A Toca



Nota Biaa: Não, vocês não tão tendo uma alucinação. Eu disse que o cap ia sair rápido! Para compensar a demorar do outro...


Gi escreveu também nesse cap!
PS: O próximo capítulo não vai sair tão rápido assim, ok? Ainda vamos começar a escrever ele. Mas, no máximo, vai demorar quinze dias...

Respondendo aos revirews (Bia):
Clenery Aingremont~~> Estamos perdoadas? Postamos esse cap super rápido, não? Eu também estava sentindo saudade de escrever LHP! Tanto que dei prioridade a ela, mesmo com as outras fics que eu posto no Nyah! Beijos.

Juh_Lynch~~> De nada (rs)! Sei como é (cara culpada)... Veio logo mesmo! Um dia depois de postar o outro cap! Ownn, obrigada. Assim eu vou ficar metida (roubando frases da Gi, que bom que ela não tá vendo)! Sinceramente? A gente não coloca a Luna porque ela é uma personagem muito complexa e como não sabemos se conseguiriamos colocar ela sem diferenciar muito da personagem origanl, achamos melhor não colocá-la. Mas claro que pode ser que ela entre em outros livros, mas é difícil. Beijos.
PS: Obrigada pelo apoio!

MionGinnyLuna~~> Obrigada! Não vamos demorar tanto! Beijos.




A Toca


Hermione começou a ler.


— Rony!


- Como chegou aí?


- Eu sim. E... Vocês verão – disse Rony.


— murmurou Harry, deslizando furtivamente


- NÓS QUE ENSINAMOS! – falaram os gêmeos


- Não, vocês não me ens...


- Ensinamos, sim. E agora, Harryzito, que tal ficar caladinho? – falou Jorge, lançando um olhar de é-melhor-tu-calar-a-tua-boca-agora.


até a janela e abrindo-a de modo que pudessem conversar através das grades.


- Conversar através das grades é uma frase meio estranha... – falou Alex.


- É, mas era o que eu estava fazendo. Literalmente.


— Rony, como foi que você... Que é...?


- E o Harry fica sem fala! – riu Fred.


O queixo de Harry caiu


Sirius levantou uma sobrancelha.


quando o impacto do que via o atingiu por inteiro.


- Dramático – Jorge resmungou.


Rony estava debruçado na janela traseira de um velho carro


- CARRO! VOCÊ TEM/TINHA UM CARRO? – gritaram Lily e Frank, Lily brigando e Frank admirando.


- Não. Eu não – Rony respondeu assustado.


- Então, como..?


- Vocês vão ver.


- ME DIGA QUE NÃO ROUBOU ESSE CARRO! – gritou Dorcas assustada.


- NÃO. EU NÃO ROUBEI! – Rony disse de olhos arregalados.


Harry riu da cara do amigo e Josh discretamente lançou um Accio para tentar buscar uma câmara, e realmente tinha uma na mansão! Josh a pegou e tirou uma foto da cara de Rony.


turquesa, estacionado no ar.


- No ar? – perguntou Alice, confusa.


Do banco dianteiro sorriam, para Harry,


- Uí. O garoto tem até sorriso enviados unicamente para ele - brincou Lene.


- Fazer o quê? Meu filho é demais – James falou, modesto como sempre.


Fred e Jorge, os irmãos gêmeos de Rony, mais velhos que ele.


- Vovôs, como vão? – zoou Gina.


- Bem, e você pirralha? – devolveram os gêmeos.
— Tudo bem, Harry? — perguntou Jorge.


Tudo ótimo. Adoro ficar preso na casa dos meus tios. Sem notícia nenhuma do mundo mágico, dos meus amigos, pensou Harry. Mas sabia que a culpa não foi dos Weasleys.
— Que é que está acontecendo? — perguntou Rony. — Por que é que você não tem respondido às minhas cartas?


- Isso óbvio, Rony. Como você não adivinhou que ele teve as cartas dele roubadas? – brincou Lene.


- Não faço ideia- disse Rony, rindo.


Convidei-o a nos visitar umas doze vezes


- Nossa, você é persistente – falou Regulus surpreso.


- Claro, meu amigo é muito importante para mim – falou Rony, um pouco corado.


Josh tirou outra foto.


e então papai chegou em casa e disse que você tinha recebido uma advertência oficial por usar mágica na frente de trouxas...


- Todo mundo entrou em choque – falou Gina, abraçando o namorado.
— Não fui eu... E como é que ele soube?


- Todo mundo sabe de tudo – falou Josh.
— Ele trabalha no Ministério.


- Ah. Isso facilita as coisas – falou Josh, rindo.


Você sabe que não temos permissão para usar mágica fora da escola...


- Jura?- falou Snape, sarcástico.
— Olha quem fala


- Na cara!


— respondeu Harry olhando para o carro que flutuava.


- Como vocês não foram pegos? – perguntou Dorcas.


Sem resposta.
— Ah, isto não conta


- Imagina, por que contaria? Enfeitiçar um carro? Ridículo - bufou Lily.


— respondeu Rony. — É só emprestado. É do papai, não fomos nós que o enfeitiçamos.


- Ah. Explicado!


- Vamos pedir para o papai enfeitiçar um carro?- perguntou Sirius, com os olhos brilhando para os Marotos.


- Claro, papai vai adorar! – falou James, empolgado.


Regulus se sentiu triste, vendo o que irmão considerava o pai de James o seu pai. Não queria nem saber o que Orion já tinha feito com Sirius, mas não devia ter sido pouca coisa, já que Orion batia nele, o filho "perfeito". Sabia que um dia teria que ter falar isso com o irmão, mas não queria que fosse agora.


Harry sentiu os olhos brilhando, ao ouvir falar do avô.


- Pai? Como é meu avô?- perguntou e a sala se virou para James.


James sorriu.


- Ele é um ótimo pai, Harry, ele me ensinou a ter limites, mas sempre tentar fazer o meu melhor. Ele prefere agir ao invés de falar. Prefere ser um exemplo para mim, mas não quer que eu seja perfeito. Sempre que eu preciso dele ele está lá – falou.


Harry sorriu para o pai, mas James não tinha terminado.


- Ele me lembra de você, sabe? Muito. Ele sempre faz tudo para todos se puder. Não é arrogante, que nem eu já fui, porém é confiante. Sabe como fazer uma pessoa confiar nele. Gostava de entrar em ação, só que agora está velho demais para isso. Gosta quando elogiam que ele ama mais do que se estivesse sendo com ele. Ri facilmente, mas saber dar grandes lições de moral – olhou para Harry que parecia emocionado - É bom em economizar dinheiro – disse James rindo – É inteligente. E, era ótimo em Defesa de Artes das Trevas. A principal diferença entre vocês era que apesar de ele também não ter sido muito bom em falar com garotas, sempre tinha alguma interessada nele.


Harry deixou algumas lágrimas caírem dos seus olhos.


Todos os outros da sala também estavam emocionados, até os Lissy, Alex e Josh, que não tinham lágrimas no rosto, mas um olhar emocionado, assim como Alice, Dorcas, Frank e Remus. Já Sirius, Lily, Lene, Gina e Hermione choravam livremente.


Quando todos voltaram ao normal, Lissy continuou a ler.


Mas fazer mágica na frente desses trouxas com quem você mora...


- Que são uns idiotas...


— Eu já disse que não fiz... Mas vai levar muito tempo para contar agora.


- Isso não acaba a curiosidade da pessoa.


Olha, será que você pode avisar em Hogwarts?


- O que? – perguntaram todos.


Os Dursley me trancaram


- Eles são filhos da...


- Epa, a mãe de Petúnia é minha mãe.


- Desculpe, Lily. Eles são extraterrestres em corpos humanos.


e não vão me deixar voltar


- O que não é muito ruim – falou Snape.


e, é claro, não posso sair usando mágica,


- Infelizmente.


porque o Ministério vai achar que é a segunda mágica que faço em três dias, e aí...


- Aí acaba tudo – resmungou Sirius.
— Pare de falar coisas sem sentido — disse Rony.


- Isso aí, Rony! Coloca moral!


— Viemos levá-lo para casa conosco.


Os olhos de todos do passado brilharam. Finalmente Harry iria sair daquele inferno!


- Hashtag partiu hashtag casa hashtag dos hashtag Weasleys – falou Lissy, lembrando do que sua amiga tinha falado.


Todos as encaram.


- Ah, desculpem. Tenho uma amiga trouxa, e ela me falou que agora todo mundo inventou de usar hashtag, mais que o normal.


- O que hashtag? - perguntou Sirius.


- É aquele símbolo assim – fez um jogo da velha com as mãos – E serve para... Err... Teoricamente, nada.


