Emboscada em Hogwarts



Emboscada em Hogwarts

Harry acordou no dia seguinte disposto. Acordou Gina e voltaram para a sala comunal. Durante o café, o garoto só pensava em que animal se tornaria, enquanto a ruiva só pensava em como a noite anterior tinha sido maravilhosa.
-Harry. – chamou Hermione. – Será que pode me emprestar aquele livro de animagia? Quero tentar também.
-Claro. Agora? – perguntou, vendo que todos já tinham terminado de comer.
-Pode ser. Mas não vou lê-lo. Hoje vou com você atrás de mais algum horcruxe. Tive uma idéia.
-Certo. Então vamos que vou deixa-lo com você.
-E venham me pegar, hein. – pediu Rony.
-Pode deixar. Enquanto eu chamo o Regulus, Hermione te busca e avisa McGonnagal. Isso se acharmos alguma coisa. E não, Gina. Nem adianta pedir. – a garota fez beicinho, quando ele respondeu a pergunta que estava na sua mente.
Harry foi para o quarto terminar de se preparar. Quando chegou ao jardim, resolveu fazer uma oração a Dumbledore, enquanto esperava Hermione.
-Você ainda sente muita falta dele, não? – espantou-se ao ver Gina ao seu lado.
-Sinto. Mas o que faz aqui? Nem pense que vou te deixar ir junto. Já te falei isso.
-Só vim te dar um beijo de boa sorte. A Hermione me falou que está confiante quanto ao lugar. Tem quase certeza que se não estiver certo, vai achar uma pista para o certo. – e o abraçou. Um abraço apertado, que fez com que o menino que sobreviveu sentisse como se pudesse sobreviver qualquer coisa. Como se seu fardo fosse pequeno.
Um abraço seguido de um beijo apaixonado que só foi interrompido quando Hermione chegou.
Os dois amigos foram então para sua jornada.
-Para onde vamos? – perguntou curioso enquanto fechava o portão atrás de si.
-Beco diagonal.
-Borgin? – perguntou, raciocinando.
-Exatamente. Ele trabalhou lá.
-Mas acha que ele esconderia uma horcruxe lá?
-Sinceramente, não. Mas não custa dar uma olhada. E de qualquer jeito, acho que lá conseguiremos a pista para um lugar onde, daí sim, acho que encontraremos um fragmento daquela alma maldita.
-Certo. Pronta? – Harry estava pronto para aparatar.
-Pronta. Vejo-te na entrada do beco diagonal.
E aparataram. Foram andando pelo beco, segurando as varinhas dentro dos bolsos. O beco estava quase deserto, mesmo estando todas as lojas abertas. Harry viu que o relógio em cima do Gringotes marcava quase dez horas.
-Só uma coisa. – perguntou Hermione quando já avistavam a travessa do tranco – Você consegue arrancar informações de pessoas, certo?
Harry riu.
-E só agora você me pergunta. – Hermione fez uma cara de preocupada – Mas não se preocupe. Darei um jeito.
Tinham chegado à travessa.
-Não faça nada que eu não faria. – e Harry entrou no tranco, com a menina em seu encalço. Ela estava ansiosa e um pouco temerosa.
-Não se preocupe. Sua idéia foi genial. – tranqüilizou-a o moreno, enquanto reparava que, ao contrário do beco diagonal, a travessa do tranco estava ainda mais movimentada do que antes do retorno do lorde das trevas.
Todos na rua olhavam para os dois, mas Harry não se importava. E isso, o garoto pôde perceber, é o que mais amedrontava aqueles covardes, adoradores das artes das trevas.
Andaram até a Borgin e Burkes sem pressa. Harry analisando cada pessoa, cada rosto, cada pensamento. Hermione continuava tensa a seu lado.
-E é melhor ser rápido. – falava um homem com uma voz rouca para o dono da loja, enquanto esse apenas sustentava um olhar assustado.
Harry reconhecia aquela voz, mas não tinha certeza de onde. Mas logo descobriria, pois pôde ver através da vitrine que quem quer que fosse estava saindo.
Um homem de aspecto selvagem, que mais parecia um animal do que um homem. Harry não teve dificuldades em reconhece-lo.
