Secrets



Capítulo 10 ou “Secrets”


 


Everyone has a secret locked


Can they keep it?


Oh no, they can’t


Secret – Maroon 5


 


-É algo tão sério assim? – Sirius arqueou a sobrancelha


-Sim. – a ruiva assentiu, e se certificou de que não houvesse mais ninguém para ouvir a conversa – O Daniel é ex-namorado da Marlene, como você deve ter desconfiado. – Sirius amarrou a cara – Eles namoraram por quatro meses. A Marlene conseguiu convencer o Dumbledore a autorizá-la a sair de Hogwarts em fins-de-semana alternados, usando alguma lareira no Cabeça de Javali, e vir pra Londres. Ela se encontrava com o Dan, passava a noite em casa, e voltava para a escola no domingo. Claro que ela quase enlouqueceu tendo que dar conta de todos os deveres durante a semana, mas ela estava feliz.


-E daí? Ele sumiu e quebrou o coração dela? – interrompeu o maroto, achando a história romântica demais


-Você quer saber o que aconteceu ou não? – Lilly arregalou as sobrancelhas e cruzou os braços na frente do corpo


-Quero, foi mal.


-Continuando, ela ficou nessa de vida trouxa e bruxa durante quatro meses. Até que chegou o fim do ano. Ela foi pra casa, claro. No dia seguinte ao Natal, o Profeta Diário noticiou um crime horrível dos Comensais da Morte. Eles assassinaram um casal formado por uma trouxa e um bruxo.


-Eu me lembro disso. Foram torturados com a maldição Crucio, e acabaram morrendo. Os Comensais esquartejaram os corpos, e colocaram na passagem do Caldeirão Furado para o Beco Diagonal. – o rapaz piscou algumas vezes, tentando se livrar da imagem que o jornal daquele dia exibia. Todo o sangue e os restos dos corpos. Ele se lembrava de ler o jornal, e imaginar sua mãe e seu pai comemorando, admirando o feito dos seguidores de Voldemort. Sorte que agora vivia com os Potter, indescritivelmente mais civilizados.


-É, foi isso mesmo. Você pode imaginar o quanto isso chocou a Marlene e a família dela, que já vinha preocupada com o namoro. Os pais dela conversaram com ela, e acabaram exigindo que ela acabasse tudo com ele. “Para a segurança dele próprio”, como eles disseram para convencê-la. – Lilly tomou um gole do seu próprio copo de refrigerante, respirou fundo e continuou – Ela esperou até uma festa de Réveillon, onde se encontraria com o Dan. Na festa alguns imbecis conseguiram embebedá-la. Quando o Dan apareceu, ela já estava bem alta. Ele resolveu levá-la para casa, a pé. Estavam apenas a algumas quadras de lá. Só que como você deve ter percebido, a Marlene bêbada fica transformada. Ela começou a balbuciar coisas estranhas, e se lamentar sobre como o mundo era injusto. Ela se perguntava qual o grande problema dela ser bruxa e ele trouxa. Ele não estava entendendo nada, obviamente. – a ruiva fez uma pausa, e observou pela janela a amiga dançando – Ela ficou irritada por ele não entender. Resolveu “mostrar”. Na hora, eles estavam passando por um parque bastante arborizado. A Marlene tirou a varinha do bolso, olhou para o namorado e colocou fogo no parque inteiro. – Sirius abriu a boca em surpresa, os olhos arregalados - O Dan entrou em choque. Em alguns minutos, o Sr e a Sra McKinnon e o irmão da Marlene chegaram ao local. Arrumaram tudo o mais rápido possível, para evitar alarde e uma possível presença de aurores mal-humorados por trabalhar no feriado. E até uma presença ainda mais sombria, como Comensais da Morte. Apagaram o incêndio, repararam o parque e cuidaram do Dan. O Adam teve que mexer na memória do rapaz. Se era perigoso namorar uma bruxa sem nem saber disso, imagine sabendo, e ainda sendo testemunha de um incêndio causado por ela enquanto estava bêbada.


-Mudaram a memória dele? – Sirius estava um pouco incrédulo


-Sim. – a garota confirmou – Fizeram com que ele achasse que depois de sair da festa com a Marlene, ele tinha terminado com ela, e decidido ir fazer intercâmbio em algum outro país. Austrália, Brasil, algo assim. Na cabeça do Dan, foi ele que acabou com a Marlene, então não deveria querer voltar. E ela, bem, ficou arrasada. As visitas à Londres diminuíram drasticamente, ela ficou de castigo por ter ficado bêbada, e jurou que nunca mais encheria a cara. Os pais dela precisaram ter uma conversinha com o Dumbledore, explicar tudo. Ela corria o risco de ser expulsa. Menor de idade, usou magia fora da escola, e ainda por cima na frente de um trouxa.


