Weasley com Malfoy's



QUEM QUER O CAPÍTULO 26?


Weasley com Malfoy’s


 


Passei a semana após o natal esperando por uma chance de entregar o anel em formato de rosa para Rose, porém algo sempre me impedia. Alvo vivia dando sugestões de como fazer isso, e por mais que eu negasse a sua ajuda, tinha de admitir que as idéias dele sempre eram melhores que as minhas.


Comentei com a minha mãe que estava preste a pedir Rose em casamento, quando ela me lembrou de um pequeníssimo detalhe: eu não poderia fazer isso sendo Jack Daniel’s!


Eu sei, devia ter contado a verdade para ela há muito tempo atrás, mas o medo de perdê-la sempre me impediu. E como se isso não bastasse, me vi em uma situação duas vezes pior quando percebi que já era dia 31 de dezembro... Como o tempo passou tão rápido?


 


*


 


- Rose, meu amor, preciso te contar uma coisa... – Tentei sorrir para amenizar a situação. – Chegou à hora de você saber a minha identidade... – Respirei fundo, enchendo os pulmões. – Eu sou Scorpius Malfoy. – Tentei um sorriso calmo, cheio de uma confiança que eu não tinha. – Sim, isso mesmo, um Malfoy.


 


 


 


 


 


 


 


...


 


 


 


 


 


Baguncei meus cabelos de uma forma tensa, me encarei no espelho mais uma vez. Isso definitivamente não daria certo!


...


 


- Certo, mais uma vez! – Recompus a expressão no meu rosto, pigarreei para minha voz voltar ao normal. – Okay. – Respirei fundo, um pouco sem graça por estar nessa situação. – Rose, sou eu, Scorpius. Scorpius Malfoy. – Um sorriso estampava meu rosto. – Droga, assim não!


 


...


 


- Rose, Rose, Rose. Você veio até a mansão Malfoy! – Abanei os braços de uma forma desengonçada como se mostrasse o lugar para ela com as mãos. – Está se perguntando onde foi parar seu namorado? Então, aqui estou!


 


...


 


- Está vendo toda essa mansão, amor? Sou herdeiro de tudo isso! – Falei igual um babaca metido, devia esquivar meu corpo para trás para que o soco que ela me desse não doesse tanto...


 


...


 


- Rose, quer ouvir uma coisa engraçada? Acordei hoje e era um Malfoy!


 


...


 


- Merda de hipogrifo.


 


...


 


- Você não queria saber a minha identidade? Então porque essa cara?


 


...


 


- Pelas barbas de Merlin... Eu devia ter ensaiado isso antes!


 


...


 


- Rose, meu amor, eu não sei como te contar isso, então... Eu sou um sonserino, estudei com você no sétimo ano, costumava zoar da sua cara nas aulas... – E ela falaria: “Oh, mas quem fazia isso era Scorpius e os amigos dele”, e eu responderia. - Isso, eu mesmo, Scorpius Malfoy, olá de novo!


 


...


 


- Recebeu minha carta? – Eu poderia perguntar como quem não quer nada. - “Carta? Que carta?” – Fiz uma imitação patética de sua voz na frente do espelho. - Aquela que vou ter que escrever pedindo desculpas por ser um Malfoy!


 


- Essa poderia dar certo! – Dei um pulo de susto e olhei ligeiramente para trás, encarando Alvo que estava parado na porta do meu quarto, enquanto segurava uma risada. – Ela com certeza leria uma carta!


- Há quanto tempo você está ai? – Perguntei, enquanto ajeitava minha gravata, sentando na minha cama, sem graça.


- Tempo suficiente para saber que você está ferrado, cara! – Ele falou se sentando na cadeira da escrivaninha. – Sua mãe abriu a porta... Eu realmente esperava por Elfos, ou alguma coisa horripilante...


- Os Elfos estão trabalhando na cozinha! – Expliquei me jogando de vez na cama.


- Entendo.


- Eu não sei o que eu faço. – Falei enquanto fitava o teto. – Eu tentei ignorar esse dia, achei que talvez ele demorasse mais para passar se eu apenas...


- Você não precisa contar hoje, sabe? – Alvo falou roubando minha atenção. – Poderia esperar mais alguns dias... Até estar preparado para isso!


