Rapto.



Capítulo 36

Rapto.



Eles estavam lá, em torno de uns seis Comensais da Morte e Lord Voldemort, em uma mesa retangular, em uma sala escura.

- Soube que Harry Potter está em Durmstrang, aquela amiguinha dele, aquela Sangue Ruim também está com ele, quero aquela amiguinha dele.

- Teremos que rapta-la? Não seria mais fácil trazer o garoto?

- O garoto é mais poderoso do que vocês pensam, eu quero raptar a garota, fazer ele sofrer, assim que a garota estiver conosco, podem ter certeza, ele virá atrás dela, junto com Dumbledore e McClagan, as duas pessoas quem eu mais desejo reencontrar.

- Como raptaremos a menina?

- Isso é problema de vocês, no estoque tem poções polissucos a vontade, poções dormentes a vontade, vamos, resolvam-se.

Todos começaram a arrastar as cadeiras.

Voldemort deu às costas para todos, mas antes de entrar em sua sala ele se virou rapidamente contemplando todos.

- Tive uma idéia melhor.

Todos olharam para ele.

- Que idéia, chefinho?- perguntou Pedro incerto.

- Vamos começar uma Revolta.

- Revolta?- perguntou uma comensal incrédula- Já estamos enfrentando uma enorme Guerra.

- Eu sei, mas desta vez é contra Sangues Ruins, tragam vários deles, o máximo possível deles.

- Como assim?

Voldemort deu os ombros e foi engolido pela escuridão de sua sala.

- Eu vou trazer essa menina nem que seja pelos cabelos- berrou Pedro socando a mesa de raiva.

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- Francamente- murmurou Hermione às lágrimas no jardim fechado.

- Calma- consolava Gina.

Gina tentava acalmar Hermione mas era impossível, a garota realmente sentia machucada pela mancada de Harry.

- Harry deu muita mancada.

- Calma, Hermione, calma.

Uma garota de pele clara, de cabelos longos a ponto de tampar a cintura, seus cabelos eram louros, possuía olhos azuis que lembravam perfeitamente as águas de um oceano.

- Hermione?

- Ham?- perguntou Hermione olhando para ela, assustada.

- Lembra de mim? Gabriela Delacour? Você estava no Torneio Tribuxo, em Hogwarts.

- Gabriela- berrou Hermione se levantando e limpando as lágrimas, abraçou Gabriela com muita força, afinal, um abraço era praticamente um consolo.

- Que saudades.

Gina olhou pelo canto do olho, não gostava de Gabriela, até porque era irmã de Fleur (que havia dado um beijo no rosto de Harry, no Torneio Tribuxo, nessa época, Gina era gamada em Harry).

- Vamos lá para fora, vamos conversar.

- Vão vocês- respondeu Gina apanhando sua bolsa que estava no banco- Estou morta de fome, nos vemos mais tarde.

- Até mais- acenou Hermione disfarçando a tristeza.

Gabriela e Hermione foram se afastando lentamente do castelo, até chegarem em um lugar isolado, conversando sobre a vida, e o futuro dos amigos.

- Então, Harry, o Harry, ele está muito feliz, ia ser pai, sabe ...

- Ia? Nossa, que bafão- disse ele tampando a boca com a mão direita- Mas quem é Luna?

- Uma amiga nossa- disse sorridente.

Gabriela começou a remexer as vestes e puxou a varinha, apontou para o peito de Hermione.

- Granger, acabou, sou Pedro Pettigrew, você vem comigo.

Hermione grudou na parede, assustada, continuou tateando-a como se fosse ajudar em alguma coisa.

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- Exatamente- disse Gina dando um soco na mesa após o almoço.

- Não ...- teimou Harry.

- Peça desculpas.

- Não- teimou novamente.

- Bom, tudo bem, se Hermione se matar não vai ser minha culpa.

Harry soltou um suspiro longo e seu corpo deslizou, ficando com metade dele embaixo da mesa.

- Espera ela se acalmar.

- Ok, faça o que você acha melhor, agora se não se importam, vou tirar um cochilo.

- Até mais tarde, Gininha- disse Draco puxando a gravata de Gina e dando um selinho na namorada.

Harry e Draco pela primeira vez na vida, ficaram a sós.

- Então, o que você acha que eu devo fazer, Draco?

- Sinceramente, cára, foi um vacilo seu, você devia pedir desculpas.

Harry bufou, contrariado.

- Mas ...

Draco apenas encarava o amigo como se isso fosse óbvio.

- Ok, eu vou, nos vemos mais tarde.

Harry ensaiou uma conversa em sua cabeça e caminhou lentamente pelo castelo a procura de Hermione, deparou com algumas garotinhas que pediram autógrafos, mas o garoto recusou a distribuir.

Viu dois pontinhos longe, conversando, seria Hermione e mais alguém? Claro, era ela e mais alguém.

Harry andou lentamente para não perder a postura de um garoto arrependido, quando se aproximou, viu que a outra garota grudou na garganta de Hermione e as duas sumiram, virando fumaça, apenas uma varinha sobrou.

