Meses depois... Em um leilão e



XVII - Meses depois... Em um leilão e o aniversário de um Potter.


 




Narrado por Lily Evans


Fazendo: Esperando o leilão começar


 


Leilão do Terceirão


 


Data: 26 de março de 2012 – segunda-feira


Hora: 17h


Local: Ginásio da Escola


Só poderão “comprar” um dos leiloados


 
 


Frank Longbotton – lance mínimo de £20,00 


Kingsley Shacklebolt – lance mínimo de £20,00 


Gideon Prewett - lance mínimo de £20,00


Fabian Prewett - lance mínimo de £20,00


Amos Diggory - lance mínimo de £30,00


Matt Cabot - lance mínimo de £30,00 


John Fynnigan - lance mínimo de £40,00


Joshua Fynnigan - lance mínimo de £40,00


Peter Striker - lance mínimo de £40,00 


Gabriel Nice - lance mínimo de £20,00


Daniel Lynn - lance mínimo de £20,00 


Dedalus Diggle - lance mínimo de £30,00


Harry Febray² - lance mínimo de £50,00


Troy McLeod - lance mínimo de £50,00


Otto Lancaster - lance mínimo de £40,00


Daniel Roff - lance mínimo de £20,00


Henry Red Rod - lance mínimo de £10,00


Paul Loneli - lance mínimo de £10,00


Patrick Jones - lance mínimo de £10,00 


Robert Kannis - lance mínimo de £10,00


Edward Shock - lance mínimo de £30,00


Sam Shock - lance mínimo de £50,00 


Emmett Stan - lance mínimo de £30,00 


Matthew Leeg - lance mínimo de £30,00 


Edgar Bones - lance mínimo de £20,00


Elifas Doge - lance mínimo de £10,00


Benjamin Fenwick - lance mínimo de £40,00


Caradoc Dearborn - lance mínimo de £30,00


Arthur Weasley - lance mínimo de £30,00


Ted Tonks - lance mínimo de £30,00


 
Alguns meses depois e aqui estamos nós. Esperando pacientemente, com muito dinheiro no bolso para ajudar o povo do terceiro ano. Eles precisam de £20.000,00 (vinte mil libras) e tem condições suficientes para isso com todos aqueles deuses gregos nas salas do terceiro ano.


 - Lendo a lista de novo Lily? – Lene me perguntou.


 - Tenho que decidir em quem vou gastar minhas lindas £100,00 (cem libras)! – falei feliz.


 Ela riu e começou a olhar a lista junto comigo. Eu e Lene tínhamos extravasados cinco dias depois de recebermos o vídeo da Emme e desde então nosso humor tem estado cada vez melhor. E olha que nós nem começamos o ”arrancando as mascaras das loiras vadias”, como batizamos nosso plano contra Emmeline Vaca Loira Burra Vadia Idiota Falsa Mentirosa Vance.


 Mas mesmo assim os meses passaram e ninguém fez nada para ninguém. Mas eu e Lene ainda estamos nos preparando para fazer algo mais... Educado e normal em relação à Emmeline Vance. Eu tinha feito uma “suposição” para minha mãe do meu plano envolvendo certos tapas e ela tinha me dito que perderíamos a razão e que de nada adiantava de mostrar o vídeo. Mas mesmo assim, ainda planejávamos.


 - Já sabe quem vai “compar”? – Lene me perguntou.


 Dei mais uma olhada na lista e voltei-me para ela.


 - Bom eu tenho em mãos £100,00. – eu disse apontando para a lista. – Então não poderei “comprar” alguém muito popular, pois vai ser muito caro pro meu bolso.


 - Ah compreendo.


 - E você? Vai “comprar” ou veio só para babar nos meninos?


 - Acho que vou “comprar”. – Lene fez uma pausa. – Tenho £400,00 e já tenho até uma ideia de quem vai ser.


 Olhei para ela com um sorriso malicioso. Lene tinha uma paixão secreta e, graças ao bom Deus, não era Sirius Black.


 - E quem vai ser? – instiguei ela falar.


 - Promete que vai guardar segredo? – perguntou sussurrando.


 Eu concordei com a cabeça e me aproximei para poder ouvir melhor. Quando o assunto era sussurrar, Lene conseguia sussurrar literalmente.


 - Então, o Joshua Fynnigan pretende cursar gastronomia ano que vem e estava interessado em uma prévia do que vai ser seu futuro. – ela fez uma pausa e olhou para os lados, para ver se ninguém. – Dai eu pretendo “compra-lo” e pedir um dia de trabalho no restaurante do meu pai.


 - Lene como você descobriu isso? – eu perguntei incrédula pela ideia dela.


 - Ele foi ao restaurante perguntar umas coisas sobre a vida de chefe, dai eu sem querer a conversa e decidi dar uma mãozinha para ele.


 - Lene essa ideia é perfeita, incrível... Mas você sabe que vai ser difícil não é?


 - Sei, mas vou dar um jeito. – ela fez uma pausa e olhou para o papel. – Só que eu descobri que tem vinte interessadas contando comigo e tem o lance mínimo de £40,00 (quarenta libras)... Dai a coisa fica meio apertada.


 Eu fiquei pensando por um tempo e analisando a causa nobre da Lene. Adorei a ideia de ajudar alguém e além do mais ter um popular como Joshua Fynnigan como “amigo”. Eu ia dar meu dinheiro para ela conseguir o garoto e se desse certo uns beijinhos também...


 - Lene eu vou te dar meu dinheiro para você conseguir ajudar esse seu “amiguinho”. – sorri para a cara incrédula dela. Mas não iria ser fácil assim. – Mas você está ajudando por um motivo a mais... Qual é?


 Lene olhou novamente para os lados e voltou-se para mim. – Lily eu sei como a vida de um chefe e o caminho para isso... Destruiu o casamento dos meus pais porque ele não teve ajuda e o Joshua é jovem demais e toda a ajuda é bem vinda!


 - Agora é motivo suficiente! – eu disse sorrindo para ela. – Mas nós temos que rezar para conseguir.


 Ela começou a rir e naquele instante as meninas do terceiro ano entraram no palco improvisado no ginásio e pegaram o microfone. O leilão iria começar.


 - Boa tarde meninas e meninos se é que tem algum! – começou a falar uma menina loira que eu não sabia o nome. – Hoje teremos o evento que mais abala a ala feminina dessa escola e que mais enche o cofre do terceiro ano!


 Todos na plateia foram à loucura.


 - Bom, exatamente agora tenho a honra de apresentar os leiloados desse ano! – gritou a menina de cabelos pretos e naquele instante os garotos entraram.


 Não tenho que dizer que todos no ginásio foram à loucura generalizada quando aquelas beldades adentraram o local. Para ser bem sincera e verdadeira, aquela era uma fila de pedaços de maus caminhos e o negócio iria ser bom e disputado.


 - Vamos começar com o show? – a loira perguntou.


 - SIM! – berrou a galera presente.


 - Em primeiro lugar tenho a honra de chamar Frank Longbotton, com o lace mínimo de £20,00! – falou a de cabelos pretos enquanto Frank dava um passo à frente se postando no centro do placo.


 - £20,00 – gritou a Alice Lunn, namorada do Frank gritou.


 - £40,00 – gritou uma anônima.


 - £60,00 – gritou outra.


 - £100,00 – gritou Alice.


 - £200,00 – gritou à primeira anônima.


 - £300,00 – gritou Alice novamente.


 Eu olhei horrorizada para aquilo tudo e pude perceber que Lene também.


 - Lily nós não vamos conseguir! – ela sussurrou.


 - Lene nós vamos sim! – eu falei com convicção. – A coisa está feia ai porque o Longbotton tem namorada e elas já partiram logo para os valores altos! Fica calma porque temos £500,00 (quinhentas libras) e o Fynnigan não tem uma namorada.


 Bom eu tinha essa convicção e para fazer um resumo bem rápido o Frank foi leiloado para a namorada pela bagatela de £820,00 o próximo foi o Kingsley Shacklebolt por £480,00 sem nenhum drama de namorada. O terceiro e o quarto que foram Gideon e Fabian Prewett foram “vendidos” por £560,00 e £470,00 respectivamente.


 Quando chegou a fez do Amos traíra Diggory todos os presente no salão olharam para mim, como seu eu fosse fazer alguma coisa, como gastar meu rico dinheirinho com ele. Affe, patético... Enfim, ele foi leiloado para uma loira por £595,00 – acho que ela não tinha mais dez para serem £600,00!


 Na vez do Cabot a coisa foi ensandecida. Todas as meninas queriam e sua pessoa bem cotada, inteligente e bonita, mas quem ficou com ele foi à namorada pela bagatela de £930,00.


 O próximo foi o irmão gêmeo do Fynnigan, o John. A coisa com ele não foi muito calma, mas também não foi digna de hospício. Ele foi comparado aos que não tem namorada arrancando assim £500,00.


 - Agora o último dos nossos tops... Joshua Fynnigan! – gritou a loira fazendo as meninas enlouquecerem e o Joshua ir até o centro do palco. – Vamos começar com um lance de £40,00.


 - £40,00! – gritou uma a anônima 1.


 - £50,00! – gritou a anônima 2.


 Virei-me para a Lene e mandei ela se levantar com um gesto das mãos, no que ela obedeceu meio trôpega.


 - £60,00! – ela falou.


 - £70,00! – rebateu a anônima 2.


 - £80,00! – a 1 anunciou.


 - £90,00! – foi à vez da Lene.


 - £200,00! – anônima 2 disse fazendo a anônima 1 sentar-se.


 - £210,00 – rebateu Lene.


 - £220,00!


 - £230,00!


 - £240,00!


 - £250,00!


 - £260,00!


 - £300,00!


 Quando a leve gritou a anônima pegou sua carteira e deu uma olhada.


 - £300,00 para a senhorita McKinnon. Quem da mais? – instigou a narradora de cabelos pretos.


 - £400,00! – se pronunciou a anônima.


 - £450,00! – rebateu a Lene.


 - £480,00! – falou a anônima olhando para sua carteira e vendo que não tinha mais dinheiro. Eu cutuquei a Lene e fiz um joinha para ela. Era a hora.


 - £480,00 para a senhorita Flann. Quem da mais? – agora foi a vez da loira instigar.


 - £500,00! – Lene gritou.


 Todos os presentes no local olharam para ela inclusive o Joshua Fynnigan que tinha uma expressão de quem pedia para que a Flann não desse mais lance nenhum. A menina parou de olhar a carteira virou-se para o palco e balançou a cabeça.


 Eu juro que vi o Joshua Fynnigan soltando um suspiro de alívio.


 - £500,00! Quem dá mais? Porque vai ser dole uma... Dole duas... E vendido para a senhorita McKinnon! – todos começaram a aplaudir e o Fynnigan sorriu agradecido para ela. Que fofo!


 Marlene desabou ao meu lado e me olhou sorrindo. Tínhamos conseguido e agora era só pagar.


 - Marlene McKinnon a senhorita já pode retirar seu homem e efetuar o pagamento a qualquer momento depois do leilão ou agora. – disse a de cabelos pretos. Aquela frase era de praxe.


