A Reação



Capítulo 15



Aparataram em um bosque deserto próximo à floresta proibida e em poucos minutos uma enorme carruagem real encontrava-se diante deles. Um pequeno grupo de guardas trajando armaduras e empunhando bandeiras reais da Sonserina dividiam-se na dianteira e na retaguarda da comitiva.


Aproximando-se do casal, o cavalariço de cabelos castanhos e de expressão sombria acompanhado do mesmo elfo que entregara a chave de ouro à Draco reverenciaram-nos antes de abrir a porta da carruagem. Ginny respirou fundo lançando um olhar curioso ao marido.


-Milady! Majestade! Vossa comitiva real está preparada!


Diz com submissão o elfo estendendo a mão para apresentar a comitiva que os acompanharia até o palácio Malfoy. Com um aceno sutil do loiro Ginny segurou a mão do cavalariço subindo os pequenos degraus até entrar no interior da luxuosa carruagem.


Seus olhos ampliaram-se maravilhados. O interior da carruagem era completamente ornamentado em esculturas de ouro e madeira negra, espécime raras encontradas apenas na floresta proibida, os acentos acolchoados com veludo esmeralda e um tapete rubro sob seus pés mais lembrava uma relíquia.


Sentindo o estomago revirar-se angustiado, Ginny sentou-se puxando levemente a saia de seu vestido acomodando-se com porte e elegância como instruíra Draco.


-Nunca senti tanto medo...


Murmura baixinho a grifinória, apertando as mãos sob a barra do vestido. O loiro demorou alguns instantes para entrar na carruagem, preocupada a ruivinha puxou discretamente a cortina da pequenina janela ao seu lado tentando ouvir o que o sonserino falava com seus subordinados. 


-Estejam preparados para anunciar a minha chegada ao palácio, junto à minha esposa!


Fora a única frase que ouvira Draco dizer, e ouvi-lo chamar-lhes de “minha esposa” com tanto orgulho fez o coraçãozinho da Weasley-Malfoy aquecer e suas bochechas ficarem levemente avermelhadas. Rapidamente soltou a cortina e voltou ao seu acento fitando curiosa cada uma das esculturas de ouro.


-Foi um presente de casamento!


Uma voz a fez voltar-se para a porta da carruagem por onde agora Draco entrava.


-Esta carruagem foi o presente de casamento dados aos meus pais pelo próprio Dumbledore!


Diz o sonserino sentando-se ao lado da ruivinha e segurando sua mão pequena entre as suas.


-É um presente maravilhoso Draco...


Ela diz docemente fitando o marido que tinha os olhos vidrados no teto da carruagem.


-Mas, não fora isso que meu pai achou na época!


Responde com indiferença fazendo Ginny franzir as sobrancelhas.


-Esta carruagem é uma raridade como poderia não ser um bom presente?


Questiona a grifinória fazendo o loiro voltar seus olhos cinzentos sobre o rosto vermelho da sua esposa. Ela ficara cada dia mais bela aos seus olhos.


-Ele almejava outra raridade! Mas nada que nos venha a interessar agora...


Diz o sonserino aproximando o rosto de Ginny beijando-lhes suavemente os lábios.


-Terei de me controlar melhor em sua presença...


Diz o Malfoy com um meio sorriso ao encostar sua testa à de Ginny, que arfava muito mais corada que antes.


-Não poderemos nos beijar no castelo?


Pergunta inocentemente a Weasley arrancando um sorriso abafado do loiro.


-Estamos colocando meu plano em ação minha cara Ginevra, ainda não estamos em lua de mel!


Ele responde e vê Ginny cruzando os braços emburrada, odiava ser chamada de Ginevra e odiava mais ainda ver seu marido rindo dela.


-Eu não me esqueci disso milord!


Responde cerrando os olhos irritadiça ao que Draco ria ainda mais.


-Caso tenhas esquecido Malfoy, eu tenho a varinha nesta união!


Diz ameaçadora a ruiva e o sonserino para de rir imediatamente.


-E espero que mantenha-a consigo durante todo o tempo!


Responde o príncipe num semblante sério. Desviando teimosamente os olhos para a janela a ruivinha não percebeu quando o sonserino tomou sua mão e beijou-a carinhosamente.