- HERMIONE- berrou Harry dando um soco na parede, agachou, apanhou a varinha, era de verdade, possuía um HG (Hermione Granger), será que ele tinha visto uma miragem? Definitivamente não!

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Pedro voltou a ser ele mesmo após alguns minutos, ainda segurando o pescoço de Hermione, ele arrastou a garota até uma enorme jaula, protegida com um feitiço muito avançado, ela não era a única garota que estava ali, dentre ela, estava dezenas de garotas, Sangues Ruins, e garotos também, ela se assustou ao rever Colin e Denis, os irmãos Crevery.

- O Lord das Trevas vai adorar rever você- disse apontando para Hermione.

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Harry entrou gritando pelo Salão, dizendo que alguém tinha levado Hermione, o castelo entrou em pânico no mesmo momento, e outras pessoas acabaram descobrindo que seus amigos também tinham sido levados.

- Eu não vou me perdoar- gritava Harry socando a parede ao mesmo tempo que soluçava.

- Harry, vai dar tudo certo- consolava Tonks- Tenha paciência, calma.

- Como posso ter paciência, Tonks? Eu vou atrás dela.

- O que?

- Isso mesmo, é uma idéia absurda, mas eu vou atrás dela.

Harry se virou para as carruagens (iria de vassoura mesmo), e deparou com Draco e Gina.

- Harry, nem pensar, não vamos deixar você ir.

- Se vocês não deixarem, vão acabar se ferindo.

Eles perceberam que Harry não estava brincando, se afastaram, abrindo caminho.

- Vamos com você.

- Claro, eu também vou, mas antes precisamos passar em casa- disse Malfoy.

- Por que?

- Lá em casa tem um Mapa que diz todos os locais da Sede de V-voldemort, está no escritório do meu pai.

Harry olhou estupefato para os dois, pigarreou e disse.

- Draco, vá para sua casa, Gina, você vem comigo, Draco nos encontramos na Sede de Voldemort.

- Ok- disse ele apertando a mão de Harry com força no ar- Boa sorte, Harry, vai precisar.

- Obrigado- disse abraçando Draco- Agora vamos, preciso correr.

Draco, Tonks, Gina e Harry correram até a carruagem, pegaram as vassouras.

- Ei, esperem, eu também vou- era Rony acompanhado por Vítor Krum segurando duas vassouras.

- Krum? Rony?- perguntaram Harry e Gina espantados e se entreolhando.

- Podemos?- perguntou Vítor.

- Claro.

Os dois montaram nas vassouras e dispararam junto com os outros, foi a viagem mais cansativa da vida de Harry (a mais diferente também), Tonks os guiava a todo momento.

- É bem ali- disse Tonks apontando com o dedo.

- Claro, com toda certeza a Sede deve estar cheia de feitiços, não vamos conseguir entrar.

- O que faremos?- perguntou Harry com um certo ar de dúvida.

- Eu tenho uma idéia- afirmou Vítor- Se bem que vai ser perigoso, muito perigoso.

- Até a idéia mais absurda é bem vinda.

- Mas essa é arriscada, pode até ser que ninguém sobreviva.

Rony engoliu em seco, encarou Gina como se fosse uns dos últimos momentos de sua vida.

- É o seguinte ... - começou Vítor Krum contando.

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- Toc, Toc, Toc- as batidas ecoavam pelo corredor frio.

- Entre- murmurou uma voz sem alegria.

Pedro girou a maçaneta suja, empurrou a porta e entrou, a cadeira girou ficando de frente para Pedro, os olhos cinzas de Voldemort brilharam na escuridão.

- O que você quer? Cadê a menina?

- Ela está lá embaixo, pronta para morrer- disse esfregando as mãos.

- Ok, leve ela até para minha Sala Secreta, estarei me preparando para matá-la- e girou a cadeira novamente ficando de frente à lareira apagada, se levantou.

- Ok, dentro de dez minutos ela vai estar lá, na Sala Secreta.

- Obrigado, Pedro, terá uma recompensa depois de tudo isso- disse Voldemort forçando um sorriso.

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Harry, Rony, Gina, Vítor e Tonks fizeram alguns feitiços e as vassouras encolheram, guardaram nos bolsos e prepararam as varinhas.

- Bom, Vítor, transforme-se.

Vítor guardou a varinha e imediatamente seu corpo foi diminuindo, tomando forma de um gato, e em menos de dez segundos, no lugar de Vítor Krum, estava um gato com pêlo branquinho e liso.

- Miau- miou Vítor, sim, ele era um animago.

Vítor foi saltando pelo gramado preto e destruído, aquele lugar causava naúseas a qualquer pessoa, era um lugar sujo, porco, imundo, abandonado, sem alegria e sem vida.

Vítor com muito esforço encolheu sua barriga e passou pelas grades do portão, sob a forma animaga, obviamente.

- Ei, gatinho, vem cá, vem- chamou o guarda que cuidava do portão.

- Miau- miou Vítor novamente tentando ser amigável.

