Prólogo



 Narrado por Lily Evans.


 


 Eu acordei. Acordar é definitivamente uma bosta. Principalmente quando você roubou uma garrafa de vodca da dispensa na noite passada e ficou se embebedando com Marlene McKinnon até às seis da manhã. O que se mostrou uma terrível perda de tempo, já que ontem era véspera do dia primeiro de setembro e hoje nós estamos voltando para Hogwarts. E eu estou com uma dor de cabeça do cão.


 Marlene dormia profundamente na cama ao lado. Dá para acreditar que essa cachorra tem uma cama no meu quarto? Ás vezes acho que meus pais gostam mais dela do que de mim. Apesar de que, desde que ela fugiu de casa, minha mãe a acolheu como filha, então é como se fossemos irmãs. E até que nos parecemos, sabe? Nós duas temos cabelos negros, sendo que os dela são super compridos, enquanto os meus passam um pouco do queixo.


 Sim, porque eu odeio cabelo comprido e sempre acabo cortando antes que chegue ao ombro. Isso sem contar que meu cabelo já um desastre quando está curto, imagina se eu deixar crescer? Não importa o que eu faça, ele está sempre bagunçado. Diferente do da Katherine, que já acorda perfeito. Vadia loira.


 Estiquei o braço – pensando que esse era o movimento mais difícil do dia – e alcancei meus óculos, que estavam em cima da escrivaninha. Pois é, além de ter o pior cabelo do mundo, eu ainda sou obrigada à usar óculos. Consegue imaginar o ser ridículo que eu sou? Não? Pois é, nem eu.


 Coloquei os malditos óculos na cara e joguei as pernas para o lado, me levantando. Ah, e adivinha? ESTAMOS ATRASADAS!


 - MARLENE! – berrei, puxando as cobertas dela e abrindo as cortinas. Já mencionei que meu quarto é no sótão? Pois então, meu quarto é no sótão! E não é porque minha casa não tinha quartos sobrando. Na verdade, ela tem mais cinco quartos sobrando. Eu é que quis me mudar para o sótão, porque é tão legal viver aqui!


 Mas, enfim, voltando ao atraso...


 - Acorda, cachorra! – gritei, sacudindo Marlene.


 - Ah, mãe, me deixa dormir mais um pouco... – ela resmungou.


 - Querida, eu tenho uma ótima notícia para você. – disse, rindo. – Eu não sou a sua mãe. Mas também sirvo para dizer que nós estamos atrasadas.


 Marlene me xingou de alguns nomes bonitinhos, que não pretendo mencionar, e virou de lado, acrescentando:


 - Saí daqui, veada.


 Veada? Sinceramente, já cansei de dizer que...


 -... é CORÇA! – berrei no ouvido dela. – E estamos ATRASADAS!


 Minha amada camarada levantou de supetão quando entendeu meu recado.


 - Atrasadas?


 - Pois é.


 - Droga!


 


 


 Narrado por James Potter.


 


 - Elas estão atrasadas. – conjecturou Katherine, olhando o relógio.


 - E quando é que não estão atrasadas, Kate? – perguntou Remus, sentado casualmente ao lado dela. Ele gostava dela desde... desde... ora, desde de sempre! Mas Kate nunca deixava brecha para relacionamentos, o que magoava meu amigo. Ainda assim, ela era a melhor marota se comparada às outras duas.


 Estávamos eu, Sirius, Remus e Kate, sentados respectivamente nessa ordem, em uma cabine do Expresso de Hogwarts, esperando as outras duas beldades aparecerem. Se Sirius tivesse tido a bondade de não se meter com as Marotas à uns seis meses atrás, não estaríamos aqui agora.


 Sim, era tudo culpa dele. Meu amigo havia feito uma aposta imbecil com Lily Evans. Se ela conseguisse me beijar em uma semana, ele a ajudaria à juntar Kate e Remus. Se ela não conseguisse, teria que arrumar um encontro para ele com Marlene.


