Draco



N/A: Gente, achei bom colocar aqui como o nosso Draco foi cruelmente espancado, antes de continua com a cena da Gina encontrando ele...Só para explicar melhor o que aconteceu ok? Desculpem por não ter posto no primeiro capitulo mas eu não sabia como descrever e a idéia só me veio agora. Espero que gostem, Beijos...Vivian Malfoy



Draco havia tomado uma difícil decisão...Não se tornaria um comensal da morte como seu pai tanto queria. Não conseguia se ver servindo a alguém como Voldemort e nem chamando-o de Lord, achava tudo isso ridículo.



Draco não se considerava bom, achava que jamais seria assim, mas também não era o mau que todos pintavam...Draco era um garoto normal a medida do possível. Fora criado daquela maneira, sem carinho, atenção, amor...Por isso não sabia o que os mesmos significavam. Seu pai sempre lhe ensinara a ser frio, indiferente, esconder seus sentimentos a qualquer custo...E ele o fez...



- Mas não deveria ter feito...- pensou Draco, deitado em sua cama, no dormitório do sexto ano da Sonserina.- Por seguir meu pai acabei sozinho, sem amigos e uma pessoa fria, sem sentimentos que consegue afastar todo mundo que chega perto.- Draco surrou o próprio travesseiro.- Acho que não ser um comensal foi a decisão mais acertada que tomei.



- Pelo contrário...Meu filho. Não poderia ter tomado decisão mais errada..- uma voz fria cortou o silêncio do dormitório, era Lucio Malfoy.



- Pai? O que o sr. Está fazendo aqui, no meu dormitório?- Draco estava visivelmente apavorado.



- Vim aqui ter uma conversinha com você sobre...A sua infeliz decisão.- Lucio deu uma risada sarcástica e, de trás dele saíram mais três homens com roupas de comensais.



- O que pretende fazer comigo Lucio?- Draco mudara seu tom de voz de apavorado para de completo pânico.



- Vim mostrar a você que comigo não se brinca, moleque insolente.- Lucio olhou-o com extremo ódio.- Quem você pensa que é para recusar um presente como esse, que o Lord lhe ofereceu?- agora Lucio segurava o filho pela gola do pijama.



- Presente? Não vejo nada que se pareça com um presente, nesta proposta de Voldemort.- Draco tinha um tom sarcástico na voz.- Eu já falei que não vou ser um comensal e minha decisão não mudou.



- Então, vai receber as conseqüências...Meu filho.- Lucio saiu puxando-o para fora do dormitório.



- O que você vai fazer?- Draco quase gritava.



- Vou te ensinar uma lição, seu moleque. Ninguém brinca com Lucio Malfoy!



- Vai ter troco, Lucio- Draco falou tentando passar um tom de ameaça.



- Isso se você estiver vivo para tentar...- disse Lucio, friamente.



Draco entrou em completo pânico. Seu próprio pai iria matá-lo e ele nada poderia fazer contra quatro comensais.



Sentiu-se jogado na grama fofa dos jardins e logo em seguida uma dor insuportável...A maldição Cruciatus. A dor logo parou e Draco sentiu seu corpo ser quase que rasgado por, o que pareciam, chicotadas. Levou também chutes e socos por todo o corpo, fora as maldições que seu pai lhe mandava a intervalos.



Pensou que não suportaria aquilo por muito mais tempo. Sua respiração era difícil, mal conseguia mover o tórax por causa das dores...Sua cabeça parecia que ia explodir quando sentiu uma forte dor no rosto e gosto de sangue na boca...Não sentiu mais nada, perdera os sentidos.



- Já chega, o moleque está morto. Acho que agora ele aprendeu a lição.- Lucio deu uma gargalhada fria e se dirigiu aos outros comensais.- Vamos embora logo, antes que alguém perceba a nossa presença...



Os quatro saíram correndo pelo gramado deixando para trás um corpo caído na grama. Mal sabiam eles que alguém estava a observar a cena da janela da torre da Grifinória...



- Malfoy...



O garoto pareceu se mexer á menção do seu nome, mas não deu nenhum outro sinal de estar cociente. Gina não sabia o que fazer, nunca passara por uma situação como aquela e pior, não tinha a quem pedir ajuda. Já passavam das 3 da manhã e a garota temia que Malfoy não agüentasse esperar por ajuda “competente” como ela mesma disse.



- Eu tenho que fazer alguma coisa rápido!- Gina começava a se desesperar.- Vou ter que levá-lo para a Ala Hospitalar, só a Madame Pomfrey pode ajudar...Mas como eu vou levá-lo? Nunca fui boa em feitiços de mobilidade...



Gina ficou por alguns segundos observando o corpo inerte à sua frente. Draco era muito maior que ela e, logicamente, mais pesado. “Ele não vai acordar, Merlin! Vou ter que tentar o mobilicorpus...Seja o que Merlin quiser...” pensou Gina.



