Os Dois Lados



CAPÍTULO 27: OS DOIS LADOS



O carro de Antônio pousou na frente de uma pequena cabana de madeira. Na frente dela encontrava-se um homem alto, de olhos azuis, escondidos pelos óculos circulares, e cabelos negros, magro e com um rosto simpático. Ele olhou para os garotos, que estavam saindo do carro, e disse:



- Saudações! Meu nome é Richter e vou orientá-los na criação de dragões!



- Excelente! – Disse Antônio. – E quais as espécies que encontramos nessa reserva?



- Temos de todos os tipos! – Respondeu Richter. – Espero que gostem de ficar aqui!



- Esta é a cabana onde eles ficarão? – Perguntou Antônio.



- Sim! – Respondeu Richter.



- Então vamos pegando as malas! – Disse Antônio. Squall, Erick e Erunno pegaram suas malas e entraram na cabana. Na sala de estar encontrava-se uma lareira e uma pequena poltrona. Haviam três portas: Uma no canto esquerdo, que levava até o banheiro, uma um pouco mais à direita, que levava ao quarto, e uma no canto direito, que levava à cozinha. Os garotos colocaram as suas malas no quarto e saíram para despedirem-se de Antônio:



- Até mais, Antônio! Vamos ficar aqui nos próximos meses! – Disse Squall.



- Eu sei, Squall! – Disse Antônio. – Bom, até mais! Tenho que voltar! Juízo!



- Pode deixar! – Disse Squall, vendo o tio entrar no carro e levantar vôo.



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- Anna! – Chamou Lílian.



- O que? – Perguntou Anna.



- Podemos ficar aqui? – Perguntou Lílian. – O resto do trem está cheio!



- Claro que podem! – Respondeu Giulia.



- Obrigada! – Disse Lílian, sentando-se e fazendo sinal para duas outras garotas entrarem. A primeira a entrar tinha longos cabelos loiros e olhos cor-de-mel, ela era muito bonita e estava com as vestes de Hogwarts. Estampado em seu uniforme, encontrava-se o brasão da Grifinória, determinando sua casa. A Segunda a entrar tinha lindos cabelos castanhos e olhos igualmente lindos e castanhos. Usava as vestes da grifinória também e tinha um lindo sorriso estampado na cara.



- Err... oi! – Disse Rachel, após alguns minutos em que todos ficaram em silêncio. Lílian abriu a boca para falar alguma coisa, mas uma voz a interrompeu. Uma voz que fez a garota revirar os olhos:

- Olá meninas! – Disse Thiago, entrando na cabine.



- Oi Thiago! – Disse Giulia sorrindo, aparentemente, ela foi a única a fazê-lo, pois Anna estava perdida em seus pensamentos, Christyne estava quase dormindo, Lílian jamais gostou de Thiago, ao que pareceu, as duas outras garotas não estavam muito felizes e Rachel estava séria.



- Viu Pontas? – Disse uma outra voz, esta fez a garota loira sair de um certo “transe” em que estava. – Parece que a nossa amiguinha tem a personalidade do irmão! – Sirius Black entrara na cabine.



- Oi meninas! – Disse um Remo feliz, mas, quando seus olhos pararam na garota de cabelos castanhos, o garoto corou violentamente.



- Pedro Pettigrew, não entre nessa cabine! – Disse Sirius.



- Por que não? – Perguntou Giulia.



- Não acha que já estamos apertados demais aqui? – Perguntou Sirius, sentando-se entre a garota de cabelos castanhos e a garota loira, que revirou os olhos. – Cooper, não quer ir para a outra cabine?



- Claro, Black! Pode ficar com o meu lugar! – Disse a garota dando um sorriso sarcástico e revirando os olhos logo em seguida.



- É verdade! – Concordou Thiago, no que poucos riram, sentando-se ao lado de Lílian, que revirou os olhos novamente.



- Potter, não acha que este banco já não está apertado demais? – Perguntou Lílian.



- Não! – Respondeu Thiago. – Assim está bom! – Continuou, pousando um braço no ombro de Lílian.



- Potter, tire essa pata de mim! – Disse Lílian.



- Tudo bem, amor! Não precisa ficar furiosa! - Disse Thiago.



- POTTER, EU NÃO SOU SEU AMOR! – Gritou Lílian.



- Calma, minha ruivinha! – Disse Thiago.



- NEM SUA RUIVINHA! – Lílian gritou mais alto. – É EVANS, POTTER, EVANS!



- Remo, te senta! – Disse Giulia, observando a briga.



- Obrigado! – Disse Remo, sentando-se ao lado da garota.



- Pedro, você pode entrar! – Disse Christyne.



- Oba! – Disse Pedro, entrando e se sentando ao lado de Remo.



- Onde está a Alice? – Perguntou Anna, quando Lílian parou de xingar Thiago.



- Aonde será? – Ironizou a garota de cabelos loiros.



- Que pergunta a minha! – Riu-se Anna.



- Err... posso perguntar quem são vocês? – Perguntou Christyne.



- Ah! – Exclamou Lílian. – Esta é a Gween! – Ela apontou para a garota loira. – E esta é a Emilly! – Apontou para a garota de cabelos castanhos.



- Prazer! – Disse Giulia.



- Digo o mesmo! – Disse Christyne. – Não é, Anna? Anna?