-Não quero deixá-la vulnerável Ginny!


Ele diz num sussurro fazendo a ruivinha voltar-se para o marido.


-Vais voltar a agir com arrogância como antes?


Pergunta ao loiro com os olhos angustiados.


-Não haverá outra forma de fazê-los acreditar se não o fizer assim!


Responde com pesar o sonserino.


-Não quero ver a mesma cena daquela tarde se repetir Draco...


Diz Ginny, sentindo os olhos marejarem ao lembrar de como vira o elfo ser maltratado no dia que conseguiu o broche.


-Não deverias se preocupar! A manterei afastada de tudo isso!


Responde na tentativa a acalmá-la.


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As horas passaram rapidamente e pela janela da carruagem real, Draco, já poderia ver as torres do castelo Malfoy.


-Majestade, aproximamo-nos do terreno do castelo!


Anuncia um dos guardas ao príncipe. Nesse momento Ginny sentiu as pernas ficarem dormentes e o coração acelerar desordenadamente, estavam aproximando-se da família real mais temida de toda Gallzar.


Onde haviam mitos sobre masmorras repletas de escravos, enforcamentos e assassinatos cometidos sem motivo algum pelos reis.  Seus olhos vagaram curiosos pelos campos que circundavam o palácio e vira inúmeros escravos acorrentados, vestindo maltrapilhos e cultivando a terra.


-O que estão a fazer?


Pergunta a ruiva sem tirar os olhos daquela cena assustadora de adultos e crianças acorrentados e mal tratados.


-São prisioneiros de guerra ou devedores do rei, agora trabalham para a família real em troca de suas vidas!


Diz com indiferença o loiro, aquele Draco era frio e inatingível, digno da coroa da Sonserina. Mal dera atenção àquela cena cruel que cercava seu palácio, talvez tendo crescido em meio a tudo isso achasse normal.


Ginny balançou a cabeça negativamente, mesmo que vivesse desde criança naquele lugar jamais chegaria a ignorar tamanha maldade. Por um instante rezara para que seu pai não estivesse entre os prisioneiros.


-A comitiva real do Príncipe Malfoy chegou!!!!


Uma voz estridente ecoava pelos muros do castelo quando os imensos portões abriram-se para recebê-los.


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No interior do palácio uma dezena de escravos os aguardavam numa fileira impecável. Logo nos primeiros degraus para a entrada do salão encontravam-se os reis Lúcius com sua esposa rainha Narcisa na companhia de Daphine Greengrass e sua irmã mais nova Astoria e suas criadas.


A expressão de Lúcius era dura e ostentava um olhar glacial em direção à comitiva, teria que punir seu filho de forma exemplar e prepará-lo para enfrentar a ira do seu mestre das trevas por colocar em risco seus planos.


Enquanto a rainha Narcisa não conseguia esconder a alegria estampada num sorriso iluminado, afinal era seu filho que retornava livre de uma maldição, seus esforços para protegê-lo valeram à pena e agora tudo estava certo.


Daphine não escondia o olhar aflito em direção à carruagem, aquele lugar a deixava angustiada demais e a presença do príncipe a assustava, agora não teria como fugir, casaria-se com o herdeiro dos Malfoy, mesmo contra sua vontade.


Astoria fitava a carruagem real com os olhos brilhando em encantamento, ansiava para encontrar o príncipe Draco desde a vez que o vira no jardim do seu palácio quando pedira a mão de Daphine em casamento ao seu repugnante tio, o rei Snape.


No interior da carruagem Draco preparava-se para enfrentar seus pais e a sua noiva. Cerrando os olhos ele segura a mão da ruivinha dando um fraco aperto como se dissesse que chegara a hora.


-Príncipe herdeiro da coroa da Sonserina, Draco Malfoy!


Quando o cavalariço abriu a porta da carruagem, Draco saíra primeiro ao ser anunciado. A rainha Narcisa já preparava-se para correr até o filho e recebê-lo com um abraço caloroso, mas fora surpreendida quando ouve o anuncio seguinte.


-E sua esposa, princesa da sonserina, Lady Ginevra Weasley Malfoy!!!


A comoção fora geral, murmurinhos entre os guardas e criados, uma expressão lívida da rainha, um olhar assassino do rei, o semblante chocado da duquesa Daphine e a expressão horrorizada de sua irmã Astoria completavam aquele estranho quadro.


