Ela vai me matar!



Valeu gente... o último capítulo teve quase mais comentários do que todos os outros juntos... XD

Obrigada a Marina Martins, Jonathas, Laís Mayara, Carla Lígia Ferreira, Leo_Loko_Lobo, Dr Black, The Jones e Kir Jones por comentarem!!! Esse cap é especialmente pra todos vocês!!

Boa Leitura!!! COMENTEM!!!

OBS: Pro pessoal que também está lendo a fic "Retornando", vou postar o próximo cap. agora também. Confiram!!!

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Blah! - Língua de cobra

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O Mundo Sem Mim
Capítulo 5: Ela vai me matar!

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Harry acordou com um gemido em um ambiente muito familiar e com um rosto muito familiar olhando para ele e o examinando minuciosamente. Madame Pomfrey apressou-se ao seu lado, o cutucando distraidamente e lhe perguntando se isso ou aquilo doía.

"Eu estou bem, Madame Pomfrey," o garoto disse exasperadamente com um profundo suspiro, e tentou se sentar para provar o sua opinião. Isso não teve o efeito desejado quando uma dor latejante estourou no seu braço; aparentemente ainda estava sensível e não todo curado.

Ele soltou um silvo quando moveu seu braço enfaixado e a enfermeira estava imediatamente o repreendendo e examinando o seu braço de todos os ângulos possíveis sem movê-lo demais.

Harry girou os olhos mas sabia que era melhor não retrucar, então ele deixou ela lhe medicar com um frasco de poção para aliviar a sua dor.

Ele recebeu com agrado a sensação dormente e relaxou, levando o seu tempo para observar a enfermaria; parecia a mesma da sua do seu mundo, exceto pelo fato que havia muito mais prateleiras penduradas na parede, provavelmente porque Voldemort atacava regularmente e não deixava as pessoas escaparem ilesas, quando não mortas.

Poppy sorriu para ele e disse que ele estava livre para ir. "Eu aposto que você está faminto, sr. Evans. Venha comigo; é quase a hora do café-da-manhã e eu não acho que o diretor se importará se você se sentar ao meu lado. Ele não tem o hábito de deixar as pessoas passarem fome, principalmente as machucadas. Eu ainda não quero tê-lo fora da minha vista; o machucado que você possui pode reabrir facilmente, até mesmo com a atadura que coloquei no seu braço."

Harry abriu a boca para replicar mas a fechou firmemente quando ela deu para ele um olhar 'você-irá-fazer-o-que-eu-mando' . "Está bem. De qualquer maneira, eu estou com um pouco de fome," ele replicou cansado, e caminhou para o Salão Principal, seguindo a medibruxa obedientemente.

Andar nos familiares corredores deu uma súbita explosão de melancolia para ele; a última vez que havia visto Hogwarts, estava estava parcialmente destruída na guerra final.

Haviam alguns alunos já acordados e andando pelo lugar, passeando ou indo para o Salão Principal. Alguns se moveram para cumprimentar a enfermeira mas quando eles o avistavam eles paravam e o encaravam apreensiva e curiosamente

Poppy parecia achar que era necessário fazer uma longa volta e fazer desta uma pequena visita pelo castelo, explicando quais aulas eram naquele piso ou não. Harry assentia distraidamente; ele já sabia tudo isso, mas ele não queria parecer rude ou um sabe-tudo sobre Hogwarts.

Quando eles alcançaram o Salão Principal, ele já estava cheio por mais da metade da sua população. Ninguém realmente notou ele ou a enfermeira enquanto ele tentava não encarar e evitar que suas pernas enfraquecessem na entrada no imenso salão de jantar.

Mas quando Colin o notou, o loiro grifinório deu um sorriso que alcançou suas orelhas e acenou furiosamente para ele. "JAMES! JAMES!"

Poppy riu quando ‘James’ estremeceu e ficou tenso pela súbita e visivelmente indesejável atenção. A atenção de todos voltou-se para ele e ele se endireitou, firmando sua face em uma expressão neutra.

