Fuga da casa do Dursley



Aquelas férias na casa dos Dursley, como sempre, não foram muito animadas, Duda estava entrando novamente em um regime grandioso, tia Petúnia se enchia de orgulho, porém apenas Harry sabia que seu primo ia todas as noites até a cozinha e enchia os bolsos de bolos e chocolates e de fininho voltava para seu quarto para comer o que havia roubado. Numa noite, Duda foi até a cozinha pegar alguns doces, ao abrir a geladeira viu uma grande quantidade de frutas, porém apenas uma lhe chamou a atenção, uma manga amarelada, mas o que Duda não sabia era que aquela fruta estava verde, muito verde, mas a gula foi tanta que ele levou a manga para seu quarto, Harry conseguia ouvi – lo comer a fruta, mais parecia um porco do que um garoto, durante a madrugada ele teve uma longa dor de barriga, que não conseguia dormir.
No dia seguinte, Harry havia acordado bem, todo contente, pois faltava duas semanas para começar o ano letivo em hogwarts, finalmente iria se livrar dos tios chatos, do primo guloso, daqueles xingamentos, daquela humilhação toda que ele era exposto todas as férias, pelo menos uma vitória Harry havia conseguido durante as férias, Edwig sua coruja de estimação, branca como a neve, estava solta pelo menos por três horas ao dia, Harry com a ajuda de sua varinha havia conseguido essa permissão de tio Walter. Harry já estava escutando os gritos do tio:
- Insolenteeeeeeee desça! – gritou tio Walter com sua voz grossa
- Já estou indo, estou me trocando. – disse Harry apressado descendo as escadas - calma, já estou aqui estava apenas me trocando, ou quer que eu desça nu?
- Não venha com suas gracinhas moleque, ou ira dormir pro lado de fora de casa, entendeu? – esbravejou tio Walter com muita clareza – e outra coisa, vá pegar a correspondência, que já está lá desde a hora que me levantei. – e seguiu para a cozinha.
- Ta bem nossa excelência – resmungou Harry baixinho.
Ao pegar as cartas que estavam jogadas no chão da sala, Harry começou a ler os remetentes, todos eram de contas para pagar, mas ao final das cartas, reparou em uma que parecia ser caseira, ao ler o remetente quase desmaiou de pavor, a carta era da ultima pessoa que ele queria ver na vida, Tia Guida.
- Deixe-me ver essas cartas – disse Tio Walter nervoso
- Está aqui, pode lê – las. – disse Harry dando – lhe as cartas.
Harry foi rapidamente para a cozinha, para não ter nenhum conflito com seu tio, porém acabou se encontrando com tia Petúnia e Duda, que estava sentado na cozinha esperando sua mãe que estava vendo sua dieta do dia:
- Bem filhinho querido, hoje você deverá comer no café da manhã, pão integral, torrada a base de trigo, leite desnatado sem açúcar e sem adoçante. – disse tia Petúnia com carinho – E você menino, o que está fazendo ai de pé que não foi preparar o nosso café da manhã? – ordenou a tia resmungona, nessa hora Harry teve de vontade de dizer poucas e boas para a tia, mas se segurou e foi fazer o ordenado. – Harry, eu quero ovo frito, com a clara queimada nas bordas, a gema prefiro mole no meio e em volta deixe – a mais grossa. – pediu a tia novamente.
- Petúnia, meu amor, você não acredita quem vira nos fazer uma visita – disse o tio cheio de alegria.
- Quem Walter? – perguntou tia Petúnia afobada
- Minha irmã, Guida – Exclamou tio Walter com felicidade no rosto – e dessa vez ela não virá sozinha, ela virá com os amigos dela, aqueles amigos nossos de infância. – Harry não poderia ter ouvido pior coisa, iria ser tanta humilhação que ele não agüentaria e iria acabar transformando tia Guida em um balão novamente.
Tio Walter deixou a carta na mesa da sala e foi tomar café, Harry foi para a sala o mais rápido possível para conseguir ler a bendita carta. Chegou na sala, sentou – se no sofá, pegou a carta e começou a lê – lá, que dizia:

“Caro irmão Walter”.
“Como está você meu querido e adorável irmão, espero que esteja bem, não fique muito nervoso por que senão pode acabar no hospital, e Petúnia como vai? Continua magrinha, mande comer algo para se fortalecer, e meu sobrinho favorito Duda, está bem? Não me diga que Petúnia está teimando em um novo regime com o menino? Diga a ela para não fazer nada de dieta ou regime, pois um Dursley deve sempre ser forte e nutrido. E seu outro sobrinho Garry? Continua aquela perdição que sempre foi?, Espero que esteja bem mal com alguma doença incurável ou então no porão sendo amiguinho dos ratos.
Tenho uma surpresa para você meu irmão, sabe aqueles amigos nossos de infância, o Godofredo, a Morgana, o Leônidas e a Lucilara? Então estamos todos indo para a sua casa, conversar, jogar cartas e muito mais.