 E é claro que ela perdeu. Porque se vocês acham que eu iria sair com aquela... aquela... garota estavam muito enganados. O fato é que a bendita aposta serviu para juntar nosso grupo com o grupinho delas. E o que antes era um trio (eu, Remus e Sirius), se tornou sabe-se lá o que, com o acréscimo de três novas integrantes (Marlene, Kate e... Evans).


 Nossa popularidade subiu consideravelmente e em algumas semanas eu já havia falado com mais garotas do que conseguiria me lembrar. Mas tudo tem seu lado ruim: Evans não desistiu. Aliás, ela ficou os seis meses subsequentes tentando, a qualquer custo, sair comigo. O que fez a população masculina da escola querer acabar com a minha raça.


 A porta da cabine abriu e por lá entrou Marlene McKinnon, com seus um metro e setenta, cabelos negros até a cintura, olhos claros e um corpo de arrasar. Ai, se Sirius não fosse a fim dela. Logo atrás, veio a causa de todos os meus pesadelos dos últimos seis meses. Evans.


 Com seus um metro e sessenta e quatro, cabelos negros bagunçados pouco abaixo do queixo, olhos cinzentos e um corpo... Ai, se ela não fosse tão miseravelmente galinha.


 Como era de praxe, Evans ajeitou os óculos e passou a mão nos cabelos quando me viu, um sorrisinho maroto brincando nos lábios. Qualquer homem seria sortudo se estivesse com ela. Mas eu... não.


 Rindo da minha cara – da minha cara! -, Lily Evans veio pulando amarelinha até mim. Quando chegou na minha frente, gritou:


 - Cheguei no céu! – e se jogou em cima de mim.


 Marlene começou a gargalhar, sendo seguida por todos na cabine. Eu mereço...


 - Dá para sair de cima de mim? – perguntei, irritado.


 - Não. – Evans respondeu inocentemente. Eu a odeio.


 Com rapidez, por que ela não é lá uma garota pesada, eu levantei com ela no colo e deixei que caísse no chão. Por incrível que pareça, ela riu. E se acomodou por lá mesmo, enquanto eu me sentava.


 - Francamente, James, às vezes eu me questiono sobre sua masculinidade. – debochou Sirius, que segurava Marlene pela cintura. Não sei exatamente se esses dois tem alguma coisa. Só sei que ficaram se agarrando no encontro que Evans arranjou para Sirius quando perdeu a aposta. E agora Sirius e Marlene às vezes se pegam pelos corredores.


 - Se passasse um dia sequer sendo perseguido por ela – apontei a garota no chão. – você saberia.


 - Se eu passasse um dia sequer com a Lily, ela não precisaria me perseguir. – Remus respondeu por Sirius. Vi Kate fechar a cara.


 Marlene e a Evans começarem a rir.


 - Obrigado, Remus. – agradeceu a garota no chão. – Mas vou deixar você para a Kate. – acrescentou, fazendo a loira corar e lançar um olhar mortal à Evans. Em seguida, se virou para mim. – Viu só, ruivo? Você é o único que não me dá uma chance.


 - É Potter para você. – resmunguei e me levantei, saindo da cabine.


 Garota insuportável.


 


 Narrado por Marlene McKinnon.


 


 Pobre Lily. Minha amiga caía de amores pelo ruivo James Potter e ele a odiava. Como é irônica a vida, não? Eu e ela passamos os últimos quatro anos agarrando todos os garotos aproveitáveis de Hogwarts, sendo que todos eles nos aceitavam sem reclamar, e quando uma de nós acha o garoto certo, ele não aceita e reclama o tempo todo.


 E é claro que ela fica chateada. Só que ele não vê.


 Bem que eu avisei que aquela aposta não ia dar certo. Mas alguém aqui escuta a McKinnon? Não. Pois é. Agora minha companheira de pegadas está amarrada à um garoto sardento, enquanto eu sobro. Se ela não tivesse perdido a aposta...


 Ora e eu lá posso reclamar? Tudo aquilo tinha me rendido uma boa tarde de amassos com Sirius Black. Foi bem aproveitado.


 Remus, o loirinho mais meigo que eu já tive o prazer de agarrar – sim, eu já beijei ele, mas não me olhe assim, eu tinha só onze anos, foi meu primeiro beijo – se levantou.


