Em setembro



Infelizmente as previsões de Harry não estavam corretas. No dia seguinte, Rose parecia com mais raiva que antes e passou todo o caminho até a Toca em total silêncio e na volta também. Ela também não dirigiu a palavra a Alvo.


E, no dia seguinte, as coisas ficaram ainda mais ruins.


 


*Flash Back*


Hermione estava tentando dar a papinha da filha caçula. Era segunda-feira de manhã e ela acordou um pouco mais tarde do que tinha planejado, conclusão, estava atrasada.


- Vamos Mel, termina logo de comer – pediu, pegando mais um pouco de banana amassada na colher – A mamãe ainda precisa te deixar na Toca antes de ir para o trabalho.


- Não! - balançou a cabeça negativamente e fechou a boca.


Nesse momento o moreno entrou na cozinha, já estava totalmente arrumado para sair.


- Bom dia meu amor! - deu um beijo no topo da cabeça da esposa – Eu já estou indo para o ministério, tenta não demorar muito para sair também.


- Será que você pode me ajudar com isso! - pediu, estava prestes a cair no choro – A sua filha não está querendo comer de jeito nenhum.


- Deixa eu tentar! - sentou-se no lugar em que ela estava há alguns segundos e ficou de frente para a menina – Vamos lá minha princesinha, sabe que precisa de alimentar direitinho.


- Por fim, Melanie acabou comendo a colherada que o pai tinha acabado de oferecer.


- Eu vou trocar de roupa enquanto você termina ai! - avisou, indo em direção a porta – Não acredito que com você ela come.


Em menos de dez minutos ela já tinha se arrumada e voltou para o andar debaixo da casa. O namorado já tinha conseguido terminar de dar a comida de Mel e Hugo também tinha se juntado a eles e tomava o seu café da manhã.


Foi nesse momento que a campainha tocou.


- Hugo, meu filho! - virou-se para o menino com um pequeno sorriso – Será que você pode abrir a porta para mim?


- Claro, mãe! - levantou-se e saiu correndo em direção a sala.


- Quem será que é a essa hora da manhã? - Hermione sentou-se em uma cadeira vazia, parecia ligeiramente desconfiada.


- Tenho certeza de que deve ser o carteiro trouxa – deu de ombros – Ou, quem sabe, um amiguinho do Hugo chamando ele para ir brincar.


- Oi vovó! - ouviram a voz do garoto vinda do outro aposento – O que você está fazendo aqui em casa?


- Oi, Hugo, meu querido! - ela, provavelmente, estava abraçando o neto com bastante força – Sua mãe ainda está em casa ou já saiu para o trabalho?


- Ela e o tio Harry estão lá na cozinha! - respondeu.


Ouviram alguns passos, em seguida, a senhora Weasley, apareceu a porta da cozinha.


- Olá Hermione! - deu um sorriso para a outra mulher – E oi para você também Harry!


- A senhora veio buscar a Mel? - quis saber – Vai mesmo me poupar um grande trabalho. Assim eu chego mais cedo no ministério.


- Eu até posso levar a Mel também! - respondeu – Mas eu não estou aqui, exatamente, para isso.


- Então, para que é? - perguntou.


Nesse momento Rose apareceu, ela estava carregando o seu malão de Hogwarts e a gaiola com a coruja que ganhou de presente quando virou monitora.


- Oi vovó, obrigada por vir aqui me buscar! - disse – Vou adorar passar o verão em um lugar aonde as pessoas respeitam a memória do meu pai.


- Será que você pode me esperar um pouco lá na sala, minha querida? - se ajoelhou para fica na altura da neta – Mel também vai com a gente e ela ainda precisa terminar de comer e se arrumar.


- Tudo bem! - concordou, saindo do local.


A mulher esperou até Rose não poder mais ouví-los para virar-se, novamente, para o dois.


- Rose me pediu ontem para passar o restante do verão lá na Toca – explicou – Mas pensei que ela fosse te avisar isso, Hermione.


- Ela não está falando com ninguém nessa casa desde o jantar de sábado – explicou – Não sei mais o que fazer em relação a isso.


- Vou levar a Mel lá em cima para trocar a roupa dela – Harry avisou, pegando a filha no colo – Enquanto isso vocês ficam ai conversando.


- A Rose só está um pouco chocada com a noticia! - tentou explicar – Com o tempo ela vai acabar esfriando a cabeça.


- Acho que é mesmo melhor ela passar alguns dias na Toca! - acabou concordando – Vai ser bom para Todos nós.


- Enquanto isso, eu vou ter um conversinha com ela – garantiu – Quem sabe, até quando você for buscar a Mel, hoje de noite, ela também não voltar junto.


- Isso era tudo o que eu queria – suspirou pesadamente e apoiou o rosto na mão – Espero mesmo que a senhora consiga.


- Prontinho, nós já voltamos! – Harry entrou na cozinha juntamente com a filha – Agora você já pode ir com a vovó, Mel.


- Oba! – a menina esticou os braços em direção a avó.


- Nós já estamos indo! – avisou – E não se preocupe, Hermione querida, eu cuidei de sete filhos, vou conseguir lindar com a Rose.