Amo-te muito, até daqui a três dias ““.

Naquela hora veio um frio enorme em sua barriga como se seu coração fosse sair pela boca, ele teria apenas três dias para se preparar psicologicamente para a chegada de sua tia, porém Harry não prestou muita atenção no que a carta dizia, pois as cartas demoram em média três dias para chegar em seu destino, se ela escreveu essa carta três dias atrás quer dizer que ela chegaria hoje.
Harry estava em seu quarto, vendo seu álbum de fotos mágico, onde as fotos se mexiam, sua coruja estava solta voando pelo seu quarto livremente, mas Harry, que estava de porta fechada, ouviu um barulho de campainha, abriu a porta do quarto para ver quem era, e quando Duda abriu, apareceu na casa dos Dursley Tia Guida, Harry fechou a porta do quarto e se encostou rezando para que seu tio não o chamasse, porém. Nem reza nem oração serviria para aquele instante, pois alguns segundos depois ouviu a voz estridente de seu tio:
- Harryyyyyyy desça para cumprimentar os convidados. – Harry desceu, e a primeira pessoa que viu foi Tia Guida estava como sempre, com sua roupa velha, seu cabelo bagunçado, seu corpo parecendo um balão, com seus bigodinhos em seu bocó, olhando para Harry com um olhar querendo fuzila – lo.
- Não ia descer Garry? – disse tia Guida
- É Harry não Garry, e sim claro que iria descer, - disse Harry normalmente.
- Harry, Garry, Jerry, o que for, você será sempre o mesmo maltrapilho, moleque de rua que meu irmão com muita bondade o colocou para dentro de casa – naquele momento Harry começou a esquentar querendo ferir aquela criatura com facas – Walter, ele nunca roubou nada aqui de casa?
- Não Guida, nada – disse tio Walter com um sorrisinho no rosto.
- Então cuidado qualquer dia poderá dar falta de alguma coisa pela casa. – disse tia guida com ironia. – Bem mas vamos ao importante, Walter, não quer ver nossos amigos de infância?
- Claro que sim Guida, mande – os entrar – mandou tio Walter
- Entrem todos – mandou tia Guida – Petúnia, Duda e Walter esse é Godofredo – Godofredo era um homem muito baixo, quase mais baixo que Harry, era calvo, e suas pernas pareciam dois gravetos de tão finas – gente, essa é Morgana, ela é minha vizinha agora, moramos uma do lado da outra – Morgana era gorda, muito mais gorda do que tia Guida, usava uma blusa de alça, e uma calça apertada, parecia que era a própria pele dela de tão justa que estava – entre Leônidas, a casa é sua – Leônidas era normal, cabelos castanhos, corpo normal, mas ele possuía algo de diferente, tinha uma fisionomia que parecia um louco.
- Olhem a cicatriz desce menino, foi feita por uma faca circunciosa, deleitrada, totrada de suficiência, não é menino? – perguntou o louco a Harry, o menino não sabia o que responder.
- Sim, verdade foi feita por isso mesmo – disse Harry não sabendo o que dizer.
- Bem essa é Lucilara, lembra Walter sua primeira namorada – Lucilara, era horrível, tinha quase dois metros de altura, era loura, e magra, muito magra, Harry ficou imaginando a cena bizarra que seria de Lucilara beijando tio Walter.
- Bem, vamos nos sentar, ande sente todos, e você Harry vá para seu quarto – ordenou tio Walter.
Harry já estava em seu quarto, prendeu Edwig para não fazer barulho e atrapalhar os amigos na sala, lá de seu quarto ele conseguia ouvir as risadas de todos, ele para não ficar triste começou a pensar na escola, em seus amigos, em Dumbledor e até em Snape, que era melhor do que seus tios, mas por um momento ouviu em seu guarda - roupa, onde estava encostado, barulhos e vozes femininas, logo o guarda – roupa começou a se mexer, Harry o trancou, para o que estivesse lá dentro não conseguisse sair, depois de tranca – lo Harry se escondeu atrás de sua cama, mas conseguiu ouvir algo como se uma pessoa estivesse para dizer algo:
- Alou Romora – disse a voz de dentro do Armário, a porta do móvel começou a abrir bem devagar e de repente cai um amontoado de roupas, Harry corre para verificar se tem algo a mais dentro do guarda – roupa e não vê nada, porém quando olha para trás leva um enorme susto.
- Oi Harry, aiiiiii da pra me ajudar aqui? – era Hermione debaixo daquele monte de roupas, estava presa e não conseguia sair, porém era muito volume para uma única menina – para de me apertar, essa é a minha perna não é uma roupa.
- Desculpe amiga – disse outra voz debaixo dos lençóis era uma voz diferente, porém Harry achava que já havia ouvido aquela voz em algum lugar.
- Deixe que eu ajudo vocês – disse Harry ajudando Hermione – que está ai em baixo com você Hermione?