-Fenryr Greyback. – sentiu Hermione tremer com suas palavras. O lobisomem em forma de homem, ou talvez nem tanto, vinha na direção deles. Por mais que sentisse vontade de azara-lo, Harry sabia que tinha que se controlar. Até acabar com as horcruxes, Voldemort não deveria saber de sua busca.
Rapidamente arrastou Hermione para um beco mais escuro. O lobisomem passou sem percebe-los. Parecia com pressa.
-Olha só o que temos aqui. Dois jovens que parecem perdidos. – falou uma voz, vinda da parte mais escura do beco, pegando-os de surpresa.
-Incrível, não acha, meu irmão?
-Certamente. Venham comigo e me entreguem seus pertences. – voltou a falar a primeira voz. Harry percebeu ainda a presença de mais dois. Certamente ladrões que não se contentariam em roubar apenas dinheiro.
-Vou dar uma chance para desistirem de suas intenções. – falou o garoto sério, sentindo Hermione tremer.
-E vai fazer o que? Lutar sozinho contra todos nós?
-Sim. Apenas quatro não serão suficientes.
-Vejo que sabe contar. Mesmo meus companheiros estando ocultos. Mas isso de nada vai adiantar. Vai ser por bem ou por mal?
-Eu dei uma chance. Deveriam tê-la aproveitado. – sentia sua varinha firme na mão. Sua única preocupação era como Hermione reagiria. Não tinha certeza do estado emocional da amiga e não tinha certeza da habilidade daqueles ladrões. Sentia uma maldade imensa dentro deles e sabia que não teriam escrúpulos nem lutariam honestamente.
-Ataquem. – ordenou o líder dos quatro. Feitiços vieram de direções diferentes e, como Harry temera, Hermione não reagira.
Com um belo escudo vermelho, defendeu aos dois. Sentiu uma pontada de temor nos adversários. Em todos, menos no líder.
-Então vamos brincar. – e começou a lançar feitiços não-verbais.
Dez minutos depois, três homens corriam desarmados e amedrontados pela travessa do tranco, enquanto o seu líder se encontrava desarmado, preso à parede como uma mosca numa teia de aranha.
-Não é possível. Quem é você? – o homem desesperava-se.
-Alguém que não gosta de você. – e saiu andando com Hermione nos calcanhares. O homem ficaria naquela parede muito tempo antes de seus comparsas voltarem e retirarem o feitiço com muita dificuldade.
-Desculpe por não reagir. – comentou a garota, com a cabeça baixa, enquanto alcançavam a loja mais uma vez.
-Não se preocupe. Apenas certifique-se que da próxima vez fará seu melhor. Senão temo que esteja melhor sozinho. Sabe que me preocupo com você.
-Eu sei. Mas não se preocupe. Não vou desaponta-lo. – e deu um sorriso confiante. Um sorriso de uma verdadeira Grifinória.
Entraram na Borgin e Burkes, aproveitando que essa estava vazia, exceto pelo dono, que ouvindo o sino da porta, veio dos fundos da loja.
-Olá, senhor Borgin. – falou Harry com um sorriso irônico.
-O que querem, crianças? – falou ríspido, buscando a varinha.
-Acho melhor não. – falou Harry, cuja varinha se encontrava apontada para a garganta do vendedor, que se encontrava imobilizado. Sabia com antecedência, graças a legimência o que o adversário faria.
Hermione então selou a porta com um feitiço e fechou as cortinas da janela e da porta.
-Entregue-me a varinha. – falou Harry forçando a varinha contra o pescoço do homem.
-Então me faça. – e pensou em pegar a varinha. Quando abriu os olhos de novo estava sentado numa cadeira do seu próprio escritório, amarrado e com aqueles dois jovens na sua frente.
-Muito bem. Vejo que acordou. Fiquei sabendo que Tom Riddle foi seu empregado. É verdade?
O homem tentou negar, mas Harry sabia que mentia.
-Senhor. Por melhor que seja em oclumência, não vai conseguir me impedir de saber quando mente. E é melhor nem tentar. Portanto, aconselho falar a verdade.
Harry sentiu o medo do oponente. Ótimo.
