Sangue ao por do sol



—Capitulo sete
Sangue ao por do sol.


—O que vamos fazer?—Perguntou Amanda, esforçando-se para manter a barreira que ainda era golpeada pelas pedras.
—Não sei...—Disse Chap, olhando para cima, esperando ver quem havia destruído o prédio.—temos que esperar até saber quem diabos torrou o prédio.
—Acho que não podemos esperar muito...—Disse Marina, temerosa, olhando para os lados.—temos que sair daqui...não é seguro.
—Ela está certa...—Disse Pedro, olhando para a filha.—temos que tirar as crianças daqui, antes de tudo.
Olhou para Amanda que concordou com um aceno de cabeça. Rapidamente a barreira de gelo sublimou, virando vapor. Saíram correndo por sobre pedras e carros abandonados, na contra mão da multidão em pânico.
—Ashley, Lilá...—Disse Pedro, parando próximo a uma esquina, distante do que restou do prédio.—vocês são mais rápidas, levem as crianças até a mansão...—Ashley ameaçou abrir a boca para protestar, mas Ravenclaw cortou.—e voltem CORRENDO...agora vão.
Relutantes e com cara de poucos amigos, as duas pegaram as crianças pela mão, correndo desenfreadas pela rua, derrubando algumas pessoas que corriam na direção contraria.
Amanda, Pedro, Chapolim e Marina observaram elas partirem, até virarem uma esquina. Olharam novamente para cima, procurando algum sinal de quem ou do que teria queimado o prédio.
—Vêem algo?—Perguntou Amanda, puxando a varinha.
—Só fumaça, gente correndo, mais fumaça e, auch!—Disse Chap, massageando a testa.—essa pedrinha que caiu na minha testa.
—Seja lá o que for, parece que é tímido.—Disse Pedro, também puxando a varinha.
A rua já estava completamente vazia. Só restavam entulhos do prédio desabado, carros e guarda-chuvas abandonados. Vez ou outra ainda aparecia alguém correndo, atordoado, procurando afastar-se rapidamente dali.
—Muito silencioso...—Disse Marina, olhando para os lados, a varinha à frente do rosto.—isso não é bom.
—Nem um pouc...—Uma forte ventania interrompeu Amanda.
Colocando as mãos sobre o rosto, para proteger da ventania que arrastava poeira e pedaços de concreto contra eles. Ergueram um pouco a cabeça e viram um enorme dragão negro descendo, em frente a eles.
O dragão parecia ter arreios na boca, como de alguns cavalos e, no topo de sua cabeça, uma figura totalmente vestida de negro, cabelos vermelhos espetados, todos virados para trás. As mãos com luvas negras e detalhes metálicos. Segurava o arreio do dragão com apenas uma das mãos.
—Ora, ora...vejo que alguns vermes continuaram...—Disse de modo prepotente, olhando-os de cima. Bateu com força na cabeça do dragão que abaixou. Ele pulou de frente aos bruxos e bateu o pó da capa.—acho que eu mesmo vou eliminar-los.
—Putz,a auto confiança desse cara é enorme.—Disse Chapolim, olhando-o com as sobrancelhas erguidas.—Como será que ele passa pela porta?
—Com esse cabeção e um cabelo desses, fica difícil de imaginar...—Disse Pedro, com um sorriso meio canino, ainda olhando para o oponente a frente.
—Olha aqui seus vermes!—O homem apontou o dedo para os bruxos.—Vou exterminar vocês em um estalar de dedos!
—Estou pagando para ver...—Amanda tomou a frente do grupo, cristais de gelo flutuando ao seu redor.
—Prometo que morrerão rapidamente.—Sorriu maldosamente e flexionou os joelhos. Brasas voavam ao seu redor, em espiral.
—Ele também é elemental...—Disse Pedro, franzindo a testa.
—Elemental?—Perguntou Marina, olhando para o Ravenclaw, confusa.
—Bruxos com dom de utilizar elementos da natureza ao seu bel prazer...—Disse Pedro, ainda olhando-o sério.—assim como nós.
