O plano





-E eu odeio quando isso acontece...-ela murmurou.-Quando nem um nem outro se entende.E como sempre acabamos no zero.

Começou a chorar... Baixinho.Sozinha... Era tão complicado, tudo parecia feliz.

Sentiu algo depositar a mão sobre seu ombro.Não tinha coragem de virar... A pessoa a puxou, sem delicadeza.

-Ele é assim mesmo.-disse quem tinha encostado a mão em seu ombro.-Mas, qual seria sua resposta?

Ela o olhou por alguns segundos.-Eu não sei.Eu...

-Claro que sabe.

-Por favor, Zabini... O que eu posso fazer se nem explicar ele me deixa?-ela perguntou chorando ainda mais.

Ele a puxou para um abraço, nada com malícia, ou segundas intenções, simplesmente como um amigo, como um irmão.

-Eu vou te ajudar.-ele disse sorrindo.

-Não.-ela disse se afastando.-Eu cansei!-exclamou suspirando.

Ele limpou as lágrimas dela.-Eu sei que isso é mentira.

Ela deu um sorriso forçado.-Você sabe demais.-ela disse séria.

Ele riu.-Não.-murmurou, se levantando e ajudando a levantar.-Eu apenas, acho que ajudo demais.

Ela fechou os olhos.-Um dia vai receber uma contribuição.

-Não, tanto quanto desejo.-ele disse brincalhão.

Sabia que o fato de ajudar Draco não mudava muito seu modo de ser, tão frio quanto o amigo, com os outros que não lhe interessa, tão calmo e tão fechado.Além, dos jogos que também já havia Draco!Mas, que agora tinham acabado, com a morte de seu pai foi obrigado, e, além disso, ele e Pansy, digamos que estejam se acertando aos pouquinhos.

-Vai aceitar minha proposta?Mas, terá que ter coragem e determinação.-ele explicou.

Ela abriu os olhos.

Queria Draco para si, não podia mentir quanto a isso.Já estava farta de tantos joguinhos... Estava farta de tudo dá errado.De um não poder compreender o outro, de tudo se complicar ao se explicarem.

Estava na hora de deixar tudo á limpo.

De acabar com todo aquele sofrimento, mas, de certa forma tinha medo, sim, medo... E se o plano viesse a falhar e tudo fosse de vez por água abaixo.

-Não... Sei.

-Eu quero uma resposta concreta.-disse severo.

Voldemort havia ido embora para sempre, sua família estava começando a aceitar seu relacionamento.Tudo estava aos poucos se resolvendo, por que deixar tudo mais complicado?

-É tudo tão difícil...-ela murmurou.-Não posso deixar pior.Tudo que era ruim passou... Eu vou aceitar.-ela falou pensativa.

-"timo, me encontre na biblioteca á meia-noite.-disse com um sorriso maroto.

-Mas, ela vai estar fechada... E...

-Por Merlim, é só na frente desta.

-Alguém pode me ver...

-Não, tome cuidado!-exclamou começando a ficar irritado com tanta implicância.

-Mas, o que você vai fazer?-ela perguntou curiosa.As lágrimas já haviam sumido sem perceber, e tinha até um pequeno sorriso nos lábios.

-Eu te conto hoje.-ele disse isso, acenou e foi embora antes, de que ela falasse mais alguma coisa, o que estava complicando muito.

Ela suspirou cansada.O que ia acontecer esta noite?

...

Já era onze e meia, e ainda tinha pessoas na sala comunal.

-Você não vai subir?-perguntou Mione.

-Eu já vou, só preciso terminar essa lição.-o que era uma mentira, pois, a lição de história de magia era só daqui pra uma semana, e era fácil de fazer, mas, ela fazia parecer bem mais complicado.-Ela está um pouco difícil.Quando terminar, eu vou dormir.

-Quer ajuda?-perguntou Mione.

-Olha que a minha namorada é a melhor, mana.-disse Rony sorrindo.

-Não, obrigada.-disse olhando para os pergaminhos na mesa.

-Certo, boa noite!-exclamaram os dois, e foram subir.

Gina olhou ao seu redor, a sala estava começando a se esvaziar.

"Eu acho que não chego á tempo".Pensou.

Harry já havia subido, há um bom tempo, junto com os companheiros que dividiam o quarto com ele.

Suspirou.Levantou-se e se sentou em uma poltrona qualquer.Agora só havia cinco pessoas...

Três...

Uma...

Era melhor ir, já faltavam cinco para a meia noite, e isso significaria que iria se atrasar.

Em um pulo saiu da poltrona, quando viu a última pessoa subir as escadas, um garoto do terceiro ano, se ela não se enganava.

Saiu pelo retrato.

...

Quando conseguiu chegar perto da biblioteca, avistou Zabini sorrindo.

-Até que fim!-ele exclamou se aproximando.

-Me desculpa, precisei esperar todos irem dormir e ainda por cima, quando estava vindo, quase fui pega pela Madame Nor-r-ra.

-Certo...-ele falou sem se importar, pegando a pelo pulso.