Todos continuaram a encarar, e ela suspirou, frustrada.


(N/Bia: Ok. Me desculpem por essa, mas eu não resisti)
— Mas vocês também não podem me tirar usando mágica...


- Complicou.
— Não precisamos


Os Marotos sorriram. Poderia fazer novas brincadeiras com as ideias que estavam tendo...


— disse Rony, indicando com a cabeça o banco dianteiro do carro e sorrindo. — Você esqueceu quem foi que eu trouxe comigo.


- O QUE FOI UM ABSURDO – gritou Jorge, revoltado.


-... Como você pode...? – continuou Fred.


-... Esquecer nós?... – Jorge falou.


- OS GÊMEOS mais fodas do mundo? – terminou Fred, fazendo biquinho. 
— Amarre isso nas grades — mandou Fred,


Fred fez uma careta. Mandou parecia algo que seu irmão traidor diria. E ele não queria parecer com ele.


atirando a ponta de uma corda para Harry.
— Se os Dursley acordarem,


- Nada de pensamento negativo! – repreendeu Remus.


estou morto


- Que isso? Harry nunca pensaria algo negativo – resmungou Regulus.


— comentou Harry enquanto amarrava a corda bem firme em volta da grade e Fred acelerava o carro.


- Espero que você sabia dirigir.


— Não se preocupe — falou Fred —, e dê distância.


- A parte do dar distância foi fácil, mas não me preocupar foi mais complicado.
Harry recuou para as sombras próximas a Edwiges, que parecia ter percebido como aquilo era importante e ficou parada e silenciosa.


Harry sorriu triste, ao se lembrar de como a coruja era esperta.


O carro roncou cada vez mais alto e, de repente, com um ruído de trituração,


- O negócio é alto mesmo – falou Gina.


as grades foram totalmente arrancadas da janela,


- Pobre janela – suspirou Mione.


enquanto Fred continuava a subir no ar Harry correu à janela e viu as grades balançando a pouco mais de um metro do chão.


- Incrível – falou Regulus.


Lissy concordou, imaginando a cena.


Rony, ofegante, guindou-as para dentro do carro.


- Guindou-as? Que coisa estanha - riu Josh.


Harry escutava ansioso,


- Compreensível – falou Alex.


mas não vinha o menor ruído do quarto dos Dursley.


- A sorte estava ao seu favor? Uma vez na vida? – falou Gina, surpresa.


- Não, claro que não – falou Harry.


Lily odiou como as palavras de Gina soaram. 
Depois que as grades foram guardadas no banco traseiro do carro, ao lado de Rony,


- Claro. Eu tinha que fazer companhia as grades – bufou Rony.


Fred deu marcha a ré até chegar o mais próximo possível da janela de Harry.
— Entre — convidou Rony.


Precisa de convite ainda?


— Mas todo o meu material de Hogwarts... Minha varinha... Minha vassoura...


- Droga – reclamou Regulus – Precisa pegar isso.
— Onde está?


- Me diga que você sabe onde está, por favor – falou Alice.
— Trancado no armário embaixo da escada,


Rosnados.


e não posso sair deste quarto...


— Não tem problema — disse Jorge do banco dianteiro do carro. — Saia da frente, Harry.


- Deixe o mestre agir – falou Jorge.
Fred e Jorge entraram no quarto de Harry pela janela, feito gatos.


- Feito a Tia Minnie – corrigiu Sirius.


A pessoa tinha que tirar o chapéu para eles, pensava Harry,


- Você fala isso, mas você nunca tirou o chapéu para nós – reclamaram.


Harry revirou os olhos.


quando Jorge puxou um grampo do bolso


- Quem anda com um grampo no bolso? – perguntou Alice, franzindo a testa.


- Quem não anda com um grampo no bolso?- contra atacou Fred.


e começou a arrombar a fechadura.
— Tem muito bruxo que acha que é uma perda de tempo conhecer macetes de trouxas como esse


- É – falaram todos, menos os gêmeos.


— disse Fred —, mas nós achamos que vale a pena aprender essas habilidades,


- Sim, vale – falaram os Marotos, Alex e Josh juntos.


mesmo que sejam um pouco demoradas.


- Odeio perder tempo – reclamou Lissy.


- Entendi porque você não aceitou o pedido de namoro de Miguel agora... – falou Alex – Seria realmente perda de tempo. Ele é muito idiota.


- Eu sei – Lissy acenou.


Os outros – menos Josh – ficaram confusos.


A porta fez um dique


- Tim – tentou imitar Sirius. Sem sucesso.


e se abriu.
— Então, vamos apanhar o seu malão, e você pega o que precisar do seu quarto e passa para o Rony – murmurou Jorge.


- Entendido chefe Jorge – brincou Harry.
— Cuidado com o último degrau,


- Por quê? – Sirius perguntou.


- Black, alguém precisa te ensinar a calar a boca – murmurou Lene.


- Se você quiser me ensinar com aulas práticas... eu aceito – disse Sirius.


Lene bateu nele.


ele range — murmurou Harry para os gêmeos que desapareceram


- Mágica! – murmurou Neville.


no corredor escuro.


Harry correu pelo quarto reunindo seus pertences e passando-os a Rony pela janela.


- Nada como fugir de casa e jogar suas coisas para seu querido amigo – sussurrou Sirius baixinho.


James ouviu e lançou um sorriso triste a Almofadinhas. Sabia que ele estava lembrando quando fugiu de casa... Foi bom ele ter saído de lá, mas os motivos...


Então, foi ajudar Fred e Jorge a carregar o malão para cima. Harry ouviu o tio Válter tossir.


- Ops – falou Dorcas.
Finalmente, ofegantes,


- Bando de povo mole, é só uma escada – resmungou Josh, que tinha um ótimo físico.


eles chegaram ao alto da escada e carregaram o malão pelo quarto de Harry até a janela aberta.


- Foi chato – reclamou Jorge.
Fred pulou a janela


- Adoro pular janelas – disse rindo.


de volta ao carro para puxar o malão com Rony, enquanto Harry e Jorge o empurravam pelo lado de dentro.
Pouco a pouco,


- Lentamente – dramatizou James.


o malão deslizou pela janela. Tio Válter tossiu outra vez.


- Alguém estava doente... E não me importaria se esse alguém morresse... – cantarolou Lene.
— Mais um pouquinho — arfou Fred, que estava puxando o malão para dentro do carro. — Mais um bom empurrão...


- Cuidado com o que diz, gêmeo – falou Sirius – As frases podem ter duplo sentido.
Harry e Jorge jogaram os ombros contra o malão e ele deslizou da janela para o assento traseiro do carro.


- Já cansei de ouvir a palavra "deslizou" – reclamou Frank.
— Muito bem, vamos — cochichou Jorge.


- Para o alto e avante! – brincou Hermione e quando a maioria a encarou, corou – Expressão trouxa.
Mas quando Harry subia no parapeito da janela ouviu um guincho


- Guincho?


alto atrás dele, seguido imediatamente pela voz trovejante do tio Válter.


- Problemas – falou Lily, irritada. Harry estava tão perto de sair!
— ESSA CORUJA DESGRAÇADA!


NÃO CHAMA A EDWIGES DE DESGRAÇADA – gritaram Harry e Alice.


Nunca imaginei que fosse ouvir esses dois gritando juntos – reclamou Gina.
— Eu esqueci a Edwiges!


- Belo dono você é – ironizou Regulus e Harry sorriu culpado.


Harry precipitou-se de volta ao quarto na hora em que a luz do corredor se acendeu


- ISSO QUE É UM MENINO PONTUAL – aplaudiu James e Remus riu.


— agarrou a gaiola, correu à janela e passou-a a Rony.


- RÁPIDO!


E estava subindo de volta na cômoda quando o tio Válter socou a porta destrancada


- Ela não merecia isso – falou Alice e Lissy riu.


e ela se escancarou.
Por uma fração de segundo,


- Tudo acontece muito rápido agora...


- Sirius. CALA A BOCA.


- Foi mal, Lene.


o tio Válter parou emoldurado pelo portal, em seguida deixou escapar um urro como o de um touro


- Não sai qual a diferença de um touro para ele... Ah, sei sim. Um touro é mais esperto – falou Rony.


enfurecido


- Ele precisa de tratamento para a raiva.


e atirou-se contra Harry prendendo-o pelo tornozelo.


Rosnados.
Rony, Fred e Jorge agarraram os braços de Harry e o puxaram com toda a força que tinham.


- CABO DE GUERRA HUMANO – gritou Remus.
— Petúnia! — berrou tio Válter.


- Não consegue resolver nada sozinho.


— Ele está fugindo! ELE ESTÁ FUGINDO!