 - Vamos, Kate? – perguntou, estendendo a mão para minha amiga loira. Ah, eles são tão fofos [suspiro geral da população feminina]! Mesmo Katherine se recusando à sequer trocar um beijo com ele, por causa daquele “probleminha”. É cada uma que me aparece.


 - Aonde vão? – perguntou Sirius.


 - Reunião da monitoria... – respondeu Remus, ainda segurando a mão da minha amiga loba.


 - Ah, é... – resmunguei. – Tinha me esquecido, Lily, que, para a vergonha geral da nação, nossa amiga Kate agora é monitora.


 Lily fez uma careta.


 - Você nos decepcionou, Kate. – acusou. – Mas vê se usa as rondas noturnas para fazer alguma coisa interessante com o Remus, em vez de patrulhar os corredores. – acrescentou, dando um sorriso malicioso.


 Joguei a cabeça para trás e gargalhei. Kate ficou mais vermelha que um pimentão e saiu da cabine, escondendo o rosto, com Remus em seu encalço.


 - Ah, ela nos ama. – comentei.


 


 Narrado por Katherine McCanzey.


 


 Eu ainda mato aquelas duas!


 Já disse milhões de vezes que entre eu e Remus não rola nada! E não é porque eu não quero, é porque eu não posso. Se ele descobrir o que eu sou... Talvez nem queira mais ser meu amigo, quanto mais ficar comigo. Imagine só: você beijaria uma garota que se transforma em monstro toda noite de lua cheia?


 Pois é. Nem eu.


 Bendita hora em que me escolheram para ser monitora! Talvez eu não me controle se andar por aí com Remus toda noite. Principalmente, quando a mão dele parece tão quentinha na minha, como está agora. Ou quando a bunda dele parece tão bonita vista desse ângulo e...


 - Kate? Kate? ‘Tá me ouvindo? – Remus estava perguntando para mim, sacudindo a mão freneticamente na frente do meu rosto.


 - Ãh... o que? – perguntei, confusa.


 Ele riu. Ah, perfeito.


 - Perguntei o que achou de se tornar monitora... – disse Remus.


 Bem, ele poderia ter perguntado coisas muito mais interessantes, como, por exemplo, “quer casar comigo?” ou “vamos procurar uma cabine vazia, só para nós dois?”.


 - Achei... interessante. – respondi, sem realmente saber o que achava.


 - Eu achei muito bom. É muito chato fazer as rondas sozinho.


 Ah, então ele gostava da minha companhia? Que coisa mais linda! Quer dizer... Isso é péssimo! Ele não pode gostar da minha companhia! Ele tem que gostar da companhia das garotas normais, bonitas, que não aparecem cheias de arranhões na cara depois de passar a noite toda correndo por aí em forma de lobo!


 Mas essa parte Remus não precisava saber.


 


 Narrado por Lily Evans.


 


 Eu não ligo de presenciar os amassos de Marlene. Na verdade, isso tudo é tão normal que não existe uma pessoa em Hogwarts que nunca tenha presenciado. Mas quando ela começou a ficar por cima do Sirius, deitando ele no banco da cabine, decidi que era demais para os meus olhos inocentes. Sem contar que os gemidos que ele estava soltando quando minha amiga arranhou as costas dele estavam se tornando impossíveis de ignorar.


 Então (largando a enorme vela que eu estava segurando), me retirei da cabine, decidindo ir atrás do meu ruivo, que devia estar em algum lugar por aí, lendo um livro, dando palestras para os primeiranistas, separando alguns casais, dando bronca em quem jogasse alguma bomba de bosta... Ou, o que era mais provável, tentando se esquivar de mim.


 Não sei o que eu fiz para ele. Sempre me achei uma garota muito legal e, por incrível que pareça, gostava mesmo do santinho Potter. E nem sequer sabia porque. Não era para ter acontecido, eu sei. Eu não queria que acontecesse, mas quando me dei conta, eu estava suspirando bobamente, como uma garotinha, pelo ruivo mais lindo que eu já vira.


