O expresso de Hogwarts




Harry acabou dormindo enquanto pensava nisso. Ele acordou de manhã e se levantou para ir para a cozinha. Ao passar pela sala, Harry viu que Hermione acabara dormindo no sofá, e tinha os olhos ainda inchados de chorar. Harry passou direto por ela e chegou à cozinha, onde ele encontrou Moody e Lupin, aos cochichos. Quando Harry chegou, eles pararam abruptamente de conversar e o cumprimentaram-no.

- Bom dia Harry! Como vai?

- Oi Harry.

- Olá. – disse Harry, sem ânimo.

- Alerta sempre, Harry. – disse Moody.

- Não se preocupe, Moody. – disse Harry, esboçando um sorriso.

tomou o seu café e foi para seu quarto e ficou por lá, refletindo sobre o que acontecera com ele e Hermione. Harry se lembrou que iriam para Hogwarts em dois dias e encontrou a solução nisso. Poderia continuar com a AD, e isso o animava muito.

Os dois últimos dias de férias foram se arrastando lentamente, e todo lugar que Harry ia ele se lembrava ou de Sirius ou de Hermione, e, depois da discussão, Harry e Hermione não conversaram mais. Rony estava sempre absorto em seus livros e anotações, estudando para os N.I.E.M.s., Harry estranhou o fato, mas não disse nada, pois aquela cena de Rony sentado lendo lhe lembrava profundamente Hermione, que também ficava o dia inteiro lendo. Quando os dois não estavam lendo, eles conversavam entre si. Harry percebeu que Rony também tem o evitado, provavelmente estava achando que Mione estava certa.

No último dia de férias Harry se levantou e encontrou Rony já acordado e sentado em sua cama. Harry se levantou e fingiu que não tinha o visto ali, trocou de roupa e ia saindo quando Rony disse:

- Espere. Preciso falar com você.

Harry parou com a mão na maçaneta e olhou para Rony. Ele olhava para o amigo sem piscar. Harry voltou e sentou-se em sua cama novamente.

- Você não acha que está levando a morte de Sirius muito a sério? – perguntou Rony.

- Se for por ordem de Hermione que você está me dizendo isso, não perca seu tempo. – disse Harry, cortando o barato de Rony.

- Harry, faz mais de um ano que Sirius morreu e você ainda fica desse jeito quando pensa nele. Você tem que tocar sua vida para frente, Harry.

- CALA A BOCA – berrou Harry. – Você não sabe como estou me sentindo. Sirius foi como um pai para mim. Eu o amava. E ele se foi. Você acha que eu vou ficar feliz com isso?

- Não, Harry. Você só devia tentar esquecê-lo por algum tempo, isso vai fazer bem à você.

- Não quero saber o que me faz bem, só quero saber de Sirius.

- Harry, você está mal. Acho melhor ir que eu vá falar com Dumbledore.

- FALAR COM DUMBLEDORE? VOCÊ ESTÁ LOUCO? – gritou Harry – Você tem que me entender, Rony. Eu sinto a falta dele ainda.

- Harry, desse jeito você é quem vai acabar ficando louco.

- NÃO ME INTERESSA. – Harry sacou a varinha – E você não vai falar nada com ninguém, ok?

- Harry...

- Ok? – repetiu Harry.

- Eu vou falar com Dumbledore. – disse Rony, indo decidido para a porta.

- Sinto muito, Rony. Estupefaça!

Rony caiu duro no chão. Harry o agarrou e o tacou em sua cama sem cerimônias e saiu do quarto, como se nada estivesse acontecido.
Harry acabou ficando sem conversar não só com Mione, mas com Rony também. Harry se sentiu muito sozinho e incompreendido.

No outro dia Harry acordou com os muitos barulhos que se fazia lá embaixo. Harry escutou a campainha tocar e logo depois a Sra. Black começar a gritar: “SEUS IMUNDOS, TRAIDORES DO PRÓPRIO SANGUE, TRAZENDO ESTE BANDO DE SEM-VERGONHAS PARA MINHA CASA...” e então Harry sacudiu a cabeça e então viu a Sra. Weasley fechando o cortinado do quadro dela e o barulho cessara.

Então Lupin o viu no andar de cima e disse:

- Harry, desça logo para tomar seu café. Já estamos atrasados para chegar à King’s Cross. Harry desceu as escadas até a cozinha e comeu seus ovos e baicons rapidamente. Quanto terminou, subiu novamente e murmurou:

- Arrumar! – e seu malão se arrumara sozinho – Wingardium Leviosa!

