Lembranças de L.E. (edit)




Harry Potter e o Estranho R.A.B.

Capítulo 9
Lembranças de L.E.


Parado na soleira da porta estava a figura baixinha de um elfo-doméstico. Então essa era a criatura que Harry estava seguindo no corredor. Um elfo!

- Não acredito que é o menino Harry! Como cresceu, que saudades...

- Quem é você? – Harry quis saber.

- Eu sou o Jin, meu senhor. Tenho cuidado de Godric’s Hollow para quando o senhor voltasse para morar aqui.

- Tem cuidado é? A casa não me parece arrumada. – Falou desconfiado. Jin baixou as orelhas envergonhado.

- É que não tem nenhum senhor aqui para dar ordens ao Jin senhor. Jin tem andado muito sozinho e parou de arrumar o resto da casa a alguns anos.

Harry olhou para Hermione e Rony em busca de idéias. Definitivamente, aquilo não era esperado.

- Jin – Mione parecia ter tido alguma idéia – você trabalhava para Lílian e Tiago Potter?

- Sim senhora, Jin servia a eles. Foi Jin que cuidou do menino Potter todas as vezes que os senhores tiveram que sair. Jin ficou muito triste quando eles morreram e também ficou triste quando o homem veio buscar o menino Potter. – terminou entristecendo.

- Você seria capaz de achar Artes das Trevas nesta casa Jin? – Mione foi direta. O elfo arregalou os olhos ofendido.

- A senhora esta dizendo que tem Arte das Trevas em Godric’s Hollow?

- Bom, não exatamente. Quero dizer, se tivesse, você acharia?

- Claro! Jin cuida muito bem da casa do sr. Harry Potter. Sabe que não tem Arte das trevas em Godric’ Hollow. Jin não deixaria que colocassem.

- Jin, isso é muito serio – Harry começou – aquele bruxo que matou meus pais deixou Arte das Trevas aqui, e você precisa nos ajudar a acha-la.

- O menino Potter não pode dizer uma coisa dessas. Não há Arte das Trevas na casa dele. Ele pode voltar a morar em Godric’s Hollow. Jin sabe que o bruxo maligno não deixou nada aqui porque Jin estava na casa naquele dia. Jin tentou ajudar, mas quando chegou ao quarto do menino Potter a senhora já estava morta. Depois que levaram o menino, Jin revistou a casa, mas não encontrou nada. Não há magia em Godric’s Hollow que Jin não conheça.

Mione olhou para Harry sem saber por onde continuar. Ele também estava meio perdido.

- Elfos podem localizar qualquer tipo de magia – Rony falou para Harry – se houvesse Arte das trevas aqui, ele saberia.

- Então meu palpite estava errado e voltamos ao zero – sentou-se na cama derrotado.

- Não ainda. – Rony virou-se para o elfo – Ei Jin, tem Penseiras nesta casa?

- Sim senhor – respondeu animado – o sr. Dumbledore deu uma de presente a senhora a muito tempo. Se o menino Potter quiser, Jin pode ir busca-la.

- Ótimo! – Harry levantou-se – então vá buscar e traga para cá.

- Sim senhor Potter. Jin fica muito contente em poder ajudar o senhor! – sumiu com um estalo.

- Não acredito que meus pais tinham um elfo-doméstico! Lembro de quando conheci o Dobby. Sentia inveja de imaginar Malfoy sendo bajulado por um deles.

- Não foi o único a sentir isso. – Rony falou triste.

- Se não há Arte das Trevas aqui, não pode haver um Horcruxe não é?

- Não, não pode. No fim a única coisa importante foi descobrir que Snape é R.A.B. O que só complica as coisas, a essa altura ele já devolveu o Horcruxe para Voldemort. Pelo menos conheci a casa de meus pais.

Com um estalo, Jin apareceu no centro do quarto com a Penseira nas mãos. A depositou com carinho na cama.

- A senhora sempre usava a Penseira dela. Jin lembra que o senhor Potter sempre dizia que a senhora pensava demais. Estava sempre com muita coisa na cabeça.

- Vamos descobrir sobre o quê minha mãe pensava – Harry colocou o conteúdo do primeiro frasco na Penseira de pedra – Jin, você vai ficar vigiando. Se alguém aparecer você nos avisa.

- Sim senhor. Mas não se preocupem, a casa é segura. Jin colocou novos feitiços para ninguém entrar. Os senhores só entraram porque Jin os viu no jardim e conheceu o menino Potter. Sim, sim, porque o menino é igual ao pai.

