O que está acontecendo?





Draco estava conversando com alguns dos garotos da Sonserina, em sua cabine. Blás Zabini, após algum tempo de conversa, propôs:

- Eu estive pensando... Por que não deixamos esse ano mais emocionante? - os outros garotos o olharam com um quê de pergunta. - Vamos fazer uma aposta. - ele tirou alguns galeões do bolso. - Um de nós tem que conquistar uma garota de outra casa, até o Natal. Quem conquistar a garota primeiro, leva tudo. Mas tem que apostar grana alta...

Os meninos concordaram e tiraram um bom dinheiro do bolso e juntando com o dinheiro de Blás.

- Com quem vai ficar o dinheiro? - Zabini perguntou.

Como ninguém queria que um dos meninos envolvidos na aposta guardasse, Pansy, agora namorada de Alison McGuire, irmão do ex-capitão do time de Quadribol, se ofereceu:

- Eu fico com o dinheiro. Assim ninguém rouba. - Ela pegou o dinheiro e guardou.

------


Lupin havia acabado de chegar em Melborne. Ainda não acreditava que Tonks iria abandonar a missão. Pegou um punhado de Pó de Flu e anunciou o quarto de Tonks. Ela estava terminando de arrumar suas coisas, quando ouviu outro barulho familiar e, quando virou-se, viu o rosto de Lupin na lareira:

- Você vai mesmo? - havia um tom de amargura na sua voz. Tonks não se deu conta disso; sentou-se na cama, abandonando as malas.

- Vou. - ela disse, com um sorrisinho. - Por quê? Você acha que eu deveria...

- Não, eu... - ele interrompeu-a - Eu só achei que você ia continuar conosco até o final das tarefas... Mas, se você vai... Parabéns. - ele abriu um sorriso.

- Obrigada. Ah, se eu pudesse eu te abraçaria. - falou Tonks; Lupin corou um pouco. - Bem, eu... Tenho que terminar de arrumar minhas coisas...

- Oh, sim. Tudo bem. E, parabéns de novo.

Lupin desapareceu da lareira.


-------

Chegaram em Hogwarts. Alguns alunos já estavam descendo do grande trem vermelho. Luna não foi falar com Gina porque não teve oportunidade. Toda vez que ela tentava ir a cabine da amiga, alguém a chamava para fazer algo. E, quando dera-se conta, já haviam chegado na Estação de Hogsmeade. Desceu do Expresso e levantando-se um pouco sobre as cabeças dos alunos, avistou as costas de Gina e Hermione, mais à frente. Apressou o passo e estava quase correndo quando Draco apareceu. Por pouco não esbarrou nele.

- O que é, hein? - ela perguntou, tentando não perder Gina de vista.

- Você nem se despediu de mim. Que falta de classe, Lovegood. - Draco falou, estreitando os olhos.

- Você queria que eu dissesse o quê? Você me atacou e... Ah, sai da minha frente! - ela esbarrou nele e continuou seu caminho.

Ela acabara de ver que Gina e Hermione encontraram-se com Harry e Rony, que outrora estiveram cumprimentando Hagrid, e estavam à caminho de uma carruagem. Luna estava esbarrando em vários alunos e murmurando "Desculpe." sem parar.

- Gina!

Tarde demais. Ela acabara de entrar na carruagem que já estava andando.


------

Lúcio Malfoy estava observando o anoitecer, em Azkaban. Há pouco tempo estivera com muita dor e chegara a debater-se nas paredes de sua cela, parecendo um tanto desequilibrado. E ele estava.

Azkaban não era mais aquele lugar conhecido por levar seus presos à loucura. Apesar de não estarem mais em companhia de dementadores, o lugar ainda tinha vestígios da insanidade de quem passara por lá. E passar todo o tempo sem contato com os outros... Isso também deixava as pessoas amedrontadas. Lúcio, quando não estava trabalhando, lembrava de sua família. Família não era bem a palavra. Narcisa não era exatamente uma esposa devotada ao marido; era escrava. E não estava satisfeita com a vida que tinha com Lúcio. Seu filho o decepcionara quando não quisera trabalhar para Voldemort. Mas eles iriam pagar. Os dois. E muito caro. Pensando nisso, pressionou um dedo contra o próprio peito.

Nenhum dos dois sabia o que estava por vir em breve. E era essa omissão que dava Lúcio a esperança de se vingar daqueles que não o satisfizeram.


-------

Dumbledore estava indo em direção ao Salão Principal. Encontrou McGonagall no caminho, que perguntou:

- Você teve mais notícias dos Aurores?

- Sim, tive Minerva.

- E então?

- Eles estão no caminho certo. Por enquanto não há com o que se preocupar, mas devemos nos preparar para o que está por vir.

Minerva pareceu entender e assentiu e não perguntou mais nada; apenas seguiram para recepcionar os novos e antigos alunos.


--------

Todos desceram da carruagem. Luna continuou a tentar achar Gina e conversar com ela, porque durante toda a viagem elas não trocaram uma palavra. Ela conseguiu passar por muitos e alcançou Gina.

