Avada Kedrava





Não era um dos dias mais lindos do ano, para falar a verdade, era um dos mais tristes.Ainda era cedo cinco da manhã...

A chuva que caia lá fora piorava tudo.Parecia até que o céu estava chorando de dor.Os trovões eram os gritos...E os relâmpagos e raios os resmungos.

Ela sabia, que ele com certeza já estava se arrumando para sair do castelo.

-Seu idiota...-murmurou encostando a cabeça no vidro da janela, de seu dormitório.-Por favor, Draco, não faça nenhuma besteira.

Inimigos...

Graças às idéias espetaculares dele, agora eram inimigos.Ela não ia apóia-lo com aquela idéia, não ia.

Mas, ficar ali parada sem fazer nada era doloroso demais.Gina fechou os olhos lembrando como tudo aconteceu, das decepções que ele lhe causou...

E agora, ele estava sacrificando-se por ela.

Talvez, se voltasse a dormir, veria que era um pesadelo... Não, ela sabia, era real.Tudo era real.

Uma lágrima entristecida nasceu em seus olhos, deslizando por sua bochecha rosada e morrendo ao fim do queixo.

Ela tinha que fazer algo... Ela tinha... Não!

Era decisão dele.E eles já haviam conversado e ele não mudou de idéia.Ela não iria fazer nada.Apenas, esperaria as coisas acontecerem.

...

Ele calmamente saiu do castelo, ainda eram cinco da manhã... Mas, quanto mais cedo partisse e chegasse cedo em Hogsmeade seria melhor.Estava chovendo... Não uma chuva qualquer.Mas, havia até trovões e relâmpagos.

"Ela respirou fundo. -Traíra. -o xingou e deu um tapa em seu rosto. -Acabou".

Passou a mão pela bochecha, onde levou o tapa... Doía muito... Mesmo que já tivesse feito bastante tempo depois, de recebe-lo.

-Adeus, Gina...

...

Quando finalmente, chegou em Hogsmeade, mal entrara na cidade e já viu seu pai...Apesar, da capa preta, sabia que era ele.Reconheceria aquela bengala com uma cobra talhada á prata na ponta em qualquer lugar.

Aproximou-se dele...

-Então, vejo que ouviu seu pai.-disse todo imponente.

Draco não disse nada.

-Vamos.-falou e começou a andar na direção da floresta.

Draco bufou, não queria... E queria.Era difícil.

Ele não queria perder Gina, mas... Mas... Era demais.

Entraram floresta adentro, até chegar em uma clareira, onde havia muitos comensais da morte, não dava para perceber qual era qual.Mas, Draco conhecia muitos dali.Respirou fundo, agora não haveria mais volta.

Lúcio caminhou até o centro e fez uma reverência.Draco olhou atentamente, enquanto, alguns comensais lhe colocavam aqueles trajes negros.

-Meu Lord...-começou Lúcio.-Trago aqui meu filho, Draco Malfoy, para que lhe seja útil, em um futuro próximo.

E no mesmo instante, entre as folhas saíram o Rei de todos ali e mais uma pessoa, que Draco percebeu ser uma mulher, aqueles olhos eram de uma mulher.Ele tinha certeza.Logo atrás apareceu outro comensal, na verdade outra... Pois, aqueles olhos eram femininos e conhecidos, mas, quem seria?

-Então, este foi o motivo a qual você, finalmente, abriu á todos que é um comensal.Admira-me muito ninguém ter feito nada ainda.-disse Voldemort.

Draco sentiu nojo daquele ser, a alguns metros de si.Pois, foi ele... Que trouxe pesadelos a Gina... Que estava complicando mais sua vida.Aquele monstro idiota!Aquele... Respirou fundo.Ele estava fazendo isso por ela, apenas, por ela.

Todos formaram um círculo...Enquanto, somente, Draco, seu pai, Voldemort e as duas comensais ao lado deste estavam ao centro.

-Aproxime-se.-disse Voldemort.E Draco seus dedos longos tocou a face de Draco, e depois, segurou o queixo dele com muita força.Draco queria chutar aquela "coisa" na sua frente, mas, achou melhor ficar quieto.-Então, é você o amante da Weasley?