- Melhor assim, mas continue vigiando. Vamos!

Sem esperar pelos amigos entrou na Penseira.

Sentiu o pé tocar o chão. Estava um dia ensolarado, olhou ao redor e reconheceu o Beco Diagonal, viu Mione e Rony chegarem.

- Ali – ele apontou.

Lílian Potter estava saindo da Floreios e Borrões com os braços cheios de livros. Tinha o cabelo longo solto, quase tão vermelho quanto os de Gina, os olhos verdes brilhavam, era linda. Estava se dirigindo a Sorveteria Florean Fortescue. Sorria muito animada quando se aproximou de uma mesa onde algumas adolescentes em pé conversavam com uma mulher que estava sentada de costas para ela com um bebê. Antes dela chegar a mesa as outras saíram deixando mãe e filho sozinhos.

- Narcisa? – Lílian chamou sorridente ao chegar a mesa.

A jovem sra. Malfoy virou-se sorrindo. Definitivamente estava linda. O cabelo liso chegando ao ombro, os olhos azuis com um brilho de felicidade, o sorriso encantador. Ela não tinha o ar de superioridade que ganharia anos depois, chegava a ser simpática. E definitivamente uma das mulheres mais lindas que Harry já vira, e isso incluía a Fleur. Aliais, a jovem sra. Malfoy lhe lembrou muito uma veela.

- Oi Lílian! – ela olhou para as adolescentes que haviam saído e falou baixo para Lílian – estava olhando meu filhotinho. – mais uma vez um sorriso encantador.

- E como vai este rapaz, heim? Fazendo sucesso com as garotas tão cedo.

Lílian se curvou para dar um beijo em Draco que estava sentado em cima da mesa de frente para a mãe. Harry não entendia muito de idade de bebês, mas achou que o futuro marginal não devia ter naquele momento mais que um ano de idade. O pequeno Draco tinha olhos cinzas atentos e era realmente uma criança encantadora. Olhou para Lílian quando ela o beijou mais logo voltou a atenção para o brinquedo que tinha nas mãos que agora Harry via se tratar de uma miniatura de um Rabo-Córneo Húngaro, igual a que ele tirou de uma bolsa de veludo no seu quarto ano.

- Como ele é engraçadinho! – Hermione exclamou encantada enquanto Lílian brincava com o bebê.

- Mione, é o Draco Malfoy! - Rony não gostou do comentário.

- Ah, Rony. É só um bebezinho.

- Shii – Harry voltou a atenção para a mãe que pegava um livro da sra. Malfoy em cima da mesa e lia o título.

- “Os Incríveis 12 Usos do Sangue de Dragão”, impressionante uma mulher como você gostar
tanto de animais como esses Narcisa. – falou sentando-se a mesa.

- Você sabe que eu queria ter ido para o exterior estudar dragões. Não é porque casei de tenho que parar de gostar deles. Como vai o Harry?

- Cada vez dando mais trabalho! Fico pensando como será quando ele for adolescente e chegar de madrugada! – as duas sorriam felizes.

- Nem me fale! Sou uma verdadeira coruja e tenho certeza que serei a mãe mais ciumenta do mundo. Principalmente se ele continuar lindo como está.

- É, ele é lindo sim. – ela ficou séria – Soube que o Lúcio virou um Comensal da Morte.

- Quê? – ela ficou repentinamente assustada – Quem te disse uma coisa dessas?

- Frank.

Um clima desagradável pairou entre elas, a sra. Malfoy ajeitou desnecessariamente os cabelos de Draco. Falou enquanto arrumava o menino.

- Frank tem visto demais. Está ficando neurótico com essa história de Arte das Trevas.

- Ele está caçando Lúcio. Pediu ajuda para Tiago e Sirius.

A mulher parou de arrumar o cabelo do filho para arrumar os próprios cabelos. Seus olhos brilharam cheios de lágrimas.

- Lílian, você já teve a impressão de que nós duas tínhamos pretendentes melhores do que nossos atuais maridos? – falou triste.

- Não tenho do que reclamar Narcisa, casei-me com Tiago.

- Lílian! – ela começou a rir – Você odiava o Potter. Sirius e Tiago conseguiam ser as pessoas mais irritantes de Hogwarts! E talvez ninguém tire o título deles nunca.

- Também não é para tanto... – as duas riam agora, o clima passou.

- Não? Pois eu me perguntava que tipo de Porção do Amor ele te deu para você olhar para ele e ver alem do jogador de quadribol de cabelos assanhados. A garota mais popular da escola apaixonada pelo capitão do time vencedor. Que romântico!