*Fim do Flash*


 


A senhora Weasley não conseguiu conversar a neta a voltar para casa ou falar com a mãe, então a garota passou toda as férias de verão com os avós. E o seu relacionamento com o Alvo também não parecia ter mais volta.


Era dia primeiro de setembro e Hermione decidiu acordar mais cedo do que de costume, pois queria preparar um café da manhã especial. Já que era o último dia que seu filho estaria em casa até as férias de natal.


Decidiu fazer panquecas e, quando terminou, achou estranho que ninguém tinha descido ainda. Olhou para o relógio e eram 8:30 da manhã, se demorassem um pouco mais, iriam chegar atrasados na estação King Cross.


Passou primeiro no quarto da sua filha caçula. Foi onde encontrou Harry conjurando, de sua varinha, várias bolhas de sabão, elas iam até a menina, que não conseguia parar de rir, principalmente quando elas estouravam.


O que você pensar que está fazendo. Harry? – ele olhou para a porta e encontrou a namorada parada com os braços cruzados e o encarando.


- Oi Mione! – ele deu um fraco sorriso para a mulher – Olha só como a Mel está se divertindo, ainda não sei como eu não tinha pensado em brincar com ela dessa maneira.


- Será que você não está se esquecendo de nada? – continuava a bem séria nesse momento – Como, por exemplo, que dia é hoje?


- Hoje! – botou a mão no queixo, pensativo – Hoje é dia primeiro de setembro, não é isso?


- Exatamente! – concordou com a cabeça – E o que tem de tão importante para fazer no dia primeiro de setembro e que não podemos nos atrasar de maneira nehuma.


- O embarque no expresso Hogwarts! – gritou, fazendo com o Mel se assustasse – Como é que eu pude me esquecer disso? Sempre foi o meu dia favorito na época de escola em que eu precisava passar o verão na casa dos meus tios.


- Em vez de você continuar ai se lamentando, o que acha de ir trocar de roupa? – sugeriu – O café da manhã está pronto. Eu vou ali apressar o Hugo, espero que ele também não tenha se esquecido que precisa voltar para a escola hoje.


Por sorte, o garoto não tinha se esquecido do que tinha de fazer hoje. Ele estava sentado em cima da mala tentando fechá-la.


- Oi mãe! – acenou para ela antes de tentar, novamente, fechar o malão, mas não foi possível, novamente.


- Você precisa de ajuda, meu filho? – quis saber.


- São nessas horas que eu fico triste por não poder fazer magia fora de Hogwarts – revirou os olhos – Já estou há 20 minutos tentando fechar essa mala.


- E por que você está com problema para fechar o malão esse ano? – achou estranho – Nunca teve esse problema das outras vezes em que foi para Hogwarts.


- São esses livros a mais que preciso para esse semestre – explicou – Tenho a impressão de que não deixaram espaço para mais nada.


- Talvez você esteja colocando coisa demais ai dentro – sugeriu – Quem sabe se você tirar as coisas que tem certeza que não vai usar em Hogwarts, fique mais fácil de fechar.


- Tem razão! – se levantou para poder abrir o malão – Acho que não vou precisar dessas cuecas, já tenho essa que estou usando mesmo.


- Hugo, você é mesmo igualzinho ao seu pai – a mulher não pode deixar de revirar os olhos antes de se virar para ele – Deixa eu ver o que você pode tirar daqui.


Começou a retirar várias coisas do filho de dentro da mala para saber o que poderia ser descartado.


- Já sei! – disse, por fim – Você não vai precisar desses produtos da gemialidade Weasley aqui – mostrou a sacola que estava em suas mãos.


- Mas esse foi o presente que o tio Jorge me deu no meu aniversário – lembrou – Ele me disse que sempre pode ser útil em alguma aula chata.


- Seu tio Jorge gosta de brincar, às vezes,não precisa levá-lo a sério sempre – avisou – Prometo que vou deixá-lo guardado bem aqui, então você vai poder brincar com tudo quando voltar para casa.


- Está bem! – concordou, por fim.


- Agora você pode colocar o resto das coisas de volta no malão – avisou – E vamos ver se vai fechar dessa vez.


Ele fez o que a mãe estava pedindo. Agora o malão tinha fechado com bastante facilidade.


- Termine de se arrumar e vai lá para baixo tomar o café da manhã – disse – Depois, o Harry coloca o seu malão dentro do carro.


- Está bem! – concordou – Espera uma pouco, mãe! – chamou, fazendo com que a mulher parasse no meio do caminho para a porta.


- O que foi, Hugo? – quis saber.


- Você acha que a Rose vai falar com você hoje lá na plataforma antes de embarcar no tem? – perguntou, por fim.


- Eu não sei! – deu de ombros – Sinceramente, eu não sei. Mas queria muito que ela fizesse isso.


- Eu também! – o garoto concordou – Não gosto de ver vocês duas brincando. E sei que o papai também iria querer ver toda a nossa família unida e feliz.


- Sei disso também! – concordou – Mas vamos dar um tempo para a sua irmão, sei que logo ficará tudo bem.


Enquanto isso, na Toca, o senhor Weasley tinha acabado de acordar e estava indo tomar o café da manhã. Era o seu dia de folga no ministério e iria aproveitar isso para mexer em todos os seus objetos trouxas que tanto o fascinavam. Quando chegou a cozinha, encontrou sua esposa e sua neta.