 Lene e eu nos levantamos e fomos em direção das mesas de pagamento. No meio do caminho dei minhas £100,00 para ela poder pagar. Estava me sentindo um verdadeiro ser iluminado, se é que dá para isso acontecer por algo tão calmo e pequeno como “comprar” um garoto. Mas mesmo assim eu estava muito feliz e coisa e tal por ajudar a realizar o sonho da pequena criatura popular, saltitante, que cozinha e é um gato!


 - Pago e aprovado! – Lene gritou no meu ouvido.


 - Lene, acho que algum dia vou ficar surda. – eu respondi rindo e ela riu junto. – Mas enfim, deu tudo certo?


 - Sim, deu tudo certo sim e eu pude ver que eles têm potencial, superpotencial!


 Eu olhei para ela e sorri. Lene era o positivismo em pessoa.


 - E quanto eles já tem até agora, afinal? – perguntei. Sou mais curiosa do que aparento.


 - Olha, eles precisam de no mínimo £20.000,00 e até agora eles tem £4.855,00 muito mais que nossa suposição.


 - Muito, muito mais que nossa suposição!


 - Pois é e ainda nem foram todos os leiloados, então a possibilidade de ultrapassarem o mínimo é bem grande.


 Eu voltei a olhar para o palco improvisado e ver o leilão, agora não parecia muito interessante.


 - Lene vamos cair fora daqui?


 - Vamos, acho que agora não tem mais nada para fazer aqui e com certeza amanhã vão nos falar do resultado.


 Eu e Lene fomos saindo do ginásio discretamente e nos caminhamos para fora da escola. O leilão acontecia em um horário fora do escolar e despois de gastar meu rico dinheirinho eu não tinha motivo para estar lá.


 - Com quem você vai ficar esta semana Lene? – eu perguntei depois de cinco minutos de caminhada sem um rumo certo.


 - Com o meu pai graças a Pessoa no céu que me protege. – disse Marlene revirando os olhos. – Mais uma semana com o enteado da minha mãe e eu juro que passo a considerar todas as crianças como demoníacas!


 Matthew Oddonel ou simplesmente Matt era o enteado de 10 anos da mãe da Lene, Anastásia Oddonel que era casada há três anos com o pai da criatura o viúvo bonitão, Eric Oddonel.


 - Lene também não bem assim. – eu contra argumentei. – Tenho meus primos gêmeos, o Paul e a Andy e eles tem 10 anos também e não são demoníacos... Lógico que aprontam, mas não chegam a isso.


 - Pior que é Lily! Ele é pior que aquele menino do filme “O Pestinha” de 1990.


 Olhei para a Lene incrédula. Ela não guardava a data de nada e foi guardar justo o ano desse filme? Ela adora surpreender.


 - Lene não exagera! E como você foi lembrar o ano desse filme?


 - Lily, sim e ontem eu assisti esse filme e procurei por mais informações no botão de mais informações. – ela fez uma pausa e me olhou. – Sabia que lá tem todas as informações importantes sobre o filme e os atores que fizeram ele? É tipo uma Wikipédia no controle.


 Eu olhei para ela e comecei a rir depois eu a abracei pelos ombros e continuamos andando assim.


 - Essa parte dos atores eu não sabia, mas sobre as informações mais importantes do filme eu sabia sim!


 - Olha só, uma coisa que eu sei e Lily Evans não sabe. – ela tirou sarro saindo do meu abraço e correndo pela rua gritando. – Milagre! Milagre! Uma coisa que eu sei e ela não!


 Eu continuei a rir e sai correndo atrás dela. Marlene era maluquinha e completamente fora do cabo, mas era isso que a tornava a Lene espoleta e despachada.


 - Marlene McKinnon para já com isso! – eu a fiz parar. – Aonde nós vamos, em criatura?


 - Para o restaurante! – ela falou feliz. – Eu esqueci a chave do loft na semana retrasada no restaurante e tenho que pegar.


 Marlene adorava ficar as semanas com o pai dela. Os dois se entendiam e eram muito parecidos e ela só topava a guarda compartilhada para não magoar a mãe dela, mas desde o casamento da mesma a tia Samantha era mais mãe do Matt do que da Lene.


 - Então para o restaurante! – eu disse fazendo uma pose de super-herói com o braço direito levantado, o dedo indicador apontando para o céu e a outra mão na cintura.


 Caminhamos até a estação de metro mais próxima e pegamos um que nos levaria para perto do restaurante do pai da Lene. A viagem de trem era rápida e não gastava muito, principalmente tendo o bilhete do metro que era só para colocar uma recarga e lá íamos nós.


 O restaurante do pai da Lene ficava na Piccadilly Circus, mais especificadamente na Shaftesbury Avenue, e é um dos pontos mais badalados da rua. O Big Bum é um restaurante que mistura as culturas inglesa, escocesa, italiana e oriental. Nas comidas tinha sempre um toque de cada um deles, era uma junção perfeita. É literalmente um Bum!


 A entrada do restaurante era de tijolos a mostra, janelas de madeira com detalhes pretos, um toldo estilizado feito de bandeiras de todos os países envolvidos naquela mistura e o nome em um letreiro imitando uma explosão. A explosão que era aquele restaurante misturado.


 Bem na entrada do restaurante recebendo as pessoas estava o metre Tito, que era um espanhol que vivia na Inglaterra desde que eu possa me lembrar. Ele era sempre atencioso e engraçado, principalmente o inglês com sotaque dele.


 Dentro do restaurante era possível se notar a mistura de culturas que o estabelecimento apresentava. As mesas, as cadeiras, o balcão do bar e os bancos do mesmo eram feitos de madeira preta. O local não era muito iluminado, porém em cima de cada mesa encostada nas paredes tinham um lustre próprio que era feito de garrafa de vinho bem grande e adornadas com fitas com as cores da bandeira da Grã-Bretanha.


 Nas paredes existiam muitos brasões das principais famílias inglesas e claro, escocesas. Na parede atrás do bar além das bebidas existiam a bandeira da Escócia e o símbolo do clã dos McKinnon, uma águia desenhada no tartan da família (azul e preto) com os dizeres em escocês da frase “Bravos e Poderosos Guerreiros”.


 Em cada mesa existiam pequenas placas com o logo do restaurante e os números da mesa. Sem falar nos guardanapos e os cardápios e nas mesas no centro do local possuíam três tipos diferentes de garrafas de vinho com velas e amarradas entre si com as mesmas fitas das luminárias.


 Em suma, o restaurante era uma junção perfeita do que tudo envolvido tinha de melhor e o que eu achava mais divertido, e todos que iam ao restaurante, era que as nacionalidades dos que trabalhavam lá também era universal.


 - Meninas, vamos arrumar uma mesa para vocês. – disse o Tito nos guiando para uma das mesas.


 - Não viemos comer Tito. – começou a dizer Marlene. – Só estou aqui para pegar as chaves do loft e falar com o meu pai.


 - Pode parar com essa história senhorita McKinnon. – começou a dizer Tito com aquele sotaque divertido dele. – São 18 horas e daqui a pouco esse lugar lota e ninguém vem para cá sem provar pelo menos uma coisinha.


 - Então pelo menos vamos para o bar, dai fica mais fácil de falar com o senhor Edwin. – Lene argumentou.


 Tito revirou os olhos e nos levou para o bar. Aquele era um dos lugares mais legais do restaurante, tendo um monte de bebidas decorando mangueiras de refrigerante e chop e funcionários super movimentados.


 - Gatinhas del mio cuore! – disse Matt quando veio nos atender.


 Mateu di Paolo era um italiano boa pita e engraçado. Ele tinha cabelos pretos, olhos verdes e pele bronzeada. Morava em Londres há 12 anos e trabalhava no Big Bom desde sua inauguração, dez anos atrás, como todos que trabalhavam lá.


 - Olá italianinho! – Lene cumprimentou.


 - Oi Matt. – eu cumprimentei.


 Ele soltou uma risadinha sexy que fazia qualquer pessoa do gênero feminino vibrar.


 - O que vocês vão querer hoje ragazzas? – ele perguntou.


 A Lene me estendeu um cardápio e pegou um para ela, então nos postamos a escolher um dos sucos alternativos do restaurante.


 - Vou querer um suco de laranja com acerola e você Lily? – Lene perguntou.


 - Vou pegar esse de maracujá com banana. – respondi.


 - É para já belas. – Matt respondeu.


 Lene olhou para frente e depois para mim. Ela parecia pensativa e até um pouco culpada, mas era sempre impossível saber o que a Lene estava penando porque aquela cabeça pensa diferente do mundo ao redor.


 - Lily você avisou sua mãe? – ela perguntou depois de um tempo.


 Eu fiz uma cara de horrorizada e coloquei a mão na minha bochecha


 - Oh boy! – eu falei. – Esqueci-me de avisar.


 Lene começou a rir do meu drama e me entregou o seu celular


 - Liga para ela e pergunta se pode dormir lá no loft.


 - Você nem perguntou para o seu pai Lene!


 - Me dá dois minutos e liga para ela primeiro e depois liga novamente.


 Revirei os olhos e peguei o celular discando os números em seguida. Conhecendo minha mãe como conhecia ela iria me dar a maior bronca e quando eu chegasse em casa iria me esfolar e pendurar minha pele em cima da lareira.


 - Alo. – respondeu minha mãe depois de três toques.


 - Mãe sou eu a Lily! – eu disse calmamente.


 - O leilão já acabou minha filha? – ela perguntou.


 - Eu e a Lene saímos mais cedo e agora estamos no Big Bom. – falei o mais calma possível.


 - LILY EVANS POR QUE VOCÊ SÓ ME AVISOU AGORA? – ela berrou sua pergunta.


 - Acabamos de chegar aqui mãe... Não ia me arriscar ligando do metro não é?


 Ela ficou quieta por alguns segundos e, por experiência própria, sempre depois da calmaria vem à tempestade.


 - Tudo bem Lily, mas comportasse e não fique muito... Não esquece de me ligue na hora de ir embora porque eu e seu pai não queremos você andando de transportes públicos ou taxis a noite.


 - Está bem mãe eu ligo!


 - Certo... Divertisse!


 - Ok mãe... Beijos.


 - Outro... Tchau.


 - Tchau.


 Essa foi nova. Sempre que eu me esqueço de avisar onde eu estou ela fica louca da vida, parece até o King Kong no prédio do Empire State. Lene estava me olhando com cara de interrogação, pois já sabia da costumeira reação da minha progenitora.


 - Me mandou ligar na hora de ir embora e me comportar.


 - Olha só, uma digievolução¹ em processo aqui!


 - Pois é Lene, uma bela digievolução em processo ocorrendo.


 Nós duas começamos a rir como retardadas que éramos. Podia ser estranho visto de fora, mas para quem sabia como éramos a coisa ficava mais compreensível e tal.


 - Minhas nenes! – veio nos cumprimentar Tina.


 Agustina Vega era também uma espanhola e sotaque engraçado, só que provida de Barcelona a terra catalã, então ela só falava em catalão e não em espanhol. Ela tinha cabelos castanhos escuros, olhos caramelos e também tinha um bronzeado de sol natural.