- Qual é? Você é muito mais bonita do que eu. O que confirmava o favoritismo da família Black como a família mais bonita de Hogwarts, Sirius e as irmãs Bellatrix e Narcisa. Eu não tinha chance.

- Você era grifinória e muito mais talentosa do que eu! Ninguém gosta de sonserinos ou sonserinas.

- Você era rica e puro-sangue.

- Você venceu o Prêmio de Porções do Slugue.

As duas se encararam por um instante e cairão na risada. Lílian continuou.

- Acha que a vida era mais simples naquela época? Eu sei que só tínhamos preocupações bobas, mas parecia o fim do mundo.

- Era o fim do mundo.

Um instante de silêncio, um desses em que dizem que são anjos passando por nós. As duas ficaram observando Draco brincar com o dragão que se enroscava nos seus dedos. Narcisa fez outro carinho nos cabelos dele.

- Tenho que ir Narcisa, Tiago é um desastre para alimentar o Harry. Melhor voltar antes que ele sinta fome.

A sra. Malfoy a olhou de maneira muito intrigante. Como se lembrasse de algo importante mais logo se voltou para Draco levantando.

- Eu também tenho que ir. Será que você podia comprar um chocolate para Draco por mim
Lílian. Eu tenho dinheiro aqui em algum lugar – completou revirando a bolsa de bebê.

- Tudo bem Narcisa eu tenho dinheiro. Serve sapo de chocolate? Eu já volto. Levantou-se e foi ate o balcão da sorveteria.

A sra. Malfoy olhou para ter certeza que Lílian estava de costas e ainda mexendo na bolsa retirou um envelope com um lacre de cera vermelha violado, marcado pelo “D” da escola de bruxaria. Olhou mais uma vez para Lílian e colocou o envelope embaixo dos livros da ruiva sobre a mesa. Quando Lílian se virou ela fechou a bolsa e pegou Draco no colo. Sorriu.

- Obrigada – apanhou o chocolate – tenho que ir. Dê um beijo no Harry por mim Lílian.

- Pode deixar – a ruiva deu um beijo no pequeno Malfoy – Ate a próxima Narcisa!

A loira sorriu e afastou-se com certa pressa. Lílian apanhou seus livros e encontrou o envelope endereçado a ela. Já estava aberto, ela leu o conteúdo. Era a mesma carta que o trio achou no quarto. Virou-se, mas a loira já tinha se afastado entre as pessoas na rua.

- R.A.B.? Quem é R.A.B.?

Harry olhou ao redor. Estava de volta no quarto, Jin olhava para ele.

- Alguém pode me explicar o que aconteceu?

- Sua mãe também não sabia quem era R.A.B. Harry – Hermione alfinetou.

- Então porque ele mandaria a carta para ela?

- Você não lembra da carta? “Tem alguém me vigiando, alguém que sabe que sou seu amigo”.

- Acho que ele esperava ser reconhecido, só não foi.

- Snape não é burro Rony.

- Se minha mãe guardou essa lembrança é porque tem algo nela que devia dar uma dica de quem é R.A.B. Ela talvez estivesse lembrando isso para ver algum detalhe que a sra. Malfoy podia ter deixado escapar sobre quem mandou a carta.

- O envelope já estava aberto, isso quer dizer que a sra. Malfoy leu a carta.

- Tem uma maneira mais fácil que tentar adivinhar – Rony pegou outro frasco – vamos ver o que mais ela achou que podia lhe ajudar a achar R.A.B.

- Mas nós já sabemos quem é ele – Harry recolheu a primeira lembrança de volta ao frasco.

- Mas se ela não o conhece, talvez ele não fosse amigo dela como diz a carta.

- O que você acha Hermione? – Harry estranhou o silêncio da amiga.

- Não é nada Harry, – claro que era alguma coisa – vamos ver a próxima lembrança e descobrir se estamos certos.

- Certos do quê? – Rony quis saber. Hermione não respondeu e fez sinal para Harry tentar o outro frasco.

Rony entregou o frasco a Harry que o colocou na Penseira. Entraram e logo sentiram os pés no chão. Dessa vez estavam num local bem conhecido deles, uma sala de porções em Hogwarts, durante uma aula de Slughorn.

Na mesa ao centro onde o trio sempre sentava, estava Tiago, Sirius e Lupin preparando porções em dupla. Sirius e Tiago num caldeirão e Lupin com uma garota loira estranha que lembrava Luna Lovegood. Foram ate eles e viram o nome do livro “Porções Avançadas”, então estavam no sexto ano.