- Tente explicar isso pra minha mãe, Alvo.


- O que sua mãe tem haver com isso?


- Eu prometi a ela que contaria até dia 31 de dezembro. E aqui estamos... Não posso mais adiar isso!


- Se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar...


- Na verdade tem. – Eu falei, voltando a me sentar. – Já é bem ruim contar isso pra Rose... Eu esperava poder adiar essa conversa com o...


- Sebastian? – Ele falou me encarando. – Ele vai ficar chocado... Se é que ele vai entender alguma coisa... Ele é tão pequeno...


- Eu não acredito que aceitei conhecê-lo... Já é ruim ter mentindo pra ela... Mas não, eu tinha que enganar o filho dela também!


- Eu não consigo entender porque isso seria tão difícil... Contar para Rose não é o fim do mundo! – Eu o encarei exatamente como meu avô encararia um trouxa, fazendo com que Alvo afrouxasse a gola de sua camisa. – Você é um sonserino, tinham suas briguinhas de crianças, e pronto. Só isso!


- Não é só isso, Alvo!


- Então o que é? – Ele perguntou se endireitado na cadeira. – Parece até que... Sei lá! Não dá para entender a paranóia, Scorpius.


- Eu sempre amei a Rose, quero dizer... Eu roubei um beijo dela na época da escola... Rolou algumas coisas... Ela me traiu e eu...


- Vocês namoraram? – Ele me perguntou confuso.


- Não, nunca tivemos algo sério, quero dizer, um relacionamento sério... Eu me senti traído...


- E como você pode ter certeza disso? Ou... Esperai, você já tinha ficado com a minha prima antes disso tudo? – Ele me olhou com uma cara que eu não conseguiria descrever. Descrente? Bravo? Nervoso? Curioso?


- Tinha! – Admiti envergonhado. – E eu tenho certeza dessa suposta traição porque ela mesma me contou! Bom, eu a ouvi contando! Isso que importa! Quer dizer, importava! Pra ela ainda importa! Que seja! Esse é o ponto, foi por isso que terminamos...


- Achei que nunca tinham namorado...


- Não namoramos! – Eu falei encarando-o, ele não prestou atenção no que eu havia contado?


- Se vocês não namoraram a minha prima nunca te traiu e vocês nunca terminara! – Ele começou a rir da própria piada sem graça, até se engasgar. – Espera aí!  – Ele falou levantando e começou a andar de um lado para o outro, quando de repente ele parou, me olhando lentamente. – Scorpius, quando foi isso?


- Isso o que?


- Isso de você ficar com a Rose.


- Porque isso importa agora?


- Só me responda! – Ele pediu nervoso.


- Ah, primeiro ano e no sétimo, depois da Cerimônia da Seleção.


- E vocês dois, sabe... Ficaram? – Ele perguntou... Ciúmes?


- Quer mesmo entrar nesse terreno, Potter? – Eu adverti antes de qualquer coisa.


- Eu só queria saber se vocês... Aquilo! – Ele enfatizou o “aquilo” como se houvesse necessidade.


- Eu entendi a sua pergunta! – Ele ainda me olhava com certa curiosidade. – Vou perguntar mais uma vez, Alvo, quer mesmo entrar nesse assunto?


- Quero! – Ele falou sem pensar. – Sim ou não?


- Eu não me lembro muito bem, eu estava bêbado, mas... – Era bom que ele não me socasse por isso! – Sim, a gente... Bom, você entendeu!


- Entendi! – Ele falou depois de um tempo em silencio. – Entendi muito bem, você que não entendeu!


- Eu não entendi o que, Alvo?


- Esquece. – Ele bagunçou os cabelos. – Eu preciso ir, vou avisar a Rose que vou ficar com o... – Ele não terminou de falar, passava a mão no cabelo em um movimento adoidado enquanto me encarava. – Puxa!


- Sebastian? – Completei sua frase sem entender o estado de espírito que Alvo chegara.


- Isso. – Ele falou indo á porta. – E continue treinando aquele teatro no espelho... Você é péssimo nisso!


- Obrigada pela dica! – Falei entre dentes.


- Sou apenas sincero! – Ele falou já no corredor, enquanto andava apressado.


 


- Rose, preciso te contar uma coisa... – Falei mais uma vez, encarando o espelho do meu quarto. – Merlin, como eu queria um vira-tempo agora!


