Capítulo IV



Depois de tomarem um café da manhã reforçado bem cedo, os dois se encaminharam até a estação e pegaram o trem. Kanako tomou o cuidado de deixar sua gata, Ne-chan, aos cuidados do diretor. A gata com certeza deveria estar gostando de um pouco de calma, pensou a menina.

Como na viagem para Hogwarts, Snape foi lendo um livro, e Kanako observando a paisagem. Só houve conversa entre os dois, quando a moça dos doces passou.

- Quer bolo, senhorita D'Anjou?
- Aceito sim, senhor.

Snape entregou o bolo à garota, que comeu lembrando do que acontecera da primeira vez que ele lhe ofereceu bolo. Chegaram à Londres à tarde.

- Não vamos pegar o banco aberto. – Concluiu Snape. – É melhor que façamos isso amanhã.
- Pra onde vamos, então, senhor Snape?
- Assim mesmo vamos ao Beco Diagonal. Quero comprar mais livros e nos hospedaremos no Caldeirão Furado, como da primeira vez. E amanhã cedo, iremos ao Gringots e pegaremos o trem, depois.

Os dois pegaram, então, um Noitebus Andante, que os deixou no Beco Diagonal. Ao contrário do que esperavam, já que as aulas já estavam perto de começar, a livraria estava quase vazia.

- Vou à seção de poções, se se interessar por algo, me avise. – Recomendou Snape.
- Sim, senhor.

Kanako passeou pela livraria, nenhum título lhe chamou tanta atenção quanto "Toda a sorte de feitiços e contra-feitiços".Um título normal, mas o livro era bastante fino para fazer-lhe jus. Leu as informações da cama. Nelas constavam que o livro funcionava como um dicionário. Era só escrever iniciais que aparecia magicamente todos os feitiços, sua definição e seu modo de executar com essa letra, quanto mais letras escritas, mais exatas seriam as pesquisas.

- Vai querer este, senhorita? – Disse a voz de Snape ao seu ouvido. Não estava acostumada com esse modo de falar do seu tutor.
- Não se preocupe, Senhor. Eu só estava olhando... – Falou, virando-se.
- Se não escolheu livro algum, não temos tempo de procurar outro. Vai ser este.
- Mas, Senhor...
- Não se reclama de presentes, D'Anjou.

Kanako se calou e sorriu, agradecida. Espero Snape pagar os livros e então caminharam ao Caldeirão Furado.

- Senhor... Poderíamos dormir juntos, esta noite também? Eu não quero dormir só... – Perguntou, enquanto jantavam.
- Vou pedir um quarto de casal, então. – Respondeu Snape, dando um suspiro.
- Isso lhe incomoda muito, senhor? Perdão... Mas não consigo me acostumar...
- Não acho muito agradável.
- Perdão, senhor...

Depois de alugar o quarto, caminharam até ele. Tomaram banho, Snape começou a leitura do livro que havia comprando enquanto bebericava uma dose de Whisky de Fogo, e Kanako se divertia com seu livro, descobrindo feitiços que jamais imaginaria.

Snape logo parou de ler. Observava a menina à frente. Levantou-se, o Whisky fazia efeito, foram pro quarto. Deitaram-se, como sempre, lado a lado.

- Boa-noite, senhor Snape.
- D'Anjou...
- Sim?
- Eu havia dito que você não poderia ajudar a melhorar minha vida...
- Sim... Mas eu não vou desistir. Quero lhe agradecer...

Snape pousou cuidadosamente os dedos sob os delicados lábios de Kanako, calando-a.

- Eu mudei de idéia...- Falou ele, puxando-a para um beijo.

Snape sentiu Kanako se entregar ao beijo. Perseguiu. Puxou ela para si, passando as mãos na suas costas, beijava agora seu pescoço. Suas mãos procuravam os seios de Kanako. Afastou as alças de sua camisola, agora seu peito arfava nu diante dele. Deu mais um beijo nos lábios de Kanako.

- Eu te amo... – Jurou a menina, entre os beijos.

Snape se deitou, como se a razão lhe voltasse. Não acreditava que havia tentado aquilo. A menina era tão doce... Não teve coragem de continuar.