-O que vai fazer?-perguntou ela irritada com a grosseria dele.

-Xiu!-ele disse tampando a boca dela.-Olha o que eu estou fazendo é uma idiotice.Mas, por que estou fazendo isso?Eu não sei!Não sei.Posso me meter em uma encrenca e...-ele parou de falar, quando viu que estava prendendo a respiração dela.A soltou.-Apenas, me siga.

Ela acenou que sim com a cabeça.

...

Estava começando a ficar assustada... Quando viu onde Zabini estava a levando.As masmorras podiam ser assustadores, quer dizer, mais do que o comum à noite, e isso a fazia se arrepiar, mal prestou atenção quando Zabini disse "Sangue-puro".E quando foi ver já havia passado pela passagem e estava na sala Comunal da Sonserina, no momento desabitada.

-Como...-ela não terminou.

-Aqui é perigoso demais, falar.-ele disse a cortando.

Ela sabia que alguém podia aparecer e a ver...

Era melhor ficar quieta, Zabini já estava fazendo demais.

Quando subiu as escadas e pararam em uma porta, de madeira, pintada de verde-musgo, com a maçaneta de prata, seu coração pulou.O que Zabini estava fazendo?

Ela entrou no quarto... Apenas, acompanhando Blaise.

O quarto tinha quatro camas, sendo que três delas estavam vazias... Todas com montanhas de lençóis e edredons sendo todos verdes ou brancos.Sem uma única janela, e as paredes sombrias... Tudo parecia aterrorizante.

Gina estremeceu.

-Com medo?-perguntou Zabini em um murmuro se deliciando com a cena.

-Não.-ela afirmou, não era medo... Mas, aquele lugar e ainda no seu coração que estava batendo forte em desespero... Tudo isso e muito mais, estava a arrepiando, e principalmente aquele lugar, tão sombrio.

Em uma das camas, a única que parecia ter algum ser, entre as montanhas de edredom algo se mexeu.Gina olhou curiosa.

-O que seria isso?-ela perguntou um pouco mais relaxada, mas, ainda sentido todo aquele nervosismo.

Zabini soltou uma risada fraca e forçada.-Por Merlim!-exclamou.-Este é seu desafio.

-O que?-ela não entendeu.

Ele se aproximou dela, tocou lhe a face.-Seja feliz!-disse sorrindo.Passou pela porta a fechando.

E quando Gina escutou um "crack" se desesperou.

O louco, sim louco, do Zabini havia trancado a porta!

E bem, Gina não trouxe a varinha.

-Burra!Burra!-exclamou desesperada.

Sentou-se na cama ao lado, da que estava sendo habitada por alguém, que por sinal, estava coberto até a cabeça.

Ela precisava ver quem era... Deslizou até o chão e engatinhando, foi até a cama de tal, foi se aproximando para afastar os lençóis e edredons quando...

Todos estes caíram sobre ela, que soltou um grito com um susto.

Tentava tirar toda aquela montanha de pano de cima de si, mas, era em vão.

-O que?-uma voz masculina pronunciou, a ajudando.

Quando todos os edredons e lençóis saíram dela, ela pode ver quem a tinha ajudado, mas, que não parecia tão feliz.

-Você...

Gina prendeu a respiração.

-Venho me humilhar mais?-perguntou.-Ou deixar mais claro que é um "não" sua resposta?

Ela o olhou... Estava brava!Sim, brava.Ele não a deixou explicar...

-Draco!-exclamou irritada.-Precisamos conversar!

Ele a ignorou, caminhando até a porta.

-Está trancada!-ela o avisou.

-Então, abra!-ordenou.

-Não fui eu que tranquei.

-Não?Foi quem... A vovozinha?-ele perguntou com ironia.-Abra.-ordenou outra vez.

-Eu já disse que não tranquei a porta.

-Então, quem foi?-ele perguntou irritado a encarando.

Foi nesse momento que ela percebeu que ele estava sem camisa, com apenas, uma calça negra.Ela não evitou e corou.

Ele deu um sorriso sarcástico.-Olha, Weasley... Eu sei que sou gostoso, mas, dá para abrir a merda da porta?-perguntou mais irritado ainda.

Ela jogou os edredons e lençóis em cima da cama, e se sentou.-Não fui eu e pronto.

Ele suspirou.-Olha... Eu fiz a pior coisa do mundo.

-Ter me ignorado?-ela arriscou, mesmo sabendo que não era isso.

-Não!Isso foi certo.-ele riu.-Foi ter lhe pedido em casamento.

Ela respirou fundo, olhou dentro daqueles olhos tão mistérios.-Precisamos conversar.

Ele a ignorou outra vez... E tentou abrir a porta.-Abra!Abra!-exclamou, dando murros nesta.

Ela se levantou.-Por favor, foi Zabini que me trouxe aqui.-ela enfim, falou.-Ou você acha que eu ando me rastejando por ai e sei a senha daqui?

Ele parou de esmurrar a porta.-Zabini, seu desgraçado, abra ou senão, vou te matar!