 Era divertido ver as brigas entre a Tina e o Tito quando o assunto era futebol. Um torcia pelo Barcelona outro torcia pelo Real Madrid, respectivamente então já era possível imaginar. Porém na hora do trabalho eles eram super profissionais e coisas e tal.


 - Oi Tina! – respondemos em uníssono.


 - Não está faltando uma? – ela perguntou.


 Eu olhei para a Lene e ela retribuiu o olhar. As coisas estavam complicadas porque não tínhamos contado para ninguém sobre a Emmeline, mas era incrível como todos descobriam.


 - Ela virou uma vaca, Tina! – eu respondi.


 - Una vaca?


 - Sim Tina, uma verdadeira vaca. – concluiu Lene.


 - Ela começou a andar com os populares e tratar todo mundo mal. – eu disse mostrando para ela o vídeo da Emme nos xingando. Nesse meio tempo o Matt trousse nossos sucos.


 Tina assistiu ao vídeo e arregalava os olhos a cada segundo daquela porcaria, ela parecia muito indignada.


 - Aquesta criatura baix i sense escrúpols... Pobres, malalts i fals... Més d'una vaca! – Tina falou em catalão não nos deixando entender bulhufas.


 - Tina o que você disse? – Lene perguntou coçando a cabeça. – Aperta a tecla sap por favor, porque eu já nem entendo inglês direito imagina catalão!


 - Eu disse: aquela criatura baixa e sem escrúpulos... Ruim, doente e falsa... Mais que uma vaca!


 - Señorita Vega volver al trabajo. – disse o Tito atrás da gente.


 O señor Tião de La Paz era um espanhol vindo de Madri e morava na minha terrinha há 25 anos e era o melhor amigo do pai da Lene. Ele era alto e sob o uniforme preto do restaurante você sabia que existiam músculos incríveis. Tinha cabelos e olhos pretos que não davam espaço para erros e uma pele morena de dar inveja em pessoas “albinas” como eu, sempre tem que ser eu, ter inveja.


 - Claro mi jefe! – Tina falou tirando sarro.


 Eu e Lene rimos e voltamos nossa atenção para o resto do nosso suco e olhar alguma coisa para comer.


 - Tito você chamou meu pai? – Lene indagou.


 - Eu falei e vim aqui dar um recado. – Tito apontou para nós duas. – Ele mandou vocês comerem e disse que depois vem conversar.


 Bom então aquela era a hora de parar escolher e degustar das melhores iguarias que aquele pedacinho da diferença bem no coração de Londres.
 


-




Narrado por Marlene McKinnon


Fazendo: No restaurante do papai! :)


 


 - Já sei o que vou comer Lily e você?


 - Também, vou pedir esse Spaghetti com molho e pedacinhos de manga e você?


 - Vou pegar essa lasanha com berinjela e wasabi, mesmo achando que as gotinhas dessa coisa são apimentadas!


 A Lily riu e voltou a tomar seu suco. Eu queria falar logo com o meu pai, contar que eu tinha conseguido e pedir uma ajudinha básica dele e coisa e tal.


 - Lene acho que o Fynnigan pode nos ajudar com aquele negócio da Emme. – disse Lily depois de um tempo quieta.


 - Achei que já estava resolvido depois daquilo no shopping... – eu comentei baixinho. Não tínhamos contado para ninguém sobre a briga com a Emme.


 - Eu sei, mas não foi certo nós termos feito aquilo e perdemos a razão, porém eu ainda quero que meu primo saiba como a “namoradinha” é.


 - Certo Lily, mas como o Fynnigan pode nos ajudar?


 - Ele é amigo do meu primo e vai querer ajudar se algo de ruim estiver acontecendo com o Remo.


 Eu pensei um pouquinho e olhei para a Lily. Não tinha certeza se era bem assim, mesmo sabendo que o Remo era querido por todos, mas quando o assunto era Emmeline Vance ele se tornava um cego estúpido.


 - Mas você sabe que pode não ser fácil porque o assunto é Emmeline Vance.


 - Sei disso, sei disso, mas não custa tentar não é?


 Eu ponderei e depois assenti com um maneio da cabeça. Não conseguia imaginar que tipo de ajuda a Lily esperava receber ou o que essa ajuda poderia levar, mas eu tinha que apoiar porque o Remo era legal demais para ficar com alguém tão falso como a Emmeline.


 Nossa comida chegou logo depois e na hora certa porque o restaurante estava começando a encher, como Tito havia previsto. Devido a isso meu pai demorou mais vinte minutos para vir falar conosco o que permitiu que Lily e eu, eu e Lily, colocarmos umas trivialidades em dia.


 - Meninas o que vocês gostariam de falar comigo? – perguntou meu pai chegando atrás do bar e interrompendo nossa conversa.


 Edwin McKinnon era um homem alto de 1,90 metros, cabelos castanhos iguais aos meus e olhos azuis tão claros que quase chegava ao transparente. Ele era forte e bonitão, então era fácil arrancar suspiros de todas as mulheres solteira, casadas, separadas, viúvas, novas e velhas. Diziam que eu era a versão feminina e baixinha do meu pai, mas eu não era bonita igual.


 Ele e minha mãe me tiveram aos 15 anos de idade quando ele veio passar as férias de verão em Londres. Ninguém ficou o que se possa dizer de feliz com a notícia, mas também ninguém abandonou o barco. Eu vivia em Londres com a minha mãe e ia visitar ele em Edimburgo, até que o senhor Edwin veio fazer a faculdade de gastronomia aqui e os dois começaram a namorar e depois casaram no civil.


 Acho que a história ficaria linda se parasse por ai, mas infelizmente eles se separaram quando eu tinha cinco anos, o que é relativo aos 20 anos deles e dois anos depois da união civil e super desastrosa. Meu pai precisava de apoio e sempre foi sonhador já minha mãe sempre foi pé no chão e péssima em apoiar as pessoas.


 Agora no auge dos seus 30 anos – mais três meses ele faz 31, que velho! – ele tinha sucesso, fama, o sonho realizado e só tinha casos sem nenhum futuro específico porque era como ele sempre me dizia: “Gato escaldado tem medo de água fria”.


 - Então pai como você está? Bem? Eu vou bem e queria saber como você estava, já que faz uma semana que eu não te vejo. – eu joguei uma indireta nele.


 Meu riu e revirou os olhos, que era nossa segunda diferença porque a outra, todos já sabiam. Eu tenho olhos castanhos e ele azul, ele tem aquilo... E eu não. Graças a Deus!


 - Estou bem meu coração e que ótimo que você também. – ele sorriu e se virou para Lily. – E você Lily? Está aguentando bem a senhorita aqui?


 Lily riu e meu pai me abraçou sobre o balcão e bagunçou o meu cabelo, como se fosse fácil controlar aquele cabelo cheio de cachos e ondulações que minha mãe fez o favor de me passar na sua genética.


 - Vou bem tio Edwin e aguentar a Lene não é nada difícil pode ter certeza. – Lily respondeu corando. – E você? Como está tio Edwin?


 - Vou bem Lily. – ele respondeu sorrindo. – Mas o que vocês gostariam de falar comigo?


 Eu olhei para a Lily e ela me devolveu o olhar mordendo seu lábio inferior, ela estava nervosa.


 - Hoje foi o leilão do terceiro ano e nós duas compramos o Joshua Fynnigan. – eu comecei.


 - Não sei se fico bravo, ou se me preocupo, ou se fico feliz. – disse meu pai.


 - Você e a Lene conversaram sobre o que o Joshua queria ser porque é o mesmo que o senhor. – disse a Lily me ajudando.


 - Sim eu me lembro dele, um bom menino com um grande futuro pela frente. – meu pai fez uma pausa e coçou o queixo. – Veio aqui conversar comigo, perguntar quais são as dificuldades de um chefe de cozinha, entre outras coisas.


 - Então eu tive uma ideia e a Lily me ajudou. – eu fiz uma pausa e respirei profundamente. – As regras do leilão são claras e dizem que os leiloados devem fazer tudo que a pessoa que comprou quiser, é claro que com ressalvas.


 - Entendo, mas ainda não liguei os pontos dessa história comigo. – ele parou e apontou para nós duas. – O que a compra de vocês tem haver comigo a ponto de precisarem conversar?


 Eu olhei novamente para Lily e ela retribuiu novamente o olhar e levantou os ombros em sinal de impotência. Não tinha mais volta e aquela era a hora de soltar a bomba e esperar os resultados da destruição.


 - Queria te pedir um favorzinho pai. – eu comecei o mais calma que eu pude. – Nós tememos um dia para fazer ele por em prova suas habilidades na cozinha e...


 - Não precisa nem terminar a frase que eu já entendi tudo. – interrompeu meu pai. – Vocês querem que ele passe o dia trabalhando aqui?


 - Se não for incomodar. – Lily disse ficando da cor dos seus cabelos.


 Meu pai ficou pensativo por um tempo e começou a mexer nos guardanapos e nos cardápios em silêncio. Eu olhei novamente para Lily e ela mostrou a mão em um sinal para esperar. O senhor Edwin olhou para nós duas e pigarreou.


 - Eu já fui a um jantar na casa dele em uma semana que você estava com a sua mãe Marlene e ele quem cozinhou e fez isso maravilhosamente bem, então não vejo problema dele vir me ajudar aqui um dia e se der certo, pode até acontecer um emprego de meio período. – ele respondeu com um sorriso.


 Eu e Lily sorrimos como duas bobas alegres e abraçamos o meu pai agradecidas. Aquilo era o mínimo que podíamos fazer.


 - Obrigada, obrigada pai! – eu disse beijando o rosto dele.


 - É mesmo, muito obrigada tio! – Lily disse retornando para seu banco no bar.


  Eu também voltei a me sentar com um sorriso de orelha a orelha. Eu tinha conseguido fazer uma coisa boa e garantir uma auréola na minha cabeça pelo menos por enquanto. Na minha cabeça e na da Lily.


 - Agora só precisamos decidir o dia. – disse o meu pai.


 - O dia dos serviços vai ser no primeiro fim de semana das férias. – eu respondi.


 - Tudo bem então, só o tragam para cá na parte da manhã que eu deixo todos avisados do que vai acontecer. – meu pai disse sorrindo. – Algo mais garotas?


  Eu olhei para Lily sorrindo enquanto ela arregalava os olhos. Parecia até que eu iria causar a terceira Guerra Mundial apenas perguntado se ela poderia ir dormir no loft hoje. Que povo dramático!


 - A Lily pode dormir hoje em casa? – perguntei para o meu pai sorrindo angelicalmente. A Lily ficou novamente da cor de seus cabelos.


 - Claro que pode. – respondeu meu pai com naturalidade. – Só perguntem aos pais dela e se der certo, não podem dormir muito tarde.


 Depois desse ele saiu e voltou para seu habitat natural, a cozinha! Eu voltei a comer meu excelente prato e estendi o celular para a Lily.


 - Marlene ela não vai deixar!


 - Por que não?


 - Porque é dia de semana e não tenho nada lá para amanhã.


 - Lá tem o uniforme da escola e tudo o mais que você precisar.


 Lily pegou o celular e ligou para sua mãe. Não fiquei ouvindo porque não era certo e também estava com muita fome, mas quando é que eu não estou com fome?


