Capítulo I



Olá! Só umas coisinhas antes de capítulo I:

Estou com mais duas fic's novas, pra quem quiser dar uma olhadinha:

-No Amor ou Numa Aposta: Tudo é Válido --> http://www.floreioseborroes.com.br/menufic.php?id=12149

-De Repente Assim: http://www.floreioseborroes.com.br/menufic.php?id=12151

As duas são HH, só pra variar um pouquinho...(¬¬)

**
Capítulo I

Decidi tomar um banho, esfriar a cabeça, esquecer aquele telefonema. Olvidar toda minha relação com aquele mundo que agora não passava de um vulto estranho no ar, fugindo de mim.

Quando entrei no quarto, meus olhos pousaram em um armário que costumava ignorar por instinto. Meus pés quase automaticamente se encaminharam para aquele lugar. E sem que percebesse dei o comando a minha mão para abri-lo, estava trancado. E eu sabia o porquê.

Seus olhos brilhavam com lágrimas.

-Para nunca mais lembrar – ela murmurou secando violentamente o rosto.

A mulher pegou a varinha e enfeitiçou o lugar. E, em uma caixa de madeira fina, depositou a varinha, lacrando-a.


Meus pés me levaram ao meu closet. E, vasculhando o lugar por alguns minutos, consegui encontrar aquela caixa fina de madeira. Rasguei o lacre e da caixa retirei minha varinha.
Não pude deixar de sentir saudade. Eu a peguei e, para o meu espanto, ela começou a soltar faíscas vermelhas e douradas, como ocorrera da primeira vez que eu a segurei, muitos anos atrás, quando iria me tornar uma aluna de...

Suspirando, deixei minha varinha na cama e me dirigi novamente ao armário. Tentei forçá-lo mais uma vez e nada, estava começando a me irritar, meus olhos se voltaram para a cama. Mordi o lábio inferior, eu não deveria.

Já era tarde, se quer saber. Minha varinha se dirigia a mim. Eu realmente me orgulhei de ter executado um feitiço não-verbal sem usá-la.

-Alohomora.

Com um estalo a fechadura destravou e a porta se abriu. E eu estava de fronte aos meus terrores, todos eles, de uma só vez...
Naquele lugar, não havia nada além de uma penseira, com todas as coisas que eu quis esquecer...
Examinei aqueles fragmentos de memória contidos nela, enfiei minha varinha na penseira e a girei vendo o que estava ali. Fui levada aos fragmentos.
***

Hermione Granger, acabara de se ver dentro de uma sala, ela estava fechada. E além da própria Hermione, com seus dezoito anos, havia apenas mais uma pessoa: Harry Potter.
Ela observou àquela discussão, eles já estavam aos gritos. A mulher Hermione se aproximou e ergueu sua mão ao rosto da mais nova, sem tocá-lo – sabia que não conseguiria.
Aquela Hermione – a mais nova - estava quase que completamente fora de si. E agora conseguiu – a mulher - observar que a cada palavra que soltava, queria ferir, queria magoá-lo de verdade, como ele, por muitas vezes fez com ela... Hermione lembrava porque estavam discutindo:

Finalmente o último pedaço da alma de Voldemort fora encontrado e devidamente destruído. Todos aqueles meses sem estar em Hogwarts. Sem prestar seu sétimo ano haviam valido a pena, ao menos.

Para o seu horror, Harry estava completamente fora de si. Ele já não dormia, ou se alimentava como deveria se alimentar. Às vezes, tinha a impressão que este não reconhecia a ela ou a Rony, que não reconhecia a si mesmo.

Nunca achou que Harry pudesse verdadeiramente estar bem naquela situação, mas não achou que ele pudesse chegar ao seu extremo.
Era assustador, ora parecia irracional e cruelmente frio. Ora desprezava a todos e a seus conselhos.
Hermione e Rony vez ou outra discutiam sobre isso com preocupação. Mas nada podiam fazer, Harry estava se esquivando muito bem, ele até mesmo preferia ignorá-los. E isso nunca os magoou tanto.

Ela chegou a encontrar realmente crueldade e um ardor vingativo imenso nos olhos verdes de Harry. E sentiu medo.
Por mais que tentasse, não conseguia enxergar uma pequena parcela de Harry Potter naquele olhar. Os olhos dele nunca estiveram tão escurecidos, sem seu brilho familiar, como naqueles últimos dias de guerra. Eram rancorosos, cinzentos, sem vida.

Hermione não esperava que o amigo, depois de tudo, estivesse bem. Só queria, talvez, conseguir trazê-lo de volta a realidade. Ela tinha medo de que, onde quer que seu amigo estivesse, não pudesse mais voltar.

