A Arte dos Duelos



- Capítulo Onze -

A Arte dos Duelos

Todos os olhos se voltaram para onde tinha vindo a voz. A ordem viera de uma pessoa um tanto alta que usava vestes longas, cobrindo todo o rosto e corpo, e segurava fortemente o ombro de Harry.

- Quê você disse, Willa? - perguntou Snape friamente fazendo com que todos os alunos prendessem a respiração.

- O que você mesmo ouviu, Severo. Ou quer que eu repita? - dizia a mulher arrogantemente.

- Não, Willa. Entendi muito bem, mas devo ter uma conversa séria com o Sr. Potter. - dizia Snape um pouco inquieto.

- Acho que você terá muitas outras oportunidades de conversar com o Sr. Potter. Deixe-o assistir a Cerimônia de Seleção, oras. Por que tanto perturba esse garoto? - dizia a mulher eufórica.

- Tenho os meus próprios motivos e... - Snape calou-se quando as portas que levavam ao Salão Principal se escancararam.

-Vamos, entrem e acomodem-se em suas respectivas mesas. Quero tudo em ordem para a cerimônia. - dizia a Profa. Mcgonagall virando-se rapidamente e adentrando no salão. Esse gesto foi repetido por todos, exceto Harry, Rony, Hermione, Snape e a mulher.

- Espero que tenha decidido o melhor para o garoto. - disse a mulher logo seguindo o amontoado de gente. Harry encarou Snape, mas o mesmo nada disse, simplesmente virou-se e saiu.

- Bom, vamos lá. - dizia Hermione olhando para um Rony e um Harry espantados.

Ao se acomodar em seu lugar Harry passou os olhos pela mesa dos professores observando-os. Então seus olhos pararam em um lugar distinto da mesa. Lá estava a mulher encapuzada, conversando animadamente com Dumbledore.

- O que será que ela ensina? - perguntou Harry a Rony e Hermione.

- Não sei. Acho que Defesa Contra as Artes das Trevas, pois o professor de Duelos é o Merticco.

- Talvez possa ensinar outra matéria, sei lá. - dizia Rony pensativo - Agora só queria saber porque ela não tira esse capuz.

A Profa. McGonagall estava passando entre as mesas indo em direção ao Saguão e em poucos segundos já voltava parecendo agitada. Quase todas as cadeiras na mesa dos professores estavam ocupadas, exceto três delas, uma ao lado de Dumbledore e outras duas nas pontas da mesa. A Profa. McGonagall passava novamente agitada entre as mesas e em alguns segundos ela voltava acompanhada de uns vinte calouros olhando espantados para tudo que viam. E lá estava Marco observando, encantado, o teto do Salão e apontando sorridente para as velas que flutuavam sobre as mesas.

O banquinho de quatro pernas já estava posicionado em um local onde todos pudessem vê-lo e a Profa. McGonagall acabara de por o chapéu, rasgado, sujo e esfiapado, sobre o banquinho quando as portas do salão novamente se abriram. Por ela entrou um homem, vestido como a outra mulher, caminhando ligeiramente à mesa dos professores. Alcançando-a sentou-se ao lado de Dumbledore.

Há muito tempo, eu me lembro

Quando a amizade era algo de valor

Os quatro e grandes amigos

Gozavam de plena alegria

Pessoas de bom caráter

Que apenas um sonho tinham

Educar uma grande geração

De jovens e pequenos bruxos

Slytherin nada mais queria

Que ambiciosos e o mais puro sangue

Mas Hufflepuff queria os meigos

E os de mais puro coração

Os corajosos e os nobres

Eram os prediletos de Gryffindor

Já os inteligentes e pensadores

Ficariam com Ravenclaw

Muitas vidas em oito mãos

Muitos destinos por quatro razões

Onde o seu maior ideal

Era a amizade e união

Caros amigos, aqui estou

Para julgá-los e destiná-los

Ao futuro de suas vidas

Pois sou o Chapéu Seletor

E até agora nunca falhei

Aceitem o que digo

E poderão enfim dizer

Que foram bem escolhidos

E advirto-os meus caros

Que nada mais vale a pena

Do que uma amizade no mundo

Façam como seus antepassados

Vivam de paz e semeiem amor

Uma chuva de aplausos ecoou no salão assim que o Chapéu Seletor se calou e os calouros olhavam-no assustados, mas mesmo assim batiam palmas com muito ânimo.