- Bom dia Molly. E bom dia Rose! – acenou para as duas antes de se sentar – o Cheiro do café da manhã está muito bom.


- Já vou servir o seu café, querido – a mulher disse – Já ia me esquecendo, já que é o seu dia de folga, poderia levar a Rose na estação King Cross para poder pegar o expresso Hogwarts?


- Já tinha até me esquecido de que hoje era o dia do embarque para Hogwarts – disse – Já faz tanto tempo da última vez que tivemos de levar Gina para lá.


- Então você pode levá-la – avisou – Hoje é o seu dia de folga mesmo, não vai ter o menor problema.


- É que eu estava planejando fazer uma outra coisa hoje! – explicou, calmamente.


- Você pode ficar brincando com os objetos trouxas quando você voltar – estava bem séria – Agora você vai levar a sua neta para a escola.


- Tudo bem! – revirou os olhos – Rose, vai colocar a sua mala no carro enquanto eu termino de tomar café da manhã.


- Tudo bem! – ela se levantou – Com licença, eu ainda preciso trocar de roupa também.


Assim que a garota colocou o malão no carro e terminou de se arrumar, ela foi para a sala esperar o seu avô se arrumar. Foi quando a senhora Weasley apareceu e se sentou ao seu lado.


- E então, você está animada para voltar a escola hoje? – quis saber.


- Claro que sim! – respondeu, sem conseguir parar de sorrir – Já estava ficando com saudades de Hogwarts e de todas as minhas aulas.


- Você é mesmo igualzinha a sua mãe – a mulher comentou – E quanto ao Alvo, imagino que vocês dois tem muita coisa para conversar durante a viagem de trem.


- Nós dois não temos nada que conversar!- cruzou os braços e ficou séria – Já disse para ele que acabou e não tem mais volta.


- Olha, Rose, eu e o seu avô não concordamos com o namoro de vocês dois quando ficamos sabendo, vocês são primos e isso é muito estranho – começou a falar – Mas, como os seus pais estavam aceitando, não tínhamos nada para fazer sobre isso.


- Acho que você e o vovô é que estavam certos! – disse – Nós dois nunca deveríamos ter começado a namorar.


- Só que tivemos que concordar com uma coisa depois de todo esse tempo – continuou – Vocês fazem um casal adorável e é um desperdício vocês terminarem por uma bobagem dessas.


- Não é uma bobagem! – avisou – Nunca vou poder perdoá-lo por estar aceitando da minha mãe com o pai dele.


- Isso é outra coisa que você não deveria fazer – passou a mão pelo cabelo dela – Não deve brigar com a sua mãe.


- E como ela pode começar a namorar o melhor amigo do meu pai? – lembrou – Isso é uma coisa que eu também não posso aceitar, de nenhum dos dois.


- Eu ainda me lembro do dia em que os seus pais anunciaram para toda a família que estavam namorando – mudou, ligeiramente de assunto – Tinha acabado a guerra contra você-sabe-quem e tínhamos acabado de enterrar o seu tio Fred. O Harry e a Gina também tinham voltado a namorar e esse foi um motivo de alegria para todos nós nesses tempos triste, mas não posso negar que fiquei totalmente surpresa.


- E por que você ficou surpresa vovó? – a garota quis saber.


- Por mais que seus pais fossem amigos, pensava que a Hermione fosse acabar namorando o Harry – explicou – É claro que depois, o Harry começou a namorar a Gina, mas eu ainda achava que a sua mãe fosse conhecer uma outras pessoa e o Rony também. Por isso, os dois se casarem e terem três filhos foi uma grande surpresa para mim.


- É claro que a sua teoria não estava tão errada – deu de ombros – Afinal, a minha mãe está com o tio Harry agora.


- Mas você vê quanto tempo eles demoraram para ficarem juntos, o seu pai morreu já tem dois anos – lembrou – Você não pode negar que os dois se amaram muito e isso é tudo que basta para você, o Hugo e a Melanie. O que ela vai fazer agora não importa.


- Talvez você tenha razão! – concordou, por fim – Mas ainda preciso de um tempo para conseguir falar com ela de novo.


- Tudo bem! – concordou se levantando – Você vai ter bastante tempo para pensar enquanto estiver em Hogwarts.


Foi nesse momento que o senhor Weasley desceu as escadas.


- Você já está pronta, Rose?- ele quis saber, enquanto pegava a chave do seu carro (que, agora, não era mais mágico).


- Estou sim! – ela se levantou – Já podemos ir embora.


Harry parou o carro no estacionamento da King Croos eram 10:30. Pegou um carrinho para colocar o malão do garoto e todos eles foram caminhando em direção a passagem secreta que os levaria a plataforma 9 ½.


- Acho que eu já vou indo procurar um lugar para mim no trem! – o garoto avisou – Se vocês dois quiserem podem ir embora, eu vou ficar bem.


- Até parece que eu vou fazer isso! – Hermione comentou – Eu sempre fico aqui esperando o trem partir, e hoje não vai ser diferente.


O garoto foi caminhando em direção ao trem vermelho e o casal ficou parado no mesmo lugar em que estavam.


- Você acha que a Rose vai demorar muito para chegar aqui? – a morena perguntou, parecendo um pouco temerosa.