 


*


 


Os convidados começaram a chegar lentamente. A música estava alta dentro da mansão e algumas pessoas já começavam a balançar o esqueleto no salão. Uma boa quantidade de Elfos Domésticos estavam espalhados pelo lugar, servindo a todos com os mais exóticos e variados aperitivos, as bebidas mais caras que podíamos oferecer.


Pessoas de todo canto do mundo fizeram questão de comparecer. Podia reparar em uma boa quantidade de penetras, algo que já esperávamos após a festa de fim de ano ser anunciada no Profeta Diário, todos os dias da semana.


- Scorpius! – Uma voz estridente encheu o salão. E Harriet veio correndo para me abraçar. – Como você está? – Não tentei responder, sabia que demoraria muito tempo para ela deixar eu falar alguma coisa. – Recebi seu convite com atraso... Tive que desmarcar quatro festas para poder vir até aqui, mas tudo bem, o importante é que você me chamou, não é mesmo? E quando eu cheguei, nem pude acreditar na quantidade de gente que encontrei até ver você! Toda turma de Hogwarts parece que veio, pelo menos todo mundo da sonserina compareceu... Não que eu esperava que eles não viessem, mas sabendo que uma boa parte deles está trabalhando do outro lado do mundo! Que seja, como você está?


- Estou ótimo, e você?


- Ah, que maravilha, estou ótima também! – Ela falou rindo e aproveitando para me dar outro abraço apertado. – Morrendo de saudades de você, é claro! E falando em morrer, parece que eu vou morrer solteira...


- Que exagero, Harriet, porque diz isso?


- Porque? – Ela arregalou os olhos como se a minha pergunta não necessitasse de respostas. - Paul, M.G, e até o idiota do Macken trouxeram uma namorada para a sua festa, e eu? Eu não! Tive que vir sozinha...


- Como se você precisasse de algum deles, Harriet!


- Eu sei, eu sei, mas é difícil ver todos os seus ex-namorados acompanhados, não é?


- Namorados? Desde quando você namorou o Macken?


- Ah, o Macken, nem me lembre! – Ela se lamentou mais uma vez. – E você?


- E eu o que? – Perguntei enquanto acenava para mais uma dúzia de convidados que chegavam.


- Você, sozinho. Se me contassem eu não acreditaria. – Ela riu como se lembrasse de alguma coisa. – Nenhuma louca desvairada aceitou te acompanhar dessa vez?


- Ah, você sabe... – Tentei quebrar o gelo.


- Quem ela é? – Harriet me perguntou com um sorriso no canto do rosto. – Se você me disser que é a Ofélia...


- Ofélia, Harriet? Mesmo? De todas as garotas que existem no mundo, você acha que eu ficaria com a Ofélia?


- Você não pode me culpar por achar isso. – Ela cambaleou para frente quando alguém esbarrou nela. – Você era todo Team Ofélia em Hogwarts!


- Team Ofélia? – Não consegui deixar de rir. – Eu nunca fui “Team Ofélia”.


- Oh, é verdade. – Ela falou rindo também. – Você era Team Weasley. – Ela tampou a boca depois de falar isso, como se percebesse o lugar onde estávamos. – Desculpe, Scorpius, você acha que alguém escutou? – Ela olhava para os lados nervosa, procurando algum sinal de fofocas.


- Não me importo se alguém escutar, Harriet. – Eu falei após um cafuné em sua cabeça. – Eu não me importo! – Percebi que sorria por isso, por não querer esconder de ninguém uma informação como essa.


- É, é engraçado mesmo, pensar que um dia você chorava por uma Weasley...


- Pois é, eu sei, um dia eu sofri por ela, mas hoje em dia, eu meio que...


- Mérlin! - Harriet interrompeu o que eu dizia, o que era bem atípico dela. Por mais que ela falasse mais do que a boca, ela sabia muito bem escutar as pessoas e esperar para fazer seus comentários. Seus olhos estavam abertos assim como a sua boca, olhando fixamente para o que estava atrás de mim. – Falando no diabo...


- Rose? – Perguntei olhando para trás, confirmando as minhas suspeitas. – Ela veio. – Falei sem conseguir ou querer esconder minha felicidade. – Com licença, Harriet. – Não olhei para ela ao falar. Harriet mais do que ninguém, sabia os efeitos da Weasley sobre mim.


