O Convite



O Convite



Harry foi para a casa dos Dursley, como já tinha sido decidido. Ainda não acreditava que Snape tinha sido capaz de matar Dumbledore com tanto sangue frio. Era culpa dele que seus pais estavam mortos. Era culpa dele que Sirius morrera. E ele ainda matara Dumbledore, que tanto confiava.

Harry não conseguia tirar da cabeça o que assistira na torre de astronomia. Dumbledore com medo, implorando a Snape. Cinco comensais o ameaçando não tinham o alterado, mas Snape chegando com a varinha apontada o fez temer. Por que?

Já fazia uma semana que estava com seus tios. As cartas dos amigos não traziam grandes informações. No Profeta Diário assassinatos eram reportados quase todos os dias. Harry passava a maior parte do tempo pesquisando feitiços úteis numa batalha. Passara a tarde inteira à procura do feitiço do anel de fogo, usado por Dumbledore na caverna.

Aquela era uma lembrança muito dolorosa. O velho mago em seus braços, desesperado e ele empurrando a poção pra dentro. E tudo em troca de que? Uma corcruxe falsa?

Quem seria RAB? Harry não conseguia imaginar quem ousaria enfrentar Voldemort daquele jeito. Principalmente porque pelo jeito que estava escrito, o lorde das trevas provavelmente sabia quem era esse RAB.

O pior é que ele teria que localizar esse indivíduo para encontrar uma corcruxe. Quem sabe ele não tem mais do que uma?

-O jantar está na mesa. – chamou sua tia, tirando-o mais uma vez de seus pensamentos.

-Eu vou achar esse feitiço antes de dormir. Tenho que estar forte quando enfrentar Voldemort.

E desceu. Encontrou seus tios de saída, o que estranhou.

-Vamos passar o fim de semana com a minha irmã Guida. – explicou tio Valter – Voltamos na segunda. Não mexa em nada, não use nada.

-Certo. – respondeu o garoto, assistindo a partida dos tios. Duda já esperava no carro, emburrado como uma criança de cinco anos.

Quando sentava para comer, ouviu um crack na casa e se escondeu, assustado, com a varinha em punho. Pensava que estava seguro na casa enquanto fosse menor, mas sem Dumbledore, já não tinha certeza de quanto era seguro.

-Harry? Você está ai? Dursleys? – o garoto logo reconheceu a voz.

-Lupin. – e abraçou o antigo professor.

-Qual a forma do seu patrono? – perguntou o professor, com cara de riso. Ele parecia melhor do que nunca. Mais feliz e menos abatido – É regra do ministério. Tenho que perguntar algo que só você saiba responder.

-Meu pai. Nesse caso, qual seu apelido?

-Haha. Muito boa essa. Aluado ao seu dispor.

-Mas o que está fazendo aqui?

-Posso me sentar primeiro?

-Claro. Servido? – e Lupin só começou a falar quando já estavam servidos e começavam a comer.

-Eu vim querendo conversar com você. E aproveitei pra trazer correspondência. – e entregou um maço de envelopes a Harry. Tinha uma carta do Rony, uma de Hogwarts e o convite de casamento do Gui. Deixou para ler as cartas depois, quando ficasse sozinho. Sentiu-se desapontado por Gina não ter-lhe escrito, mas achou melhor assim, afinal, PRECISAVAM se distanciar.

-Por que não abre sua carta de Hogwarts?

Com um olhar intrigado, Harry seguiu o conselho.



Caro Harry Potter,



Apesar do ocorrido no final do ultimo ano letivo, a escola e o ministério acreditam que o melhor a ser feito é manter a escola em funcionamento.

Como Dumbledore uma vez disse: “Enquanto houver alguém que queira estudar, a escola deve permanecer aberta”.

Segue em anexo a lista de material e uma confirmação que deverá ser enviada até 1º de agosto se voltará ao colégio.



Grata, Profª Minerva McGonnagal, diretora.



-E ai? – perguntou Lupin curioso.