Sem demonstrar a menor preocupação, Draco dirigira-se para a porta da carruagem estendendo a mão para ajudar sua esposa a sair. Todos os olhares do palácio voltaram-se imediatos e curiosos para ela.


A princesa Ginevra!


Graciosamente, a ruivinha descera pousando sua mão delicadamente sobre a do príncipe antes de tocar os sapatos adornados em pedras de jade no chão de rochas azuis.


Com um reverenciar de rosto leve Ginny cumprimentou aos criados que a fitavam estupefatos. Onde o príncipe Malfoy encontrara tamanha beleza para desposar? Perguntavam-se os escravos, enquanto os elfos domésticos já aguardavam uma guerra entre pai e filho acontecer.


O olhar que Lúcius dirigia à Draco era mortal, com total repugnância e desprezo como no dia que o viu sob efeito da maldição. Diante daquele olhar a ruivinha sentiu-se estremecer, sentiu uma onde de ódio atingi-la dolorosamente como um punhal.  


A partir daquele momento ela soube que não haveria volta!


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Narcisa segurava com força o braço de seu marido. Sustentava-se nele ao sentir a força esvair-se de seu corpo e a visão embaçar em montes de borrões coloridos quando as lágrimas lhe vieram.


A mulher que jamais perdera a pose e o auto-controle agora encontrava-se a beirar um colapso real.


-O que aconteceu ao meu filho?


Perguntava-se num sussurro ininteligível, ao ver Draco aproximar-se com a sua escolhida, tendo sua mão protetoramente sobre a dela.


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Lúcius tinha uma expressão de nojo, levantando sarcasticamente a sobrancelha à visão de seu único herdeiro diante de si, preferiria mil vezes vê-lo como um trasgo a tê-lo estragando os planos de seu mestre. Reforçava na mente a idéia de tirar a vida do príncipe com suas próprias mãos.


Mas, no fundo ainda esperava que tudo isso não passasse de uma encenação barata e sem importância alguma, como um ato de um filho rebelde para provocar a ira de seu pai. Uma atitude impensada da qual arrependeria-se amargamente mais tarde.


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Daphine estava em estado de choque absoluto, o leque que balançava freneticamente frente ao rosto corado jazia a seus pés abandonado, seus olhos azuis estavam ligeiramente ampliados e a sua boca aberta em surpresa.


Como se seu próprio corpo recusa-se obedecê-la, não reagira. Seus pés como cravados em terra não saíam do lugar e a visão cada vez mais nítida do seu noivo aproximando-se na companhia da ruiva misteriosa apresentada como sua esposa.


O que acontecera? O que seria dela agora? Qual a reação esperada de uma noiva que fora trocada poucos dias antes do casamento? O que pensariam dela toda a corte real da Corvinal? E seu tio Snape?


Estava arruinada, sua reputação seria jogada à lama? Nunca! Ela fora enganada, deixara para trás sua família, seus amigos e até mesmo o homem que sempre amou para seguir as exigências de sua posição com herdeira.


Não toleraria tal afronta! Não aguardaria passiva enquanto sua vida seria palco de um escândalo deste porte! Afinal não era por qualquer motivo que a conheciam por rainha de gelo.


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Astoria Greengrass estava... maravilhada!


Quando os olhos da garota encontraram a imagem do jovem príncipe Draco Malfoy sentiu-se empalidecer. Jamais vira homem algum em seu reino com tão extraordinária beleza.


Aspirou com dificuldade. Uma força a atraía como imã àqueles olhos azuis cinzentos, seu rosto bem definido e o nariz afilado, os cabelos de um loiro claríssimo como os raios do sol. Este era o noivo da sua irmã Daphine e agora não poderia deixar de pensar como tinha sorte sua irmã ao ser cortejada por ele.


Entretanto quando uma segunda figura surge ao lado do príncipe sente-se ofegar. Uma mocinha que parecia ter a mesma idade que ela, se não mais jovem ainda, com longos e sedosos calos ruivos emoldurando em cachos generosos o rosto pequeno e delicado, tão branco e suave como leite.


Quem seria ela? Por quê Astoria desejava tanto estar em seu lugar agora?