Ele feria as pessoas querendo, e por tantas vezes ela e Rony tentaram justificar ou ignorar aquilo. E por outras tantas, Harry continuou magoando... ele conseguia chegar a sua ferida, mesmo aquela quase já cicatrizada, e remexia. E Harry sempre conseguia.
Parecia que seu instinto ‘destrutor’ estava em “On”, as pessoas não conseguiam estar ao seu lado e ele não demonstrava se importar. Ele parecia não ligar para qualquer outra coisa que não fosse o paradeiro de Voldemort.

Não havia um só homem que o fizesse voltar à razão como Dumbledore. – mas aquele senhor já não se encontrava entre eles. - Nem mesmo gritos e ameaças o desestimulavam, lágrimas não o comoviam. E aquele quadro de frieza continuava intacto, assim como a mascara que ele usava.
Nem Rony ou Hermione o odiava, por mais que o moreno tentasse, eles não o odiavam, mas não o compreendiam...

Por muitas vezes Harry lhe ignorou, fingiu não enxergar, fingiu não ouvir. E quando não acontecia isso, ele conseguia a magoar mais que profundamente.
E em mais um dia de discussões
– que era este que Hermione relembrava – entre eles, Harry saiu irritado, como nunca havia acontecido. O rapaz pegou sua capa e pôs sobre o corpo, verificou se sua varinha estava consigo e, pegando sua vassoura, a olhou sem realmente enxergar, partiu.
E Harry não voltou àquela noite, não voltou até amanhecer.
Hermione sentia-se culpada, sendo amparada por Rony, eles não dormiram àquela noite, esperando-o.

E Harry veio, um corpo inerte seguro em seu ombro, com repugnância ele o largou no chão, sob o olhar confuso de todos. Harry não falou ou olhou alguém com um olhar significativo... Apenas se retirou, para o seu recanto, onde todos, sem exceção, eram proibidos de entrar.
Era Bellatriz e estava morta.

Hermione chorou, “como ele podia ser tão frio? Ele havia matado... Matado!”. Aquele não fora o primeiro ou último corpo que veria, no entanto, era o mais nauseante sentimento que este lhe trazia.
Não era a primeira pessoa a quem Harry tirava a vida, mas ela não o julgou pelos outros atos que nem poderiam ser considerados crimes, porque simplesmente, sua vida estava em risco. E entre a dele e a de comensais da morte, Hermione sabia muito bem a de quem preferia e preferiria sempre...

-A culpa foi minha – ela murmurou abraçando Rony com força.

-Não seja tola...

-A culpa foi minha – repetiu quase em estado catatônico.

-Não foi sua culpa – Rony disse pausadamente segurando seu rosto. – Está bem, não foi!

A jovem não retrucou dessa vez, apenas se desvencilhou de Rony e correu para seu quarto.
Chorou silenciosamente por horas... Na sua mente o sentimento doloso não se afastava, Harry fizera aquilo para machucá-la, e ele havia acertado novamente.
Aquela discussão, talvez, tivesse lhe ferido também, ele estava retribuindo. De modo cruel e desumano, mas apenas retribuindo a ferida que Hermione remexera.
“Será que ninguém mais teria o antigo Potter?”.
******************


Tudo ficou turvo, até um outro lugar entrar em foco. Ela conhecia aquele lugar... Hermione respirou fundo antes de prestar atenção ao que se sucedia.

Ela cuspiu seu sangue, enquanto ainda se retorcia no chão. Sua cabeça poderia explodir em mil pedacinhos diferentes que nem se importaria, ela, na verdade, iria agradecer. Só queria que aquela dor cessasse. Nunca, em sua vida, desejara tanto morrer quanto naquele instante.

-Implore! Vamos! E eu paro... Quer que essa dor cesse? Vamos lá Srta. Granger, implore para mim.

Mas ela não gritou, ergueu os olhos com esforço e lançando-lhe um olhar de desprezo, disse apenas duas palavras: “Seu bastardo”.

O homem crispou os lábios. – Sangue-ruim imbecil! - puxando o cabelo dela, ele a ergueu. Hermione ainda ofegava. – Está vendo seus amigos aqui? – ele sorriu sordidamente. – Ninguém irá lhe ajudar, ninguém virá.

-É muito diferente – respirou com dificuldade. – Tenho certeza que estão me procurando, já se fosse seu caso...

-Cale a boca! Você não é pura o suficiente para se dirigir a mim.

Hermione riu sem vontade. – Desculpe-me sua alteza.

O homem bateu em seu rosto. – Eu disse para ficar calada – retrucou de dentes cerrados. Ela caiu de joelhos, ferindo-se ainda mais.

