Diagnóstico



Pov.james.
Não...Não...Não!
Era tudo o que conseguia dizer a mim mesmo enquanto galopava o mais rápido que podia para meus amigos.
Malfoy havia chamado a atenção dos outros para o barulho e agora todos comtemplavam apreensivos a direção da qual o grunhido viera.
Eu não podia  deixar que Remo os alcançasse.Tive apenas um minuto para pensar no que fazer antes de saltar sobre ele e jogá-lo contra uma parede próxima na qual ele bateu e caiu desacordado.
_Deve ser alguma criança inxerida._Decidiu Narcisa, rindo debochada enquanto voltava a falar com seus amiguinhos.
Era bem melhor que eles não tivessem visto nada, mas eu ainda estava desesperado.Almofadinhas estava caído na calçada como um viralata qualquer, respirando entre gemidos sofrêgos e eu podia sentir o cheiro de sangue que capisiosamente de suas pálpebras.
Então foi isso que o lobisomem atingira e ali estava eu,sem saber para onde ir.Foi quando sentir cócegas em meus cascos.Abaixei-me depressa e vi Rabicho correndo em torno das minhas patas.
Começei a empurrá-lo para frente.
Já longe  do Malfoy e sua guangue,voltei á forma humana.
_Peter, o Aluado atacou o Almofadinhas.Eu preciso levá-lo para o castelo.
Rabicho ficou boquiaberto e olhou apavorado para os amigos enquanto voltava ao meu debate.Por fim decidi que não era uma boa ideia deixar-lo sozinho com o Remo,que podia acordar a qualquer minuto.
_Escute..._Começei,tentando transmitir calma._Vou levar o Aluado para a casa dos gritos e você fica aqui.Ok?_
Rabicho acentiu assustado e eu fui até o lobo,usando o feitiço de levitação para conduzí-lo.
Rezava para que Sirius ficasse bem, não só poque ele era meu melhor amigo, mas porque eu tinha medo do que a culpa poderia fazer com Remo.
Depois de trancá-lo em segurança,eu voltei para a Hogsmead e encontrei Rabicho estava sentado com o cão nos braços sobre uma escadinha embrenhada num beco escuro,os sonserinos já haviam ido embora.
_Como ele está?_Perguntei, me agachando em frente á Almofadinhas.
_Lumus._Susurrei,tirando minha varinha do bolso.A primeira coisa que a luz iluminou foram os braços de Peter,cobertos de sangue.Então eu subi lentamente até o rosto do cachorro e vi.
Era horrível.O rosto dele estava retalhado e eu não conseguia olhar para aquilo sem sentir meu estômago afundar.
_Nox._Disse,recolhendo a varinha e tentando me firmar nas minhas pernas._Rabicho,vá para a casa dos gritos e fique lá até que Madame Pomfrey vá buscar o Aluado.
Eu peguei Sirius e o ergui,tentando desviar os olhos
_Vou levá-lo para a ala hospitalar.
Peter foi na frente e eu o segui devagar.Sirius era pesado,o que me impedia de correr.Mas ainda assim só parei quando estava em frente ás portas da enfermaria. 
Eu olhei em volta para me certificar de que niguém estava olhando e polsei meu amigo no chão.
_Ei...Almofadinhas!_Chamei,me dirigindo em voz baixa ás suas orelhas felpudas._Sou eu, Pontas...olha a gente já tá no castelo,mas você tem que voltar ao estado humano para Madame Pomfrey te examinar, ok?
O animal não reagiu, somente o seu peito que subia e descia,provava que ele estava vivo.
_Vamos lá irmão, eu sei que você está me ouvindo.Você consegue!
Meu nervosismo crescia cada vez mais e eu estava á ponto de dar um berro padrão Lílian Evan quando Srius,num suspiro pesado  atendeu ao meu chamado.
Contudo,quando seu rosto voltou ás feições humanas eu tive que contar até dez para não vomitar.Sua pálpebras estavam rasgadas em vários cortes profundos e o sangue havia respingado por todo o seu corpo.Sangue este,que continuava a descer pela fendas abertas em seus olhos.
Com uma úrgência ainda maior,eu tornei á levantá-lo e adentrei a enfermaria sem cerimônia,colocando em uma cama afastada num canto. 
_Madame Pomfrey!Madame Promfrey!_Começei a gritar em plenos pulmões.Não havia ninguém na ala hospitalar mas eu suspeitava que teria gritado mesmo que houvesse.
_Por Merlin,o que foi que aconteceu?_A mulher imrrompeu de seu quartinho, vestindo apenas um rob de seda rosa.
Eu não respondi,apenas abri espaço para que visse Sirius.Ali,vendo-a se debruçada sobre meu amigo,eu me perguntava o que eu responderia quando alguém quisesse saber o que tinha atacado-o.De certo eu teria que dizer que estávamos na floresta proibida,mas podia inventar que algum outro animal o machucara.Faltava uma hora para amanhecer e se Madame Pomfrey fosse buscar Remo na casa dos gritos como sempre fazia, dificilmente desconfiaria que ele tinha feito aquilo, pois esteve trancado a noite inteira.E quanto a detenção, bom, uma a mais ou uma a menos não faria diferença.
 _Então...ele vai ficar bem?_Perguntei impaciente, enquanto via ela colocar  uma faixa ao redor dos olhos do Almofadinhas.
A enfermeira havia limpado todos os cortes dele e parecia finalmente ter terminado seu trabalho quendo o dia começou a raiar.Ao ouvir a pergunta que eu vinha repetindo desde que chegara ,ela se levantou,expirou cansada e veio até mim.Colocou a mão ensanguentada em meu ombro e olhou dentro dos meus olhos com pesar.
_Eu já limpei os cortes e não vão ficar cicatrizes por muito tempo...
_E...?
_E o que quer que o tenha atingido perfurou a córnea e a retina.Eu sinto muito Sr.Potter...mas o Sr.Black ficará cego, dos dois olhos.

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