Verdade



Capítulo 13 - Verdade

Chegando ao quarto de Hermione, os três amigos se sentaram ansiosos na cama da morena enquanto ela foi até seu armário, logo voltando com duas caixas e se juntando aos outros.Todos a olharam curiosos e ela abriu uma das caixas, a maior, e mostrando uma quantidade significativa de chocolates de todos os tipos, marcas e recheios.
- Hermione, isso é o paraíso! - Colin falou maravilhado - Onde você arrumou tudo isso?
- E o mais importante - Angie falou - Como você não engorda?!
Todos riram desse comentário.
- Gente, isso é estoque para um bom tempo! Eu não pretendia comer tudo de uma vez só! Eu sou só chocólatra! Qual o problema?
- Nenhum... - Gina falou meio hipnotizada pelo bombom que abria, arrancando mais risadas dos amigos.
- Mas e a outra caixa? Será que ninguém vai querer saber o que tem, caramba? - Hermione perguntou sorrindo.
- Ok, vou ser sincera - Angie disse séria - Se não for mais doces, eu nem ligo...
O quarto se encheu com as risadas altas que ecoaram pelas paredes. E assim permaneceram por um bom tempo, até que conseguissem recuperar o fôlego e voltar a falar.
- Ai, Angie, você é muito boba, sabia? - Gina falou enxugando os olhos.
- Mas o que você tem nessa caixa, afinal? - Colin perguntou também enxugando os olhos.
- Videogame - ela respondeu simplesmente.
- O quê? - Gina perguntou confusa, mas Colin e Angie, por serem filhos de trouxas, abriram um sorriso luminoso.
- Sério? - Angie perguntou quase eufórica.
- O que é isso? - Gina continuava sem entender.
- E que jogos você tem aí? - Colin perguntou também entusiasmado.
- Ei! Será que alguém pode fazer a caridade de me explicar o que é um 'vidogay'?
Mais risadas!!
- Gina, não é vidogay!! É videogame! - Mione explicou assim que se recuperou um pouco - E é um aparelho trouxa, para diversão! Só isso! E eu tenho uns jogos ótimos, aqui! Tenho certeza que você vai amar!
E assim o tempo se passou voando, entre jogos, chocolates e conversas sem sentido, só para rirem mais um pouco. Depois de tanta tensão, parecia que o mal estar não passaria nunca, mas Hermione tinha razão, o chocolate e o jogo conseguiram relaxar a todos. No fim das contas, metade do estoque de Hermione havia sido comido, e eles estavam levemente enjoados por tanto doce que ingeriram em tão pouco tempo. E então a hora de ir embora chegou.
- Eu não quero ver o Draco hoje... Eu não vou conseguir... - Gina falou com o olhar perdido.
- Sinto muito, Gina - Mione falou baixo.
- O que você vai fazer, então? - Angie perguntou, também meio sem saber o que fazer.
- Não faço idéia.
- Se você quiser, eu posso ir falar com ele - Colin se ofereceu dando de ombros.
- Sério? - Gina sorriu e ele confirmou com um aceno de cabeça e um sorriso - Obrigada, anjinho! - disse e abraçou o amigo.
- O que eu falo pra ele?
- Não sei... - Gina voltou a ficar com o olhar perdido.
- Já sei! - Angie falou e todos a olharam curiosos - Diz que eu não estava bem e precisava de alguém pra ficar comigo, e então eu pedi pra Gi!
- Ah, sei não, hein! Será que ele cai nessa? Tá muito fraquinha... - Hermione disse pensativa.
- Bom, a menos que mais alguém tenha uma idéia, vamos rezar pra que ele acredite, porque eu não tenho outra melhor...
Ficaram mais uns minutos conversando sobre possibilidades de desculpas, mas nenhuma boa o suficiente. Então resolveram usar o que tinham. E assim, Gina, Angie e Mione rumaram para a Torre da Grifinória e Colin foi para o quarto de Draco. Chegou em frente à porta e esperou as garotas virarem no corredor. Deu um sorriso de canto de boca e bateu. Foi recebido por um Draco só de calça.
- Creevey? O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa com a Virgínia? - perguntou preocupado.
- Não, pode ficar tranqüilo - ele sorriu e Draco o olhou desconfiado - Posso entrar? Acho que precisamos conversar.
- Tudo bem - Draco deu passagem para Colin e os dois se acomodaram no enorme sofá - Então, Creevey, sobre o que você quer conversar?
