Perigo no Express Hogwarts.



Capítulo 63 (ou 12).
Perigo no Express Hogwarts.

Acordou horas mais tarde com uma presença hospitalar no quarto, ele tentou se levantar para enxergar melhor a pessoa sentada à frente, mas o cheiro de flores denunciou que era Hermione, mas ela disse que era bom manter o garoto ali naquele momento e que era para não se levantar, ele estava pálido e prestes a pegar algum tipo de resfriado muito forte o que poderia trazer sérios problemas.


Harry recebeu muitas visitas naquele dia, a única coisa que realmente não era necessário era um espelho naquele quarto, pois ele via a expressão de medo no rosto de cada pessoa que entrava no quarto. Hermione, talvez, era a única que sabia disfarçar perfeitamente bem.


Hermione parecia ter recebido a notícia de que tinha uma parenta envolvida nas guerras, mas Harry não ousou perguntar, se estava péssimo, era melhor guardar para si mesmo, até porque não tinha certeza absoluta se Hermione sabia de tudo, talvez Dumbledore tivesse a poupado de notícias ruins.


- Acho que amanhã vamos voltar a Hogwarts - informou Gina alegremente entrando no quarto com Draco que fechou a porta ao passar.


Harry deu uma risadinha e ainda na maca ele perguntou.


- Cadê o restante?


- Estamos todos de repouso, só saímos de vez em quando para visitar você.


Draco abraçou Gina por trás e encaixou seu rosto no da ruivinha.


- Se você não se importa, Harry - disse Gina se soltando de Draco e puxando o rosto do namorado - Sabe, não podemos beijar na frente do meu pai... E... temos que fazer muito isso escondido... – e deu uma risadinha ao Harry.


Harry retribuiu a risada como resposta, tudo bem, fazia esse esforço para os amigos, de segurar vela, se bem que esse esforço era fora do comum, era como se um alfinete o estivesse cutucando, ele não sabia exatamente o porquê, mas o deixava inquieto. Draco e Gina se beijaram rapidamente, nisso o garoto refletiu "Nunca em sua vida, imaginou que Draco e Gina fossem terminar juntos, nunca mesmo, era tudo muito estranho" e voltaram a conversar com Harry.


- Papai está desconfiando de Draco, mas ainda não sabe totalmente.


- Ai ai, quando meu sogro souber, vai cair de costas - disse Draco se oferecendo de um cafezinho no canto do quarto e se divertindo com as piadas de sogros.


Gina sentou no sofá ao lado e perguntou se Harry desejava alguma coisa para comer ou beber.


- Só queria ver o Profeta Diário, será que saiu alguma coisa?


- Acho que fomos citados uma ou duas vezes, não sei muito bem - ela pegou um pouco de água e virou na boca - Sabe, Carlinhos vai chegar amanhã - e balançou a cabeça de um lado para o outro como se tentasse demonstrar sua beleza aos demais que estavam no quarto - Infelizmente não vamos nos ver, não é? Papai vai nos levar para Estação King Cross logo de manhã.


- Nunca desejei voltar tão cedo para Hogwarts, sabia? - brincou Draco mordendo o lábio com força e soltou um olhar apaixonado em direção à Gina que pegou e retribuiu com uma risadinha ainda mais apaixonada, e Harry se lembrou das cenas que passava com Hermione, e sentiu o estômago se contorcer quando Draco e Gina se beijaram.


- Não, amor, agora não, papai já deve estar voltando.


Até pareceu combinado, pois nesse exato momento o Sr Weasley adentrou a sala com uma sacola de pães nas mãos.


- Sr. Weasley quem comprou os nossos materiais? – perguntou Draco em um canto se servindo de café.


- Fiquem tranqüilos, vocês terão chance de fazer isso quando chegarem em Hogsmeade, Dumbledore já deu autorização - e piscou para o garoto - Agora coma, Harry, conselho dos curandeiros - e deixou ao lado os pães.