- Quando chamar seus nomes sentem-se no banquinho e ponham o chapéu em suas cabeças. Albert Bektron.

Um garotinho de cabelos negros e pele branca deu um passo à frente, sentou-se no banquinho, pôs o chapéu, que cobria-lhe toda a cabeça e aguardou um pouco até o chapéu gritar:

- Lufa-Lufa. - uma explosão de vivas e aplausos ecoou na mesa da Lufa-Lufa e todos saudaram o seu novo integrante. Passado alguns segundos o silêncio novamente infestou o Salão e a Profa. McGonagall chamou:

- Cristhine Mint. - e uma garotinha de cabelos loiros sentou-se no banquinho, pôs o chapéu e sorriu ao ser escolhida para a Grifinória debaixo de uma tempestade de aplausos e abraços por parte de todos os alunos da Grifinória...

Já haviam sido chamados mais uns sete calouros (dois deles foram para a Corvinal, mais dois para a Lufa-Lufa, um para a Grifinória e outro para a Sonserina), quando a Profa. McGonagall gaguejou:

- Marco Evans. - e Marco muito espantado deu um passo à frente, sentou-se nervosamente no banquinho e acomodou a sua cabeça no enorme chapéu seletor onde apenas as suas orelhas impediam o chapéu de cobri-lhe todo o rosto. Marco segurou as mãos, ansioso, e Harry pode recordar de si próprio sentado no banquinho, nervoso, sendo ameaçado de ser posto na Sonserina. Os pensamentos de Harry vagaram no tempo e ele olhou para frente a tempo de ouvir:

- Sonserina.

O queixo de Harry caiu e ele fingiu não escutar as palmas e gritos de todos os sonserinos na mesa e sentiu uma imensa vontade de vomitar ao ver Draco Malfoy apertar a mão de Marco com um sorriso desdenhoso no rosto...

Acabara a seleção. Os outros dez calouros foram selecionados, respectivamente, em três para a Grifinória, três para a Sonserina, três para a Corvinal e dois para Lufa-Lufa. Harry não prestara atenção em mais nenhuma seleção após Marco ter sido escolhido para a Sonserina, olhava tristemente para ele que se divertia ao lado de Draco Malfoy...

- Sejam bem vindos e re-bem vindos à Hogwarts. Espero que tenham um ótimo ano letivo, com muito blá, blá e blá... Acho que ninguém está interessado no que vou dizer, não é? Deliciem-se com o nosso banquete. - disse Dumbledore batendo palmas e as travessas secas se encheram de comida instantaneamente.

Rony divertia-se comendo um “caracol de carne”, um tipo de bolinho de recheado com carne que movia-se no prato quando coberto de molho de espinafre. O banquete como sempre estava uma delícia, mas Harry não parecia provar esse sabor tão bem quanto os outros. A única coisa que mais queria agora era que Marco parasse de sorrir enquanto falava com Draco, Crabbe e Goyle.

- Olá, Sir Nicholas. - dizia Simas educadamente - Como foi o verão? Passou aqui no colégio mesmo?

- Sinto em dizer que foi monótono como sempre. Afinal para um fantasma até mesmo um castelo como Hogwarts tornar-se algo pequeno.

- Aceita? - soltou Rony, sem querer, mostrando uma coxa de galinha a Nick.

- Como se atreve? Antigamente os monitores eram de melhor qualidade. - e saiu indignado da mesa.

- Como sempre você tem que “expulsar” o Nick daqui. - dizia Dino fazendo todos caírem na gargalhada.

Os doces e sobremesas estavam impecáveis como todo aquele jantar e depois de todos estarem fartos Dumbledore apenas tocou o garfo na superfície de um cálice e esse tilintar fez com que os presentes se calassem.

