Um paixão inesperada



Foi isso que ele fez durante três anos. Ignorou a menina Potter. E também pouco falava com Tiago Potter. No quadribol quem assumira a liderança do Time foi o Francisco, quando Alexandre saiu. O time vinha sendo vitorioso, há três anos consecutivos, e Deivid odiava admitir, mas tinha que agradecer a Sabrina Potter por todos os jogos ganhos. A Sonserina sempre era páreo duro, e era difícil marcar gols quando tinham brutamontes na sua cola o tempo todo, nem os balaços arremessados por Carla ou Francisco adiantavam. Nesses casos Sabrina era rápida e ágil, mal começava a partida e ela pegava o pomo com uma rapidez impressionante. Tiago entrara no time em seu segundo ano escolar, como goleiro, e ele defendia muito bem os aros. Parecia gostar muito de sua posição no time.
Deivid tinha ganhado destaque no time, como o melhor artilheiro, até Paulo concordava com isso. E era por isso que quando Francisco saísse, ele se tornaria o capitão. Teria duas tarefas difíceis, encontrar dois novos batedores, mas faltava muito para isso ainda. Agora ele descansava na grama em frente ao lago, no pátio do castelo. Pensava em como a fama viria fácil se ele se aproximasse de Tiago ou Sabrina, mas era isso que ele evitava. Queria ser reconhecido pelo próprio talento, ser admirado. Queria que sua tia Gabrielle sentisse orgulho dele. Ela era tão bonita e sozinha. Ele achava que ela tinha uma decepção amorosa com algum homem e por isso estava sempre tão sozinha, então prometeu a si mesmo que não magoaria garota nenhuma como haviam feito com sua tia.
Até agora ele namorara duas garotas. A primeira era da Corvinal, Joana, morena, um ano mais velha, artilheira de quadribol, sua rival. Mas eles não tinham muito em comum e terminaram após três meses de namoro. Eles nunca mais se falaram. Com a segunda, a Fernanda, da Lufa-Lufa, ele se sentia seguro e feliz, ela era meiga, carinhosa, tinha a mesma idade que a dele. O namoro durou seis meses, terminaram porque descobriram que eram muito mais amigos do que namorados, eles não eram apaixonados mais um pelo outro. Com a Fernanda ele ainda falava, ela agora namorava o goleiro da Corvinal, um cara um ano mais velho que ela, que a tratava super bem.
Há três meses separado, e com seu melhor amigo, Paulo, namorando Eduarda da Corvinal. Ele agora andava sozinho ou com os seus colegas de sala de aula. Ele precisava conquistar uma garota. Mas ele queria algo difícil de se conquistar. Mas quem?
-AI...! Quem me acertou com essa pedra.
-Fui eu.
Era Sabrina. Ela já estava no terceiro ano escolar. Mas ainda era inocente aos olhos de Deivid. Aquilo o encantava. Por quê Merlim, ela tinha que ser tão linda? Ela era algo muito proibido pra ele. Sabrina jamais ia querer algo com um cara como ele, sem fama, sem fortuna, sem nada para lhe oferecer. O que afinal ele estava sentindo por ela? O que afinal ele reprimia durante todos os dois anos que tinham se passado, desde que ela lhe dera um beijo no rosto em comemoração a vitória do campeonato de quadribol?
Ele vinha buscando em duas outras garotas o perfume de Sabrina, o cabelo vermelho escuro dela, os olhos verdes curiosos e provocantes. Ela era só uma menina, mas despertava seu interesse de um modo que o preocupava. Ela era filha de Harry Potter! Ele não podia se apaixonar por ela naquele ritmo. E nem em ritmo nenhum. Mas isso não o impedia de fazê-la sua próxima conquista. Ela era concerteza a mais difícil das garotas de se conquistar em Hogwarts. Ele ia provar pra si mesmo que poderia ficar com ela pelo menos uma vez.

-O que você tem na cabeça para me jogar uma pedra?
-Irritado como sempre. Mas pelo menos tá falando comigo.
-E eu não falo com você?
-Deivid, desde que eu te conheço dá para contar nos dedos quantas vezes você dirigiu a palavra para mim. Como vai ser quando você se tornar o capitão do time? Vai mandar alguém me passar à ordem? Por quê você me ignora? Só porque sou filha de Harry Potter?
Ela dissera tudo. Ele tinha que admitir que Sabrina era esperta demais para a sua idade.
-E se for? Preciso crescer por conta própria, não suporta a idéia de vincularem meu nome com os gêmeos Potter.
Aquilo a magoou, ele pode ver nos olhos dela a mágoa iminente.
-Eu venho tentando ser sua amiga há três anos. Eu não sei porquê ainda fico perdendo meu tempo com você?
Ela deu meia volta e ia começar a andar, quando ele a pegou pelo braço.
-Desculpa! Não foi minha intenção te magoar.
-Você acha que eu gosto da fama? Não é?
-Quando eu te conheci, você parecia bem preponderante, mas depois eu percebi que não era. Só que pensava que a minha amizade não ia fazer diferença, vocês são amigos de praticamente toda a escola.
-Quando você me conheceu, eu estava agindo daquele modo, porque queria ganhar do meu irmão e tinha medo de não conseguir. Então aquela foi minha maneira de ter autoconfiança. Agora pode largar meu braço?
Ele não tinha percebido que a segurava ainda. A soltou lentamente, enquanto seus olhares se cruzavam.
-Desculpe.
-Não foi nada.
-Já devem ter te dito isso. Você tem lindos olhos verdes.
-Obrigado. É herança genética do meu pai.
Ela abriu um sorriso. Ele se aproximou do rosto dela.
-Sabrina! Onde você estava? Nosso pai veio nos ver... Eu interrompo alguma coisa?
-Não, nada Tiago.
-É, nada não. A gente estava aqui só conversando.
-É isso mesmo – concordou Sabrina com Deivid.
-Ok então. Vamos Sabrina?
-Vamos. Deivid?
-Sim?
-Não quer conhecer nosso pai?
-Eu, Eu, Eu.. eu não sei o que dizer... – respondeu Deivid nervoso.
-Deixa de ser bobo cara! Vem logo. Meu pai não morde. Ele é bem legal. Você vai gostar dele. – Tiago puxou Deivid contudo pela mão.
-Tá bom então.
Deivid olhou para Sabrina e sorriu, enquanto era puxado por Tiago. Ela devolveu o sorriso com outro sorriso. Ele sentiu que estava realmente apaixonado por ela.

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