- Bom, estamos voltando, ou as enfermeiras vão dar por nossa falta - disse Gina se levantando e beijando a testa do garoto, ao lado da cicatriz - Nos vemos amanhã, Harry, tenha uma boa noite.


Harry sorriu e acenou discretamente vendo os cabelos de Gina rebolarem em sua cintura.

~~

Harry acordou bem cedo, com Tonks ao lado, penteando seus cabelos em frente ao espelho, sorridente.


- Vamos, os seus amigos já estão te esperando no saguão.


Harry se levantou com dificuldade, foi escovar os dentes, passou no hotel, pegou seus pertences, junto com Rony sonolento, tiveram dificuldade em acordar o garoto pela segunda vez, que insistiu em sentar no sofá por apenas dois segundos mas que acabaram resultando em um sono que teve momentos de roncos.


- Não, agora vamos - disse Gina pegando em sua mão - Vamos, você vai dormindo no carro.


Leonardo estava bem atrás, com as mãos na cintura.


- Sabe, Harry, acho que você está esquecendo sua vassoura, não é mesmo?


De fato, era mesmo, Harry não sabia como estava deixando para trás uma coisa tão valiosa, jogou a culpa em cima do sono e começou a procurar.


- Estamos atrasados - rugiu Tonks na porta ajudando Gina a levar as malas.


- É, Harry - reclamou Leonardo - Deixa ela ai.


- Não posso - disse Harry zangado e ofendido - Não faria isso, eu tenho certeza de que ela está em algum lugar.


Ele por fim, procurou no banheiro, tropeçou contra alguma coisa, ouviu ela cair no chão, era um barulho de vassoura caindo, por fim, era a sua vassoura. Puxou a varinha e apontou para o chão.


- Aparecium - a vassoura ganhou cor, quem faria isso com ele?


- Ei, o que você está fazendo ai? - perguntou Harry zangado - Estava no banheiro - explicou aos outros que bufaram pelo atraso do garoto.


- Agora vamos, ou perderemos o trem.


Harry se apressou em sair do hotel, com a ajuda de Hermione e Rony que levaram as malas para o elevador.


- Oh, Leonardo, você vai também?


Ele soltou uma risadinha, junto com Hermione.


- Você está falando com seu novo professor de Defesa Contra as artes das Trevas.


Harry corou, sem palavras. Hermione o parabenizou até a morte.


Ele não se importou em ir no carro dos mais velhos, era um carro cor-de-rosa, mas isso não vem ao caso, passou a maior parte da viagem conferindo se não tinha esquecido nada, pois depois da Firebolt era bem capaz de acabar deixando para trás, Edwiges e sua gaiola.


- O ministério anda preocupado - disse Tonks ao volante conversando com Leonardo normalmente.


- Também, francamente, invadiram a Ordem inteirinha - ia conversando no caminho mais consigo mesmo do que com os demais.


- Acredito que Dumbledore vai negociar com os Dursleys.


Ela concordou e afundou o pé no acelerador.


Minutos mais tarde, Harry estava esfregando os olhos e andando com pressa em direção à passagem.


- Vamos, vamos, o trem sai daqui - Tonks olhou no relógio e soltou um gritinho - CORRAM! 4 MINUTOS!


Eles não tiveram tempo para se despedir, agarraram seus pertences e saíram feitos loucos pela rodoviária, atravessaram sem olhar para trás e suspiraram aliviados quando viram o Express Hogwarts logo em frente, mas não deram folga mesmo assim, pois o trem já soltava fumaça e isso era sinal de que em breve estaria partindo, correram para pegarem logo um lugar.


- Oh, não, todas as cabines estão cheias - reclamou Hermione andando pelo penúltimo vagão e passando a mão no rosto para tirar os cabelos dos olhos.


- Harry, aqui - gritava Leonardo no fundão acenando abrindo a última cabine - Consegui essa, serve?


Eles entraram sem parar para elogiar, depositaram seus animais nas poltronas e agradeceram depois de sentarem.

- Pelo menos a última não é mesmo?


Eles não concordaram, ignoraram o comentário e continuaram tentando se aconchegarem.