- Depois das boas vindas tenho que informar algumas coisas. Como todos os nossos veteranos já sabem a floresta de nossa propriedade é proibida à todos e não é permitida fazer mágicas nos corredores além de não poder utilizar tantos objetos que a lista do Sr. Filch já ultrapassou os oitocentos itens. Além de tudo a sala número doze do sexto andar está interditada por tempo indeterminado. E também gostaria de lembrar-lhes que o resultado dos seus N.O.M.´s não chegaram no mês previsto, julho, porque o nosso Ministério não estava em condições de autorizar nada naquela época. Fora isso basta apresentar os novos integrantes de Hogwarts. Primeiro o Hepta Campeão Mundial de Duelos, o nosso mais novo professor, Merticco Frederico, que também é redator do Profeta Diário. - um dos encapuzados à mesa se levantou e baixou o seu capuz deixando um belo e alvo rosto, de olhos claros e cabelos loiros, reluzir no salão. Harry viu algumas garotas ficarem de queixo caído. - E a nossa bela e simpática Miva Willa, a mais nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas de Hogwarts. - a mulher levantou-se e tirou o seu capuz, revelando uma mulher um pouco morena de olhos verdes e imensos e brilhantes cabelos cor de prata. O seu sorriso encantou a todos e se fez um imediato silêncio onde todos, em geral garotos, a observavam atentamente - Ela - interrompeu Dumbledore -, esse ano, entrará em parceria com Merticco ensinando-os, além de duelar oficialmente, como duelar com criaturas das trevas. Mas, lembro antes, somente os alunos a partir da quinta série terão esse privilégio. Pois bem acredito que estejam ansiosos para encontrar as suas quentes e confortáveis camas, não? Boa Noite e até amanhã. - finalizou Dumbledore.


Harry acordara com uma felicidade tamanha que até achava que flutuava no ar, afinal voltara à Hogwarts, não teria de ir para aulas chatas como História da Magia ou Adivinhação e, acima de tudo, faria o que mais gosta na vida; jogar quadribol. Descendo as escadas do dormitório Harry avistou um pequeno tumulto próximo ao quadro de avisos e avistou Hermione sentada em uma poltrona entregando uma série de folhetos a todos os alunos.

- Por favor, organizem-se por séries. - dizia ela angustiada - Será que vocês não entenderam? Chegaremos todos atrasados às aulas se vocês não se organizarem decentemente para receberem esses horários. - dizia Hermione bruscamente assustando alguns calouros.

Quase que imediatamente os alunos se enfileiraram em sete filas distintas e Hermione foi distribuindo os bilhetes a medida que os alunos se calavam e se organizavam. Após uns vinte minutos Harry, Rony e Hermione caminhavam para o Salão Principal examinando os seus horários de aula.

- Definitivamente, nunca mais entregarei horários de aula a favor da Profa. Minerva. Os alunos não cooperam, sabe? E era bom se a Grifinória tivesse mesmo dois monitores. - dizia ela olhando indignada para Rony.

- E o que eu podia fazer? - respondia enquanto sentava-se à mesa, já cheia de pães e bolos.

- Esse ano eles reduziram um pouco o horário, não foi? - disse Harry olhando para o seu horário que indicava que hoje ele teria o primeiro horário de Duelos, seguido Feitiços e logo após uma dupla de Transfiguração.

- É. Isso se deve ao fato de que só faremos matérias necessárias às nossas carreiras profissionais. - disse Hermione servindo-se de um pão doce.

- Será que cursaremos as mesmas matérias? - disse Rony puxando o horário de Harry e Hermione de suas mãos. - Eu e o Harry teremos as mesmas só que a Mione vai ter de estudar a mais Trato das Criaturas Mágicas e História da Magia. Que é que você vai pretender fazer depois de Hogwarts? - dizia Rony olhando firmemente para Hermione.

- Pensei seriamente e decidi que me dou bem no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, afinal não esqueci o F.A.L.E. - dizia ela enquanto Rony se engasgava com uma cereja.

- Que pena... Digo - repensou Rony ao olhar para a cara inusitada de Hermione - que pena que você também não vai tentar ser aurora, como eu e o Harry.