Sirius ficou em silêncio por alguns minutos após Lilly terminar de contar o segredo.


-É uma história e tanto. – comentou


-A Marlene é uma boa garota. Ela só é um pouco sensível. E é realmente injusto que tantas pessoas tenham que desistir do que querem por causa de bruxos estúpidos, que seguem um maníaco bruxo das trevas. – comentou a ruiva, entristecida


-Sou obrigado a concordar com você. É absurdo o que esses Comensais estão fazendo com as vidas das pessoas. Estamos no começo de uma guerra, Evans.


-É, eu sei. – ela suspirou – De qualquer forma, eu me preocupo com a Marlene. Logo depois do acidente, ela foi passar uns dias na minha casa, antes de voltarmos para Hogwarts. Agora tem toda essa confusão com o Wentworth e você. Eu temo que ela possa se machucar de novo.


Sirius encarou o fundo do copo, pensativo.


-Não estou apaixonado por ela. – disse num sussurro, mais para ele próprio do que para Lilly


Lilly arqueou a sobrancelha, deu um tapinha no ombro de Sirius e saiu andando.


 


-


 


-Como foi a festa ontem? – perguntou a sra McKinnon, sentada na cabeceira da mesa. Um café da manhã maravilhoso estava servido.


-Foi ótima. – respondeu Lilly com um sorriso simpático


-Chegaram muito tarde?


-Ahn, não muito. Chegamos às...4 horas? - Emmeline tentou lembrar, enquanto bocejava sobre sua xícara de café


A sra McKinnon riu.


-Nossa, imagina só se fosse tarde, hein!


-Emmeline se empolga nas festas trouxas. – disse Marlene com um sorrisinho irônico


-Olha só quem fala! Marlene, que ficou a noite toda babando no Dan. – brincou Dorcas


A sra McKinnon largou os talheres de prata na mesa, produzindo um tilintar agudo, e sua expressão fechou-se imediatamente.


-Dan? Daniel Rooney? – a voz da dona da casa ficou severa e fria – Marlene Rose McKinnon, você esteve a noite inteira na companhia de Daniel Rooney? Foi isso mesmo que eu ouvi?


Marlene estava pálida. Dorcas estava muito sem graça, depois de perceber o fora que tinha dado.


-Mãe, eu... Eu... – a garota gaguejou, sem saber o que responder.


Sirius pigarreou. Todas olharam para ele.


-Na verdade, sra McKinnon, nós apenas conversamos um pouco com esse Daniel Rooney. Fui eu que fiquei a noite toda ao lado da Marlene. Ainda mais porque não entendo nada do mundo trouxa, ela até cuidou de mim, pode-se dizer.


A sra McKinnon franziu a testa, desconfiada. Mas acabou relaxando.


-Bom, se foi assim, tudo bem. Conversas rápidas são tudo que tolerarei que você tenha com o Daniel.


Marlene ficou muda, mas pareceu levemente irritada. Suas bochechas estavam coradas.


-


Marlene bateu à porta do quarto em que Sirius estava.


-Entra.


Ela entrou no aposento, e viu Sirius acabando de arrumar suas coisas para voltar à Hogwarts.


-Você por aqui. – ele sorriu


-A Lilly te contou. – Marlene sentenciou


O sorriso de Sirius murchou. Ele passou a mão pelos cabelos pretos e suspirou.


-Sobre o incêndio? Contou, Marlene. – as bochechas da garota voltaram a corar, e ela cerrou os dentes – Mas ela não fez por mal. Na verdade ela só tentou me mostrar por que ela se preocupa tanto com você.


-Ela não podia sair contando assim. – a morena reclamou – Olha, Black, eu agradeço por você ter me defendido hoje no café. Mas não pense que isso vai mudar minha atitude em relação a você, e ao que você fez na festa do Slug. Não é porque você sabe de algo ruim da minha vida, que vou ceder às suas chantagens ou agir como se tivéssemos algo em comum, ou como se você me conhecesse.


Sirius revirou os olhos e continuou arrumando suas coisas.


-Você me ouviu, Black? – ela arqueou as sobrancelhas


-Se eu ouvi? Ouvi sim, Marlene! E quer para de me chamar de Black?? Que inferno! – o maroto estava irritado também – Eu não vou fazer nada com seu segredo, pode ficar tranqüila. E não vou achar que isso nos faz mais próximos. Você já deixou bem claro que não confia em mim. Agora se você quiser continuar com o plano, tudo bem. Em Hogwarts serei um ótimo ator, como você já apontou. Com licença.