- Ela já deve estar chegando – o homem garantiu – Você acha mesmo que a senhora Weasley iria deixá-la perder a viagem para a escola?


- Tem razão, é besteira minha! – balançou a cabeça negativamente – Acho que eu pensei que, como ela não está falando conosco, iria se rebelar na escola.


- Duvido muito que a mini-Hermione faça isso – comentou, antes de receber um tapa da namorada – Tudo bem, Mione, eu estava só brincando.


Foi nesse momento que ela também começou a rir e foi seguida pelo de olhos verdes.


- Tudo bem, eu tenho que admitir – disse, por fim – Esse seu comentário foi bom, Rose sempre agiu igualzinha a mim quando se trata dos estudos.


- E eu sei, que por mais que estivesse com raiva dos seus pais, não iria deixar de voltar para Hogwarts – lembrou – Da mesa maneira que ela também não vai fazer isso.


- Harry! Hermione! – viraram-se para o local de onde vinha a voz e encontraram Victor Krum – Que bom que eu encontrei vocês dois, estou um pouco perdido aqui.


- Já disse que não precisa fazer mais nada, tio Victor! – Lilian tentou explicar, pela falta de paciência no seu tom de voz, não era a primeira vez tentava falar – A gente embarca no trem agora e você espera até a gente ir embora. Da mesma maneira que sempre fez quando veio nos deixar aqui com a mamãe.


- Quando estava em Durmstrang não era tão complicado assim – comentou – Íamos para a escola por meio da rede flú e surgíamos na lareira da sala do diretor.


- Devia ser mesmo bem mais prático – Harry concordou com a cabeça – Mas não ficava congestionado quando os alunos tentava chegar todos ao mesmo tempo.


- Cada um tinha uma hora certa para chegar e que era enviada na mesma carta em que vinha a lista de materiais – explicou – Além disso, Durmstrang não tem tantos alunos quanto em Hogwarts.


- Que engraçado! – a garota comentou e riu levemente – Prefiro, como é aqui em Hogwarts. E você Alvo.


- Acho que já estou acostumado como as coisas são por aqui! – deu de ombros – Mas também iria gostar se fosse como é em Durmstrang.


- Cada lugar no mundo tem uma cultura diferente – Hermione explicou – Por isso o meio de chegar as escola é diferente para Hogwarts e para Durmstrang e também deve ser diferente em Beuxbatons e nas outras escolas de magia espalhadas pelo mundo. É uma questão de costume.


- A Mione tem razão! – foi o moreno quem falou dessa vez – E vocês também devem colocar logo as suas coisas no trem, o Hugo já está lá.


- E a Rose? – o garoto quis saber – Sabem se ela já chegou aqui.


- Não sabemos! – a mulher deu de ombros – Por enquanto, não a vi, nem a senhora Weasley ou o senhor Weasley.


- Certo! – deu um suspiro triste.


- Pai, será que você pode me ajudar a levar a minha mala para o trem? – Lilian pediu – É que isso daqui é muito pesado.


- Claro! – Harry colocou Melanie no chão – Fica aqui com a sua mãe enquanto eu ajuda a Lilly e o Al, tudo bem?


- Tudo bem, papai! – concordou com a cabeça – Mamãe, quero colo!


- Claro, minha princesinha! – pegou a filha caçula, que logo deitou a cabeça no seu ombro.


Assim que o moreno saiu juntamente com os filhos em direção ao expresso Hogwarts, os outros dois ficaram sozinhos.


- Aonde está a Gina? – a mulher quis saber, de repente.


- Ela está passando mal desde ontem de tarde! – explicou – Então, eu disse que poderia ficar em casa descansado e eu trazia as crianças.


- Entendo! – concordou com a cabeça – Espero que o que a Gina tenha não seja nada grave.


- Tenho certeza de que logo ela vai estar bem novamente! – deu de ombros – E vai parecer que ela não teve nada.


- Como você pode ter tanta certeza disso? – achou muito estranho esse comentário – Você se formou em medicina bruxa agora.


- Não é isso! – começou a rir – É que, eu tenho a impressão de que ela só está passando mal, por que o James vai começar o treinamento no quartel general dos aurores na semana que vem.


- Harry comentou sobre isso comigo! – lembrou – Ele está muito orgulhoso do filho por estar seguindo os seus passos.


- A Gina também está orgulhosa dele – completou – Mais está sendo cabeça dura demais para admitir isso.


- Fui eu quem recebi um telefonema dela de três horas dizendo como a profissão de auror é perigosa – revirou os olhos com a lembrança – E ela ainda queria que eu falasse com o Harry para convencer o filho a escolher outra carreira mais “segura.


- Gina anda muito paranóica com isso! – completou – Afinal James é o filho mais velho e ela não quer que aconteça com o seu primeiro bebê o mesmo que aconteceu com seu irmão.


- Tenho certeza de que o James vai se sair super bem no treinamento de aurores! – ficou encarando o chão nesse momento – Da mesma maneira que o Harry. Esse tipo de coisa vem de família.


- Desculpe-me, Hermione! – colocou a mão sob o ombro da mulher – Eu me esqueci que do Rony, ainda é muito doloroso para você.


- Eu vou superando! – suspirou pesadamente antes de encará-lo – Acho que, com o tempo, não vai ser tão sofrido.