-Vou perguntar somente mais uma vez. Tom Servoleo Riddle trabalhou ou não para o senhor?
-S-sim. Mas quem é você?
Harry apenas afastou o cabelo para o lado, mostrando sua cicatriz. O homem perdeu completamente a coragem.
-Agora que as apresentações foram feitas, me diga: Onde ele ficava alojado?
O homem, com medo demais para mentir, indicou uma porta nos fundos.
-Mione, você sabe o que fazer. E tome cuidado. Qualquer coisa, use o patrono.
Assistindo à amiga se distanciando, voltou ao interrogatório.
-O que Greyback queria com você?
O homem pareceu indeciso. Não queria falar.
-Pode me matar, se quiser. Nada que me faça se compara ao que o lorde negro e aquele lobisomem podem fazer.
-Pois bem. Nesse caso... – apontou a varinha para o homem – não me deixa outra opção.
Quando acordou, Borgin estava na sua cama, com uma baita dor de cabeça e tudo que se lembrava era da ameaça de Greyback.
Harry e Hermione saíram da loja de mãos vazias, mas com mais informações do que imaginavam.
Hermione foi direto para Hogwarts avisar McGonnagal, enquanto Harry foi atrás de Regulus.
-Regulus, vamos. – o homem estranhou ver o aliado em sua caverna.
-Achou outra? – perguntou o homem, pondo-se prontamente de pé e pegando a varinha e uma capa.
-Sim. Mas não é isso. Antes temos que fazer outra coisa. E acho que sua ajuda pode ser bem-vinda.
Logo os dois estavam em Hogwarts.
-Mas o que está acontecendo? – perguntou o homem, enquanto percorriam o caminho do portão até o castelo.
-Explico quando estivermos todos juntos.
-Todos quem? – mas ficou sem resposta. Pelo menos até chegarem à sala da diretora e encontrarem todos os professores lá. Além de Remo Lupin, Ninfadora Tonks e Olho-Tonto Moody.
-Muito bem, Potter. Por que nos reuniu?
-Simples. Porque são as pessoas em quem confio. Consegui uma informação que pode nos ajudar a virar o rumo dessa guerra.
-O que descobriu.
-Antes preciso saber que defesas esse castelo tem em relação às artes das trevas.
-O que aconteceu? – insistiu agora a diretora.
-Minerva. – quem se manifestou foi o quadro de Dumbledore. – Confie nele.
-Certo. – concordou – Bem. Para reabrirmos, tivemos que colocar fortíssimos feitiços, que, acredito eu, nenhum bruxo pode driblar. Os feitiços que colocamos nos permitem controlar a entrada e saída de qualquer bruxo. Ou seja, somente quem tem uma permissão, assim como você e os professores, pode abrir aquele portão e entrar por ele. Resumindo, mesmo que aberto, ninguém não autorizado entraria por ele.
-Isso quer dizer que nada pode entrar nos terrenos da escola?
-Não exatamente. Ainda existem meios de passar pelo portão, apesar de que o mais fácil deles seria me matando, considerando eu não sair de Hogwarts. Isso para ter uma idéia de como as outras maneiras seriam complicadas.
-E é só pelo portão que da para entrar?
-Não. Também tem a floresta negra. Mas teriam que atravessa-la inteira. E não é uma tarefa fácil. Mesmo assim, saberíamos com horas de antecedência. Mas duvido que qualquer bruxo seja capaz.
-Essa é a questão. – ia explicar Harry, mas sentiu algo errado. Alguém não gostava do que o garoto estava para falar. De fato, alguém ali já sabia. Só poderia significar uma coisa. Havia um traidor.
-Harry? – Hermione o chamou. Foi o suficiente pro traidor perceber que fora descoberto.
Sarah tentou pegar a varinha, mas já era tarde. Harry, sabendo que não teria tempo de alcançar sua varinha e não querendo ver alguém sendo feito de refém, atacou-a com as mãos. O feitiço não saiu muito poderoso, mas foi forte o bastante para desarma-la.
-O que está acontecendo aqui?
-Ela é uma traidora. – e antes que alguém pudesse falar ou fazer alguma coisa, Sarah correu e se jogou contra a janela, espalhando vidro pelo jardim de Hogwarts. Kelly desabou em choro.
