Primeira Aula



CAPÍTULO 4 – Primeira Aula com a Sonserina


 


 


Quando o professor e os outros alunos chegaram, percebi que amava poções, antes mesmo do professor Horacio Slughorn perguntar alguma coisa, eu já sabia a resposta, bom, eu e o Malfoy. Admito que isso não foi nada animador, já não bastava às reações involuntárias do meu corpo com a presença de Scorpius e ainda por cima não podia derrotá-lo na conquista de pontos das casas.


 


No fim da aula, os alunos quase dormiam sobre suas mesas, foi nos passado um dever, que deveria ser entregue na próxima aula.


 


- Hoje ficamos com a parte teórica. – O professor falava na frente da sala. – Quero um pergaminho de quarenta centímetros que descreva os ingredientes da poção Morto-Vivo, o efeito dessa poção, suas contra indicações, e... – Ele olhou sério para nós. – O que acontece com essa poção se vocês exagerarem na vagem soporífera. - Era possível escutar os alunos sonolentos reclamarem, antes da sineta tocar o professor complementou, com um sorriso beirando a falsidade no rosto. – E parabéns a senhorita Weasley e ao senhor Malfoy, por suas respostas corretas, vinte pontos para cada casa.


 


Ao dizer isso à sineta tocou, Alvo que estava ao meu lado, deu um belo bocejo. Malfoy me olhava com uma cara estranha, e sem deixar barato olhei-o de volta, ele não piscava, e eu me envolvia cada vez mais em seus olhos cinzentos, foi quando Alvo se postou na nossa frente, que eu sai do “transe” que me prendia.


 


- Vamos Rose, estou morrendo de fome. - Segui para o almoço com Alvo, e nos encontramos com os marotos, já sentados à mesa se servindo. Agradeci a Merlin, pois nenhum dos garotos ao meu redor, voltou a falar sobre a minha correspondência. Posso até dizer que tivemos um banquete delicioso e cheio de risadas.


 


 


 


A semana passou voando, e sozinha, ganhei cento e trinta pontos para a Grifinória, enquanto os Marotos juntos perderam setenta e cinco por serem pegos andando no castelo à noite. Era irritante ver os professores me comparando com minha mãe o tempo todo, dizendo como eu parecia com ela. O mais irritante porém, era ver meu nome na mesma frase em que o nome do Scorpius aparecia, coisas como: “Weasley e Malfoy competindo pontos? Mas que maravilha”. Alvo sabia exatamente o que eu sentia, pois sempre recebia comentários também: “Alvo só podia ser filho do Potter”.


 


E foi com alívio que o final de semana se aproximou, finalmente pude respirar um pouco, na sexta a tarde havia estado juntamente com Alvo, na cabana de Hagrid, e passamos uma tarde muito confortável tomando chá, comendo pedacinhos de chocolate duro e conversando. Hagrid sempre nos contava histórias da época dos nossos pais em Hogwarts, histórias que já conhecíamos, mas não cansávamos de escutar, milhares e milhares de vezes seguidas, estava quase escurecendo quando voltamos para o castelo, empanturrados de comida.


 


 


Era sábado, havia acabado de acordar e despachar uma carta para Lílian, utilizando uma coruja da escola para entregar a carta, havia emprestado as corujas de todos os marotos durante a semana, Lílian não deixara esse detalhe passar despercebido, e na última carta que eu recebera, ela me perguntava onde estava Slight... E era esse o problema... Onde estava Slight? Eu não fazia idéia, ou melhor, preferia pensar que eu não sabia onde ela estava... Não sei ao certo porque eu menti para Lílian, mas respondi na carta, que minha coruja andava muito ocupada, entregando outras correspondências. No fundo, sabia que eu tinha medo de contar a verdade, imaginava o que meus pais diriam se eu contasse que Slight havia sumido.


 


As meninas em meu quarto, ainda dormiam profundamente, escrevi um bilhete a Alvo, falando para que não me esperassem para o café, deixei ao lado de sua cabeceira, no dormitório masculino, levei um grande susto quando ele começou a falar, achava que tinha acordado meu primo, mas ao roncar bem alto, constatei que ele ainda dormia.


 


Corri em direção ao Salão Principal para tomar meu café da manha, não havia alunos acordados no castelo, apenas alguns professores que haviam madrugado assim como eu. Ao sentar-me à mesa vazia, apareceu em minha frente vários petiscos, mas por estar com pressa, tomei apenas um suco de abóbora, indo o mais rápido que podia para a biblioteca.


 


Enquanto caminhava, tentava imaginar um modo de achar Slight. Uma poção? Não, não me lembrava de nenhuma que pudesse me ajudar... Um encantamento? Um feitiço? Havia realizado um Feitiço Convocatório durante a semana, mas ele não funcionara...