 - Certo mãe... Vou me comportar. – disse Lily finalizando sua conversa. – Beijo mãe... Boa noite!


 Eu olhei para ela e sorri. A tia Sarah poderia ser durona, mas a Lily era certinha demais para os pais dela negarem alguma coisa para a criatura ruiva. Queria que as coisas fossem fáceis para a minha pessoa como são para ela.


 - Deixaram? – perguntei com a boca cheia de macarrão.


 - Não fale com a boca cheia Lene. – disse Lily pegando uma garfada da sua comida e mastigando antes de falar comigo novamente. - Deixaram, mas não é para ir dormir tarde ou fazer bagunça, pois amanhã tem aula.


 Eu terminei de mastigar e olhei para ela. – Pode ficar tranquila porque meu pai baixa a lei durante a semana sobre horário de dormir e acordar.


 - Estou tranquila quanto a isso McKinnon.


 - Imagino que sim, pois usamos o mesmo número de roupa e lá tem uniformes para nós duas.


 Lily revirou os olhos e voltou a comer. Era super legal irritar ela porque todas as vezes ela revirava os olhos e voltava a fazer o que estava fazendo me ignorando completamente.


 Também voltei a comer e beber meu suco.


 - Você tem o uniforme completo Lene? – perguntou ela depois de um tempo.


 Eu concordei com um maneio da cabeça. O uniforme da minha escola se consistia em uma camiseta vermelha ou branca com o brasão da escola – um leão – que é em gola V para as meninas e normal para os meninos, uma calça bailarina vermelha ou preta para as meninas, uma calça legging comprida vermelha ou preta também para as meninas, saia lisa vermelha ou preta, shorts de moletom vermelho ou preto para as meninas, bermuda tactel vermelha ou preta para os meninos, calça de sarja preta para os meninos e blazer vermelho ou preto feminino ou masculino com o brasão da escola. É um tradicional moderno, mantendo o uniforme clássico só que atualizado aos padrões do século XXI. Eu até que gosto dele.


 - Tenho e se precisar até alguns acessórios para incrementar. – respondi sorrindo.


 - Não viaja Lene, só precisa do uniforme mesmo ou um lugar para lavar o meu.


 - Lily não dá tempo de lavar e secar até amanhã, principalmente porque vamos acabar siando meio tarde daqui.


 Ela deu de ombros e voltou a comer, simplesmente assim me ignorando e coisa e tal. Tão típico. Tão Lily...


 - Você sabia que amanhã um Potter vai ser insuportável? – eu perguntei depois de acabar metade do meu prato.


 - Hum-hum. – ela confirmou com a boca cheia.


 - Você está preparada para isso?


 - Não! – ela respondeu depois de terminar de engolir.


 - Mas milagres sempre podem acontecer e ele não estar tão chato amanhã e você mais tolerável. – eu supus para melhorar a testa franzida dela.


 - Impossível Lene. – ela disse dando mais uma garfada, mastigando e depois engolindo, então ela continuou a falar. – Ele já é chato normalmente imagina no dia do aniversário.


 - Lily ele, apesar dos altos e baixos, gosta de você e foi com ele que você perdeu o bv.


 - Fala baixo Lene. – ela sussurrou fazendo sinal com a mão para abaixar o som. – Não quero nem lembrar que eu perdi o bv em um armário de vassouras, com o Potter!


 - Não cuspa no prato em que comeu Lily. – eu disse bem baixinho. – Pelo menos você não é mais boca virgem Lily.


 Ela me olhou como se eu fosse uma louca, o que provavelmente era verdade já que eu sou meio lentinha e desligada, não chego a ser burra ou ignorante, porém eu sou avoada o suficiente para passar essa impressão.


 - Lene você perdeu o bv naquele dia na boate. – ela me “esclareceu” as coisas.


 Olhei para ela com cara de incrédula. Aquilo não pode ter acontecido, eu estava tão fora de ordem que nem lembro aquele bendito dia.


 - Lily não viaja. – eu disse voltando a tomar meu suco.


 - Lene você perdeu seu bv aquela noite pro Sirius Black. – ela disse e eu cuspi todo o meu suco na cara dela. – Eca Lene! Sei que é chocante, mas não precisa me dar um banho de suco!


 Eu comecei a tossir e ela a bater nas minhas costas. Estava engasgada, chocada, passada e morrendo. Sabia que estava morrendo.


 - Não... Coff... Pode... Coff... Ser... Coff... Verdade!


 Ela continuou a bater nas minhas costas com uma mão até que eu parei de tossir, depois pecou seu guardanapo e começou a limpar o rosto sujo de suco.


 - Lene aquele dia depois que você chegou da boate na casa da Emme e o Potter parou de enfiar a língua na minha garganta e eu na dele você me contou que tinha beijado o Sirius, mas que os dois tinham parado porque ele parecia não querer daquele jeito e você também não, sabe os dois “alegrinhos”. – Lily fez uma pausa terminando de limpar seu rosto e pegando a minha mão direita. – Quando você me contou, ainda estava muito fora de órbita e quando melhorou estava com dor de cabeça e eu achei que você se lembrava dessa parte do beijo, por ter sido com o Black e tal...


 Eu escondi meu rosto entre os braços que estavam apoiados no tampo do bar. Eu tinha perdido o meu bv com o cara dos meus sonhos, bêbada, quando nenhum dos dois queria fazer aquilo – não sei direito se minha parte do não querer era real – e não me lembrava de nada. Absolutamente NADA! Bem minha cara...


 - Lily não pode...


 - Pode e é verdade porque depois o Remo veio me falar do beijo e saber o que você tinha dito. – ela disse e eu a olhei com cara horrorizada. – Mas eu disse que você, pessoa bêbada e atormentada, só tinha contado o ocorrido e ido dormir.


 Apoiei o meu braço esquerdo no balcão sobre os cotovelos e cobri meu rosto. Pronto agora era oficial, eu era uma bêbada esquecida e sem controle de seus atos. Que lindo... Sinta a ironia...


 - Ai Lily. – eu gemi. – Como eu pude fazer isso e nem me lembrar depois?


 - Lene você estava alterada e como não comentou nada sobre o ocorrido, achei que você estava com vergonha de ter perdido o bv bêbada e sem nada de especial. Como se o meu tivesse sido especial! Nem me passou pela cabeça que você sequer se lembrava!


 Lily me abraçou e eu enterrei a cabeça no seu pescoço. Estava completamente desolada e precisava de colo, do colo da minha melhor amiga.


 - Lily não faz mal. – eu disse me desvencilhando de seu abraço. Aproveitei para limpar as lágrimas que caíram no meu rosto, nem tinha percebido que estava chorando. – Você pensou uma coisa que no momento é a verdade, não quero falar sobre isso e estou com vergonha. Mesmo que não dê para apagar o ocorrido...


 Ela me entregou um lenço de papel para secar minhas lágrimas e deu tapinhas na minha mão.


 - Lene se desse eu também apagava a minha perda, desastrosa, de bv. – ela disse tentando me acalmar. – Mas infelizmente não dá porque se desse eu faria uma coisa mais romântica e não o armário do Filch.


 Eu olhei para ela e nós começamos a rir. A perda do bv da Lily não foi melhor que a minha, mas eu nunca a tinha visto reclamar sobre isso.


 - Você trocaria a pessoa para quem você perdeu o bv? – eu perguntei.


 Ela pareceu pensativa por um tempo enquanto bebericava seu suco. Lily tinha perdido o bv para James Potter e despois da mancada que ele tinha dado com ela no encontro, digamos que ela não era a maior fã da criatura.


 - Não Lene, eu não trocaria. – disse ela séria e fazendo uma pausa. – Eu gostava dele naquela época não tão distante e mesmo no armário, que de romântico não tem nada, eu queria ele e tudo o que poderia tirar de uma relação com James Potter, mas não era para ser e nem gosto mais dele então...


 Lily deu de ombros e pela primeira vez eu consegui entender o que ela tinha dito sem uma explicação com palavras mais fáceis. Mesmo eu tendo perdido o bv bêbada, em uma boate e nem me lembrar do ocorrido tornando assim a situação nada romântica eu não mudaria o fato de que saber – o que não tem o menor sentido, já que eu deveria me lembrar – que eu tinha perdido o meu bv para Sirius Black era algo que me deixava mais do que feliz!


 - Entendo Lily e penso a mesma coisa em relação ao meu caso.  – eu fiz uma pausa e sorri para ela. – Não tem como mudar, mas tem como se alegrar com a parte boa, pelo menos no momento em que considerávamos boa.


 - Exato, sem tirar em por Lene.


 Eu olhei para ela agradecida e contente. Achei ótimo ela ter me contado porque talvez eu passasse um grande tempo sem saber, pelo menos até eu beijar alguém e achar que tinha sido o primeiro e tal.


 Ficamos comento e conversando, depois que terminamos os pratos pedimos uma porção de frutas sortidas e caramelizadas que eram o que mais gostávamos no cardápio do Big Bum, até mais do que os pratos diferentes e super inovadores que meu pais e seu quarteto fantástico de chefes – Rudolf, Kelan, Joana e Johara – faziam para a alegria da população londrina que ia até o restaurante encher as panças!


 O restaurante do meu pai era tão conhecido que vivia lotado e reservas tinham que ser feitas com meses de antecedência. Eu achava isso ótimo porque o Big Bum era o sonho do meu pai e eu era torcedora incondicional desse sonho, principalmente porque eu ganhava comida de graça e era comida da boa feita pelos melhores do mercado. Aquilo tinha que dar certo!


 Depois que terminamos tudo ficamos conversando e esperando meu pai terminar tudo e fechar o restaurante, por volta das 23 horas e depois dessa, nós três seguimos para o loft. O loft do meu pai ficava a vinte minutos do restaurante e como não tinha nenhum transito naquele horário o trajeto foi rápido e sem maiores dificuldades. O prédio onde a humilde residência do meu paizinho se localizava era um velho galpão de uma fábrica formando então seis andares de lofts de dois andares. O lugar era enorme!


  O número da minha segunda casa era o 6B o que indicava que era na cobertura e que tinha mais dois lofts no andar, assim como nos outros cinco. Para chegar ao loft nós passávamos pelo portão da garagem e de lá pegávamos um elevador e íamos, caso estivesse a pé teria que ter a chave do portão menor ou uma alma caridosa abrir para mim.


 O local onde meu pai vivia era simplesmente incrível. Você entrava em um amplo espaço de sala e cozinha integrados, de chão de mármore, paredes brancas e uma janela tão grande que pegava a parede do primeiro e do segundo andar. As portas das salas eram brancas e ainda tinha uma lareira que estava numa pequena elevação que também tinha a escada para a parte do segundo andar que era metade do primeiro.


 Eu e Lily subimos a escada e fomos para o meu quarto. No segundo andar tinha o meu quarto, o quarto do meu pai e o banheiro que eu dividia com ele. O meu quarto e o do meu pai era um único só que ele colocou uma porta de correr que dividia o quarto ao meio e criou o meu. Essa porta só tinha fechadura para o meu lado então eu decidia se ficava aberta ou trancada. Estava sempre trancada.