- Gina?

- Anh? - ela virou-se e viu Luna - Ah, oi, Luna. Eu...

- Olha... Aquilo que você viu no trem... Não foi exatamente aquilo... Quer dizer, foi tudo um mal-entend...

- Por que você 'tá me contando isso? - ambas já estavam andando, seguindo os alunos que seguiam para o Salão Principal.

- Porque... Você é minha amiga e eu quero te contar.

- Ah, sim.

Elas conversaram mais um pouco no caminho e depois separaram-se; cada uma foi para sua mesa.

Harry agora assitia a entrada de muitos alunos do primeiro ano, todos admirando cada pedacinho do Salão. Hermione não demontrou, mas estava ligeiramente emocionada, lembrando-se de quando caminhou em direção ao banquinho, dizendo que aquele teto era encantado; estava tudo em Hogwarts: Uma História. Rony recordou-se do temor que tinha se precisasse enfrentar um trasgo, logo no início de sua jornada na escola.

Os alunos foram chamados e selecionados às suas respectivas casas, e Dumbledore começou seu discurso. Todos queriam saber quem seria o professor (ou professora) desse ano de Defesa Contra as Artes das Trevas.

- Parece que não temos muita sorte com os nossos mestres de Defesa Contra as Artes das Trevas. Esse ano preferi escolher alguém de minha total confiança. - ao falar isso, muitos pensaram, inclusive Harry, Rony e Hermione "Snape." - Tenho o prazer de anunciar que a professora de vocês será Nymphadora Tonks.

Hermione estava boquiaberta, mas sorrindo. Tonks, que até então não estava presente na mesa, saiu de uma sala atrás da mesa dos professores e sentou-se na cadeira vazia. Estava com cabelos castanhhos, na altura dos ombros e a pele de seu rosto estava muito branquinha. Usava um bonito vestido azul e tinha um sorriso encantador no rosto.

O banquete foi iniciado e todos comentavam a beleza de sua nova professora e sua jovialidade. Harry, Rony, Hermione e Gina depois iriam parabenizá-la.

--------


Lupin estava confuso. Por que estava sentindo tanta falta de Tonks? Passou as mãos pelo seu rosto e depois pelo seu cabelo grisalho, fungando.

Levantou-se e saiu do quarto do hotel. Fechou a porta, ainda pensando na expressão dela de felicidade, no sorriso que dera para ele.

- Esqueça-a. - ele disse a si mesmo.

-------


- Parabéns. - Hermione disse, abraçando Tonks. Harry e Rony estavam ao seu lado, num canto do Salão.

- Muito obrigada. - sua voz estava abafada. - Mas eu ainda estou um pouco aflita com a idéia de que vou Ter que ensinar Defesa Contra as Artes das Trevas para todos eles... - ela já tinha se desfeito do abraço e agora apontava com o queixo o alvoroço dos alunos em suas mesas.

- Você é uma Auror. Não poderíamos Ter uma professora melhor... - Harry falou

Tonks abriu um sorriso.

- O melhor professor que tivemos até agora foi o Lupin e... - Rony começou, mas fo interrompido.

Hermione deu um cutucão nele, sem que Nymphadora pudesse perceber. Ele olhou-a indignado e ela fingiu não perceber.

- Ah, Tonks. - Gina chegou e também deu-lhe um abraço. - Puxa, eu estou feliz por você... Mas você não deixou de ser Auror, não é?

- Obrigada, Gina. E, não eu não deixei. Ser Auror é minha paixão.

Hermione e Gina abriram um pequeno sorriso e trocaram um rápido olhar, como quem diz "Ahã. Sei...".


--------

Agora, todos estavam voltando para seus aposentos. Hermione e Rony à frente dos alunos do primeiro ano. Ao chegarem no Salão Comunal e dizerem onde os alunos iriam passar seu ano letivo, Rony sentou-se em uma poltrona e falou, um tanto emburrado:

- Você pode me dizer por que me beliscou lá em baixo? - ele referiu-se a Hermione.

Esta, sentou-se ao lado dele e aninhou a cabeça em seu tórax, abraçando-o também.

- Qual é, você não percebeu que Tonks gosta de Lupin? - ela mexia no uniforme dele.

- O quê? - Harry e Rony perguntaram ao mesmo tempo.

Harry sentou-se próximo a lareira e Gina sentou-se ao seu lado.

- Vocês nunca perceberam? - Gina disse, fazendo cara de espanto. - Eu acho que todos na Ordem devem saber que ali rola um climinha... - ela abaixou o tom de voz, porque ainda haviam alunos por perto.

- Desde quando rola esse climinha? - perguntou Rony

- Eu percebi desde quando conhecemos Tonks... Ela olhava-o de uma forma bem diferente. E, acredite, não era como amiga. - contou Hermione

- Estava tão na cara assim? - foi a vez de Harry indagar

- Mais ou menos. - Gina falou.

---------


Tonks entrou em seus aposentos. Olhou para tudo e foi até a cama. Sentou-se e percebeu que havia alguma coisa errada. Levantou-se e reorganizou suas coisas, procurando por algo de errado.