Quando faltavam quinze minutos para iniciar a primeira aula do ano letivo Harry, Rony e Hermione rumaram para a esperada aula de Duelos. Sabiam que a sala era no segundo andar, por isso não precisariam se apressar tanto.

Alguns minutos depois o trio se deparou com uma porta dourada na qual estava gravado em prata: “Sala de Duelos”. Ansiosos adentraram na sala e a viram quase cheia, exceto por umas oito cadeiras amontoadas ao canto da sala. Sentando-se um ao lado do outro puseram-se a observar o ambiente. Harry reparou muito bem que todo o teto, paredes e piso, e até mesmo a porta, era revistada de grossas camadas de almofadas ou colchões e que a própria cadeira parecia ser mais macia que o normal. Reparou também que não estavam em companhia de apenas uma casa, mas de todos os alunos sextanistas de Hogwarts.

- Sejam bem vindos à aula de Duelos. Espero que apreciem a deliciosa arte de duelar e mergulhem em todo o seu encanto e enigmas. - dizia um homem de pele branca e cabelos loiros, fechando a porta dourada e acolchoada - Acho que todos já me conhecem, mas para os que não tiveram a honra de me conhecer, sou Merticco Fredericco, Hepta campeão mundial de duelos e, é claro, redator do Profeta Diário. Quero que levantem-se e empunhem as suas varinhas, vamos começar a aula.

À medida que os alunos se levantavam, as suas cadeiras desapareciam deixando o local totalmente vazio, exceto pela presença do professor e dos alunos.

- Antes de dar um início definitivo à aula quero saber: Quantos de vocês já conseguiram usar pelo menos um feitiço de Duelos?

Duas ou três mãos, entre elas a de Hermione, ergueram-se no ar.

- Eu dou trinta galeões a cada aluno se alguém que está nessa sala nunca tiver usado um feitiço de Duelos.

- Então você vai ter que ir tirando logo esse dinheiro professor, pois não me lembro de ter usado qualquer feitiço que tenha haver com Duelos. - respondeu Simas animando-se ligeiramente.

- Claro que já utilizamos feitiços de Duelos. - disparava Hermione espevitada - Um simples feitiço para desarmar, como utilizamos no Clube de Duelos no segundo ano, é uma técnica de Duelos.

- Muito bem. Cinco pontos para a Grifinória. Ela está totalmente certa. Mesmo que feitiços como Impedimenta ou Estupefaça tenham sido aprendidos em aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas, isso é uma espécie de Duelos sim. O Duelo é o nosso sangue, o nosso ar. Está presente em tudo e em todos, em todo lugar. Para isso estou aqui, para ensiná-los e mostrá-los a verdadeira arte de duelar. Antes de partirmos para a verdadeira prática, mostrarei um pouco de teoria para vocês. - e nisso uma parede de colchões tremeu e deu lugar a um imenso quadro negro. Merticco sacudiu a varinha e palavras brancas se espalharam na superfície do quadro - Duelar é muito mais que um bruxo e uma varinha. É a combinação perfeita do corpo e a alma e dessa uma nova junção com a mente. Deve haver um sincronismo perfeito entre o corpo, a alma e a mente para se executar qualquer movimento em um Duelo. Outra grande arma em um Duelo são os olhos, que são as janelas do mundo nas quais podemos enxergar em um sentido amplo todas as coisas ao nosso redor. Antes de aprender qualquer feitiço de Duelo devemos aprender a sincronizar os três elementos principais e treinar os nossos olhos. Por isso começarei essa aula dando um exemplo de: o que faria uma pessoa em um duelo se não pudesse usar os olhos?

Nisso o Prof. Merticco virou-se e chamou Susana Bones para ficar à frente de toda a sala, puxou a varinha, apontou para a garota e sussurrou: Embacis. Os olhos de Susana giraram nas órbitas e pararam olhando para a frente sendo que o seu olho parecia menos vivo, apagado.