 


Então o que eu poderia fazer? Já havia procurado por ela em todos os lugares, os Marotos me ajudaram nas buscas... Senti uma dor no coração ao lembrar que eles haviam sido pegos por Filch, tarde da noite, na última busca pela minha coruja. Embora soubesse que eles não achavam ruim me ajudar, para eles, era apenas mais uma aventura, mas para mim, eram pontos perdidos... Sem contar a minha coruja, que poderia estar sofrendo... Sofrendo? Não, não queria pensar nisso...  


 


Quase uma hora depois, a pilha de livros em minha frente era gigantesca, mas não havia encontrado nada útil. Nesse momento você deve estar se perguntando: “Porque não pergunta ao Malfoy?”, poderia sim ter perguntado a ele, mas e se ela não tivesse entregado o bilhete? Teria que explicar a Scorpius o que estava escrito na carta direcionada a ele! Teria também que encarar aqueles olhos prateados, não era um sacrifico tão grande, eram os olhos mais bonitos que eu já vira, mas o efeito que aquele olhar provocava em meu corpo, estava fora de cogitação. E digo mais, ele nunca estava sozinho, sempre rodeado por amigos da Sonserina.


 


Pensar nele me dava calafrios, borboletas agitadas no estômago, olhar para ele me deixava tensa, a beira de um colapso nervoso. Durante a semana ele havia me ignorado, via quando ele e aquela menina nojenta da Sonserina, Harriet, me encaravam. Até mesmo Alvo, que nunca havia feito nada para ele diretamente, era ignorado. Alvo havia lhe dado bom dia, em uma aula de História da Magia, e Scorpius nos olhou com desprezo e não respondeu.


 


Guardei todas as pilhas de livros, em seus devidos lugares e me preparei para sair da biblioteca, foi quando o vi, sentado em uma mesa no canto, sozinho. Debati com meus pensamentos internos, ir ou não até ele? Foi um sacrifício, devo admitir, ignorar o estômago apertado, aquela sensação de tensão se debatendo dentro de mim, enxuguei minhas mãos suadas em minha veste, e exigi que elas parassem de tremer. Engoli meu orgulho, e torci para que ele nem se quer imaginasse o domínio que ele tinha sob meu corpo. Precisava aproveitar a oportunidade, de vê-lo sozinho. Isso, Rose, vá até ele, primeiro uma perna depois a outra.


 


Apertei meu colar com a mão, pedindo a Merlin por forças. Minha voz saiu cortada, mas eu não desisti. Sou uma grifinória, não tenho medo!


 


 


- Malf... – Calma, respira. - Malfoy, eu preciso falar com você!


 


- Estamos em uma biblioteca, Weasley. – Disse com deboche no rosto, levantando os olhos para olhar para mim. – É proibido falar aqui dentro!


 


- On... Onde está a minha coruja? – Perguntei, rezando para ele responder algo como: “Você é louca? Como eu vou saber?” Pequeno engano meu!


 


- Até que enfim perguntou... – respondeu com um sorriso no canto da boca. - Estava começando a achar que nunca me perguntaria...


 


- Ela está com você?


 


- É claro que está! – Disse como se explicasse que dois mais dois são quatro. - Com quem mais estaria?


 


- Me devolve. – Não saberia dizer se estava nervosa, ou assustada. Eu realmente não esperava por isso.


 


- Eu não recebo ordens, Weasley. Muito menos de uma mestiça, traidora de sangue!


 


- Por favor. – Disse entre dentes.


 


- O que eu ganho em troca?


 


- O que você quiser. – Droga, não devia ter dito isso!


 


- O que eu quiser? Você não tem nada que eu queira.


 


- Qualquer coisa! – Disse, apertando meu colar ainda mais forte. Rezava para que tudo acabasse logo, e que eu pudesse ir embora o mais rápido possível.


 


- O que você tem na mão? – disse fitando meu gesto.


 


- Ah, nada, meu colar. – Estava irritada por ele mudar de assunto.


 


- É valioso?
 


- Tem valor sentimental, nada que você não possa comprar. – Fechei a cara.


 


- Feito!  Entrega o colar e eu solto a coruja, prometo.


 


- Mas eu já disse, ele não tem valor.


 


- Pensei ouvir você dizer que ele tinha... – Deu uma risada de deboche. – Sentimental, não é?


 


- Minha mãe comprou quando eu nasci. – Quando disse isso, seus olhos brilharam em satisfação. – Não posso te dar! – Complementei, incrédula.


 


- Certo. Você que sabe!