- Entendemos da primeira vez.
Mas os Weasley deram um puxão gigantesco


- Os Weasleys são fodas – gritaram todos menos Snape e Regulus (que teve vontade, mas não se rebaixaria a tanto).


e a perna de Harry se soltou da garra do tio Válter


- E os Weasleys vencem!


— e Harry já estava no carro e batia a porta.


Regulus sorriu para o Menino-Que-Sobreviveu, que sorriu de volta.
— Pé na tábua, Fred! — gritou Rony, e o carro disparou de repente em direção à lua.


-Lua... – falou Remus, se lembrando de todo o apoio que os amigos dão a ele nesses dias especiais. 
Harry não conseguia acreditar


- Sinceramente? Nem nós .


— estava livre.


- Agora sim – disseram Lily e James sorrindo.


Baixou a janela, o ar da noite chicoteou seus cabelos, e ele virou a cabeça para contemplar os telhados da Rua dos Alfeneiros que desapareciam ao longe.


- Para que perder tempo olhando para isso?- perguntou Snape.


Harry deu de ombros.


Tio Válter, tia Petúnia e Duda estavam todos debruçados, estupefatos,


- Normal.


na janela de Harry.


- Nem tão normal assim – falou Harry – Eles não entram no meu quarto.
— Vejo vocês no próximo verão! — gritou Harry.


James e Sirius riram, mesmo tristes em saber que o filho/afilhado iria voltar para aquele inferno.
Os Weasley soltaram gargalhadas


- Imitões- resmungaram James e Sirius.


- Vocês que imitaram a gente.


- Não, foram vocês.


- Não, foram vocês. Rimos antes – falaram os gêmeos.


- Não. Foram vocês.


- Nã...


- JÁ CHEGA – interrompeu Lily, irritada.


James fez biquinho. Lily fingiu não se comover.


e Harry se acomodou no banco, sorrindo de orelha a orelha.


- Sorria de orelha a orelha, Harry – pediu James.


- Não.


- Chato.
— Solte a Edwiges — pediu ele a Rony. — Ela pode voar atrás do carro.


Alice sorriu.


Há séculos que não tem uma chance de esticar as asas.


- Vou ter uma conversa séria com o marido da sua irmã, Lily.


- A vontade. Eu vou conversar com ele também quando tudo terminar. Só não garanto que eu não vá para Azkaban ou outra prisão depois.
Jorge passou o grampo a Rony e, um momento depois, Edwiges voou feliz


- Pelo menos ela não está em depressão.


Uma coruja em depressão? Snape teve que conter o riso, apesar de poder acontecer.


pela janela e ficou deslizando ao lado do carro como um fantasma.


- Uma coruja-fantasma?- Dorcas franziu a testa.


— Então, qual é a história, Harry?


- Conte para o psicólogo – debochou Regulus.


— perguntou Rony impaciente. — Que aconteceu?


- Eu... Meio... que... apareceu um elfo, sabe? Aí, só que eu precisava fingir que não existia... ai... bem... não deu muito certo... e o elfo... disse que eu não posso voltar para Hogwarts... e... eu recebi uma carta... de... um tal... Ministério... Choro ou choro? – falou Fred.


- E essa foi a versão de um adolescente bruxo normal contando uma noite da vida de Harry Potter! – falou Jorge.


Harry contou tudo sobre Dobby,


- Um elfo meio estranho... Mas um bom amigo – falou Harry.


o aviso que dera a Harry e o desastre com o pudim de violetas.


- Com certeza. Uma catástrofe.


Fez-se um silêncio longo e assombroso quando ele terminou.


- Povo chato. Não dá a opinião sobre nada.


- Bem diferente de você, né Black.


- Assim, me fere Lusy.


- Foi essa a intenção, Sirius.


- Tá malvada hoje, Alice?


- CHEGA. CALEM A BOCA. OS DOIS – gritou Lissy.
— Muito esquisito — disse Fred finalmente.


- Isso temos que concordar. Mas nada é normal na vida de Harry – falou Hermione.
— Decididamente suspeito – concordou Jorge.


- Que surpresa... Jorge concordando com Fred. Imaginável – falou Alex, sarcástico.


— E ele nem quis lhe dizer quem estaria tramando tudo isso?


Quem poderia ser? Remus tentou pensar em alguém, mas não conseguiu. 
— Acho que ele não podia — respondeu Harry.


- Pode ser – concordou Regulus.


— Eu lhe contei, todas as vezes que ele estava quase deixando escapar alguma coisa, começava a bater a cabeça na parede.


Hermione fez uma expressão carrancuda, pensando nos direitos dos elfos domésticos. Já para Regulus isso era algo completamente normal.
Harry viu Fred e Jorge se entreolharem.


- Parem de ser tão óbvios! – gritou Alex.
— O quê, vocês acham que ele estava mentindo para mim? — perguntou Harry.


- Bem, faria sentindo. Não é só porque alguém falou alguém que você deve acreditar, Potter – falou Snape – Principalmente se não for um ser humano ou se você não conhecer a pessoa.


Harry sorriu para Snape.


- Você está certo.
— Bom — respondeu Fred —, vamos colocar a coisa assim...


- Lá vem...
— Elfos domésticos têm poderes mágicos próprios,


- Que normalmente são ignorados.


mas em geral não podem usá-los sem a permissão dos donos.


- O que é um absurdo – resmungou Hermione irritada e os sangue-puros olharam para ela, interrogativos.


Calculo


- Olha, aprendeu uma palavra complicada – zoou Hermione.


que o velho Dobby foi mandado para impedir que você voltasse a Hogwarts.


- O que não é muito legal.


Deve ser a ideia que alguém faz de uma brincadeira.


- Essa pessoa tem sérios problemas psicológicos então – falou Lene.


- Você falando de problemas psicológicos? – riu Sirius.


- Algum problema?


- Nenhum – disse Sirius abafando o riso.


Você pode imaginar alguém na escola que tenha raiva de você?


- Sim – falou Harry friamente.
— Claro — disseram Harry e Rony, juntos, na mesma hora.


- Tão fofinhos – perturbou Hermione.
— Draco Malfoy


Caretas.


Lissy, Alex e Josh se entreolharam.


— explicou Harry. — Ele me odeia.


- Todo mundo sabe disso.
— Draco Malfoy? — perguntou Jorge, virando-se. — O filho de Lúcio Malfoy?


Snape revirou os olhos.


- Odeio o Lúcio!- resmungou Sirius – Ele é um idiota! Se quer saber, é o par perfeito para a Narcissa mesmo.


- Narcissa irá se casar com o Lúcio? – perguntou Frank, surpreso.


Sirius assentiu.


- Bem, pelo menos, foi o que ela disse. É verdade, Reg?


- Sim, Sirius, é – falou Regulus, sem interesse.


- De qualquer jeito, os dois se merecem... São egoístas, mimados...


- Eu não 'to afim de ouvir como os dois são chatos. Já sabemos – disse Lene interrompendo Sirius.


— Deve ser, não é um nome muito comum, é? — disse Harry.


- Que fora!
— Por quê?
— Já ouvi papai falar nele.


- Não foi coisa boa.


Era um grande seguidor de Você-Sabe-Quem.


Regulus baixou os olhos. 
— E quando Você-Sabe-Quem desapareceu


- Graças ao nosso Harry aqui – falou Fred.


Harry corou.


- Na verdade, quem fez alguma coisa foi a Lily.


Lily corou.


- Olha como a minha família é bonitinha, todo mundo tá coradinho – falou James.


Harry e Lily lançaram olhares assassinos para James.


- Desculpa – falou, se escolhendo.


— acrescentou Fred, esticando-se para olhar para Harry —, Lúcio Malfoy voltou dizendo que nunca tivera intenção de fazer nada.


- E eu sou uma formiga – falou Remus, revirando os olhos.


- É óbvio que Lúcio teve intenção de servir a ele, os Malfoys são viciados em poder e nobreza, e ele tentava juntar os dois. Os Malfoys não são totalmente covardes, senão não se arriscariam tanto... Mas não são extremamente corajosos, sabem... Por isso, precisavam seguir alguém. Porque não conseguiriam tanta coisa se fossem os líderes e juntariam ainda mais suspeitas – falou Frank, corando ao notar que tinha falado isso em voz alta.


- Esperto... Bastante esperto, Longbottom – falou Snape.


Um monte de bosta...


- Verdade – falou Harry.


Papai acha que ele fazia parte do círculo intimo de Você-Sabe-Quem.


Um arrepio percorreu pela sala.


- Se voltarmos para nossa época, prometo que irei tentar ficar de olho no Malfoy – falou Sirius.


- Deixa que eu faço isso – contradisse Reg – Será mais fácil para mim.
Harry já ouvira esses comentários sobre a família Malfoy antes


- Os Malfoys estão com o filme manchado – falou Remus.