- Mas... Está tudo aqui...

Foi então que deu-se conta do que era. Havia acabado de deixar uma coisa para trás. E era uma coisa muito importante.


---------

Draco estava em seu quarto, nas masmorras da Sonserina. Estava olhando para o nada e pensava em quem ele iria conquistar. Queria ganhar aquela aposta de qualquer jeito. Pelas suas contas haviam mais de dois mil galeões em jogo. Ele havia feito uma lista, com vários nomes de garotas. A jovem não podia ser uma sonserina, o que tornava as coisas mais difíceis; não para ele. Não para ele que tinha uma boa fama entre as garotas. Parou, quando ia rabiscar mais um nome.

- Vai ser essa. Se eu já beijei-a mais de uma vez, posso muito bem conquistá-la. - ele riu para si.

----------


Amanheceu e muitos estavam eufóricos com sua primeira aula com Tonks. Principalmente os garotos. Não que as garotas não tivessem gostado dela; haviam achado-a muito simpática. Exceto, lógico, as sonserinas.

- Primeira aula: Transfiguração. Segunda aula: Defesa Contra as Artes das Trevas. - anunciou Hermione, abrindo um sorriso ao saber que teria aula com Tonks em breve.

- E você, Gina? - perguntou Rony.

- Poções, - Eca! Logo a primeira aula... - Herbologia, Defesa Contra as Artes das Trevas, blá blá blá blá blá blá...


---------

- Bom dia, alunos. - McGonagall adentrou a sala. - Antes de começarmos nossa aula, gostaria de falar mais com vocês sobre os N.I.E.M's. - todos fizeram cara de desanimação, exceto Hermione. - Esse ano vocês irão decidir que profissão irão seguir. O teste será com todo o conteúdo, teórico e prático, estudado ao longo desses sete anos. Além disso, esse ano, vocês irão aprender a tornar-se animagos. Desde já, quero que leiam o livro e escolham que animais querem se tornar. Mas por ora quero que sigam as instruções do quadro - o quadro começou a mostrar palavras que escreviam-se sozinhas, como se alguém invisível estivesse as colocando - e tomem cuidado. Não quero nenhuma transfiguração complexa que não possam desfazer depois. É importante que aqueles que precisem de Transfiguração para sua carreira dominem a matéria inteiramente.

Seguindo à risca as instruções da professora, os alunos começaram a fazer as transfigurações em suas aparências. Se tudo desse certo, eles ficariam com uma aparência diferente até a hora do almoço. Já tinham feito transfiguração pessoal, mas ela durava apenas alguns minutos e depois todos voltavam ao normal.

- Neville, o que você fez? - a professora foi até ele e murmurou algum feitiço, fazendo seu cabelo verde voltar ao normal.


--------

Todos estavam dirigindo-se à sala de Tonks. Ela ainda não estava lá quando os alunos chegaram. Depois que todos já estavam presentes, ela entrou, dizendo:

- Bom dia, alunos. - Tonks estava com parte dos cabelos presos e alguns cachos bem definidos de fora do penteado, seu nariz era pequeno, seus olhos eram cor de mel e seu rosto possuía uma pintinha bem bonitinha, um pouco à cima de sua boca. Os meninos estavam um tanto boquiabertos.

- Professora como...? - começou Lilá, mas foi interrompida por Tonks que pareceu adivinhar o que ela ia perguntar.

- Eu sou uma metamorfomaga. Posso mudar minha aparência a hora que quiser. Por exemplo... - ela fechou os olhos e segundos depois ouviu um "Ohh" vindo da turma. Quando abriu os olhos, suas madeixas estavam roxas. - Mas eu estou aqui para ensinar-lhes a se proteger das Artes das Trevas, não para mostrar minha metamorfose. Eu sei que a primeira professora de vocês já deve Ter falado sobre os N.I.E.M's, mas eu preciso ressaltar a importância desse teste para o futuro de vocês. - Tonks rodeou a mesa e sentou-se na frente, na ponta da mesma, colocando as mãos ao seu lado - O que vocês prentendem ser?

Muitos falaram ao mesmo tempo e eles conversaram sobre as possíveis carreiras que poderiam seguir. Tonks surpreendeu-se com o número de alunos que pretendiam ser Aurores.

- Agora, chega de papo e vamos abrir o livro "As Artes das Trevas nos Tempos Antigos e Atuais" na página 17, que fala de maldições lançadas por bruxos das Trevas...

Hermione levantou a mão.

- Sim, Hermione?

- Essas maldições realmente aconteceram ou são apenas estórias?