 


Uma Weasley na mansão Malfoy.


 


Seu rosto levemente maquiado, mostrando uma beleza única. Os brincos de diamantes ressaltando os meus pensamentos de que ela é a mulher mais linda do mundo. Um vestido preto colado no corpo, mostrando discretamente todas as suas curvas, uma sandália de brilhantes, e um casaco de pele cinza que estava sendo deixado para trás, no Hall de entrada.


- Rose! – Falei abraçando ela por trás. – Que saudades! - Sua resposta foi jogar o corpo para o lado, não o meu lado, o outro lado.


- A cada dia que passa você fica mais louco, Malfoy. – Ela falou me fuzilando. – Você pode fazer o favor de me soltar?


- Como é? – Perguntei olhando assustado para ela e por toda aquela reação sem sentindo. – Malfoy? – Perguntei olhando para meu reflexo no espelho. – Ah, é!


- Ah, é o que? – Ela perguntou enquanto tentava se desvencilhar do meu abraço.


- Desculpe-me, Weasley. – Falei meio sem graça pela situação que eu mesmo me coloquei. – Fico feliz por você ter vindo.


- Fico feliz por você não tentar fazer com que eu sentisse necessidade de ir embora... – Ela falou ajeitando seu vestido. – Pelo menos, não de uma forma intencional. – Ela sorriu, do jeito mais asqueroso possível, o pior sorriso que ela tinha, aquele meio cínico, enquanto adentrava a mansão e me deixava para trás.


 


*


 


- Mico triunfal, Scorpius. – Uma voz falou logo atrás de mim. – De todos, esse merece um chapéu.


- Cala boca, Harriet. – Falei nervoso, ainda meio sem graça, enquanto andava em direção as escadas. – Vai ficar me seguindo?


- Ah, Scorpius, larga mão, com quem mais você quer que eu fique? – Eu olhei em volta e percebi seu desespero, todos os ex namorados de Harriet a encaravam enquanto ela passava, todos acompanhados. E conhecendo a extensa fixa dela, sabia que deviam ter muitos dos quais ela nem havia me contado.


- Então, vamos para o meu quarto... – Eu falei piscando.


- Vai sonhando. – Ela falou rindo e me acompanhando. – Onde estamos indo?


- Para o meu quarto!


- Eu estou falando sério.


- Eu também! – Falei rindo da cara que ela fazia. – Preciso me trocar.


- Se trocar? – Ela me olhou descrente, enquanto subíamos alguns lances de escada. – Pra que?


- Você vai ver...


 


 


 


 


 


***


 


 


 


 


 


- Você está definitivamente ridículo! – Harriet falou quando sai do banheiro. – Para de ser idiota, tira esse feitiço e vamos descer.


- Eu não vou tirar o meu disfarce. – Falei enquanto terminava de arrumar a gravata. – Como você espera que a minha namorada me beije?


- Você está namorando? – Ela falou excitada. – Porque não me contou antes?


- É complicado...


- Complicado? E quem é a sortuda?


- Rose.


- Rose? Rose Weasley? – E para a minha surpresa, Harriet teve um daqueles ataques de riso que só acontecem raramente. – Eu estou falando sério!


- Eu também! – Falei abrindo a porta do meu quarto. – Primeiro as damas.


- Como assim?


- É só cavalheirismo, Harriet, se quiser eu saio do quarto primeiro.


- Pare de mudar de assunto!


- Não estou mudando. – Falei apressado. – Vai sair ou não vai? Rose está me esperando!


- Rose está me esperando! – Uma imitação patética da minha voz, saiu de seus lábios.


- Quanto a você eu não sei, anda logo! – Falei empurrando ela do aposento. – E não fique muito perto de mim, não quero que ela ache que tem motivos para ter ciúmes.


- Para com essa brincadeira sem sentindo. – Ela corria para alcançar meus passos rápidos.


- A partir de agora me chame de Jack Daniel’s. – Alertei quando chegamos no salão.


- Jack Daniel’s? Como a bebida trouxa?


- Eu não estou encontrando ela! – Ignorei sua piada, até ela perceber meu desespero.


