Análise



Aos poucos Thiago foi parando de rir e deu um pequeno e triste sorriso enquanto uma lágrima escorria de sua face.


“Sinto tanta falta dela”


-Então o bilhete deve ser falso. –Disse Draco.


-Por quê? –Perguntou Rony.


-Porque- Começou Draco, revirando os olhos. – Ele precisaria da filha para purificar o sangue bruxo. – Respondeu como se estivesse explicando para uma criança de cinco anos que um mais um é dois.


-Agora não temos nenhuma pista. –Disse Harry se sentando derrotado no sofá da sala.


-Voldemort deve estar tentando fazer Catherine se tornar sua seguidora nesse momento. –Disse Hermione.


Todos se sentaram na sala e ficaram a fitar o vazio, tristes. Thiago relia a carta e observava à coruja, baixou a cabeça e começou a chorar, mas levantou o rosto e arregalou os olhos.


-A carta não é falsa. –Disse baixinho para si mesmo. Alvo olhou para o irmão franzindo o cenho.


-O que?- Perguntou.


-A carta não é falsa!- Disse Thiago um pouco mais alto, fazendo todos olharem para ele.


-Thiago, eu sei que você quer muito encontrar Catherine, mas se formos à casa dos gritos vamos cair em uma armadilha. –Disse Gina carinhosamente para o filho.


-Não estou dizendo para irmos à casa dos gritos. –Disse Thiago olhando para Rose com um sorriso.


-Não acredito que eu tenha esquecido isso. –Rose disse chocada.


-O que?- Perguntou Escórpio.


-Lembra o que Catherine faz para esconder seus segredos? –Perguntou Rose para Escórpio.


-É mesmo. –Disse batendo a mão na testa.


-Acho bem possível ela ter feito isso. –Disse Alvo.


-Dá para vocês dizerem do que estão falando?!- Perguntou Rony.


-Thiago acha que ela mandou um tipo de código, não no texto em si, mas no material da folha ou com a tinta que ela usou. – Falou Rose.


-Você está falando igual a sua mãe quando tinha a sua idade. –Disse Rony olhando para a filha com carinho, a fazendo revirar os olhos.


- Isso é importante, não é o momento de falar o quanto eu pareço com mamãe. –Disse Rose e Rony alargou o sorriso.


-Está cada vez mais parecida com ela. – Falou ele.


-Rony! Rose está certa, tenho muito orgulho dela ser parecida comigo, mas esse não é o momento de falarmos disso. –Hermione se levantou, ficou ao lado da filha e repreendeu o marido. Depois se virou para Rose. –Agora me explique como chegou a essa conclusão.


-Catherine costuma escrever um diário e eu também, quando viramos melhores amigas contamos todos os nossos segredos uma para a outra. Tinha vezes que passávamos o dia sem nos vermos, então ela teve a idéia de deixarmos nossos diários na biblioteca transfigurados de uma forma que só nós mesmas poderíamos achar ou identificar. Nós tínhamos uma forma de identificar que mudávamos a cada dia, era tão sutil que a bibliotecária não descobria nem os alunos, mas tão obvio para quem prestasse atenção, como eu e ela, que ficava fácil acharmos, mas difícil de outras pessoas descobrirem. –Disse Rose.


-Genial. –Disse Harry.


-E que forma era essa?- Perguntou Thiago fingindo desinteresse (mas não tendo muito sucesso).


-Eu não vou contar. –Disse Rose revirando os olhos.


Hermione começou a analisar o pequeno bilhete e a coruja, depois disse.


-Tem razão, essa folha é de uma planta rara que é apenas encontrada no norte da França, essa “tinta”, na verdade é sangue de duende, muito usado em magia negra, então eles devem estar perto de alguma loja de instrumentos de magia negra e a coruja...


-Deve ser um aviso que o caminho vai ser cheio de armadilhas. – Completou Rose.

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