Uma Estranha Guerra




-Você não sabe do que está falando Rony! Eu te odeio!
-Mione você precisa entender, é para o bem de todos nós.
-O que o Deivid tem haver com isso?
-Tudo Mione. Essa guerra é em nome da paz entre os bruxos. Eu preciso ir!
-Paz? Que paz? Oh minha Deusa! Desde quando uma guerra pode trazer paz?
-Você não entende agora, mas vai entender depois.
-A única coisa que entendo é que te amo. Nada mais importa a não ser Deivid e você. Não vai.
Harry escutava a discussão de Rony e Mione. Ele sabia que seria assim. Mione não entenderia. Gina também ainda não havia entendido. O que elas não sabiam era que essa guerra trazia como líder um seguidor de Voldemort. Todos os bruxos maiores de idade, que podiam combater, haviam sido convocados para lutar contra o exército de Dementadores que se voltara contra a comunidade bruxa. Harry estava aflito, sabia que muitas pessoas poderiam morrer em combate. Era disso que Hermione temia, que seu filho crescesse sem pai. Gina estava trancada no seu quarto em prantos. Harry queria a abraçar assim como Rony estava fazendo agora com sua esposa. Mas como ele bem lembrava, ainda não era marido de Gina.
-Temos que ir Rony – disse Harry, em voz baixa, para que Hermione não tivesse mais um ataque. Mas não funcionou muito, pois ela olhou furtivamente para ele e começou a falar com ódio dele.
-E você, hein Harry? O que diz disso? Acha bonito? Para que brigar pela paz? Posso saber?
-Mione...
-Cala-se Harry! Eu pensei que você fosse sensato. Mas me enganei. Há outros aurores e outros bruxos dispostos a lutar. Por quê você tem que se meter nisso e ainda por cima levar Rony?
-Desculpa. – Foi só o que Harry conseguiu dizer. Rony e ele tinham combinado de não contar nada sobre a guerra ter ligação com antigos seguidores de Voldemort. O maldito tinha morrido há muito tempo, mas ainda podia fazer belos estragos.
-Que pena que Molly não está aqui. Ela saberia disso e daria um cascudo em vocês por aceitarem isso.
Se Hermione não tivesse cega pela dor da partida de Rony, ela usaria sua inteligência e ligaria os fatos. Pensou Harry. Molly e Arthur haviam viajado há três dias para o deserto, o local da batalha. Molly quis ir junto ao ouvir uma conversa de Arthur com Lupin e Sirius. Só que Mione estava desesperada demais para raciocinar.
-Adeus Mione! – disse Rony olhando nos olhos de Hermione.
-Rony não vá! – Hermione o pegou pelo pescoço e chorando o beijou.
-Eu preciso ir. Cuide de nosso Deivid. Eu quero voltar e ver ele forte e saudável. Está bem meu amor?
Hermione apenas fez um sinal afirmativo com a cabeça. Ela cruzou os braços e deixou que as lágrimas caíssem em seu suéter bordo.
Harry se sentiu muito culpado. Saiu de cabeça baixa da toca, rumo ao deserto. Ainda pensando em Gina, Harry aparatou.


Harry estava no deserto há semanas. Mandava corujas para Gina, que ela não respondia. Bebia água e comia o que Molly preparava. Eles já tinham derrotado bastante dementadores. Tinham armado um plano de combate que estava dando certo. Todos estavam felizes, menos Harry e Rony. O amigo de Harry estava sofrendo muito mais. Não deixara só a mulher que ama, mas também o fruto daquele amor. Rony sentia muita falta do filho.
-Rony eu vou dar uma volta. Quer ir comigo?
-Não eu vou ficar aqui deitado na cabana. Preciso dormir um pouco.
-Está bem então.
Harry saiu em direção ao nada. O deserto era assustador, pois não havia nada nele. De vez em quando aparecia alguma cobra, mas Harry nem ligava. Diziam que o mais perigoso no deserto podiam ser as alucinações por causa do calor. Mas ele não tivera nenhuma até agora. Caminhava tranqüilamente, quando ouviu um sussurro.
-Estou aqui...
-Quem está ai?
-Sou eu.
Ele conhecia aquela voz muito bem. O que ela estaria fazendo ali?
-O que você quer dessa vez?
-Ajuda...
-Você não se tornou um fantasma Gabrielle?
-Não...
A voz dela era muito fraca, mas Harry entendeu o que ela falava.
-Então como é possível que você esteja aqui?
-Eu preciso de ajuda Harry...
-Eu vou te ajudar. – E um desespero tomou conta dele – Mas você precisa me dizer onde está.
-Eu não sei. Faz muito tempo que estou aqui...
Harry olhava para a imensidão de areia e nada via. Se sentindo incapaz de ajudar Gabrielle ele caiu de joelhos e começou a chorar, como há muito tempo não chorava. Bateu com os punhos na areia e gritou.
-ONDE VOCÊ ESTÁ GABRIELLE?
Tudo escureceu e ele caiu no chão.

-Harry! Você está bem?
Harry acordou do pesadelo como se o sonho tivesse sido muito real. Pulou da cama e descobriu que estava em um hospital.
-Por quê estou aqui? O que houve?
-Nós vencemos – dizia Rony – Mas você precisava se recuperar. O médico disse que você ficou cansado de usar demais o feitiço Patrono.
Harry olhou em volta. Era o velho e conhecido hospital St Mungus.
-O Deivid já está com cinco meses Harry. Está esperto. Você precisa ver. Eu já ia esquecendo... Minha irmã está aqui e quer te ver. Vou chamá-la.
Gina entrou no quarto depois de alguns minutos, com um sorriso radiante.
-Seu bobo. Que bom que está bem. Você nos deu um susto. Está aqui há uns três dias.
-Você não está mais chateada comigo?
-Mamãe me contou a causa verdadeira da guerra. E você tem o melhor Patrono que existe. Era correto que você ajudasse na guerra. Desculpa se não te apoiei. Desse jeito vou dar uma péssima auror.
-Não diga isso. – Harry tentou se sentar com dificuldade, se sentia cansado. – Você vai se tornar uma das melhores da turma.
Ele a pegou pela cintura e a trouxe para perto lhe dando um beijo demorado e afetuoso.
-Preciso lhe contar uma coisa – disse ele após pensar um pouco.
-Fale Harry.
-Antes de desmaiar, eu conversei com Gabrielle.
-O QUÊ?
-Gina, eu acho que ela está viva em algum lugar. Eu só preciso descobrir onde.
-Mas faz muito tempo Harry. Você acha que estão mantendo ela...
-Prisioneira em algum lugar – completou Harry. – Sim eu acho. Para mim ela esteve viva todo esse tempo.
Era uma questão obvia. Reaparecera um antigo seguidor de Voldemort com poderes para influenciar os dementadores. Esse mesmo cara que não queria se mostrar, devia estar por trás do seqüestro de Gabrielle. Agora Harry tinha uma pista para abrir o caso novamente, e começar a investigar. Ele faria todo o possível para achar a irmã de Fleur.

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