- A Gi me pediu pra te avisar que ela vai ficar fazendo companhia pra Angie hoje, ela não está muito bem...
- Ok. E agora você vai me contar a verdade ou eu vou ter que me contentar com essa desculpa esfarrapada?
- Mas é sério, a Gi me pediu pra te avisar que não vem hoje.
- Tudo bem, mas eu quero saber o motivo real. Ou você acha que eu acredito que a sua namorada tem algo que precise da Virgínia lá, quando você está aqui, tranqüilamente conversando comigo?
Colin deu uma risada e se ajeitou no sofá.
- Eu achei mesmo que você não fosse cair nessa. Assim é mais fácil.
- Que bom que você decidiu parar de tentar me enrolar - Draco disse ironicamente.
- Bom, a Gi me disse que você prometeu não fazer nada com o Harry, é verdade?
- Eu disse que se ele não fizesse mais nada, eu ficaria na minha.
- Bom... Eu imaginei que você não ia deixar barato.
- Imaginou certo, Creevey.
- Você sabia que ele ia tentar algo outra vez, não sabia?
- O Potter é extremamente previsível. O que eu posso fazer se ele é burro e insistente?
- Infelizmente eu tenho que concordar.
- O que ele fez que abalou tanto a Virgínia?
Colin relatou a Draco os acontecimentos daquele fim de tarde, e não pôde deixar de estranhar a tranqüilidade do louro durante toda a narração, que foi ouvida em silêncio.
- Malfoy, tudo bem? Você não vai dizer nada?
- Obrigado.
- Como? - Colin perguntou um pouco assustado.
- Você me ouviu, Creevey. Não vou ficar repetindo.
- Ok, acho que uma vez é o suficiente - deu uma risada e Draco fechou a cara - Desculpe, não precisa fazer essa cara, foi só brincadeira.
- De mal gosto. Agora já sei de onde a Virgínia tira inspirações para seu "hilariante" humor - disse irônico.
- Tudo bem, eu não vim aqui pra discutir, e sim pra conversarmos.
- Sobre?
- O que você pretende fazer.
- Por que, Creevey? Pretende me ajudar? - perguntou sorrindo debochadamente.
- Sim.
Draco se surpreendeu com a resposta direta e afirmativa de Colin, mas não demonstrou.
- Creevey, você está passando bem? Primeiro me conta algo que a Virgínia claramente não queria que você me contasse, e depois me oferece ajuda para uma vingança contra o Potter?
- Infelizmente, Malfoy, o Harry passou dos limites, e merece um "troco". Além do mais, se eu estiver por perto, posso me assegurar que o que vamos fazer não o machucará, nem nos prejudicará. E duas cabeças pensam melhor que uma. Eu já tenho até uma idéia...
Colin sorriu de maneira travessa e Draco levantou uma sobrancelha.
- Nunca pensei que um Grifinório ajudaria um Sonserino a machucar um companheiro de casa.
- E quem falou em machucar? - Draco olhou interrogativo e Colin riu - Eu estava pensando mais em humilhação...
- Não acredito no que vou dizer, mas gostei da sua idéia. O que você sugere?
- Nossa, agora eu estou assustado! Malfoy, isso foi um elogio? - perguntou fingindo espanto.
- Não exagere, Creevey. Só disse que gostei da idéia. Não foi um elogio.
- É, eu imaginei que seria demais pra você... Bom, vamos ao que interessa.
Colin explicou seu plano, e Draco deu suas sugestões para melhorá-lo e, ao final de mais ou menos uma hora, eles acabaram de acertar os últimos detalhes.
- Quando vamos executar? - Draco perguntou.
- Você realmente está com pressa, hein? - Colin perguntou sorrindo.
- Em primeiro lugar, sim, estou com pressa, porque aquele imbecil nunca deveria ter chegado perto da minha namorada. E em segundo, você sorri demais, Creevey. Vamos ou não acertar tudo de uma vez?
- Ok, não precisa estressar! - levantou as mãos ao falar e depois ficou um tempo pensativo - O que você acha de no próximo jogo da Grifinória contra a Lufa-Lufa? Toda a escola estaria vendo, e nunca suspeitariam de um companheiro de casa. Eu faço minha parte, e você cuida dos "efeitos sonoros".
- Por mim, tudo bem. Estamos combinados.
Draco se levantou e estendeu a mão para Colin, que também se levantou e apertou a mão que Draco oferecia.
- Acho que é hora de ir. As meninas já devem estar preocupadas.
- Diga à Virgínia que mandei um beijo.