-Calma. Vai ficar tudo bem. Eu sei que perder alguém dói. – a única que teve alguma reação foi Tonks. O resto parecia estuporado.
-Não é isso... – tentou falar Kelly, soluçando.
-Ela já desconfiava. A traição é a pior mágoa. – Harry explicou para Lupin. – Mas agora preciso da atenção de todos. Inclusive da sua, Kelly. Você seria de muita ajuda.
-Não vê que ela está sofrendo? – interviu Trelawney.
-Pode contar comigo. – cortou Kelly, com um olhar sincero e resoluto.
-Certo. Acho que devo muitas explicações. Mas tenho que ser breve. Voldemort descobriu um jeito de atacar a escola.
-Mas como sabe disso? Como descobriu tudo? – perguntou a professora de adivinhação.
-Temo não poder revelar.
-Então vou sair daqui. – e saiu.
-Se alguém mais não confia em mim, não ficarei bravo se decidir sair também. – ninguém se moveu.
“Certo. Então, como dizia, Voldemort encontrou um jeito de atacar a escola. Como a nossa diretora já explicou, quase nada passa pelo portão e dificilmente alguém atravessaria a floresta. Essa é a questão. ALGUEM. Para animais, a tarefa não é tão árdua”.
“Mas também não seria fácil. Principalmente com os centauros nos apoiando. Então ele resolveu usar uma tática diferente. Atacará primeiro os centauros. E depois, tendo domínio da floresta, procurará um jeito de abrir os portões. Afinal, não seria estúpido de tentar um ataque direto a este castelo sem bruxos”.
“Mas atacar os centauros em sua casa seria suicídio. Por isso, encomendou poções contra seu veneno. Com gigantes e dementadores sendo liderados por lobisomens e todos eles imunes ao veneno, os centauros vão ser massacrados. O grande problema é que o ataque está programado para hoje e temo que se a notícia vazar, não teremos como preparar uma emboscada”.
-Uma emboscada? – Moody parecia considerar a idéia. – o que tem em mente?
-Os centauros estarão avisados. E quando as criaturas chegarem, estaremos lá ao lado deles.
-E espera que apenas esse nosso pequeno grupo faça frente a um exército de criaturas inteiramente das trevas?
-Sim. Se aqui há espiões, o que me diria no ministério. Nós, junto aos centauros, os pegaremos de surpresa e faremos com que o exército do mal sofra sérias perdas. Mas para isso preciso de todos vocês. Quem está dentro?
Todos assentiram. Um sentimento de coragem tomava o grupo. Era como se a coragem emanasse do menino que sobreviveu e se alojasse no coração de cada um ali. E um novo líder da Ordem da Fênix nascia para acabar com o terror.
Passaram os momentos seguintes acertando os detalhes, enquanto Harry conversava com seu mestre.
-Nós vimos que hoje haveria uma batalha. – Mahcsid comentou, quando o garoto lhe narrou os fatos. – E sabíamos que nos afetaria. Mas não tínhamos idéia de que seríamos trucidados.
-Por isso peço que não se exponham. Apenas façam-nos pensar que foram pegos de surpresa.
-Iremos lutar. E você sabe disso. Não usaremos veneno. Aliás, nunca usamos a não ser contra dementadores. Não é justo.
-Eu sei. Lembro-me bem do treinamento. Mas não se preocupe. Os dementadores não farão diferença. E os outros não sabem que as nossas flechas não são letais por causa do veneno, mas pela pontaria. O que realmente me preocupa são os gigantes.
-Tenho certeza que se sairá bem. Se com um feitiço normal foi capaz de derrubar Hagrid, com o nosso treinamento, não terá dificuldade em acabar com alguns deles. Ainda lembra o que aprendeu?
Harry confirmou e logo partiu. Não sabia como seus amigos lidariam com os gigantes, mas tinha certeza, que sendo eles bruxos competentes, achariam uma forma.
-Muito bem. Estão prontos? – perguntou Harry ao grupo de bruxo que se encontrava ao seu redor. Professores e membros da Ordem, incluindo alguns que Harry não conhecia.