- Que bonitinho, bilú, bilú- disse o guardinha pegando o gatinho e levando para a cabine.

Vítor saltou de seus braços e procurou o molho de chaves, estava em cima do balcão, saltou super bem, faltavam alguns centímetros para apanhar a chave, quando o guarda agarrou-o.

- Aonde pensa que vai?

- Miau- miava Vítor acariciando as mãos do guardinha.

Após muita insistência, Vítor conseguiu despistar o guardinha, e apanhou as chaves com a boca, saltou do balcão e correu em direção ao portão, passou pelas grades tentando não fazer barulho, saltava em direção ao quarteto, e logo virou Vítor Krum novamente.

- Obrigado, Vítor, você foi demais- disse Rony corado pegando a chave das mãos dele.

Harry deixou um olhar de dúvida escapar.

- Precisamos esperar Draco.

- Temos que entrar sem ele- disse Rony olhando para os lados.

- Não podemos- acrescentou Gina com rispidez- Ele que tem o mapa- sua voz demonstrava medo.

- Mas e dai?

Gina balançou a cabeça negativamente, dizendo.

- Garoto burro, será que não entenda nada?

Rony se aproximou e disse.

- Não me xingue- e apertou o queixo da garota com força e estava machucando-a.

Gina se afastou e ameaçou Rony.

- Você quer que eu conte seu segredinho para todos, é?

Harry encarou Rony com um outro olhar de dúvida, havia um segredo, perfeito, Rony escondera um segredo de Harry, como Harry sempre fazia de Rony.

- Que segredo?- perguntou Rony um tanto assustado.

- Pode falar?- perguntou Gina erguendo as sobrancelhas.

Rony querendo demonstrar que não tinha segredo algum, disse.

- Vamos, diga- insistiu ele- Não fico guardando segredinho por aí, como certas pessoas- disse se referindo a Harry que ignorou.

- Nem que você guarda um retrato do Vítor debaixo do seu travesseiro?- revelou Gina, mas todos levaram como uma brincadeira quando ela disse, mas Rony acabou entregando os pontos quando pulou em cima de Gina, Tonks e Harry separaram a briga, e Krum ficou sem graça do outro lado.

- Gina, sua ... sua...- dizia Rony tentando escolher o pior palavrão para ofender a irmã.

- Bom, agora todos já sabem, não adiantar disfarçar- brincou Gina fazendo Rony soltar faíscas de raiva.

Rony não encarou Krum por vários minutos seguidos, Gina acabara de revelar, o garoto era bissexual, talvez fosse por isso que Rony no Quarto Ano em Hogwarts ficava tão animadinho quando Vítor Krum chegou a Hogwarts, ao mesmo tempo que ele tinha ciúmes de Hermione, tinha de Vítor também, Harry sorriu, percebeu que finalmente vencera o preconceito, abraçou Rony com força e desejou felicidades, deixando ele e Vítor mais sem graça ainda.

Só faltava Draco aparecer, isto é, ele iria aparecer?

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Pedro agarrou Hermione pelo braço e puxava a garota em direção à carruagem que esperavam eles.

- Me solta- gritava ela dando socos e chutes no ar, tentando se livrar daquele mostro- Me solta.

- Não- sussurava ele lentamente- Você vai pagar por tudo, até pelos seus amigos.

- Não meta Harry na história, até porque ele não virá me salvar.

- Você que pensa- disse Pedro jogando Hermione no chão da carruagem, a garota caiu de cara no chão, fazendo pequenos cortes e se sujando.

- Para onde vamos?

- Para a Sala Secreta, onde você será morta.

Hermione engoliu em seco, queria tanto ter sua varinha agora, mas infelizmente Pedro tirara ela assim que a raptou.

Após uns cinco minutos na carruagem, eles pararam em uma Cabana (muito parecida com a de Hagrid), entraram e ele jogou Hermione no chão.

- Meu chefe já deve estar chegando.

Uma parede foi subindo lentamente, a respiração de Hermione já estava quase parando, Voldemort estava chegando, a cada centímetro que a parede subia, revelava uma parte do corpo de Lord Voldemort e fazia os músculos de Hermione tremerem.

- Ai- dizia ela se afastando, totalmente abobada, desta vez não tinha ninguém para salvar ela, nem Harry, nem Sirius, ninguém da Ordem, era um fim.

Assim que a parede subiu completamente, a garota não aguentou ficar parada, grudou no pescoço de Voldemort, e os dois rolaram lentamente para dentro da passagem secreta, na verdade era um cano que bifurcava, Hermione optou pela direita, e juntos foram rolando por um cano que deslizava para baixo e que parecia não ter fim, extremamente ao contrário da vida de Hermione, que brevemente chegaria ao fim.



-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-Nota do Autor: Ai ... ai.... vocês devem estar querendo me matar, não é? >_< Calma, não me matem, pois se me matarem não saberão o fim da fanfic.

Hermione pode não morrer, depende dos número de comentários^^ , talvez ... eu disse ^^

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