A Decisão de Snape



Capítulo XIX


Primeiramente gostaria de pedir milhões de desculpas pelo imenso atraso a postar o capítulo que prometi entregar no sábado =( eu não costumo perder os prazos que eu mesma delimitei, mas tenho uma boa justificativa, nesse fim de semana estive viajando, e tentei postar no sábado o capítulo, mas não sei se foi algum problema do site ou da minha internet que não postava e sempre dava erro e no domingo mal tive tempo de pegar meu net para atualizar a fic!!! Eu sinto muito mesmo pela demora e dou a minha palavra de que não retornará a acontecer!!! Espero que gostem do capítulo de hoje XD



A decisão de Snape


Draco liderava o grupo montado em seu cavalo de pelos negros, tinha uma espada embainhada na cela, na cabeça uma coroa muito parecida com a que Lúcius usava, mas em uma formação mais simples indicando que continuava abaixo do rei, recusou-se a trazer seu escudo, sabia que seus fugitivos não estavam bem armados, trazia sua capa verde com o emblema real e guardava a suas costas um arco e flecha.


Mais quatro cavaleiros o acompanhavam e ao seu lado num corcel branco como a neve encontrava-se Ginny. A princesa prendera os cabelos ao alto deixando o rosto livre e as longas mechas onduladas caindo por seus ombros, a pedido de Draco usava uma meia armadura frontal de aço que cobria-lhe o peito e parte do tronco além de luvas e botas grossas de couro.


Era um início de manhã muito frio. O vento parecia ferir-lhes a pele enquanto os primeiros raios de sol surgiam no horizonte e aos poucos o céu ganhava tons suaves entre azul e marfim e dessa forma seria mais fácil para o grupo encontrar pistas dos fugitivos.


Todos os olhares atentavam para o caminho e para a presença feminina, era a primeira vez que uma princesa acompanharia um grupo de perseguição a prisioneiros e todos os cavaleiros presentes estavam impressionados, a grifinória não aparentava o mínimo sinal de preocupação ou temor, seu porte era tão firme quanto o do príncipe Malfoy e seus olhos buscavam com máximo cuidado entre as relvas do campo alguma pista.


-Senhor há rastros em direção à floresta!


A voz de um dos cavaleiros chamou sua atenção, pegadas bem disfarçadas, escondidas entre folhas secas, eles estavam encobrindo seu caminho, o sonserino estreitou os olhos, Zabini nunca adentrara os domínios da floresta proibida, o que o levaria a buscá-la agora?


-Dividam-se em duplas a partir de agora! Essa provavelmente é uma das armadilhas para nos despistar! Karavel e Fritz continuem no caminho do campo, Gray e Hank sigam pela estrada real enquanto eu irei pela floresta proibida!


Ordena o loiro recebendo olhares alarmados dos cavaleiros.


-Milord seria arriscado demais seguir com a princesa num local tão perigoso!


Questiona Fritz preocupado.


-Posso vos garantir que não há ninguém melhor para acompanhar-me neste lugar!


Responde com certa arrogância o loiro fazendo o cavaleiro concordar com um gesto do rosto.


-Qualquer pista deles, envie-me um sinal!


Avisa o herdeiro antes de acelerar o ritmo da corrida em direção à floresta ao lado da sua princesa.


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Astoria sentiu-se apavorada. A presença prematura de Snape no palácio interferia diretamente nos seus planos. A morena ofegou ao reconhecer a carruagem de seu tio cruzando os portões. A carruagem azul marinho com um belíssimo corvo trabalhado em ouro puro e com rodas adornadas por aros de bronze.


-Ele não pode descobrir que Daphine fugiu, não ainda!


Determinada a Greengrass escondeu a carta de Daphine no interior de um fundo falso em sua gaveta de cabeceira, tendo a certeza que estava guardado em segurança ela chamou uma de suas criadas.


-Avise à rainha Narcisa que meu tio não deve saber tão agora sobre o destino de Daphine! Temos de distraí-lo até o retorno do rei Lúcius e do príncipe Draco!


Imediatamente a criada desaparece dentre os corredores até chegar à porta do palácio ao lado da rainha Narcisa. Astoria jogava-se na cama fitando o teto nervosamente.


-Se tudo der certo, talvez a Daphine não precise se quer retornar!


Murmura para si mesma, convencendo-se de que a ausência da sua irmã poderia de alguma forma contar a favor para sua aproximação com o príncipe sonserino assim que tirasse a grifinória de seu caminho.


Um sorriso malicioso transpassou pelos seus lábios.


-Ela não perde por esperar...


Enquanto isso a rainha Narcisa dispensava a criada de Astoria com um mensagem:


-Avise à lady Greengrass que permaneça em seu quarto até o entardecer, manterei o rei Snape ocupado enquanto ela se recupera da sua “indisposição”!


Ordena a Malfoy ostentando um semblante suave, ignorando todo o caos que assombrava seu suntuoso palácio e sua adorada família. Lúcius se fora antes do baile terminar, prometendo encontrar uma forma de anular a união clandestina entre Draco e a garota Weasley.


“Não retornarei sem ter em minhas mãos a prova dessa farsa!!!”


O soberano não perdeu tempo e partiu para encontrar os sábios do reino. Porém nenhum deles estava preparado para a fuga de Daphine. No fundo a rainha já percebera o estranho comportamento da duquesa, mas não imaginava que ela quebrasse todas as regras e tradições em nome de algo tão fugaz como uma paixão por um mero cavaleiro do reino.


O homem de cabelos negros desceu de sua carruagem com um semblante indiferente. Com uma pomposa capa negra e uma coroa formada pela imagem de um corvo com suas asas curvando-se circularmente em sua cabeça. Seus olhos observavam minuciosamente cada centímetro que envolvia o palácio Malfoy.


-Então esta é a fortaleza da Sonserina? Me parece adequada...