Antes que Marlene pudesse reagir à sua explosão, Sirius saiu do quarto carregando sua mala.


Marlene ainda estava um pouco chocada com a maneira com que ele tinha brigado com ela.


-


Os cinco estudantes chegaram aos portões de Hogwarts, e logo Hagrid apareceu para deixá-los entrar.


-Entrem, crianças. Entrem. Eu as convidaria para tomar um chá na minha cabana agora, mas preciso ir até o Beco Diagonal comprar alguns fertilizantes para as estufas da profª Sprout. – disse o meio gigante com um sorriso no meio da barba preta emaranhada – Melhor vocês irem direto ao salão comunal da Grifinória. E avisem a profª McGonagall que já voltaram.


-Obrigada, Hagrid. Acho que amanhã à tarde passo para um chá, ok?


-Claro, Lilly. Será um prazer. – o guarda-caças deu um “tapinha” no ombro de Lilly, que quase a derrubou no chão


As garotas e Sirius foram para o Salão Comunal, onde foram recebidos com olhares curiosos.


-Bom, tchau. – disse Sirius, e sumiu pela escada do dormitório masculino, sem olhar para qualquer uma das garotas


-Ele está estranho. – observou Dorcas


-É. – Marlene concordou, confusa


-


As três semanas que se seguiram foram esquisitas. Marlene e Sirius fingiam que estavam namorando na frente de todos, e pareciam bastante convincentes. Porém, assim que surgia uma brecha, Sirius escapava, ficando o mais longe possível da morena.


Wentworth apresentava dificuldades para lecionar para a turma do sexto ano da Grifinória. Ele ficava corado e irritadiço durante as aulas, e perdia a concentração muito facilmente.


Numa tarde, depois de dar falsos abraços e beijos em Marlene durante toda a manhã, Sirius deu uma desculpa esfarrapada para escapar dos marotos, e correu até a biblioteca. Logo encontrou o que procurava.


Sirius sentou-se na cadeira vaga em frente à garota de cabelos cor de fogo.


Ela demorou um pouco para desviar os olhos do pergaminho e encarar o estudante. E quando o fez, lançou um olhar irônico e arqueou uma sobrancelha.


-Black.


Ele pigarreou.


-Evans.


-O que te traz à Biblioteca? Aposto que não é o dever de Poções.


-Olha, Evans, eu quero que você saiba que eu pensei demais, e fiquei muito confuso antes de vir aqui falar com você. – o maroto arregalou um pouco os olhos azuis – Eu preciso da sua ajuda.


Lilly largou a pena.


-Como é que é, Black?


-Eva-Lilly. Vamos parar com esse negócio de sobrenome, ok? Somos quase amigos já.


-Somos? – a ruiva arqueou a sobrancelha novamente


-Somos. – ele confirmou decidido e continuou – Na festa trouxa, quando você me contou sobre a Marlene e tudo... Você me disse que eu estava apaixonado por ela. E eu neguei. – ele fez uma pausa, e ela esperou que ele continuasse – Eu estava errado. Eu não sei como isso aconteceu. Estou completa e irrevogavelmente apaixonado por Marlene McKinnon. Tão apaixonado que prefiro continuar com uma mentira que me machuca, mas que pelo menos me mantém perto dela. Tão apaixonado que queria ser uma das pessoas que mais detesto, apenas para que ela sentisse por mim um pouco do que eu sinto por ela.


Lilly ficou um pouco surpresa com tal declaração, vinda de uma pessoa que até pouco tempo atrás julgava não ter sentimentos nem por sua vassoura.


-Você tem certeza que o que você sente não é pura obsessão por ela ter te rejeitado antes?


-Sim, Lilly. Eu não sei como lidar com isso. Estou enlouquecendo. Você precisa me ajudar. – havia um certo brilho de desespero nos olhos azuis do maroto – Eu conseguiria dar um jeito se fosse uma simples obsessão.


-Bom, Bl-Sirius, eu vou acreditar em você. Mas se você estiver mentindo...Eu farei questão de te torturar com alguma maldição bastante dolorosa.


-Acho que estar apaixonado pela Marlene enquanto ela é louca pelo Wentworth já é uma maldição dolorosa o bastante. – ele deu um sorriso meio trágico – Me ajude, Lilly. Você sabe que eu sou um cara bem melhor pra sua amiga.


