Brigados



N/A  Oi de novo, queridos leitores! Espero que vocês já tenham me perdoado pelo finalzinho do último capítulo! Peço desculpas pelos nomes que escrevi errado *preguiça de olhar no livro*


Espero que gostem!



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Lily não interrompeu o beijo imediatamente. Apenas trinta segundos depois ela percebeu quem era ali. Pois ela tinha se esquecido com a diversão, com o lábio macio e o beijo perfeito que aquele ali era o nojento que tanto ridiculariza seu melhor amigo. Então ela se afastou.


-Lily, de-desculpe – James gaguejou – Eu não sei o que eu pensei... Desculpa, de verdade.


E era verdade. Ele não planejara nada. Foi só do momento. Ele ficou horrorizado com aquilo.


-E devia se desculpar – Lily disse friamente, se levantando. James se pôs de pé – Foi o pior beijo da minha vida! James Potter, nunca mais faça isso! Isso foi petulante! – James não entendia. Ela retribuíra o beija, não retribuíra? Sim, com certeza. Então porque ela estava reclamando tanto?


-Lily? – Ele perguntou.


-Evans, para você! – Então ele percebeu o que ocorrera. Ele estragara a amizade que começava a surgir. E ele sentia que aquilo seria ruim para ele, já que Lily era uma pessoa extremamente legal.


-Desculpe. De verdade.


Ele fechou os olhos e estendeu a mão. Ela recuou e cruzou os braços.


-Escute, Evans. Eu não queria fazer isso. Isso acabou nossa amizade, não?


-Sim. Para sempre! Você é repulsivo, Potter!


E então Lily saiu correndo. James não se deu o trabalho de segui-la dessa vez. Esperou dez minutos e foi para a Torre da Grifinória.


-James? James, qual o problema? – Sirius perguntou quando ele se largou numa poltrona.


-Nada – Ele respondeu num murmúrio amuado. Sirius percebeu o péssimo espírito do amigo e não insistiu numa conversa.


No dia seguinte, foi uma surpresa para todos (bem, na verdade só para Sirius e Paul) que Lily e James estivessem se evitando. Ela continuou a conversar com Paul, mas largou Sirius e James sem motivos aparentes. Sirius e Paul ficaram confusos, mas os outros dois sabiam exatamente o que ocorrera, o porquê de não se falarem mais. James ficou chateado por mais um dia.


Na terça-feira pela manhã, porém, uma carta os fez se sentirem melhores.


-Remus escreveu! – James disse, quase gritando.


-O que tem escrito? – Os outros perguntaram.


-Espera, vou ler em voz alta para vocês...


James,


 


E aí, cara, tudo bem? Eu estou bem. Minha mãe está um pouco melhor, mas às vezes tem umas crises que só passam quando ela tem muita companhia. Então às vezes eu tenho que sair da escola. Mas não se preocupem. Estou indo para a escola amanhã, quarta-feira.


Como vão os outros? Lily, Paul, Sirius e Peter? Estão legal? Me conta tudo e eu quero um parágrafo de cada um de vocês!


Abraços,


 


R. J. Lupin


 


-Bem, quando nosso amigo sumir desse jeito de novo, nós já sabemos do que se trata... – James disse, enrolando o pergaminho – Ele quer que cada um de nós escreva um parágrafo para ele... Eu começo.


Então James, Sirius, Paul e Peter escreveram seus parágrafos.


-Só falta um... – James lembrou. Lily estava sentada com uma cara triste, remexendo os ovos mexidos com o garfo – Evans?


-Potter?


-Remus pediu para você escrever um parágrafo nessa carta. Você ouviu a que ele mandou, não?


-Sim, ouvi.


-Então, er, tome aqui... – E lhe entregou o pergaminho. Suas mãos se roçaram e Lily corou, para surpresa dos outros. Eles não haviam visto o contato.


Quando ela finalizou a carta, eles mandaram Bips entregá-la para Remus. Terminaram o café-da-manhã e foram para a aula. James parecia ter ficado mais alegre com aquela notícia e esqueceu Lily.


Qual é o meu problema? ele pensou Ela não é nada para mim! Apenas outra garota...


Sirius percebeu a reviravolta no humor do seu melhor de amigo, mas resolveu não mencionar.


Remus chegou e ajudou os amigos nos deveres protelados. Ficou impressionado pelo avanço de James nas aulas.


-Bem, nem sempre se presencia um milagre assim. Espero estar presente na próxima vez que acontecer – Ele disse brincando. Remus parecia cansado, mas feliz. Os amigos supuram que era por causa da melhora de sua mãe. Os dias passaram e as olheiras no seu rosto diminuíram. James ficou feliz e aprontou como sempre, ganhando uma detenção.