- Ahn... Que? – Perguntou Anna.



- Anna, você está muito estranha! – Disse Lílian.



- É mesmo! – Concordou Giulia.



- Ah! Não é nada! – Disse Anna. – Só estava pensando.



- Pensando no Squall? – Perguntou Lílian.



- É! – Respondeu Anna, segurando o choro.



- Olha, Anna! – Disse Lílian. – Não acho que o Squall pudesse fazer isso!



- Não sei se posso confiar! – Disse Anna.



- Claro que pode! – Disse Giulia, sorrindo. – Olha o Hermes ali!



- Quem? – Perguntou Anna.



- O Hermes, a coruja do Squall! – Respondeu Giulia, abrindo a janela e tirando um pergaminho da perna da coruja. – E a carta é pra você!



- Então leia! – Disse Rachel.



- Aí vai: - Disse Giulia. – “Anna, não é o que parece! Eu juro que foi a Sammara que me beijou, e ela não sabia que eu tinha você! Espero que entenda! Ass: Squall.”



- Eu disse! – Exclamou Lílian. – O Squall jamais faria isso!



- Concordo com a Lily! – Disse Rachel.



- Mande a carta para ele, Anna! – Disse Giulia.



- Está bem! – Disse Anna. – Eu mando! – Ela pegou um pergaminho, uma pena e um tinteiro e começou a escrever. Quando ela terminou, amarrou a carta na perna de Hermes e a coruja levantou vôo.



- Fez bem, Anna! – Disse Lílian.



- Eu sei! – Disse Anna.



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- Squall, não é a sua coruja? – Perguntou Erick, numa linda manhã.



- É sim! – Exclamou Squall. – Será que Anna mandou uma carta?



- É o mais provável! – Disse Erick. Squall assobiou alto e a coruja pousou no ombro do garoto.



- O que trouxe, Hermes? – Perguntou Squall. A coruja esticou a pata onde a carta de Anna estava amarrada. Squall pegou-a e começou a ler:



“Squall, acredito em você! Peço desculpas pelo meu comportamento e gostaria de saber se você me perdoa! Um beijo! Ass: Anna”



- Ela me desculpou! – Disse Squall, sorrindo.



- Que ótimo! – Disse Erick.



- Meus parabéns, Squall! – Disse Erunno.



- Chega de papo! – Disse Squall. – Vamos cuidar dos dragões!



- Hoje faremos o que? – Perguntou Erunno.



- Alimentaremos os dragões! – Respondeu Erick.



- Excelente! – Disse Squall.



- Excelente? – Perguntou Erunno. – Deve ser um tédio!



- Tédio nada! – Disse Squall.



- Deve ser divertido! – Disse Erick. – Quero dizer, se nenhum dragão resolver nos almoçar!



- Nada irá acontecer! – Afirmou Squall.



- Assim espero! – Disse Erick.



- É! – Concordou Squall, caminhando junto com os dois até a reserva dos dragões.



- Bom dia! – Disse Richter ao longe.



- Bom dia! – Disseram os três garotos.



- Estão preparados para alimentar os dragões? – Perguntou Richter.



- Estamos! – Disseram os garotos, animados.



- Vocês alimentarão primeiro os Olho-de-Opala, com carne de carneiro, é óbvio! – Disse Richter, entregando, para cada um, um enorme caixote de madeira muito pesado.



- Eles são muito ferozes? – Perguntou Squall.



- Não muito! Eles só matam quando estão famintos! – Respondeu Richter. – Agora vão!



- Sim senhor! – Disse Squall, correndo junto com os outros garotos até a entrada da reserva.



- Onde será que estão eles? – Perguntou Erick, enquanto os três caminhavam pela reserva.



- Acho que estão no vale! – Disse Squall. – Devemos estar perto!



- Muito perto! – Exclamou Erunno, paralisado.



- Olha aquilo, Erick! – Disse Squall, observando um enorme dragão, de escamas nacaradas e olhos iridescentes sem pupilas, deitar-se no chão, perto de muitos outros iguais. Os ninhos dos belos répteis estavam cheios de grandes ovos cinza-claro, parecidos com fósseis.

- Como vamos alimentá-los? – Perguntou Erick.



- Não ouviu o que o Richter disse? – Perguntou Squall. – Eles não nos atacarão!



- Então vai você na frente! – Disse Erick.



- Vou mesmo! – Disse Squall. Ele se levantou e caminhou até os dragões, lentamente. Um dos maiores do bando se levantou e recuou um pouco, mas sentiu o cheiro do conteúdo da caixa e abaixou o enorme focinho até Squall. O garoto Abriu a caixa e retirou alguns pedaços de carne. Os dragões se aproximaram e Squall começou a jogar a carne para os belos animais. Erick e Erunno se aproximaram e fizeram o mesmo. Squall acariciou o focinho de um pequeno filhote que catava mais carne dentro do caixote. Após um acidente, que resultou na queima de suas vestes, Squall, Erick e Erunno voltaram para a cabana.



- Dia agradável, não? – Perguntou Squall, retirando a varinha do bolso e concertando suas vestes.


N/A: Nhaaaaaaaai! Eu ñ tenho mais idéias! i.i E ñ vô mais postah c ñ comentarem, viram? Um abraço!

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