—Pensei...—Disse Marina, aturdida, olhando para Chapolim, Pedro e por ultimo para Amanda.—que fosse só uma...
—Lenda?—Completou Chap, rindo de leve, sem desviar o olhar do oponente.—Não, acredite, não somos lenda. Existem milhares de nós pelo mundo.
—Chega de papo!—Berrou o homem, fazendo as fagulhas explodirem, sumindo no ar rapidamente.—Vou matar-los agora mesmo!
—Não seja mal educado...—Disse Amanda, fazendo o número de cristais de gelo aumentarem, diminuindo a temperatura.—apresente-se primeiro.
—Meu nome é Crown...—Sorriu abertamente, de movo maldoso.—Arthur Crown.
—Lembrarei de dar esse nome no hospital...—Disse Amanda, os cabelos esvoaçando por um intenso vento gelado que circulava por ela.—E tente lembrar do meu...Amanda Gryffindor...
—Sei quem você é...—Disse Arthur, um intenso vapor subindo de seus pés.—sei quem são todos vocês...sei qual nome colocar em seus túmulos.
—Ou na lista de convidados do funeral...—Disse Amanda. O vento que circulava ao redor dela explodiu, tornando se uma rajada. O chão ao redor deles rapidamente foi coberto por uma fina camada de neve.
—Pare de falar!—Ergueu as mãos e uniu as brasas, formando uma espada de fogo.
Postou-a de frente ao corpo e correu na direção de Amanda. Saltou, virando a ponta da espada na direção dela. A Gryffindor colocou os braços em frente ao rosto. O ar gelado circulou ao redor deles, formando duas grossas braçadeiras de gelo. A espada bateu contra eles, fazendo Amanda arrastar alguns metros para trás.
—Desgraçado...—Rangeu ela, desfazendo as braçadeiras e transformando-as em duas espadas de porte médio.
Partiu para cima dele, as duas espadas ao lado do corpo. Tentou acertar seu rosto com a espada de gelo. Arthur defendeu com a espada. Rapidamente Amanda girou no próprio eixo, tentando acertar-lhe o ombro com a outra. Abaixando a espada rapidamente, o piromago defendeu-se do segundo golpe, saltando para trás depois, ganhando distancia.
—Gostou, coisinha?—Perguntou Amanda, com um sorriso no rosto, uma espada colocada em frente aos olhos e outra na base da cintura, apontada para trás.
—Vou te mostrar quem é coisinha!—Brandiu a espada, atirando fagulhas para todos os lados. A lamina foi perdendo a forma e transformando-se em um arco e uma flecha.—Morre, desgraça!
Rapidamente lançou a flecha. Aturdida, Amanda transformou as espadas num escudo de gelo, colocando-o em frente ao corpo. Porém, a flecha atravessou o escudo, raspando no ombro dela.
—Merda!—Exclamou Amanda, levando a mão ao ferimento quer ardia muito e liberava uma fina fumaça.
—Gostou? Não é nem um terço do que posso faze...
Antes de terminar, Arthur recebeu um chute no rosto. Flutuou por alguns instantes antes de arrastar-se pela calçada e bater contra a parede de um prédio, rachando-a.
—Ninguém...—Disse Chapolim, a cabeça baixa, os cabelos ruivos esvoaçando. O calor parecia emanar de seu corpo.—machuca minha esposa...

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Lauren havia livrado-se de toda a preocupação que tinha nas costas. Durante à tarde, logo depois do almoço, Seth apareceu com Marie, que voltava da escola. O próprio Seth tirou o dia de folga para ficar com elas.
Lauren estava brincando com sua filha, deitada na cama do hospital. Marie estava deitada ao seu lado enquanto resolviam as charadas num livro. Seth estava sentado num banquinho ao lado, lendo o jornal.
—Vamos lá, pequena...—Dizia Lauren, colocando a pena atrás da orelha e virando a pagina.—a próxima deve ser mais difícil.
Seth olhou para elas e sorriu. Então, ficou sério, olhando para os lados. Lauren abriu a boca para perguntar o que havia acontecido, mas Seth interrompeu-a, levando os dedos aos lábios.