-Eu não sou amante dela.-ele não evitou, precisava responder.

-Não me responda.-Voldemort gritou.

Draco olhou para o lado, não queria encarar o tal Rei de todos ali.E viu um homem muito parecido a um rato... Rabicho, se não se enganava.Não... Só podia ser ele.Este segurava em suas mãos um punhal, banhado de sangue.Um punhal decorado em prata.

-Ajoelhe-se.-Voldemort ordenou dando de costas... E Lúcio puxou o filho para o chão.-Estamos aqui...-caminhou até Rabicho, pegando o punhal.-...Para mais uma vez fazermos a iniciação.-voltou a encarar Draco.

Lúcio sorriu algo, que lembrava muito: Hoje estou orgulhoso de você, meu filho.E sem delicadeza alguma, puxou o braço direito de Draco, rasgando suas vestes.E estendendo o braço no alto.Draco estava meio receoso daquilo tudo.Mas, na situação que se encontrava não podia fazer nada.

-Vamos, meus fieis súditos...-disse Voldermort.-Deixe que ele veja seus rostos... Deixe que ele veja quem são.-uma leve ironia podia ser se ele achasse graça em que todos mostrassem seus rostos e Draco pudesse ver quem era seus aliados, aqueles idiotas como ele que por algum motivo estavam ali.

Draco olhou ao seu redor analisando cada fisionomia, viu os pais de Goyle e Crabbe e de alguns outros.Mas, quando olhou para as duas mulheres perto de Voldemort...

A primeira e a mais alta era... Ele sabia quem era... Sabia.Sim, Bellatriz Lestrange.E...

Não podia ser... Claro que ele conhecia aqueles olhos, como conhecia aquela boca.

-Lilá Brown!-exclamou intacto a encarando.

...

Gina estranhou tudo... Como assim?Todos que antes, nem cochicharam sobre o pai de Draco, agora se mexiam... Não, era mentira!Desde de quando o Lúcio e seus pais tinham aparecido estava um clima estranho.As pessoas evitavam o máximo o assunto... Mas, ninguém nem Dumbledore conseguiu evitar os jornais.E o Profeta Diário, estava tão afiado quanto antes.

Finalmente, tinha pego um jornal para ler depois, de tanto tempo.

E nele estava escrito o dia da iniciação de podiam?

Claro que ninguém seria burro para ir lá...

Por isso, mentiras com certeza iam surgir.

-Gina...

Ela olhou para ver quem a chamava.-Sim?

-Preciso conversar com você.-era Potter.

...

Lilá aproximou-se de Draco, o qual ainda tinha seu braço estendido pelo alto pelo pai.Ela tocou a face dele.-Eu sou perfeita para você.-ela disse enquanto, lhe dava um beijo na bochecha.-Você não pode negar.Não pode.

Ela levantou a manga da blusa e mostrou... A marca Negra.

Ela... Tinha... Virado... Um... Comensal...

Burra!

-O que?-ele perguntou confuso.

-Eu fiz isso só pra você.-ela disse sorrindo.-Não está feliz?Não está?

-Chegue disso, Lilá!-ordenou Voldemort e ela o obedeceu na hora.

E ele pensava que só Sonserinos viravam comensais...

Lilá estava na casa da coragem por engano, bem que se precisava de coragem para largar tudo e pronto, acabar com a vida.

Voldemort ficou na frente de Draco.O punhal estendido no alto.-Então, senhor Malfoy...

Draco engoliu o seco.

-Como vai a minha Virgínia?-ele perguntou com sarcasmo.E todos riram.Draco até tentou... Sabe?Mas, Voldemort lhe atacou com o punhal, passando de raspão em seu braço.Se ele não tivesse percebido e conseguido se afastar teria um buraco no braço e não só algo passado de raspão.

-O que é isso?-perguntou Lúcio preocupado.-A iniciação não é assim...

-E você quem é?-perguntou o Lord.-Pressionou seu querido filho, Lúcio.Que coisa horrível.-ele estava dizendo tudo com malicia e com ironia.

-Mas, Lord Voldemort...-Lúcio se ajoelha aos pés do mestre.

Enquanto, todos ali tirando Draco e Lúcio se deliciavam com a cena de misericórdia.