- O que é filme?


- Ah, coisa trouxa.


e não se surpreendeu nem um pouco.


- Não teria como se surpreender em saber que o loiro mimado vinha de uma família com uma fama nem tão boa – Harry disse.


Draco Malfoy fazia Duda Dursley parecer um menino bom,


- SEM EXAGEROS Harry!- gritou Gina.


atencioso e sensível.


- Não consigo nem imaginar um Duda atencioso e sensível...


- Eu sim – Harry falou.


Todos o encaram.


- Ele mudou um pouco – falou simplesmente.


- Porcos mudam?
— Não sei se os Malfoy têm um elfo doméstico... — disse Harry.


- Têm – afirmaram James, Sirius, Lene, Dorcas, Regulus e Frank juntos.
— Bom, seja quem for, os donos dele devem ter uma família de bruxos antiga e rica — disse Fred.


- Claro.
— É, mamãe sempre desejou que a gente tivesse um elfo doméstico para passar a roupa


- Até Molly?- perguntou Hermione.


- Mione, os elfos trabalharem para bruxos é algo normal no mundo bruxo – falou Rony.


— comentou Jorge. — Mas só o que temos é um vampiro


- Não subestimem o vampiro. Ele pode ser útil para algumas brincadeiras – disse Josh e Lissy pisou no seu pé.


velho e incompetente no sótão e gnomos


- Adoro gnomos – falou Alice e todos reviram os olhos.


por todo o jardim. Elfos domésticos combinam com grandes casas senhoriais, castelos e lugares do gênero; você não toparia com um na nossa casa...


- Então, eu prefiro não ter um elfo a morar na casa de Malfoy – disse Harry.
Harry estava calado.


- Perigo. Fujam. Harry está calado? – brincou Frank.


A julgar pelo fato de que Draco Malfoy em geral tinha do bom e do melhor,


- O que é um injustiça social.


a família devia rolar em dinheiro de bruxo; ele podia até imaginar Malfoy se pavoneando por uma grande casa senhorial.


- Isso é fácil de imaginar – disse Alex com um pequeno sorriso.


Mandar o criado da família impedir Harry de voltar a Hogwarts também parecia bem o tipo de coisa que Malfoy faria.


- Como dissemos antes: Essa pessoa tem sérios problemas psicológicos. Confere com o Malfoy.


Ele teria sido tão burro a ponto de levar Dobby a sério?


Não, você foi inteligente – disse Rony.
— Em todo o caso, fico contente que a gente tenha vindo buscá-lo.


- Nós também.


Eu estava ficando realmente preocupado


- Isso é novidade – brincou Hermione.


- Você, senhorita sabe-tudo, brincando?


quando você não respondeu minhas cartas.


- Qualquer amigo ficaria.


Primeiro pensei que tinha sido culpa de Errol...


- Não seria a primeira vez.


— Quem é Errol?
— Nossa coruja. Ele é velhíssimo. Não seria a primeira vez


- EU FALEI! – gritou Jorge.


que desmaia ao fazer uma entrega.


Alice estreitou os olhos, encarando os gêmeos, raivosa.


Então tentei pedir o Hermes emprestado...


- Não rolou.
— Quem?
— A coruja que mamãe e papai compraram para Percy quando ele foi nomeado monitor — explicou Fred do banco da frente.


- Sou foda, sempre explicando tudo – Fred falou.


- Sendo irritante, você quis dizer – falou Lene.


- Não, quis dizer foda mesmo.


- Sonha querido.


- Não, preciso. A realidade já está ótima.


- Pena que você não a enxergue.


- PAREM! OS DOIS! – gritou Lene.
— Mas Percy não quis me emprestar. Disse que precisava dele.


- Sei...
— Percy anda se comportando de forma muito estranha este verão


- Suspeito.


— disse Jorge franzindo a testa. — E tem despachado um bocado de cartas e passado um tempão trancado no quarto...


- Anti-sócial – Gina disse.


Quero dizer, tem limite o número de vezes que a pessoa pode querer dar brilho num distintivo de monitor...


- Verdade. O Aluado aqui bem que podia ter lembrado disso no quinto ano...


Você está se afastando demais para oeste, Fred — acrescentou, apontando a bússola no painel do carro.


- Eu já tinha me esquecido que eles estavam em um carro – falou Neville.


- E eu me esquecido que você estava aí – falou Alex.


Neville deu de ombros.


Fred corrigiu o rumo girando o volante.


— E seu pai sabe que você está dirigindo o carro?


- Isso é pergunta que se faça? – gemeu Fred.


— perguntou Harry, já adivinhando a resposta.
- Também né, estava óbvio.


— Ah, não — disse Rony —, ele teve que trabalhar hoje à noite.


- Coitado dele... Trabalhar até de noite?


Com sorte conseguiremos guardar o carro de volta na garagem antes que mamãe note que saímos com ele.


- Vocês se esqueceram de algo – falou Neville.


- O que?


- Harry e sorte não se misturam.


Eles riram.


— Afinal, que é que seu pai faz no Ministério da Magia?


- Não sabe nem a profissão dos pais dos seus melhores amigos... Estou desapontado filho – resmungou James – Cadê a sua curiosidade natural?


- Na época que eu podia descobri, estava ocupada com uma certa pedra filosofal – replicou Harry.


Os Marotos sorriram.
— Ele trabalha no departamento mais monótono de todos


- Eu não acho – reclamou Hermione.


- Claro que não – falaram Harry e Rony juntos.


— disse Rony. — O do Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas.


- Ah.
— O quê?
— Tratam do feitiço lançado em objetos feitos pelos trouxas, sabe, no caso de acabarem indo parar numa loja ou numa casa de trouxas.


- Sempre me perguntei o que aconteceria se isso acontecesse. Agora sei.


Como no ano passado, uma velha bruxa morreu


- De que?


- E eu lá sei? – respondeu Rony.


e o seu serviço de chá foi vendido a uma loja de antiguidades.


Ela era velha mesmo.
— Uma mulher trouxa comprou o serviço, levou para casa e tentou servir chá aos amigos.


- Queria ter visto– falaram os gêmeos.


Foi um pesadelo, papai ficou trabalhando depois do expediente durante semanas.


- Semanas? O que foi tão grave assim?


— Que aconteceu?
— O bule de chá endoidou e espirrou chá fervendo para todo lado, e um homem foi parar no hospital com as pinças de açúcar presas no nariz.


- Normal – ironizou Snape.


Papai quase ficou louco, só existe ele e um velho bruxo chamado Perkins no escritório, e os dois tiveram que usar feitiços para apagar lembranças e outros tipos de recursos para abafar o caso...


É complicado manter a ordem de uma comunidade – falou Lissy.
— É, papai é doido por tudo que os trouxas produzem;


Os Weasleys, Harry e Hermione sorriam. Pelo menos isso continuava igual.


nosso barraco de ferramentas é cheio de coisas de trouxas. Ele desmonta um objeto, enfeitiça e torna a montá-lo. Se ele revistasse a nossa casa teria que se dar ordem de prisão.


Eles riram.


Mamãe fica danada.


- Molly tem um temperamento forte!
— Aquela é a estrada principal — disse Jorge, espiando para baixo pelo pára-brisa. — Estaremos lá em dez minutos... Antes assim, já está clareando...


- James. O MEU FILHO FUGIU NO MEIO DA NOITE – berrou Lily, sentindo que devia se colocar no papel de mãe. 
Uma ligeira claridade rosada tornava-se visível na linha do horizonte a leste.


- Que bonito.


Lene adorava observar o céu.
Fred fez o carro baixar um pouco, e Harry viu uma colcha de retalhos feita de campos e arvoredos.


- Cocha de retalhos?
— Moramos um pouquinho fora da cidade


- Ok. Mais que um pouquinho.


— disse Jorge. — Ottery St. Catchpole...


- Perto de Luna?


- É. Mais ou menos.
O carro voador continuava a descer. A auréola escarlate do sol agora brilhava por entre as árvores.


— Pousamos!


- Finalmente! Já tava enjoando de ler sobre isso! – reclamou Dorcas.


— exclamou Fred quando, com um ligeiro solavanco, eles tocaram o chão.
Tinham pousado ao lado de garagem desmantelada num pequeno quintal, e Harry olhou pela primeira vez para a casa de Rony.


Harry temeu. Rezava que não tivesse pensando nada demais da casa dos Weasley.


Parecia ter sido no passado um grande chiqueiro de pedra,


OK, suas esperanças se foram.


- Desculpa – pediu para os Weasleys.


que foram acrescentando cômodos aqui e ali


- O pior é que foi mais ou menos assim – disse Jorge.


até ela atingir os andares e era tão torta que parecia ser sustentada por mágica


- E é?