—Escute...—Murmurou Seth, levantando-se lentamente.
Lauren apurou os ouvidos, olhando fixamente para frente. Podia escutar agora, claramente, gritos de desespero. Assim como Seth, ela correu até a janela.
—O que diabos está acontecendo?—Perguntou Seth, assustado.
Na rua, as pessoas corriam desesperadas, se espremendo entre carros, pisoteando outras pessoas caídas. Ergueram o olhar e viram, de longe, uma fumaça negra erguendo-se aos céus.
—Será que são os terroristas?—Perguntou Seth, preocupado, lembrando dos ataques ao metrô de Londres.
Lauren, porém, parecia realmente preocupada com algo. Virou-se rapidamente, vestindo seu roupão e calçando os chinelos ao lado da cama. Pegou Marie no colo e caminhou até a porta.
—Lauren...querida...—Seth olhou a esposa, sem entender.—o que está...
—Temos que sair daqui.—Lauren olhou para Seth por cima do ombro.
—Mas...
—Vamos logo, Seth!—Disse Lauren, abrindo a porta e saindo com sua filha pelo corredor.
Seth rapidamente pegou a capa jogada sobre uma cadeira e seguiu Lauren, apressando o passo para não ficar para trás. No corredor, varias pessoas paravam para olhar na janela, perguntando-se o que acontecia.
Rapidamente chegaram à recepção do hospital. Sem falar com ninguém, Lauren caminhou até a porta e colocou a cabeça para fora. A multidão já dispersava-se. Escancarou a porta e saiu com Marie, Seth logo atrás delas.

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Luke estacionou seu EcoSport em frente à sede administrativa da Atari 200X, saindo rapidamente. Nilo havia lhe telefonado, pedindo para encontrar-lo ali. Mas por que logo na empresa de seu primo?
—Parker...—Disse a voz fria e sobrenatural de Nilo, ao ouvido de Luke. O Parker virou-se rapidamente, com a varinha em mãos. Quando viu que era Nilo, relaxou.
—Seu filho da puta! Quer me matar do coração?—Guardou a varinha dentro do terno, respirando fundo.
—Desculpe...—Disse Nilo, fazendo uma breve reverencia.—não era minta intenção.
—Mas, afinal...—Disse Luke, mais calmo.—o que diabos viemos fazer aqui? Quer comprar um videogame?
—Tenho algo para lhe mostrar...e ao seu primo...precisaremos dele...—Disse Nilo, virando-se e indo até a porta de entrada.
Luke olhou-o por um tempo, balançando a cabeça negativamente, antes de seguir-lo. A porta de vidro abriu-se imediatamente quando se aproximaram e uma voz feminina falou: “bem-vindos a Atari 200X. Aproveitem a visita e não esqueçam de passar em nossa loja”.
Caminharam até a recepção, onde uma mulher gorda, de uns trinta e sete anos, cabelos pretos, presos num coque muito apertado, vestindo o uniforme vermelho da companhia, estava sentada, parecendo entediada.
—O que desejam?—Disse, sem conseguir disfarçar o tédio.
—Queremos falar com Theodore Parker...—Disse Nilo, a voz ainda sobrenatural.
—O Sr. Parker não pode atender-los porq...
—Diga para aquele cagão que é o primo querido dele, Luke, que está aqui...— Luke encostou-se no balcão, olhando para a mulher, com um sorriso cínico no rosto.— aposto que ele vai querer me receber.
—Mas senhor, ele...
— Foda-se.—Disse Luke, pegando o telefone do lado de dentro da recepção e discando alguns números.

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Teddy estava no meio de uma reunião com os diretores quando o telefone tocou. Pediu licença e foi até sua mesa, atendendo-o.
—Al...
Teddy, seu imbecil! Mande essa sua secretaria baleia nos deixar entrar!
—Luke?—Perguntou Teddy, surpreso.—O que diabos quer aqui?
Quero falar com você e isso é o suficiente!
—Luke, eu não posso agora, estou numa reuni...