Harry virou para o lado, deitou a cabeça na janela com a esperança de pegar uma carona com o sono, mas isso não aconteceu tão cedo, a porta se abriu logo em seguida.


- Ah, olá - era uma voz sonhadoramente patética parecidíssima com Luna Lovegood, Harry se virou mesmo sem esperanças com o coração palpitando pela boca, e se sentiu péssimo ao deparar com a imagem de uma garota loura de olhos claros, não tão parecida com Luna, mas sim com sua mãe - Não sei se vocês sabem, mas meu nome é Mary Lanson - e sorriu como se fosse muito famosa.


- Ah, Harry - disse Hermione depressa revirando os olhos, obviamente - Não foi ela quem mandou aquela carta para você no ano passado?


- Mary? Mary? - perguntou Harry olhando para os sapatos tentando se lembrar desse nome, de fato ele se lembrava do nome, mas não sabia onde havia lido - Me desculpe, mas eu não lembro mesmo. Eram muitas cartas e tudo mais...


- Ok, tudo bem, nossa, eu podia jurar que essa cabine havia pessoas quando passei aqui pela primeira vez, havia uma garota de cabelo rosado, engraçado, já é a terceira vez que a vejo em cabines diferentes, será que são trigêmeas?


- Oh, seria possível, não? - cortou Leonardo ironicamente.


Rony lançou um olhar confuso a Harry, essa garota parecia tão maluca quanto Luna.


- Ah, bom, de qualquer forma vou procurar alguns amigos - acenou e saiu, deixando Hermione dando risada para trás, e dando socos na poltrona.


- Essa menina é um espetáculo, de qualquer forma, eu me lembro dela, eu li uma carta dela que estava nas coisas de Harry.


Harry virou-se para ela.


- Você anda lendo minhas cartas?


Rony desconversou, dizendo que o céu parecia medonho.


- É, bem, vou procurar alguns amigos - disse Gina cortando o assunto e se levantando - Vamos comigo, Draco? Acho que a Lohanne está com saudades, mandou cartas o verão inteiro, sabe...


Harry sabia perfeitamente bem que Gina estava inventando uma desculpa para ficar a sós com Draco e seu cinto pareceu apertar com força em seu estômago.


- Quanto tempo será que passou de viagem? – perguntou com a voz tediosa.
Hermione consultou o relógio e informou ainda sob as risadinhas.


- Saímos há quase duas horas.


- Acho melhor procurar a mulher dos doces - disse Leonardo se levantando - Não vou conseguir esperar tanto tempo assim.


Harry levantou em seguida e disse.


- Não vou ficar de vela - e olhou para Leonardo que pareceu surpreso.


- Fica tranqüilo, já volto, não vou demorar tanto assim - ele olhou para fora da cabine - Ela parece estar longe, acho que vão passar um longo dia com fome - e saiu fechando as portas.


Harry sentou sem alternativa, sacudindo os ombros, Hermione acariciava Bichento, enquanto Rony tinha os olhos fixos no corredor, um pouco distraído.


- Ahh, é impressão minha ou o céu está ficando um pouco mais escuro do que o normal? - e apontou para as nuvens do corredor.


- Sabe que você tem razão, Rony - disse Hermione abrindo as portas da cabine com violência e indo até a janela do corredor para conferir, não era a única, ao seu lado estava Parvati com a cara grudada no vidro, e outros segundanistas.


- Oh, isso não me cheira bem - sussurrou Rony chegando logo em seguida para conferir mais de perto, ele olhou por cima das cabeças no corredor, tentando procurar Leonardo – Aonde é que ele foi?


- Não sei - disse Harry também na ponta dos pés procurando o professor.


- Agora ainda é cedo para escurecer, não acham? - perguntou Hermione fitando Harry, preocupada - Será que McClagan está controlando o tempo? Ou alguma coisa do tipo...?


Harry negou com a cabeça, com incerteza - McClagan era o Deus do tempo, que ajudou os garotos no ano letivo anterior, com a luta contra Voldemort mas provavelmente não estaria deixando o céu negro, na verdade não havia motivos para fazer isso.