Lilly franziu as sobrancelhas, pensativa. Era errado interferir assim na vida das pessoas, mas talvez Sirius fosse mesmo um cara legal pra Marlene...


-


-Marlene! – exclamou Lilly quando chegou ao dormitório e encontrou a amiga com a cara metida num livro de transfiguração


-Hey Lils. – ela respondeu, desanimada


-Você não tinha treino de quadribol hoje?


-Tinha, mas não tô me sentindo muito bem. Mandei uma coruja com um bilhete para o James avisando que eu não poderia ir.


-O que você tem, Lene? Quer que eu te leve pra Enfermaria? – a ruiva se aproximou da amiga, colocando o dorso da mão em sua testa, para verificar a temperatura da amiga


-Não, Lilly. É mais... Emocional. Estou cansada. Parece que esse ano letivo mal começou e uma porção de coisas já aconteceram. – Marlene fechou o livro de transfiguração, e apoiou seu queixo nele


Lilly sentou ao lado de Marlene e segurou as mãos da amiga


-Eu sei. Mas pensa que em menos de um mês, temos umas férias pequenininhas. Natal, presentes, ano novo... – disse a ruiva maternalmente – E você e o Sirius, como estão?


Marlene revirou os olhos e deu um suspiro.


-Nem me fale, amiga. Sei que parece que estou conseguindo irritar bastante o Richard. Mas, ao mesmo tempo, tá difícil. O Sirius mal tem olhado pra minha cara. Achei que pudéssemos ser amigos e tal. Mas ele parece simplesmente suportar minha companhia por conta do plano. Ele nem tenta mais conversar comigo. Penso se tá valendo a pena.


-Ah, Mars, não fique assim. Acho que ele ainda não superou aquela sua pequena grosseria na sua casa depois da festa. Ele tentou te ajudar e você atacou o garoto. E talvez você devesse pensar que também está sendo difícil pra ele seguir com o plano.


Marlene arqueou a sobrancelha e perguntou, desconfiada:


-Você está mesmo defendendo o Sirius? Isso é muito estranho.


Lilly deu um pulo da cama, agitada.


-Ai, sua tonta, não tô defendendo. Tô é tentando te mostrar o outro lado da moeda. – disfarçou a ruiva – O Sirius até que tem se mostrado um cara legal, e confiável, se a gente parar pra reparar. E será que você já pensou que ele pode estar a fim de você? Pra valer? E por isso tá estranho com o plano?


-Cara, nunca pensei que ia ouvir isso da sua boca. – comentou a morena, desconfortável – Mas não acho que ele esteja a fim de mim. No começo do semestre ele pode até ter mostrado certo interesse, mas agora passou. Ele deve é estar irritado por estar perdendo a fama de garanhão, agora que pensam que ele está namorando sério comigo.


-Não sei, não, Marlene. Cuidado para não brincar com os sentimentos dos outros.


-Lilly, foi o Sirius que propôs o plano. Ele sabe muito bem dos meus sentimentos pelo Richard.


-E esses sentimentos, Lene? Continuam os mesmos? Nem um pouco abalados? O Sirius pode não ser a fim de você. Mas e você? Todos esses abraços e beijos... não exercem nenhum efeito sobre você?


Marlene se remexeu na cama, e mordeu o lábio inferior por alguns segundos antes de responder:


-Ele é charmoso, Lilly. Não posso negar. Mas o Richard-


-Lenezinha, você se esforça demais pelo Richard. Talvez você esteja se fazendo de cega para tudo mais à sua volta. – Lilly interrompeu Marlene – Vou jantar, Lene. As meninas já devem estar no Salão Principal. Daqui a pouco eu volto.


A ruiva saiu, deixando uma Marlene confusa para trás.


No caminho para o salão, aproveitou para escrever um bilhete e manda-lo para Sirius.


“Sirius, conversei um pouco com a Marlene. Ela reclamou que você anda muito seco, e mal olha para a cara dela. Assim não dá, né. Dê a ela motivos para preferir você ao Wentworth, seu mané. Pode ir rebolando aí pra ser mais simpático. L.E.”


-


Mais algumas semanas se passaram. Sirius tentou mudar seu comportamento, depois do toque de Lilly. Procurou conversar mais com Marlene, ser mais sorridente e carinhoso...ser mais Sirius. A morena, é claro, notou a diferença e passou a tecer elogios sobre o rapaz para as amigas. Lilly cumpria seu papel de amiga-espiã direitinho. O único que não gostou muito das mudanças foi James, que reparou na maior proximidade entre Lilly e Sirius, e ficou bastante enciumado. Por outro lado, ele tinha que agradecer que, graças à Sirius, as garotas finalmente estavam mais próximas dos marotos.