Todos assentiram. Estavam prontos. McGonnagal e Moody haviam ensinado feitiços aos outros para enfrentarem aquela nova ameaça.
Os gigantes e dementadores, orientados pelos lobisomens, que vinham numa verdadeira horda, aproveitando aquela noite de lua cheia, avançavam ferozmente para a região habitada pelos centauros. Esperavam pegá-los de surpresa, mas nada como aquilo.
Simplesmente não havia guardas na entrada dos seus terrenos. Greyback, imaginando que tinham conseguido chegar de surpresa e não detectados, mandou todos atacarem juntos o primeiro bando que encontrou. O objetivo era acabar com todos antes de soarem os alarmes. Sabia que se os centauros entrassem em formação seriam difíceis de serem derrubados.
Mas também sabia que mesmo assim não seriam páreo para aquele exército que atravessara a floresta.
O grupo de centauros pareceu perceber os inimigos antes do ataque e debandou. Os atacantes começaram uma perseguição furiosa.
Esse seria seu maior erro. Os lobisomens eram os atacantes mais velozes e únicos capazes de acompanhar o galope dos perseguidos. Fenryr Greyback participara da guerra anterior e sua experiência dizia que alguma coisa não estava certa.
Tarde demais. Percebeu luzes prateadas cortarem o ar atrás do seu grupo. Sabia o que significava.
Harry estava escondido com seu grupo na rota de fuga dos centauros. Viu quando esses passaram, perseguidos de perto pelos lobisomens. Os gigantes, mesmo sendo gigantes, não podiam ser vistos. Estavam muito atrás.
Uma sensação de tristeza chegou ao garoto. Sabia o que significava. Os dementadores, muito mais rápidos que os gigantes, mas incapazes de acompanhar os centauros e lobisomens, estavam chegando sozinhos.
-Agora. – ordenou o garoto – Expecto Patronum. – não só ele, mas muitos outros lançaram patronos, que cercaram os dementadores. Alguns fugiram para a floresta. Mas a grande maioria acabaria ali, sem tristeza para sugar, morrendo, se é que aquelas criaturas viviam.
Agora o grupo de bruxos deveria se separar. Lupin lideraria o grupo que defenderia a retaguarda contra lobisomens que voltassem. Harry, com Moody e McGonnagal lideraria o cerco aos gigantes, que só agora podiam ser avistados.
Gigantes eram imunes a grande parte dos feitiços conhecidos por bruxos comuns. Mas tinham dois pontos fracos: a dobra dos joelhos e as nucas.
Os gigantes não demoraram a encontrar seus companheiros exterminados. Tantos patronos juntos chamavam mais atenção do que fogos de artifício. Examinavam a região, à procura dos bruxos da resistência, mas esses se ocultavam nas árvores. Agiriam simultaneamente ao sinal do menino-que-sobreviveu. O problema é que ninguém sabia qual era o sinal.
Moody e McGonnagal comandavam dois grupos separados, enquanto Harry contornava o grupo de gigantes, sozinho. Os bruxos teriam que enfrentar uma desvantagem incomum: não poderiam aparatar a vontade, estando em terrenos da escola. E essa, em geral, era a única grande vantagem que se pode ter contra gigantes.
Harry olhou aquelas bestas que conversam numa língua que não conseguia entender. Sabia que estavam furiosos e ansiosos. E isso era ótimo. Quando chamasse a atenção deles, deveriam todos se voltar para o garoto, dando a oportunidade dos outros bruxos os atacarem.
Com um movimento de varinha, fez um vento se formar em torno das criaturas, elevando folhas e terra. Elevou o vento o bastante para que não atrapalhasse bruxos, mas que praticamente cegasse os gigantes. Conjurou uma nevoa branca, que, ao se misturar com o vento, deixavam os gigantes incapazes de enxergar qualquer coisa abaixo, incluindo bruxos adversários.
Moody entendeu isso como o sinal e mandou seu grupo atacar. Atacariam os joelhos, pois seria quase impossível acertar as nucas, que não conseguiam visualizar, graças ao vento que circulava.