- Isso é estranho, mas eu digo.
- Vai embora logo, Creevey. E me poupe de seus comentários desnecessários.
- Tudo bem, até mais Malfoy.
- Até mais, Creevey.
Draco continuou em seu lugar e esperou Colin sair de seu quarto. Foi para sua cama e se deitou.
- Como será que você está, pequena? - se perguntou em voz alta, preocupado, e resolveu dormir, para não ir no mesmo instante partir a cara de Harry e pôr tudo a perder.

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Quando Gina, Hermione e Angie voltaram para o salão comunal da Grifinória, encontraram Rony sentado em uma das poltronas, de braços cruzados, cara emburrada e as orelhas vermelhas.
Hermione sabia que ele esperava por uma explicação, e como também sabia que Gina ainda não estava em condições, pediu baixo para que Angie levasse Gina direto ao dormitório, enquanto ela falava com Rony. As meninas se separaram e Rony percebeu que Gina ia subir direto para o dormitório, fez menção de ir atás dela, mas Hermione o deteve.
- Deixa ela, Rony.
- Como assim, Mione? Você viu tudo o que aconteceu por causa dela!
- Ela não teve culpa. Ela só não queria falar com o Harry.
- E posso saber por quê? - Rony já estava nervoso, o rosto estava todo vermelho e ele quase gritava.
- Isso é um assunto deles, você não acha? - Hermione também começava a perder a paciência. "Que cabeça-dura!", pensou.
- Mi - ele deu uma risada nervosa - Eu posso até ser meio tapado às vezes, mas eu tenho certeza que você sabe o que está havendo! Eu tenho o direito de saber, ela é minha irmã!
Rony gesticulava com os braços e andava de um lado para o outro. E Hermione perdeu o resto de sua paciência com a última afirmação dele.
- Que bom que se lembrou que ela é sua irmã! - ela elevou o tom de voz, também vermelha, assustando Rony - Quem sabe agora você também não se toca que ela tem os motivos dela e que você deveria respeitá-la e se preocupar mais com ela?! - Rony fez menção de falar, mas ela o cortou - Pare de se preocupar tanto com o Harry, ele sabe o que faz. E sim, eu sei o que está havendo, mas é uma decisão dela te contar ou não, então, não espere que eu traia a confiança dela!
Quando terminou, Hermione estava descabelada, vermelha e com muita raiva por Rony ser tão burro. Não queria brigar com ele, mas não havia como voltar atrás agora.
Rony pareceu decepcionado e magoado com o que ela disse. E quando voltou a falar, seu tom era baixo e firme.
- É bom saber a quem você é fiel, Hermione. Mas, sinceramente, eu jamais imaginei que você ficaria contra mim.
As palavras de Rony pareceram um soco no estômago da morena, e uma vontade quase incontrolável de chorar e bater em Rony cresceu dentro dela, mas ela se conteve. E quando ela voltou a falar, foi com calma, mas o estrago já havia sido feito.
- Sinto muito se é assim que você pensa, Ronald, mas eu não estou contra você. No momento, a Gina precisa mais de mim. Eu só esperava que você entendesse. Me desculpe.
Hermione saiu de perto dele sem deixar tempo para respostas e foi andando firme para seu quarto. Chegando lá, deu graças a Merlim por não ter encontrado com ninguém pelo caminho. Fechou a porta cuidadosamente e se recostou nela. Não sabia bem o que estava sentindo, mas não era parecido com nada que imaginou que pudesse sentir algum dia, e não era fácil de segurar dentro do peito. E quando sentiu que as lágrimas começaram a escapar de seus olhos contra sua vontade, não pôde mais se segurar. Deixou seu corpo escorregar pela porta e se sentou no chão, abraçando os joelhos, e chorou como há tempos não chorava. Doía demais, e ela não sabia o que fazer.

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Já fazia um bom tempo que Gina e Angie haviam subido e nem sinal de Hermione. E Gina começou a se preocupar.
- Angie, você não acha que a Mi tá demorando muito, não?
- Ah, Gi, ela ainda deve estar conversando com o Rony. Você sabe como seu irmão é.
- É por isso mesmo que estou preocupada. Sei como Rony pode ser grosso quando está nervoso.
- Gi, você sabe que ele a ama, não faria nada para magoá-la.
- Espero que não, Angie. De verdade.
Elas se olharam um tanto quanto apreensivas e preocupadas, mas nada mais disseram por um bom tempo. Somente muito tempo depois, quando elas ouviram Colin chamando-as, é que desceram novamente para o salão comunal.