Diz para si mesmo o temido rei com um ar de superioridade seguindo em direção à rainha Narcisa. No caminho olhou nos olhos de cada um dos criados que se apresentavam em reverencia, a presença de Snape era algo desconfortavelmente inquietante, como se o soberano corvinal tivesse o poder de ler as pessoas através de seus olhos.


-Sejas bem vindo majestade Snape!


Curvou-se exageradamente a rainha enviando-lhe um sorriso encantador, no entanto o moreno apenas retribui com um gesto breve da sua cabeça enquanto buscava com os olhos os demais integrantes da família real.


-Sinto informá-lo que tivemos um grave contratempo e meu esposo e meu filho precisaram se ausenta ainda cedo!


-Compreensível, um reino em guerra exige constantemente a presença de seus senhores!


Responde Snape com a mesma aparência indiferente.


-Mas, devo levá-lo para vossos aposentos, creio que a viagem tenha sido um tanto desgastante não?


Comentava afavelmente a sonserina enquanto guiava o rei do condado corvinal para o interior do castelo.


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-Draco o que vais fazer se não os encontrarmos?


Questiona a ruivinha puxando as rédeas do cavalão para desviar de uma raiz exposta.


-Nós encontraremos Zabini e seguiremos ao vilarejo!


Explica o sonserino ganhando um olhar surpreso da grifinória.


-Vilarejo?


Questiona esperançosamente.


-Sim, lá poderemos conversar com mais calma!


Responde o loiro olhando de soslaio para sua esposa, ela ficara muito estranha desde que mencionara uma parada no vilarejo.


Os pensamentos de Ginny vagavam para lembranças de Hermione e sua loja de livros, das tardes que passara ao lado da morena aprendendo sobre o poder das poções.


De Luna Lovegood e suas histórias mágicas sobre criaturas encantadas, a forma como ela mostrava-se conhecedora de magias desconhecidas e como organizava os artigos para o jornal de seu pai.


Lembranças das noites que jantava com seu pai diante da janela alta da cozinha que dava uma linda vista para as estrelas, e nessas mesmas noites depois de conversarem sobre seus planos de retornarem para a Grifinória ele lhe contava um pouquinho da história de como conheceu sua mãe.


Eram as noites preferidas de Ginny, dessa forma ela se sentia mais próxima da mãe quando seu pai contava como a conheceu e como foi ter de pedir sua mão em casamento aos quatro irmão ciumentos dela. A ruiva ficara tão distraída que por um descuido quase cai do cavalo a ser atingida por um galho de arvore.


O animal ficara agitado acelerando o passo bruscamente, desorientada a ruiva tenta puxar as rédeas, mas estas escorrem por seus dedos em questão de segundos.


Draco atento ao que contecia acelerou o ritmo até chegar a ela tomando-a pela cintura, mesmo sob protestos a trazendo para si. Agora ela tinha que permanecer abraçada a ele com a cabeça sobre o peito do marido enquanto ele prendia as rédeas do cavalo branco na garupa de sua cela.


-Querias morrer?


Bradava ofegante o sonserino a apertando no peito.


-Eu... eu sinto muito...


Responde fracamente.


-O que estas a pensar Ginny...?


Questiona o loiro com os olhos sobre o estreito caminho que seguiam.


-Sinto falta do meu pai!


Responde tristemente sentindo o coração apertar, ágoras faziam semanas que não tivera notícias dele e sua saúde frágil a preocupava bastante, afinal ela largara tudo para vir em busca de uma cura num condado tão hostil como este e agora sentia-se profundamente culpado por deixá-lo sozinho. Uma lágrima solitária caía por seu rosto de porcelana e fora amparada por Draco que parara a busca para fitá-la.


-Sabes que é perigoso procurá-lo agora!


Alerta o sonserino com pesar, conhecera a história de Arthur quando estava com Ginny na mansão Black.


-Eu sei, mas eu só queria vê-lo... mesmo que de longe! Para saber se ele está bem, se está tomando suas poções... se está sofrendo por minha causa!


Diz entre soluços a garota afundando o rosto no peito do príncipe e a envolve carinhosamente afagando seus cabelos vermelhos.


-Eu sinto muito Ginny!


Diz o sonserino já arquitetando uma forma de chegar ao senhor Weasley e trazer alguma notícia para sua esposa, sabia que não poderia enviá-la até seu pai, pois, chamaria muita atenção e seus inimigos (que não eram poucos) poderiam se aproveitar da fragilidade da saúde do seu sogro.


-Não é sua culpa...


Responde suavemente a ruivinha aconchegando-se mais no peito do loiro.


-Encontraremos um meio de ajudar seu pai! Eu a prometo!


Promete o sonserino beijando o topo da cabeça de Ginny.


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O sol surgia imperioso no horizonte trazendo um brilho dourado para os campos vazios, o silencio só era interrompido pelos ventos que acariciavam as copas das arvores pelo longo caminho.


Daphine seguia fielmente ao lado de Nott, o cavaleiro guiava uma carroça velha que encontrara abandonada e prendera dois cavalos para seguirem estrada. A duquesa tinha os olhos vermelhos e a postura curvada pelas horas fatigantes de fuga sem descanso, ainda trajando as mesmas vestes do baile real.


A expressão do cavaleiro, no entanto, era tensa e alerta, até certo ponto desesperada com a eminência de um escândalo que além de colocá-lo no topo da lista de desertores e traidores do condado, mancharia eternamente a imagem de seu anjo.


Os olhos do moreno fitaram o semblante cansado da loirinha, mas o que o encheu de coragem, foi o brilho de determinação em seus olhos, e a promessa de uma vida em liberdade, onde ele poderia finalmente desposá-la, ter filhos, formar uma família feliz, unida e preenchida de amor, longe da guerra, longe dos reis.


-Aguentes firme meu amor! Estamos cada vez mais próximos dos nossos sonhos!