- Ali. – Ela falou apontando para o meio do salão. – Perto do seu primo!


- Phillip está aqui? – Perguntei feliz pela noticia.


 


 


 


 


 


***


 


 


 


 


- Vaughan. – Phillip falou em tom de educação forçada.


- Greengrass. – Harriet respondeu para o meu primo. – Weasley.


- Boa noite, Vaughan. – Rose respondeu encontrando meu olhar.


- Vejo que já conheceu o idiota do primo do Malfoy. – Harriet falou quebrando o gelo.


- É. – Rose respondeu vindo em minha direção. – Vejo que já conheceu meu namorado. – Ela falou se aproximando e selando nossos lábios.


 


 


Harriet me encarou como se não acreditasse que aquilo fosse verdade.


 


 


- Você está linda. – Abracei sua cintura, vendo-a se aconchegar em meus braços.


- Está falando por falar! – Suas bochechas se avermelharam, como se agradecessem o elogio.


 


 


Harriet mudava o apoio dos pés impaciente, sem acreditar no que estava vendo, e sem saber como reagir ou o que falar.


 


 


- Rose Weasley? – Uma pessoa tocou em seus braços para chamar sua atenção. Olhei curioso para o dono das mãos, e me vi encarando Heinz, meu chefe. Com o olhar me dizia que eu estava ferrado, estava sumido há semanas, sem dar noticias, e disfarçado sem autorização.


- Jack Daniel’s. – Ergui minha mão para cumprimentá-lo, me apresentando sem necessidade. Ele me cumprimentou de volta.


- Tenham uma ótima festa! – Ele ergueu sua taça para nós e soube imediatamente que teríamos uma conversa desagradável, assim que possível. Saiu sem dizer o que queria, passando com dificuldade por entre as pessoas.


- Aquele não era o seu chefe? – Rose perguntou em um sussurro confuso.


- Era. – Respondi ainda tenso.


- E ele não te reconheceu? – Sua pergunta era inocente, mas pude perceber que ela queria uma explicação.


- Provavelmente ele me reconheceu, mas não quis falar nada por eu estar disfarçado...


- Ah, é! – Ela falou constrangida, levando as mãos à boca. – É verdade, às vezes me esqueço desse detalhe.


- Eu também... – Falei respirando fundo por entrar nessa conversa.


- Mas já que você mesmo entrou no assunto. – Ela falou segurando meu braço. – Quando pretende tirar esse disfarce? – Não sabia o que responder, “agora?” “hoje?” por um momento pensei em ficar quieto.


- Mais cedo do que imagina! – Pensei no que teria que enfrentar em algumas horas. A noite que seria decisiva no meu relacionamento com ela. Precisava de uma bebida, urgente. – Vou pegar alguma coisa para beber. – Falei beijando sua testa e indo atrás de um Elfo Doméstico. Aquilo tudo era demais para mim, a noite estava começando e já me sentia um louco.


 


Levei um Elfo para onde estávamos, servi a Harriet e a Phillip com um copo de bebidas. Entreguei um copo para Rose. Enchi uma taça com Bebida dos Elfos para mim, que terminou em alguns segundos. Preciso de algo mais forte do que isso.


- Quero um whisky de fogo. – Falei para o Elfo que me trouxe uma garrafa com um sorriso no rosto, por estar sendo útil. – O que vocês estavam dizendo? – Perguntei para o grupo de pessoas ao meu redor.


 


- Phillip estava contando como conheceu a sua namorada. – Harriet falou desinteressada, como sempre mostrava estar ao lado do meu primo. Matei o conteúdo do meu copo, sentindo minha garganta arder como se estivesse queimando, vi meu copo se encher sozinho, em um passe de mágica.


- Hum? – Sibilei com falsa curiosidade, esperando por uma dessas histórias sem graça. O rosto de Rose se avermelhou. – E como foi isso?


- Nos conhecemos em uma festa. – Phillip falou brindando sozinho, piscando para Rose.


- Em uma festa? – Perguntei bebericando minha bebida. Rose não respondia, evitava meu olhar curioso, e ocupava sua boca com seu copo. – Que tipo de festa?


- Uma balada trouxa. – Phillip contou alegre. – Saudades daquela noite... – Seu comentário, parecia fazer sentido para Rose, que corava a cada palavra que meu primo dizia. – Não sabia que você era bruxa! – Ele falou pra minha namorada.