- Acho que ele não faria umas coisas dessas, não faz o tipo dele.


Lilá e Parvati se aproximaram da rodinha.


- Isso não parece chuva, o céu está negro, são trevas, não são?


Harry saiu da rodinha e voltou para a cabine, os quatro acompanharam o garoto, Draco e Gina vieram correndo, com medo na voz.


- Harry! Você viu?


Ele não respondeu, olhava a janela da cabine, também estava ficando tudo preto no céu.


- Será que são os dementadores? - arriscou uma garotinha loura no corredor.


Rony, Lilá e Parvati consideraram a pergunta inteligente, se aproximaram de Harry e Hermione para ouvirem uma resposta, com as sobrancelhas erguidas.


- Não, não, acho que os dementadores já morreram - disseram Harry e Hermione juntos, e se entreolharam assustados.


- Olha! - berrou uma garotinha no corredor, espantada - Uma Fadinha.
Harry, Rony, Hermione, Draco e Gina pareceram assustados.


- Oh, não! Fadas mortais não! - berraram sacando as varinhas e correndo pelo corredor cheio de gente.


- Eles estão se aproximando, Harry! - sussurrou Hermione grudando em seu braço.


- Elas parecem estar vindo em direção ao nosso vagão - informou uma garota, sem necessidade, aos gritos histéricos.


- Ah, NÃO! Elas sabem que o Harry está aqui, fujam todos vocês - berrou Hermione no meio corredor, deixando os cabelos em pé. Harry a puxou para o lado tentando desviar das crianças assustadas.


A correria começou pelo corredor, eles estavam pulando para o outro vagão, deixando o quinteto para trás, alguns quintanistas iam pulando, quando uma das Fadas jogou uma jorrada de feitiços e o último vagão partiu do restante do trem, ficando para trás, enquanto os alunos do quarto vagão, olhavam tristemente para os garotos que ficaram para trás.


Os quintanistas se agruparam em um canto, trêmulos e sem muita reação.


- Oh! NÃO! - berraram quando as Fadas estavam bem mais próximas e soltavam rajadas de feitiços no ar, pelas mãos que atingiam os vagões, fazendo grande arrombo, quebrando vidraças e deixando o local com temperatura altíssima.


- Isso tem dedo de Voldemort - Harry apontou a varinha para uma das Fadas - Ad Infernum - uma grande explosão no ar, mas a Fada desviou apontou a mão para dentro e gritou alguns feitiços fazendo algumas partes do trem explodirem, os gritos de medo aumentavam e se misturavam com o barulho de explosões.


- Cadê o tal Leonardo? Justo agora que precisávamos dele - resmungou Draco tentando enxergar algum pontinho perdido no meio da trilha.


- Você conhece algumas magias das Trevas, não é mesmo? - perguntou Harry para Draco rapidamente enquanto o garoto concordava ainda mais depressa.


Harry e Draco foram para o começo da cabine, onde estavam os quintanistas.


- Nada vai acontecer com vocês. Vocês só precisam se proteger...


Rony, Gina e Hermione lutavam contra algumas das fadas no fundo, e Harry e Draco já estavam na frente esperando o momento certo para atacarem.


As Fadas Mortais pouco a pouco iam invadindo as janelas para dentro do trem.


- Oh, Ahhh!!! - berrou Hermione sendo jogada na parede, com violência por um dos feitiços potentes.


- HERMIONE! - berrou Harry e Rony juntos correndo até a garota caída em um canto, provavelmente inconsciente com a cabeça tombada para o lado do ombro direito, imediatamente Harry apontou a varinha para uma Fada atrás de Rony e berrou.


- Agüenta - um litro de jato d'água saiu da varinha e acertou a Fada em cheio que caiu em uma cabine atordoada, Rony foi até lá e trancou a porta com um "Colloportus".


- Rony, Hermione não está nada bem, você precisa protegê-la, e não deixe nada chegar perto dela, okay?