Prometera com um olhar terno beijando-lhe de modo casto a delicada mão de Daphine que lhe sorri docemente, seu coração estava partido ao ter de deixar para trás a irmã que tanto amava, mas seguiria em busca da sua felicidade agora, e não teria mais volta.


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O ex-general Zabini ofegava sentindo todos os músculos do corpo contraírem-se revoltosos enquanto livrava-se do peso da armadura. Ele e seu grupo escondiam-se exaustos numa clareira no interior da floresta proibida.


Sentia sede e seu corpo exigia alguns minutos de descanso, longos dias parado, no interior de uma cela, sem conseguir dormir o atingiu com a potencia de um raio. Sua mente gritava para continuarem seguindo adiante, mas seus pés diziam o contrário.


-Maldição!


A batalha entre corpo e mente tomara-lhes mais tempo do que necessário. A esse momento todo o palácio já soubera da fuga de seus prisioneiros e com toda certeza haveria um grupo de busca muito, mas muito mal intencionado atrás deles e provavelmente encabeçado pelo próprio rei, entretanto, a morte não era uma opção para Blaise Zabini.


-Levantem todos Agora!


Bradou chamando a atenção dos mais de vinte homens.


-Temos que seguir adiante! Quem ficar para trás pode considerar-se um homem morto!


Dito tais palavras em um tom amargo e sombrio, o ex-general superou seu cansaço para continuar a árdua caminhada em direção ao vilarejo. Sempre na retaguarda do grupo para apagar pistas, mal sabia ele que um grupo de dementadores o aguardava logo adiante.


Fora um ataque completamente insano. Haviam mais de cinquenta dementadores cercando-os nas áreas sombrias da floresta.


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Lúcius estava de joelhos diante do trono de mármore, ele segurava em sua mão direita um pergaminho lacrado com um brasão vermelho, sentado no trono encontrava-se um ancião de aparência muito, mas muito desgastada.


Usava uma túnica branca e dourada e tinha inúmeros anéis dourados em cada dedo de sua mão, além de uma bengala de madeira e um chapéu extravagante, em seu ombro repousava uma belíssima coruja branca de olhos dourados que fitavam o poderoso rei.


-Isto vos será suficiente por agora, o próximo passo terá de ser dado pelo próprio príncipe Draco!


A voz trêmula, mas arrogante do velho senhor ganhou a atenção de Lúcius.


-Claro! Eu mesmo irei orientá-lo para isso meu senhor!


E com um sorriso malicioso nos lábios o loiro retira-se da suntuosa sala, retornaria o mais rapidamente possível ao palácio, teria ótimas notícias para Narcisa. Teria agora uma arma definitiva contra a união de Draco e Ginny.


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Hermione encontrava-se olhando o nascer do sol da janela de seu palácio, os olhos castanhos da grifinória ganhavam um brilho dourado com os primeiros raios de sol no horizonte.


Os longos cabelos cacheados estavam soltos sob a camisola marfim que colava-se ao seu corpo graciosamente. Perdida em pensamentos não percebeu a presença de Harry que a abraçou por trás encostando o queixo sobre seu ombro.


-Minha coroa por seus pensamentos!


Murmura o moreno beijando o pescoço da sua esposa.


-Oh Harry... tenho um pressentimento muito estranho...


Diz a grifinória colocando a mão sobre o peito. As palavras de Hermione fizeram Harry franzir as sobrancelhas preocupadamente.


-Sobre o que?


Questiona apertando-a em seus braços.


-Creio que o tempo do príncipe Malfoy esteja se esgotando!


Vira-se para o marido fitando-o profundamente nos olhos.


-Temo pelo que possa vir a acontecer a todo o condado, não somente aos Malfoys! Luna, o senhor Lovegood, Neville, Simas, o senhor Weasley e a irmã do Rony, a Ginny ainda estarão lá quando o pior acontecer!


A grifinória parecia verdadeiramente aflita, agora o semblante de Harry tornara-se sombrio.


-Achas mesmo que Ginevra possa estar com o Malfoy?


Pergunta hesitante.


-Ela possui o broche, com certeza o príncipe irá se aproveitar disso... se ao menos não estivesse sob poder da maldição ele poderia...


Começa Hermione com pesar.


-Dobby não o teria amaldiçoado se ele não o merecesse Hermione!


Defende o moreno a interrompendo.


-Não estou questionando a decisão do Dobby, mas Harry, um condado inteiro pode vir a pagar pelas maldades da família real, sem falar que isso só iria dar mais tempo para o bruxo das trevas agir contra nosso reino!!!


Hermione agora demonstrava todo seu nervosismo.


-Eu sei, mas o que esperas que eu faça? Quase a perdi durante a guerra naquele condado, não permitirei que retornes à Sonserina nesse estado!!! Sou eu que devo enfrentar esse maldito bruxo!


Bradava o grifinório.


-Harry meu disfarce ainda não foi descoberto, eu ainda posso...


-Não!!! Estais frágil demais, não percebes?


Corta Harry impaciente, elevando sua voz.


-Não irei permanecer de braços cruzados!!!


Desafia a morena ao que Harry aperta seus braços em volta dela.


-Se retornares, irei contigo! E não haverá nada ou ninguém que me impeça de fazê-lo Hermione! Não ficarei nem mais um dia longe de você... ou do nosso bebê!!!


Anuncia com determinação o príncipe acariciando a barriga da morena que ainda não dava sinal da gravidez de poucas semanas.


-Não esperava menos do meu príncipe...


Sorri docemente acariciando seu rosto, apesar dos tempos sombrios ela sentia-se imensamente feliz ao lado do grifinório, ainda mais depois de descobrir esperar o seu primeiro filho, no entanto essa maravilhosa notícia ainda era segredo para todos, apenas ela e Harry sabiam.


-Mas, Harry, teremos de levar o Ronald!


Explica Hermione ao marido que levanta uma sobrancelha enquanto a brindava com um sorriso maroto.