- Olha ai o senhor Wesley! – acenou para a direção oposta a eles – Oi senhor Weasley!


O homem se aproximou deles, seguido por Rose.


- Oi Victor! Oi Hermione! – cumprimentou os dois – Aonde estão o Harry e a Gina? E as crianças?


- Oi senhor Weasley? Harry se aproximou nesse momento – Que surpresa ver o senhor por aqui.


- Molly me fez vir aqui trazer a Rose! – puxou a garota para mais perto de si – Ainda não acredito como essa menina cresceu! Em que ano você está mesmo?


- Estou indo para o sexto ano – lembrou.


- E ano que vem já vai ser o seu último ano de estudos bruxos – parecia muito orgulhoso da neta – E você já sabe o que vai fazer depois de se formar?


- Estava pensando em seguir a carreira de medi-bruxa – deu de ombros – Ou então uma carreira no ministério, ainda não tenho certeza.


- Você ainda tem bastante tempo para pensar, mal fez os seus N.I.E.M’s – comentou – Não acha também, Hermione?


- Claro! – a mulher concordou, estava visivelmente desconfortável, da mesma maneira que a filha mais velha – Só decidi que iria seguir carreira no ministério quando estava fazendo o último ano em Hogwarts, depois da guerra.


- Acho que eu vou procurar um lugar vazio no trem? – Rose avisou – Obrigada por me trazer, vovô!


- Espera, Rose! – tentou chamá-la, mas ela já tinha ido embora – Você nem vai falar com a sua mãe?


- Tudo bem! – a morena deu de ombros – Quero dizer, acho que ela ainda não está preparada para sermos uma linda família feliz.


- Mas ela não pode fazer isso! – comentou – Quero dizer, ela já passou todo o verão lá em casa, não pode ficar sem falar com você para sempre.


- Vou mandar uma carta para ela nas próximas semanas! – deu de ombros – Tenho certeza de que vai estar tudo bem até as férias de natal.


- Você tem muita paciência com ela, Hermione – o senhor Weasley comentou – Se fosse lá em casa, Molly já a teria pendurado pelos polegares, de cabeça para baixo, até que ela falasse alguma coisa.


- Acho que eu concordo com a Hermione – Harry disse, se aproximando da namorada – A Rose ainda está muito abalada com a morte do pai. Tem que dar um tempo para ela absolver que a mãe precisa seguir em frente.


- Tudo bem! – concordou – Afinal, você é a mãe e sabe muito bem como educá-la.


Logo, o expresso Hogwarts começou a soltar fumaça, um sinal de que logo iria partir da plataforma. Esperaram até o trem desaparecer na curva antes de se despedirem e voltarem para a parte trouxa da estação.


Enquanto isso, dentro do trem, Rose encontrou uma cabine vazia e entrou no local. Colocou suas coisas no maleiro e se sentou perto da janela para fazer a paisagem. Ouviu a porta sendo aberta e encontrou o seu irmão.


- Hugo! – pareceu bem surpresa em vê-lo ali naquele momento – O que você está fazendo aqui?


- Estava te procurando! – respondeu indo para perto dela – Queria ter certeza de que você estava aqui.


- Achou mesmo que eu não fosse voltar para a escola – deu um riso irônico – Só porque eu estou brigada com a mamãe não quer dizer que eu iria me revoltar totalmente com a minha educação.


- É que eu senti sua falta! – deu de ombros – A nossa casa não é a mesma coisa sem você me enchendo para fazer as minhas tarefas.


- Também sinto a sua falta Hugo! – admitiu – Também sinto falta da Mel, mas as coisas não são tão simples assim.


- É claro que são simples! – deu de ombros – É só você voltar para a casa e tudo vai voltar a ser como antes.


- Não posso, simplesmente fingir que nada aconteceu – respondeu – Acho que nada vai ser como antes.


- A mamãe está muito feliz com o tio Harry! – falou – Acho que nunca a vi tão feliz antes. Nem mesmo quando o papai estava vivo.


- Então ela deveria ter ficado com ele desde o começo – gritou – Assim, já seriamos filhos do tio Harry e isso nos pouparia de todo esse sofrimento.


- Seria muito estranho se fossemos filhos do tio Harry! – fez uma careta – Tudo teria sido completamente diferente.


- Já que você mesmo está admitindo que queria mesmo ser filho do nosso pai – lembrou – Não pode ficar tentando me convencer a voltar para casa.


- Isso não faz sentindo! – revirou os olhos – São duas coisas completamente diferentes.


- Vai embora Hugo! – voltou a virar para a janela, ficando de costas para o irmão – Eu quero ficar sozinha.


- Não, Rose, espera! – tentou argumentar – Sei que temos nossas diferenças, mas não quero ficar brigado com você.


- Não estou com raiva de você, irmãozinho! – admitiu – Apenas preciso ficar um pouco sozinha.


- O que é isso, uma reunião da família Weasley! – viraram-se, novamente, para porta, era Lilian – Também quero participar.


Rose revirou os olhos, já estava começando a ficar cansada de todos ficarem aparecendo toda a hora. Queria um pouco de privacidade.