- Não sabia que você era parente dos Malfoy. – Ela falou pegando meu copo e terminando com meu whisky em uma careta. – Vamos dançar? – Ela perguntou pra mim, em meio a uma tosse.


- Vamos. – Respondi feliz por ela olhar finalmente para mim.


- Espera ai. – Harriet falou. – Quando foi isso? – Rose não respondeu, estava ocupada de mais, engolindo todo o meu whisky.


- Ah, faz um bom tempo... Uns cinco, seis anos? – Ele perguntou para Rose, que confirmou com a cabeça.


E foi quando as coisas começaram a fazer sentido. Meu primo Phillip Greengrass já conhecia a minha namorada, do tempo de Hogwarts. Só que Phillip nunca fez Hogwarts, ele era de Durmstrang. Não era nada de mais, mas Harriet havia percebido antes de mim.


Sim, Harriet sempre fora a minha melhor amiga. Quase parte da família... E ela sabia mais do que ninguém que eu amo Rose, com ou sem disfarce. Harriet sabe como eu sofri quando Rose me traiu, com o tal do Phill numa balada.


 


- Esse é o Phill? – Perguntei segurando o braço de Rose, com uma força desnecessária, querendo uma explicação.


- Eu não sei como você sabe disso, Jack. – Ela falou se soltando. – Mas sim, esse é o Phill.


- E você não pretendia me contar? – Perguntei alterado.


- Por que você acha que eu te chamei para dançar? – Ela perguntou calma. – Mas já que você prefere falar disso em público... Sim, Jack. Esse é o Phill que eu fiquei há quase seis anos atrás.


Foi mais ou menos depois dessa frase que eu soquei a cara do meu primo. Finalmente pude fazer o que eu sonhava desde que reencontrei Rose Weasley. Finalmente dei um soco na cara do idiota que a abandonou grávida. Mas tudo foi tão rápido que eu não esperava pelo soco que recebi de volta. E eu sai de lá. Sai do meio da confusão, como se não tivesse sido eu mesmo a começá-la. Pelo caminho peguei duas garrafas de Whisky de fogo. Fui em direção ao meu quarto.


 


Minha namorada tem um filho com o meu primo. A raiva que eu sentia, fez com que eu quisesse matar todo mundo que entrava no meu caminho. O álcool começou a fazer efeito, rápido como nunca antes havia feito. “Jack”, Rose me chamava ao longe.


 


Entrei com raiva no meu quarto, sem me importar em acender as luzes. Aos tropeços fui ao banheiro e tirei aquele disfarce ridículo. A primeira garrafa de bebida havia terminado, e eu já estava tropeçando pelo quarto.


 


Precisava voltar para a festa, mas não queria encarar Rose, não agora. Sabia que ela não tinha culpa, mas tinha que ser com o meu primo?


Meus cabelos estavam loiros e lisos, pelo menos assim ela não viria falar comigo, ficaria me procurando pela festa. Sou Scorpius Malfoy e vou dar uma surra em Phillip, que ele não vai querer duas.


 


 


- Jack? – O sussurro de Rose atravessou a porta do meu quarto. – Jack? – Ela estava desesperada. Ótimo! – Jack?


- Aqui. – Falei em derrota. Não adiantava me esconder para sempre.


 


 


Ela abriu a porta do quarto, podendo ver meu vulto no escuro. Fechou a porta atrás de si, e aos tropeços me encontrou.


 


 


- Quer conversar? – Ela perguntou nervosa. Não respondi. – Já faz muito tempo, e eu jurava até algumas horas atrás que ele era trouxa.


- Ele é um babaca mesmo. – Falei me sentando na cama.


- Eu quis dizer que eu não sabia que ele é um bruxo, e nem parente dos Malfoy’s...


- Não quero falar sobre isso. – Falei respirando fundo.


- Eu te amo. – Ela falou enquanto suas mãos tremiam de desespero. – Se você precisa de uma prova para isso... Eu estou no lugar onde jurei nunca entrar, por você.


- Eu também te amo. – Falei segurando suas mãos, que se acalmavam com o meu toque. – Eu acho que estou assim porque não consigo contar o tempo...


- Contar o tempo?