-Há quanto tempo planejava isso Lady Potter?


Pergunta à Hermione com um falso tom de ofensa, mas ela sorri beijando-lhe o rosto docemente.


-Levar meus melhores amigos ao condado mais sombrio de Gallzar? Creio que desde que saímos de Hogwarts!!!


Responde com um meio sorriso convencido ao que Harry a toma nos braços entre sorrisos.


-Partiremos amanhã para Sonserina!


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-Posso retornar ao meu cavalo?


Questiona Ginny ao sonserino pela milionésima vez.


-Já disse que não!


Responde o loiro sem desviar os olhos astutos do caminho.


-Mas a posição a qual me encontro é desconfortável!


Reclama a grifinória tentando mover as pernas entre as camadas de saia que estavam presas à cela.


-Não vais retornar ao cavalo, porque a partir daqui seguiremos a pé!


Explica pacientemente Draco descendo e a tomando pela cintura com facilidade ajudando-a a descer da cela. Ambos amarraram as rédeas numa arvore e seguiam caminhando para o interior sombrio da floresta.


Ginny sente um forte arrepio que a fez estancar no meio do caminho, apavorada.


-Draco!


Ela fala fracamente ganhando a atenção do príncipe.


-O que houve?


Questiona preocupado colocando-se ao lado da ruiva.


-Não está sentindo? São eles... eles continuam na floresta!!!


A voz de Ginny soara falha e seu rosto empalidecera rapidamente.


-Eles quem?


Insistia Draco olhando em volta, mas sem encontrar sinal de ninguém.


-Temos que ir Draco!


Anuncia desesperada e sem perceber ela dera um passo para trás e antes que o loiro tivesse a chance de dizer alguma coisa, ela correra para a direção oposta a que eles seguiam.


-Ginny volta aqui!!!


Gritava Draco, pegando uma espada em uma das mãos e logo seguindo a ruiva numa corrida desenfreada, não fazia idéia do que a assustara tanto, mas tinha a certeza que não seria algo bom. Ginny corria sem importar-se com a saia de seu vestido a prender-se nos galhos e arbustos no caminho, os cabelos esvoaçantes ganhavam maior destaque em meio às sombras.


-Ginny!!!


Gritou novamente o sonserino a alcançando e puxando-a pelo braço, porém seus olhos seguiam a direção apontada pela grifinória... cercando-os, mais uma vez... inúmeros dementadores que atacavam o grupo de Blaise Zabini.


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Lord Grayback e seus homens já ocupavam todas as possíveis saídas e entradas das fronteiras do condado. O homem de aparência robusta sustentava um sorriso cruel em seus lábios enquanto cavalgava de um lado a outro da estrada principal com o olhar atento ao caminho.


Ele era um velho guerreiro, conhecia por instinto os caminhos de uma rota em fuga, e sentia de longe o cheiro da traição. Era assim que descrevera a imagem do cavaleiro Nott aos seus homens, um traidor e desertor do exercito, seqüestrador da duquesa e futura princesa da Sonserina, já que para o Lord Grayback, Ginny não passava de uma distração do herdeiro Malfoy.


-Se colocarem as mãos nele... tirem-lhe a vida!


A ordem fora direta e sem margem à qualquer outra interpretação, Lord Grayback era conhecido por não poupar vidas, homem frio, calculista e vingativo, um dos braços direitos do bruxo das trevas e velho amigo de Lúcius Malfoy, a quem encobriu para que saísse do palácio a tempo de encontrar um dos anciões.


Já havia parado mais de dez carroças e três carruagens vasculhando seus pertences, saqueando algumas jóias e moedas de ouro em troca de permitir a passagem destes para fora do condado, interrogavam e aterrorizavam os pobres camponeses enquanto não encontravam a duquesa Greengrass.


O sol já estava alto no momento em que avistaram de longe uma pequena carroça velha onde seguia um estranho casal, um cavaleiro com as vestes sonserinas e uma bela dama de cabelos dourados e vestido azul celeste.


-A descrição não poderia ser mais perfeita!


A voz rouca e dura de Greyback soou mortalmente aos seus homens que preparando suas armas avançaram contra os dois fugitivos.


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Lúcius chegava ao palácio em seu próprio cavalo, e fora surpreendido pelas informações que um de seus generais de confiança o transmitira, a fuga de prisioneiros, o desaparecimento da duquesa e das ordens de seu filho.


-Destino amaldiçoado!!! Não posso ausentar-me do palácio um único instante que um grupo de rebeldes bastardos derrubam minhas muralhas de proteção!!!


Seu humor decaiu completamente, ele seguiu direto às masmorras onde torturou inúmeros prisioneiros até sentir seu ódio esvair.


-Se mais alguém desejar fugir como aqueles desgraçados fizeram, irão para a forca!!!


Respirando fundo percebeu que as ordens de Draco foram bastante eficientes ao conter que a segurança do castelo fora violada dos convidados e do próprio rei Snape que estava em companhia de Narcisa.


 


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-Ginny, prestes bem atenção... precisamos tirar o grupo de Zabini dessa emboscada! A maioria dos dementadores ainda está sobrevoando a floresta, lançar o patrono agora chamaria atenção demais...


Explica Draco apontando a localização dos homens com os olhos cerrados.


-O que pretendes? Despistar aqueles monstros, sozinho e sem magia??? Eu não vou permitir Draco!!!


Desespera-se a ruiva agarrando o braço do príncipe que lança-lhe um olhar tranqüilo.


-Tenho meus métodos para afastá-los Ginny, apenas preciso que quando estiver distante o bastante com a maioria dos dementadores, lances o mais poderoso patrono que conseguir!


A voz do sonserino era profunda e confiante, mesmo assim a grifinória não conseguia livrar-se do medo, a ultima vez que lançou um patrono fora com a ajuda de Draco antes mesmo de conhecerem-se direito.


-Draco, não sei se conseguirei...