- Senta ai Lilly! – indicou o lugar ao seu lado para a prima – Nós estávamos aqui conversando um pouco e a Rose aproveitou para olhar a paisagem.


- Oi Rose! – acenou para a garota – Mas me diga uma coisa, Hugo, que matérias você escolheu para fazer esse ano?


- Trato de Criaturas Mágicas e Estudo dos trouxas – respondeu – Eu tinha pensando em fazer Adivinhação, mas minha mãe sempre falou tão mal. Foi a única matéria que ela abandonou antes de acabar o ano.


- Meu pai também fala muito mal de Adivinhação – revirou os olhos – Disse que a professora toda hora previa alguma catástrofe para acontecer com ele. Por isso eu poderia escolher qualquer matéria, menos Adivinhação.


- Vocês estão ai! – foi a vez de Alvo aparecer – Procurei vocês por todo o trem.


Ele se sentou ao lado da ex-namorada, que apenas revirou os olhos e não disse absolutamente nada.


- Sabe o que eu estava me lembrando agora a pouco – ele voltou a falar – De todos os nossos primos, somos os únicos que ainda estão aqui em Hogwarts.


- Tem razão! – Lilian concordou – É por isso que precisamos ficar todos unidos.


- Com licença! – a garota mais velha se levantou – Eu vou dar uma volta e vou passar no vagão dos monitores também.


Ela começou a caminhar pelos vagões e várias pessoas a cumprimentaram. Foi então que encontrou Jully parada na frente de um dos vagões.


- Oi Rose! – sorriu para a amiga – Estão dizendo aqui pelo trem que você e o Alvo terminaram. Isso é mesmo verdade?


- É sim! – suspirou pesadamente, já estava cansada de dar explicação para os outros – Pode avisar para todo mundo, assim eles param de especular.


- Isso é um pouco estranho! – deu de ombros – Quero dizer, já estou acostumada a ver vocês dois juntos.


- Até o nosso terceiro ano eu e Alvo não estávamos juntos ainda – lembrou – Vai ser como era naquela época.


- Mas vocês dois estavam sempre juntos, mesmo sem namorar – comentou – E agora não vai ser mais assim.


- Agora eu preciso ir! – avisou – Ainda tenho que passar no vagão dos monitores, sabe como é, para poder ver que horas eu vou fazer a ronda.


- Tudo bem! – concordou com a cabeça – Quem sabe a gente não consegue conversar melhor ainda durante a viagem.


- Quando chegou ao vagão dos monitores, o local estava totalmente vazio. Exceto por Andrew Spelman, que era monitor da Sonserina.


- Oi Rose! – deu um sorriso para a garota assim que a viu – Estava imaginando quando é que alguém iria aparecer aqui.


- Aonde estão os monitores-chefes? – perguntou, se sentando em uma das cadeiras vazias.


- Ainda não chegaram! – deu de ombros – Mas não devem demorar muito, assim eu espero.


E ele estava certo, logo o restante dos monitores e o monitor e a monitora chfes chegaram. Passaram as rondas de cada um deles no trem e disse que poderiam ir embora.


- Ainda não está na hora da nossa ronda! – o garoto comentou quando ele e Rose caminhavam pelo trem – Você vai encontrar o seu namorado agora?


- Você não está sabendo? – olhou para ele – Eu e Alvo terminamos durante o verão.


- É uma pena! – disse, mas não parecia estar se lamentando – O que acha de darmos um volta, então?


- Claro! – concordou.


Foi então que ela viu Alvo vindo na direção deles e os viu juntos. O primeiro impulso que Rose teve foi de beijar o seu amigo, no momento em que os dois se separaram, viu que o ex-namorado não estava mais lá.


- Uau! – foi tudo que Andrew conseguiu dizer – Eu não tenho palavras para isso. Quero dizer, desde o momento em que te vi pela primeira vez eu me interessei por você, mas achava que seria impossível.


- Eu sinto muito Andrew! – resolveu ser sincera – Não estou interessada em você dessa maneira. Foi só para fazer ciúmes no Alvo.


- Entendo! – ficou triste – Mas, o que você acha de namorarmos? Assim o Alvo vai ficar com mais ciúmes ainda.


- É uma boa idéia! – concordou – Eu aceitou ser sua namorada.


Então eles se beijaram novamente. Rose sabia que estava sendo infantil, mas não poderia deixar o primo saber que ela estava triste pelos dois não estarem mais namorando.


Hermione acordou naquela manhã com os primeiros raios de sol batendo nos seus olhos, mas preferiu permanecer fingir que continuava a dormir. Foi então que ela sentiu um beijo nos seu ombro e encontrou seu namorado, trazendo uma bandeja de café da manhã.


- Bom dia Harry! – ela se sentou e esfregou os olhos para poder enxergar melhor – Sabe que não precisava ter trazido café da manhã para mim na cama. Não gosto de ser paparicada, ou eu posso ficar mal acostuma.


- Eu não me importo que você fique ml acostuma e eu precise trazer café para você na cama todos os dias – deu de ombros – A propósito, feliz aniversário.


- Já disse que não quero mais comemorar o fato de ficar mais velha – revirou os olhos – E você tinha concordado comigo sobre isso.


- Eu menti para você! – disse, simplesmente – É o seu primeiro aniversário em que nós dois estamos namorando, quero que ele seja o mais especial de todos. Por isso, preparei uma grande surpresa para você.