‘Oh Deus!’ Harry mentalmente engasgou e tentou segurar as lágrimas. ‘Sirius! É Sirius! Ele está aqui, oh Deus! Inteiro! Vivo! Ele está olhando bem para mim! Oh Deus! Aquele é o Remo?!’ Ele estava em completo choque. Mesmo com as suas habilidades em Occlumência, não era capaz de regularizar a sua respiração, apesar de não parecer agitado a primeira vista.

Realmente, Remo Lupin estava sentado ao lado de Sirius, e ambos estavam olhando para ele estranhamente, apesar de serem cautelosos.

Colin quase atacou Harry quando ele caminhou ao lado do jovem loiro, até Madame Pomfrey ter que puxá-lo para longe; a poção que neutraliza dor tem seus limites e Colin estava o cutucando um pouco demais para o seu gosto.

"James! Você tá bem! Você se cura bem rápido, não? Aquele ferimento que o Comensal da Morte te deu estava encharcado de sangue!"

Os outros grifinórios que usualmente andam com Colin o olharam como se ele fosse louco; era o misterioso garoto moreno do Três Vassouras! O que Colin estava pensando??! Dênis Creevey andou cuidadosamente até o seu irmão com um olhar incerto. "Comensal da Morte? O que aconteceu ontem, Colin? Você nunca nos contou."

O irmão mais velho estava a ponto de replicar quando Madame Pomfrey bufou e puxou James pelo seu braço saudável em direção a mesa dos professores. "Porque você não se senta e come seu café, senhor Creevey? O sr. Evans pode se curar extraordinariamente rápido mas ele não é impenetrável a tudo. Você pode contar a seus amigos o tamanho dos seus problemas ontem por causa do seu pequeno passeio."

Colin corou furiosamente e sentou-se, murmurando 'desculpa!' em voz baixa.

Harry nunca pensara que seu coração pudesse bater tão rápido; nem mesmo contra Voldemort ele havia tido esse imenso nível de adrenalina.

Madame Pomfrey meramente sorriu com se nada estivesse errado, totalmente ignorante em relação ao desconforto do garoto que ela levava às suas costas. Enquanto eles andavam por trás da mesa dos professores e consequentemente por Severo Snape, o Mestre de Poções quase não o deu atenção, o que fez Harry sentir-se no paraíso: ele estava o mesmo por aqui, pelo jeito.

"Alvo, ele acordou há não muito tempo atrás e eu lhe dei permissão para levantar. Ele pode sentar ao meu lado? Não quero que ele deixe os meus cuidados tão prontamente," Madame Pomfrey perguntou ao diretor.

Alvo assentiu com um pequeno sorriso e transfigurou outra cadeira para James se sentar. "É claro. Você deve estar com fome, sr. Evans. Coma tudo o que quiser, é o mínimo que podemos fazer pelo que você fez pelo sr. Creevey ontem."

James segurou sua respiração, sentou-se e assentiu imperceptivelmen-te. "Obrigado." Harry percebeu que sua voz quase o havia abandonado e se inquietou por causa dos vários olhares que estava atraindo, o que fez o seu estômago revirar; de repente, ele não estava mais com fome.

Ele podia sentir Sirius e Remo o espiando pelo canto dos olhos e seu coração acelerou ainda mais.

"O que aconteceu com o sr. Creevey ontem?" Sirius Black perguntou a Alvo. Era a sua chance de encarar o recém-chegado que parecia quase igual a ele.

Remo também achou esse fato perturbador e ele não era o único. Harry tentou relaxar e reganhar o controle da sua magia e parar o seu coração de bater tão ruidosamente; com certeza o Lobisomem podia ouvir os seus batimentos sem problemas, mas se ele ouviu ele nunca comentou.

Eles podiam ouvir pedaços de informações vindos do ruidoso Colin Creevey a sua mesa, que estava certamente contando aos seus amigos o que acontecera com ele ontem com todos os detalhes que ele podia se lembrar, e Harry podia ver que ele estava recebendo ainda mais olhares dos alunos que estavam ouvindo a estória.

Ele não pode aguentar e lançou um olhar zangado para eles: isso fez os garotos olharem de volta para a mesa, com um leve medo presente nos seus olhos.