-Conseguirás sim! És a minha esposa, a princesa da Sonserina e a mulher mais corajosa que já conheci! No instante que me afastar com os dementadores deves lançar o patrono libertando o grupo!


Orienta o loiro entregando sua espada na mão da ruivinha.


-Se eu demorar a retornar, sabes como usar esta espada!


Antes que Ginny tivesse oportunidade para questionar, o príncipe rouba-lhes um beijo apaixonado antes de desaparecer entre as arvores da floresta. A grifinória prendeu a respiração nervosamente em sua garganta segurando a varinha com força em uma das mãos.


Seus olhos ardiam diante da imagem de vários homens sob a mira do beijo daquela criatura sombria e sentiu-se estremecer novamente, aquele lugar estava repleto de dementadores. Seus olhos alcançaram os céus, e viu as flechas de Draco atingi-los, assim como o som da corneta que o sonserino carregava consigo.


Um verdadeiro mar daqueles monstros seguiu em direção oposta a floresta proibida, o coração da ruivinha apertou dentro do peito, eles estavam seguindo o seu marido agora. Determinada, Ginny apontou a varinha aos fugitivos gritando com todo o coração:


-Expectro Patrono!


Uma luz prateada poderosa envolveu os prisioneiros afastando bruscamente todos os dementadores em seu caminho. Poucos minutos depois... todos os homens caiam exaustos no chão e Zabini caído de joelhos não continha uma expressão de choque absoluto ao encontrar Ginevra Weasley ofegante, com os olhos ainda assustados ostentando a varinha ao final de seu patrono.


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Lúcius finalmente encontrara-se com Severo Snape, os dois estavam a sós na biblioteca do rei.


-Agradeceria se não continuasse a me esconder o que acontecera neste castelo Lúcius!


A voz arrastada de Snape tomara o rei sonserino de surpresa.


-Contratempos comuns caro Snape...


Responde entre dentes o loiro bebericando um cálice de vinho tinto de sua melhor safra real.


-Creio que não tenha sido obvio o bastante... o silêncio fúnebre de seus corredores e a expressão sombria de seus cavaleiros e escravos estão longe de uma comemoração matrimonial Lúcius!


Os olhos do corvinal fincaram-se na face assombrada do sonserino que apertando os olhos perigosamente responde.


-Nada pode ser escondido de vossa astucia não é mesmo Severus...


Com um suspiro derrotado o rei da sonserina oferece uma poltrona para o moreno sentar-se enquanto lhe contaria toda a história.


-Pois bem, se assim o preferes... no dia que Draco retornou de vossas terras... um grave incidente ocorreu quando meu filho fora injustamente amaldiçoado!


Boa parte daquela manhã o sonserino e o corvinal permaneceram a discutir os lamentáveis acontecimentos. 


-Mas, esta manhã encontrei a chave que acabará de uma vez por todas com essa união clandestina!


Revela Lúcius jogando diante da mesa principal o envelope que o ancião o entregara.


-Isto é o que estou a pensar?


Questiona Snape com uma sobrancelha levantada em descrença, não poderia acreditar que Lúcius iria tão longe contra seu próprio filho.


-Ora, não se faças derrogado Severus!!! Deverias dar graças aos vossos ancestrais por não delatar a fuga da vossa sobrinha com um mero cavaleiro do condado!


Dessa vez o rei corvinal mostrou-se furioso.


-O que fez minha sobrinha ainda não interferiu nos planos do Lord das trevas como vosso filho, que me parece sofrer de uma grave problema de comportamento!!! Se conseguires mesmo anular a união de Draco e da grifinória, creio que Astória esteja pronta para assumir sua posição diante do reino!


A voz do moreno era ácida e colocaria a tremer os mais corajosos dos homens.


-Entendo, mas o que fazer com a duquesa Greengrass?


Questiona Lúcius com um sorriso malicioso nos lábios.


-É só mais uma difícil decisão meu caro Lúcius... mas adianto que prefiro enterrar minha sobrinha a tê-la desvirtuada por um... por um soldado sem classe!!


A repugnância de Snape era visível.


-Acredito que Lord Grayback possa tomar as devidas providências para tal!


Responde o sonserino ao ver o rei Snape retirar-se a passos duros da biblioteca.


-Elfos!!!


Bradava o rei e logo em seguida três elfos surgiam diante dele.


-Avisem ao Conde Creevey para permanecer preparado e levem uma mensagem urgente à Lady Bellatriz Lestrange!!!


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-WEASLEY?


A voz de Zabini soou mais como um insulto, que um questionamento. A ruivinha ainda tinha a varinha apontada para eles e piscando algumas vezes retomou o controle sobre seus medos e correu em direção aos fugitivos.


Ignorando a expressão atemorizada do ex-general, Ginny tratou de cuidar dos mais exauridos pelo ataque dos dementadores usando a varinha ou até mesmo rasgando partas do próprio vestido para improvisar ataduras para os ferimentos com as plantas da floresta.


Se utilizando da magia que Draco a ensinara, conseguiu conjurar bacias de água para saciar a sede deles, finalmente dirigindo-se à Zabini que permanecia a fitá-la com incredulidade.


-Sou eu mesma General!


Responde ao moreno que estava boquiaberto.


-Mas... mas fostes levada por um trasgo!


Balançando a cabeça negativamente ele deixa-se cair ao chão encostando as costas contra um tronco de arvore caído.


-Quem me levou aquele dia, foi o príncipe Malfoy!


Explica a ruiva usando a varinha para curar algumas das feridas do sonserino.


-Draco? Mas era um trasg... A maldição!


Blaise jogou as mãos sobre a cabeça furiosamente.


-Sim... a maldição distorceu toda a aparência dele, e quando eu falei sobre a possibilidade de ajudá-lo ele levou-me para a floresta proibida! Passamos muitos perigos até encontrar um lugar seguro para ficar e finalmente descobrimos uma forma de quebrar a maldição...