- Sou eu – a pessoa estava tentando sair da bagunça toda, so dava para ver seus cabelos, eram longos fios ruivos, Harry parou e pensou, Ron não tem cabelo comprido e nem voz de menina, a única menina ruiva que ele conhecia era Gina a caçula dos Weasley – me ajude aqui.
- Já estou indo – Harry foi e ajudou a ajudou a sair de lá
- Oi Harry – disse Gina após sair daquele sufoco – tudo bem? Como vai você? – Gina lhe abraçou e lhe deu um beijo em suas bochechas logo depois veio Hermione, lhe deu um grande abraço e se sentou em sua cama.
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Harry espantado
- Bem, Gina foi passar as férias lá em casa e ai a gente tava falando sobre você, sobre seus tios e sobre a tortura que você passa todas as férias, ai ela teve a idéia de vir buscar você já que amanhã todos nós vamos para a casa dos Weasley, eu achei e ainda cho que essa idéia foi loucura, mas ela insistiu e eu topei, ela me abraçou e com uma técnica de aparatar nós duas viemos parar aqui. - explicou Hermione.
- Infelizmente nós viemos parar no seu armário já que a Hermione não sabe aparatar direito com duas pessoas – explicou Gina, olhando para Harry – e você como está?
- Estou bem, ansioso para as aulas, triste por ter sete aberrações da natureza lá em baixo na sala me mandando fazer um monte de coisas. – disse Harry – e você Gina, está bem? Está diferente, mudada o que ouve? – Harry havia percebido que Gina estava mudada, ela estava mais extrovertida, mais bonita, mais sexy, resumindo, estava se tornando mulher.
- Vamos Harry, arrume suas coisas e vamos aparatar até a minha casa – disse Hermione.
Harry estava arrumando suas malas para ir embora com Hermione e Gina, quando seu tio o chama gritando:
- Moleque, venha até aqui – Harry desceu as escadas e foi até a cozinha onde todos estavam, ao chegar lá seu tio que estava bêbado, mandou aproximar – se de Guida – vá até minha irmã e faça tudo o que ela pedir. – Harry foi até Tia Guida ver o que ela iria fazer.
- Oi, como está? – perguntou tia Guida mias bêbada do que todos
- Estou bem obrigado – respondeu Harry
- Que bom, agora tome esse prato cheio de restos de comida e limpe – o com a língua. – ordenou Guida com ar de chefe.
- Não irei limpar esse prato com a língua – Harry já estava ficando nervoso – limpe você, lhe garanto que o prato vai adorar mais a tua língua do que a minha. - respondeu Harry com ironia e raiva.
- Olhe aqui menino, como ousa falar assim comigo? Você não é ninguém, um vagabundo, sem vergonha, mora de favor, comer ratos, é isso que você merece. – disse Tia Guida.
- Olha aqui sua gorda – exclamou Harry contorcido por raiva – sem vergonha aqui é você, eu não sou vagabundo, você sim é uma vagabunda.
- Seu – naquele momento Guida dá um tapa violento na cara de Harry deixando uma marca vermelha enorme em seu rosto.
- Ninguém me bate no rosto nem meus pais e muito menos você – novamente ocorre um outro tapa, mas agora foi Harry que deu um tapa no rosto de Guida.
No momento em que Guida ia se levantar e atacar uma cadeira em Harry Hermione que assistia tudo de cima com Gina gritou:
- Chega, pelo amor de Deus
- Quem é você menina? – perguntou tio Walter se levantando
- Alguém muito amiga de seu sobrinho – respondeu Hermione a Walter – agora largue essa cadeira, por favor, vai acabar machucando alguém.
- Machucar alguém é o que eu quero garotinha – gritou tia Guida, seus olhos estavam vermelhos de raiva – e se não calar essa boca vai acabar se machucando também menininha feiosa, seus cabelos parecem duas esponjas de aço sabia?
- Sabia queridinha – disse Hermione, que estava morrendo de raiva também – mas lhe garanto que é mais bonito do que essa sua barriga que ta mais parecendo barrio de chope do que outra coisa.
Naquele momento Guida ardendo de raiva atacou a cadeira de suas mãos em cima de Hermione que por defesa acabou usando um feitiço de levitação para se salvar daquea cadeira, logo depois, morrendo de raiva, Hermione usou sua varinha novamente, mas agora era para transformar Tia Guida em um horrível sapo – boi.
- Trabalho feito, agora só mais uma coisa – disse Hermione, preparando sua varinha novamente – Petrificus Totalis – e petrificou a todos contidos naquela cozinha. – ande Harry termine de arrumar suas coisas e vamos embora para minha casa o mais rápido possível.
- Amei sua performance Hermione – disse Gina rindo – adorei a cara dela quando você disse aquilo dela.
- Ninguém mexe com eu cabelo e sai bem na fita – disse Hermione convencida.
Harry pegou suas malas prontas, deu as mão para Gina e Hermione e aparataram.

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