 Meu quarto era simples e bem do meu estilo. A parede era feita de um pashwork de tecidos, menos em duas paredes – a parede da porta de correr e a que tinha a porta de entrada do quarto – e tinha uma janela que cobria uma parede inteira. Sem contar os posters de filmes e bandas que tinha na parede branca da porta de entrada, junto com as fotos que eu tinha.


 Minha cama era elevada e ficava grudada na janela e embaixo tinha uma escrivaninha. Na parede modular, nem tudo era a porta de correr então em parte dela tinha meu armário embutido. Tinha ainda uma poltrona branca suspensa preza por um cabo e minha luminária preta que dava para regular a luz encostada na janela aos pés da minha cama alta.. Os tecidos usados na minha parede eram azuis com detalhes de florzinhas, bolinhas ou lisos. Eu gostava do meu quarto.


 - Lene adoro essa sua poltrona. – comentou a Lily balançando na minha poltrona.


 - Sei que você gosta Lily, mas agora fala uma música para agente ouvir.


 - Que tal uma da Taylor Swift?


 - Pode ser... – eu disse colocando a música para tocar no meu notebook que ficava na escrivaninha.


 Naquele momento meu pai de uma batidinha na porta e eu o mandei entrar. Ele trazia um colchão e roupa de cama para a Lily.


 - Vocês nem pensem em começar com música de americanos agora. – ele disse apontando para o meu computador. – O máximo que vocês vão fazer é tomar um banho, colocar pijamas, tomar o chocolate quente que eu vou fazer, escovar os dentes e ir dormir!


 - Mas pai.../- Mas tio... – eu e Lily dissemos juntas.


 - Mas nada! Amanhã vocês tem aula e tem que acordar cedo, hoje não é dia de música ou farra da noite. – ele disse arrumando as coisas para a Lily. – Agora já para o banho vocês duas.


 Ele terminou de fazer a cama e depois saiu do quarto para ir para a cozinha e eu fui pegar pijamas para Lily e para mim.


 - Então dona Lily, qual vai ser? – eu perguntei apontando os pijamas. – Sei que não é a mesma coisa que o seu pijama de Nutella, mas acho que tem algo que lhe agrade.


 Ela caminhou em direção ao armário e se pôs a olhar todos os meus pijamas que em seu total eram calça comprida com camiseta de manga curta. Enquanto isso eu peguei o meu pijama do Submarino Amarelo dos Beatles – calça branca cheia de mini submarinos amarelos e uma camiseta branca escrita em amarelo “I Live in a Yellow Submarine” – e minha pantufa do Garfield.


 - “I Live in a Yellow Sbmarine”? – Lily leu a frase da minha camiseta e perguntou.


 - Sim, com “I Love Nutella” na sua camiseta do pijama. – eu retruquei. – Vai Lily escolhe logo um, ou eu faço isso para você.


 Ela voltou a olhar os pijamas e pegou um de Paris – calça cinza e uma blusa branca com o desenho da Torre Eiffel com fundo de fogos de artifício e os escritos em francês: “Amour à chaque coin de” que significa “O amor em cada esquina” – e as pantufas da Lalamon² que era uma Digimon femea do desenho, era uma das principais digmons do desenho.


 - Pronto senhorita! – ela disse me mostrando o pijama.


 - Está apaixonada senhorita Evans? – eu perguntei com um sorrisinho maroto.


 Lily parou e começou a ler o que estava escrito na camiseta, desviou o olhar da peça de roupa me mostrou a língua. Eu comecei a rir e fui para o banheiro, enquanto a Lily foi para minha poltrona e começou a balançar. A Lily adorava esse “balanço” no meio do meu quarto.


 Eu fui para o banheiro e comecei a cantarolar enquanto me banhava, num momento eu ouvi o telefone tocar e como estava impossibilitada de fazer qualquer coisa eu terminei de me trocar – já tinha terminado o banho – e sai do banhei dando de cara com o meu pai e sua expressão não era nada bonita.


 - O que foi? – eu perguntei olhando para ele.


 - Sua mãe na linha dois. – ele falou entre os dentes com o telefone no ombro. – Atende e trava a linha um, estou falando com o Tito sobre o restaurante.


 - Ela ligou aqui?


 - Sim e não sei o porquê, já que eu te dei um IPhone de Natal e esperava que você usasse. – ele fez uma cara de desaprovação. – O que você fez com ele?


 - Acho que descarregou. – eu fiquei pensativa dai me lembrei de algo e estralei os dedos. – Deixei no mudo, dentro da minha bolça.


 Ele me olhou com ódio mortal e estendeu o telefone. – Fecha a linha um e tire a porra do IPhone do silencioso!


 Depois dessa, ele foi andando para o andar de baixo falando no outro telefone que ele tinha pegado. Eu olhei para o aparelho que ele tinha me dado acionei o travamento da linha um e atendi a linha dois.


 - Oi mãe. – eu disse meio relutante.


 - Oi meu amor! Como você está? – ela perguntou animada.


 - Por que você ligou na casa do meu pai? – eu perguntei entrando no meu quarto e gesticulando para a Lily ir tomar banho. – Minha mãe no telefone, pode ir para o banho.


 Ela assentiu e foi para o banheiro com suas coisas, enquanto eu voltava a falar com a minha mãe.


 - Porque você não atendeu minhas últimas doze ligações. – ela falou irritada.


 - Mãe eu estou com o meu pai essa semana, relaxa ai!


 - Você não me liga ou avisa se já está com ele ou não. – ela fez uma pausa e bufou. – Eu fiquei preocupada.


 - Ai mãe desculpa eu não ter atendido, é que fui sequestrada pelos Piratas do Caribe e eles me levaram para lá, mas eu implorei para me trazerem para casa do meu pai porque minha mãe controladora iria me caçar por toda Londres!


 - Marlene McKinnon não fale comigo nesse tom!


 - Você não entende e nunca entendeu o quesito guarda compartilhada!


 - Você é minha única filha e eu tenho uma preocupação plausível sobre seu bem estar!


 - Eu não sou sua única filha e você sabe disso! Tem o Matt mãe, o filho do seu amor então vai cuidar dele!


 - Não fale assim meu coração. – ele fez uma pausa. – Eu cuido dele e de você e eu não preciso dizer que você é e sempre será minha parceira, a luz da minha vida...


 - Certo mãe. – disse fazendo uma pausa. – Desculpa eu não ter te ligado para avisar que estava tudo bem.


 - Não tem problema minha criança, mas não faz mais isso com a sua mãe. – ela fez uma pausa e depois voltou a falar. – O que você fez com o seu celular?


 Eu ri e procurei o celular na bolsa. Estava sem bateria e no mudo. – Acabou a bateria e eu deixei no mudo!


 - Ai Marlene! – ela disse rindo. – Bom, acho que você está bem, então já posso desligar.


 - Acho que sim mãe. Boa noite, falo com você amanhã!


 - Está bem querida... Boa Noite e até amanhã


 - Beijo... Tchau...


 - Tchau!


 Eu fiquei olhando para o telefone e depois sai do meu quarto para colocar o aparelho na base que tinha no corredor encostada a grade que indicava o começo e o fim do andar.


 - Da próxima vez, me pergunta o tema da conversa pai. – eu disse me apoiando na grade e olhando para baixo.


 - Como você... – ele começou, mas eu não deixei novamente alguém terminar a frase.


 - Ouvi uma terceira respiração então eu pensei que a peste do Matt não pode ser porque há essas horas a pessoa está no décimo terceiro sono e o único que tem essa mania horrível tirando aquele pequeno ser que respira é... Rufem os tambores... – eu disse batendo na grade de vidro, que impedia as pessoas a caírem de um andar para o outro (?). – Você!


 Ele riu e fez sinal para eu descer então eu obedeci. Na frente da escada tina a janela e do lado direito à cozinha perfeita do meu pai. Na frente da janela tinha um sofá moderno com poltronas modernas uma mesinha de centro que também era um grande puff e colchões empilhados e forrados por tecidos que formava um segundo sofá. Sem contar as luminárias modernas atrás do sofá e na frente do mesmo tinha a lareira em pedras cinza, com uma televisão de plasma a cima dela. Sem falar nas fotos que tinham sobre a lareira, mas que não atrapalhava a imagem da perfeita tela plano do meu papito.


 Na parede perto da entrada, que ficava embaixo no segundo andar, tinha fotos de Londres, Edimburgo e Dublin uma em baixo da outra respectivamente e ao lado ficava a mesa de jantar para seis pessoas. Mais para frente tinha a mesa do meu pai que era seu “escritório” e guarda chaves porque ele as jogava lá quando chegava em casa.


 No andar de cima que era metade do andar de baixo, tinha um pequeno corredor onde do lado oposto da cozinha ficavam os quartos e do outro lado em um pequeno espaço o banheiro. Na parede do banheiro que era em frente à grade de vidro era coberta com estantes lotadas de livros e na sua frente uma mesa com duas cadeiras de cada lado e em cima da mesa ficava o telefone, um bloco de anotações e algumas canetas. No pequeno corredor tinham quatro porta-retratos, um do lado do outro, pendurados na parede que separava a porta do meu quarto e a do meu pai.


 Nesses porta-retratos tinham fotos minhas com ele. A primeira era quando ele tinha 15 anos e eu tinha acabado de nascer e foi tirada no hospital quando eu estava em seu colo, a segunda ele tinha 18 anos e eu três e tinha sido tirada no gira-gira do parquinho perto da casa dos meus avós na Escócia – ele estava me segurando no brinquedo, atrás de mim. Na terceira foto tinha sido na minha formatura do 5° ano, eu tinha 11 anos e ele 26 anos e a última foto tinha sido tirada recentemente no Natal passado, ele estava sentado no sofá rindo enquanto eu fazia uma careta atrás dele com a cabeça tombada e o cabelo caindo em uma cascata lateral. Todas as fotos eram em preto e branco, assim como os porta-retratos – moldura preta e papel de borda branco.


 Minha relação com o meu pai era muito boa. Eu e ele nos entendemos perfeitamente bem, como se nós fossemos da mesma idade e tivéssemos os mesmos tipos de preocupação. Mas isso porque meu pai não poderia ter mais filhos, então eu era sua queridinha.


 Meu pai ficou doente, dois anos depois de me ter e acabou perdendo a possibilidade de ter outros filhos. Então ele se apegou a minha pessoa de uma forma totalmente positiva, tanto para ele quanto para mim. Mas isso causa certo ciúme na minha mãe e isso agrava as brigas esporádicas que eles, ainda, têm!


 - As coisas estão piorando com o tempo. – ele disse assim que eu sentei nas cadeiras altas do balcão da cozinha que como o resto do lugar, menos os equipamentos, era feito de madeira de mogno claro.


 - Vocês brigaram novamente? – eu perguntei fazendo um gesto abrangente com a mão esquerda.


 Ele suspirou e me lançou um olhar sobre seu ombro e voltou a cuidar do leite. – Depende do ponto de vista Lene. Para você pode ser uma briga calamitosa, mas para sua mãe e eu pode ser apenas, e eu disse apenas, mais uma discussãozinha.


 Eu desviei o olhar para o tartan da minha família, que era igual ao que tinha no restaurante, que estava pendurado no vidro da grade do segundo andar. Onde eu tinha pendurado quando meu pai tinha se mudado para lá há dez anos, quase onze.