 


- Eu troco! – Disse sem pensar. – Mas é bom você cumprir sua promessa.


 


- Malfoys nunca quebram promessas... – Ele estendeu as mãos, como se duvidasse de mim, vendo-me hesitar. – E então?


 Meus olhos queimaram nesse instante, abri o fecho do colar, sem dizer uma única palavra entreguei este em suas mãos, que esperavam abertas. Meus olhos queimaram ainda mais, quando sem sentimento algum, jogou o colar de qualquer jeito no bolso de sua veste. As lágrimas imploravam para cair, mas eu as segurei, uma a uma. Sai da biblioteca sem olhar para trás, pude ouvir um riso sair de sua boca.


 

 


Naquela mesma manhã, andei sem rumo pelo castelo, meus pés me levaram até os jardins, levei um susto quando Slight pousou em meus ombros.


 


- Você está bem? – Perguntei a ela, que me respondeu com um pio alegre. – Está com fome? Está machucada? – Disse pegando-a em minhas mãos, olhando para ela. – Estava com saudades de você. – Fiz um carinho em suas penas, vendo ela fechar os olhos satisfeita. No fim das contas ela estava ótima, inteira, e muito bem alimentada. – Pelo menos ele não judiou de você, certo?


 


Sentei na grama úmida e gelada. Fiquei com ela em minhas mãos, fazendo carinho e vendo ela piar feliz até adormecer. Vi quando ele começou a se aproximar, sentou ao meu lado, com um sorriso nos lábios.


 


- Encontrou sua coruja? Onde ela estava? – Richard me fitava feliz, fazendo carinho em Slight.


 


- Não sei. – Menti, sem pensar duas vezes. – Simplesmente apareceu! Como me achou?


 


- O Thiago te viu no mapa, e me falou que estava aqui, eles já estão vindo. Vamos voar um pouco nas vassouras, vai querer ir também?


 


 


Eu não tinha vassoura, é claro. Alunos de primeiro ano eram proibidos de ter uma. Peguei uma vassoura velha no armário da escola. Foi a melhor que pude encontrar. Vi quando Slight levantou vôo em direção as torres. Segui com Richard em direção aos marotos que já estavam no ar, nos esperando.


Voamos a manha toda, é claro que eu ia à frente, junto com Alvo, pois nossas vassouras eram as mais lerdas... Eles apenas nos acompanhavam e riam de nós, porque quanto mais rápido voávamos, as vassoura tremia mais, me senti como se estivesse em cima de uma britadeira, uma máquina que os trouxas usavam para furar o chão.



Quando descemos para descansar, Richard me emprestou sua vassoura. Era uma Nimbus 2035. Ele queria me ver voar de verdade. E eu dei um show na frente deles, afinal, eu havia aprendido a voar com meu pai e minha tia Gina, que fora uma jogadora célebre das Harpias Holyhead, antes de Thiago nascer, embora nos tempos atuais, era uma Correspondente Sênior de Quadribol no Profeta Diário.
 


No chão, os meninos gritavam: “Viva!”, “Bravo!”, a cada investida que eu dava, mudando de manobra pela metade, sem dificuldade, eu era uma Weasley, não era? No meio de uma manobra, foi quando eu o vi. Scorpius estava deitado de baixo de uma árvore, com um livro na mão, junto com todos os seus amigos, mas ele não lia nada, apenas olhava para mim enquanto eu voava, pude ver um sorriso estampado em seu rosto, que sumiu, assim que nossos olhos se encontraram.

 


Eu parei com a vassoura no ar, nos encaramos por cinco minutos, até que as vozes dos marotos me chamaram atenção. Eles gritavam perguntando se estava tudo bem, e vi quando Richard começou a se levantar do chão no intuito de pegar uma vassoura, para ir até onde eu estava.
 


- Eu estou bem. – Disse enquanto voltava até eles. Richard correu onde eu pousara e me abraçou, fiquei constrangida com a aproximação dele, ainda mais quando Thiago bateu em sua cabeça dizendo “Ela é nossa prima”, e ocupando o lugar de Richard no abraço. Olhou em meus olhos e quis saber se estava tudo bem, de verdade.
 


 – Estou apenas com fome, é isso! – Se fosse Lily, ou mamãe, elas saberiam que o que eu acabara de falar era uma grande mentira!


- Mas você esta branca. Está mesmo se sentindo bem?


- Só estou com fome, é serio! Tomei apenas um suco no café da manha.
 


Seguimos juntos para o almoço, enquanto John e Robert iam guardar todas as vassouras. Servi-me com pouca comida, afinal, eu não estava com fome de verdade, estava pensando em um Sonserino, lindo, alto e magricela, que olhara dentro dos meus olhos. Essa semana eu havia reparado que ele tinha uma pequena pinta em seu pescoço... É eu precisava parar de olhar tanto pra ele.
 