Ele sentiu outra pessoa o encarar ao seu lado e virou-se para encarar Severo Snape, que tinha uma sobrancelha questionadora erguida para ele com uma expressão cautelosa.

Harry o ignorou com outro olhar.

Alvo não havia se dado conta de toda essa silenciosa comunicação e da súbita tensão no ar, e abriu a boca para responder ao professor de Defesa. "Bem-"

"James? JAMES! É você mesmo! Eu não posso acreditar!"

Todos eles ficaram surpresos ao ver Xiomara Hooch vir da porta de entrada e chamar o nome do garoto desta maneira tão extrovertida. Ela andou até ele com um grande sorriso e deu um tapa nas suas costas. "Seu menino malvado! Você nunca me disse que estava vindo!"

"Oomph!" Harry estremeceu quando ela deu um tapa nas costas; seu braço havia recebido as repercussões do tapa e latejou muito dolorosamente.

Pomfrey estava empurrando a instrutora de vôo dois segundos depois e tirando o seu curativo para ver se havia algum estrago, e a enfermeira suspirou agradecida pois o ferimento não havia reaberto.

Por outro lado, os professores estavam olhando para o enorme corte no seu braço de olhos arregalados. Xiomara estava sem fala. "T-Tudo bem. Eu não acho que você veio aqui para aquele jogo de Quadribol que você está me devendo, né?"

James deu para ela um olhar e, sentindo-se constrangido, ele recolocou o curativo. "Desculpe Madame Xiomara, mas o jogo de Quadribol terá que esperar," o garoto respondeu com um tom levemente divertido.

"Como vocês se conhecem?"

Xiomara virou-se para Severo Snape com uma sobrancelha erguida. "Severo, lembra da vez que você me viu voltar de Hogsmeade bem tarde e quase me matou de susto? Eu te disse que não tinha vindo sozinha mas você já tinha ido embora para assustar mais gente. James aqui foi quem me acompanhou na volta para Hogwarts. Ele trabalha no Três Vassouras."

Minerva soltou a respiração que estava segurando. "Por Merlin, é o seu trabalho acompanhar pessoas ida e volta entre a vila e a escola, senhor Evans?"

James zombou da pequena piada. "Eu estava meramente sendo côrtes. Comensais da Morte não me assustam, já a muito, muito tempo."

Silencio seguiu a afirmação; ninguém sabia o que pensar disso e a atmosfera ficou tensa novamente.

Sirius reabriu a boca. "Sobre o que aconteceu ontem..." ele deixou a frase no ar, uma pergunta silenciosa que Dumbledore ainda tinha que responder.

O diretor ergueu uma sobrancelha para James. "Na verdade, essa é uma questão que você devia perguntar a esse jovem aqui, não a mim. Ele estava lá, não eu."

James raspou a garganta e deu uma mordida no seu café-da-manhã. "Comensais da Morte atacaram Colin quando ele estava voltando para Hogwarts ontem a noite. Eu ouvi falar de um garoto que havia ficado depois do horário-limite e os habitantes da vila começaram a gritar que Comensais da Morte haviam sido vistos. Eu corri até lá e ajudei o Colin, fim da estória."

Sirius ergueu uma sombrancelha por causa da estória excessivamente breve. "E como VOCÊ se livrou dos Comensais?"

James suspirou e fechou os olhos. Quando ele os reabriu, dois pares de olhos azuis, apesar de que um deles era falso, encontram-se. A respiração de Harry parou na sua garganta enquanto ele encarava seu padrinho. Merlin! Ele queria tanto contar a Sirius tudo naquele instante! Mas não podia, não trazeria o padrinho para essa confusão. Não mais. Porque ele tinha certeza que quando as notícias de sua existência fossem descobertas, o mundo mágico inteiro, juntamente com Voldemort que entra nesse pacote, iria saber sobre ele no dia seguinte.

Quando ele olhou para Sirius, viu uma pessoa que não fora para Azkaban por um assassinato que ele nunca tinha cometido, mas ainda os olhos do homem pareciam vazios para aqueles que o conheciam. Harry era uma dessas pessoas.

Sirius inquietou-se sob o olhar do jovem garoto. Era desconcertante, como se o garoto pudesse de alguma maneira ler os seus pensamentos, sua mente, seu coração.

