Vamos para Hogwarts!



Capítulo 21 – Vamos para Hogwarts!


(23 de Julho de 1991, Harry e Al com 10 anos, ano de entrar em Hogwarts).


 


 


POV’s Alicia:


 


         Eu delirava, já praticamente quicava na cadeira. Não agüentava mais esperar! Urgh! POR QUE ESSAS CARTAS NÃO CHEGAVAM  LOGO?!


         A xícara com chá que minha mãe tomava quebrou, e eu corei.


- Controle-se, Alicia Melanie Black – disse ela, ríspida e brava, enquanto, com um maneio de varinha, secava sua roupa e com outro consertava a xícara.


- Desculpe, mamãe – pedi – Estou ansiosa.


         Revirei os olhos quando ela sorriu, compreensiva. Era sua cara.


         Eram raras as vezes que ficava em minha casa, mas Harry tinha saído com Tia Lílian para comprar uns ingredientes para poção. E eu, droga!, não fui...


- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – esse foi meu grito ao ver uma coruja marrom e comum pousar na mesa da cozinha.


         Minha mão tremia de excitação quando tirei a carta da perna da coruja.


         Era a carta de Hogwarts! De Hogwarts!


         Eu li, e não pude me conter de fazer uma dancinha, animada! Minha mãe riu, e eu ri gostosamente quando senti meu pai me girando no ar, pela cozinha.


- Minha filha vai para Hogy! – gritou meu pai, parecendo tão infantil quanto eu.


         Nem parecia ter trinta e dois anos.


- Vai deixar a menina enjoada, Sirius – repreendeu mamãe.


         Bom, enjoada eu não fiquei, mas sem querer, virei minha forma animaga.


         Sem querer, eu juro! Papai riu, enquanto virava Almofadinhas, com seus pelos pretos e rabo abanando, língua para fora.


         Mamãe bufou. Ela e Tia Lily nunca aceitaram esse fato muito bem – mas, ah, qual é, já tinha sido a um ano e meio!


         Acontecera quando eu estava de férias na França. Tinha sonhado com aquela lua maluca, e acordei como uma fênix branca. Algumas horas depois, recebi Akemi vinda de Harry, dizendo que a mesma coisa acontecera com ele.


         Mas nunca usamos nossa forma animaga, eu juro! Palavra de escoteiro... Escoteira! Tá bom, ta bom, você me pegou... Eu e Harry usamos sim – e muitas vezes – nossa forma animaga.


         Mas algumas eram involuntárias – só um pouquinho.


         Quando me acalmei – estava ansiosa, já falei isso? – consegui virar novamente humana.


- Vou ver o Harry! – disse animada, quando ouvi aquele forte estalo conhecido.


         Saí descabelada pela porta e cheguei na calçada a tempo de ver Tia Lily e Harry entrando em casa.


         Com meus ouvidos apurados – por causa de Uni! – ouvi a porta ser trancada. Puft.


         Aparatei pendurada no pescoço do Pontas, literalmente. Reparei como eu e ele tinhámos a mesma altura, mais ou menos, baixos demais para a idade.


- Almofadinhas...?! – quase gritou ele, em susto.


         Tão fofo.


- Recebi, recebi! Recebemos, recebemos! – cantarolei.


         Segui ele quando correu para a sala e encontrou uma coruja no sofá, também tinha uma carta de Hogwarts.


- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – o grito dele foi mais e – graças aos céus – mais masculino, mas também veio animado e excitado.


         Sorri quando ele me abraçou apertado, como se não quisesse soltar.


- Vamos para Hogwarts, vamos para Hogwarts! – gritávamos juntos.


         Pulamos sobre o sofá, enquanto atirávamos almofadas um no outro. Vi Akemi aparecer num flash de fogo na sala para ver o motivo da gritaria, não sei se Harry falou com ela, mas ela logo começou a entoar um melodia animada.


- Já entendemos, já entendemos – terminou o nosso corinho de  “Vamos para Hogwarts!”, Tia Lily.


         Tia Lily sorriu satisfeita quando, finalmente, ficamos quietos. Mas durou pouco, porque papai e mamãe apareceram pela porta. E Tio Pontas gritou, juntando-se a nós:


- HEI, HEI, HEI, BAIXINHOS! VOCÊS VÃO PARA HOGYUARTS! – joguei minha cabeça para trás e gargalhei junto a Harry quando Tio Pontas falou de propósito o nome errado.


Bom, era assim que falávamos quando tinhámos três anos. Tenho culpa?


Enquanto eu, Harry e os dois crianções dançávamos, felizes e sob o olhar de reprovação de mamãe e da madrinha, ouvi minha própria voz em minha mente: Incrível! Fabuloso! Mal posso esperar para ir para Hogwarts! Não vai ser legal, Harry?