- Algumas delas realmente aconteceram, mas algumas, como aquelas lançadas para um povoado inteiro, não tem-se certeza se elas são ou não verídicas. A razão da dúvida dos historiadores deve-se porque para lançar uma grande maldição sobre um povo é preciso de muito, mas muito poder. Alguns desses bruxos morreram enfraquecidos pelas maldições que eles próprios lançavam. Como por exemplo, - as palavras de Tonks apareciam no quadro ao passo que ela as pronunciava. Agora, ela andava entre as carteiras dos alunos - as próprias maldições imperdoáveis, que vocês estudaram anteriormente, sugam muita energia de quem as profere. Uma pessoa com poucos poderes poderia morrer falando apenas um Avada Kedavra, que mata a pessoa instantaneamente. Geralmente usavam-se objetos antigos como meio de "passar" a maldição para as pessoas. Ainda hoje há meios de amaldiçoar pessoas, mas elas pouco são usadas. Anotem como é possível proteger-se delas, sem o uso de poções ou outros artefatos.

-------


Draco rabiscava e rabiscava um pergaminho. Estava na aula de História da Magia. Binns estava dando mais uma de suas aulas chatas e boa parte da turma já estava roncando. Draco poderia estar dormindo também, mas precisava arranjar um jeito de aproximar-se de Luna e ganhar a aposta. De repente, uma idéia veio-lhe à cabeça. Ele riu interiormente; sabia que Luna não lhe escaparia. Malfoy ia pô-lo em prática o mais rápido que pudesse; hoje se possível.

--------


Todos os alunos estavam indo em direção ao Salão Principal para almoçar. Hermione viu Tonks e lembrou-se que queria falar com ela. Afastou-se dos garotos, dizendo que ia lhe falar sobre a aula que ela dera; não tiveram dificuldade em acreditar nessa desculpa.

- E aí? Você estava muito nervosa? - perguntou Hermione, já próxima a ela.

- Bem, mais ou menos... Mas isso não atrapalhou a aula, atrapalhou? - ela estava com um tom de urgência na voz.

- Não, lógico que não. - Hermione mostrou um sorriso, ao ver que ela estava preocupada com seu desempenho - Olha, eu queria te falar uma coisa... Eu não disse antes porque os garotos estavam perto e - agora ela estava bastante interessada num livro que trazia em seus braços - você sabe como eles são e...

- O que foi, Hermione?

- Bem... Sabe, eu e Gina... Nós... já sabemos de tudo... Sobre... Você e o Lupin. - Hermione levantou os olhos para ver a reação dela. Viu uma Tonks estupefata olhá-la desconcertadamente por Ter sido pega de surpresa.

- Eu... Eu... - Tonks olhava para várias direções, como se procurando por algo para dizer - Não sei do que você está falando...

Hermione levantou uma das sobrancelhas.

- Não sabe, é? Olha, nós queremos te ajudar. Eu acho que vocês formam um casal bem bonitinho...

- Você acha? - ela perguntou um tanto rápido demais - Q-quer dizer... Hum... Eu não gosto dele...

- Mas eu tenho certeza que ele gosta de você... - Tonks tentou esconder o sorrisinho - Por que você não... tenta alguma coisa?

- Ah, tudo bem eu confesso. Eu gosto dele... Apesar de eu achar que ele não dá a mínima para mim...

- Você nunca percebeu o jeito que ele te olha?

- Ele me olha do mesmo jeito que ele olha a todos... - sua voz estava soando magoada.

- Isso não é verdade... - elas alcançaram as portas do Salão - Quando você não está olhando, ele te lança olhares diferentes... Não é da mesma maneira que ele olha para todo mundo; eu percebo isso. E acho que muita gente já percebeu...

- Você acha que alguém já percebeu?

- Bem, não sei. Mas eu tenho certeza que se quando o Lupin perceber que gosta de você, ele vai começar a "agir". Lupin é um homem esperto. - Hermione deu uma piscadela marota - Olha, eu preciso almoçar e... Se precisar de alguma ajuda com ele ou se quiser conversar com alguém, é só me chamar...

Tonks respondeu com um sorriso sincero. Hermione terminou a frase e foi em direção à mesa da Grifinória, sentar-se perto dos seus amigos.
Gina já tinha observado que as duas conversavam e quando Hermione aproximou-se, ela pediu que a garota sentasse ao lado dela. E a julgar pelo último sorriso que Tonks dera, ela sabia que a conversa não era sobre aulas, como o namorado lhe informara.

- O que você foi falar com a Tonks? - Gina perguntou, quando Hermione sentou-se - E nem adianta dizer que era sobre as aulas porque eu não caio nessa...

Hermione contou tudo à Gina, que concordou que um dos dois tinha que tomar a iniciativa.


--------

Lá estava ele. O suspeito. A marca em sua bochecha estava mais negra do que nunca. Vivian lembrou-se que uma vez ele, George Goldway, tentara esconder a meia-lua em sua bochecha esquerda, mas pelo que lhe pareceu, falhou. George conversava com uma mulher morena e agora tirava um frasquinho do bolso. Vivian, que estava um pouco distante, observava tudo e depois de bebericar a bebida acenou discretamente com a cabeça para um homem que estava na porta do local. Ele foi até George e mostrou um distintivo.

- Fique parado. Você está preso por tráfico de drogas. - ele disse num tom etéreo e tirou algemas do bolso. George parecia surpreso e um homem que acompanhava o policial, prendeu a mulher quando ela tentava fugir com o vidrinho. - Você irá a julgamento em dois dias e terá o direito de ligar para seu advogado, da penitenciária.