Juntando forças, ela limpou o canto dos lábios. – Você ainda vai ser morto, seu desgraçado.

-E será você quem fará essa proeza? – sorriu cinicamente. Hermione não respondeu. – É hora de pedir perdão, Sangue-ruim. Você deveria ter implorado, seria mais piedoso.

-Eu nunca imploraria para você, mesmo que minha vida dependa disso...

-Cale-se! E, relembrando, ela depende.

-Você é um infeliz, Snape – retrucou enojada.- Fraco e covarde – murmurou olhando-o com falso sentimento de pena.

-NÃO ME CHAME DE COVARDE – lhe estapeou o rosto, Hermione caiu desacordada. E tudo escureceu.

Tudo embaçado, ainda não estava morta?
Com dificuldade tentou focalizar algum ponto, seus ouvidos captavam trechos de vozes, completamente sem nexo para ela.

Então ela viu. Snape estava de costas para ela e Harry estava em frente a Snape.-Vamos lá! Você pode muito mais que isso – Harry instigou arfando.

-Você quem pediu, garoto. Crucio.

Hermione olhou para os lados, procurando mais alguém, mas não havia.
Ela queria gritar, mas de algum modo o grito estava preso em sua garganta, enquanto, ainda deitada, via seu amigo ser torturado. Ergueu as mãos num gesto vão.

Era horrível, ele se contorcia e ela podia jurar que ouvia seus ossos estalarem. E por maior dor que visse na fisionomia de Harry, ele não gemia, ele não falava.
Como Harry conseguia? Ela gritou e, mesmo não querendo, sentiu lágrimas passando por seu rosto quando Snape lhe azarara, mas ele não o fazia, um ruído sequer...

A garota fechou os olhos com força. Ela ouvia Snape rir, o ouvia insultar Harry e a seus pais... Então ouviu um gemido e abriu os olhos rapidamente, Harry estava caído, puxando ar, segurando seu estômago, os olhos arregalados em surpresa. E ela odiou Snape com todas suas forças, muito mais que há algum tempo atrás, quando era ela quem sofria.

Hermione olhou a volta mais uma vez, deveria ter alguém, não era possível. Harry precisava de ajuda! Mas não havia nada! Estava ficando desesperada, Snape não parava de espancá-lo.
Ela encontrou sua varinha há uns trinta metros de distância, mordeu o lábio inferior, só por milagre conseguiria se mover até lá. Precisava pensar e rápido.
Seus olhos decaíram a cerca de sete metros a sua frente, ao lado de Snape, este ainda torturava Harry.

A morena esticou o braço e tentou se concentrar, não ouvir o ranger dos ossos de Harry, não olhá-lo, não escutar o que Snape dizia. Ela olhou a varinha e pensou em um “accio”. Para seu alívio ela se moveu, mas não tão rápido quando Hermione desejava.
Hermione segurou a varinha; Snape levantou a cabeça e ainda deixando Harry enfeitiçado, se virou. O homem a encarou furioso, a garota já estava com a varinha apontada precariamente para ele.

-Você não tem força.

-Duvida? – replicou friamente.

-O que vai fazer, Srta. Granger? Matar? Você não é uma assassina, não teria ao menos coragem.

Hermione olhou para Harry. Snape apontou a varinha para ela.

-Avada Kedavra.

E Snape caíra morto.
Hermione deixou seu braço cair, estava exausta. Aquele grito de horror ainda entalado na garganta. E fora a primeira vez que ela matou alguém.
******************


Levantei meu rosto, não queria ver mais nada. Já eram coisas demais para lembrar. – E havia muito mais. - Fechei a porta e cambaleante me deixei cair sentada na cama.
Eram coisas demais para lembrar...
*
(Continua)
*
Olá! Bom, mesmo escrevendo contra o Snape. Eu não acredito nisso.
Na verdade, eu ainda acredito em Severo Snape! ^^ Porque eu o amo!
Bom, mas vamos deixar isso quieto. O que acharam? Espero que tenham gostado...XD
E só lembrando: Este fiction não é de Drama, certo? Ele vai ficando mais leve e mais leve a cada capítulo. Acho que a partir do cinco, se não me engano... Por exemplo, o próximo capítulo é bem leve (eu acho).
Mereço comentários? XD
Fic meio confusa? Pergunte se tiver alguma dúvida viu? Desculpe-me os erros!
**

Quero agradecer a todos viu?!
E Felicitar a Mia Rolim, que fez aniversário dia 06/06. Parabéns moxa (por sinal bem atrasado!)! Que Deus te Abençoe viu?
Desculpa gente. Eu tinha escrito para todos mas o meu Pc deu pau... Juro que dá próxima comento Ok?!
"Beijãozão"!

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