Minha voz de quando eu tinha uns três anos, do dia que conhecera Harry e ele me falara dos Marotos e Hogwarts.


Bom, daqui a algumas semanas iremos para a melhor escola do mundo! E eu não acredito que tinha dito isso!...


- Precisamos comprar o material – comentou Harry, olhando a lista que vinham os materiais.


         Quando olhei a nota de levar uma coruja, um sapo ou um gato, olhei para Harry.


- Pontas, Pontas – chamei e ele virou seus olhos verdes para mim – aqui diz que só pode levar uma coruja, um gato, um sapo ou um rato.


         Tia Lily sorriu, entendendo.


- Não se preocupe, fênix também pode, é incluso nas corujas. Apesar de que... – ela riu – nenhum aluno jamais tenha levado uma, não que eu me lembre.


         Papai assentiu.


- Eu quero uma fênix! – chiei.


         Mas sabia que não conseguiria uma.


- A fênix que tem escolher o dono, e não o contrário – explicou mamãe.


         No fundo eu já sabia, e não gostava! Mas, tudo bem, já iria para Hogwarts, e estava bom!


- Mas quero uma coruja – falei, e todos riram.


- Vamos comprar os materiais amanhã – avisou mamãe.


- Combine dos Weasleys nos encontrarem lá, quero vê-los – disse Harry.


         Sorri, concordando – e torcendo para que Gininha não estivesse incluída, para seu próprio bem.


- Será que Susana e Neville estarão lá também? – comentei.


         Eu queria ver minha amiga, não a ruivinha irritada. Com certeza, Su era mais bonita e divertida.


         Os cabelos loiros caiam até os ombros ondulados – não como os meus, que caiam como molas perfeitas até a cintura quase. Os olhos eram num castanho mel e seu sorriso era animado, tipo, topo qualquer coisa!


         E Neville – juro que ainda ria um pouco quando ele se envergonhava. As bochechas rosas e gorduchas, o rosto redondo, o cabelo preto e os olhos castanhos.


         Esses eram meus amigos, e não a “Ruiva”. Os cabelos vermelhos fogo, os olhos castanhos chocolate.


         Eu era, com certeza, mais bonita. Tinha de ser!


         Mas afastei esses pensamentos, enquanto via Tia Lily escrever uma carta para Tia Molly e Tio Pontas escrevendo uma carta para Tia Sheryl – mãe de Su. Além de mamãe escrevendo uma carta para Dona Augusta – eita mulher braba!


         Rá, rá.


- Vem comigo – chamou Harry, chamando com a mão.


         Saímos do grande hall de entrada, me peguei contemplando o chão de mármore branco e reluzente, fomos em direção as grandes e largas escadas.


         Vendo se nossos pais não tinham as atenções viradas para nós, viramos fênix brancas e voamos até o quarto de Harry.


 


 


POV’s Harry:


 


         Eu estava animado, excitado, ansioso, extasiado! Tudo ao mesmo tempo.


         Admito que fiquei assustado quando braços delicados tinham abraçado meu pescoço de repente, mas era só Al.


         E, no presente momento, íamos para meu quarto, felizes, eu tinha uma sensação de dever cumprido.


         Quando chegamos, vi chamas terminando de se extinguir e logo em seguida Akemi em seu poleiro dourado.


- Tudo jóinha, chefe? – de uns tempos para cá ela vem assumindo esse tom risonho e gosta de brincar.


         Puft. Fala sério!


- Não me chame de chefe, Akemi – chiei.


         Al me olhou curiosa, provavelmente perguntando-se o que eu dizia a minha fênix dourada.


         É que, quando eu falava com os animais, eu falava numa língua estranha. Tipo quando eu falo com cobras, minha Ofidioglossia.


         Olha, nem pergunte como descobri que era ofidioglota. Essa história envolve muitas cobras, pessoas em pânico e um bom feitiço da memória para meus pais não descobrirem!


         Questão, eu falo uma língua diferente com cada animal, só eu que não sei disso. Tive de ouvir de Alicia.


         Ok, né?


         Uma pontada ardeu em minha cicatriz, mas logo parou. Ignorei totalmente, já que tem sido assim a uns dois anos, mas isso era bem chatinho.


         O quê? Eu não queria ficar vendo um cara morto, ué. Espero que você me entenda.


         O resto do dia passou calmo, e fiquei contente que encontraria meus amigos lá.


         Até Neville, que a meses despertou a magia involuntária nele. Dona Augusta estava preocupada dele ser um aborto...


         Mas, tudo estava bem.


         E assim continuaria, porque iríamos todos a Hogwarts.

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