Merda de Hipogrifo.



Capítulo 44
Merda de Hipogrifo.

- Onde estamos?- perguntou o garoto após abrir os olhos e se deparar com várias luzes acesas.
- Chegamos, Harry- informou Tonks abrindo a porta do carro, segurando o malão do garoto.
- Ah, obrigado- respondeu Harry saindo do carro.
McClagan havia estacionado atrás da Cabana de Hagrid, Harry contemplou e viu uma luz acesa, esfregou os olhos para ver se realmente estava vendo uma luz na Cabana.
- Hagrid voltou?
- Provavelmente ...
Contornaram a cabana e entraram no Saguão de Entrada, essa cena era bem familiar, várias pessoas esperando por eles, grande número de fotógrafos, algumas penas-de-repetição, alguns lotando Harry de perguntas e várias pessoas por onde Harry passava cumprimentavam com algumas palmadinhas nas costas, dizendo.
- Parabéns, Harry, você conseguiu.
Harry com dificuldade, conseguiu atravessar a multidão e chegar até o Salão Comunal, acompanhado por Tonks e McClagan.
O Salão Comunal estava vazio, mas após a chegada de Harry, não demorou segundos para ficar lotado.
Finalmente conseguiu chegar até à cama, junto com Tonks, McClagan e Vítor.
- É, receio que terá de passar a noite aqui, Vítor.
- Ok, sem problemas- murmurou Harry forçando um sorriso, estava com muito sono.
Tonks e McClagan deixaram os malões em cima das camas e acenaram, saindo do quarto.
- Onde eu ficarrei, Potter?
Harry apontou com o dedo para a cama de Rony.
- Pode ficar ali, acho que Rony não vai se importar se o seu ex-ídolo dormir uma noite em sua cama.
- Como assim, "ex-ídolo"?- perguntou Krum fazendo as sobrancelhas virarem uma só.
- Exatamente, Rony era seu fã, depois que você saiu com Hermione, ele...
- Perraí- brecou Vítor- Eu non sai com Hermio-ni-ni, não no sentido em que ele pensa!
- Eu sei, mas o Rony achou que vocês estivessem tendo um caso.
- Mas non estávamos tendo um caso- apressou Krum quase aos berros.
- Eu sei, calma, não precisa se zangar comigo.
- Desculpa, Potter- e fitou os sapatos sem graça, foi até a cama de Rony e depositou o malão na cabeceira.
- Então, apartir de então Rony deixou de gostar de você.
Krum passou a mão pela cama de Rony, colocou a mão debaixo do travesseiro e puxou um objeto, não se surpreendeu ao ver seu retrato.
- Ginny tinha razon, ele tem um retrato meu- mostrou Krum ao Harry.
Harry sorriu ao ver Krum contemplando sua foto, foi até o garoto e puxou o boné dele com o número 24.
- Sabe, eu não sabia que o meu melhor amigo era bissexual.
- Nem eu, Potter- disse Krum guardando a foto no seu malão- Nem eu...
Krum desabou na cama de Rony e disse.
- Esse cheirro é de Rony-ni.
- Você conhece o cheiro do Rony?- perguntou Harry se levantando com um sobressalto.
Krum corou loucamente e se levantou.
- Um pouco, sabe, Potter, não conta parra ninguém o que eu vou te dizerr?
- Claro, pode se abrir comigo.
- Eu estou ...
A porta do dormitório se escancarou, Neville e Simas entraram com várias cornetas e apitos da Grifinória, fazendo o maior escândalo, Harry sentiu vontade de mandar todos eles para aquele lugar.
- Parabéns, Harry.
- Estamos sabendo o que aconteceu.
- Saiu nos jornais.
- Saiu nas revistas.
- Boatos também.
- É verdade que você enfrentou Voldemort com uma espada de ouro?
Harry contemplou os amigos de cara fechada.
- Se vocês não perceberam, eu preciso descansar- se enfiou embaixo do dossel e com violência fechou as cortinas.
- Boa noite, Arry- murmurou Krum se deitando.
[br]
Harry acordou com uma imensa vontade de se transformar em uma Fênix e sair voando pela janela, sem horário marcado para retornar à Hogwarts, queria se ver livre de tudo e de todos.
O café da manhã não foi um dos melhores, a maioria dos alunos queriam conversar com Harry, fazendo um grande tumulto, que com a ajuda de Minerva ele foi diminuindo.
Harry e Vítor passaram o dia juntos, assistiram as aulas juntos, mesmo sem saber o porquê Vítor não tinha sido chamado na diretoria, evidentemente que Hogwarts estava sofrendo uma reforma e com isso estava tendo uma pequena desorganização.
O mais legal daquele dia, foi que Harry poderia ter aproveitado da situação e ter feito Krum tirar sarro da cara de Snape, afinal, ele não tinha casa definida, não teria como descontar ponto, mas ele arranjaria um motivo qualquer para dizer que foi Harry que havia começado uma discussão, então optou por ficar de boca fechada.