- Sr. Longbottom, será que o senhor pode levar mais a sério o que está fazendo.

Harry virou-se para ver onde Slughorn estava. Pouco atrás dos Marotos, Longbottom, o sr. Smith (jovem) e outro rapaz com o emblema da sonserina riam de algo que o jovem Frank tinha feito com sua porção. Do caldeirão diante dele saiam bolhinhas como as de sabão.

- Ei Seboso! – o trio se virou, na mesa ao lado dos Marotos estava Snape, para a surpresa deles fazendo par com Lílian. Tiago continuou – essa aula dupla vai acabar logo, se você encostar um dedo imundo na Evans faço você lavar os banheiros com a língua.

- Não preciso que você me defenda Potter, e se precisasse, preferia morrer que aceitar sua ajuda. – ela virou-se zangada.

Snape não deu atenção a eles. Só olhou para Tiago enquanto este falava e voltou a atenção para seu livro surrado de “Porções Avançadas”, o mesmo que Harry usou no seu sexto ano. Snape estava fazendo algumas anotações na pagina da porção que estavam preparando.

- Não devia rabiscar seu livro, está ficando horrível.

Snape olhou para Lílian com uma cara tipo e-você-com-isso e voltou-se mais uma vez para continuar fazendo algumas das anotações que tanto ajudaram Harry no futuro. Ele escrevia de cabeça baixa quase encostando o rosto no livro, Lílian procurou uma posição melhor para ler o que ele escrevia. Sem querer o cabelo dela encostou nele e ele ergueu a cabeça começando a perder a paciência, ela voltou rápido a posição normal para preparar a porção, ele voltou a escrever de cabeça baixa.

- Sua letra é horrível – ele a encarou – e ilegível.

Ele se ajeitou na cadeira, fechou o livro com força e se debruçou por cima cruzando os braços.

- Então você não vai me ajudar a preparar a porção? Tudo bem então.

Ele nada fez, continuava com cara de poucos amigos. Ela continuou a fazer a porção sozinha irritada. Depois começou a cortar os próximos ingredientes.

- Está errado.

- O quê? – Lílian ergueu a cabeça para ele que a encarava.

- Cortar não vai dar um bom resultado.

- Mas o livro diz...

- Não importa o que o livro diz, está errado. – ele falou com segurança.

- Sempre sigo as instruções dos livros e sou a melhor aluna de porções.

- Porque EU deixo.

- O quê? – agora ela estava indignada.

- Se fizer tudo como os outros dizem, você só vai chegar ate onde eles foram.

- E o que se deve fazer numa aula de porções? Inventar novos métodos?

- Você aprende rápido. – ele tirou a adaga de prata da mão dela e amassou os ingredientes. – Porque não tenta assim?

Ele voltou a posição de observador que estava antes. Ela adicionou as ervas e ficou impressionada com os resultados. Continuou fazendo a porção seguindo as instruções que Snape lhe dava. Mexer no sentido horário e anti-horário. Deixar ferver. Mexer outra vez. Estava perfeita!

- Porque você nunca se destacou como aluno de Porções? – ela estava admirada - você tem o dom de faze-las...

- Eu não gosto de chamar atenção... – ele falou sem jeito.

Quando a aula terminou Slughorn começou a andar entre os alunos fazendo comentários. Ao chegar a porção dos dois abriu um grande sorriso.

- Parece que temos aqui alguém com o talento de um preparador de porções nato!

Toda a turma se virou para ver. Lílian abriu um grande sorriso enquanto Snape abaixava a cabeça envergonhado.

- Srta. Evans, 20 pontos para a Grifinória, pelo brilhante resultado. – os Marotos juntos com todos os grifinórios deram vivas e aplaudiram. O queixo de Lílian caiu, Snape parecia não acreditar naquilo. Ergueu a cabeça incrédulo.

- Como disse? – Snape pareceu pensar alto, a turma se calou.

- Então o senhor esperava algum mérito na porção que sua colega fez?

Ele não respondeu, continuava a encarar o professor como se não o visse. Lílian pigarreou.

- Prof. Slughorn, na verdade acho que o justo seria dar a Sonserina os 20 pontos, a porção só ficou boa porque ELE sabe como fazer...

- Não precisa dizer mais nada srta. Evans. Eu entendi. Rapaz, você devia ter vergonha de querer se dar bem pelo trabalho de sua colega quando ela ainda tem pena de você e quer lhe ajudar.