- Vamos dormir, senhorita D'Anjou. – Suspirou Snape, estava sério – Temos de acordar cedo amanhã.

Kanako deitou sua cabeça no peito de Snape, adormeceu sentindo o perfume de Snape.

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No dia seguinte acordaram cedo e foram tomar o café da manhã. Estavam mais calados que de costume. Snape percebeu que Kanako não lhe dirigia o olhar.

- Senhorita, tem certeza de que quer ir sacar o dinheiro? Se preferir, eu mesmo irei, já que também tenho de ir ao banco. Somente me dê a chave a o valor da quantia que queres.
- Pode ser, senhor... Mas por que se preocupas tanto? – Perguntou a menina, olhando diretamente para Snape pela primeira vez ao dia.
- Acho que a forma de acesso ao cofre seria um tanto desconfortável para a senhorita. Eu, como seu tutor legal, poderei sacar. Enquanto vou lá, a senhorita poderia ir à sorveteria.
- Está bem...

Os dois subiram para pegar as malas. Kanako esperou Snape pagar a hospedaria, e então ela a acompanhou até a sorveteria e a deixou com as malas, antes de ir ao banco.

Kanako pensava, enquanto tomava o sorvete, se o que ela se lembrava de ter acontecido na noite passada realmente acontecera, ou fora mais uma de suas fantasias. Fora real de mais para ser fantasia. Kanako ainda sentia os toques de Snape.

Alguns minutos depois Snape chegou, com a pequena de veludo que Kanako o entregara, carregada de galeões. Snape entregou sua chave e pagou o sorvete.

- Temos de chegar rápido à estação. Aproveitei e troquei alguns galeões por dinheiro trouxa... Teremos de ir até lá como trouxas. – Falou Snape, pegando as malas.

Saíram do Beco Diagonal e foram direto a um ponto de Táxis. As pessoas olhavam-nos indiscretamente, Snape estava ficando irritado.

- Vamos à Estação King Cross, por favor? – Falou Snape, depois de acomodar Kanako e as malas no banco traseiro.

Ao chegarem na estação, Snape entregou todo o dinheiro que tinha trocado ao taxista. Pelas contas de Kanako, mais da metade deveria voltar como troco. Snape pegou as malas e os dois saíram em direção à Plataforma 9 3/4.

Por pouco pegaram o trem da manhã. Sentaram-se em uma cabine. Kanako se aproximou, sentou ao lado e deitou a cabeça no ombro de Snape, ele pegou um livro. Kanako começou a beijar seu pescoço. Suas mãos percorriam o peito de Snape.

- D'Anjou, por favor... – Falou Snape, segurando as mãos da menina.
- Senhor... – Choramingou a menina.
- Aqui não, D'Anjou. Depois conversaremos. Vá fazer alguma coisa...
- O quê, por exemplo? – Perguntou, chateada com o fora que havia levado.
- Não sei... Se quiser um livro emprestado...
- Não, obrigado.

A viagem se deu como as outras. Silenciosa. Embora Kanako não estivesse nem um pouco entretida com a paisagem, tampouco Snape com seu livro. Os dois estavam totalmente envolvidos em seus próprios pensamentos.

Chegaram em Hogwarts por volta das 6:00 horas. Kanako foi imediatamente procurar Ne-chan, deixando Snape encarregado de levar as malas às masmorras. Não se encontraram no jantar, Kanako imaginou que Snape tivesse pedido que levasse o jantar à seus aposentos.

Mais tarde, Kanako foi às masmorras, foi direto ao banho e deitou-se. Sabia que logo, logo Snape iria fazer o mesmo que ela. E, realmente, logo Snape entrou no quarto e deitou-se ao seu lado.