Ele estava ao pé das escadas que davam acesso aos dormitórios femininos esperando-as, e sorria.
- Ué? A Mione já foi? - ele perguntou estranhando.
- Como assim? Ela não está aí? - Gina perguntou preocupada, passando por Colin e vasculhando o salão com os olhos, mas não vendo sinal nem da morena, nem de seu irmão.
- Calma, Gi, ela deve ter ido dar uma volta com o Rony - Angie falou tentando soar despreocupada, mas trocando um rápido e cúmplice olhar com Colin.
- Eu não sei, Angie. E se aquele cabeça-dura falou o que não devia pra ela?
- Gi, ela deve estar bem. Não se preocupe com isso. Ela nos procuraria se não estivesse. Tenho certeza! - Colin falou passando segurança e Gina sorriu - Tente dormir. Você já se aborreceu bastante por um dia.
A muito contragosto Gina aceitou subir e tentar dormir. Angie foi com ela, prometendo a Colin que não sairia do lado dela e que o chamaria caso precisassem.
Aquela noite seria longa para todos.

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Depois que Hermione saiu Rony ficou sem reação por alguns segundos, mas logo seu mau humor voltou com tudo e ele foi para seu dormitório. Decidiu que se ela não era fiel à ele, não merecia que ele fosse atrás dela. Lá chegando deu de cara com um Harry acabado, sentado na beirada da cama, com as luzes apagadas. Foi até ele tentando se acalmar, para que o amigo não percebesse nada e ficasse se culpando por algo que, segundo Rony, não era culpa dele.
- E aí, cara? Tá melhor? - Rony tentou soar calmo, sem muito sucesso, e se sentou de frente para o amigo.
- Eu não sei - Harry disse ainda com o olhar perdido.
- Não se preocupe, amanhã a Virgínia não escapa de me dar uma explicação.
- Esquece isso, Rony, a culpa não é dela.
- Como não? - Rony se alterou novamente - Se ela não ficasse de frescura e voltasse logo a falar com você, nada disso teria acontecido.
Harry finalmente olhou para Rony e, mesmo no escuro, ele parecia muito alterado. Pegou sua varinha e acendou as luzes, dando uma boa olhada no rosto vermelho do ruivo.
- Rony, o que aconteceu? - perguntou preocupado.
- Nada - ele respondeu se levantando e se afastando do amigo, que o encarava como se quisesse ler seus pensamentos.
- Ah, Rony, qual é! Eu te conheço há sete anos, não tente mentir pra mim - Harry disse também se levantando.
- Esquece, Harry, não é nada importante.
- Como não? Olha como você está! Vamos, me conte logo.
Já estava ficando impaciente com a insistência de Rony em não contar. Afinal, nunca tiveram segredos um com o outro. Com a exceção, é claro, do que aconteceu entre ele e Gina. Se sentiu culpado ao se lembrar disso. Mas isso fez com que se lembrasse que Rony havia dito que esperaria Gina no salão comunal.
- Escuta, você não ia esperar a Gina chegar? - Rony o olhou hesitante e ele arregalou levemente os olhos - O que aconteceu? O que você disse pra ela?
- Nada, a Mione não deixou.
- Como assim?
- Ela não me deixou falar com a Gina! Mandou ela subir e depois ficou me falando um monte de besteiras!
- Que besteiras?
- Você acredita que ela está contra mim? Ela prefere ficar do lado da Gina! Disse que não ia me contar nada e trair a confiança da Gina! Um absurdo! Ela é minha irmã! Tenho o direito de saber!
- E o que você fez? Onde ela está?
- Eu não sei onde ela está e nem quero saber! Ela me traiu, Harry!
- Rony, o que você fez? - ele perguntou o mais calmo que pôde.
- Eu disse isso à ela! - disse simplesmente - Deixei bem claro sua traição!
Harry fechou brevemente os olhos, tentando se acalmar. Mais um problema causado por culpa dele. "Como as coisas chegaram a esse ponto?" - ele pensou se sentindo imensamente culpado.
- Você não devia ter feito isso.
- Harry, tudo bem, ela ficou contra você! Não precisa se sentir culpado! Ela não merece!
- Rony! - Harry quase gritou - Me escuta! Não faça isso! Não estrague seu relacionamento por isso! Eu sou o culpado de tudo!
- Caro que você não é! E esquece isso, não importa mais!
- Claro que importa! Você tem que se desculpar com a Mi.
- De forma alguma!