- Não sei. Pelo menos, mamãe nunca nos falou nada – falaram os Weasleys.


(o que, Harry lembrou a si mesmo, era provável).


- Ainda não se adaptou totalmente ao mundo mágico não é? – perguntou Lily.


- Mãe... Já se passaram cinco anos – reclamou Harry, corando.


Os outros riram.
Quatro ou cinco chaminés estavam encarrapitadas no alto do teto vermelho. Em um letreiro torto enfiado no chão, próximo à entrada, lia-se A TOCA.


- Nossa. É um nome... criativo. – disse Alice.


- Nós, os Weasley reproduzimos como coelhos, por isso o nome toca - explicou Gina.


Em volta da porta de entrada encontrava-se uma variedade de botas de borracha e um caldeirão muito enferrujado.


- Porque isso tá na entrada?


- Sei lá.


Várias galinhas castanhas e gordas ciscavam pelo quintal.


- Galinhas?- Regulus engasgou. Por Merlin, quem tinha galinhas em casa?


- Sim. Algum problema?- Fred perguntou, irritado.


Harry lançou um olhar suplicante a Regulus.


- Não, nenhum – respondeu, por fim.
— Não é muita coisa — disse Rony.


Rony corou. Sabia que o amigo não se importava com essas coisas, mas...
— É maravilhosa — comentou Harry feliz, pensando na Rua dos Alfeneiros.


O clima ficou tenso na sala, com todos lembrando o que Harry sofria na Rua dos Alfeneiros.
Eles desembarcaram do carro.
— Agora vamos subir muito quietinhos


- Não vai rolar de Molly não ouvir – cantarolou Hermione.


— recomendou Fred – E esperar mamãe nos chamar para tomar o café da manhã.


- Grande plano – ironizou Remus.


Os gêmeos deram de ombro.
Eles desembarcaram do carro.


- E agora: a hora da verdade – disse Sirius levantando uma sobrancelha.
— Então Rony, você desce correndo e diz: "Mamãe, olhe só quem apareceu durante a noite!" e ela vai ficar contente de ver o Harry e ninguém vai precisar saber que saímos voando no carro.


- LÓGICO. Porque é muito NORMAL alguém aparecer na sua casa no meio da noite! Acontece com todo mundo! Se Molly caísse nessa, ela seria mais burra que Crabbe – resmungou Hermione.
— Certo — concordou Rony. — Vamos Harry, eu durmo no... No alto...


Harry sorriu para o amigo.


O rosto de Rony ganhou um tom verde esquisito, seus olhos se fixaram na casa.


- O que foi?


Os outros três se viraram.
A Sra. Weasley vinha atravessando o quintal,


- Se fuderam – riu Sirius.


espantando galinhas, e para uma senhora baixa, gorducha, de rosto bondoso, era incrível como estava parecendo um tigre de dentes de sabre.


- Uí.
— Ah!— exclamou Fred.
— Essa não! — exclamou Jorge.


- CORRAM ENQUANTO AINDA DÁ TEMPO!
A Sra. Weasley parou diante deles, as mãos nos quadris, olhando de uma cara culpada para a outra.


- Deve ter sido legal ver a cara deles.


Vestia um avental florido com uma varinha saindo pela borda do bolso.
— Muito bem — disse ela.
— Bom-dia, mamãe — disse Jorge, no que ele audivelmente pensou que era uma voz lampeira e cativante. – Mas não foi – acrescentou Harry.


— Vocês fazem ideia da preocupação que tive? — perguntou a Sra. Weasley num sussurro letal.


- Olha o drama, Harry.
— Desculpe, mamãe, mas sabe, tínhamos que...


- Não tente se justificar!- chorou Lene.
Os três filhos da Sra. Weasley eram mais altos do que ela, mas encolheram à medida que a raiva da mãe ia desabando sobre eles.


Eles riram.
— As camas vazias! Nenhum bilhete!


- NENHUM BILHETE? VOCÊS SÃO DOIDOS?- gritaram Alice e Lily juntas.


- Ela ainda pergunta?- Alex sussurrou para Josh, que riu.


O carro desaparecido... Podia ter batido... Louca de preocupação... Vocês se importaram?...


- Não.


Nunca em minha vida... Esperem até seu pai voltar, nunca tivemos problemas assim com o Gui nem com o Carlinhos nem com o Percy...
— O Percy perfeito — resmungou Fred.


- Péssima hora para falar isso.
— VOCÊS PODIAM SE MIRAR NO EXEMPLO DO PERCY!


- Essa doeu.


— berrou a Sra. Weasley, metendo o dedo no peito de Fred.
— Vocês podiam ter morrido, podiam ter sido vistos, podiam ter feito seu pai perder o emprego...


- Sempre esses podiam... – reclamou Fred.
Parecia que o sermão estava durando horas.


- Sempre é assim.


A Sra. Weasley ficou rouca de tanto gritar


- A bronca foi longa mesmo, hein? Mas vocês mereceram... Mesmo que tenha sido para ajudar o Harry.


até se virar para Harry, que recuou.


Eles riram.
— Estou muito contente em vê-lo, Harry, querido — disse ela. — Entre, venha tomar café.


Lily sorriu.
Deu meia-volta e entrou em casa, e Harry, depois de lançar um olhar nervoso a Rony,


-... Seu cúmplice...


que acenou com a cabeça animando-o, acompanhou-a.
A cozinha era pequena e um tanto apertada.


- Desculpem, de novo.


- Nada, Harry. Sabemos que você não tem culpa de pensar isso.


Havia ao centro uma mesa de madeira muito escovada e cadeiras, e Harry se sentou na beirada de uma, espiando à sua volta.


- Curiosidade mata.


- Ou não. Senão o Harry já estava morto, assim como Sirius e James.


Nunca estivera numa casa de bruxos antes.


- A primeira casa que o grande Harry Potter visitou foi a minha humilde residência, olha que assim fico honrado – brincou Fred.
O relógio na parede em frente só tinha um ponteiro e nenhum número.


- O que?


Havia escritas em torno do mostrador coisas assim, Hora de fazer chá, Hora de dar comida ás galinhas e Você está atrasado.


- Ah! Isso pode ser mais prático, mas às vezes atrapalha – falou Remus.


Havia livros arrumados


Lily, Frank, Hermione e Remus sorriram.


em fileiras triplas sobre o console da lareira, livros com títulos do gênero Enfeitice o seu próprio queijo, O Feitiço no forno e Festas de um minuto — um Encantamento!


- Claro, claro.


E, a não ser que os ouvidos de Harry o enganassem,


- Se até os teus ouvidos podem estar te enganando o negócio tá ruim.


o velho rádio ao lado da pia acabara de anunciar que o próximo programa era "Hora de Encantos, com a popular cantora bruxa, Celestina Warbeck".


- Essa daí não estudou com a gente – falou Dorcas.
A Sra. Weasley batia pratos e panelas,


- Coitadas. Não fizeram nada para merecer isso.


preparando o café da manhã um pouco a esmo, lançando olhares feios aos filhos,


Caretas de Fred, Jorge e Rony.


enquanto atirava salsichas na frigideira.


- Falando nisso, eu estou com fome- reclamou Rony.


- Pois vai continuar com fome.
De vez em quando resmungava coisas como "não sei o que estavam pensando" e "eu nunca teria acreditado".


- Dramas de uma mãe.
— Não estou culpando você; querido — ela tranquilizou Harry, servindo oito ou nove salsichas no prato dele.


- Harry sortudo! – resmungou Rony.


— Arthur e eu estivemos preocupados com você, também.


Lily e James sorriram.


Ainda na outra noite estávamos falando que iríamos buscá-lo pessoalmente se você não escrevesse a Rony até sexta-feira.


James e Lily estavam felizes em saber que existiam outras pessoas que se importavam tanto com o filho deles.


Mas francamente — (ela agora acrescentava três ovos fritos às salsichas) — atravessar metade do país em um carro ilegal, vocês podiam ter sido vistos...


- Não é aconselhável.


- Por isso foi bom.


Ela acenou a varinha displicentemente em direção dos pratos na pia, que começaram a se lavar, entrechocando-se de leve ao fundo.


- Magia. Ajuda muito – falou Mione – Os trouxas precisam passar um bom tempo lavando isso a mão.
— Estava nublado, mamãe! — exclamou Fred.


- E daí?
— Você fique de boca fechada enquanto come! — ralhou a Sra. Weasley.


Regulus fez uma careta.
— Estavam matando ele de fome, mamãe! – disse Jorge.


Todos, por instinto, se viraram para olhar para Harry que bufou.