Então, o jovem estranho desviou o olhar da multidão de estudantes comendo e falou. "Diga-me, você já perdeu pessoas importantes para você, sr. Black?"

A pergunta surpreendeu cada um dos professores. Sirius gaguejou franzindo a testa, mas Harry não deixou ele responder. O garoto zombou de si mesmo. "É claro, você já perdeu pessoas importantes. Seus olhos são prova suficiente. Bem deixe-me lhe contar algo, senhor Black. Eu também perdi. Muitas. Eu nunca conheci os meus pais; eles foram assassinados quando eu ainda era um bebê. Eu cresci em um lugar onde eu era odiado e onde magia era considerada uma anormalidade. Todos os meus amigos, professores, e aqueles que eu considerava minha família estão mortos por que eu levei tempo demais para fazer o que tinha que ser feito. Colin precisava ser salvo; Eu fiz o que tinha que fazer." Harry finalizou com uma voz vazia.

A atmosfera novamente ficou tensa. Levou a Harry um par de minutos para perceber que ele segurava o seu garfo com tanta força que o seu punho estava branco, e que uma mão estava cobrindo a dele como um gesto confortador. A sua mão estava ligada a Xiomara Hooch, que sabiamente mantinha-se em silêncio.

Harry mentalmente bateu em si mesmo por abrir sua bocona e respirou profundamente para se acalmar. Ele se empenhou fortificar sua barreira mental com Occlumência e cortou todos os sons que vinham ao seu redor.

Enquanto ele trabalhava nisso, ele olhava para os estudantes. Só um par deles ainda estava olhando para ele, incluindo Colin; a maioria estava mais preocupada com o seu café-da-manhã e suas aulas.

Ele olhou para a mesa da Corvinal onde Cho Chang e um Cedrico Diggory muito vivo estavam tendo uma conversa animada. Seu coração relembrou o seu quarto ano e Harry lentamente retirou o pensamento da mente. Surpreendentemente, Hermione também estava sentada na mesa da Corvinal, falando com outra garota. Harry não se lembrava qual era o nome dela. Todos eles pareciam bastante calados, provavelmente pela influência de Voldemort, mesmo que ele ainda não tivesse nenhum controle sobre a escola.

Os sonserinos mantinham-se orgulhosos, e Harry percebeu que Draco Malfoy estava olhando para ele de uma maneira que não lhe agradou. Seus dois guarda-costas estavam grudados ao lado do loiro, como sempre, e Pansy Parkinson estava obviamente tentando seduzi-lo.

‘Arg! As coisas parecem que não mudam.’

Ele deu a Malfoy um sorriso malicioso e sombrio e este desapareceu tão logo quanto surgiu. Malfoy obviamente tomou aquilo como uma ofensa e Harry estava certo que teria que tomar cuidado com o sonserino.

Decidindo observar algo mais bem-vindo, ele olhou para a mesa da Grifinória onde percebeu algumas cabeças ruivas. Rony Weasley e sua irmã Gina estavam conversando com Dino Thomas, Simas Finnegan e um nervoso Neville; algumas coisas realmente não mudavam. Harry só tinha esperanças que Dumbledore não tivesse posto a missão de matar Voldemort nas costas de Neville. Era certo dizer que ele não era a pessoa certa para o trabalho.

Harry saiu do seu devaneio quando os garotos grifinórios começaram a empurrar Rony na direção da mesa da Corvinal e ele os olhos curiosamente. Ronald gaguejou por um momento mas readquiriu um pouco de segurança e marchou confiante para Hermione Granger.

A sobrancelha de Harry ergueu sob a sua franja quando Rony beijou Hermione direto na boca, e ele tossiu quando Hermione respondeu favoravelmente.

Ele engasgou com o seu café suavemente e deu um grande gole de suco de abóbora. "Desculpe sobre isso", ele murmurou com um voz raspada quando os professores lhe lançaram olhadelas curiosas, ainda tentando processar o que havia acabado de presenciar.

Os professores, entretanto, giraram os olhos e suspiraram. "Finalmente!" Xiomara exclamou alto.