- Vamos lá Gina, você sempre foi uma excelente aluna em feitiços, esse não deve ser complicado...- Gina apontou a varinha para Draco e murmurou.- Mobilicorpus!



O corpo de Draco flutuou a alguns centímetros do chão. Como Gina imaginara, o corpo do garoto era pesado, e ela teve dificuldades em conseguir manter o feitiço. Tirando forças de sabe-se lá onde, Gina conseguiu guiar Draco para dentro do castelo.



Mais uma vez, por sorte, nem Filch nem madame nor-r-ra estavam no caminho. A Ala Hospitalar não ficava muito longe do saguão de entrada, mas por causa do peso que carregava, Gina teve a impressão de andar por horas dentro do castelo.



Ao chegar na Ala Hospitalar, Gina depositou Draco no chão e começou a bater freneticamente na porta. Madame Pomfrey que aquela hora dormia ainda, correu a abrir a porta com um certo mau humor pois notou que Gina encontrava-se no mínimo bem e por tanto não tinha motivos para bater em sua porta aquela hora.



- O que foi Weasley? Por que veio bater aqui a estas horas? Aconteceu alguma coisa com você?- perguntou madame Pomfrey visivelmente mau humorada.



- Não, comigo não ha nada de errado. O problema é com o Malfoy...



- O que tem o senhor Malfoy?- interrompeu madame pomfrey.



- Bom, não sei direito mas...Estava na janela do meu quarto quando vi alguém sendo espancado, quando desci encontrei-o na grama deste jeito...- Gina apontou para o corpo no chão ao seu lado.



Madame Pomfrey soltou um grito, horrorizada. Agora, na luz, era possível ver o tamanho do “estrago” feito pelos comensais. Draco estava muito machucado. Sua boca estava sangrando, seu supercílio aberto, a roupa apresentava rasgos enormes de onde apareciam vergões roxos e vermelhos nas costas e costelas de Draco, sua cabeça também possuía um corte deixando assim seus lindos cabelos platinados vermelhos de sangue.



- Meu Merlin!! O que fizeram com ele??? Quem seria covarde o suficiente para deixar em Malfoy essas marcas?- Madame Pomfrey deixava lagrimas caírem por seu rosto.



- Eu não sei direito, pode ser que eu esteja enganada. Afinal estava no alto da torre, mas quando os vi espancando Malfoy tive certeza que eram...Comensais...- respondeu Gina apreensiva.



- Comensais, em Hogwarts? Meu Merlin, temos que avisar o prof. Dumbledore! Mas antes temos que cuidar do sr. Malfoy.



- Então eu já vou indo Madame Pomfrey. Acho que não tenho mais nada o que fazer aqui.- Gina disse indo em direção a porta.



- Não senhora! Eu preciso de ajuda aqui, não posso cuidar dele sozinha. Existem mais pacientes na Ala Hospitalar e o sr. Malfoy precisa de atenção especial.- falou madame Pomfrey severamente.



- A senhora quer a minha ajuda? Mas eu não sei mexer com isso direito e, acho que Malfoy não iria gostar de saber que uma Weasley está cuidando dele...- Gina começou a se explicar.



- Srta. Weasley, o sr. Malfoy não tem que gostar ou não de quem está cuidando dele. E não foi a srta. mesmo quem disse que gostaria de ser medibruxa? Então, está na hora de praticar.- madame Pomfrey respondeu em tom casual.



- Mas...- Gina ia retrucar, não estava afim de aturar um Malfoy metido a besta, nojento e que xingava sua família, mas Madame Pomfrey foi taxativa.



- Não tem mas nem menos, de manhã mesmo vou falar com o prof. Dumbledore, para que você seja dispensada das aulas, pelo menos nos primeiros dias. Vou dar uma olhada no estado físico de nosso paciente, amanhã quando você chegar já devo ter um diagnóstico e poderemos começar a agir.



- Ah...Certo então. Amanhã na hora do almoço eu me apresento aqui e começamos.- Gina falou em tom derrotado.



Madame Pomfrey lhe deu mais algumas instruções e permitiu que a garota fosse embora.



Gina saiu pisando duro da Ala Hospitalar. Não se conformava em ter que dar uma de enfermeira para Malfoy. Se bobeasse, quando ele saísse do Hospital espalharia para o colégio todo que ela, uma “Weasley pobretona” como ele gostava de chamar, estava trabalhando como enfermeira dele para poder ganhar algum dinheiro e sustentar a família “super populosa”.



- A Merlin! Por que eu tive que ajudar aquele nojento? Deveria tê-lo deixado morrer ali, pelo menos não teria que agüentar ele depois. Garanto que vai me humilhar o resto do ano, com aquela superioridade toda dos Malfoy...- Gina repreendia a si mesma.



Mal sabia ela o que estava por vir...

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