Agora os olhos do ex-general chegaram até as luvas de couro e sobre elas o anel de casamento de Ginny.


-Ele a desposou?


A surpresa do sonserino o teria derrubado se estivesse de pé, o prepotente, egoísta e soberbo príncipe Draco Malfoy casara-se com uma plebéia grifinória? Livrara-se da Maldição? Um sorriso incrédulo cruzou seus lábios.


-Sim, era uma das formas de livrar-se da maldição, ele teria de encontrar o amor verdadeiro!


Continua Ginny hesitando diante da estranha reação de Blaise Zabini.


-Como poderia crer na veracidade de suas palavras Weasley? Trabalhavas criando poções, poderias ter o príncipe sob efeito de amortentia!!!!


Acusa o ex-general agarrando o pulso da ruiva ferozmente ao que a girfinória o responde ofendida.


-Não faria uso de algo tão sujo para conseguir um marido!


Ginny tentava soltar-se das mãos de Zabini levantando-se, mas o ex-general levanta com ela.


-Que provas tens Weasley? Foram poucas semanas para descobrir um “amor verdadeiro”!!!


Vociferava deixando todas as dúvidas explodirem em suas mentes.


-Fora o bastante para unir nossas vidas de forma irreversível!


Responde a grifinória entre dentes apontando a varinha para ele.


-Ainda não consigo confiar em você, eu preciso de prov...


Questiona ameaçador o moreno, mas suas palavras são cortadas quando uma flecha leva sua mão longe do pulso da ruivinha prendendo a manga de sua roupa no tronco da arvore atrás de si.


-Ela não precisa de provas apena da minha presença... Zabini!


A voz de Draco ganha a atenção de todos os fugitivos que encolhiam-se apavorados, temendo pela própria vida na presença do herdeiro sonserino.


-Draco Malfoy...


A voz de Blaise saíra impressionada ao que o loiro em poucos instantes encontrava-se ao lado de Ginny encarando o amigo.


-Temos negócios muito importantes a tratar Blaise... você retornará para o castelo!


Começa calmamente o loiro.


-Não retornarei ao calabouço, prefiro a forca!


Responde o ex-general soltando-se da flecha num único movimento.


-Não retornarás como meu prisioneiro!


Os olhos de Draco estreitam-se impacientes.


-Quero que estejas ao meu lado quando derrubar o trono da sonserina!


A resposta do príncipe fez todos os presentes atentarem a cada palavra sua.


-Estou disposto a recompensar generosamente cada um que se dispuser a lutar contra a tirania de meu pai! E você Zabini, cuidará diretamente da proteção da minha esposa, a princesa Ginevra Weasley Malfoy!


Os olhos de Zabini estavam mais amplos que dois pires, nenhuma palavra fora articulada com destreza pelo ex-general e seus companheiros de fuga o encaravam como a espera de uma resposta.


-Como posso ter certeza de seus planos Draco...


Questiona o Zabini cruzando os braços e encarando-o desconfiado.


-Eu não o teria poupado a vida por encostar a mão em minha mulher caso desejasse vingar-me de vós!


A seriedade no tom do herdeiro fora o suficiente para trazer a razão ao ex-general.


-Qual vosso motivo Draco?


Questiona um pouco mais convencido.


-Ser tratado como um mero peão de tabuleiro das vontades de meu pai, o desprezo pelo meu sofrimento, a humilhação pela minha aparência e tudo o que o rei fez me passar para garantir a ascensão de um bruxo das trevas que deseja minha cabeça numa bandeja de prata não vos parece motivo o bastante?


As palavras do príncipe estavam carregadas em amargura e dor.


-Então porque me procurastes? Sabes que o confundi a um trasgo e enviei meus homens à sua caça!


Agora Blaise expressava suas próprias dúvidas.


-Porque você fora meu único amigo naquele palácio e porque também sei do seu desejo de vingança pela morte de seu pai!


A resposta de Draco calou Blaise que desviou o olhar sentindo-se atingido.


-Posso dar mais detalhes quando chegarmos ao vilarejo! Este lugar nos torna vulneráveis demais!


Explica Draco apontando para o caminho que levaria ao vilarejo.


-Ótima idéia, tenho de entregar uma mensagem à senhoria Lovegood!


Ginny congelara no caminho encarando o ex-general.


-Lovegood? Luna Lovegood?


Questiona nervosa a ruivinha diante de um olhar confuso de Zabini.


-Sim, a conheces?


Pergunta curioso.


-Claro que a conheço! O que tens de entregar à ela?


Questiona preocupada a grifinória.


-Uma mensagem de seu pai!


Responde estreitando os olhos para a princesa.


-O senhor Lovegood é um prisioneiro?


A ruiva levou uma mão à boca estarrecida, quantas pessoas conhecidas não poderiam estar lá em suas masmorras sem seu conhecimento, sentiu-se estremecer novamente.


-Não vos preocupeis, Arthur Weasley não está entre os prisioneiros!


A resposta de Blaise a tranqüilizou momentaneamente, mas agora que sabia que o ex-general encontraria Luna, sentiu um forte desejo de pedir-lhes para trazer notícias de seu pai.


-Zabini!


A voz de Draco a poucos metros de distancia o levou a deixar a conversa com a grifinória de lado.


-Digas majestade!


 Responde em tom brejeiro.


-Conheces o senhor Arthur Weasley?


Um sorriso de canto surgiu nos lábios do ex-general, ele sabia exatamente o que o príncipe grifinório tinha em mente.


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Luna estava na feira do vilarejo a procura dos ingredientes para a poção do senhor Weasley, desde a captura de Xenófilo Lovegood, a loirinha permanecera cuidando o pais de sua amiga Ginny, e descobriu-se encantada com o senhor de grande coração e espírito aventureiro.