 - Só mais uma discussãozinha? – eu perguntei voltado a olhar para suas costas. – Pela sua expressão você estava prestes a matar ela e provavelmente minha mãe também estava prestes a cometer um crime.


 - Detalhe Lene... Detalhe... – ele disse enquanto acrescentava chocolate em pó no bule.


 Naquele momento a ruiva desceu as escadas e sentou-se ou meu lado.


 - O que manda Lene? – ela perguntou me olhando.


 - Mando a minha caneca do chocolate ser da Miss Piggy³! – falei fazendo tanto a Lily quanto meu pai, rir.


 - Então eu vou querer a caneca do ônibus de Londres. – ela disse apontando para as canecas penduradas. Ela sempre usava essa caneca quando vinha para cá.


 - Podem ter tudo o que quiserem, mas têm que prometer ir escovar os dentes e dormir depois disso aqui. – meu pai falou pegando as canecas e despejando o chocolate, para depois colocar dois marshmallows em cada caneca e despejar uma colher de chocolate em pó, por cima.


 - Claro! – eu e Lily dissemos em uníssono, começando a beber os chocolates.


 Bebemos nossas preciosidades e depois subimos para o banheiro escovar os dentes e depois direto para a cama.  Pegamos no somo não muito tempo depois, devido ao chocolate quente para acalmar nossos nervos. É sempre uma boa pedida!


 Eu estava num sono ótimo quando de repente um barulho me acordou. Meu despertador estava tocando no cubo que ficava preso do lado da minha cama e na parede onde minha cabeceira era presa. Essa mesinha tinha os lados cortados, menos a parte de cima e a de baixa. Lá eu guardava umas mil coisas.


 - Ah. – a pessoa ruiva gemeu no colchão com voz de sono. – Lene desliga essa porcaria!


 Eu acendi a luminária que ficava na mesinha e parei o despertador. Depois eu segui até a ponta oposta da minha cama para poder ascender o meu abajur. Desci a escada de metal pintada de branco, como tudo no meu quarto menos o meu armário que tem portas de espelhos.


 - Lily acorda. – eu disse sentando no chão em frente à ruiva e a cutucando.


 - Lene está cedo. – disse ela virando para o outro lado.


 - Lily nós temos que sair cedo e você sabe, agora levanta. – eu disse me dirigindo ao controle da minha cortina, fazendo-a levantar e refletir o céu nublado de Londres.


 - Ah Lene. – ela resmungou enquanto sentava-se no colchão ao lado da minha escrivaninha.


 - Força Lily! – disse puxando ela e indo para a cozinha junto com a pessoa.


 Quando chegamos lá, meu pai estava cozinhando panquecas e apontou para as cadeiras altas do balcão, com jogos americanos arrumados para três, louça pronta para o café, pão fresco, café, leite, suco de laranja e água.


 - Estou preparando panquecas e esperando as torradas ficarem prontas, mas podem atacar os pães e as geleias. – disse meu pai virado para o fogão fazendo a obra de arte que eram suas panquecas.


 Eu e Lily nem pedimos permissão e já fomos atacando o que tinha na mesa, poucos minutos depois as panquecas ficaram prontas e meu pai se juntou a nós, naquela experiência magnífica que eu chamo de café da manhã.


 Depois que Lily e eu terminamos, fomos para o meu quarto nos arrumar para ir para a escola. Eu peguei uma camiseta branca, a calça bailarina vermelha, o blazer vermelho e um tênis da Osklen branco. Lily pegou também uma camiseta branca, uma calça legging preta, um blazer preto e sua Ugg preta baixa com um botão que prendia um dos lados.


 Saímos de casa as sete em ponto porque levava meia hora para chegar da casa do meu pai até a escola e depois ele teria que ir para o restaurante, que ficava vinte minutos de lá. O restaurante só abriria na hora do almoço, mas ele teria que estar lá antes das oito junto com o pessoal para fazer as contas do dia anterior, preparar a cozinha e as acomodações do restaurante. Uma jornada longa.


 - Você tem aula do que hoje Lily? – eu perguntei a ela enquanto íamos para os armários. Eles ficavam um do lado do outro.


 - Dupla de física e depois química e você?


 - Inglês e depois dupla de biologia. – eu disse e depois perguntei. – Você sabe se nós teremos alguma aula juntas hoje?


 - Espera eu ver no meu armário.


 No armário da Lily, tinha uma folha de papel com o horário meu, dela e da Emme – agora não tem mais função, o da terceira pessoa. Assim que chegamos lá a Lily foi ver a folha que estava presa na porta do armário junto com fotos nossas, recortes de revistas e fotos de artistas e bandas favoritos da ruiva.


 - Terça-feira... Deixe me ver. – disse ela procurando. – Não hoje Lene, aula juntas agora só na seta e na segunda.


 - Pena. – eu disse olhando para a folha. – Queria ter uma aula de conversa só para variar.


 - Não tenho aula hoje com você, mas já a Falseline...


 Eu olhei para a folha novamente enquanto a Lily mexia nos seus livros. Sim, elas teriam dupla de geografia no final do dia o que não era uma coisa muito legal, não mais pelo menos.


 - É só no final do dia Lily, você aguenta. – tentei anima-la.


 - Pior é que a Waldorf também tem essas aulas!


 O grade problema da minha escola é que eles tinham três tipos de horário por série. A Lily caiu com o primeiro, eu com o segundo e a Vance com o terceiro porque eles NUNCA deixam os amigos juntos, pena que a Waldorf também caiu com o terceiro.


 - Ai a coisa fica feia.


 - É só eu me tornar invisível que tudo fica ok, mas eu ainda seu fazer isso Lene.


 Enquanto ela continuou a procurar suas coisas no armário eu fui até o meu que era ao lado. Abrindo meu armário você achava meus livros, duas camisetas reservas – eu sempre me sujava – e alguns gibis. Na porta do armário tinham fotos minhas, fotos de uns caras gatos – Robert Pattinson, Harry Judd, Josh Hutcherson e Alexander Ludwig – e recortes de gibis! Eu amo gibis de montão!


 - Seja o que tiver de ser Lily. – eu disse pegando os meus livros e fechando o armário, assim como ela.


 - É Lene, seja o que tiver de ser.


 Nós fomos andando até o pátio n centro da escola para esperar a tortura chinesa começar. Ainda era ter-feira... Quando chega as minhas férias, ou sexta-feira?
 


-
 



Narrado por James Potter


Fazendo: Indo para a escola... B day :P(: 365 dias para MAIORIDADE!


 


 Parabéns para MIM! Que o aniversário é só MEU! Cada ano que passa EU fico mais velho, bonito, gostoso, gatão e próximo da maioridade!


 Sim, hoje é um dia especial e porque há exatos 17 anos atrás nascia à criatura mais bela de toda a fosse da Terra... EU! Brincadeirinha a parte, estou muito feliz em completar 17 anos porque significa maturidade, responsabilidade, novos desafios e PRESENTES! Nunca mudo.


 Estou animado para chegar à escola e ser mais rei do que normalmente sou e só para constar, não estou me vangloriando, só contando a verdade na minha versão. Como eu já tinha dito, hoje é meu aniversário e todos vão cair em cima, para dizer o mínimo.


 Assim que levantei desci as escadas que levavam para a sala da minha casa/mansão em Notting Hill que tinha uma decoração que misturava o moderno com o clássico. Na sou bom em descrever ambientes, então... Enfim, eu fui para a sala de jantar, onde fazíamos todas as refeições, e quando cheguei lá tive uma surpresa.


 Meus pais, junto com todos os funcionários da minha casa – que por sinal me conhecem desde que eu estava na barriga da minha mãe – estavam me esperando na sala de jantar, que por um acaso usamos para todas as refeições, mas tem esse nome “sala de jantar”, vai entender.


 Enfim, eles tinham bolo de chocolate, trufas de chocolate com maracujá – cortesia do restaurante Big Bum – e um café da manhã de rei. Panquecas, chocolate, leite, bacon, frutas, cereal e pizza doce (mesmo sendo sete e dez da manhã)!


 - Parabéns para o James, que o azar é só dele, cada ano que passa ele fica mais velho. – eles cantaram me estendendo o bolo para soprar as dezessete velas.


 Sirius e Remo, que estavam atrás de mim por terem dormido na minha casa, se juntaram aos meus pais e começaram o ritual de aniversário a la Marotos...


 - QUE DIA É HOJE? – os dois gritaram e bateram palmas.


 - Meu aniversário! – eu respondi rindo.


 - E O QUE ISSO SIGNIFICA?


 - Que hoje nem carma pega, macumba passa longe e as meninas caem em cima!


 - E... TÁ’ FICANDO VELHO, TÁ’ FICANDO FEIO, TÁ’ DE PINTO MURCHO, TÁ’ FICANDO CHEIO! – eles cantaram enquanto me abraçavam e davam os parabéns junto com o pessoal que trabalha lá em casa e meus pais.


 - Meu filho... – disse minha mãe me abraçando. – Parabéns meu filho querido! Que hoje seu dia seja iluminado e tudo de bom acontece para você e não só hoje!


 Dorea Potter tinha os cabelos ruivos como os de Lily e os mesmos olhos que eu, ou deveria dizer que eu tinha seus olhos? Enfim... Ela era bem bonita e batia nos meus ombros quando não estava com seus saltos homéricos de tão altos.


 - Filhão! – meu pai gritou abraçando-me forte. Na verdade ele me deixou surdo.


 Charlus Potter tinha a minha altura, os cabelos pretos como os meus e os olhos pretos. Eu tinha herdado os olhos da minha mãe, mas o resto era do meu pai, até mesmo a beleza e o charme de maroto.


 - Pai. – eu disse esmagando ele de volta.


 - Parabéns moleque! – ele disse me soltando e olhando bem nos meus olhos. – Só espero que agora você cresça e pare de aprontar.


 Eu olhei para ele estranhando o comentário do meu pai. Porém eu notei o leve maneio de cabeça do próprio apontando minha mãe. Isso explicava tudo porque ele normalmente é adepto ao meu estilo de vida específico, mesmo sendo um empresário famoso e importante.


 - Claro pai! Um ano mais velho, um amo mais responsável! – eu respondi balançando a cabeça em forma afirmativa.


 - Ou um amo mais descabeçado, depende do ponto de vista. – disse Sirius com a boca cheia do MEU bolo de aniversário, de chocolate para informação.


 - Coma e depois fale Sirius! – Remo repreendeu. Sempre o certinho do Remo.


 Sirius fez um gesto muito mal educado para o lobinho, que mostro certo dedo com mais alguns gestos inexplicáveis. Depois eu sou o imaturo crianção!


 - Depois o irresponsável sou EU! – coloquei em palavras meus pensamentos.


 Minha mãe lançou um olhar feio para nós três e assim paramos a “briguinha”, indo logo em seguida ao muito esperado café da manhã de aniversário.


 O dia seria excelente! E assim foi, principalmente quando chegamos à escola e as meninas caíram matando em cima de mim, especificadamente. De populares à nerds, todas elas me cumprimentando e me dando os parabéns.