-Eu não vou.

-Pensei que fosse dizer isso. Sabe, não sou muito bom em legimência, mas Rony não pára de pensar na conversa que tiveram no final do ano.

-Então acho que não preciso te explicar nada. – respondeu Harry, frio. Logo se arrependeu de falar assim com Lupin, e adicionou. – Acho que me entende.

-Entendo. Mas vou te fazer um pedido e peço que o leve em consideração. Ouça tudo antes de decidir. Quero que volte a Hogwarts e conclua seus estudos.

-Mas...

-Deixe-me terminar, por favor.

“Dumbledore parecia esperar que algo assim acontecesse, pois no dia após seu funeral, Fawkes foi me procurar para o que parecia ser sua última missão em nome de Dumbledore, porque depois ninguém mais a viu”.

“Ela me entregou uma carta escrita pelo próprio diretor, que era endereçada a mim, lacrada magicamente de modo que somente eu poderia abrir. Nela Dumbledore me contou muita coisa, a maioria sobre ele e você, e o que estavam fazendo. Também me explicou a profecia. Pediu para que eu te lecionasse, independente de qualquer coisa, caso ele ficasse inapto de fazê-lo”.

“Disse que você já teria consciência do que tem que fazer, mas que não teve tempo de trabalhar uma parte importante, não tanto para destruir Voldemort, mas para destruir seus fragmentos de alma: seus poderes. Disse que você sabia o que teria que usar para destruir Voldemort”.

-O que te peço, Harry, é que volte para Hogwarts. Eu vou para lá ajudar na guarda da escola e vou te treinar todo o tempo que tiver livre. E prometo que vamos procurar as horcruxes e destruí-las. O que me diz?

-Não sei. Você não pode me ensinar fora da escola?

-Poder, até posso. Mas acho que na escola você evoluiria mais rápido. Além do que eu estaria ajudando na proteção, agora que Greyback sabe de que lado estou.

-Mas você parece melhor.

-Ah, isso é porque to amando.

-Resolveu se dar uma chance então?

-A tonks é demais.

E ficaram conversando sobre coisas banais. Lupin resolveu ficar até segunda e ajudar Harry a montar uma lista de feitiços úteis.

Quando se deitou, o menino que sobreviveu lembrou-se das cartas. Primeiro abriu o convite. O casamento seria no dia cinco de agosto. Ótimo, pensou, já vou estar livre e ser capaz de aparatar.

Pegou então a carta de Rony.

Nela não havia nenhuma informação importante. Rony só queria saber o que Harry faria em relação a Hogwarts porque ele o seguiria, mesmo que tivesse que brigar com seus pais que desejavam seu retorno à escola.

Foi então que Harry decidiu. Se tivesse como procurar as horcruxes mesmo dentro de Hogwarts voltaria para a escola e treinaria com Lupin. Mas somente se tivesse como procurar as horcruxes.

Durante o fim de semana fizeram uma lista com muitos feitiços, e quando se despediram foi sob a promessa de procurar mais. E Lupin também prometeu que procuraria como ensinar os feitiços, pois muitos deles nem mesmo ele conhecia ou era capaz de fazer. E Harry ficou de praticar oclumência, baseado num livro dado pelo professor.

Segunda a noite leu a primeira lição do livro de oclumência. Ao invés de alguma dica para fechar a mente, como o garoto esperava, o livro apenas dizia que o mais fácil era pensar em outras coisas irrelevantes e evitar pensar, “ele não pode saber que...” ou “não pense em...”. e que somente mais pra frente deveria começar a praticar não pensar em nada.

E assim o garoto passou seu primeiro mês de férias.

Dia 31, a meia noite em ponto, Lupin estava a sua espera no jardim de trás. Iriam para a casa que um dia pertencera a Sirius.





esse eh soh o primeiro capitulo... espero comentarios pra sabe se devo continua... tenho uma outra fic pra quem quer ver como escrevo: Harry Potter e a fenix...

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