- Agora, Srta. Bones, quero que caminhe até onde estou. - dizia Merticco movendo-se e indo para trás da garota que caminhava para a frente com os braços estendidos, feito uma múmia, afastando-se cada vez mais do professor - Chega! - o professor apontou a varinha para a garota e pronunciou Finite Incantatem ao que a garota piscou bobamente e voltou para o seu lugar debaixo de gargalhadas - Se ela sem o uso dos olhos não consegue nem mesmo encontrar um alvo parado a suas costas, como encontrará e atingirá um alvo em movimento em um Duelo?

- Mas professor de acordo com o regulamento oficial dos Duelos o uso de magias que possam interferir em sentidos essenciais como a visão, é proibido. - retrucou Hermione, a mão direita estendida no ar.

- Dez pontos para a Grifinória. Conheço muito bem essa regra, minha cara. Apenas exemplifiquei como os olhos são essenciais em um Duelo. Quero agora que vocês dividam-se em duplas e enfileirem-se em fronte à minha mesa. - e uma mesa acolchoada apareceu do nada.

Harry fez par com Rony e foram logo para a fila, ficando atrás de três duplas da Lufa-Lufa.

- Vou danificar a visão de um de vocês e o danificado terá de encontrar o seu parceiro, que ficará imóvel e em silêncio em um lugar que eu determinarei. Quem conseguir isso em menos de vinte e cinco segundos ganhará dez pontos para a sua casa, quem conseguir em menos de quarenta ganhará cinco pontos. - dizia o professor a Rony e Harry quando os dois chegaram em frente a sua mesa - Qual de vocês dois terá a visão danificada?

Harry acabou por ser o escolhido, pois Rony dizia que Harry teria mais chance de encontrá-lo e ganhar algum ponto para a Grifinória.

- Embacis. - disse Merticco apontando a varinha para os olhos de Harry, os quais giraram nas órbitas e quando voltaram à posição normal Harry não podia enxergar claramente um dedo à sua frente. Via apenas manchas que se moviam e logo após desapareciam, estava tudo embaçado. Após alguns minutos todo o tumulto parou e Harry escutou o professor falar:

- Quando eu assobiar quero que os que estão com a visão embaçada procurem os seus parceiros que ficarão imóveis e em silêncio no local que eu posicionei... - e um assobio ecoou na sala e Harry escutou passadas e mais passadas para todos os lugares e logo lembrou-se que tinha apenas vinte e cinco segundos. Então movimentou-se e sentiu todo o seu corpo girar enquanto suas pernas desequilibravam no chão amaciado. Parou. Percebeu que toda a sala caíra em um silêncio extremo e escutava apenas uma voz, ecoando em seus pensamentos...

- Estou aqui Harry... Atrás da mesa do professor. Estou aqui, venha logo.

Um brilho se fez em sua cabeça e Harry pôde ver uma mesa destacando-se em todo aquele nada que sobrevoava a sua visão, e logo atrás da mesa do professor viu Rony, em pé, as mãos fechadas como se estivesse rezando. Harry rumou em direção à mesa do professor, suas pernas desequilibravam, mas ele não sentia nenhuma tontura... Tudo ficava mais claro. Rony estava a três metros dele, com um largo sorriso no rosto.

- Venha. Só mais um pouco... Estou aqui.

Harry estirara as mãos para frente e estava a um metro de Rony quando uma outra pessoa irrompeu entre os dois. Harry podia ver claramente as feições de Pansy Parkinson andando abobada em sua direção...

- Saia daí sua idiota... Não atrapalhe o Harry. Saia daí sua centopéia esmagada.

Girando o seu corpo, Harry driblou a garota e enfim tocou a mão no ombro de Rony... Sua visão voltara ao normal e Rony sorria para Harry pulando de alegria.

- Conseguimos, ganhamos os dez pontos, Harry. Você chegou em tempo. - o rosto de Rony reluzia - E o melhor, o Prof. Merticco prometeu dar um Belly´strong para o primeiro par que conseguisse cumprir a prova.

- Um Belly-o-quê? - perguntou Harry barrando um pouco a alegria de Rony.

- Você não sabe o que é um Belly´strong? É uma espécie de camundongo que tem tantas habilidades especiais que é difícil contar todas. Ele pode flutuar, passar por dentro de paredes, realizar alguns desejos... É fantástico. - os olhos de Rony enchiam-se de lágrimas de tanta felicidade - Sempre foi o meu sonho ter um desses.