James e Lily continuavam brigados. Não se falaram mais, apenas uma ou duas vezes quando ele implicara com Snape e Lily ralhara com ele. James sorria e passava a mão no cabelo de hora em hora.  Lily achava isso desprezível, assim como Snape.


A garota andava agora com as outras meninas do seu dormitório, além, é claro, de Snape. Holly Hall (uma garota morena com olhos grandes e cinzas), Sarah Davis (cabelos cacheados e loiros), Mia Lee (cabelos castanho-escuros e lisos que caiam em camadas) e Zoe Shaw (uma menina americana com feições mexicanas). Holly e Lily eram vistas juntas com muita frequência.


A amizade de James, Sirius, Remus e Peter cresceu, apesar de Peter ser muito menos ativo que os outros. Lily e Remus também eram muito amigos.


James e Sirius explicaram Salada de Frutas para Remus e Peter, e eles, junto com Paul, brincavam toda noite depois dos deveres. Nas sextas, ficavam até meia-noite.


A aula de voo que tiveram foi junto com a Sonserina. James e Sirius aproveitaram a excelente chance para perturbar Snape. Remus não gostou da ideia, ao contrário de Peter e Paul.


James e Sirius aproveitaram logo a chance assim que a vassoura de Snape não subiu. A de James mal esperou ele terminar de falar “suba” e já estava em sua mão.


Quando a professora apitou para eles saírem do chão, James saiu, deu duas cambalhotas e pousou pulando da vassoura. A professora ralhou com ele, mas não pode deixar de elogiá-lo.


Snape, por outro lado, caiu pela cauda da vassoura, fazendo com que James e Sirius quase rolassem de rir. Lily reclamou com os dois veementemente, mas eles não pararam de rir.


No primeiro domingo de Outubro, a mãe de Remus teve outra crise. Ele teve que sair de novo. James ficou chateado, pois Paul ganhara uma nova amiga: Lily.


Não que ele estivesse com ciúmes. Nada disso. Ele queria que Paul voltasse a ficar com eles, discutindo Quadribol.


Lily e Paul ficavam conversando sobre coisas trouxas que James nem imaginava o que era. Ele afundava na poltrona e fazia o dever de casa, lançando olhares para Paul e Lily. Sirius seguia o seu exemplo e fazia os deveres.


Por fim, Remus voltou na quarta-feira e Paul voltou a conversar com James. No café-da-manhã, Paul estava agitado esperando alguma coisa dos seus pais. Foi uma surpresa para todos quando a coruja voltou com algo redondo.


-Você comprou uma goles, cara? – James perguntou.


-Não, não uma goles. É uma bola de futebol. Do Manchester United – E fez uma cara de satisfeito. Depois outra coruja deixou uma caixa para ele e, em seguida, uma terceira coruja deixou um pacote que parecia ter roupas.


-Eles não... Eles não fizeram isso!


Ele abriu primeiro o pacote redondo. Era uma bola totalmente redonda vermelha com duas listras retangulares brancas e uma logomarca com um leão e um cetro. Em volta as palavras ‘Manchester United’.


Paul abriu o terceiro pacote, onde estava o uniforme do Manchester e um pôster. O terceiro tinha um sapato com birros embaixo e a carta dos pais dele.


-Cara, o que é isso?


-Uniforme completo de Rooney! Eu só pedi a bola, mas eles mandaram o uniforme completo! Eles são loucos! Até chuteira mandaram!


-Mandaram o quê?


-Chuteira. É o sapato que usamos para jogar futebol.


-Futebol?


-Sim, é um esporte trouxa...


-Você é Manchester? – Lily o interrompeu.


-Sou! Você gosta de futebol?


-Na verdade, não muito, mas meu pai diz que eu sou Manchester.


-Você joga?


-Um dia na minha vida já joguei... – James sacudiu a cabeça e estava indo embora.


-EI, James! – Paul chamou – Quer aprender a jogar futebol? Eu te ensino... É muito legal. Não tão excitante quanto Quadribol, mas muito legal.


Lily abriu a boca, mas rapidamente fechou.


-Se Lily quiser, ela pode vir também. Sábado.


-Tô dentro! – James disse.


-Eu, er, vou também – Lily disse. Ela parecia chocada que James aceitara o convite.


-Mas, Paul, você terá que tirar seus sapatos assassinos, tá? Ninguém quer machucar o pé...