Todos pararam para assistir os policiais saindo de lá. Vivian riu para si mesma. Dera tudo certo. Na verdade, ela sabia que ia correr tudo bem.

Consiverava que George achasse que ninguém suspeitaria do que ele iria dar a mulher. Vivian, depois de juntar algumas peças do quebra-cabeça, junto com Kelly, Sturgius e Jack, sabia que ele iria entregar a poção para alguém, em breve.

- Vai Vivian, vai Vivian, vai Vivian - ela cantou para si, enquanto saia do local.


--------

Narcisa sentiu uma pontada na altura do coração.

- Ai! - ela levou a mão que segurava um vaso até o coração e a outra à cabeça.

- Está tudo bem, senhora? - uma de suas empregadas aproximou-se

- Sim... Está - ela respondeu um tanto hesitante.

A empregada afastou-se e Narcisa foi até a biblioteca da família Malfoy. Era a segunda vez que ela sentia algo assim. Na noite passada, também sentiu uma dor profunda no peito. Ela pegou um pergaminho e escreveu por algum tempo nele. Foi até a sua coruja negra e falou:

- Vá até Snape ou Dumbledore. Quem você achar primeiro. Entregue isso o mais rápido possível.

A coruja obedeceu e voou para fora da Mansão.

--------


- Ah, Poções? - resmungou Rony - E duas aulas de uma vez com a Sonserina? Pelo amor de Deus...

- Vamos logo ou nos atrasaremos. Não podemos dar a Snape motivos para tirar pontos da Grifinória. - falou Harry. Hermione concordou.

Depois de alguns minutos na sala, Snape chegou e falou mais sobre os N.I.EM.'s como os outros professores. Quando ele começou a falar da Poção do Renascimento, mais conhecida como a Poção da Fênix, uma coruja negra adentrou a sala e pousou em sua mesa. Draco ficou pálido ao ver que a coruja pertencia à sua família.

- Continuem a fazer a poção. - ele mandou. Aproximou-se dela e tirou o pergaminho que trazia e e leu-o. - Não se mexam até que eu volte. - anunciou e saiu.

Draco estava preocupado. Alguma coisa havia acontecido. Era a primeira vez desde seus onze anos que Draco estava odiando Ter uma aula de Poções. E aula dupla. Draco, não temendo a reação do professor ao saber que o desobedeceu, levantou-se e sem explicar nada a ninguém, saiu da sala. Ele olhou para os dois lados do corredor e presumiu que o professor tivesse ido à sala dos professores. Seguiu sua intuição e foi atrás dele.

Na sala, depois que Draco saiu, ninguém mais lembrava de fazer sua poção. Alguns sonserinos foram até a porta, ver o que Draco fora fazer.

Apenas alguns grifinórios continuavam a poção. Crabbe e Goyle continuaram na sala, mas estavam de pé.

Draco foi até a sala dos professores. Abriu a porta velozmente mas o professor não estava lá. "Dumbledore." Pensou ele. Com essa possibilidade, o desespero de Draco só aumentou. Quando se deu conta, já estava frente a gárgula da sala do diretor. Mas ele esqueceu-se que não sabia a senha. Ele resolveu que, apesar de soar estúpido, ele iria esperar que alguém saísse ou fosse até lá e lhe explicar o que sua coruja fora fazer na escola. E a julgar pela expressão de Snape, as coisas não estavam indo bem.

- Draco? - uma voz perguntou às suas costas.

Ele virou-se para ver quem era; Snape.

- O que você está fazendo fora da sala quando eu pedi para que todos continuassem em seus lugares? - Snape tinha alguns papéis na mão e parecia querer escondê-los de Draco.

- Eu quero saber o que está acontecendo. - Draco falou com aspereza. - Aquela coruja pertence à minha família. O que aconteceu com a minha mãe? Ou com...

- Não foi nada de mais. - interrompeu Severo.

- E por que o senhor saiu tão transtornado da sala?

- Já disse que não foi nada de mais. Agora, volte para sala e não me obrigue a tirar pontos da Sonseri...

- O que o senhor tem na mão? - sua voz estava ríspida; ele soava como Snape.

- Não lhe interessa. Agora... - o professor fez menção de seguir em frente, iginorando Draco.

Mas ele foi mais rápido e pegou os pergaminhos da mão de Snape.

- Como se atreve? - antes que Malfoy pudesse entender o que estava escrito, ele os pegou de volta. - Detenção para você e menos quinze pontos da Sonserina, e dê-se por agradecido d'eu não tirar mais pontos. Esteja depois do fim das aulas na minha sala para que eu lhe diga o que terá que fazer. - Snape falava como se cada palavra lhe custasse muito esforço.

Ele foi embora. Draco voltou para a sala, porém não havia se dado por vencido.

-----------


Naoki havia acabado de ler o pergaminho que dizia quando eles deixariam Roma e partiriam rumo à ilha de Sardenha. Naoki sabia que eles ficariam pouco tempo em Roma; não chegaram a completar nem um mês lá. Uma pesquisa de campo completa durava pelo menos um mês e meio. Mas haviam descoberto poucas coisas pela cidade. Sardenha teria mais coisas, com certeza.