Harry olhou para ela de olhos arregalados e ela explicou com um sorriso. "Aquele garoto é o Ronald Weasley, você sabe, aquele que eu te contei? Bem, ele tem tido "cortejado" a jovem senhorita Hermione Granger por algum tempo. Todos sabiam que eles iriam ficar juntos e nós estávamos um pouco cansados de ver o sr. Weasley correr em volta da garota o dia inteiro."

Harry meramente assentiu. Ele foi invadido por dolorosas memórias da guerra; seus amigos nunca tiveram a chance de viver suas vidas. O garoto fechou os olhos com força; sua cicatriz começou a doer e ele colocou uma das mais fortes barreiras mentais que podia conjurar.

Ao seu lado, Alvo Dumbledore encarou o garoto. Ele estava usando magia, mas qual? O que quer que fosse, era familiar... e muito forte. O que o menino estava escondendo? Quem era ele? Mas tão logo quanto a sensação veio, ela foi embora, e quando ele olhou para James o garoto estava falando com a instrutora de vôo, como se nada tivesse acontecido. Ele estava imaginando coisas?

Um pio interrompeu as conversas e todos olharam para cima e viram uma coruja das neves branca voando na direção da mesa dos professores. Harry viu a coruja e sorriu alegre. "Ei Hedwig!"

Mas a coruja não estava mostrando nenhum sinal de desacelerar e Harry levantou-se desajeitado e quase não conseguiu evitar o ataque das suas garras. "Ei! Hedwig!" ele exclamou indignado. "O que você está fazendo?!"

A coruja desceu voando pela mesa e quando Harry aproximou-se dela ela deu um feroz beliscão no seu braço ileso. "Ai! Hedwig! Me desculpe por não voltar ontem a noite mas--"

Ele subitamente parou e empalideceu.

Poppy estava prestes a ficar em pânico e o checar quando ele bateu sua cabeça na mesa vigorosamente, murmurando alguns palavrões que fizeram Minerva erguer as sobrancelhas em choque e Remo Lupin e Sirius Black erguerem as sobrancelhas pois eles estranhamente reconheceram alguns dos palavrões, eles os pertenciam. Palavrões bastante fortes, de fato.

O rosto de James ainda estava tão branco quanto a sua coruja quando ele olhou para o animal. "Ela está brava comigo por ter saído sem ela, não está?" ele perguntou a Hedwig.

Os professos ficaram aturdidos quando a coruja piou em resposta, como se tivesse entendido o seu mestre.

O pio zangado fez Harry bater a cabeça na mesa novamente. "Merda. Eu consegui dessa vez. Ela vai me matar."

Ele bruscamente se levantou e os agradeceu distraído pela sua hospitalidade enquanto dava a volta pela mesa. Alvo levantou-se com uma expressão séria. "Você está em algum tipo de perigo, senhor Evans?"

Harry riu ansioso. "Não... não. Hum, Rosmerta é um pouco superprotetora e assustadora pra caramba quando ela está brava. Eu acho que ela vai querer uma explicação. É melhor eu ir embora." Mas não era com a fúria de Rosmerta que ele estava preocupado; era mais com a de Nagini quando ela o encontrasse.

Ele olhou em volta, subitamente nervoso e constrangido por ter o o olhar de todos sobre ele. "Hum, obrigado por tudo, sabe." Ele andou para trás, enquanto inclinava-se em agradecimento e se tornava sério e novamente tenso.

A sobrancelha de Alvo se ergueu, esse garoto mudava as suas atitudes mais rápido do que ele podia lê-las! Mas ele definitivamente estava escondendo alguma coisa. "Você tem certeza que tudo está bem, meu jovem?"

Harry fechou sua mente ainda mais e assentiu. "Sim, eu temo que não possa ficar."

"Mas e o nosso jogo? Hooch exclamou quase em um choramingo, fazendo Draco Malfoy ficar com ciúmes por ela estar prestando atenção nos talentos de outra pessoa sem ser os 'seus' em Quadribol.

"Receio que hoje não. Eu realmente tenho que ir, sinto muito!" Ele deu a volta e começou a correr.

