Entre Letras e Letrinhas




N/A; Dessa vez não tenho desculpas para a demora em postar. Agradeço pelos comments e por aqueles que se preocuparam com a minha saúde (sim, estou viva). E mais ainda aos fãs que mesmo depois de tanta demora voltem a ler esta fic. ~~~Thanks~~~~


Entre Letras e Letrinhas
Capítulo 11

Harry não conseguiu domir. Imagens como Tonks sendo torturada não saiam de sua cabeça. A busca pelos Horcruxes era outra coisa que conseguia tirar seu sono. Felix Felicis sem dúvida ajudou seus ânimos e sua esperança reavivou, mas ter que usar o antigo livro de Snape de Porções Avançadas conseguiu perturbá-lo ainda mais. Pela manhã falariam com McGonagal que passaria na Ordem antes do almoço e pediriam permissão para ir a Hogwarts. O garoto ainda não conseguia imaginar a escola sem Dumbledore... o que o fazia lembrar de Snape, e que precisaria da ajuda dele para fazer a Felix Felicis.

Ele se levantou com o nascer do sol. Estava péssimo. Desceu as escadas em direção da cozinha, mas na sala algo chamou sua atenção. Narcisa Malfoy estava dormindo no sofá. Estava vestida com a roupa do dia anterior, o que indicava que ela devia ter sentado ali para descansar e acabou dormindo. Ele pensou no Malfoy sozinho dentro da sede da Ordem e a idéia não lhe agradou. Passou sem fazer barulho em direção ao quarto da sra. Malfoy.

A porta estava aberta e quando Harry espiou á para dentro teve uma grande surpresa ao constatar que ele NÃO estava sozinho. Hermione estava em pé ao lado da cama e Gina sentada ao lado dele. O ex-sonserino estava dormindo tranquilamente tento o sono velado pelas meninas.

- Eu ainda acho que ele está muito pálido Gina...

- E olha que ele já melhorou bastante Mione.

- Enquanto ele não puder se alimentar direito, não vai melhorar...

- Mas o curandeiro disse que por enquanto só porções...

Malfoy se mexeu, Gina ajeitou os lençóis cobrindo-o com carinho. O queixo de Harry caiu.

- O que vocês duas pensam que estão fazendo?

As garotas se voltaram para olhar Harry e levaram os dedos aos lábios.

- Shiiiiii!!

Harry cruzou os braços indignado.

- Virginia Molly Weasley, levante-se já dessa cama!

- Porque? – ela perguntou.

- Porque eu não quer que fique aí.

- Mas você disse que não sou mais sua namorada.

- Isso não é motivo para você ficar na mesma cama que o Malfoy!

- Vocês dois – Hermione interveio – vão brigar lá fora ou vão acabar acordando ele.

- Que história é essa de ficar se preocupando com esse Comensal da Morte, Hermione?

- Harry Potter! – Gina se levantou – pare já com isso! Nós duas só estamos cuidando dele enquanto a sra. Malfoy foi descansar. Portanto fale baixo, ele precisa descansar...

- Gina? Mione? É o Malfoy, lembram? O MALFOY!

Com o barulho que Harry fez, Draco acordou.

- Weasley...

Gina se voltou para ele.

- Sua mãe foi descansar Malfoy. Agora espera um pouco que eu já volto, ta?

Ela pegou Harry pelo braço e o tirou do quarto. Estava zangada.

- Harry James Potter, o que você pensa que está fazendo?

- O que EU penso que estou fazendo? O que VOCÊS pensam que estão fazendo?

- Você sabe que eu sou apaixonada por você Harry, não precisa ter ataques de ciúme. E quanto a Mione, deixa o Rony ter os ataques por ela.

- Não é ciúme! Será que vocês não tem noção do perigo? Ele pode matar vocês...

- Ele nem está com uma varinha. Agora para de dar chilique, eu gosto de você e a Mione gosta do Rony, não tem com o que se preocupar.

- Não posso acreditar que você não me entendeu.

- Então deixa eu ver se VOCÊ me entende Harry.

Gina o enlaçou em seus braços e o beijou.

Hermione sentou-se na cama ao lado de Malfoy.