Era como Paul havia dito: Voldemort não tinha mais seus Comensais em Londres... Em Londres. Em outras cidades, de outros continentes, sim. E ele iria usá-los nessa última batalha. Seria uma batalha sangrenta.

---------


Harry estava felicíssimo. Aliás, não era o único. Ele e alguns setimanistas comemoravam: - tudo bem, não é para tanto... - tiveram apenas uma aula de Poções, quando deveriam Ter duas, e Snape havia dado detenção para Malfoy.

- Se eu morrer agora, eu morro feliz... - ele brincou.

- Harry! Vira essa boca para lá. - falou Hermione

- Se os meus outros desejos se realizarem, ainda falta eu ganhar uma queda de braço do Simas e pegar o dinheiro que eu emprestei para a Lilá...

- Esse último você com certeza vai demorar para realizar... Espera sentado, porque aquela caloteira ainda não me devolveu o dinheiro que eu emprestei para ela...

- E o que ela faz com essa grana? - perguntou Rony

- Compra cremes e maquiagens e outras futilidades...

- Então, o que vamos fazer agora, já que não temos aula?

- Eu estava pensando em estudar e...

- Hermione, é o nosso primeiro dia de aula. - lembrou Harry.

- Eu sei, mas podíamos adiantar o assunto...

- Só você para Ter uma idéia dessa...


----------

Já estava escuro em Hogwarts. Draco estava indo para sua detenção, agora. Snape dera-lhe a "ingrata" missão de limpar os troféus da sala de troféus; sem magia, lógico. Chegou ao local e viu que Filch já esperava com flanelas na mão e uma cara de sarcasmo.

- Você não vai fazer o trabalho sozinho... - ele olhou para dentro da sala. Draco acompanhou seu olhar e viu Luna Lovegood sentada numa cadeira. - Eu voltarei em duas horas e é melhor que não tentem fugir ou usar magia... Ou vão pagar em dobro.

Filch foi embora. Draco entrou e, olhando de soslaio para Luna, disse:

- Detenção no primeiro dia de aula? - ele sentou-se no chão e Luna fez o mesmo. Os troféus estavam à sua volta e à medida que iam limpando-os, colocavam-os no seu devido lugar.

- Digo o mesmo. - ela disse secamente.

- Quem pôs você em detenção? - ele falou com um tom de voz que ainda não tinha usado com Luna.

Era impressão dela ou ele estava tentando ser educado?

- Snape. Ele estava com um humor terrível, hoje. Pior do que geralmente é. - ela não olhava para Draco; prefiria concentra-se na tarefa.

- Está com medo de me olhar nos olhos? - sua voz soava divertida.

"Ele percebeu." Ela pensou.

- Caso ainda não tenha percebido, eu não sou um basilisco... - ele continuou, ao ver que ela não havia respondido.

- Acho melhor limpar os troféus se quiser sair daqui hoje. - desconversou.

Draco riu para si mesmo. "Então ela está com medo de ficar aqui, sozinha comigo."

- Você tem medo do quê? - perguntou Draco.

Luna intrigou-se:

- Que tipo de pergunta é essa?

Ele parou de limpar um troféu enorme do primeiro torneio Tri-Bruxo que a escola participou.

- Se você não está me olhando diretamente, é porque está com medo de alguma coisa. Do quê - ou devo perguntar de quem? - está com medo?

- Olha aqui, - ela virou-se para ele e encarou-o - eu não tenho medo de você, se é isso que você quer dizer. E pare de tagarelar porque eu quero sair daqui ainda essa noite, se você ainda não percebeu...

- Hum... Olha a Lovegood esquentadinha... Me diga, isso tudo é nervosismo por me Ter assim, tão perto de você ou você 'tá na TPM?

- Ok, você está conseguindo me irritar... DÁ PARA VOCÊ PARAR?

- É nervosismo mesmo... Eu sei que você me a-do-ra.

Luna parou de polir o troféu.

- Só por que você me atacou, não quer dizer que eu goste de você...

- Não? Você está com a sua voz tremendo. Isso não significa algo?

- Significa que se você não calar a boca, eu vou meter a mão na sua cara.

- Então tente.

Isso fê-la parar de bater boca com ele. Ela não iria conseguir fazê-lo. Fisicamamente, sim. Psicologicamente, não.

- Amarelou, foi? - ele perguntou.

Luna revirou os olhos.

- Dá para você ficar quieto, por favor?

- Eu fico quieto se você...

- Não me venha com propostas indecentes, Malfoy. - ela o interrompeu.

- Eu não ia fazer uma proposta indecente. - ele respondeu. - Eu ia dizer para você limpar o resto dos troféus para mim...

- Se é um preço tão baixo assim para manter sua boca fechada, tudo bem.

- E me dar um beijo. - ele completou.

- O quê?

- Você não me deixou terminar. Agora você já se comprometeu.