-Tudo bem – Paul disse, rindo – Podemos jogar descalços. Lily, você terá que me ajudar.


-Como? – Ela perguntou.


-Temos que fazer os gols, não?


-Ah, é!


-Como assim? – James perguntou confuso.


-Bem, usamos aros no Quadribol. No futebol, usamos o gol. Venha cá, eu te mostro...


Paul pegou um pergaminho e começou a desenhar um campo de futebol, com a ajuda de Lily, apesar de que ela não falou diretamente com James.


Pelo resto da semana Paul só falava sobre futebol com James. Explicava cada regrinha básica, cada lance genial que seu time tinha feito. James apenas escutou por que era seu amigo.


Por fim, sábado chegou. James acordou pensando que hoje, talvez, Paul parasse de encher seu saco. Suspirou e se trocou. Ia praticar algum esporte, então escolheu uma calça confortável e uma camisa de manga simples e branca.


-Bom dia, James!


-Hei, bom dia Paul!


-E aí, gostou? – Paul mostrava ele mesmo com a camisa vermelha do Manchester e uma calça parecida com a de James.


-Claro! É uma camisa bonita... – E não era mentira, ele realmente gostara.


-Vamos tomar café e em seguida para os jardins... Eu falei com Dumbledore e ele disse que é uma boa ideia e que nos ajudaria com o gol...


Uma coruja interrompeu o que ele ia falar.


-Ei, é do Dumbledore! É um mapa... Ele montou um mini-campo de futebol em uma das masmorras... Venha, vamos contar para Lily!


Ele pegou a bola, colocou na mochila e desceu em disparada para o Salão Comunal, onde Lily estava. Ela soube expressar o nível certo de entusiasmo.


Eles esperaram James descer.


-Bom dia, Evans – Ele disse. Ela fez uma careta.


-Bom dia, Potter – Lily teve que responder.


Eles desceram com Paul no meio dos dois, falando sem parar. Ainda na mesa, ele continuou a tagarelar. Apenas quando chegaram na masmorra, James realmente ficou interessado no esporte. O espaço era legal, com uma grama bonita.


-Gostou? – Paul perguntou.


James apenas sacudiu a cabeça concordando. A grama era perfeita. Dumbledore com certeza ampliara a sala magicamente; devia estar com uns 45 metros de comprimento. No teto tinha o símbolo da Seleção da Inglaterra e do Manchester United. Em um dos gols tinha um bilhetinho.


 


Paul, James e Lily,


 


Parabéns pela ideia! Espero que se divirtam e aproveitem o espaço. A grama é igual à grama do estádio Old Trafford. Creio que reconhece o nome, Sr. Paul. Mais uma vez, aproveitem.


 


Albus Dumbledore


 


-Old Trafford?


-É o estádio do Manchester! Cara, Dumbledore é o máximo!


Então eles começaram a jogar, Paul ensinando aos dois técnicas de toque e chute. Lily era terrível, e James, apesar de ser a sua primeira vez no futebol, era melhor do que ela. Era um talento para esportes que ele tinha, como bem disse Paul.


Os três ficaram treinando até a hora do almoço. Estavam suados e voltariam no domingo.


-Amanhã ensinarei como não cometer faltas, já que vocês já sabem chutar e tocar.


-Você não deveria nos ensinar a tirar a bola antes? – Lily questionou antes que James pudesse.


-Também. Se puderem acordar mais cedo, poderemos treinar mais.


-Me acorda, tá? – Pediu James – Mas olhe sua vida. Tenho pó-de-mico guardado e não tenho medo de usar... – Paul riu e Lily também. Ela não conseguiu se segurar. Soltou uma risadinha e James passou a mão no cabelo sorrindo.


Quando finalmente chegaram na mesa para almoçar, Sirius estava rindo com Peter e Remus. Os três fizeram silêncio e pararam de rir. Sirius parecia não estar conseguindo manter a cara séria.


-Falando de nós? – Perguntou James simples e direto, enquanto se sentava.


-Na verdade... – Peter começou, mas Sirius lhe deu um tapa na cabeça.


-Não conte, seu bastardo. Não quero que ele saiba que eu o amo e que estou caidinho por ele.


Todos que estavam por perto riram. James levantou a mão em punho e bateu na mão também em punho de Sirius por cima da mesa. Peter acariciava o cocuruto onde o forte golpe de Sirius o acertara ao invés de comer.


James se serviu de galinha e começou a comer. Entre suco de uva e de abóbora escolheu o segundo e pôs no copo.


Ele estava satisfeito com o dia até aquela hora. Sorriu e serviu mais comida, rindo e fazendo piadas com Sirius.


