O mistério das cartas



Primeira carta enviada por Molly Weasley à Gina


Querida Gina


Está tudo bem minha filha? Desculpe por ontem, mas é que Eu fiquei muito nervosa quando vi você e aquele....


Vou te explicar o motivo da minha raiva contra o Professor Snape: muitos anos atrás ele me mandou uma carta se declarando para mim. Que me amava e que faria de tudo por nosso amor. Eu achei aquilo um absurdo afinal eu já era casada com seu pai e na época o Severo era um Comensal da Morte! Fiquei muito assustada pois tinha medo que ele se vingasse de mim por não corresponder ao seu afeto. Mas o tempo passou, ele voltou para o Lado de Dumbledore e nunca mais tocamos no assunto. Mas agora sei que ele nunca esqueceu. E quando viu uma chance de se vingar agarrou-a com todas as forças. Não posso admitir que ele te use para isso minha filha! Por favor entenda! Severo não te ama!
Mande uma resposta assim que ler essa carta.
beijos carinhosos de sua mãe.




Carta de Snape para Molly enviada anos atrás


Molly


Sei que estamos de lados opostos. Que você apóia Dumbledore e eu sigo o Lorde das Trevas. Mesmo assim o que sinto por você é maior que todo esse mal que está em minha volta. Compreendo que nunca me aceitaria por eu ser um Comensal, mas tente entender minha escolha. O Lorde das Trevas me apoiou num momento em que todos me achavam desprezível e eu jurei fidelidade eterna à Ele. Até agora nunca precisei matar alguém, mas se preciso for farei. Você sabe como sou. Se o Lorde me mandar rumo à morte irei sem pestanejar.


Discretamente para que as pessoas aqui não percebam, tento saber notícias suas. Desculpe, sei que está casada com o babaca do Arthur, e que por esses dias teve um filho. Como queria ser eu a estar do seu lado. Por favor, me dê uma chance! É somente isso que te peço.
Um abraço
SS




Gina ficou com ambas as cartas na mão durante alguns minutos. Nunca percebera nada entre Snape e sua mãe. Mas não tinha como negar. Era a letra dele, até o modo como assinava (SS) era igual. Resolveu dar um voto de confiança à mãe. Afinal se fosse verdade ela estaria sofrendo com isso. Mandou uma carta perguntando o que ela deveria fazer. Mas seu coração estava apertado. Um lado dizia para acreditar na mãe, e o outro dizia que Snape era inocente. Será que passados tantos anos, ela ainda amava sua mãe? Que via nela a figura materna dos Weasley?
Desceu para o jantar. Snape não estava na mesa dos professores. Provavelmente ainda estaria na Ala Hospitalar. Mas não tinha nenhuma vontade de vê-lo. Assim que acabou de comer a sobremesa, pudim de caramelo, ela subiu conversando com Hermione, que estava dando um gelo em Rony. Não queria contar à amiga sobre a carta. Afinal era um segredo de sua mãe. Não tinha esse direito. Ficaram no Salão Comunal fazendo os deveres que para ela pareciam intermináveis. Era meia noite quando finalmente terminou e redação de 30 cm sobre a Guerra dos Gigantes de 1765.


Gina foi acordada pela manhã por uma colega de quarto:


-Anda Gina, me pediram para avisar que sua mãe está aí!


Gina deu um pulo na cama. Colocou o uniforme, porque depois do café teria aula de Transfiguração. Mas esquecera de perguntar onde sua mãe estava. Foi até o Salão Principal e Minerva avisou-a que fosse a Sala do Diretor. Todos os alunos presentes ficaram olhando-a com cara de: "o que será que ela fez?". A ruiva saiu correndo. Estava ansiosa para falar com a mãe. Chegou na Gárgula e disse a senha que Minerva que dissera discretamente. Subiu as escadas e chegando a porta da sala do diretor bateu. Ouviu uma voz pedindo para que entrasse. Ao entrar viu a mãe sentada em frente à mesa de Dumbledore. Essa se levantou e foi correndo abraçá-la


-Oh minha querida! Que bom que veio. Estava tão preocupada com você.


-Por que mamãe?


-Filha, surgiu um outro problema!


-Outro? Qual?