- Você está melhor? - falou de mansinho.

Só então o loiro notou QUEM era a outra pessoa no quarto. Num reflexo, ele tentou se sentar na cama, mas tudo o que onseguiu fo soltar um gemido de dor quando o movimento avivou a dor em seu peito. Rindo, Hermione o ajudou a deitar outra vez.

- Tem que ficar quieto se bobo, senão vai se machucar.

- Aiii – suspirou tentando conter a dor – Granger...

- Hermione tentava não olhar aqueles olhos cinzas que a observavam. Enquanto ele dormia, seu rosto transparecia uma inocência tamanha que a garota não pode deixar de lembrar daquele garotinho que viu na penseira brincando com um dragão. Ela ajeitou os lençóis que ele havia desarrumado quando tentou levantar.

- O que faz aqui Granger? - ele parecia curioso.

- Sua mãe foi descansar e deixou a Gina olhando você. Eu preferi não deixa-la sozinha.

- Minha mãe deixou a Weasley aqui? – aquela voz arrastada, típica de Malfoy.

- Você se surpreenderia se eu te contasse o quanto elas estão ficando amigas.

- Só o fato delas se falarem já me surpreende!

Mione riu. Quando terminou de arrumar os lençóis ergueu a cabeça, ele ainda a olhava. Um olhar atencioso que ela nunca tinha visto nele.

- Narcisa Malfoy é até simpática, nem dá para acrditar que pôde ter tido um filho como você.

- Muito engraçado Granger.

- Sério! Diferente de você, ela não se importa com sangue-puro ou essas bobagens.

- Ah Granger – ele hesitou – talvez eu nem me importe tanto assim...

- Não?

- Não mais... – ele se calou, mal acreditando que havia dito tal loucura.

- Não queria te acordar – Carlinhos falou sentando ao lado de Narcisa Malfoy.

- Tudo bem, eu nem devia ter dormido. – ela ajeitou os cabelos desalinhados – Lupim ainda está zangado comigo?

- Não sei, ele ainda não saiu mais do quarto. Deve estar zangado com ele mesmo.

- Não queria dizer aquilo, eu não acho que a culpa foi dele ou dos outros. Mas ele ficou me atacando, perdi o controle...

Tudo bem, eu também não acho que ele pudesse te atacar daquele jeito, você não tem culpa pelo que o Lúcio Malfoy faz... afinal, vocês não estão mais juntos, não é?

Ela confirmou com a cabeça. Tentou ajeitar a roupa que vestia e havia amarrotado enquanto cochilava no sofá. Mais uma vez tentou ajeitar os cabelos.

- Nossa, eu devo estar horrível – comentou rindo.

- Eu acho que você está linda – ela o olhou descrente – alias, acho isso em todas situações.

- Está tentado me seduzir, Carlos Weasley?

- Eu? Estou só sendo sincero... quer dizer... educado. É, educado!

Os dois começaram a rir.

- Gina, quantas vezes eu terei que te dizer que eu não POSSO ficar com você?

- Se você não vai ficar comigo, porque se zangou ao me ver perto do Malfoy?

- Ele fez uma lavagem cerebral em você? Ele não presta!

- olha Harry, quando quiser conversar comigo, tudo bem. Mais agora eu VOU cuidar do Malfoy, como prometi para a mãe dele. E não vem me atrapalhar.

Ela deu as costas a ele e entrou no quarto onde Malfoy e Mione conversavam. Harry revoltado, deu as costas e voltou por onde veio. Ao chegar a sala encontrou Carlinhos e a sra. Malfoy rindo como adolescentes. A raiva só cresceu dentro dele.

- A senhora não tem mais nada para fazer não? – eles pararam de rir – Algo como cuidar de seu filho machucado? Aquele Comensal da Mote acordou e está ao cuidado de duas garotas que ele gostaria de matar.

Sem esperar uma resposta ele subu a escada de dois em dois degraus e foi se fechar no quarto onde Rony ainda dormia. Os dois na sala trocaram um olhar.

- não liga, Narcisa. Ele deve ter brigado com a Gina.

- É melhor eu ir olhar o meu filho, depois nos falamos. – ela foi ver Draco.

- Ai Merlin, que loira! – ele pensou alto.