De tarde todos eles se sentaram na Sala Comunal para fazer os deveres de Poções, Feitiços e DCAT, grandes textos.


Como prometido, Paul acordou James mais cedo no domingo. Se era possível, Paul estava ainda mais animado do que antes.


Lily esperava-os sentada lendo um livro que James não reconheceu.


-Romeu & Julieta? – Paul perguntou.


-É. Eu adoro romances que fazem sentido. E adoro rapazes românticos...


Sirius descia a escada. Cochichou “Aprendeu, né?” no ouvido de James, o que fez com ele levasse um tapa.


-O que faz aqui? – James perguntou.


-Ora, não posso acordar cedo, amorzinho? – James lhe deu outro tapa.


-É melhor parar com isso, cara – James disse, rindo com os outros.


-Ai, por quê?


-Tá ficando estranho para seu lado. Assim que Malfoy ficar sabendo, sua mãe não vai gostar... – James foi interrompido por um estampido. Um elfo doméstico acabara de apartar na frente deles.


-Senhor Sirius Black, meu senhor...


-O que faz aqui, seu elfo nojento? O que você quer?


-Minha querida e amável senhora Walburga me mandou aqui para lhe dizer umas coisas... O senhor poderia ter tido tudo sendo da Sonserina mas não, o senhor é um menino insolente! Ah, sim, Sirius Black é insolente que não aproveita a família que tem...


-CALA A BOCA, SEU ELFO MALDITO! CALA A BOCA, MONSTRO! Diga à minha mãe que eu ADOREI não ficar naquela casa suja e podre! Agora saia daqui! Vá embora!


O elfo fez uma reverência sorrindo e sumiu.


-Er, Sirius? – James perguntou, se aproximando devagar, pois seu melhor amigo estava tremendo – Ei, Sirius, relaxa, querido. Vou me arrepender de ter me casado com você...


Os outros riram e Sirius também. Serviu para o que James queria: aliviar a tensão.


-Já vamos, tá? Temos que aprender como desarmar o adversário sem fazer falta...


Sirius revirou os olhos e os três saíram.


Recomeçaram a treinar como na outra manhã: depois de tomar café.


James ficava cada vez melhor e Lily não estava tão ruim. Paul ficou impressionado.


Porém, no meio da manhã foram interrompidos por Severus Snape.


Foi uma surpresa para ambos os lados quando Snape abriu a porta e viu aquelas três pessoas chutando uma bola. Paul acabara de abraçar Lily de brincadeira, apenas para impedi-la de chutar a bola em gol no momento em que a porta foi aberta.


-Lily! – Ele gritou, quase acusando. Paul a soltou e ela parou de rir. James também. Snape ficou parado com a mão na maçaneta, olhando horrorizado para a sala.


-Desculpe, Lily. Foi só brincadeira...


-Eu sei, Paul. Obrigada por me ensinar tudo isso. Sev, quer alguma coisa?


-Apenas saber o que é isso? – Snape perguntou.


-Ora, Ranhoso, estamos jogando futebol! – James respondeu. Lily se virou olhando-o com cara feia.


-Não falei com você, Potter.


-Ora, Ranhoso, eu quis responder...


-Eu quero saber de você Li, o que é isso?


-Bem, Sev, você sabe que eu não brincava de bola com Túnia porque ela não gostava. O Paul e o Potter gostam e...


-Potter gosta? Ele não é puro-sangue?


-Sim, sou. Mas não significa que não goste de esportes trouxas... Esse é excelente! Quer... experimentar?


-Não me misturarei...


-O que quer dizer com isso, Severus?


-Nada, Li. Vamos, venha comigo.


-Não vou.


-Lily, por favor.


-Não. Você me ofendeu, Sev, de verdade.


-Quê? Mas eu não quis...


-Severus, agora eu estou jogando futebol e vou continuar até mais tarde. Falarei com você depois. Tchau.


Snape parecia que tinha levado um tapa na cara.


-Se é assim... Até mais, Evans...


Lily encarou a porta fechada por meio minuto. James e Paul se aproximaram dela ao mesmo tempo.


-Lily? Você está bem? – James perguntou.


-Se afaste de mim! – Ela sibilou. Paul foi mais sortudo.


Mas aquilo disse uma coisa para James: eles continuavam brigados.


 


N/A Gente, me desculpem pela pouca narração da aula de voo... Tive medo de ficar grande demais. Quanto à parte do futebol, foi só para mostrar um pouco da ligação de Paul e Lily e do despreza de Snape pelo mundo trouxa.


Reviews, ein? Beijos

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