Colin foi deixado balbuciando às suas costas e tentou correr atrás dele. "EI! Por favor, não vá embora tão rápido!!!"

Alvo gesticulou com a cabeça para que Sirius seguisse o jovem grifinório. Sirius assentiu imperceptivelmente e saiu do Salão Principal, somente para correr na direção das portas de entrada do castelo; elas estavam completamente abertas.

Ele exalou silenciosamente quando avistou Colin na soleira da porta, mas não havia sinais do garoto moreno que curiosamente se parecia com ele. "Sr. Creevey."

Colin pulou por causa da voz do seu professor de Defesa; Sirius Black não era uma boa pessoa para irritar. O professor podia ser assustador às vezes, mesmo sendo um dos melhores do assunto.

O jovem loiro havia ouvido em algum lugar que Sirius Black, quando era jovem, havia sido um piadista impiedoso. Mas agora, desde a morte daqueles que ele considerava sua família, James e Lily Potter, ele havia mudado. E até mesmo drasticamente quando ele havia tomado conhecimento que nem o filho deles fora poupado.

Todos pensavam que Black havia sofrido mais com a morte do bebê do que com as dos pais do garoto, e até mesmo Remo Lupin ficara quieto e cansado ao ter que aguentar esse fato. Só Merlin sabia como eles ficaram em Hogwarts, onde o garoto teria estudado se tivesse tido a oportunidade de crescer.

"Eu sinto muito, professor Black. Ele já tinha ido embora quando eu abri as portas."

Sirius franziu sua testa levemente enquanto Colin voltava para dentro, mas ficou em silêncio. Mentalmente, porém... ‘Como o garoto pôde desaparecer desse jeito? Mesmo correndo que nem um louco, o caminho da escola até a Floresta Proibida leva alguns minutos. Nós devíamos ser capazes de vê-lo.’

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Como ele estava certo, mas também, esse Sirius não sabia o que James Evans realmente era capaz de fazer. No segundo que Harry saiu para fora ele tirou sua Firebolt do seu bolso e murmurou "Engorgio!" para aumentá-la.

Ele subiu na vassoura e voou em uma das suas velocidades mais altas quando ouviu os gritos de Colin de dentro do castelo.

"Desculpe." Ele sussurou e deixou sua vassoura fazer o trabalho, ele já estava na metade da trilha para Hogsmeade em apenas alguns segundos, muito longe da vista dos habitantes de Hogwarts.

Ele parou e diminuiu o tamanho de sua vassoura quando se aproximou da vila, não querendo atrair atenção com uma vassoura que não existia por aqui. Harry estremeceu quando seu braço começou de novo a latejar; na sua fuga desenfreada ele havia esquecido completamente dele e agora estava pagando o preço.

Ele acelerou e não se importou em saudar qualquer pessoa que cruzasse no caminho para o Três Vassouras. Ninguém realmente estava prestando atenção nele. Eles só estavam lhe mandando olhares malignos, o que Harry considerava normal, pois ele havia desaparecido exatamente quando os Comensais da Morte foram vistos e só estava voltando agora.

A confiança das pessoas era realmente difícil de ser ganhada e mantida aqui, e ele quase riu ao pensar em um Olho-Tonto Moody sendo menos paranóico que eles, o que não era um façanha muito fácil.

Harry tentou fazer-se o menor possível quando entrou no bar, mas infelizmente Rosmerta o estava esperando com enormes olhos furiosos e com as mãos apoiadas na sua cintura. "JAMES EVANS!"

Harry congelou no meio do caminho e estremeceu por causa da sua voz alta que havia ecoado pela taverna. Ela caminhou até ele furiosamente como se fosse sacudi-lo com toda a sua força e seus olhos contraíram-se quando ela lhe deu um abraço apertado, reclamando como havia ficado preocupada. "James! Graças a Merlin que você está bem! Onde você estava?! Eu pensei que os Comensais da Morte tinham te pegado ontem!"

Harry deu um tapinha nas costas dela desajeitado e, clandestinamente, tentou deslocar o seu braço machucado do forte abraço. Rosmerta notou. "James? Tem alguma coisa errada?" ela deu um passo para trás e lhe deu uma olhadela enquanto ele segurava o braço e o massageava.