- Estou bem agora – falou, mas isso era obviamente mentira. Ele estava abaixo do peso, já que sua alimentação não estava sendo muito boa ultimamente e gastava muita energias na caça as Horcruxes.
— E você! — disse a Sra. Weasley, mas foi com uma expressão ligeiramente mais branda que ela começou a cortar e passar manteiga no pão para Harry.


- Harry Potter: o favorito de Molly Weasley. Sim ou claro? – brincou Fred.
Naquele momento surgiu uma distração sob a forma de uma figura pequena,


- Quem será?


de cabelos vermelhos,


- Está na casa certa.


que vestia uma longa camisola, e apareceu na cozinha, deu um gritinho


- É menina.


e saiu correndo outra vez.


- Por quê?
— Gina


Gina corou. Harry apertou namorada.


— disse Rony baixinho para Harry. — Minha irmã.


- A pessoa mais legal do mundo – falou Gina, rindo.


- Claro, a mais modesta também.


Andou falando em você o verão inteiro.


Gina corou.


- Então quer dizer que você sempre gostou do Harry?- perguntou Remus.


- Err... Meio... que... sim – Gina sussurrou.


- Não tenha vergonha disso, Gi. Você era super fofa, e, antes que me bata, ainda é – falou Harry.


Gina beijou o namorado.
— É, ela vai querer o seu autógrafo,


- Ela era tão ruim assim? – sussurrou Frank para Jorge, que assentiu.


Era insuportável ver Gina falando o verão todo de Harry Potter.


Harry — disse Fred com um sorriso, mas viu que a mãe o olhava


- Perigo.


e baixou o rosto para o prato, calando-se.


- Não está mais aqui quem falou – falou Fred, depois de Gina bater nele.


Nada mais foi dito


- Ficaram mudos?


- Não, mas eu sei alguém que vai ficar – disse Lene lançando um feitiço silenciador em Sirius.


Todos aplaudiram Lene.


- Que alívio – falou Alex – Agora dará para ler uma frase.


até os quatro pratos ficarem limpos, o que levou um tempo surpreendentemente breve.


- Somos a família Weasley – falaram os gêmeos, Rony e Harry.


- Sim, eu sou Weasley – acrescentou Harry - De consideração.
— Putz, estou cansado — bocejou Fred, pousando finalmente a faca e o garfo. — Acho que vou me deitar e...


— Não vai, não


- Nunca me curei desse dia. O cansaço daquele dia deixou ferimentos permanentes – dramatizou Fred.


— retrucou a Sra. Weasley. — A culpa foi sua se ficou a noite toda acordado.


- Pior que é verdade – disse Lily.


Fred e Jorge lançaram um olhar assustador para Lily.


Você vai desgnomizar o jardim para mim;


- Odeio desgonomização – reclamou Frank.


eles estão ficando completamente rebeldes outra vez.


- Revolta dos gnomos.
— Ah, mamãe...
— E vocês dois — disse ela, olhando feio para Rony e Fred. — Você pode ir se deitar, querido


- UM ABSURDO: TRATAMENTO PREFERENCIAL PARA HARRY– gritou Jorge.


— acrescentou dirigindo-se a Harry. — Você não pediu a eles para voarem naquele carro infernal.


- Ainda bem que não pediu, Harry Potter – Lily disse com uma voz ameaçadora.
Mas Harry, que se sentia completamente acordado,


- A adrenalina me acorda – falou Harry.


"A adrenalina me acorda" a frase resoou na cabeça de Remus. Ele franziu a testa. Tinha algo estranho... A adrenalina me acorda... Parecia que Harry estava acostumado a situações perigosas. Mais do que ele tinha dito.


disse depressa: 
— Vou ajudar o Rony. Nunca vi fazer uma desgnomização...


- Não existem muitas no mundo trouxa – falou Mione, rindo.
— É muito gentil de sua parte, querido, mas é trabalho monótono


- Muito monótono – concordou Frank.


— disse a Sra. Weasley. — Agora vamos ver o que Lockhart


Caretas de Harry, Fred, Jorge, Gina, Rony e Neville.


- Tinha me esquecido que ele iria aparecer nesse livro – falou Neville, irritado.


tem a dizer sobre o assunto.
Ela puxou um livro pesado


- E inútil.


de cima do console. Jorge gemeu.
— Mamãe, nós sabemos como desgnomizar um jardim.


- Já fizemos isso algumas vezes antes.


Harry espiou a capa do livro da Sra. Weasley. Escritas na capa em arabescos dourados havia as palavras Guia de pragas domésticas de Gilderoy Lockhart. Havia na capa uma grande foto de um bruxo bonitão


- Tem uma queda por Lockhart, Harry? – Jorge perguntou, com a sobrancelha erguida.


- Lógico que não. Eu odeio aquele homem! – Harry falou, ríspido. Merlin o livre de gostar de Lockhart.


de cabelos louros ondulados e olhos azuis muito vivos. Como sempre no mundo dos bruxos, a foto se mexia;


- Fotos paradas são sem graça.


o bruxo, que Harry supunha que fosse o tal Gilderoy Lockhart, não parava de piscar, muito animado, para todos.


- Vai ver é vesgo – Regulus sugeriu. Não gostava de pessoas que fingiam que amavam todo mundo.
— Ah, ele é um assombro — disse a mãe. — Conhece bem as pragas domésticas.É um livro maravilhoso...


- Só não foi feito por ele – resmungou Rony.
— Mamãe tem um xodó por ele — disse Fred num sussurro muito audível.


- O que foi uma decepção – falou Fred- Nem meu psicólogo conseguiu me animar depois de descobrir isso.


- Você tem um psicólogo?


- Não – Fred respondeu.
— Não seja ridículo Fred — retorquiu a Sra. Weasley, o rosto muito corado. — Está bem, se vocês acham que sabem mais do que Lockhart, podem ir fazer o trabalho,


- Bem, realmente sabemos mais que ele. E o trabalho ficaria mais bem feito – falou Harry.


- O que esse cara fez para vocês o odiaram tanto?


- Ele é muito imbecil, só isso.


mas tenho pena de vocês se tiver sobrado um único gnomo naquele jardim quando eu sair para inspecioná-lo.


- Mentira! Se você nos matasse, você não teria tido pena da nossa pobre alma – falou Jorge. 
Aos bocejos e resmungos, os Weasley saíram se arrastando, com Harry em sua cola.


- Bem, eu não iria ficar largado em um lugar que estava conhecendo na hora.


O jardim era grande e, aos olhos de Harry, exatamente como um jardim devia ser.


Os Weasley sorriram, orgulhosos. Era bom ouvir um elogio a sua casa.


Os Dursley não teriam gostado


- E eles são capazes de gostar de alguma coisa?- Lene perguntou e Sirius sacudiu a cabeça, concordando, ainda sobre o feitiço silenciador.


— havia muito mato e a grama precisava ser aparada —,


Já o meu jardim não tem nada fora do lugar. Bem, nada que não esteja propositalmente fora do lugar, pensou Regulus. Quer dizer, meu ex-jardim. Não posso mais morar lá. Não posso... Mas para onde eu vou? Regulus perdeu-se em pensamentos sobre o futuro. Tão incerto...


mas havia árvores nodosas a toda volta dos muros, plantas que Harry nunca vira saindo de cada canteiro e um grande tanque de águas verdosas cheio de sapos.


- Nem sei as espécies das plantas – disse Gina, pensativa.
— Os trouxas também têm gnomos de jardim, sabe


- Verdade – Hermione concordou – Mas eles são diferentes dos gnomos bruxos.


— Harry contou a Rony quando cruzavam o gramado.
— Sei, já vi aquelas coisas que eles acham que são gnomos


- Rony- brigou Hermione – Você sabe que eles realmente são gnomos. Só que gnomos trouxas.


— disse Rony, com o corpo dobrado e a cabeça enfiada num pé de peônias —, como papais noéis baixinhos e gordinhos segurando varas de pescar...


- Coitados deles – falou Frank.


- São de mentira. Não são vivos.
Ouviram um ruído de alguém se debatendo violentamente,


- O que normalmente não é muito bom.


o pé de peônia estremeceu e Rony se levantou.
— Isto é um gnomo — disse sério.


- Seres chatos.
— Tire as mãos de cima de mim! Tire as mãos de cima de mim! - guinchou o gnomo.


- Com prazer.
Decerto não parecia nada com um Papai Noel. Era pequeno, a pele parecia um couro, a cabeçorra cheia de calombos e careca, igualzinha a uma batata.


- São horríveis – falou Dorcas.


Rony segurou-o à distância enquanto o gnomo o chutava com os pezinhos calosos; o garoto o agarrou pelos tornozelos e o virou de cabeça para baixo.