Uma semana antes do fim das aulas para a pausa natalina, o grupo de grifinórios estava sentado no salão comunal, conversando.


-Falando sério, gente, preciso de ajuda para comprar os presentes! Não faço a menor idéia do que dar pra minha mãe! – reclamou James


-Eu já comprei o presente da sra. Potter. – comentou Sirius, com um sorriso vitorioso, com a cabeça deitada no colo de Marlene


-A mãe é minha e você compra o presente dela antes de mim. Que absurdo.


-A gente te ajuda a encontrar um presente pra ela amanhã em Hogsmeade, James. Relaxa. – Dorcas sugeriu, ao que James concordou de imediato


-A mãe é nossa, Pontas. Nossa. – disse Sirius, jogando uma almofada no outro maroto


-O que tanto vocês dois cochicham e rabiscam pergaminhos, hein? – Emmeline questionou, olhando para Lilly e Remus, sentados concentrados ao lado de uma mesinha


-Relatórios de monitoria. – respondeu Lupin – Precisamos acabar e entregar tudo até domingo. Do contrário não vão nos deixar ir pra casa.


-Nem brinca. Mal posso esperar pra ver minha mãe e meu pai. – disse Lilly, cansada


-É. Eu também quero ver logo meus pais. E o Adam. E a tal nova namorada dele. – concordou Marlene


-Pra onde vocês vão esse ano, Lene? – perguntou Dorcas, curiosa


-Como assim pra onde vocês vão? – estranhou James


-Cada ano eles passam o feriado em um lugar, desde que o irmão da Lene foi morar na Espanha. Geralmente ficam revezando entre o Reino Unido e lá. – explicou Dorcas


James levantou as sobrancelhas, indicando que havia entendido.


-Esse ano acho que a coisa vai ainda mais longe. – contou Marlene, meio sem jeito – Fomos convidados pra passar o Natal numa casa de praia dos Wentworth no Brasil.


-Como é que é? – Sirius levantou rapidamente, e encarou a morena


-Ah, é complicado. Os Wentworth ajudaram muito meu irmão quando ele foi pra Barcelona, se tornaram uma família pra ele, o que, obviamente, os aproximou da minha família. Quando vamos para a Espanha, geralmente passamos o feriado com eles. E agora fizeram esse convite para irmos para o Brasil. Lá está calor, e eles querem aproveitar a praia. E meus pais adoraram a idéia.


-Pera aí. O Wentworth, o nosso professor, vai viajar com você então? – perguntou James, ligando os pontos


-Exatamente. – disse Marlene, pesarosa


-Você não pode viajar com aquele cara. – Sirius argumentou, irritado – Venha comigo e com o James pra casa dos Potter.


-Não dá, Sirius. É Natal. Minha família sempre passa junta. Não tenho opção. – contrariou a bruxa


-Isso tá muito errado. – Sirius reclamou, chocado com a notícia. Marlene e Wentworth juntos numa viagem. Algo lhe dizia que não seria um feriado tranquilo.


-


-


N/A: Olá!!


Sim, faz séculos que não apareço por aqui! Mil desculpas! A faculdade está uma loucura, nunca estudei tanto na minha vida! Agora entramos em greve (sou da UNIFESP, e a maioria das federais do país está em greve), e eu aproveitei o espacinho que surgiu para escrever e passar aqui.


Espero conseguir escrever mais tanto aqui como nas outras fics, além dos meus blogs. Podem acreditar, eu amo escrever. O tempo é que tá faltando mesmo.


Espero que gostem do capítulo, e que não se decepcionem. haha


Obrigada mesmo por todos os comentários.


Assim que possível responderei um por um decentemente, ok?


E muuuuito obrigada pela dona Samira, que continuou acreditando no que eu escrevo, mesmo eu tendo sumido e ficado sem ler a fic dela um tempão! Obrigada, Sa!


beijos

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Comentários (3)

  • Bru Mckinnon Black

    Só tenho uma palavra!!! CONTINUA!!! hahha 

    2014-07-14
  • Tathi M.

    AHH estou amando a fic!!preciso de mais, atualiza o mais rapido que puder hahaha Beeijos

    2012-10-16
  • Sah Espósito

    Miihhh voce é minha eterna BETA gata...adorei a ficSirius xonado é fofovou esperar o tempo que for preciso pra ler mais heinbjss e bons estudos!

    2012-06-25
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