Quer que eu conte para todos que você nomeava seus pentelhos quando era menor? Você nunca mais vai arrumar uma namorada na vida!
Teddy sentiu todo o rosto esquentar, até as orelhas, de onde parecia sair fumaça. Engoliu seco e disse, com a voz tremula.
—Tá...ta certo...podem subir...
Luke soltou uma risada triunfante e desligou o telefone. Teddy colocou o fone no gancho. Respirou fundo e foi até os diretores, encerrando a reunião, alegando motivos pessoais. Quando todos saíram da sala, Teddy largou-se na poltrona atrás de sua mesa, com as mãos na testa, massageando-a.
Não demorou muito, escutou o som do elevador, avisando que havia parado naquele andar. Em poucos instantes, Luke e um homem de aparência árabe entraram. Teddy levantou-se e foi cumprimentar os dois.
—Seu filho de uma égua!—Disse Luke, dando um tapa na nuca de Teddy.—Que história é esse de não querer receber seu primo?
—Eu estava numa reunião importante...
— Eu também estava numa reunião importante quando foi me procurar mês passado!
—Luke!— Exclamou Teddy, indignado.—Você estava fazendo sexo com uma loira em cima da mesa do seu escritório!
—Foi o que disse...—Luke sorriu cínico.era uma reunião importate.
Teddy bufou e jogou os braços para cima, voltando a sua poltrona. Olhou para a primeira vez diretamente para o outro homem, franzido o cenho.
—Você é...
—Nilo Abdhula, à suas ordens...—Fez uma reverencia e sentou-se na cadeira de frente à Teddy.
—Então, o que querem?—Perguntou Teddy, com as mãos sobre a mesa, inclinado para frente.—Não acredito que vieram aqui para comprar videogames.
—Exatamente...—Disse Nilo, fechando os olhos.—Selatus...

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Stephanie corria sorrateira pelos becos de Londres, tentando manter-se distante da confusão das ruas. Não queria estar ali. Queria estar ao lado de sua mãe. Achava que, sem seus cuidados constantes, Bellatrix poderia morrer, por sua fraqueza. Achava também que Voldemort poderia achar ela e matar-la...ou fazer coisa pior.
Afastou esses pensamentos da cabeça e concentrou-se no que tinha que fazer e voltar o mais cedo possível para casa. Voldemort havia ordenado-lhe que assassinasse um homem. A única testemunha do assassinato de um auror no deserto da Arábia e das movimentações secretas no mesmo lugar. Um tal de Nilo Abdhula.
O tal árabe parecia estar no prédio da companhia de absinto Parker. Era só entrar, matar e pronto. Tudo estava resolvido.
Abaixou a tampa de uma lata de lixo e pulou sobre ela, alcançando uma escada de emergência. Subiu rapidamente até o topo do prédio e estreitou o olhar, tentando encontrar o prédio.
Encontrou-o. Não estava longe. Pegando impulso, saltou para o prédio ao lado, não muito distante. Usava sua energia mágica para saltar facilmente entre os prédios, mesmo numa distancia grande.
—Só mais um pouco...—Resmungou pegando impulso para mais um salto.—não falta muito.
No meio do salto, o prédio explodiu repentinamente. Conseguiu mudar de rumo a tempo, caindo num beco, agachada. Puxou a varinha e criou uma barreira para proteger-se dos destroços que caiam.
—Porcaria!—Resmungou, fazendo os destroços voarem para todos os lados.—Esses incompetentes sempre se metem no meu caminho.
Afastou mais os destroços e caminhou entre eles. Próximo ao fim do beco, viu vultos também saindo de uma barreira mágica. Escondeu-se atrás de um pedaço de parede que havia sobrado da explosão.
—Eximmius...—Disse um dos vultos, dispersando a poeira lentamente. Olhando de trás do muro, Stephanie podia ver que era um adulto e uma criança.
Lentamente as figuras foram tomando forma. Era uma mulher. A poeira lentamente foi sumindo pelo feitiço e logo pode ver quem era.