- Que pedido mais idiota, Malfoy.

- Se é tão idiota assim, faça-o logo.

- Você já me beijou várias vezes... Sem meu consentimento, claro. - ela mudou o tom de voz.

- Sem seu consentimento? Caso não se lembre, nosso primeiro beijo...

- Tudo bem, eu já lembrei da burrada que fiz, ano passado. Agora pare de me martirizar.

- Então, me dê o que me deve. Meu beijo.

- Ah, qual é? Não precisamos fazer isso de novo.

- Você precisa. Você prometeu.

- Pare de idiotices. - Dê-me aquele troféu ali, por favor? Obrigado. - Isso não é necessário. - Luna levantou-se e pôs um troféu em uma alta prateleira.

Draco, vendo que essa era a sua chance, levantou-se também e quando Luna abaixou os pés e ia voltar ao seu lugar, Draco enlaçou seus braços na cintura da loira e deu-lhe um beijo longo e demorado.

- Pare de forçar alguma coisa entre nós. - foi o que ela disse depois de separar-se dos lábios do garoto.

Ela voltou a abaixar-se e continuou o seu trabalho, sem dirigir mais nem uma palavra à Draco.

---------


Uma semana se passou e, agora, Sturgius estava vendo a programação que teriam que fazer para chegar a Verkoyansk. O problema era que St. Petersburg era de um lado da Rússia e Verkoyansk era do outro lado. Teriam que fazer pelo menos três escalas. E esse era seu medo. Depois que

Vivian havia colocado George Goldway atrás das grades, havia a possibilidade de retaliação do "grupo" ao qual George fazia parte. Eles iriam fazer escalas em Salavat, Tyumen e Tura. Teriam que tomar bastante cuidado até chegarem em Verkoyansk.

---------


- Sassari. - respondeu Emmeline à Paul. Ele havia perguntado em que cidade iriam ficar, em Sardenha. - Dizem que a cidade é linda...

- Minhas Charlie's Angels, - falou Paul à Emmeline e Naoki - comigo nessa cidade, é lógico que ela vai ficar linda.

- Que metido que você é. Tome cuidado para não tropeçar e se afogar no seu grande ego. - disse Naoki.

- Quando vamos viajar? - perguntou Kingsley.

- Sexta-feira.

- Então ainda temos um tempinho por aqui... - falou Paul.

Era Terça-feira.

----------


- Que animais vocês vão se tornar? - Hermione usou um tom de voz baixo.

Ela, Rony e Harry estavam no Salão Comunal. Estavam esperando o anoitecer de terça-feira, enquanto alguns estudavam.

- Hermione, nós só vamos nos tornar animagos em fevereiro... - lembrou Harry.

- Eu sei, mas não custa nada escolher um animal desde já... Sabe o que eu estive pensando? - ela falou quase num sussurro.

- Hum? - Harry e Rony perguntaram muito animadamente.

- Eu acho que nós não deveríamos passar nesse teste... Mas deveríamos nos tornar animagos, se é que vocês me entendem. - ela lançou a eles um olhar significativo.

- Ok, deixa eu ver se eu entendi: você quer quebrar as regras de animagia? - perguntou Harry

- Veja bem, de quê adianta se tornar um animago registrado no Ministério se todos sabem que você pode fazê-lo?

- É verdade. - disse Harry, lembrando-se de quem havia dito essa frase à ele. - Mas você já pensou em algum animal?

- Eu estava pensando em algum felino... Talvez um gato, mesmo...

- Nós ainda temos tempo para pensar nisso, Mione. - falou Rony.

Lilian, uma batedora do time de Quadribol, entrou no Salão Comunal e dirigiu-se à Harry.

- Ei, quando vai ser nosso primero treino? Eu estava vendo o calendário de jogos e o nosso jogo com a Lufa-lufa vai ser no final de outubro.

- Acho que deveríamos começar nossos treinos a partir da semana que vem... Eu vou marcar os dias e comunico para todo mundo... E, aqui estão as escalações dos times das outras Casas. - Harry mostrou-a pergaminhos que diziam:


Corvinal- Time de Quadribol

Goleiro: Trevor Ross

Artilheiros: Dylan Mabbianie/ Marcus Prince/ Jonathan Clotterspain

Batedores: Oscar Baycovitch(Capitão) / Lizzie Adoivan

Apanhadora: Alice Miller

Lufa-lufa - Time de Quadribol

Artilheiros: Katy Schimidt (Capitã)/ Megan Green/ David Hieffmoud

Batedores: Bart Wayatch/ Lucy Ganstodd

Goleiro: Paul Pinchday

Apanhador: John Cavenraul


Sonserina - Time de Quadribol

Artilheiros: Victor Dalton/ Carl Geller/Alex Vibernt

Batedores: Vicent Crabbe/ Gregory Goyle

Goleiro: Matthew Schurbs

Apanhador: Draco Malfoy(Capitão)


---------

"Deus, como é difícil responder essa carta..." pensou Lupin. Ele estava com um pergaminho na mão; uma carta de Tonks, perguntando como estavam as coisas. Ele resolveu reler a carta. Talvez tivesse algo que denunciasse que ela... "Não... Que besteira. Até parece que ela iria... Tire isso da cabeça!" ele se censurou por pensar que isso seria um absurdo.