- E será que eu posso saber qual é grande surpresa que você está preparando para mim? – foi se aproximando dele, lentamente, até estarem com o rosto há centímetros um do outro.


- É claro que pode! – balançou a cabeça afirmativamente – Hoje de noite quando eu for te levar para jantar.


- Eu já devia saber! – revirou os olhos – Você sempre faz isso, não sei por que eu pensei que dessa vez seria diferente.


- Você é mesmo muito ingênua, Mione,é por isso que eu te amo – deu um beijo na testa da mulher – Agora, fica ai terminando o seu café enquanto eu vou lá embaixo preparar o meu e o da Mel.


Hermione não pode deixar de revirar os olhos quando moreno saiu de dentro do quarto. Ele não tinha jeito mesmo, sempre estava tentando fazer uma surpresa para ela. Às vezes não sabia se merecia um homem como aquele ao seu lado.


Assim que ela terminou de tomar o seu café da manhã, foi para a cozinha. Lá encontrou seu namorado e sua filha terminando de tomar café da manhã.


- Você não precisa ter trazido a bandeja aqui embaixo, Mione, era só me chamar que eu ia lá pegar – ele comentou – Afinal, hoje é o seu dia de ser paparicada, não vai fazer absolutamente nada.


- Hoje já é o meu dia de folga no ministério e isso já basta, tenho que cuidar da casa – lembrou – Preciso me sentir útil, ou vou enlouquecer.


- Acredite, você consegue! – garantiu – Não se preocupe com nada que eu arrumo agora e, o que você sujar durante o dia, eu resolvo quando voltar.


- Você é mesmo muito engraçado Harry – ela não pode deixar de rir – Acho que você se esqueceu de que eu tenho que cuidar da Mel. A creche já avisou há uma semana que não ia abrir hoje e como não vou trabalhar, não posso pedir para a senhora Weasley cuidar dela.


- Quanto a isso eu posso resolver o seu problema – avisou – Hoje é o dia do “leve seu filho para o trabalho” e eu vou levar a Mel.


- Esse dia não existe, Harry! – ela revirou os olhos – Imagina a confusão que iria ser várias crianças correndo por todo o ministério da magia.


- Vamos ver com a Mel o que ela quer fazer! – virou-se para a menina – Mel, você quer ir passar o dia no trabalho do papai hoje?


- Sim! – respondeu, parecendo muito feliz – Quero conhecer o trabalho do papai.


- Está vendo! –virou-se, novamente, para a namorada – Você não pode negar um pedido feito pela sua filha.


- Tudo bem! – fez uma careta – Mas então você quer que eu passe o dia inteiro aqui vendo televisão e lendo, como se o mundo a minha volta não existisse.


- Essa era a idéia! – concordou – Mas, se isso te deixa tão incomodada, você pode ir fazer alguma outra coisa.


- O que, por exemplo? – quis saber.


- Você pode ir ao shopping com a Gina – sugeriu – Ouvi ela te chamando para irem fazer compras na última vez em que estivemos na Toca.


- Acho que pode ser mesmo divertido! – concordou – Ela disse mesmo que precisa me contar uma coisa.


- Problema resolvido! – completou – Tenho certeza de que vocês duas vão se divertir muito hoje.


- Você está me fazendo sentir uma daquelas mulheres fúteis e que não fazem nada na vida, a não ser fazer compras com as amigas – Hermione comentou.


- Sabe que eu ganho o suficiente no ministério para você fazer isso, sim – lembrou – Mas você disse que gosta do seu trabalho.


- Quando começamos a namorar você sabia que eu era assim – completou – Não sou o tipo de mulher que quer ser sustentada pelo marido.


Cerca de vinte minutos depois, Harry e Mel estavam saindo de casa. A morena pegou o telefone e ligou para a sua cunhada.


- Oi Gina! – disse assim que a outra atendeu o telefone – Hoje é o meu dia de folga e estava pensando se a gente não podia e dar uma volta no shopping?


- É mesmo uma boa idéia! – concordou, sem pensar duas vezes – Passo ai na sua casa para te buscar daqui a meia hora.


- Tudo bem! – concordou – Já vou me arrumar.


Assim que desligou e morena correu para o andar de cima e se arrumou. Logo as duas estavam no shopping trouxa e começaram a andar pelas lojas. Só perceberam que o tempo tinha passado quando chegou a hora do almoço.


- O que acha de irmos almoçar? – Hermione disse – Estou começando a ficar com fome.


- Claro! – a ruiva concordou, foi nesse momento que passaram por uma loja de roupas de bebês – Espera um minuto, só me deixe entrar aqui, rapidinho.


Entram na loja e Gina começou a olhar todos os tipos de roupinhas que tinham no local, por fim, comprou alguns macacões de cor neutra. A segunda mulher achou o comportamento da amiga muito estranho, mas não comentou nada.


- Já tinha me esquecido como era fazer isso! – disse quando voltaram a anda, agora cheia de sacolas – Afinal, já faz muito tempo desde que Lilly foi um bebê.


- Ainda não entendi por que você decidiu, simplesmente, entrar em uma loja de bebês – riu – Afinal, James ainda não está namorando, Alvo e Rose terminaram e Lilian ainda é muito nova. Tenho certeza de que você não vai ser avó tão cedo, ainda não precisa se preparar para isso.