Depois da partida de Hermione, Luna encarregou-se de descobrir qualquer informação a respeito do paradeiro do bruxo das trevas, mas tinha certas dificuldades por manter-se preparando poções cada vez mais complexas para a saúde do patriarca Weasley.


Mas, fora no caminho de retorno à sua casa que Luna fora abordada por um estranho de capuz e botas negras que tapou sua boca e a agarrou pela cintura num aperto mortal. A garota debatia-se desesperadamente jogando sua cesta no chão tentou acertar o rosto do agressor com a ponta de sua varinha, e conseguiu.


Desprendeu-se dele lançando um feitiço estuporante e recuperando sua cesta correu de volta ao seu caminho, mas fora a voz de Ginny que a fez paralisar.


-Luna!!! Luna sou eu!!!


Os olhos azuis encontraram a ruivinha ajoelhada ao lado do agressor caído ao chão esfregando os olhos com força.


-Em nome dos Nargles!!!


A voz da loira saíra embargada quando correu ao encontro da grifinória a abraçando fortemente.


-Como senti sua falta Ginny!


Diz entre lágrimas a loirinha.


-Também senti a sua Luna... a sua, da Mione e do papai!!!


Diz Ginny retribuindo ao abraço entre lágrimas de felicidade.


-como você está? O que aconteceu? Eu e o senhor Weasley procuramos por você durante dias a fio!!!


Questionava Luna ignorando a presença do homem de capuz que a fitava contrariado.


-Não posso contar muita coisa Luna, mas vim com o general Zabini trazer uma mensagem de vosso pai!


Diante da mensão de Xenófilo, Luna emociona-se novamente. Agora a grifinória e a Lovegood abraçavam-se entre soluços, duas mulheres chorando... Aquele seria um longo dia para Blaise Zabini...


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Astoria estava deitada em sua cama entre soluços e lágrimas fingidas no momento em que soube que seu tio a procurava. A morena segurava aberto, o bilhete que Daphine deixara para ela e sobre o criado mudo deixara a carta que deixava para o rei.


-Astoria!


A voz severa e dura do rei da Corvinal a fez estremecer de puro medo, mas sua obstinação em conseguir o herdeiro sonserino superava qualquer possível obstáculo em seu caminho.


Levantando levemente o rosto excessivamente vermelho com olheiras profundas, obra de um feitiço de suas criadas. A frágil Greengrass recebe seu tio.


-Tio... eu tentei impedi-la... eu disse que jogaria sua vida fora... mas ela não me ouviu e eu... eu não pude fazer nada...


Dizia entre soluços exagerados o que levou ao rei a entregar-lhe um lenço polidamente antes de falar.


-Porque não me avisou Astoria?


Seu tom apesar de tranqüilo continha um ar ameaçador.


-Ela disse que me mataria se eu o revelasse!


Responde fracamente sem olhá-lo nos olhos.


-Entendo... mas diante do comportamento de Daphine o nome de nossa família corre grave risco de ser jogado à lama!


Snape andava de um lado a outro do quarto de Astoria.


-Não! Não podemos permitir isso!


Desespera-se a Greengrass.


-Exatamente, é por essa razão que irás assumir o lugar dela Astoria!


Responde o rei brindando Astoria com o que mais aspirava.


-O lugar dela?


Questiona sem acreditar.


-Dentro de pouco tempo será anunciado um novo noivado entre uma descendente da corvinal e o príncipe Draco Malfoy!


Snape explica em um tom mais baixo em confidênia.


-Mas tio... eu não posso aceitar... ele é um homem casado, o que pensariam de mim?


Questiona Astoria se fazendo horrorizada diante de tal possibilidade.


-Na realidade, seu casamento será anulado em breve! Esteja preparada para assumir suas responsabilidades com nosso reino Astoria, independente do que pense a respeito do príncipe!


Diz amargamente antes de deixar a sobrinha sozinha aos pulos de felicidade, sua vida não poderia estar mais perfeita.


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-Que bons ventos o trazem aqui jovem príncipe Malfoy....?


Uma velha senhora com um sorriso sombrio o recebia.


-Uma visita de negócios minha cara Batilda!


Responde com uma reverencia elegante à velha mulher que mal o enxergava corretamente.


-Sinto o cheiro de feitiçaria no ar... o que aconteceu desta vez?


Questiona ao sentir a presença do sonserino mais próximo a si.


-Uma longa história...


Responde displicente sentando-se numa velha cadeira de balanço.


-Ora, uma velha como eu sempre tem tempo para boas histórias!


Exclama com um esboço de um sorriso no rosto.


-A contarei com todo prazer Batilda... mas antes disso preciso de um importante favor seu!


A voz de Draco tornara-se fria.


-Claro meu querido príncipe, o que poderei vos fazer?


Pergunta a velha senhora.


-Complete o vínculo mágico que me uniu à uma jovem!


Os olhos cegos da senhora ampliaram-se.


-Desposastes alguma jovem proibida jovem príncipe?


Questiona a mulher envolvendo-se com a história.


-Sim, uma jovem proibida à mim, e temo que meu pai procure a ajuda dos anciãos para anular meu casamento!


Draco jogava argumentos entre a história de sua união proibida, sabia que esta era a melhor forma de convencer à velha bruxa a ajudá-lo contra Lúcius.


-Hm... acreditas que teu pai possa reivindicar o voto de destruição?


A menção ao ritual que quebraria sua união com Ginny o fez trincar os dentes.


-Ou até mesmo algo pior...


Murmura mais para si do que para Batilda.


-Pois bem jovem príncipe... preciso que tragas a moça até mim, uma gota de seu sangue dada de bom grado e a declaração de seu coração de que pertencerá somente a vós! Em três horas terei tudo o que precisas para completar o vínculo mágico!


Um sorriso vitorioso iluminava o rosto de Draco, dessa vez ele derrubaria Lúcius antes que fosse capaz de agir.


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Bem gente capítulo curtinhoooooo, mas, capítulo on!!!