Lily estremeceu, odiava qualquer coisa que ficava de cabeça para baixo. Toda vez que isso acontecia com ela, sentia o sangue fluido pelo corpo e chegando a cabeça. Não era legal.
— Isto é o que a gente tem que fazer — explicou. E ergueu o gnomo acima da cabeça ("Tire as mãos de mim!") e começou rodá-lo em grandes círculos como se fosse laçar um boi. Ao ver a cara de espanto de Harry,


- Por que o espanto? – perguntou Alex.


Rony acrescentou: — Isto não machuca, você só precisa deixá-los bem tontos para não poderem encontrar o caminho de volta para as tocas de gnomos.


- Mas eles sempre acham.
Ele soltou os tornozelos do gnomo: que voou uns seis metros para o alto e caiu com um baque surdo no campo do outro lado da sebe.


- Seis metros? Só?zoou Lene.
— Lamentável — exclamou Fred. — Aposto que posso atirar o meu bem além daquele toco de árvore.


- Campeonato! – disse James animado. 
Harry aprendeu depressa a não sentir muita pena dos gnomos.


- Esperava mais compaixão de você – reclamou Mione e Harry lhe lançou um sorriso culpado.


Resolveu simplesmente deixar cair por cima da sebe o primeiro que pegou, mas o gnomo, pressentindo fraqueza,


- Ou bondade- Mione resmungou.


enterrou os dentes afiados como navalhas no seu dedo,


- Aí – gemeram todos.


e Harry teve muito trabalho para sacudi-lo longe, até que...


- Suspense no ar.
— Uau, Harry, esse deve ter caído a uns quinze metros...


- Quinze metros? Esse é o meu filho! – falou James orgulhoso.
O ar não tardou a ficar coalhado de gnomos voadores.
— Está vendo, eles não são muito inteligentes


- Não são mesmo.


— disse Jorge, agarrando cinco ou seis gnomos de uma vez.


- Em massa- falou Fred, trocando uma batida de mão com Jorge.


— Na hora que descobrem que está havendo uma desgnomização, aparecem correndo para dar uma espiada.


- Isso é ilógico – disse Regulus.


Era de se esperar que já tivessem aprendido a ficar quietos.


- Mas não aprenderam.
Logo os gnomos atirados no campo começaram a se afastar em uma linha descontínua,


- Olha o vocabulário do menino: linha descontínua... Vou chorar – disse Lene.


os ombrinhos curvados.
— Eles vão voltar — disse Rony enquanto observavam os gnomos desaparecerem na sebe do outro lado do campo. — Eles adotam isso aqui... Papai é muito mole com eles; acha que são engraçados...


- Alguém com compaixão – Mione falou aliviada.
Naquele instante, a porta de entrada bateu.


- Alguém chegou – cantarolou Dorcas.
— Ele voltou! — disse Jorge. — Papai está em casa!
Os garotos atravessaram correndo o jardim e entraram em casa.


- Que povo ansioso para ver o pai – disse Alice.


O Sr. Weasley estava largado numa cadeira da cozinha, sem óculos e de olhos fechados.


- Ele usa óculos?


- Sim.


Era um homem magro, começando a ficar careca, mas o pouco cabelo que tinha era ruivo como o dos filhos.


- Tem algum Weasley que não seja ruivo?


- Que eu me lembre, só a esposa do meu irmão – falou Fred.


Usava vestes verdes e longas, que estavam empoeiradas e amarrotadas da viagem.


Regulus fez uma careta, sem querer. Estava acostumado a manter uma aparência aceitável.
— Que noite! — murmurou, tateando à procura do bule de chá enquanto todos se sentaram à sua volta.


- Ele é o centro da família – brincou Frank.


— Nove batidas.


- Isso é muita coisa – falou Gina, esclarecendo o olhar dos demais.
— Nove! E o velho Mundungus Fletcher


Harry rosnou. Ainda não gostava de Mundungus. Na verdade, ninguém gostava.


ainda tentou me lançar um feitiço quando eu estava de costas...


- Aquele covarde – xingou Gina.
O Sr. Weasley tomou um longo gole de chá e suspirou.


- É verdade que chá acalma?


- Depende do chá – respondeu Frank – Alguns não exatamente acalmam. Mas só de a pessoa pensar que está mais calma, ela já fica mais calma.


- Inteligente, Longbottom – elogiou Lissy.


- Sempre soube que tinha uma razão para eu estar com ele – brincou Alice.


Frank se sentiu triste. A verdade é que ele não acredita que uma pessoa tão boa como Alice estava com ele. Ela sempre via o lado bom de tudo... e era gentil e simpática. E ele era só mais um Corvinal. Nem muito inteligente ele achava que era. Seus resultados nos testes eram normais.
— Encontrou alguma coisa, papai? — perguntou Fred ansioso.


— Só encontrei umas chaves para portas que encolhem


- Encolhem? Que horror – falou Hermione.


e uma chaleira que morde


- A chaleira é agressiva.


— bocejou o Sr. Weasley. — Houve as ocorrências feias, mas não foram no meu departamento. Mortlake foi levado para interrogatório sobre umas doninhas


Harry precisou segurar o riso. Doninha lembrava Malfoy. Lembrava quando o falso Moody o transformou em uma doninha. Pelos risos de Neville, Rony, Fred, Jorge, Hermione e Gina, eles também se lembravam.


- Por que vocês estão rindo? – perguntou Snape.


- Quarto... livro...


muito esquisitas, mas isto foi com a Comissão de Feitiços Experimentais, graças a Deus...


- Coitada da Comissão de Feitiços Experimentais – falou Dorcas.
— Mas por que alguém ia se dar o trabalho de fazer chaves que encolhem? — perguntou Jorge.


- Para se divertir, irritar os trouxas...
— Só para aborrecer os trouxas


- Não disse? – Regulus falou.


— suspirou o Sr. Weasley. — Vendem a eles uma chave que encolhe até desaparecer, de modo que nunca conseguem encontrá-la quando precisam...


- Cruel.


- Existem coisas bem mais cruéis que isso – falou Snape.


Lily olhou para ele com pena. Sabia que ele estava falando do que seu pai fazia com a sua mãe.


É claro que é muito difícil processar alguém porque nenhum trouxa vai admitir que a chave dele não para de encolher, insistem que vivem a perdê-las.


Isso era genialmente cruel, pensou Snape.


Deus os abençoe, eles vão a extremos para fingir que magia não existe,


- Não é como se eles fizessem de propósito – falou Mione, irritada.


mesmo que esteja no nariz deles... Mas as coisas que o nosso pessoal anda enfeitiçando, vocês não iriam acreditar...


- Melhor nem falar.
— COMO CARROS, POR EXEMPLO?


- Ferrou. Corre Arthur – disse Remus.
A Sra. Weasley aparecera, empunhando um longo atiçador como uma espada.


- PERIGO.


Os olhos do Sr. Weasley se arregalaram.


Coitado do papai.
Ele olhou com cara de culpa para a mulher.


- Papai não sabe fingir – riu Gina.
— Carros, Molly, querida?
— É Arthur, carros — disse a Sra. Weasley, os olhos faiscando.


- Acho que alguém vai dormir no sofá.


— Imagine só: um bruxo comprar um carro velho e enferrujado e dizer à mulher que só quer desmontá-lo para ver como funciona, quando na realidade o enfeitiçou para fazê-lo voar.


- Eu acho que ele pode imaginar bem – riu Regulus.
O Sr. Weasley piscou os olhos.
— Bom, querida, acho que você vai descobrir que ele estava agindo dentro da lei quando fez isso,


- Isso não vai ajudar.


mesmo que... Ah... Tivesse agido melhor se, hum, se tivesse contado a verdade à mulher...


- Pelo menos, ele reconhece isso – falou Lissy.


Há um furo na lei, você vai descobrir...


- Que foi feito por ele.


Desde que ele não tivesse intenção de voar no carro, o fato de que o carro poderá voar não...


Eles riram.
— Arthur Weasley, você providenciou para que houvesse um furo nessa lei quando a escreveu!


- Culpado.


— gritou a Sra. Weasley. — Só para você poder continuar a se distrair com aquela lixaria dos trouxas


- OPA! LIXARIA TROUXA? – gritou Alex – Queria ver isso!


no seu barraco! E para sua informação, Harry chegou hoje de manhã


- Sempre é legal informar que mais alguém está na sua casa - falou Gina.


naquele carro que você não tinha intenção de fazer voar!
— Harry? — exclamou o Sr. Weasley sem entender — Que Harry?


- Talvez o Harry que Rony disse que era seu melhor amigo, o Harry que Gina falou o verão inteiro, o Harry que eu e Jorge falamos, o Harry que Percy mencionou?- sugeriu Fred.