- Mas professor – Lílian interrompeu mais uma, Snape continuava a encarar Slughorn admirado – foi o Snape, se não fosse ele eu...

- Todos nós sabemos o quanto você é modesta minha jovem Lílian. Mas eu vi que enquanto você preparava a porção ele estava de braços cruzados, só olhando. Não quero que isso se repita rapaz, entendeu?

Snape balançou a cabeça a contra gosto concordando com o professor. O sinal tocou e todos saíram animados. Snape arrumava as coisas na mochila de qualquer jeito, alguns alunos davam os parabéns a Lílian, ela nem ouvia. Tentava de todas as maneiras pedir desculpas.

- Eu tentei falar com ele, você viu. Desculpa, o mérito é todo seu...

- O Ranhoso ta te incomodando Evans? – Tiago e Sirius estavam parados ao lado de Lílian – ainda não aprendeu Seboso, 20 pontos não foram suficiente para fazer algo penetrar nesse cabelo sujo e chegar ao cérebro?

Snape jogou a mochila nas costas e encarou Tiago e Sirius que faziam uma barreira para a saída.

- Aprendi Potter. Pode deixar que outra dessas eu não faço nunca mais.

Passou entre os dois com brutalidade e saiu da sala, os dois riram.

- Não acredito que você fez isso! – Narcisa Black estava atrás de Sirius olhando para Lílian indignada – Tenho certeza que você NÃO fez a porção sozinha, porque levou o mérito? Não esperava isso de você Lílian Evans, não mesmo.

Saiu da sala zangada. Antes que pudessem comentar a atitude da loira, Frank Longbottom se dirigiu ate a ruiva zangado.

- Porque fez isso Evans?

- Eu não fiz nada...

- Exatamente! Porque deixou que o professor dissesse tudo aquilo?

- Eu não pude fazer nada, eu tentei...

- Não o bastante ou teria conseguido.

- O que você espera que eu faça agora? Brigar comigo não vai ajudar em nada.

- Quero que procure Dumbledore e conte o que aconteceu. Não pode levar o mérito, isso é antiético.

- Tudo bem, vou procurar. Reconheço que não foi justo...

- Reconhecer não é o bastante Evans.

Ele deu as costas e saiu.

- Nossa Evans, não liga para esse pessoal.

- Some da minha frente Tiago!

Ela se virou para pegar sua mochila, então viu o exemplar de “Porções Avançadas” de Snape em cima da banca. Parou um pouco, pegou o livro e colocou junto com os seus e saiu sem dar atenção aos Marotos.

Mais uma vez o trio estava no quarto onde o elfo os esperava.

- Não consigo ver o que esta lembrança tem haver com a carta – Rony comentou.

- Não é óbvio? – Hermione falou com seu ar de sabe-tudo – a mãe do Harry queria ter certeza que era a letra de Snape, então voltou para o momento em que ela tinha observado com atenção a letra dele.

- Está escurecendo – Harry comentou vendo o quarto escuro uma vez que a luz do sol parava de entrar pelas faias da janela. – É melhor continuarmos revistando a casa.

- Mas você disse que não pode haver NADA aqui – Mione falou sem querer falar dos horcruxes na frente do elfo.

- A carta foi importante, talvez possamos encontrar mais pistas que indiquem a existência daquilo que procuramos, e principalmente a localização.

- E a outra lembrança? – Rony quis saber.

- Deve estar diretamente relacionada com Snape. E sobre isso nós já sabemos. No momento temos coisas mais importantes – tirou a varinha – LUMUS!

Sob a luz da varinha ele guardou as coisas de volta na caixa e a guardou no guarda-roupa. Junto com o elfo, o trio começou a revistar o quarto e a casa, cada um refletindo em silêncio os acontecimentos dos últimos dias.

***
Longe dali, Narcisa Malfoy estava sentada na cama de seu quarto olhando o seu filho acordar. Era a primeira vez desde que o levaram para a Ordem. Estava pensando se seu filho estava bem, ou se ela o tinha perdido para o Lord.

- Você está bem? Draco? – falou num sussurro audível no silêncio do quarto.

- Mãe? É você? – ele tentou se sentar na cama, mas não conseguiu. Ela se aproximou ajeitando-o – Onde estamos?

Narcisa olhou para o filho pensando nas palavras de Frank. Fez um carinho no rosto cansado do jovem.

- Em segurança.



*********


~~~§~~~ Lara Malfoy ~~~§~~~


Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.