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Marfim e pétalas de rosa, era assim que a imagem da jovem noiva de Draco lhe parecia. Cabelos dourados e brilhantes como o ouro lapidados pelos anões, olhos azuis como o céu da manhã, a fragilidade de um cristal e a beleza de uma ninfa.


O coração de Ginny acelerou dentro do peito, ela era linda, milhões de vezes mais bonita do que ela... as palavras de Draco retornavam à sua mente “uma esposa perfeita para um Malfoy” e a insegurança riscou com unhas e dentes o coragem da ruiva, e por um instante baixara o olhar, encontrando as mãos unidas ao marido que parecia exibir com orgulho as alianças.


Sentiu-se relaxar, mas, apenas um pouco, o pior estaria por vir, e seria agora. Percebendo os olhares de puro desprezo em sua direção, a Weasley-Malfoy fez-se indiferente ostentando um pequeno e superior sorriso nos lábios levemente avermelhados.


-Meu pai, minha querida Mãe... vos apresento minha esposa, a criatura mais preciosa deste mundo e a minha vida, Lady Ginevra Weasley da Grifinória!


Draco anuncia formalmente sua esposa e não consegue conter um sorriso presunçoso dos lábios ao perceber as expressões de horror da ex-noiva e do seu pai.


Lúcius tomando todas as suas forças para manter-se no controle aproxima-se do filho apenas para sussurrar-lhes asperamente:


-Espero que tudo isso não passe de uma piada, Draco!


Diz antes de dar as costas sem menor cerimônia e retirar-se furioso para seus aposentos reais. Sua mãe tinha a mesma expressão desde o momento que anunciaram a chegada da esposa de seu filho, estava fria e mal piscava os olhos.


Draco levantou uma sobrancelha em descrença antes de segurar a mão de sua mãe.


-Estas bem minha mãe?


Pergunta respeitosamente o loiro fazendo a rainha debulhar-se em lágrimas, um choro que surpreendeu a Ginny, a Daphine e até mesmo à Astoria que parecia estar em outro mundo admirando a imagem do príncipe.


Para o sonserino, no entanto, que tinha sua mãe em seus braços, aquele era um choro forçado, ele a conhecia bem demais, naquele momento se não houvessem companhias ela teria enforcado o primeiro escravo que lhe atravessasse o caminho apenas para aliviar sua ira.


Teria que manter sua esposa longe das explosões de Narcisa. Pensou o loiro fitando a expressão preocupada de Ginny que mordia levemente o lábio inferior, pelos céus será que ela não percebia que o provocava assim? Teve de esforçar-se para desviar o olhar de sua mulher e encarar as irmãs Greengrass.


Estas pareciam atordoadas, indignadas e em choque absoluto.


-Kiara, prepare um chá calmante para minha mãe e leve-o até o jardim de inverno!


Exige o príncipe guiando sua mãe para o interior do castelo, logo ao seu lado estava a ruivinha, no mais completo silencio.


-Descanse!


Exige com um tom de voz afável colocando Narcisa num divã no mesmo instante que a pequena elfa entrega-lhes o chá.


-Levarei Ginevra para conhecer o castelo enquanto repousas!


Diz com naturalidade retirando-se do local, mas sua mãe o intercepta segurando sua mão.


-Draco, precisamos conversar!


Ela diz com a voz dura.


-Em outro momento!


Responde no mesmo tom retirando-se do local e retomando a mão de Ginny entre as suas depositando um beijo amoroso nela. Tal gesto de carinho despertou a ira de Astoria que fingiu tomar as dores da irmã que ficara estupefata com a cena diante de si.


-Príncipe Malfoy, sinto em soar grosseira, mas creio que devas uma explicação à Daphine pelo cancelamento inesperado do noivado que aconteceria amanhã!


Exclama a mais nova Greengrass energeticamente ganhando um olhar curioso de Draco, ele não lembra-se dela, a irmã de Daphine, realmente era tão atraente como a mais velha, mas tinha uma personalidade mais marcante, entretanto.


Cerrando os olhos em fendas perigosas Draco fitou Astoria e Daphine, esta ultima lhe pareceu preocupante, tinha um semblante sombrio e respirava fortemente.


-Duquesa Greengrass!