Harry e Krum seriam grandes amigos se tivessem se conhecido muito antes e se tivessem mantendo amizade por cartas, apesar de que, Harry suspeitava que Vítor fosse afim de Hermione, será?
- Ah, Harry- chamou uma voz familiar.
Harry se virou e demorou alguns segundos para se lembrar dessa pessoa, Marco Evans.
- Olá, primo, como estão as coisas?- tentando ser educado.
- Bem e com você?
Harry fitou os sapatos e respondeu após chutar uma pedrinha.
- Acho que estão bem, quer falar alguma coisa?
- Ah, sabe, Minerva mandou chamar você e o Vítor na sala dela.
- O que foi que fizemos, Potter?- perguntou Krum se virando para Harry.
- Não sei, talvez seja uma notícia boa.
- É, esperro mesmo.
Harry se virou para a escadaria de mármore, com um certo ar de indisposição para subir ela inteira, parecia tão longa...
- Obrigado Marco, nos vemos por aí- acenou Harry subindo a escadaria com passos curtos.
- Você tem noçon do que pode ter acontecido, Potter?- perguntou Krum ainda se despedindo de Marco Evans com os olhos por cima do ombro.
- Não, Vítor, não tenho a mínima noção- resmungou virando para a direita.
Seguiram o restante do caminho em silêncio e ambos ficaram um pouco nervosos.
- Podem entrar- chamou Minerva antes de suas mãos soarem na porta.
Harry entrou logo atrás Vítor Krum, Minerva não parecia estressada, muito menos feliz.
- A senhora queria falar conosco?
- Sentem-se- e com um gesto mostrou a eles duas poltronas logo à frente da escrivaninha.
Vítor assentou com vergonha, Harry olhou para ele assentou logo em seguida.
- Hermione, Gina e Rony vão voltar em breve.
Um sorriso surgiu no rosto de Krum, Harry pode reparar isso mesmo com a atenção em Minerva.
- Mais alguma coisa?- perguntou Harry esticando as sobrancelhas.
- Sim, Dumbledore quer que você reabra a Armada de Dumbledore.
Harry deixou escapar um muxoxo e perguntou assustado.
- Como assim?
- Exatamente, ele acha que Voldemort se foi, mas nem por isso você não terá dificuldades futuramente, terá sim, ele até acha possível surgir um outro inimigo.
- Ok, se ele quer assim, só precisarei de uma sala.
- Isso não será mais problema, você poderá usar a Sala de Transfiguração.
Harry sorriu agradecido.
- Harry, você acha que conseguirá estudar para os N.I.E.M´s, treinar Quadribol e ensinar os colegas?
Harry se sentiu um pouco tenso, olhou ao redor da sala, como se os quadros fossem ajudar em alguma coisa, o cômodo parecia diminuindo a cada palavra que ele tentava dizer.
- Acho que sim- gaguejou em resposta depois de um certo longo tempo.
- Ótimo, podem se retirar.
Harry se levantou, seguido por Vítor, mas Minerva os parou com um gesto.
- Esqueci de uma coisa, Vítor, seus pais escrevaram para você.
Minerva entregou uma carta ao Vítor Krum.
- Eles pediram para entregar pessoalmente.
- Obrrigado, senhorra- agradeceu Krum apalpando a carta e rasgando o adesivo que selava o envelope.
Um pergaminho velho saiu da carta e flutou diante do nariz de Krum, o rapaz segurou a carta e acenou para a professora antes de sair da sala e deixar Harry e Minerva a sós.
- Professora?
- Que foi, Potter?
- E os Campeonatos?
- Os alunos acharam melhor abandonarem e voltarem para Hogwarts, eles foram legais da parte deles, compreenderam o que havia acontecido com você- disse ela como se estivesse lamentando.
- O Krum não vai ter uma casa?
Minerva pigarreou e respondeu por trás da mão fechada diante da boca.
- Não será necessário, acho que ele não vai ficar em Hogwarts por muito tempo.
- Professora, o que o Marco Evans é meu?
Ela sorriu e disse.
- Pelo visto você descobriu que ele tem o mesmo sobrenome que o de sua mãe.
- Sim- disse Harry sem necessidade, com os olhos fixos no pacote de biscoito que se encontrava no canto da escrivaninha, parecia estar cheio.
- Na hora certa você vai descobrir tudo.
Harry sentiu vontade de puxar a varinha e murmurar um Crucio, e fazer a professora revelar todos seus segredos, não tinha direito algum de esconder.
- Mas ...
A sineta tocou.
- Merda de hipogrifo- xingou Harry batendo a porta da diretoria.

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Comentem ... tá me irritando abrir todo dia ixo aqui e não ver comentx... dps que eu tranca essa fanfic, não vo posta nem mais uma vírgula... >_<

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