 Triste, não?


 Não! Foi a melhor coisa que já me aconteceu!


 Mas, voltando à narração...


 Passei por algumas cabines abarrotadas de alunos, procurando uma cabeça ruiva, mas não o achei. O corredor estava tão lotado que se tornava impossível de andar livremente. O bom de ser pequena é que consigo passar em qualquer lugar, mas nem eu consigo me espremer entre a parede e um bando de alunas do sétimo ano que simplesmente não notam a minha presença!


 Tipo, eu sei que elas são mais velhas e tal, mas pelo amor de Merlin! Eu ‘to aqui! É, aqui mesmo, essa coisa baixinha com espanador no lugar do cabelo!


 Sabe o que a gente faz quando tem que lidar com um bando de patricinhas folgadas que ignoram sua humilde presença?


 - EI, CACHORRADA! DÁ PARA ME DEIXAR PASSAR?! – berrei chamando os olhos de todo mundo para mim. Ah, tudo bem, todo mundo sempre me olha mesmo... – VOCÊS SÃO CEGAS OU O QUE?!


 E, como quem não quer nada, saí empurrando aquele bando de lacraias loiras para fora do meu caminho.


 - Você já pensou em ser mais educada? – me perguntou uma pessoa do grupinho de patricinhas.


 - Não. – respondi sorrindo. – E você, já pensou em ser menos rosa? – retruquei, virando as costas.


 E sabe o que eu encontro?


 James Potter, o amor da minha vida, encostado na parede do corredor, com os braços cruzados, conversando com ninguém menos do que Lucy Snape. Fala sério! Ele prefere falar com ela, do que comigo? Não me olhe assim! Não sou convencida, nem metida, nem nada, mas a Lucy, é a Lucy, se é que vocês me entendem. Ela tem o maior nariz que eu já vi na vida e o cabelo mais ensebado do que as minhas meias depois de um dia inteiro dançando. E a aparência dela não seria nada se pelo menos ela fosse legal. Mas ela não é. Cara, ela anda com Lucius Malfoy e o irmão da Lene, o tal Regulus McKinnon, e apoia Voldemort. Voldemort! Quem em sã consciência apoia Voldemort?! Ah, é... Lucy Snape.


 Às vezes eu tenho vontade de pegar a cara do James e esmagar e socar! Mas aí eu lembro que ele é lindo, e desisto. Compreende minha situação? Obrigado.


 Cheguei perto dos dois e berrei:


 - UM RATO!


 Imediatamente um monte de gritinhos histéricos invadiu o ar à nossa volta e todas as garotas saíram correndo para se refugiar em cabines próximas. Inclusive nossa querida Lucy. Aliás, ela foi a primeira à sumir.


 O que? Nunca usou essa técnica para se livrar dos seus rivais? Pois deveria, é muito eficaz. Também funciona com sapos, cobras e lagartos. Como eu sei disso? Experiência própria, querido.


 Enfim, voltando...


 As únicas pessoas que ficaram no corredor foram eu, James, e um bando de garotos que juravam ter visto o tal rato entrar em uma determinada cabine. As pessoas são tão ingênuas! Às vezes eu me surpreendo com a minha própria genialidade.


 James levantou uma sobrancelha para mim, com aquela cara séria que diz “você não fez isso mesmo, fez?”.  Sim, meu ruivo, eu fiz!


 - Não precisa agradecer por eu ter te salvo da Ranhosa, James, meu amor. – disse, me aproximando.


 - Achei que tivesse te pedido para parar com isso. – disse ele, me ignorando.


 - Você me pediu para parar de azará-la. Eu parei. – respondi. – E mesmo assim você se recusa a sair comigo.


 James revirou os olhos para mim, deixando claro que não me levava à sério. Poxa, isso me chateia, sabe?


 - Você perde seu tempo com isso, sabia? – perguntou, irônico. Já disse que ele é lindo?


 - Não acho que seja o caso. – me aproximei mais.


 - Nunca vou sair com você.