Reverenciando a ex-noiva o sonserino lhe oferece o braço.


-Acredito que devamos conversar agora!


Completa a loira sem desviar os olhos do príncipe, e minutos depois Ginny e Astoria encontravam-se sozinhas na ante-sala. Com um sorriso malicioso a Greengrass a mediu de cima a baixo com um olhar crítico, que a grifinória fingiu ignorar.


Na realidade estava mais interessada na conversa que Draco tinha com a duquesa Greengrass.


-Então diga-me... lady...?


Começa em tom provocativo a morena, mas Ginny estava preparada para isso.


-Podeis me chamar de Lady Malfoy!


Diz em tom requintado e com o esboço de um meio sorriso, o que fez o sorriso da Greengrass desaparecer.


-Realmente fora uma surpresa do Lord Malfoy trazê-la como esposa... devo-lhes apresentar-me de maneira mais adequada, Sou Astoria Greengrass, irmã da “noiva” do príncipe e segunda na linhagem real, caso alguma coisa acontecesse à Daphine, eu tomaria seu lugar ao lado de Draco!


Diz ironicamente Astoria ganhando um olhar ameaçador da ruiva que fechou as mãos em punhos tentando obrigar sua raiva a esvair-se. Aquela seria uma longa tarde.


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Enquanto as coisas aconteciam no castelo, longe dele, no interior de uma câmara subterrânea encontrava-se o mais temido senhor das trevas, o assassino do velho rei Dumbledore e aquele que jurou destruir a família Potter e o condado da Grifinória.


O homem de aparência grotesca, pele esbranquiçada e olhos rubros como o sangue parecia muito impaciente, aguardava uma resposta do rei Lúcius sobre  a chegada do herdeiro da Sonserina e sua união com Daphine Greengrass.


Junto à ele estava Bellatriz Lastrange que vestia uma sinuoso vestido de um veludo negro, preparando-se para o grande jantar desta noite, afinal amanhã seria o casamento mais esperado dos condados e como irmã da rainha sua presença era indispensável.


-Milord, estou pronta para ir!


Diz ajoelhando-se Bella.


-Vá, e traga-me notícias!


Diz virando-lhes as costas enquanto chamava um imenso basilisco ao seu encontro.


-Minha querida Nagini, espero que continues nos calabouços do castelo, creio que o momento do ataque se aproxima...


Murmura com os olhos faiscando em incrueldade.


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Horas mais tarde, Ginny já encontrava-se farta da companhia irritante de Astoria. Ao que parecia a jovem empenhara-se bastante em descobrir seus pontos fracos enfatizando todos os pontos que contariam contra a união dela e de Draco e como os reis estavam decepcionados pela não união dos condados.


-Acredito que o príncipe fizera uma escolha um tanto precipitada... não estás grávida estais?


Questiona com falsa surpresa a Greengrass e agora Ginny considerava seriamente pegar sua varinha e estuporá-la ali mesmo diante dos criados.


-Creio que esteja na hora de recolher-nos!


Diz cordialmente a ruivinha ostentando um sorriso forçado ao retirar-se seguindo as instruções de um dos criados. Ela seguiu até o quarto principal, mas assim que abriu a porta, alguém já esperava por ela.


-Rainha Narcisa?


Pergunta a ruivinha em choque. A loira apenas a mediu de cima a baixo com frieza, não acreditara na “péssima” escolha de seu filho, via-se de longe que era uma garotinha inexperiente e sem grandes atrativos.


-Vais me dizer agora que feitiço usastes para ludibriar meu filho sua Grifinória desgraçada!


Vociferava Narcisa completamente fora de controle levantando a mão ao alto e desferindo uma tapa feroz no rosto de Ginny que surpresa desequilibrou-se tendo que recostar-se contra a porta para não cair.


-Não usei de feitiço algum!


Defende-se Ginny levando a mão ao rosto, seus cabelos outrora presos agora desprendiam-se em mechas.


-Não me enganas!!! Uma Grifinória sem sobrenome aparece de uma hora para outra casada com meu Draco... digas logo o que queres!!!


Grita a mulher apontando a varinha para o pescoço da ruiva que lança-lhes um olhar desafiador.


-Quero que me deixe em paz!


Desta vez a grifinória responde no mesmo tom de voz levantando o rosto com altivez, o que deixou a rainha furiosa.