 Quando estávamos chegando quase em nossos armários, um mar de cabelos castanho escuro pulou em cima de mim. Thaís Waldorf, minha ex-namorada/ex-corna veio me dar os parabéns prensando seus lábios cheios de batom nos meus. Mesmo nós não tendo mais nada.


 Nós tínhamos terminado, eu tinha humilhado ela na frente da escola inteira e declara que nossa “relação” não era uma coisa significativa, mas eu mantinha o espaço para ficarmos e fazermos outras coisas, se é que me entende.


 Posso estar sendo um verdadeiro idiota mantendo algum laço afetivo por ela, principalmente depois do ocorrido de meses atrás e de ninguém que é próximo de mim gostar dela, mas eu quero ter uma pessoa garantida para o Juninho extravasar quando precisa e como quem eu gostava não gostava de mim porque eu vou dispensar quem gosta? Não tem um motivo, então bola para frente que atrás vem gente.


 - Parabéns meu amor! – ela falou depois de me beijar. – Tudo de bom para você sempre e que continue sendo assim, tão você!


 - Obrigada Tata. – eu disse dando um selinho nela. Pode me xingar depois. – Temos que comemorar em casa depois da escola, que tal?


 Ela sorriu maliciosamente e confirmou com a cabeça. Não sou obrigado a dizer que meus amigos – que estavam agarrados com a namorada e o outro com três lideres de torcida. Tinha mais duas penduradas em mim – reviraram os olhos. Eles não gostavam dela, mas eu tinha minhas necessidades.


 - Parabéns Jay. – me cumprimentou a Emmeline com certa arrogância e me abraçando. Ela não era mais a mesma desde que começou a andar com as lideres de torcida e largou a Lily e a Marlene “falando com as paredes”, como a própria Emme diz.


 - Obrigada Emme. – respondi abraçando ela de volta.


 Naquele momento, meus outros amigos apareceram para me cumprimentar. Frank Longbotton, Kingsley Shacklebolt, Gideon Prewett, Fabian Prewett, Matt Cabot, John Fynnigan, Joshua Fynnigan, Arthur Weasley e Ted Tonks estavam no último amo, mas eram populares como Sirius, Remo e eu então andávamos juntos. Sem falar que o Ted namorava a prima predileta de Sirius, a Andromeda.


 - Parabéns cara. – eles disseram a mesma coisa quando me cumprimentaram.


 - Vai ter festa? – perguntou Gideon.


 - Não que eu tenha planejado, mas tudo pode acontecer. – eu disse e depois agradeci o cumprimento de umas meninas muito gatas.


 - Partiu festa de aniversário do Pontas na minha humilde residência? – Sirius propôs enquanto bagunçava mais meus cabelos. Era possível isso acontecer porque eles viviam entre escorrido emo e arrepiado choque de 320 volts. O meu lindo cabelo era inconstante.


 - Partiu! – todos gritaram.


 - Vou chamar todas às lideres de torcida e vocês avisem os populares. – a Emme disse depois de dar um selinho no Remo. – Vamos Tata?


 - Vamos! – a Thaís respondeu e depois me deu um beijo. – Só gente top na festa do James porque hoje não é dia de fuleiros!


 As duas saíram e nós começamos a zoar sobre o leilão de ontem, onde nossos amigos foram vendidos com carne em um açougue, porém por uma boa causa. Eles ultrapassaram as vinte mil libras que precisavam conseguindo assim trinta mil e quinhentas libras. A festa de formatura vai ser o bicho e eu vou.


 - Vocês que não zoem porque ano que vem são vocês! – John disse. – E rezem para ter namora porque de nós o único sem namorada que se deu bem foi o Josh.


 Josh deu um sorriso e deu de ombros.


 - Não tenho culpa se a McKinnon me comprou junto com a prima do Remo a Evans. – ele respondeu do seu jeito calmo de sempre.


 Eu, o Sirius e o Remo ficamos tensos com a menção do nome das meninas por diferentes razões. Mas era difícil ficar bravo com o Josh normalmente, imagine então quando ele não tinha culpa nenhuma.


 - Elas te compraram? – Sirius perguntou tentando parecer indiferente, mas falhando miseravelmente. Ele podia negar, mas era visível sua queda pela McKinnon.


 - Sim e eu tenho que agradecer a elas eternamente por terem me livrado da louca da Flann. – ele falou fazendo sinal da cruz com a menção do nome da perseguidora dele, Emma Flann. – E pelo que vocês falam elas parecem bem tranquilas.


 - O certo para o cara que parece que enfia incenso no nariz todas as manhas. – Kingsley provocou e Josh mostrou o dedo do meio para ele.


 O resto do dia foi normal. Todos me cumprimentavam, me tratavam bem e mais uma vez a Lily e a Marlene nos ignoravam e nem me deram parabéns. Do mal!


 A festa realmente aconteceu na casa do Almofadinhas e estava bombando, cheia de “pessoas que realmente importavam” com Thaís disse. Não que eu me importasse porque naquela altura do campeonato ninguém mais estava em si e nem era mais meu aniversário, mas mesmo assim eu estava me divertido e muito.


 - PONTAS! – meus amigos gritaram quando chegaram ao meu lado. Eu estava em um canto me agarrando com a minha garantia. – HORA DE SOPRAR AS VELAS!


 Nesse momento reparei no bolo enorme com os disseres “Parabéns Cervo/Veado” escritos. A música na sala foi substituída por um Parabéns a Você e quando terminou todos os celulares deram sinal de mensagem. Do número anônimo. E uma música começou a tocar com a voz diferente da versão original do The All-American Rejects, vinda dos quase trezentos celulares presentes. Eram as pessoas da primeira mensagem!


“Parabéns atrasado ao senhor James Potter e que ele saiba que 17 anos não é brincadeira, mesmo que ele goste. Porém terminar um ano cheio de segredos não é algo muito bom. Para ninguém!


 


Dirty Little Secret


Segredinho Sujo


 


Let me know that I've done wrong


Deixe-me saber que eu fiz errado


When I've known this all along


Quando eu soube disso o tempo todo


I go around a time or two


Eu vou por aí uma vez, ou duas


Just to waste my time with you


Só para gastar meu tempo com você


 


O Aniversariante do dia, James Potter, andou traindo sua ex-namorada/atual peguete quando o namoro estava no auge!


(Foto do James beijando uma loira X, com data compatível ao relacionamento)


 


Tell me all that you've thrown away


Diga-me tudo o que você jogou fora


Find out games you don't wanna play


Ache jogos que você não queira jogar


You are the only one that needs to know


Você é a única que precisa saber


 


Emmeline Vance andou deixando a mascara cair e mostrando que é de verdade. Mandando um vídeo xingando às ex-amigas e enviando para todas as garotas populares, as quase populares e para as amigas!


(Vídeo do treino onde Emme xinga as amigas e mostra o dedo do meio)


 


I'll keep you my dirty little secret


Eu vou te guardar meu segredinho sujo


(Dirty little secret)


(Segredinho sujo)


Don't tell anyone or you'll be just another regret


Não conte a ninguém ou você será só outro arrependido


(Just another regret, hope that you can keep it)


(Só outro arrependido, espero que você possa guardá-lo)


My dirty little secret


Meu segredinho sujo


 


Remo Lupin andou xingando a priminha que ele diz que tanto ama. O Maroto que chamam de Aluado andou falando mal da prima para agradar as novas “amiguinhas” da namorada. Pena que talvez o namoro não dure muito mais, ou os falsos que dizem que amam Lily Evans fiquem juntos por mais esse motivo.


(Vídeo do Remo xingando a Lily)


 


Who has to know


Quem precisa saber


When we live such fragile lives


Quando vivemos vidas tão frágeis


It's the best way we survive


É a melhor maneira de sobreviver


I go around a time or two


Eu vou por aí uma vez ou duas


Just to waste my time with you


Só para gastar meu tempo com você


 


Ted Tonks e Andromeda Black decidiram que o número da população global estava muito pequena e decidiram faze-la aumentar. Parabéns futuros papais!


(Foto do Ultrassom de Andromeda)


 


Tell me all that you've thrown away


Diga-me tudo o que você jogou fora


Find out games you don't wanna play


Ache jogos que você não queira jogar


You are the only one that needs to know


Você é o único que precisa saber


 


Sirius Black, Sirius Black... O Galã da escola aprontou novamente, mas essa faz tempo. Em uma noite de balada Sirius Black e Marlene McKinnon se beijaram depois do gato ter ficado com um monte e depois foi ficar com um monte também. Mas o que o gato não sabe é que virou desvirginador de boca!


(Foto de Sirius e Marlene se beijando)


 


I'll keep you my dirty little secret


Eu vou te guardar meu segredinho sujo


(Dirty little secret)


(Segredinho sujo)


Don't tell anyone or you'll be just another regret


Não conte a ninguém ou você será só outro arrependido


 (Just another regret, hope that you can keep it)


(Só outro arrependido, espero que você possa guardá-lo)


My dirty little secret


Meu segredinho sujo


 


T. Waldorf achou um novo jeitinho de não cometer um crime para cima dos amigos do ex. Ela foi até o shopping junto com Emmeline Vance, Molly Prewett e Gabriela Frank para causar um pandemônio. Arrumar briga com lideres de torcida de outras escolas por nada e acabar destruindo lojas, não é o feitio da pintura que vocês pagam. Que feio Rainha T!


(Foto da briga das lideres de torcida)


  


Who has to know


Quem precisa saber


The way she feels inside (inside)


O jeito que ela se sente por dentro (por dentro)


Those thoughts I can't deny (deny)


Estes pensamentos não posso negar (negar)


These sleeping dogs won't lie (won't lie)


Esses cachorros adormecidos não mentirão (não mentirão)


And now I try to lie


E agora eu tento mentir


It's eating me apart


Isso está me corroendo


Trace this life out


Reconstrua essa vida


 


A família Prewett anda na boca do povo. Gideon foi pego beijando a namorada de Troy McLeod, Mary MacDonald. Espero que não tenha morte na escola!


(Foto de Gideon beijando Mary)


 


I'll keep you my dirty little secret


Eu vou te guardar meu segredinho sujo


(Dirty little secret)


(Segredinho sujo)


Don't tell anyone or you'll be just another regret


Não conte a ninguém ou você será só outro arrependido


(Just another regret)


(Só outro arrependido)


 


Cabot na pista! Pelo menos a partir de agora... O nosso gato disputado andou dando uns amassos na intercambista da Espanha na entrada dos vestiários quando a escola já estava vazia!


(Vídeo do amasso entre Cabot e a intercambista)


 


I'll keep you my dirty little secret


Eu vou te guardar meu segredinho sujo


(Dirty little secret)


(Segredinho sujo)


Don't tell anyone or you'll be just another regret


Não conte a ninguém ou você será só outro arrependido


(Just another regret, hope that you can keep it)


(Só outro arrependido, espero que você possa guardá-lo)


My dirty little secret


Meu segredinho sujo


Dirty little secret


Segredinho sujo


Dirty little secret


Segredinho sujo


 


E o último segredinho para fechar a mensagem com chave de ouro. Joshua Fynnigan teve o maior alivio ao se livras da Flann no leilão, mas não só pela garota como também por quem o comprou. Parece que o loirinho está de quatro pela sobre ex-bv sobra de Black!