Levou seu malão para baixo, se despediu da Sra. Weasley e foi rumo à King’s Cross juntamente a Lupin, Tonks, Moody, o Sr. Weasley, Gina, Rony e Hermione. Moody ia á frente, atrás dele iam Rony e Hermione conversando, logo atrás deles o Sr. Weasley, depois Harry e Gina e por último Tonks e Lupin.

Chegaram à King’s Cross e Moody entrou na plataforma nove três quartos primeiro. Depois foram Rony e Mione, Tonks, Sr. Weasley, Harry e Gina e, por último, Lupin. Chegaram perto do trem e Rony, Gina e Hermione foram à frente para procurar uma cabine para eles, enquanto Harry rumou para outra cabine, para poder ficar sozinho. Deixou suas malas lá e voltou para se despedir. Despediu-se de todos (“Alerta e sempre, Harry” disse Moody) e voltou para sua cabine.

*****


O trem começara a andar. Harry ficou olhando para o vazio em sua frente enquanto se lembrava que fora em uma cabine como aquela que conhecera Rony e Hermione, como Rony se assustou com sua cicatriz, como Hermione se gabou de saber mais do que eles, e chorou baixinho. Ele não queria ficar brigado com os dois. Mas eles não o entendiam, não podiam lhe entender. Então era melhor assim. Ficou acariciando sua cicatriz, mas cerca de quinze minutos depois que o trem começou a andar a porta da cabine se escancarou e Gina entrou por ela. Estava suada e pálida. Harry, que estava deitado, se sentou quando a viu e perguntou:

- O que houve, Gina?

- Draco.

Harry não precisou ouvir mais nada. Tirou a varinha do bolso e saiu da cabine, com Gina explicando o que acontecera.

- Ele chegou na cabine, xingou um monte de palavrões e tirou a varinha. Estuporou Hermione e petrificou Rony, e... – mas parara de falar. Percebeu que Harry havia parado.

– O que foi?

- Ele estava na cabine de Rony e Hermione?

- Sim, ele está lá.

- Ele estuporou Hermione e petrificou Rony?

- Sim.

Harry queria ir ajudá-los, mas se lembrou que estava brigado com os dois.

- Não posso ir lá, Gina.

Gina pareceu petrificada.

- Porquê? – perguntou ela, desesperada.

- Eu não queria...

- Harry, esqueça que está brigado com os dois. Eles sentem sua falta. Eu sei que você sente falta deles. Não há porque continuar com isso.Vá e ajude-nos. Isso vai melhorar a situação para vocês três. Se não quiser fazer isso por eles, faça por mim.

Harry encarou-a por um momento e se virou novamente e continuou caminhando rápido rumo a cabine deles. Parou em frente à cabine, olhando o que acontecia. Hermione estava deitada nos pés de Draco gemendo. E Rony estava petrificado entre Crabbe e Goyle. Harry entrou e levantou a varinha à altura do peito. Draco o encarou e Hermione se virou para encará-lo.

- Harry?! – disse Hermione, rouca.

- Então, Potter, estamos mais uma vez frente á frente, não?

- Não cansou de perder duelos para mim, Draco?

- Você é um idiota, Potter. – disse ele calmamente. – Gina, feche a porta.

E, para surpresa de Harry, Gina entrou e fechou a porta atrás de si. Harry não entendeu no começo. Mas logo depois entendeu tudo.

- Malfoy, eu não acredito. Você usou a Maldição Impérius nela?

- Potter, você descobriu sozinho? – zombou Draco –É, Potter. São quatro contra um. Você vai nos encarar?

Harry pensou se valeria a pena. Ele sairia machucado dali, ele sabia disso. Mas valia tudo para ter Rony e Hermione de novo. Ele olhou para Hermione, que tinha um corte em cima do olho e o olhava, com o nariz sangrando. Depois que ele a viu ele sentiu suas forças renovarem. Então ele se virou novamente para Malfoy, que estava parado em sua frente. Ele se preparou para atacar, quando uma voz o chamou e ele se virou rapidamente, o que foi um erro. Draco aproveitou a chance e gritou:

- Expelliarmus!

E Harry foi lançado contra a parede da cabine. Ele levantou a cabeça em tempo de ver Cho, Neville e Luna entrarem na cabine com as varinhas prontas para o ataque. Harry se levantou e se colocou à frente da porta, de forma que impedia que Malfoy e os outros saíssem.