- Harry, Harry - sussurrava ele com a mão no punho sangrando - Jura que vai conseguir? Você vai ficar bem?


Ele não respondeu, apanhou a varinha de Hermione e guardou como reserva, no mesmo instante foi atingindo por um feitiço e voou de cara no chão, quebrando o óculos, se virou rapidamente evitando ser torturado, enquanto o feitiço atingia o chão ao seu lado e abria um enorme buraco no chão da cabine.


- Sua Fada nojenta! - agarrou um pedaço do chão que estava jogado ali e jogou na Fada que desviou, a pedra continuou rolando pelo ar e caiu no trilho.


- Oh, honestamente, pensa que pode conosco? - berrou uma das Fadas lutando contra Draco que estava com os cabelos loiros saltitantes tentando tampar sua visão.


Os quintanistas também estavam participando do duelo, porém estavam perdendo com facilidade, apenas dois conseguiram sobreviver até ali, lutando cruelmente, enquanto o restante dormia profundamente ou estavam desmaiados por efeito dos feitiços.


- Como vocês se chamam? - perguntou Draco quando se aproximavam de Harry para ajudá-lo a acabar com uma Fada.


- Eu sou Hendell - informou o garoto de pele um pouco mais escura do que Draco e tinha os olhos castanhos vivos, usava uma toca preta de alguma marca famosa, com pequenos fios de cabelo por fora da peça - Este outro é o Tracey – e apontou para o outro garoto de pele clara, com cabelos negros e lisos presos em uma faixa na testa.


Eles apontaram a varinha para a Fada e explodiram-na no ar.


- Perfeito – aplaudiu Harry se levantando com ajuda dos cotovelos.


Hermione estava desacordada, Rony estava tentando proteger a garota contra qualquer criatura maligna que ousasse a se aproximar, Gina estava com a carta cheia de sangue, as roupas todas rasgadas, inclusive uma delas mostrava uma parte íntima, mas ela esticou as vestes, puxando pela manga da camiseta e dando um nó, assim escondeu, Harry estava jogando no chão, com os óculos tortos e a cara arranhada com um vermelho vivo de sangue, Draco era o único que estava intacto, para compensar os garotos ao lado, que estavam sujos de poeira e com os rostos cortados.


- Pensam que podem me vencer assim tão fácil? - uma mulher loira se aproximava voando em direção ao trem, ela vestia uma roupa branca bem agarrada ao corpo, e tinha os braços abertos como um pássaro.


Harry se levantou imediatamente e apontou a varinha para ela, tentando imaginar quem seria aquela figura voadora.


- Pode xingar o tanto que quiser, vocês estão rodeados de minhas Fadas que podem explodir o trem a qualquer momento - e sorriu diabolicamente dando gargalhadas maléficas - Não se atrevam a se aproximarem, porque isso é uma questão de ordem, eu diria.


Ela deu um passo para frente na direção dos demais que estavam chocados com os olhos arregalados em sua direção, Harry mordeu o lábio com tanta força que chegava a sangrar.


- Vocês me querem, a mim, não é mesmo? Podem me levar, mas deixem meus amigos em paz - ele tinha a varinha em mãos, poderia acabar com ela, mas morreria se algo acontecesse, pois as Fadas apontavam as mãos para o vagão e estavam prontas, esperando a hora certa para atacar.


- Não se ache tanto garoto, não queremos mais você - disse sorridente e amigável - Acho que quero sangue da minha espécie, sabe, testar em Poções e algumas experiências do tipo - e apoiou as mãos na cintura com força encarando um por um com uma expressão de felicidade.


- Para isso vocês vão precisar de mim - berrou Harry sentindo as veias querendo saltar de seu pescoço.


- Não, não mais você, precisamos de alguém que tenha o sangue da Família, e de preferência da minha, queridinho - e soltou uma risada escrota que deixou Harry nauseado.


Harry recuou alguns passos, horrorizado, não acreditava que estava sendo encurralado por alguma mulher que sequer conhecia.