-Eu sei até porque ele estava com medo de vir aqui, não por que alguém ia nos pegar, mas, sim porque você acha que manda em tudo.-ela disse se levantando.

-Eu acho, porque eu mando.

-Não, não manda.

Ele bufou.-Claro que mando!

Ela se aproximou dele.

-Saia daqui!Não venha tocar em mim.-ele disse autoritário.

-Se eu soubesse que iria ser assim, eu nem estaria aqui.E eu não posso sair, porque aqui nem janela tem!

Ele deu uma risada, mesmo que sem muita emoção.-Isso é verdade.

Ela relaxou os ombros, parecia que finalmente, eles iam se entender.

-Mas, mesmo assim...-ele se sentou na primeira cama que viu.-Fique longe de mim, eu posso pegar os seus vermes.

Ela suspirou e sem dar importância para o que ele disse, se aproximou deste.-Vamos, Draco... Não complique tudo.

Ele a olhou, aqueles olhos tão frios e com uma tristeza oculta.-Eu fiquei louco!Você não está aqui... Estou igual a Brown... Estou louco!Louco!Eu não pedi uma Weasley em casamento, ela não negou, eu ainda estou dormindo... Eu estou louco!Louco!-ele exclamava.Tampou os ouvidos e fechou os olhos.-Eu não sei de nada.Porque eu sou louco.Eu não sei... Lá... Lá...Lá!

Gina o olhou assustada e não resistiu, sentou-se na cama em que ele estava.E começou a rir...

Rir é pouco, começou a gargalhar.

Era cômico vê-lo assim, falando que estava louco... Que era só um sonho tudo aquilo.Mas, não era.Talvez, ele até estivesse louco, mas, ela não podia mentir amava ele, assim, louco mesmo... Nada daquilo era um sonho.

Ele a observou por alguns segundos.-Você é louca!Eu não...-concluiu se levantando.-Durma bem.-sim, ele disse isso.Mesmo que não quisesse.Ele disse isso.Era bom dormir, já que, até que alguém os salvasse eles não sairiam dali...

Ela estava confusa, viu ele se deitar na própria cama, que era ao lado desta... E fez o mesmo na cama que estava.

Ele se cobriu com aquela montanha de pano outra vez...

E ela que tinha ficado tão nervosa, não sentindo frio ficou sem edredom... Ela tinha, se sentisse frio iria pegar, os que estavam ao pé da cama, ou o que ela estava deitada em cima.

Aos poucos, seus olhos pesaram e ela caiu no sono.

Ele ainda não tinha conseguido dormir.Sentou-se na cama, abriu a gaveta da cômoda ao lado de tal e desta tirou sua varinha.Sim, ele podia abrir a porta.

Mas... No momento que a viu nem se lembrou que ele ainda tinha uma varinha, só achou que era bom sumir dali, mesmo sem saber o porquê.

-Zabini eu estou pensando seriamente em lhe arrancar os olhos... A boca e as orelhas...-disse pensativo.-Não deveria ter feito isso comigo.-tão pensativo que mal percebeu quando tinha levantado e se ajoelhado na frente da cama onde Virgínia dormia calmamente.

Queria toca-la, mas, ao mesmo tempo não queria.O que ela tinha feito não tinha perdão.

Mas... Talvez, ele tivesse errado, sabe... Em não deixa-la se explicar.

Era tão cabeça-dura que não conseguia pedir para que ela o fizesse.

Viu ela tremer, então, a cobriu com os edredons, que tinha ali na cama de Zabini, sim esta era a cama de no momento o ser que Draco queria matar.

Bocejou cansado...-Virgínia... Menina... Diga-me...-ele sabia, ela não estava o escutando.-O que você faz comigo?-disse se deitando junto com a garota... Estava com tanto sono que mal sabia o que estava fazendo.

Olhou profundamente para a face dela, afastou algumas mechas ruivas de tal e sorriu.-Por que tudo terminou assim?-ele se cobriu com os lençóis e edredons.-Você foi apenas, um brinquedo...-murmurou fechando os olhos.-Mas, foi o brinquedo mais complicado de se brincar, por causa, que quanto mais eu brincava mais difícil ficava de te largar... E olhe o que fez comigo.-dizia com a voz embargada.-Agora, eu sei que não te considero um brinquedo, eu não consigo.Você vale mais do que isso...-estava sonolento.-E depois, disso tudo... Eu ainda não consigo te deixar...-murmurou.-Porque eu te amo...-disse, a voz embargada e sonolenta, aos poucos foi adormecendo... E sem perceber a abraçou.

Gina sorriu.Abriu os olhos e o olhou com carinho.-Eu também te amo.-murmurou, encostando a cabeça no peito dele, fechando os olhos novamente e esperando o sono.

Continua

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Naoo me mateemm meu motivo é mais que suficiente para ter demorado tanto assim...sofri tant quanto vcs podem acreditar!
Meu pc queimoo e quase perco tudo...mas graças a Merlim está tudo a salvo!eu vou ter que comprar outro pc...mas enquento nao compro eu uso o outro
Bom motivo néé?!!

Comentem e ahhh thanks por aqueles que comentaram^^

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