- Distinguir o que aconteceu com você, antes e depois de mim... É como se você tivesse ficado com ele agora, nesse exato momento.


- Mas eu não fiquei.


- Exato. – Falei abraçando sua cintura. – Desculpe. - Ela me beijou e eu soube que estava perdoado, soube que ela entendia meu ciúme. Seu corpo estava curvado para alcançar meus lábios, já que eu estava sentado. Levantei-me ainda beijando-a, ela me abraçou e fiz o mesmo.


 


 


Suas costas estavam nuas, devido o corte do vestido, pude sentir sua pele quente em contato com a minha mão. Como um cego, fui tateando seu corpo, até me deparar com uma fita em seu pescoço, puxei. Pude sentir o vestido dela caindo sobre seus pés. Ela apertou mais meu pescoço fazendo com que nossos lábios se prendessem um ao outro.


Não posso ser culpado pelo que se sucedeu. Com excitação puxei suas pernas para cima, até se enrolarem em minha cintura. Ela tirava minha gravata lenta, porém, decididamente. Encostei seu corpo seminu na parede, para ficar com as mãos livres. Percorri cada centímetro de seu corpo com as mãos agora livres. Ela desabotoava minha camisa. Enquanto beijava seu pescoço, ajudei a terminar o serviço.


A levei até a cama. Seu corpo ficou sob as cobertas. Sem pensar duas vezes fiquei por cima dela, assim que nossas roupas ficavam para trás.


Era isso. Precisava tê-la, domá-la, possuí-la, mas algo me impedia de prosseguir. Ao invés de avançar rapidamente, permaneci calmo, beijando-a em um ritmo rápido e excitante. Até que:


 


- Espera! – Sua voz saiu falha, buscando por ar. Suas mãos tremiam freneticamente, uma de suas manias que já estava ficando acostumado. – Eu... Bom, nós... – Ignorei o que ela não conseguia dizer e voltei a beijar o seu pescoço. Ela empurrou meu rosto com delicadeza, fazendo com que eu parasse.


- Fiz alguma coisa errada? – Perguntei um pouco preocupado.


- Não! – Ela falou firme. – Quer dizer, talvez... Eu não sei! – Ela falou com insegurança, começando a entrar em pânico.


- Você não quer fazer isso! – Afirmei, não precisava de uma resposta para saber que esse era o problema.


- Eu... Eu queria! – Ela falou com certeza, mostrando que eu não havia ultrapassado nenhum limite até agora!


- Mas não quer mais!


- É idiota...


- Qual o problema? Pode falar...


- Eu não quero fazer isso aqui!


- O problema é o lugar? – Isso me deixou mais aliviado, de qualquer forma.


- Estamos na casa dos Malfoy... – Ela se justificou.


- Quanto a isso...


- Jack, você sabe que eu e ele... Bem, que eu e o Malfoy... Você sabe que... – Essa era a hora, precisava dizer a verdade.


- Eu preciso te contar uma coisa, Rose. Quanto ao Malfoy, ele... Eu... Nós somos...


- Eu preciso te contar, Jack! – Ela interrompeu o que eu dizia. – E eu sei que é estranho querer falar sobre isso justo agora... E foi há muito tempo, mas... Pra tudo se tem uma conseqüência, e eu sei que você já deve ter percebido a conseqüência do que eu fiz...


- Eu não estou entendendo nada! – Eu a interrompi, o que quer que ela tenha para falar, não poderia ser mais importante do que a verdade que escondi dela. Essa era a hora de dizer quem eu sou. – Rose, eu, Jack Daniel’s sou um disfarce, e está na hora de dizer que eu na verdade sou...


- Que barulho é esse? – Rose me interrompeu mais uma vez, assustada.


 


Barulho? Fiquei possesso pela interrupção dessa vez, mas pude escutar o que ela escutava. Era um coro de vozes gritando ao mesmo tempo, porém não era de desespero, e sim de felicidade, ansiedade, expectativa! Era isso!


Dez segundos para cumprir com a minha palavra.


- NOVE!


Oito segundos para cumprir o que prometera para minha mãe.


- SETE!


 Seis segundos para contar para Rose que ela, na verdade, me odeia.


- CINCO!


- QUATRO!


- Eu na verdade...


- TRÊS!


- DOIS!


- Na verdade eu sou...