- Então – disse Harry – vejo que agora não são quatro contra um, mais. Agora são quatro contra três.

- Errado, Potter. – disse Malfoy sempre com sua voz arrastada. – são quatro contra quatro. Gina, vem, aqui, um duelo justo, Potter.

Gina obedeceu e foi até Malfoy e se postou ao seu lado. Malfoy cochichou algo ao ouvido dela e ela se virou e levantou a varinha á altura do peito e se postou para o ataque.

- Gina, sai daí. – disse Harry.

Gina apenas arrumou sua roupa, mas continuou ao lado de Malfoy.

- Gente, sem atacar Gina, o.k? – perguntou Harry baixinho para os outros três. Todos afirmaram com a cabeça. Então Harry se postou melhor.

- Expelliarmus! – Harry gritou e Malfoy foi atirado contra a janela da cabine. Por um segundo, todos ficaram calados olhando para Malfoy tentando se levantar. Então, inesperadamente, Gina atacou.

- ESTUPEFAÇA! – e Harry foi jogado contra a porta da cabine. Harry deu uma cambalhota e caiu de cabeça no chão. Vendo essa cena, Gina pareceu se libertar da maldição e olhou, horrorizada, para um Harry desacordado no chão de cabeça para baixo.

- Furúnculus!

- Estupefaça!

Crabbe e Goyle voaram contra a janela e caíram em cima de Draco Malfoy. Então, Harry acordou e sentiu sua cicatriz formigar incomodamente. Cho e Neville o ajudou a se levantar e o sentaram no banco da cabine. Gina parecia completamente horrorizada com o que fizera.

- Harry, me desculpe, eu não sabia o que eu estava fazendo, eu...

- Gina, tá tudo bem.

Gina deu um sorriso sem-graça e olhou de volta para Draco, que já tinha se levantado, e parecia que era o único disposto a isso. Crabbe estava cheio de furúnculos e desacordado, Goyle também estava desacordado, porque Neville e Gina lhe estuporou ao mesmo tempo.

Ao verem Draco em pé, Neville e Cho se levantaram. Draco estava lívido de fúria. Então, Harry, já se sentindo melhor, se levantou e abriu caminho entre os seus amigos e disse:

- Deixem que eu cuido dele.

Gina e Cho se espantaram. Neville não acreditou no que ouviu.

- Harry, você acabou de acordar, não facilite as coisas para ele.

- Neville, estou bastante forte para duelar com ele.

- Então, o Potter Pirado decidiu lutar comigo, hein? Como é idiota.

- Você não tem idéia do que é ser idiota, Malfoy

Malfoy não esperou mais do que isso:

- Estupefaça!

- Protego! – gritou Harry – Malfoy, eu não estou morto.
Rectusempra!

Malfoy se desviou do feitiço por pouco. Mal se endireitou e gritou:

- Locomotor Mortis!

Harry sentiu as pernas tremerem e ele caiu com um baque no chão. Tentou se levantar, mas não conseguia sentir suas pernas. Harry, mesmo sem conseguir se levantar, esticou o braço e gritou:

- Estupefaça! – Malfoy foi atirado contra Crabbe e Goyle. Harry aproveitou a sua talvez única chance e gritou para sua varinha: - Amarre-o!

E cordas saíram da varinha de Harry, mas antes de se prenderem em Malfoy, ele gritou:

- CRUCIO!

Harry sentiu uma dor imensamente forte e começou a se contorcer e gritar de dor.

Então, Gina disse:

- Finite Incantatem!

E o feitiço se desfez. Harry agradeceu e gritou:

- Mobilicorpus!

E Malfoy ficou duro como pedra, e Harry, já com as pernas boas por causa de um contra-feitiço de Gina, chutou Malfoy e os seus comparsas para fora da cabine e fechou a porta. Ele e Gina reanimaram Rony e, enquanto Gina contava para Rony o acontecido, Harry ajudava Hermione a se levantar. Para surpresa de Harry e dos outros, Hermione se levantou e deu um beijo demorado em Harry. Quando ela o soltou, ele percebeu que estava ficando vermelho e ela disse:

- Harry, você foi demais. Você também Neville. E você, Cho! E Gina também, mesmo se depois de ter atacado Harry.

Todos na cabine riram, menos Gina, que ficou muito vermelha

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