Ela sentiu seu coração parar. Aquela mulher...não...não podia ser...não podia ser ela. Mas aqueles olhos cinzentos, os cabelos negros, meio ondulados. Não...não novamente...Stephanie deu dois passos trôpegos para trás, os olhos arregalados.
—Calma Marie...—Ela escutou Lauren falar, abraçando a criança.—não fique com medo...
A mente de Stephanie começou a ser bombardeada de lembranças...
Calma Steph, não fique com medo...
Era ela...ela sempre lhe acolhia quando estava com medo...
...tudo vai dar certo...
...ou quando estava insegura com algo.
...eu sempre vou estar com você.
Stephanie sentia o coração pulsar rapidamente, chegando a doer. A visão estava fora de foco, parecendo perdida. Deu dois passos cambaleantes para frente e apoiou-se novamente na parede. Inconscientemente, levou as mãos até a varinha no bolso interno da capa.
—Não chore...—Escutou novamente a voz de Lauren. Ergueu o olhar que ainda parecia fora de foco.—vai ficar tudo bem minha pequena...
—Não...—Balbuciou Stephanie, a voz quase não saindo.Novamente sua mente foi bombardeada por lembranças. —Ela não pode...—Murmurava Stephanie.
Eu não sei o porque de com você ser diferente, Stephanie.
—Ela não pode fazer isso...
...E acho que nunca senti nada parecido na vida, mas acho que isso é amor.
—Ela não pode fazer isso comigo.—Balbuciava, andando inconscientemente para frente, na direção delas, erguendo a varinha.
Eu vou sempre estar te protegendo, prometo.
—Eu sou...
Te protegerei de tudo e todos Stephanie.
—...eu sou...—Já apontava a varinha para Marie, o brilho verde acentuando-se lentamente na ponta. Parecia entender o desejo da dona.
A partir de hoje, você será pra sempre a minha pequena.
—Sua única pequena!—Berrou, finalmente chamando a tenção de Lauren e da filha. —Avada Ke...
—Lauren!
Antes de terminar, sentiu algo colidir contra ela e jogar-la no chão.

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Arthur rapidamente levantou-se do chão e partiu para cima de Chapolim. O Termomago havia conjurado um de seus tridentes dourados e agora os dois lutavam ferrenhamente. Pareciam rápidos borrões e cada vez que se encontravam causavam um flash de luz branco.
—Não vai ajudar-lo?—Perguntou Marina, apreensiva.
—Acho que o Chap dá conta dele fácil, fácil...—Disse Pedro, de braços cruzados, olhando a luta.não acho que devo me intrometer.
Marina olhou incrédula para Pedro e voltou a olhar a luta. Não sabia o que estava acontecendo. Eles eram muito rápidos. Marina estava impressionada. Então a lenda era verdadeira. Ou melhor, os elementais eram verdadeiros e eram realmente muito fortes.
Um forte choque entre os dois, tirou Marina de seus pensamentos, sobressaltando-se. Viu um forte flash de luz e logo depois os dois se arrastando pelo asfalto, em direções opostas, abrindo uma vala na rua.
Marina arregalou os olhos, soltando um gritinho assustado. Pedro olhou para ela e soltou uma risada de canto de boca, ironizando. Voltou a olhar a luta, agora sério, olhando Chapolim que levantava-se, sem sua camisa que havia ficado no meio do caminho.
—Chap! Acabe logo com isso!—Gritou Pedro, sem alterar-se.
Chapolim concordou com um aceno de cabeça e olhou para Arthur, que também levantava-se, parecendo mais machucado que o Weasley.
—Vamos terminar com isso...—Chapolim posicionou-se, as mãos a frente do corpo, juntas.—experimente meu flame tiger!
Um tigre flamejante saiu de suas mãos, na direção de Crown. Surpreso e fraco de mais, ele não defendeu-se. O tigre atacou-lhe com as patas e os dentes inflamados, antes de envolver-lo e explodir. Arthur foi jogado para cima e caiu de cara no chão, desacordado, o corpo todo chamuscado.
—Esse aí é duro na queda...—Disse Chape, ofegando, aumentando a temperatura do corpo para fechar os ferimentos.