Há alguns minutos atrás, estava lembrando daquele momento, em que ele me olhou dentro dos olhos quando eu montava a vassoura, continuei apenas mexendo na comida que estava em meu prato, sem comer nada de verdade, vendo o garfo mexer de um lado para o outro, derrubando umas fatias de costela do prato, quando ouvi a voz de Alvo...
 


- Rose, Rose... ROSE! Aff... Rose Jane Granger Weasley? – Dizia Alvo, dando tapinhas na minha cara. – Será que alguém azarou ela, Thiago?


- Rose? – disse Richard, no pé do meu ouvido, levando tapas na cabeça dos meus primos, por chegar tão perto de mim.


- Ai!... Sim? – Perguntei, olhando assustada para ele, sem antes, é claro derrubar todo meu suco na mesa. – DROGA.


- Você esta pensando em que? – Perguntou Alvo, com uma cara chateada em quanto enxugava a mesa com a varinha.


- Ah, em nada.


- Que grande mentira! – Thiago olhou para mim, me recriminando. - O que aconteceu?


- Perdi o meu colar, só isso. – Disse por fim.


- Só isso? – Alvo me encarou assustado. - Você AMA aquele colar...


- A gente precisa aprender a se desprender das coisas! – Alvo me olhou boquiaberto. – É só um colar.


- Você está bem Rose? Aquele colar era da sua... 


- Eu perdi! Agora chega! - Terminei a frase me levantando – Vou para o dormitório. - Claro que eu tinha que esbarrar em alguém ao sair da mesa. – Desculpe. – Ao me virar, vi que esbarrara em Scorpius e em seus amiguinhos sonserinos. Perguntei-me se ele tinha escutado a conversa com meus primos. – Ah, é você? Então bem feito! - Ao levantar, ouvi as risadas vinda dos Marotos, pelo o que eu tinha dito, e a cara de Malfoy quando eu terminara de falar.
 


Estava quase chegando às escadas quando ouvi alguém me chamar, não pretendia, mas olhei para trás para ver quem era.
 


- Rose, Rose! Espera! – Alvo ofegava enquanto corria. - Achei que a gente poderia fazer as lições, juntos... Tem tanto dever pra fazer! – Dizia, enquanto eu andava! Tem poções, feitiços...


- Desculpe, Al. Eu já terminei!


- TUDO? – Ele perguntou boquiaberto, vendo eu assentir com a cabeça, complementou. Voltando para o Salão Principal. - Ah, cocô de hipogrifos! Vou ter que fazer tudo sozinho?


 


 


***




- Lumus.

N/A: 
Espero que estejam gostando de verdade! 



Qualquer sugestão ou criticas serão bem vindas!
 
- Nox.

PS: Capítulo betado dia 21/02/2012, se acharem mais algum erro é só avisar! Bjs

COMENTEM ;) 


 

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Comentários (7)

  • Mariana Berlese Rodrigues

    O AMOR É LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO ATÉ PARA UMA WEASLEY E UM MALFOY kkkkkkkkkkkkkkkkk'A-M-E-I <3 <3 <3 MUITOOOOOOOOOO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA *.*TADINHAAAAAA DA ROSE :(

    2013-01-29
  • Alice E.D.S.

    tadinhooo do alvo ficou sem ajudaRichard fofoSCORPIUS COMECANDO A TE ODIAR   

    2013-01-17
  • Lana Silva

    Perfeiiiiiito *------------------* Ameiii o capitulo...Scorp tá sendo mal com a Rose!

    2011-10-08
  • Anne A.

    Ai gente olha o detalhe do meu nome no rosa como fica bem É, eu me amo kkkk Já to me sentindo em casa ScorpioxRose forever!!!  o/ Bjo    O_o

    2011-07-28
  • Vitoria Weasley Malfoy

    cada vez melhor =D

    2011-07-26
  • Ana CR

    Tenho mais alguns capitulos sobre o 1o ano...  Preciso revisar alguns erros, mas pretendo fazer isso sim! (;  Obrigada B.!

    2011-07-22
  • barbara aguiar azevedo

    Não tive tempo de comentar, mas agora estou eu! Fic continua maravilhosaa!!! =)) Uma dica, pule alguns anos, tipo, em um cap. vc conta o que aconteceu em um ano...em outro, o que aconteceu no proximo... sabe?! Naõ sei se vc quer contar sobre o relacionamento Rose/Scorpius, mas se for essa a intensão, seria uma boa!! =))   Beijos, B.

    2011-07-22
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