-Aproxime-se...-repetiu.E Draco com muito receio foi.Voldemort segurou o punhal, e sem ligar para nada, começou a desenhar algo no braço desnudo de Draco.- "Tu estás sendo banhado com meu sangue. E nada poderá mudar isso...".-Draco fechou os olhos, era tarde demais.- "A morte é seu destino. O medo não te alcançará, pois, quem teme é fraco".-tudo estava no fim.As gotas da chuva caiam sobre todos ali...- "E sua fidelidade será cobrada até na hora de sua morte. Jure servo, jure diante de seu mestre a quem deve fidelidade".-Voldemort com força fez Draco se ajoelhar.Dizia o encantamento, dizia as juras.- "... Não negue nunca. E me sirva até na hora mais precária, repita minhas falas".

-Sim.-Draco murmurou, a dor daquele punhal raspando em seu braço era quase insuportável.

- "Juro por tudo...".

-Juro por tudo.

- "Juro por todos".

-Juro por todos.-ele repetia.

- "Que fiel serei até a minha morte, ao meu mestre Lord Voldemort".

-Que fiel serei até a minha morte, ao meu mestre Lord Voldemort.

- "E com essas palavras...".

-E com essas palavras...

- "Nada me impedirá de ter o poder".

-Nada me impedirá de ter o poder.

- "Eu me declaro...".

-Eu me declaro...

- "Comensal da morte, um servo de meu rei".

-Comensal...

-Ei...-uma voz interrompeu tudo.

Todos olharem para o interlocutor de tal voz.E Draco teve um susto ao ver quem era.

Tal pessoa se aproximou de Voldemort.E todos os comensais se prepararam para atacar, só esperavam um aviso de tal.

-Voldemort.Eu estou aqui para acertarmos umas contas.

Voldemort largou Draco, sem terminar o ritual.-Ora... Ora... Não é o pequeno Potter?

-Ainda bem que apesar, de tudo ainda não é cego.-Potter o enfrentou.

-Seu menino atrevido.-Voldemort bufou pegando sua varinha.

Harry fez o mesmo.Mas... Como agiria?Só havia ele e mais ninguém ali.Sendo que primeiro nem era para ele estar naquele lugar.

Voldemort esboçou um sorriso de vitória.-Crucio!

E Harry caiu com tudo no chão, se contorcendo e gritando de dor.

O que Draco faria?O que?

...

-O que?-ele estava confuso.

-Isso mesmo.-ela disse chorosa.

-Mas, Parvati...-começou Mione.-Tem certeza do que diz?

-Sim.-ela disse balançando a cabeça.-Lilá saiu ontem á noite.Eu fingi que estava dormindo e... Ouvi-a dizer que já estava na hora de ir visitar você-sabe-quem.

-Não posso crer.-disse Rony.

-Oh, Vocês...-era Colin e Neville chegando todos esbaforidos.

-O que foi?-perguntou Rony.

Os dois engoliram o seco.

-Falem logo.-ordenou nervoso.Já não bastava Lilá agora sumir... E querendo ir falar com Voldmeort.

E esses dois estavam ali, fazendo suspense.

-Bem...-começou Colin.

-Não é...-Neville também tentou.

-Falem.-pediu Mione.

-...-nenhum disse nada.

Rony ficou nervoso e segurou os dois pelo colarinho.

Engoliram o seco novamente.

-Harry sumiu e Gina acabou de sumir também.-disseram os dois juntos.

-Não...Não... E Não...-Rony começou.

Mione o abraçou.-Calma...

-Melhor irmos chamar os professores.-falou Parvati.

-É...-apoiou Colin, Neville e Mione.

-Não!Não!Não!-Rony não parava de exclamar.

...

-Está gostando?-perguntou Voldemort.-Vamos Potter mostre toda a sua coragem... Venha, me enfrente.

Todos riam... Gargalhavam.Até Lilá tinha um sorriso doentio no rosto, porém, Draco não... Ele não conseguia, por algum motivo ele não conseguia.Então, o que ele ia fazer?Se jogar na frente de Potter gritando: "Não façam isso" iria dar uma expressão o quanto estranha.

Então...

Então...

Os gritos de Harry ecoavam... Ele iria ficar louco.