- Entendemos que seu pai tem boa memória – concluiu Josh.
Ele olhou à volta, viu Harry e deu um salto.
Harry riu.


— Deus do céu, é Harry Potter?


- O próprio!


Muito prazer em conhecê-lo. Rony tem falado tanto em...


-... você – completou Rony.


— Os seus filhos foram naquele carro até a casa de Harry


-Que é até longe – disse Mione.


e voltaram de lá ontem á noite!— gritou a Sra. Weasley. — Que é que você me diz disso, hein?


- Nada?
— Vocês fizeram mesmo isso? — perguntou o Sr. Weasley, ansioso. — E o carro voou bem?


Todos riram.


- Cara, eu adorei Arthur – disse James.


Eu... Eu quero dizer — gaguejou, enquanto voavam faíscas dos olhos da Sra. Weasley


- Mudei de ideia, né, parece terrível... – falou Dorcas, rindo.


— que... Isso foi muito errado, meninos... Muito errado mesmo...


— Vamos deixar eles discutirem


- Boa ideia.


— Rony sussurrou para Harry quando a Sra. Weasley inchou como um sapo-boi. — Vamos, vou-lhe mostrar o meu quarto.


Rony corou. Iria aparecer a descrição do quarto dele.


Os dois saíram discretamente da cozinha e seguiram por um corredor estreito até uma escada irregular, que subia em ziguezague pela casa. No terceiro patamar, havia uma porta entreaberta. Harry vislumbrou dois grandes olhos castanhos e vivos que o espiavam


- Gina.


antes da porta fechar com um clique.
— Gina — explicou Rony. — Você não sabe como é estranho ela estar tão tímida.


- Na verdade, é algo bem normal – Gina falou – Muitas meninas tem vergonha de estarem perto de quem gostam quando pequenas. Principalmente se a pessoa for amigo do seu irmão e está na sua casa.


Normalmente ela nunca para de falar...


- Obrigada Rony – ironizou Gina.
Eles subiram mais dois lances e chegaram a uma porta com a tinta descascada e uma pequena placa onde se lia "Quarto do Ronald".
Harry entrou, a cabeça quase tocando no teto inclinado, e piscou os olhos. Era como entrar num forno.


- Valeu, amigo – Rony ironizou.


- Desculpa.


Quase tudo no quarto de Rony era de um tom violentamente laranja:


- Eu acho que Rony gosta de laranja... – ironizou Alex.


Lene não pode deixar de notar como ele era bonito fazendo uma careta de dúvida.


Quando Alex percebeu que Lene o encarava, ele piscou para ela, que riu.


Sirius assistiu tudo com ciúmes.


a colcha da cama, as paredes e até o teto.


- Sem exageros.


Então Harry percebeu que Rony tinha coberto praticamente cada centímetro do papel de parede gasto com pôsteres dos mesmos sete bruxos e bruxas, todos usando vestes laranja vivo, segurando vassouras e acenando com animação.


- Nem gosta dessas pessoas, hein?- Remus falou.


— O seu time de Quadribol? — perguntou Harry.
— O Chudley Cannons


- Eu também sou fã deles! – gritaram Frank e Sirius juntos.


- Eu sou fã dos Tornados – disse James.


- Cho também era – Harry falou, sem pensar.


Harry percebeu seu erro tarde demais: Gina se afastou dele e foi para o outro lado da sala, de onde mandou uma azaração em Harry, que completamente surpreso, não se protegeu.


O corpo de Harry ficou todo rosa e verde. Até os cabelos. Não ficou nada bonito.


- Mancada, Harry – falou Rony.


- Quem é essa Cho? – perguntou James, curioso.


- Era a ex de Harry – falou Neville, rindo.


- Uma puta, se quer saber – disse Gina, raivosa.


- Gi. Calma – falou Harry – Cho não era puta.


- HARRY POTTER! VOCÊ ESTÁ MORTO – disse Gina, pegando a varinha.


-... Mas também não é nada perto de você – terminou Harry.


— disse Rony, apontando para a colcha laranja, que exibia um brasão com dois enormes O pretos e uma bala de canhão em movimento. — Nono lugar na divisão.


- Nono lugar? Eles melhoraram depois do meu tempo.
Os livros escolares de feitiçaria que pertenciam a Rony estavam empilhados de qualquer jeito num canto,


- Porque não me surpreende?- ironizou Remus – Ah, é. Talvez Sirius faça a mesma coisa.


junto com um monte de histórias em quadrinhos que pareciam conter a mesma tira, As aventuras de Martin Miggs, o trouxa pirado.


- Trouxa pirado? Não podia ser só pirado? Sociedade preconceituosa.


A varinha de condão de Rony estava em cima de um aquário cheio de ovas de rã, no peitoril da janela, ao lado do seu rato cinzento e gordo, o Perebas,


- Traidor – sussurram Rony, Harry e Hermione.


que tirava um cochilo numa nesga de sol.
Harry pulou por cima de um baralho de cartas auto embaralhantes que estava no chão


- Percebemos cada vez mais a organização de Rony.


e espiou pela janelinha. No campo, lá embaixo, ele viu uma turma de gnomos que voltavam sorrateiros, um a um, pela cerca dos Weasley.


- Já?


Depois virou-se para olhar Rony, que o observava quase nervoso, como se esperasse ouvir


- Um veredito de um crime – brincou Neville.


sua opinião.
— É meio pequeno


- Sem problemas – falou Lissy.


— disse Rony depressa. — Nada como aquele quarto que você tinha na casa dos trouxas.


- Ainda bem, porque a casa era terrível – falou Harry.


E estou bem debaixo do vampiro no sótão; sempre batendo nos canos e gemendo...


- E isso importa?
Mas Harry, com um grande sorriso, disse:
— Esta é a melhor casa que já visitei.


Os Weasley sorriram contentes.


- É tão bonito a amizade de vocês... – falou Alice – A de vocês todos. Harry, Rony, Hermione, Neville, Fred, Jorge e Gina. Dá para ver que qualquer coisa, vocês podem contar com o apoio um do outro.


- Obrigada.
As orelhas de Rony ficaram vermelhas.


- Fim do capítulo – anunciou Hermione.

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Comentários (4)

  • Fernanda Gusman

    Amei, a fanfic está ótima como sempre !!! Beijos !

    2013-06-09
  • Bellaa Pooty Diggory

    vcs realmente se superaram esse cap foi otimoo! sério fiquei mto aliviada em saber que naõ acabarm a fic realmente é uma das melhores mal posso esperar pelos próximos livros ;p mal posso esperar pra confusão que vai ser quando acharem que o Harry vai ser o herdeiro dde slyterin e outros momentos como quando no terceiro livro o Harry consegui ganhar a final de quadribol, realmente essa idéia de  vcs dos personagegens lerem Harry Potter foi muito boa e amém que o sirius calou a boca! queria tanto a Luna e a Tonks                                                                                                                                                                                        

    2013-06-09
  • Juh_Lynch

    Eu to amando!!!! Por Deus, vocês não tem a mínima ideia de como eu to ansiosa para a parte final do livro onde conta a pate da câmara, e também to ansiosa para a libertação de Dobby ("Dobby's free!!!"). Estou muito animada para o cálice de fogo que é quando começam o verdadeiros indícios de que Hermione e Rony estão apaixonados e também para ver a cara da Gina quando contar que Harry estava se apaixonando pela Cho, e para ver a cara do James ao ver que Harry se atrapalha com garotas! Mas é claro que tudo isso vai ser compensado no enigma do príncipe quando Harry beija a Gina na frente de todos. E eu to louca para ver como vai ficar a cara do Harry quando começar a descrições da paixão dele pela Gina. Francamente? Eu simplesmente tenho certeza de que essa é a minha fic preferida e até a própria J.K aprovaria (momento puxa-saco). Parabéns e só queria deixar uma nota: Estou sentindo um pouco a falta do Neville na história e também sinto a falta dos paiz do Neville como pais do Neville mas fora isso eu acho a história perfeita. Beijão e obrigada pela resposta do meu comentário anterior!

    2013-06-07
  • Clenery Aingremont

    Foi rápido! Parabéns!#Momento #Hermione #Granger: Se escreve 'Hashtag' e não 'Hastag'.Ainda tenho certeza que Josh, Lissy e Alex são nomes falsos e que eles são, na verdade, James Sirius, Lílian Luna e Alvo Severo. Ansiosa por Prisioneiro de Azkaban, Cálice de Fogo, Ordem da Fênix e... Acho que você já me entendeu! Vamos tentar terminar essa fanfic antes do ano acabar para irmos para Prisioneiro de Azkaban, right?Abraços  ;) 

    2013-06-07
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