- Ainda bem que possuo alunos exemplares nessa turma, o Sr. Potter, por exemplo, foi o primeiro e único que encontrou o seu parceiro antes dos vinte e cinco segundos ganhando os dez pontos para a sua casa e um Belly´strong - dizia o Prof. Merticco quase meia hora mais tarde, quando o último aluno encontrou o seu par, à turma - fora isso mais quinze pontos para a Grifinória, relativo a outros três pares que conseguiram após os vinte e cinco segundos, dez para a Sonserina, cinco para a Corvinal e finalmente dez para a Lufa-Lufa. Quero finalizar essa aula passando uma pequena atividade para vocês, leiam os dois primeiros capítulos do livro de duelos e tragam um comentário de no mínimo quarenta e centímetros para a próxima aula. Por hoje é só, estão dispensados.

Harry, Rony e Hermione mal tinham saído da sala de Duelos e rumavam animados para a primeira aula de Feitiços quando uma voz ironizou:

- Olha só, o Sr. Potter encontrou mais um para bajulá-lo. Como sempre o “queridinho da cicatriz” tem que ter um lugarzinho reservado para a sua fama, não é mesmo? - dizia Draco em um tom definitivamente alto.

- Vê se cala a boca. - dizia Harry sem paciência.

- Olha só o Sr. Cicatriz está ficando com raiva. E se eu dissesse que você andou dando uns amassos na Gina no verão? - Draco sorria maldosamente - Feitos um para o outro. Uma é uma idiota e feia e o outro um convencido e sensível.

Harry e Rony rumaram com os punhos fechados em direção à Draco. E já iam socá-lo quando Crabbe e Goyle tomaram a frente formando um paredão humano.

- Saiam da frente seus idiotas. Cadê que você pode se defender sozinho sem esses brutamontes com você, Draco? Você sim que se acha o perfeito, vê apenas os defeitos dos outros e não os seus. - dizia Rony furioso - Pra quê coisa mais ridícula que esse seu nome de idiota? E que tal todos saberem que o seu pai é um maldito comensal da morte? - nisso Draco passou entre Crabbe e Goyle e empunhou a varinha apontando-a para os olhos de Rony ao tempo em que ele e Harry faziam o mesmo com Draco.

- Você e sua família são uma vergonha para os bruxos de sangue-puro. São indiferentes querem se meter com gente mesquinha e mestiça. Malditos sangues-ruins. Aguardem e verão o que espera gente da laia de vocês. - respondia Draco cheio de raiva.

- Que é que vão fazer? Soltar seu querido papai da prisão de Azkaban é? Com mais mentirinhas de que estava sob a maldição Império? Conta outra, ninguém acredita mais nessa conversa fiada. - dessa vez quem falava era Harry - Sangue sujo mesmo é você e toda a sua família que se acham os melhores por não serem mestiços e acabam por fazer coisas maldosas. Garanto que uma gota de sangue do Sr. Weasley vale mais do que todo o sangue do seu pai idiota. Afinal ele é um homem de caráter e verdadeiro, diferente de seu pai que é um homem covarde que escondia para todos que era um comensal. E agora está enfurnado em Azkaban, o lugar que todo bandido de mau caráter deve ficar.

Draco explodiu de raiva e disparou um raio avermelhado em direção a Harry que não teve tempo de se defender e caiu com um estrondo no chão. Rony apontou a varinha para Draco e azarou: Alergis; ao que a pele de Draco encheu-se de tumores e o mesmo não parava de se coçar espalhando pus por todo o seu rosto e vestes. Harry levantou-se e aproveitando a cena pronunciou: Fil, e uma distorção sonora disparou em direção ao corpo de Draco empurrando-o contra a multidão de alunos e logo após imprensando-o no chão.

- Menos vinte pontos para a Grifinória e menos quinze pontos para a Sonserina. Quero que o Sr. Potter, o Sr. Weasley e o Sr. Malfoy adentrem em minha sala. - ordenava Merticco, ao que todos se calaram e os três passaram pela porta dourada.

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