Hauahuahuahuahuahu


Como prometidoooooow!!! Capítulo mostrou um pouquinho de Harry e Mione *-* (a Mione grávida e ainda assim determinada a voltar para a guerra o/) em breve vocês irão descobrir o que realmente aconteceu quando ela entrou na terra dos elfos e falou com o Dobby!!!


Ah o que acharam a chegada do rei Snape hein? E da conversa dele como Lúcius? Parece que a Astoria vai conseguir finalmente realizar seu desejo de ser a noiva de Draco... bem isso se o casamento for mesmo anulado,e pelo que Lúcius parece convicto teremos um belo problema pela frente!!!


Nakka (Tia Gaby) Primeiríssima a comentarrrrr!!! \o/ Sem palavras para dizer como me deixou feliz ver seu comentário!!! Aaaahh não estou enrolando nãoooooo XD só estou acrescentando mais mistérios à fic e aos poucos você vai encontrar dicas de quem está aprontando contra o nosso casalzinho DG especialmente quando o Neville entrar em ação! Realmente adorei escrever aquele capítulo, acho que deveria mudar o nome para “Ciúmes” hauhauhauhaua, OMG!!! Não vou separá-los não... (ao menos não agora) não ouses me abandonarrrr Nakka!!! Nem que tenha que aprender com Voldemort vou reviver você para continuar vendo a fic!!! Bem acho que agora você vai sentir muito mais ódio da Astória, ela está mesmo disposta a tudo pelo Draco e quanto ao Blaise prometo surpresas quando ele conhecer Astória Greengrass!!! Agora me diz o que achou do cap, se ficou muito ruim, se achou sem graça, o que pode melhorar!!! Comentaaaaaa!!!


Em nome de Mérlin, Morgana e Circe!!! Ray Malfoy retornouuuuuuuuuuuuuuuu!!! /Mariana cai de cabeça no chão/ hauahuahuahuahuahua que saudades estava de você meninaaaa!!! Aaaaaaaaahhh que bom saber que ainda acompanha a fic!!! Eu sabia que não me abandonaria @_@ como disse antes essa fic tem inspiração em você!!! Aiaiai quase morri do coração quando li todos seus comentários!!! Nossa acho que você vai acrescentar um grande número de nomes á sua lista, mas encabeçando tudo está Astoria, ela vai atrapalhar muito a vida do Draco!!! (se esconde dos avadas) bem, mas garanto que a Ginny não vai deixar ela fazer o que bem entender não!!! O Blaise vai surpreender a todos em breve e a Daphine vai guardar uma surpresa daquelas huauahuahuahauhauhau!!! Comenta maissssss!!! Me diz o que achou desse cap de hojeee!!!!


Angeline G. McFellow como já disse antes e continuarei repetindo adorooooooooooooooooooooooooooo seus comentários *-* Realmente o Draco confiou demais na sorte e esqueceu do quão perigosos seus pais poderiam ser quando sentirem-se ameaçados... mas acho que a partir de agora ele vai mudar seu comportamento lá no castelo!!! Ahh a Astoria é um caso a parte, ela sempre invejou a irmã mais velha e agora se percebeu apaixonada pelo sonserino... isso vai dar uma mega dor de cabeça pode apostar! Draco ainda não soube da ameça de Grayback até porque Ginny não o contou, de toda forma o plano dele é colocar Zabini para cuidar da sua ruivinha XD a idéia de buscar ajudar nos reinos inimigos é realmente boa, mas quem iria acreditar que de uma hora para outra o príncipe iria se voltar contra seu pai??? De qualquer forma com o Harry e a Mione e o Rony voltando para a Sonserina as coisas vão mudar completamente!!! Agora me diz o que achou do capítulo! O que gostou, o que não gostou o que pode melhorar??? Comentaaaa!

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Comentários (3)

  • Isis Brito

    MARAVILHOSO!!!!Harry, Hermione e um novo herdeiro Potter a caminho... *-------------*Snape (meu eterno heroi, apesar de malvado) sempre orgulhoso e agora ajudando, mesmo sem-querer, os planos da Astoria... NÃO GOSTO DELA!! --"Draco pedindo ajuda da Batilda (centenária!!!) pra fortalecer sua união com Ginny... *------*E o trio de ouro partindo para as terras sonserinas para enfrentar o mal!!! \o/\o/\o/\o/Ai, ai, se não fosse essa gripe, eu juro que continuava a ler, rsrs. Amanhã/hoje eu continuo!! =D 

    2012-11-14
  • Ray_Malfoy

    Nao acredito que essa bitch da Astoria conseguiu substituir a linda da Daph!! ¬¬' #nojo Nao acredito tbm que vc vai deixar a Daph ser pega dessa forma!!! AHH eu vou chorar!!! eu gosto mesmo dela!!kk O que o Lucius esta aprontando? estou oficialmente curiosa!!o Draco precisa impedir o que quer q seja!! Noooo creo!! O trio maravilha na sonserina???? a confusao começa agora!!!! kkkk Atualizaaaaaaa muié!!!!!

    2012-03-05
  • Nakka

    Ahhhhh eu sinto cheiro de confusão no ar!! E dos bem fedidos ainda! aahahhahahahahaMeu paizinho!!! O que  Lucius está aprontando, ele me deixa intrigada!!! O_ONao sei, tenho um pézão atrás com o Neville, num sei, mas adoro o Zabine! Espero que de bastante confusão com ele! (briga, briga, briga) Agora pera lá, vc nao vai ter como me obrigar a ler a sua fic!!! hahahahaha EU já faço issooooooo!!! =) Eu naõ consigo parar de ler, é mais forte que eu!!!! É tão booooaaaa =)Mas acho bom a senhora colocar mais cenas do casalzinho juntos, estou sentindo falta de romance!!!! *faz bico* Quando tem mais? bjinhus e posta emmmmm 

    2012-03-03
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