Quando foram começar o ataque, perceberam que os gigantes viraram as costas a eles. Perfeito para acertar os joelhos. A ordem era: quando o gigante cair, ataquem a nuca. Afinal, ainda poderiam reagir sem andar, mas dificilmente os enxergariam com toda aquela cobertura.
Harry, prevendo que Moody e McGonnagal ordenariam o ataque, atacou o que parecia ser o líder dos gigantes. Com um feitiço certeiro o derrubou, atraindo a atenção de todos os outros, sem exceção. Mais da metade caiu antes de terminar de se virar.
Os gigantes, percebendo que estavam sob ataque e que não conseguiriam visualizar seus adversários, começaram a correr em todas as direções. Alguns fugindo, outros rezando para pisar em alguém.
Alguns conseguiram fugir. Os que tentaram pisotear os bruxos caíram sem conseguir o tento. Não houve baixas ali. Harry derrubou cinco gigantes antes de ir a busca dos lobisomens. Para isso, usou um hipogrifo.
Viu duas cenas incríveis. Uma foi o final do massacre dos lobisomens que seguiam os centauros. E essa era a grande maioria. Os lobisomens foram massacrados no meio de um círculo de centauros, que não corriam risco, graças ao longo alcance de suas flechas e ao curto alcance das garras dos lobisomens.
Mas a cena mais incrível foi Lupin, que, sob efeito da poção mata-cão, manteve a consciência quando se transformou. Transformado enfrentou Fenryr Greyback, que tentara fugir ao perceber a emboscada.
Pensou em interferir, pois sabia que era pessoal. Apenas acompanhou a luta a distância, caso o ex-professor sofresse risco eminente de vida.
Não foi o caso. O lobisomem líder do exército maligno seria enterrado com quase todos seus seguidores, incapazes de fugir. A noite seria de festa. As únicas baixas sofridas ao fim da noite seriam dois centauros, que foram alcançados antes de chegar no local da emboscada. Um deles era Firenze, que seria homenageado por sua coragem e bravura, principalmente ao mostrar aos centauros que era possível uma reconciliação com os humanos.
Todos estavam exaustos, mas felizes. Lupin faria com que toda a vila de Hogsmeade voltasse a temer a casa dos gritos de tanto que uivaria. Só que dessa vez de felicidade.
Harry, sério, assistia à comemoração no salão principal abraçado a namorada.
-Tenho que ir agora. – Gina não estava surpresa. Percebera o namorado calado e sério.
-Aonde vai?
-Em busca de mais um horcruxe. Esse ataque não foi a única informação que consegui hoje. E planejo acabar com tudo isso o mais rápido possível.
Ela o acompanhou até o hall de entrada e se despediram com um beijo.
O garoto sentiu o vento lhe tocar o rosto. Mahcsid chegava com muitos centauros em seus encalço.
-Fomos convidados para a festa. – o velho mestre parecia feliz – Estarei esperando seu retorno nesse castelo, onde pisarei pela primeira vez em minha vida. – e para surpresa de Harry, o abraçou. Quando o soltou, entrou sem olhar para trás, acompanhado de todos os centauros, que faziam uma reverencia respeitosa ao garoto ao passarem.
Harry voltou a andar quando a porta de entrada do castelo se fechou, abafando o barulho dos cascos.
-Onde pensa que vai sem mim? – Regulus Black se revelou. Parecia estar escondido atrás de uma árvore. – Falei que te acompanharia. Ah, e parabéns. Excelente vitória. Sirius estaria orgulhoso.
Continuaram andando calados. Ambos pensando na mesma pessoa. O padrinho de Harry Potter. Pelo menos até passarem pelo túmulo de Dumbledore.
-Estávamos te esperando. – Rony e Hermione estavam sentados abraçados ao lado do portão. – Te falei que iríamos aonde quer que fosse.
-E eu estava lá quando descobrimos o endereço de Hepzbá Smith. Aliás, foi idéia minha. Esqueceu?
Harry não reagiu. Já esperava encontrar os dois lá.



N/A - tah ai o cap 15... acho q o titulo vai ser HP e o Segredo dos Centauros mm... peço q comentem e votem, por favor... estou fazendo o possivel para atualizar agora... bjus e abraços... edu

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