-Oras, como uma fedelha ousa enfrentar-me desta forma???


Bradava Narcisa, mas no mesmo instante que preparava-se para estapear novamente a ruiva, alguém segura firmemente seu pulso. Os olhos da rainha ampliam-se apavorados quando a imagem de Draco lhe aparece num semblante mortal.


-Nunca mais encostes na “minha” mulher, ou esquecereis que é minha mãe e rainha deste condado!


Vociferava o sonserino friamente, assustando Narcisa que afasta-se bruscamente soltando-se do filho, mas não sem antes lançar um olhar fulminante para Ginny. Quando finalmente a rainha retirou-se do quarto, Draco bateu a porta com força, controlando-se ao máximo para não piorar os efeitos da maldição.


-Eu disse para não ficares sozinha!


Bradou esmurrando a porta sem ao menos encará-la, a grifinória pulou de susto, ele não parecia bem.


-Eu sinto muito...


Diz hesitante, mas a ira do sonserino só parecia crescer mais e mais.


-Sentes muito Ginevra???


Ele lança-lhes um olhar incrédulo.


-Fazes idéia do que poderia ter ocorrido aqui se eu não chegasse a tempo?


Ele repreende mordaz seguindo até a esposa e segurando seus pulsos com força obrigando-a a olhá-lo nos olhos.


-Já ensinastes como defender-me Draco!


Responde indignada a ruivinha ao que o príncipe revira os olhos impaciente, e respirando fundo afrouxa o aperto em seus pulsos até que Ginny solta-se dele virando o rosto irritada.


Tal movimento deixou a mostra a face avermelhada da grifinória e o sonserino usara todas as forças para não explodir ali mesmo. Com cuidado levou a mão ao rosto machucado da sua esposa e com a outra tirou as mechas que insistiam em cobrir-lhes o rosto.


-Não suportei a idéia de tê-la longe de mim!


Ele confessa a fazendo suspirar.


-Mas Draco...


Ela tenta argumentar, mas o loiro a interrompe novamente.


-Este lugar é perigoso demais Ginny!


Completa seriamente encostando sua testa contra a dela.


-Eu não suportava mais o interrogatória de Astoria Greengrass! Juro pela magia de Dumbledore  que seria capaz de petrificá-la se ficasse mais um instante naquela ante-sala real!!!


Justifica-se Ginny deixando transparecer seu lado impertinente arrancando um sorriso de lado do loiro.


-Ah propósito, meu estimado marido... o que tantos conversavas com a Daphine Greengrass?


Questiona com os olhos semicerrados e braços cruzados ao que Draco divertia-se internamente ao ver sua esposa com ciúmes.


-Algo que será anunciado no jantar desta noite!


Responde misteriosamente deixando Ginny furiosa.


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Demorandooooooo mas agora volteiii com um capítulo mega especial XD


Finalmente colocando o plano de Draco em ação uahauhauhauhauhauahuaha o que achou do capítulo Ray Malfoy???? Preciso dizer que quase chorei quando vi que só iria aparecer pra ver a fic de vez em quando??? =( de qualquer forma estou caprichando nos momentos D&G nesta fase da fic!!!


Temos novos leitores também!!! Aleluiaaaaaaaa \o/ Sejam bem vindooooos!!! Estão gostando da fic? O que acharam deste capítulo? Alguma sugestão???


Bem aguardem surprersas ao quadrado no próximo capítulo: O Jantar!!! hauhauhauhauahua


Kissus comenteeeeeeeeeeeem


=****

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Comentários (2)

  • Isis Brito

    E o que será que ele conversou com a Daphine, hm?Curiosa/ciumenta aqui... *-------------* 

    2012-11-13
  • Isis Brito

    MERLIN!!!!!!!Eu quase gritei quando anunciaram a chegada do Draco. Mas quando anunciaram a da Ginny... HA! Eu quase berrei!!!!!! DEUS, que cena maravilhosa!! Eu tava pulando na frente do pc, rindo malignamente da reação das Greengrass e dos outros Malfoys!!! xDADOREI!!!!!Mas tenho que dormir... =/ Amanhã eu continuo a ler essa história fantástica a todo vapor!!!! ;D 

    2012-11-13
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