"Não se preocupe comigo. Madame Pomfrey tentou curar o meu braço mas eu meio que fugi de manhã quando lembrei que você não sabia aonde eu estava. Vai acabar de curar sozinho."

Os olhos de Rosmerta se arregalaram. "Madame Pomfrey? A enfermeira de Hogwarts? O que você estava fazendo lá a essa hora?! É perigoso sair, especialmente quando Comensais da Morte e e Dementadores passeiam livremente pelos arredores!" ela repreendeu.

O garoto moreno deu a ela um olhar pedindo desculpas. "Eu sei. Eu ajudei um dos alunos mas fui atingido enquanto os dois Comensais aparatavam para longe. Por sorte, o jovem grifinório escapou com nenhum machucado permanente, só bastante assustado, eu acho."

Ela ofegou. "Você foi atingido?!"

Ele assentiu distraído, lembrando de Nagini, que ainda estava esperando no seu quarto. "Sim, mas só por uma desagradável azaração cortante, eu vou sobreviver. Agora, se você me perdoa, estou exausto. Não dormi muito por causa do frasco de Esquecelesce que tive que tomar."

Ele ignorou o ofego da mulher e subiu, pulando de dois em dois os degraus da escada, Hedwig o seguindo obedientemente; ela havia finalmente se acalmado.

Harry destrancou a porta, firmou-se e a abriu. Nagini estava lá, exatamente na sua frente, mas nenhum silvo zangado veio dela.

As sobrancelhas de Harry ergueram de surpresa e apreensão. Ela iria mordê-lo? Ele fechou a porta quietamente às suas costas e lançou um feitiço silenciador em volta do quarto. Mas Nagini ainda não falou. Isso o assustou ainda mais do que se ela tivesse reagido.

A serpente de dois metros e meio de comprimento deslizou até ele silenciosamente e ele engoliu em seco, mas ela meramente se enroscou ao seu redor e ergueu sua cabeça para olhá-lo. "Estou alegre em saber que está bem." Nagini silibou suavemente, surpreendendo Harry ainda mais.

"Você não esstá zangada comigo, Nagini?" ele perguntou calmamente, seu choque diminuindo e dando lugar a melancolia.

"Eu esstou, mass eu também ssou culpada porque eu não o ssegui. Ssua ssaúde é meu principal objetivo, jovem mestre. De agora em diante, eu sserei maiss cuidadossa e ficarei colada em você no sseu quadril, literalmente."

Harry deu uma risada e essa saiu como um som silibante e firme. "Esstá bem. Eu me alegro que você essteja tão preocupada comigo, minha garota. Mass você não ficará dessconfortável debaixo da minha capa e ssempre enrolada em volta de mim dessse jeito?"

Nagini silibou negativamente. "Eu gossto dessse lugar, e eu gossto de ficar aquecida. É com você que esstou preocupada. Você não poderá tirar ssua capa quando esstiver em público.."

Harry deu de ombros e acariciou a cabeça escamosa. "Eu dou um jeito."

Nagini se desenroscou dele para deixá-lo deitar na sua cama. "Eu vou tirar uma ssoneca e então irei ajudar Rossmerta. Ela merece issso depoiss do ssussto que dei nela.."

Nagini ergueu a cabeça da sua posição. "É claro. Mass você ainda deve tanto para Hedwig quanto para mim um deliciosso rato por ter ssaido dessse jeito ssem noss levar com você. Ela realmente esstava furiossa com você, a coruja."

Harry assentiu, perdido em pensamentos. "Eu vou pegar o rato depoiss. Me desculpe de novo, Hedwig," ele então disse em voz alta na linguagem dos humanos para a sua coruja entender. Hedwig piou e ela logo estava dormindo no seu lugar sobre a mesa.

Os olhos do garoto se fecharam e logo ele estava sob o domínio de Morfeu, sonhando com Hogwarts e seus vivos residentes... especialmente um certo lobisomem e seu amigo canino Animago.

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Próx. capítulo: Alvo aparece no Três Vassouras e Harry encontra mais seguidores de Tom!!

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