—Percebe-se...—Disse Amanda, mal-humorada, com a mão sobre o ferimento.
—Alguém precisa cuidar disso...—Disse Pedro, olhando para Arthur e para o dragão, que havia permanecido ali, imóvel.—Marina, vá até o ministério e tente resolver isso. Temos que voltar a mansão Parker...
Todos concordaram. Marina tomou o caminho até o ministério, enquanto os outros três começaram a caminhada de volta a mansão de Luke.

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O sol se punha atrás das nuvens. Luke andava pelas ruas de Londres, no seu EcoSport, tranqüilo. Estavam vazias. Estranho para aquele horário. Haviam vários policiais na rua e guardas orientando o transito. Olhou para Nilo no banco do passageiro, que parecia alheio aquilo.
Teve vontade de perguntar se era obra de Voldemort, mas ficou calado, voltando a dirigir. Afastou-se do centro de Londres e parou numa rua onde havia predominância de casas, com grandes jardins. O céu já estava escurecendo e o sol quase não era mais visto no horizonte.
—Luke...—Disse Nilo, soltando o cinto de segurança.—quero te confiar algo...que deve proteger à sete chaves.
—Olha cara, se você tiver bilau mole, é melhor procurar seu medico, eu procuraria...—Zombou Luke, a mão no volante, olhando para Nilo, por detrás dos óculos escuros.
—Quero que guarde isso...—Nilo entregou-o a mesma caixa de ouro que estava carregando quando foi visitar Luke, alertando-lhe sobre a ameaça.—é mais preciosa do que todas as nossas vidas juntas...
Luke pegou-a com cuidado, olhando cada detalhe. Parecia não ter tampa, sendo totalmente fechada. Haviam vários hieróglifos e uma outra variedade de escrita usada no Egito, a hierática. Sem mais adornos, as pontas das caixas terminavam em cabeças de dragões com as bocas fechadas.
—O que é is...
—Na hora certa vocês saberão...—Sem esperar mais nada, Nilo abriu a porta do carro e saiu. Luke ficou olhando, incrédulo, enquanto Abdhula afastava-se.
Nilo saiu andando pela rua, tranqüilo, sereno. Escutou o som do carro de Luke afastando-se e ergueu o olhar, sério.
—Pode sair daí, não precisa mais se esconder...
Um vulto saiu detrás de uma das casas, caminhando até Nilo. Parou de frente para ele, apontando a varinha diretamente para o peito dele.
—Sabe porque vim aqui, não é?—Perguntou uma voz masculina e fria, parecendo abafada por algo.
—Porque eu estou frustrando o plano de “ataque-surpresa” do seu mestre, não é?—Nilo fechou os olhos e sorriu triunfante.—Já imaginava que viriam...só acho que...demoraram de mais...
—Cale sua boca!—Bradou o vulto, agitando a varinha.—Vou acabar rapidamente com você! Diffindo!
Nilo sentiu-se impelido para trás. Seu corpo descreveu um arcocaindodecostas no chão. Sentiu um forte ardor no peito e logo seu sangue começou a manchar sua roupa branca. Levantou-se com dificuldade, com uma forte dor no peito, encarando o vulto.
—Deixe-me...ver...se...seu rosto...antes de...morrer...—Balbuciou, sentindo falta de ar.
—Com prazer...—Caminhou até Nilo e pressionou a varinha contra suas costelas, perfurando sua pele. Nilo urrou de dor. O ser levou a mão até o capuz e abaixou, revelando o cabelo e os olhos negros de Tom.—agora, vou perfurar seus pulmões. Irá morrer asfixiado, lentamente...—Tom sorriu diabolido, enterrando mais a varinha entre as costelas dele.—Diffindo!
Nilo sentiu uma forte dor interna e rapidamente seu nariz e sua boca encheram de sangue. Tom afastou-se, puxando a varinha que pingava sangue e largou um agonizante Nilo no chão. Com uma risada diabólica, caminhou pela rua, sumindo numa nuvem de fumaça, enquanto lentamente os olhos de Nilo iam perdendo a cor.

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