- Por que parastes ontem à noite, Senhor Snape? – Perguntou Kanako, direta.
- Por que estava fazendo algo errado, D'Anjou. Aliás, peço desculpas.
- E por que o Senhor acha isto?
- A senhorita é jovem... Não sabe o que quer da vida...
- Realmente, senhor Snape. Da vida, eu não sei. Mas sei que o que eu quero agora. É ser tua. Eu o amo...
- Viu só? Sua ingenuidade é tão grande que se prende a sentimentos tolos! Eu me sinto como se estivesse me aproveitando de você.
- Não me importo, Senhor. Só quero ficar junto a ti... – Ela o abraçou.
- Menina... Tens idéia das besteiras que fala?
- Senhor... Eu imploro. Recebe o que é teu, pois tua sempre serei. – Pediu ela, ao ouvido de Snape, baixinho.
- D'Anjou... – Começou Snape.
- O que há de errado comigo, Senhor? Diga-me e eu corrigirei. Quero fazer tudo o que puder para agradar-lhe. Quero que seja o meu Senhor... – Implorou a menina.
- Vá dormir, D'Anjou.
- Mas senhor... – Choramingou
- É a minha primeira ordem. Vá dormir.

Kanako virou-se, confusa. Sentiu Snape a abraçar por trás.

- Amanhã conversaremos. – Falou Snape.
- Boa-noite, Senhor.

Snape ficou observando a menina em seus braços. Não dava mais para lutar contra suas vontades. Mas era errado! Ela era tão ingênua, valendo-se de sentimentos tão estúpidos... Sentia-se sujo. Estava aproveitando-se dela. Mas... Ele era um homem! Ela o seduzia... O tentava... Ela já sabia que Snape não nutria sentimento algum por ela. E ainda assim, queria ficar com ele...

Talvez não fosse tão errado assim.

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Nota da Autora: Olá novamente! Estava anciosa para poder postar! Se bem que esse capítulo... Eu não sei, não... Tá muito forçado?? ç.ç Fiz o melhor que pude, não sabia como fazer melhor... Então, ficou assim, mesmo.

Estive imaginando, será que todos conhecem as "Gothic Lolitas"? Eu acredito que muitos saibam o que é, mas decidi que seria interessante informar quem não sabe... =D Vou usar aqui um texto que peguei do site Wikipédia.

"Gothic Lolita ou "GothLoli" é uma moda particularmente popular entre adolescentes e jovens mulheres japonesas. Esta moda privilegia as roupas em estilo vitoriano e tenta imitar a aparências das bonecas de porcelana. O nome gothloli e sua origem é uma combinação do estilo chamado lolita – meigo e infantil – e certos elementos encontrados na moda gótica.

Variações do estilo Gothic Lolita incluem o "Classic Lolita" (mais tradicional, com cores claras) e o "Elegant Gothic Lolita" (EGL, inspirado na moda aristocrática vitoriana encontrada nos filmes de terror). O equivalente masculino a esse estilo é o "Elegant Gothic Aristocrat" (EGA) que compartilha com o EGL o ênfase na era vitoriana, embora com roupas adultas. Gothic Lolita é também influenciado pelo imaginário das bandas de Visual Kei (ou "visual rock"). Visual Kei é uma categoria de rock japonês formada por bandas performáticas e de visual elaborado.

Mana, o líder da banda de Visual Kei Malice Mizer, é o responsável pela popularização do estilo Gothic Lolita. Ele criou os termos Elegant Gothic Lolita (EGL) e Elegant Gothic Aristocrat (EGA) para descrever o estilo de sua própria grife, Moi-même-Moitié, fundada em 1999 e rapidamente estabelecida como uma das mais importantes marcas da cena Gothic Lolita."

Vale salientar que não tem nada a ver com o 'goticismo', é apenas uma forma de se vestir que os japoneses imitaram de seus astros do j-rock.

Outra pergunta que pensei que talvez vocês estivessem fazendo seria "Por que Kanako?". Bem, tenho uma amiga que usa o nick "Kanako" e é uma grande fã do Snape, assim como eu. Então, ela deixou que usasse o nick dela para esta personagem. =D

O nome "Kanako" ela explica que tirou de uma personagem do anime Love Hina, para jogar RPG, apesar disto, sua personagem não tem nada a ver com a original, se não o nome (óbvio) e alguns traços físicos. ^^

Já o sobrenome D'Anjou, eu tirei de um livro. Não lembro qual. huahauhau No final, de um monte de misturas, deu a personagem da Fic, a Kanako D'Anjou, que eu achei legal... ._. Espero que vocês achem o mesmo.

Bem... Vou ficando por aqui... *correndo pra digitar mais capítulos*

Beijos! Até mais!


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