- Deixa de ser cabeça-dura! - Rony o olhou espantado e Harry se acalmou um pouco - Olha, ela está certa, ok? Eu fui um estúpido com a Gina, e a Mione tá certa de ficar do lado dela. E o que foi isso que eu fiz hoje?! Merlim! Que estupidez! Eu jamais deveria ter tentado forçar nada! Se eu tivesse ficado na minha, ela um dia talvez me perdoasse, mas agora...
- Que isso, Harry. Tudo vai passar! E você está certo em insistir!
- Não, não estou.
- Vamos, você não pode ter feito nada de tão grave!
Harry ficou por alguns instantes encarando o amigo, que já estava um pouco mais calmo, e pensando.
- Você quer mesmo saber o que aconteceu? - perguntou sem conseguir encarar Rony nos olhos.
- Claro, Harry!
- Bom, a Gina sempre gostou de mim, isso nunca foi segredo. Mas eu nunca a vi como mulher. Não sei por quê. Talvez porque ela nunca se arrumasse como ela decidiu fazer esse ano. E... acho que isso mexeu comigo. Vê-la diferente, mais segura. Me fez pensar nela como mulher. Mas quando eu percebi, já era tarde. Fui falar com ela, mas ela já não me quer mais. E eu estava extremamente estressado com a Cho, você sabe, e... eu... acabei forçando um pouco a barra - Rony o olhava incrédulo - Eu tentei... tentei - respirou fundo - beijar ela à força. E falei coisas que a magoaram. Por Merlim! Eu fui um animal com ela! Tentei me desculpar, mas ela não quer falar comigo, e com toda razão... - finalmente olhou para Rony, que estava imóvel, apenas encarando-o estranhamente - Por favor, Rony, fala alguma coisa!
- Como você pôde?
Harry esperava tudo, desde palavras agressivas até levar um soco, mas não aquilo. O tom de Rony era calmo, mas, indiscutivelmente, decepcionado. E isso o machucou mais que se Rony realmente o socasse.
- Eu não sei! Merlim! Como gostaria de poder voltar no tempo!
- Mas você não pode.
- Rony, por favor, eu nunca quis magoar a Gina, acredite em mim... Eu não entendo como eu pude agir daquela forma! Não parecia eu...
- Realmente, o Harry que eu conheço jamais faria isso. Mas você... Você não é mais a mesma pessoa. O que a Cho fez com você? Como você se deixou transformar dessa maneira? - como Harry nada disse, ele decidiu continuar - Eu vou andar um pouco para esfriar a cabeça e tentar falar com a Mione.
Ele já ia saindo quando ouviu a voz de Harry.
- Por favor, me desculpe...
- Não é a mim que você tem que pedir desculpas - Harry apenas abaixou a cabeça - Depois a gente conversa.
Rony saiu com a cabeça baixa, pensando em tudo que havia dito à Mione. Como se desculpar? Não sabia como e nem se merecia, afinal, fôra tão estúpido que ele quase pôde entender como Harry fôra capaz de fazer o que fez. Na hora da raiva fazemos e falamos muitas besteiras, e, nesse momento, ele bem sabia disso.

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Nota da Besta Reader (que ninguém me nomeou assim, mas eu me auto nomeio...hahahahaha): Caham... Esse Rony é um imbecil completo, deveria namorar o Harry... aff...
Huahauahua, amiga, tá ótimo, mas quero action!!!!
Beijos,
Manu Black
N.A.:
Oie, fofos!!!!!! Sei que a minha demora não tem perdão, mas, como eu sou cara-de-pau, eu peço perdão assim mesmo!!! hahahahaha!!! Me desculpem mesmo!!! Mas, me entendam, a inspiração anda me fugindo mais do que eu realmente gostaria!!! E, infelizmente, não há nada a fazer quando isso acontece comigo!!! Só esperar!!! Por isso, não me abandonem!!!! Eu tardo, mas não falho!!! hahahahahahaha!!! Espero pelas reviews de vocês, nem que seja pra me dizer que demorei séculos!!! Amo todos vocês!!! Manu, amiga, obrigada por estar sempre do meu lado e por betar minhas loucuras!!! Lov U!!! E prometo que o próximo sai daqui a duas semanas!!! Já está pronto!!! hahahahahaha!!! Deu a louca e escrevi dois capítulos de uma vez!!! Mas só postarei um por vez, tenho esperanças de receber algumas reviews se deixar um suspense pra postar o segundo!! hehehehehehehe!!! Bjs!!
ChunLi Weasley Malfoy

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