- Não foi para um possível neto que eu comprei essas roupinhas – deu de ombros, achava que já tinha ficado bem claro.


- Não acredito nisso, Gina! – a morena ficou muito feliz – Você e o Krum vão ter um bebê, isso é ótimo.


Elas se sentaram em um dos vários restaurantes e logo fizeram os seus pedidos, o garçom disse que não iria demorar muito para trazer.


- Acho que você ficou sabendo que eu estava passando mal e por isso não fui levar as crianças no embarque para Hogwarts – a outra balançou a cabeça afirmativamente – Esses enjôos persistiram e eu decidi fazer um exame.


- Isso é mesmo muito bom, Gina! – Hermione continuava a sorrir – Aposto que o Krum está muito feliz. Ele sempre cuidou bem dos seus filhos com o Harry, mas também queria ter os dele.


- Isso é verdade! – deu um enorme sorriso – Agora eu preciso contar para o Alvo e para a Lilian, mas não sei se é o tipo de noticia que se dá por carta.


- Faça como quiser, mas não espere que eles estejam em casa nas férias – avisou – Viu como a Rose reagiu ao saber do meu namoro com o Harry. Embora eu ache que eles vão amar a idéia de ter um novo irmãozinho ou irmãzinha.


As duas continuaram a conversar e voltaram a dar voltas pelo local. Já estava quase escurecendo quando foram embora para casa.


Eram seis e meia quando o moreno abriu a porta da sala. Para a surpresa de Hermione, ele estava sozinho.


- Bom dia meu amor! – deu um selinho nela – Espero que tenha se divertido muito hoje com a Gina.


- Claro! – concordou com a cabeça – Aonde está a Mel? Não me diga que você a esqueceu no ministério e agora tem que ir buscá-la.


- É claro que não fiz isso, Mione! – revirou os olhos – Eu a deixei a na Toca Pedi para a senhora Weasley cuidar dela hoje de noite.


- E isso tem alguma coisa a ver com a surpresa de aniversário que está preparando para mim? – já sabia a resposta, mas queria perguntar.


- É claro que sim! – respondeu – Agora vai até lá em cima colocar a sua roupa mais bonita, que vamos sair para jantar.


Harry a levou para um dos restaurantes mais chiques de Londres. Tinha precisado fazer as reservas um mês antes, mas valia muito a pena. Enquanto esperavam os pratos, ficaram conversando sobre várias coisas.


- Então quer dizer que a Gina vai ter um outro bebê! – colocou a mão no queixo assim que ouviu as novidades – Isso é mesmo muito bom, quero dizer, eles já demoraram muito para decidir ter um filho.


- Também acho isso! – concordou – Tenho certeza de que eles vão ser muito felizes com o novo bebê. Quero dizer, mais do que já são.


- Assim como nós dois somos! – deu um selinho na namorada, que não pode deixar de sorrir com o gesto.


Foi nesse momento que um dos garçons se aproximou da mesa aonde estavam.


- Com licença, senhor Potter! – disse – Será que eu já posso mandar servir o champanhe?


- Pode sim! – respondeu, depois de pensar por um momento – Acho que esse é mesmo o momento perfeito para isso.


Assim que o homem se afastou. Hermione ficou olhando para o moreno, parecendo bem desconfiada.


- Você pediu champanhe para a gente? –pareceu mais chocada ainda – Você sabe que não precisava gastar todo esse dinheiro comigo.


- Vai valer a pena – garantiu – Acredite em mim.


O garçom voltou trazendo duas taças e colocou uma na frente de cada um deles. Fizeram um brinde antes de beber o conteúdo da taça.


- O que é isso? – Hermione percebeu que tinha uma coisa no fundo da sua taça – Harry James Potter, o que é que você está aprontando.


Quando ele tirou objeto de suas mãos, percebeu que se tratava de uma aliança de ouro e com duas pedras em cima, um marrom e uma verde.


- Não sei se esse é o melhor momento para fazer isso, afinal, corro o risco de parecer um insensível, já que você está sem falar com a sua filha – começou, segurando a mão dela – Mas não vou conseguir mais ficar sem te fazer essa pergunta. Hermione, sei que já moramos juntos há um tempo, mas você quer se tornar, oficialmente, a senhora Potter?


Ela ficou algum tempo, apenas encarando o homem. Abriu e fechou a boca algumas vezes, mas nenhum som saiu dela.


- Realmente, estou muito triste por estar brigada com a Rose, mas não posso parar a minha vida por causa disso – deu de ombros – É claro que eu me aceito casar com você, Harry, é tudo o que eu mais quero nessa vida.


Ele colocou a aliança na mão direita dela e os dois se beijaram.


- Se você achar melhor! – voltou a falar – Podemos esperar, até que a Rose esteja aceitando o nosso relacionamento, para podermos nos casar.


- Quero me casar com o você o mais rápido possível – garantiu – Se a Rose estiver, vai ser maravilhoso, mas se não, eu não posso fazer nada.


Aquele jantar de aniversário terminou mesmo da forma mais perfeita possível. Principalmente quando chegaram em casa e foram comemorar melhor aquele noivado.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.