A magia havia cessado, Potter estava ofegante e mal conseguiu se levantar.

-É só isso que sabe fazer, Voldemort?-perguntou com ironia, mas, seus olhos o denunciavam, aquilo tinha sido forte demais.

-Então, o queridinho quer mais?-os olhos tão parecidos com um de cobra, a língua tão venenosa...

-Faça o seu melhor.

Pronto!Harry Potter, o santo Potter, o herói idiota, estava louco de vez... Era só o que faltava.Só podia ser... Draco iria se sentir um completo mongol senão, fizesse algo, mas, era um fraco.Fraco!Fraco!Fraco!E essa palavra ecoava sem parar em sua mente...

-Avada Ke...

-Se eu fosse você, Tom, não terminaria essa frase.-alguém mais uma vez interrompeu Voldemort.Que tomou uma expressão cheia de raiva e desgosto.

Com certeza, o humor do Rei dali, não estava em seus dias melhores.

-Por que não?-ele perguntou com um sorriso estranho no rosto.

Draco ficou atônito, que sorriso é esse?

-Simplesmente, porque se fizer isso... Será o seu fim.

-É mesmo?-ele perguntou com um pouco de interesse.-Então, o que ganho em troca?-deixou Harry ali todo ofegante, não se importou com os olhares confusos de todos... E simplesmente, se aproximou de seu interlocutor.Tocou a face de tal, com os dedos longos, aqueles dedos que tocaram a face de Draco.Segurou o queixo de tal, mas, Draco percebeu que segurou o queixo daquela pessoa com mais carinho, não com violência como o seu.

-Por Draco...-respirou fundo.

E ao escutar seu nome, fechou os olhos.Não queria ouvir nada.Não queria.Só queria que aquela dor idiota sumisse, tanto a dor no coração como no braço, que sangrava sem parar.

-Por Draco eu esqueço de tudo, por isso, eu troco de lugar com ele.-sugeriu.

Não!Não!Não!Draco não iria aceitar aquilo...Nunca!

-Nunca!-disse Voldemort irritado, apertado com mais força o queixo de...

-Eu não vou fazer isso, Virgínia.-disse Draco.E todos olharem para ele.Mas, logo voltaram seus olhares para Voldemort e a menina.

-Viu?Ele não vai... A iniciação já começou ele já está derramando o próprio sangue, você consegue ver não é?-as unhas de Voldemort começaram a encravar na pele de Gina.

-Sim... Por isso... Eu quero acabar com isso.Eu quero ficar no lugar dele.

-Não... Pode... Fazer isso...-Harry tentou falar.

-Posso!-ela exclamou decidida.O sangue em seu queixo escorria por seu pescoço e manchava suas roupas.

Voldemort a largou.-Tem certeza?-ele perguntou com muito interesse.

Desde de quando Voldemort queria Gina?E como assim... Ele trocar de lugar com ela?

Ela colocou a mão sobre o queixo cobrindo um pouco a boca.Olhou fixamente para o monstro que estava na sua frente.

-Não faça isso...-murmurou Harry.Mas, ele com certeza, sabia que no estado que estava não daria muito para fazer algo.

Draco encarou Voldemort e sentiu mais nojo dele ainda, quando o viu lamber os dedos banhados de sangue da sua Weasley.

-Tenho toda certeza do mundo.-ela respondeu dando um sorriso tímido.

-Muito bom...-comentou Voldemort se virando, para encarar Draco.-Se prepare.

-O que?-ele estava confuso.

Voldemort sorriu.-Você sabe de mais, filho.Você sabe demais.-seu olhar diabólico estava transbordando em malicia.-Avada Kedrava.

Continua...

.-.-.-.

Olá!Como vocês vão?Eu estou tentando atualizar a fic sempre o mais rápido possível, mas, neste cap. eu queria fazer algo a mais.Porém... Não sei se ficou realmente bom, eu simplesmente, espero que vocês tenham gostado.

Ai... Eu pensei que eu nunca mataria ninguém em uma fic.

Buá!Draco...

Eu sei que muitos acharam estranho ninguém fazer nada sobre Lúcio contar que era um comensal e que Draco seria um... Mas, eu citei bem de relance que havia um clima estranho, e hoje consertei meu erro...

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