- Está falando da Narcia Malfoy, Carlinhos?

- Pai - péssimo momento para o sr. Weasley chegar.

- Que história é essa rapaz?

- Nada, história nenhuma. Vou ver se a mamãe está precisando de ajuda – ele escapou para a cozinha.

- Era só o que faltava – pensou Arthur consigo.

***

Durante o almoço falaram com a prof. McGonagal e marcaram a ida a escola para o dia seguinte. Harry passou a refeição toda olhando para Gina. Moody, McGonagal, Lupin (ainda muito abalado) o sr. Weasley (desconfiado), Carlinhos, Neville e Narcisa estavam presentes na mesa. Carlinho sentado diante de Narcisa a observava, enquanto era observado por Arthur. Claro que ninguém percebeu, nem o trio. Rony estava observando Mione que parecia estar com o pensamento em um quarto ali perto. Harry estava irritado enquanto olhava Gina e a sra. Malfoy cochichando. As duas pareciam estar se dando muito bem. Por vezes elas olhavam para Harry e começavam a rir, o que irritou ainda mais o garoto.

- Harry deixa a Gina, ele está bem com a sra. Malfoy.

- Este é o seu ponto de vista Hermione.

Ela riu.

***

NO dia seguinte finalmente foram a escola. Depois de pedir autorização a McGonagal para usar o estaque de ingredientes para porções e acesso a todas as áreas do castelo Mione e Rony foram para a sala comunal da Grifinória e Harry a Sala Precisa.

O garoto parou um pouco diante do Armário do Sumidouro revolyado consigo mesmo. Ele o vira ali quando fora guardar o livro, mas como ia imaginar que era aquilo que Malfoy estava consertando? Ele pegou o livro surrado e saiu da sala.

Na Grifinória, Rony e Hermione estavam esperando-o.

- Pegou? – Rony se adiantou.

- Está aqui. – Harry entregou o livro a Hermione como se se livrasse de um grande peso.

Era estranho estarem os três na sala comunal vazia. Mione sentou-se na mesma mesa de estudos onde costumava estudar para os exames, os garotos a frente dela esperando enquanto ela olhava o índice em busca da porção Felix Felicis. Finalmente ela abriu na página em questão. Estava cheia de anotações.

- Harry, sinceramente, eu acho que só você é capaz de decifrar essa letra – ela balançou a cabeça desnorteada – é ainda menor do que a da carta!

- Nossa Hermione – ele se aproximou do livro – definitivamente não sei como em cinco anos de aulas de porções você nunca notou como a letra de Snape era feia e quase ilegível. Afinal, como você lia as instruções no quadro negro?

- Simples, no quadro negro ele escrevia em letra de forma. Passei cinco anos acompanhando a letra dele no estilo de letra de imprensa, se fosse escrito assim eu não teria problema nenhum em ler... hã?

A garota cortou a frase pela metade e levou a mão a boca como se algo tivesse lhe ocorrido de repente. Rony se empertigou.

- O que foi Hermione?

Ela não respondeu nada, como sempre que descobria alguma coisa, estava repassando mentalmente a conclusão que havia chegado antes de comentar com os garotos que a essa altura a olhavam com cara de bobos.

- Fala logo, o que você descobriu?

- Harry – ela falou com espanto – você está com a carta de R.A.B. aí? E o bilhete da horcruxe falsa?

- A carta do Snape? Sim, estão aqui na minha mochila...

Ele pegou a carta e o bilhete e entregou a ela que colocou em cima do livro aberto para comparar as letras, que para Harry e Rony eram simplesmente iguais. Mas a fisionomia dela mostrava um entendimento que sem dúvida eles não estavam tendo.

- O que você está vendo Hermione? – Rony continuava olhando das cartas para o livro.

Devagar ela ergueu a cabeça para encarar os garotos nos olhos. Então fora isso que ela estranhara! Finalmente, havia desvendado o enigma daquela carta.



********


N.A2: No próximo capítulo o trio vai descobrir ( o que sempre souberam), o que a carta dizia e eles não viram.
PRÓXIMO CAPÍTULO: O ENIGMA DA CARTA

Lara Prince Malfoy


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