 - Você ainda não vai sair comigo. – corrigi. – Você está tão lindo assim. – elogiei. E ele estava mesmo. Ainda não tinha colocado um uniforme, então usava uma calça jeans, uma camisa xadrez, com as mangas dobradas até os cotovelos. Ah, esse garoto é a minha perdição... Já disse que ele fica lindo de xadrez? Pois é, ele fica lindo de xadrez.


 - E você adora me bajular. – retrucou, e descruzou os braços, enfiando as mãos nos bolsos.


 ELE É TÃO CHARMOSO! ‘Tá legal, Lily. Sem histeria.


 - James, James... – suspirei. – Se chocolate não existisse, você seria a coisa mais gostosa desse mundo.


 


 Narrado por Remus Lupin.


 


 - Seria mesmo. – concordou Katherine ao meu lado, olhando para a cena do corredor. Já fazia um tempinho que a reunião dos monitores tinha acabado e quando nós estávamos voltando para a cabine, ouvimos algo bem parecido com “um rato”, ou algo do tipo, e todo mundo saiu correndo. Aí, quando vimos que eram James e Lily, decidimos parar para observar, discretamente.


 Enfim, COMO ASSIM “SERIA MESMO”?!


 - O que?! – perguntei, meio irritado.


 - Shh! – fez ela para mim.


 Olhei bem a tempo de ver Lily indo para cima de James. E sabe o que ele fez? Sabe o que ele fez? Se esquivou dela, como se ela fosse a coisa mais repugnante que ele já tivesse visto. O que não era o caso. Porque a Lily é bonita mesmo. Nada comparada à Katherine, que tem o sorriso mais doce que eu já vi, embora ele não apareça muito no rosto dela.


 A questão é que, quando o James se esquivou, a Lily caiu estatelada no chão. Sorte que não tem quase ninguém no corredor. Vi a Kate prender a risada e a acompanhei, vendo James gargalhar estrondosamente, jogando a cabeça para trás. A situação foi tão hilária e completamente inesperada. Porque, pensa comigo, que garoto desviaria se Lily quisesse se jogar nele?


 - Ai, minha nossa... – fez Kate, segurando a barriga e limpando algumas lágrimas dos olhos. Ela estava vermelha do riso. Tão linda...


 - Evans – fez James, tentando se controlar. – Você está bem? – perguntou estendendo a mão para ajuda-la a levantar. Mas, cara, Lily Evans é Lily Evans, e se ela não se aproveitasse da situação, eu acharia estranho.


 Então, ao invés de se apoiar na mão dele para se levantar, Lily usou seu peso para puxar James que, desprevenido, caiu em cima dela. Isso fez com que eu risse mais. A cara do ruivo foi a melhor.


 Sem perder tempo, Lily passou os braços pelo pescoço de James, e as pernas em volta da cintura dele, sem deixar escapatória para o meu amigo. Senti pena dele.


 - Ela não fez isso! – arfou Katherine.


 - Ah, ela fez. - e nós dois devíamos estar fazendo o mesmo, loira.


 Bom, essa parte ela não precisava ouvir.


 - Evans! – gritou James, tentando se soltar dela. Eita, moreninha forte! - Me solta!


 Lily deu um daqueles sorrisos marotos, que deixa qualquer homem à beira da loucura.


 - Não. – respondeu simplesmente. E beijou ele. Beijou ele!


 - Ai, Remus. – gemeu Katherine. Não, não estávamos fazendo nada, ok? Pare de pensar besteiras. – Me diz que ela não ‘tá fazendo isso... – pediu, agoniada.


 Balancei a cabeça negativamente, pensando que deveríamos mesmo estar fazendo a mesma coisa.


 - Ah, ela ‘tá...


 Pobre James.


 


 Narrado por James Potter.


 


 Essa garota tem sérios problemas mentais. Em um momento ela me joga uma cantada deslavada. E então caí no chão. E depois me derruba em cima dela. E, para completar, me beija. Legal. COMO ASSIM ELA ME BEIJA?! Quem ela pensa que é para me beijar desse jeito?! Minha namorada?!