- UM!


 


Os fogos de artifício subiram ao céu com estrondo, iluminando toda à noite gelada que o inverno trouxera, iluminando todo o quarto em que estávamos. Ela olhou para mim, viu-me através da claridade que o céu proporcionava na virada do ano. O grito de alegria entrava pelas portas e janelas fechadas. Rose Weasley olhou dentro dos meus olhos, só conseguiu dizer uma única coisa...


- Malfoy?


 


E que a sorte seja lançada!


 

N/A:

- LUMUS!


ACHO QUE PRECISO ME DESCULPAR PELA DEMORA, NÃO É MESMO?

A DESCULPA É A MESMA DE SEMPRE (FACUL, FACUL, FACUL)


MAS POR MAIS CANSATIVO QUE SEJA IMPLORAR, POR FAVOR, UM COMENTÁRIO?

LEMBREM-SE DE VOTAR NA FIC!

- NOX!

 Ana C.R.

PS: A primeira que leu esse capítulo foi a Anna (acho que ela ainda não é leitora aqui na FEB) mas é uma amiga aqui de Jundiaí que viaja para a facul todos os dias comigo...
E a Nikki também deu uma espiada.

Agradeço as duas pelo capítulo.

E se vocês não gostaram do que leram, matem a elas e não a mim, porque elas gostaram!
 

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Comentários (14)

  • Ana Potter Weasley Malfoy

    *vomitando arco-íris aqui* rsrsrsrsrsEsse cap ficou muuiitooooo perfeito!!!!! E o final então... na verdade eu estou sem palavras demais, então né... E o Phil era primo do Scorpius. Eu fiquei aqui de boca aberta quando eu li e na verdade ainda estou tendo problemas para mantê-la fechada agora... Todos os seus personagens são geniais de qualquer jeito, e agora tipo... não dá para, na situação do Scorpius, não odiar o Phil! Bjs e continue assim! :D P.S.:eu ameeei esse capítulo! E a fic toda também...

    2012-05-06
  • Lana Silva

    Eu simplesmente ameiiiiii o capitulo Ana *-* tava morrendo de saudades da fic, misericordia. Fiquei super feliz quando vi a atualização da fic. E nossa que capitulo foi esse ? Eu fiquei besta aqui, com  o jeito que o Scorpius foi revelado e tal, mas agora vem a questão, será que Rose vai entender que foi ele ou vai achar que é uma mega armação do Scorpius para ficar com ela ? Eu ri demais com o começo do capitulo e as "tentativas" do Scorpius, ensaiando coitado para Rose, quando contasse...O Alvo é uma onda sempre sempre, e a Harriet ? Ameiiii ela indo de um lado para o outro com o Scorpius, acho que ela faria um bom par com o Alvo kkkk os protetores e melhores amigos. Eu nem imaginava que ela ia descobrir assim, nossa agora a Rose vai pirar...Phill mereceu o soco, mesmo não sendo ele o pai do Sebastian, mas mereceu bastante. Agoraaaaaaaaaaa o que vai acontecer ? Tô mora de curiosidade aqui Ana O.O, nervosaaaaaaaa, louca pra saber o que vai acontecer com esses dois, e pirando pra saber se ela vai achar que é realmente uma armação do Scorpius.O capitulo foi divooooo demais, ri bastante Harriet  é louca demais kkkkkkkkkkkkkkk falando dos Exs misericorida, eu ri com o Alvo e o Scorpius até o fim me fez rir, quero maiiis, já tô doida pelo próximo capitulo flr, e boa sorte na faculdade. bjooos! 

    2012-05-05
  • Babs Malfoy

    OMGGGGGGGGGGGGGGGG *-* que perfeição de capítulo e que malvadeza parar nessa parte DDD: poste o mais rápido que puder heinn *-*

    2012-05-05
  • Nikki W. Malfoy

    como assim mate a elas?Eu não tenho culpa que eu tenha gostado! Amei tudo e esse final foi sensacional!(a parte dos fogos e ela descobrindo foi d+)hsauhsahsuahsuh. Não, agora é serio, adorei td o cap. e já estou mega anciosa para saber o que vai acontecer agora, ele tem que descobrir LOGO que o Seb é filho dele!Ta bom... amei tudo.   

    2012-05-05
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