Lupin,


Como estão as coisas por aí? Eu estou realmente triste de Ter que deixá-los, mas meu sonho sempre foi ensinar em Hogwarts.

Muitos alunos me parabenizaram e chegaram a me comparar com você, quando lecionava aqui. - Mas eu sei que não sou tão boa assim. - Apesar de estar longe dos meus amigos da Ordem, estou muito feliz com as coisas por aqui. Tenho conversado mais com Hermione e Gina e elas têm me ajudado muito em muitas coisas.

Espero que esteja correndo tudo bem por aí, em Melbourne. E você pode me mandar uma foto daí? Sharon me disse que a cidade é demais, e que eu não sei o que eu estou perdendo... Eu sei que no fundo ela quer me fazer inveja...

Gina e Hermione pediram que eu lhe mandasse uma foto e o garoto Creevey fez esse favor para mim.


Beijos e Abraços para todos,

Tonks.


Remo ficou tristonho ao ver o "para todos". Olhou a foto que estava em sua mão direita. Tonks provavelmente estava nos jardins de Hogwarts.

Estava com os cabelos chocolate e olhos castanhos bonitos. Estava sorrindo. Estava linda, na opinião dele. Tinha um livro na mão e a cada segundo lançava olhares no mínimo atraentes à ele. Ou seria impressão dele?

Lupin sorriu para a Tonks da foto e prometeu para si que não pensaria mais na amiga daquele jeito.


---------

Narcisa chorou. Agora sabia o porquê daquela dor que sentiu. Fora Lúcio Malfoy. Quando uma pessoa sente um ódio muito grande de alguém, ela consegue "passar" esse sentimento à ela com uma dor em algum ponto vital. Se ele não estivesse em Azkaban, onde é impossível tocar em objetos das Trevas ou fazer algo com esse tipo de intenção, poderia Ter feito um estrago maior, mas não chegaria a matar.

Aquela Mansão vazia e inabitada por mais ninguém além dela, aumentavam o sentimento de angústia em seu coração. Pensava agora apenas na segurança de seu filho, Draco.

- Não se preocupe, Narcisa. Draco estará seguro nos limites da escola. Se quiser posso resignar alguém para que fique de olho nele, de vez em quando...

- Se possível, professor Dumbledore. Não quero que ele sofra as conseqüências dos erros comentidos pelo pai. Por favor, peça à Snape que dê uma olhada nele, quando necessário. Severo já foi amigo da família e eu ainda confio nele.

Narcisa lembrou-se da visita que fizera a Dumbledore, em segredo; Draco não podia saber de nada. Foi à Hogwarts no mesmo dia que mandara a carta à Snape. Snape, já sabendo de tudo, colocou Draco em dentenção para que não houvesse possibilidade dele encontrar a mãe em algum corredor de Hogwarts.

- Maldito Lúcio. Tudo sua culpa. - proferiu ela, deixando mais uma lágrima escorrer pelo seu rosto pálido.

---------


- Já estão prontas? - perguntou Kingsley, às duas Aurores.

- Prontíssimas. - respondeu Naoki.
- Vocês é que demoraram. Estamos prontas há quinze minutos, só

esperando as mocinhas se arrumarem... - Emmeline referiu-se à Paul e Kingsley.

- Vamos parar de discutir e ir logo à estação?

Já era sexta-feira e eles já tinham que deixar Roma e ir para Sardenha. Pegando novamente um táxi, chegaram à Estação Cosenza e pegaram o primeiro trem para Sassari. Fizeram apenas uma pequena "escala" em Nápoles. Porém em menos de dez minutos, já estavam desembarcando na ilha de Sardenha.


--------

Kelly não estava gostando das notícias que apareciam no jornal ultimamente. Depois de ingerir uma pílula que lhe permitia entender e falar russo por algum tempo, ela estava analisando alguns jornais e suas manchetes.

O "Diário do Bruxo Russo" dizia que um grupo , conhecido como os "Homens Mascarados", estavam amedrontando todos da sociedade bruxa. Kelly percebeu que ao que tudo indicava, eles haviam começado seus ataques depois que George havia sido preso. E, segundo o jornal, os Mascarados estavam atrás de algo de valor, que ainda não fora identificado.

- Mas o que eles pretendem? - Kelly falou para si, em russo.

- O quê? - perguntou Jack

- Nada, eu pensei alto...

- Da próxima vez não pense em russo, pense em inglês mesmo...

- Sabe o que eu acho? - Jack fez cara de desaprovação; ela estava falando a outra língua de novo. - Desculpe... Sabe o que eu acho?

- Hum?

- Que não deveríamos ir para Verkoyansk agora. É melhor ficar mais um pouco em St. Petersburg e descobrir o que está acontecendo. Depois de tudo resolvido e explicado, vamos para o outro lado do país...

- Então vamos falar com Sturgius e com Moody.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.