 É certo que a Evans se considera minha namorada e não importa o quanto eu repita que nós não temos absolutamente nada um com o outro, ela não tira essa obsessão da cabeça.


 Mas e agora, o que eu faço? Certo, James, calma. Primeiro tenta se soltar.


 Me sacudi nos braços da Evans, usando as mãos para tentar soltar o aperto dela... Não adiantou nada. Baixinha forte do caramba. Não dá para entender como uma coisinha minúscula daquela consegue ser tão forte. Ou talvez seja eu que não queria me soltar.


 O que? Do que está falando? Você odeia ela! Ah, é verdade.


 E agora? Ah, é fácil. Corresponda ao beijo dela e aí você se solta. Vai ser moleza.


 Sem muita vontade, beijei a Evans. Argh, que frase horrorosa! “Beijei a Evans”. É ridículo. Mas que eu beijei, eu beijei. Sei, e daí? É só para me soltar, sem contar que não custa nada abusar da boa vontade dela. E quem sabe assim ela para de me perseguir de vez.


 E até que a Evans não beija mal. Sabe como eu sei disso? Porque ela me mordeu. Dá para acreditar? Ela me mordeu! E foi legal. Ah, ótimo. Agora ela está arranhando a minha nuca, que decidiu se arrepiar justo agora. E não, não foi porque ela me arranhou. Uma coisa não tem nada a ver com a outra!


 Perfeito, os braços dela estão começando a molengar e as pernas dela não estão mais na minha cintura. Mas ela ainda não terminou de me beijar. Não que eu esteja reclamando.


 Não me olhe assim, quando uma garota te agarra você beija ela! Sei, mas você deveria estar se soltando, James. Ah é, tenho que me soltar.


 Agarrei os dois braços da Evans e prendi no chão, um de cada lado da cabeça dela, e me separei de supetão. Por incrível que pareça, eu estou completamente ofegante.


 Bem, levando em conta que ela também está, então não tem problema.


 - Nunca... mais... faça... isso. – ameacei, procurando respirar normalmente e saí de cima dela.


 A Evans riu.


 


 


 N/A: eitcha!! Bom, pessoal, prólogo pequeno, mas é só para deixar bem clara qual é a idéia da fanfic, para quem ainda não entendeu. 12 páginas só para tira gosto.

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Comentários (5)

  • L.Oliveeira

    Amei, amei, amei! Gente que tudo! Essa Lily é demais, car! E super diferente... tme vezes que eu não gosto de coisas diferentes, mas essa ficou SUPER perfeita! Lene e Six, todos de amassos. Tadinho do Remus, querendo fazer a mesma coisa com a Kate IUSHADIUSDHIUSADRi muuuuuuuito com o James a beijando... ops, a Lily o bejiando! Cara... AMANDO! 

    2013-04-11
  • Helena Alevato

    Simplesmente amei, tem só um capítulo e a fic já é perfeita!

    2013-01-21
  • Spencer Cavanaugh

    Bem, eu amei. Amei a capa, amei o trailer, amei as frase e os personagens ahh amei mais ainda esse prólogo perfeio. Amei as narrações e a genialidade da sua ideia Thomas. Serio, que ideia genial, a fanfic está maravilhosa, as personalidades invertidas , foi algo maravilhoso. A Lily totalmente diferente de tudo que a gente já viu, a Lene diferente do que a gente ja viu - nem tanto, porque sempre achei que ela e o Sirius tem uma personalidade bem parecida - e o Remus e a Kathe ? Tipo, totalmente perfeito. Você está arrasando, tô louca pela atualização da fanfic, porque esse capitulo já provou que vai ser/ já está sendo uma fanfic maravilhosa.Bjoos! 

    2012-11-12
  • Maria _Fernandes_99

    Isto é super divertido, eu amei!Só não achei muita piada porque tu mudaste os aspectos físicos, mas da-te originalidade! Nunca vi ninguém ter feito isso, então parabéns! 

    2012-11-05
  • Neuzimar de Faria

    Papéis invertidos, interessante! Essa Lily, que fogo, heim?! Mas ficou bem divertida, mais uma boa história sua!

    2012-11-04
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