- Você quer dizer que alguém aqui - e apontou para o chão, mas isso indicava todas as pessoas do vagão - É da sua família imunda e asquerosa? - perguntou com desgosto na voz, e quase torcendo a cara de tanto nojo que sentia.


Ela sorriu antes de concordar.


Ele pareceu espantado como todos os outros.


- Não vai levar Draco - berrou Gina se intrometendo na conversa e estendendo os braços na direção do namorado que estava um pouco mais à frente, tentando protegê-lo - Não vou deixar - a garota corou de fúria imediatamente.


Ela soltou uma gargalhada fria e sem graça.


- Acham mesmo que o Malfoy faz parte da minha família? Felizmente esse traíra não faz parte da nossa família. Não mais...


Harry mais uma vez pareceu surpreso. As pessoas simplesmente não deixavam de ser parentes uma das outras assim, do nada.


- De qualquer forma, não vai levar nenhum dos meus amigos - e abriu os braços provavelmente para impedir sua passagem, embora isso não fosse preciso porque ela era muito poderosa.


- Oh, não diga bobagens, você poderá sair bem disso tudo, agora vamos...
Draco que apontava a varinha para ela, murmurou ignorando o "Não" histérico de Gina.


- Expusore Corparianis - o feitiço azul correu de sua varinha e pareceu ir na direção de Carolina Chyito, ela sem pressa puxou a varinha também e disse ainda sorridente.


- Protego - o feitiço voltou, Draco se abaixou e ele passou reto, indo atingir uma das vidraças que explodiu em milhões de cacos no chão.


- Não podem me deter, não podem estar em roubada pior! - berrou ela com as mãos voltando para a cintura sem perder o sorriso vitorioso nos lábios.


Rony e Gina trocaram olhares assustadores, ela desviou o olhar repentinamente e ergueu a mão como se estivesse fazendo algum tipo de pergunta no meio de uma aula de Poções em plena masmorras.


- Se é a gente que você quer, pode nos levar – disse normalmente.


Carolina sorriu e pareceu agradecida com a educação da garota.


- Que meiga, garotinha lindinha, vocês todos são muito gentis - ela sorriu e se aproximou da garota que recuou para dentro da cabine com uma espécie de nojo no rosto, Harry e os outros garotos já não podiam ver mais o rosto de Gina porque ela havia se escondido dentro da cabine com a mulher loira - Sabia que quando era jovem, era muito parecida com você? Assim sabe, fofinha, bonitinha... Mas realmente isso não vai ajudar em nada... – Carolina esticou o braço esquerdo e desceu os dedos pelo rosto de Gina que revirou os olhos na direção do dedo, soltando faíscas pelo nariz.


- Eu sinto nojo de saber disso! - berrou corajosamente agarrando o braço de Carolina no ar com violência e puxando para baixo - Vou ... Vou ... Vou vomitar!


Carolina puxou a varinha e apontou para Gina e depois para as paredes da cabine.


- Permanai Incêndio - chamas predominavam a cabine de Gina que gritava loucamente.


- Gina! - berrou Rony se levantando e deixando a cabeça de Hermione apoiada na parede, puxou a varinha e se aproximou, mas Carolina apontou a varinha para o peitoral do ruivo.


- Não se atreva. Eu não estou para brincadeira!


Ele deu um murro na mulher que caiu de costas, raivosa, no chão frio e cheio de cacos de vidro.


- Glaucius - as chamas congelaram fazendo formatos engraçados no ar, ele deu um soco no gelo, que quebrou acertando algumas partes em Gina e puxou a irmã com violência para fugir dali.


Carolina levantou depressa com a varinha em mãos, e quando foi tentar atingir Rony, Harry foi mais rápido e a atingiu no ombro, enfurecida, ela voltou a varinha na direção dele, e o duelo entre os dois, havia começado. Draco pegava Hermione no colo e correria para o começo da cabine onde havia um dos maiores arrombos no trem, por onde sairia. Ele correu os olhos pelo corpo desacordado da garota e pensou: Seria ela, Hermione Jane Granger, que fazia parte da família de Voldemort?

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