 


Who has to know


Quem precisa saber?


Who has to know


Quem precisa saber?


 


 Não preciso dizer que a confusão que se instalou na festa não é? O final do meu aniversário foi uma mistura de tapas, gritos, xingamentos e muitas palavras que se os pais ouvissem teriam vergonha de nós.


 O resumo do resto da noite, da semana, do mês, até o final das aulas foi que namoros terminaram, famílias começaram, eu continuei na mesma toada com a Thaís, o Remo acabou com a Emme, a Lily não fala mais com o Remo e a Marlene foge do Sirius, como o diabo foge da cruz! Que fim de ano escolar foi esse em... Que começo de 17 anos foi esse... Prefiro até esquecer e esperar no fundo do meu ser que depois das férias, tudo melhore e chegue ao seu ápice, mesmo que eu tenha que cometer burradas para isso!


 Porém burradas são as que eu mais cometo e as que mais sei fazer de melhor na minha vida, então se elas precisarem acontecer eu não vou ligar, mas sim ficar mais do que feliz em comete-las!


 Então esse serei eu na versão 17.0. Santo James Gostosão Lindo Magnífico Gênio Perfeito De Cabelo Perfeito Euzinho Pontas Potter!


 


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¹- era a evolução dos Digimons no desenho que leva o mesmo nome dos bichinhos.


²- uma das digimons femea.


³- Personagem da série The Muppets 


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N/G: Aqui estamos nós de novo! Foi rápido dessa vez não é? A Maria esta tipo o The Flash, correndo mais que um meteoro. Como foram as férias? Tem gente que volta segunda agora, mas a pessoa que voz fala só volta dia 4.


Então, a dona Maria está em Florianópolis com o Lovedela, mas a Maria sendo a Maria e me dando a senha do computador dela me mandou postar esse capítulo que saiu do forno tem um tempo. Hoje eu prometi postar e ainda recebi a mensagem “G. CADÊ O CAPÍTULO SUA LOUCA?”, a cara dela não é? E ainda me ligou dizendo que tinha comentado em umas fics e tinha ido ver se o bebê já estava postado e me deu uma bronca, é normal.


Falando na de cabelos castanhos... A criatura estava surfando – sim ela sabe surfar – quando um maluco me entra na onda dela e joga a prancha em cima da Ma. Resultado, a Maria Elena sendo a encrenca e desastres em pessoa, caiu da prancha em uma parte que aparentemente parecia normal, mas na verdade estava cheio de pedras fazendo a mocinha cortar a testa e levar cinco pontos.


Ela já está bem e volta na terça-feira que vem e prometeu deixar um comentário na fic. Não em um capítulo, mas sim um comentário normal então fiquem de olhos bem abertos ok.


Os comentários de vocês foram respondidos ontem por mensagens e por isso a conta de telefone vai vir alta, viram o que nós fazemos por vocês? Então vou coloca-los daqui a pouco. Andes eu quero saber onde está Anjinho Doce minha futura aluna de vinganças que não deixou comentário respondendo a proposta da Maria?


Aos comentários pessoas desesperadas que se movem por capítulos. By Maria:


Maria_Fernanda – A Emme é má, mas ela ficou má e não é má de nascença. Sabe aquela história de que as pessoas são influenciadas pelo meio? Então, é mais ou menos isso e no capítulo de hoje os populares sofreram um abalo que entrou na Escala Richter. Quando ao fato de algo parecido com a música acontecer na sua escola, a ideia está dada é só você arrumar os meios, ou simplesmente tentar fazer amizade com os populares – é difícil então se agarre a música e a esperança e pense na música Whos Laughing Now da Jessie J. porque um dia você é que vai estar rim deles. Só lembre-se tem popular legal, eu era uma desses então os poupe se não fizeram nada contra você :)


Sah Espósito – Não precisa sair por ai sendo atropelada e eu não sou nem tão sortuda assim. Meu ex que também era um Tiago terminou nosso namoro de dois anos, quando eu estava no hospital – lembra que eu tive apendicite? – porque queria ficar com outra menina que dizia ser minha amiga. Pelo menos ele não me traiu, pois era só o que me faltava! Dessa vez eu postei bem rapidinho (quando você estiver lendo esse comentário, a Gabi que estará postando) e prometo tentar continuar assim. A facú começa dia 4 então minha eu médica vai voltar a atacar. No mínimo a Gabi contou o que me aconteceu então eu acabei não me cuidando direito, mas a culpa não foi minha! Nunca é! Posta logo sua fic que eu prometo comentar :)


annalimaa_ - Isso é o que acontece quando nós vemos muita série, mas não era uma coisa Gossip Girl que eu queria, mas depois desse capítulo... Não foi ela, pois não existe motivo para se entregar não é? Não sei... Mas que ela deu uma ajudinha ela deu e você vai ter que esperar para descobrir! Tudo o que a Emme fez foi por vontade própria, mas quanto a parte das amigas você vai ter que continuar lendo para saber por que nem eu mesma sei o que vai acontecer. Como sou previsível! James não vai tomar uma atitude, pois para ele o chove não molha está confortando o Juninho, como o próprio Pontas falou! Relaxa pelo comentário e eu perdoo se você deixar mais um :)


Lana Sodré – Então esse momento da Lene foi inspirado na Gabi quando eu começo a explicar as coisas da faculdade para ela, quando ELA pergunta então... A vingança delas vem logo, mas agora vai englobar mais pessoas e eu não pensei nisso direito, se é que me entende. De nada pelas boas vindas e obrigada pelas maravilhosas palavras de apoio e incentivo, elas dão um animo que eu não imaginava que existia! Posta logo a sua que eu estou curiosa e preciso fazer uma perguntinha para você, mas é melhor me adicionar no MSN. Bjkas :)


Liana Bauer – Leitora nova! Seja bem vida pessoinha que comenta! Olha o próximo capítulo aqui! Leitora nova já garantindo espaço aqui deixando dois comentários me deixando duplamente feliz, mil obrigadas pelos elogios por que dão vontade de eu continuar. Nunca achei que gostaria tanto dos comentários e coisa e tal... A Emme é uma vaca e eu vou ser muito sincera com você, eu NUNCA gostei dela e hoje foi o fim dela, mas as meninas vão fazer alguma coisa eu só tenho que pensar no que vai ser. Detalhe a parte, o James não tomo jeito mesmo e você agora sabe o por que. Ele quer que a Lily vá falar com ele e não o contrário! Meninos... Novamente obrigada pelos elogios :)


Luhna – Calma que o capítulo retrasado era 2012, o passado também e digo o mesmo para esse. Vi todos os seus comentários e garota, muito obrigada por todos eles e é só continuar a comentar que eu vou ficar muito feliz. A Emme é uma decepção e esse capítulo foi o fim dessa decepção, mas as coisas vão ficar complicadas. De qualquer maneira no final eu tenho surpresa :)


Emmeline B. Vance – Primeiro: leitora nova!!!!!!! Bem vinda pessoa que respira e lê o que eu escrevo! Segundo: obrigada pelo elogio, foi muito gratificante e são esses elogiu que dão vontade de continuar escrever. Adorei que você comentou :)


 


Bom povo foi isso. Xoxo para todos e no próximo a Ma está de volta, remendada ou não, ela estará de volta. Eu já disse que amo quando ela me deixa postar? Sinto-me no poder, como uma divindade da fic. Amém!


Gabi – a substituta enquanto a encrenca viaja!


 

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Comentários (6)

  • Fernanda Gusman

    Posta logo o próximo capitulo !!! Please !!!

    2013-05-19
  • Luhna

    Ops, nota errada... corrigindo...

    2013-02-03
  • Luhna

    AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Amei o capítulo, PERFEITO! *_* Primeiro porque foi bem grande e tals, e depois porque eu fiquei de boca aberta aqui, totalmente!Essa mensagem gigante e bombástica foi a vingança da Lily e da Lene? COMO PODE????????? Genial! E o leilão? Show! Tô boba aqui com a Lene, quem sabe ela não larga mão do Sirius e fica com o cozinheiro, hein? Porque, na boa, eu tô perdendo a paciência com esses garotos! Humpf! Falando em leilão, eu queria poder participar de um desses... Ia ser tãããããoo legal... e como assim? A LENE NÃO LEMBRAVA QUE TINHA BEIJADO O SIRIUS? *chocada* Falando em Lene, o pai dela é um sonho. Tomara que ele apareça mais vezes... hauhuahauaahauMariazinha, se cuida, hein? Até o próximo!     

    2013-02-03
  • Lana Silva

    kkkkkkkkkkkk bem, entendo dessas explicações, tô sempre como a Lene - e a Gabi - e sim eu continuo louca pra ver a vingança delas. Depois dessa festa bombástica do James acho até meio difícil elas conseguirem uma vingança melhor, poxa, eles delataram os podres de todo mundo, fiquei besta com isso. Lene deve estar morta de vergonha e a Lily com vontade de matar o Remus, se fosse meu primo, confesso que também ficaria sem falar com ele, ainda mais depois de saber disso, poxa, por causa da vaca da Emme. Ele falou mal da Lily e depois terminou com a Emme por ela ter feito o mesmo, acho que eu ficaria mais chateada ainda com ele. Bem, amei o capitulo, sobre a fanfic, prometo postar logo, tô iniciando um podcast com umas amigas, tem o vestibular - e o resultado kkk tô pirando com isso - e as fanfics que pra escrever tô demorando um pouco, mas postarei logo ela. Obrigada flrs :) Bjoos Maria e Gabi por postar o capitulo \o

    2013-01-24
  • Annabeth Lia

    Aaaaaaaaaaaaaaaaah! caramba, este capitulo foi incrível! Definitivamente o final da festa do James "abalou geral"!!! Mal posso esperar a repercurção que isto vai dar na escola... Fiquei com peninha de terem revelado o segredo da Lene, sabe... dela ter perdido o bv com o Sirius... mas enfim, não seria a mesma coisa se não tivessem revelado... Certas coisas tem que acontecer para dar mais animo e divertimento na história... Sim, meninos... - quem entende não é? - o James é... o James, não adianta hasuhsuhahsua, só espero que ele e a Lily se acertem de uma vez, mal posso esperar pra ver estes dois ficarem juntos! E foi MUITO bem feito pra Emme, mereceu tudo o que aconteceu! Vou te confessar uma coisa também, acho que se eu tivesse uma amiga que se transformasse desse jeito e fizesse isso comigo, acho que eu matava! Mas é como diz o ditado: a justiça tarda mas não falha! Beijokaaaas, vou esperar ansiosa o próximo capitulo! - mas isso não é novidade kkkkk- Até mais lindonaaaa :D

    2013-01-24
  • Sah Espósito

    G... lindona... brigada por postar e transmitir os recadoss...e Mariazinha, fiquei taooo feliz de voce ler minha fic e comentar..... pq e uma honra sabia... (G sua linda... podia ler e comentar tbm neah... rsrs)E seu sobrenome é desastre.... cada capitulo voce ta mais quebrada ou remendada que antes! rsrsrsse cuidem e sobre a faculdade... to em reta final de tcc.... ou seja ... desesperooorsrsbjss e cuidem-see 

    2013-01-23
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