciência.
Harry, Rony e Hermione notaram e Rony tentou dissipar o clima quase palpável que dominava o grupo:
-Acho que esse ano vai ser muito mais difícil que o ano passado. – ia dizendo.
-Com certeza será, Sr. Weasley. – disse Minerva enquanto passava pela mesa distribuindo os horários. Assim que entregou para todos ainda resmungou para que não se atrasassem para a 1ª aula do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas: Maximus Clapham.
-Que tipo de aula será que ele irá dar? – perguntou Harry para Rony e Hermione, quando estavam a caminho da Sala de Defesa Contra as Artes das Trevas.
-Eu não sei. Pergunte ao Guilherme. - disse Rony fazendo um gesto com a cabeça em direção ao rapaz, que os seguia alguns metros atrás. – Ele parece que já conhece o homem...
A conversa parou nesse ponto, pois chegaram à porta da sala de Defesa Contra as Artes das Trevas. A porta se encontrava aberta, num gesto claro de "Entre e fique a vontade".
Os garotos entraram na sala ainda vazia, haviam seguido o conselho de Minerva e se apressaram, chegando antes que os demais. Caminharam lentamente pela tão conhecida Sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, embora estivesse decorada de maneira diferente. A cada novo professor, a sala era decorada de um jeito, e com Clapham não foi diferente: havia quadros forrando todas as paredes, quadros de animais incríveis, quadros de bruxos realizando feitiços, quadros de encantamentos mal-feitos, quadros de guerreiros com brilhantes armaduras e cavalos imponentes, quadros que emolduravam cenas de batalhas, cenas de Guerras.
Havia muitos livros também, colocados sobre cada estante, quase de modo displicente.
Harry, Rony e Hermione já sentavam-se na primeira fileira de cadeiras, enquanto Guilherme adentrava a sala, de cabeça baixa, bufando irritado. Deu uma boa olhada na sala e soltou um longo e baixo suspiro de cansaço e rendição. Sentou-se logo atrás de Harry e ficou em silêncio velado enquanto os outros alunos chegavam e tomavam seus lugares. O sinal tocou ao longe, e no exato instante, Clapham entrou na sala.
Usava longas e elegantes vestes de veludo negro, juntamente com o sapato engraxado e até mesmo seus óculos pareciam ter sido polidos incansavelmente. Seus cabelos estavam bem arrumados, assim como o cavanhaque, rente à pele do rosto.
-Bom dia alunos. Meu nome é Maximus Clapham. Sou seu novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas vocês já sabem disso. – ele sorriu gentilmente para todos. Aquele mesmo sorriso que ele dera no Banquete de Abertura, aquele sorriso que não se estendia aos seus olhos cinzentos e frios como o aço. – Espero que estejam prontos para um ano longo e trabalhoso. Estou ansioso para começarmos logo, mas antes gostaria de lhes falar algo. Antes de decidir o que ia lecionar a vocês nesse ano, procurei seus antigos Professores de Defesa Contra as Artes das Trevas, pelo menos os Professores que estavam disponíveis, para saber o que eles haviam lhes ensinado. Fiquei muito contente quando o Professor Lupin conversou comigo sobre essa turma. Ele disse que muitos aqui têm potencial para serem grandes bruxos, se forem bem educados em magia. Eu soube, posteriormente, que vocês estudaram Maldições Imperdoáveis, assim como estudaram kappas, barretes vermelhos, grindylows, etc e etc... – continuou ele se apoiando na própria mesa. -O Professor Lupin me passou uma lista dos animais que vocês estudaram e eu notei que essa lista é muito longa, por isso pretendo nesse ano lhes ensinar sobre mais algumas Criaturas das Trevas e como detê-las. Como vocês estão quase se formando, e há uma Guerra contra o Lord das Trevas lá fora, me focarei com entusiasmo nas criaturas mais prováveis a ser utilizadas por Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. E é claro, se sobrar um tempinho... – ele sorriu marotamente, como um garoto que vai aprontar – ...poderemos falar sobre a minha paixão: Dragões.
Houve um burburinho na sala, depois que o Professor terminou esse pequeno discurso.
-Mas por hora, nossa Criatura abordada não serão os Dragões e sim as Esfinges. – ele fez um gesto com a mão e as luzes se apagaram, as janelas se fecharam, mergulhando a todos na mais profunda escuridão. E então, um retro-projetor se acendeu, iluminando a parede à frente de todos. Uma foto de uma esfinge apareceu, sorrindo e piscando misteriosamente para todos.
-Bem, as Esfinges não são exatamente criaturas das trevas, mas podem ser bastante perigosas. Possuem cabeça humana e corpo de leão. Há mais de mil anos ela é usada para guardar tesouros e esconderijos secretos. É um animal inteligentíssimo, que tem prazer em inventar charadas e quebra-cabeças. Em geral, a Esfinge só se torna perigosa quando aquilo que está guardando é ameaçado. Raramente ataca, a não ser quando tentam passar por elas à força ou quando erram suas charadas. E o Ministério da Magia as classifica como Perigosas e que somente bruxos peritos podem enfrentar. – Clapham estalou os dedos e as luzes se acenderam no exato instante em que o sinal tocava, anunciando o final da aula. – Ah sim... Podem ir. E façam um resumo sobre o Capítulo das Esfinges para a próxima aula.
Os alunos saíram conversando. Harry, Rony e Hermione eram seguidos por Guilherme, que ia logo atrás deles.
- McKinnon. – chamou Clapham, fazendo Guilherme se virar para olhá-lo da porta. – Fico feliz que esteja bem... Guilherme.
Guilherme não respondeu nada, apenas continuou a encará-lo silenciosamente. Harry pôde jurar que os olhos de Guilherme brilharam de cólera e era visível que seus maxilares estavam contraídos no rosto magro. Guilherme sem dizer uma palavra deu as costas e saiu da sala sem nem ao menos olhar para trás.


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N/Beta: Beta babona aki postando pro Gui pq ele precisou sair \o...

Então eu não cheguei a ler esse cap mais com certeza vai ta bom neh?

como sempre fica *babando*

Ele pediu pra avisar que ele retiro o texto das esfinges do Animais Fantásticos e Onde Habitam ou

pelo menos parte dele... sendo assim vou ficando por aki... leiammmm e comentemmm

=*

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