-Srta. Weasley, queira sentar-se - disse Dumbledore -Recebi um carta por engano de Snape. Li sem querer. Voldemort sabe sobre o romance de vocês!


-Como?


-Não sabemos querida.


-E agora?


-Gina, eu conversei com Dumbledore e chegamos à conclusão de que é melhor você se esconder até pelo menos a criança nascer.


-Onde? Na casa do Sirius?.


-Não. Lá não é tão seguro, Srta Weasley....-respondeu o diretor.


-Onde então?


-Na França, na casa de uns membros da Ordem...-disse Sra. Weasley.


-Na França??? Não! Eu não posso! É muito longe! E como farei com as aulas aqui em Hogwarts.


-Já acertamos isso querida. Dumbledore fez sua transferência para a Escola Beaxbaton.


-O quê? Então já estava tudo decidido! Vocês simplesmente estão me comunicando!


-Calma filha!


-Nada de calma! Eu não vou!


-Pense no seu filho! Quer correr o risco de perdê-lo?


-Não - Gina disse abaixando a cabeça. O bebê que trazia no ventre era tudo que tinha agora que não confiava mais em Snape.


-Então querida. E outra, você ficará lá só por uns tempos. Depois você voltará. Será bom para você e até mesmo para o Severo, que não ficaria falado na escola, por engravidar uma inocente aluna!


-Sra. Weasley, por favor...- pediu Dumbledore - não permito que fale mal do Prof. Snape, que sempre teve uma conduta exemplar.


-Conduta exemplar??? Ele está namorando uma aluna!


-Pára mãe! Nós dois somos culpados por isso.


-Desculpa, é que não me conformo.


-E quando deverei partir?


-Você vai comigo agora. Depois alguém vem pegar suas coisas.


-Agora? Não pode ser amanhã? - Gina ficou desesperada. Queria ao menos falar com Snape.


-Não filha. Você está correndo perigo e colocando em perigo à Escola.


-Mas mãe...


-Não discuta filha. Vamos que temos visita em casa. Não posso demorar. Prof Dumbledore, o senhor poderia enviar as coisas dela depois?


-Claro Sra. Weasley.


Molly se levantou e puxou Gina para lareira. Ela olhava suplicante para o diretor que vendo sua angústia tentou acalmá-la:


-Fique tranquila. Avisarei à todos sobre sua ausência sem mencionar o fato de estar grávida. Snape será o primeiro a saber.


Nem teve tempo de responder e Gina foi empurrada pela mãe que despejou um punhado de Pó de Flu em sua mão. Segundos depois estavam na Toca.


Chegando na Sala, Gina encontrou um casal muito simpático que sorriam ao vê-la entrar.


-Esses são o casal Blanchet. Sra. Margareth e Sr Jean.


-Prazer...-disse Gina meio sem graça.


-Eles irão hospedá-la na casa deles na França.


-Serrá um prazer. Srta. Weasley - disse Margareth - Mas só peço que se arrume o mais rápido possível pois temos problemas para resolver.


-Claro, Sra Blanchet. As coisas de Gina já estão arrumadas - Disse Molly usando um feitiço que fez as malas de Gina descerem rapidamente. Gina ficou espantada. Sua mão já tinha pensado em tudo! Só não desconfiava de que a história sobre Voldemort ser verdade por que fora contado por Dumbledore.



-Gina, no final de semana, eu e seu pai iremos vê-la. Seja boazinha e não mande nenhuma coruja, pois ela pode ser interceptada...
- Tá mãe - Gina respondia maquinalmente. Uma hora estava na Escola e na outra iria morar com estranhos em um país desconhecido. Estava tensa. Queria Snape do seu lado.


-Vamos então - meu carro trouxa nos espera lá fora. De lá pegamos um avião que será mais discreto do que voarmos em vassouras. - disse Sr Blanchet.


Gina acompanhou-os. Molly na porta não sabia se chorava ou ria.Seu plano dera certo. A carta gerou a desconfinça de Gina em relação à Snape. E a outra carta que enviara para Dumbledore como se fosse de um dos seguidores de Voldemort fez com que ela temesse pela vida do filho. Se pagaria pelas mentiras que contara, não sabia, mas conseguiu o que queria: separar a filha daquele verme do Severo!




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