O Chapéu Seletor



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CAPÍTULO NOVO, CARAI!! =D

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C
apítulo 7 – O Chapéu Seletor


                                                                                                                                       


:: POV Luna ::


                                                                                                                                           


Eu queria me livrar logo de ter que ler o livro. Então o peguei das mãos do Prof. Lupin (o melhor professor de D.C.A.T. que nós tivemos na minha opinião) e comecei a ler, esperando não ser tão interrompida.


A PORTA ABRIU-SE DE CHOFRE, e apareceu uma bruxa alta de cabelos negros e veste verde-esmeralda. Tinha o rosto muito severo e o primeiro pensamento de Harry foi que era uma pessoa a quem não se devia aborrecer.


– TIA MINNIEEEEE! – James, Sirius, Marlene e Remo gritaram.


– Olha o respeito com a Professora! – Lily e Mione ralharam com eles. Achei melhor ignorar isso e continuar lendo.


— Alunos do primeiro ano, Professora Minerva McGonagall — informou Hagrid.


— Obrigada Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante.


Ela escancarou a porta. O saguão era tão grande que teria cabido à casa dos Dursley inteira dentro. As paredes de pedra estavam iluminadas com archotes flamejantes como os de Gringotes, o teto era alto demais para se ver, e, um a um, subiram a imponente escada de mármore em frente que levava aos andares superiores. Eles acompanharam a Profª. McGonagall pelo piso de lajotas de pedra. Harry ouviu o murmúrio de centenas de vozes que vinham de uma porta á direita, o restante da escola já devia estar reunido.


Mas a Profª. McGonagall levou os alunos da primeira série a uma sala vazia ao lado do saguão. Eles se agruparam lá dentro, um pouco mais apertados do que o normal, olhando, nervosos, para os lados.


– Aaah, aquele nervosismo de não saber em que casa vai ficar... – Frank suspirou nostalgicamente.


– E o medo de ficar na Sonserina. – disse James com o semblante sério. Pelo canto do olho vi Snape com os punhos cerrados e os olhos brilhando de raiva. Ao que parece, as cenas “fofas” entre a Lily e o James não o agradaram muito. E ainda por cima ter sua casa insultada...


Por que eu fui ler justo o capítulo que vai dar mais briga?


— Bem vindos a Hogwarts — disse a Profª. McGonagall — O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por Casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui sua Casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua Casa, dormirão no dormitório da Casa e passarão o tempo livre na Sala Comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a Taça das Casas, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam.


O olhar dela se demorou por um instante na capa de Neville, que estava afivelada debaixo da orelha esquerda, e no nariz sujo de Rony.


– Harry! – Rony reclamou.


Harry nervoso, tentou achatar os cabelos.


– Impossível. – Sirius e Lily riram. – Peraí Ruiva, como você sabe? – Sirius perguntou para Lily, que ficou vermelha.


– Er... Bem... – James olhava atentamente para ela. Não, pera... Quando ele não está olhando para ela? – Uma vez, eu fui no dormitório dele...


HUUUUUUM! QUE ISSO, LILY! – Foi o corinho das pessoas maliciosas.


– Não, não foi isso! Eu tentei fazer uma azaração para o cabelo dele ficar rosa e espetado, como um ouriço. E ficou assim, mas com algumas bolinhas amarelas. Depois eu saí de lá e fui para o meu dormitório. Quando foi de manhã, o cabelo dele tava normal! – Ela terminou frustrada.


– Lily, minha querida... – disse James com um sorriso enorme. – Já que você estava lá, por que não me acordou? Eu adoraria hum... tirar umas dúvidas sobre História da Magia...


Remo olhou descrente para James.


– Com licença, mas você sempre foi muito bom em História da Magia.


– Aluado!


Lily estava corada como um tomate. Aparentemente, ela também percebeu que ele não ia tirar dúvidas coisíssima nenhuma.


Antes que mais alguma pessoa resolvesse interromper, eu continuei a ler.


— Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês — disse a Profª. McGonagall — Por favor, aguardem em silêncio.


E se retirou da sala.


Harry engoliu em seco.


— Mas como é que eles selecionam a gente para as Casas? — Harry perguntou a Rony.


— Devem fazer uma espécie de teste, acho. Fred diz que dói à cabeça, mas acho que estava brincando.


– Rony... Quando você vai aprender que nem tudo que nós dizemos é verdade?


– Olha, até o Percy ajudou vocês nessa brincadeirinha. E ninguém me falava o que tinha que fazer para ser selecionado!


O coração de Harry deu um pulo terrível. Um teste? Na frente da escola toda? Mas ele ainda nem conhecia mágica nenhuma, que diabo teria que fazer? Não previra nada do gênero assim logo na chegada. Olhou à volta, ansioso, e viu que os outros também pareciam apavorados. Ninguém falava muito a não ser Hermione, que cochichava muito depressa todos os feitiços que aprendera, sem saber o que precisaria mostrar. Harry fez força para não escutar o que ela dizia. Nunca se sentira tão nervoso, nunca, nem mesmo quando tivera que levar um boletim escolar para os Dursley dizendo que, não sabiam como, ele fizera a peruca do professor ficar azul. Ele manteve os olhos grudados na porta. A qualquer segundo agora a Profª. McGonagall voltaria e o conduziria ao seu triste fim.


Harry e seu pessimismo...


– Quanto drama! – Lene reclamou e nós olhamos de modo reprovador para ela. O Harry só tinha onze anos e não conhecia nada do mundo bruxo. Custava ela ser um pouco mais compreensiva?


Então aconteceu uma coisa que o fez pular bem uns trinta centímetros no ar, várias pessoas atrás dele gritaram.


– Corre negada! O Voldemort voltou! – Sirius gritou e nós rimos.


— Que di...


Ele ofegou. E as pessoas à sua volta também.


Uns vinte fantasmas passaram pela parede dos fundos. Brancos-pérola e ligeiramente transparentes, eles deslizaram pela sala conversando entre si, mal vendo os alunos do primeiro ano. Pareciam estar discutindo. O que lembrava um fradinho gorducho ia dizendo:


– Só por isso que vocês se assustaram? Bah! – Fred e Jorge rolaram os olhos.


— Perdoar e esquecer eu diria, vamos dar a ele uma segunda chance...


— Meu caro Frei, já não demos a Pirraça todas as chances que ele merecia? Ele mancha a nossa reputação e, você sabe, ele nem ao menos é um fantasma. Nossa, o que é que essa garotada está fazendo aqui?


– Eles se perderam, sabe?, e foram parar por aí por acaso. – Dorcas falou em tom de deboche.


Um fantasma, que usava uma gola de rufos engomados e meiões, de repente reparou nos alunos do primeiro ano. Ninguém respondeu.


— Alunos novos! — disse o Frei Gorducho, sorrindo para eles — Estão esperando para ser selecionados, imagino?


– Não, não. Estão esperando a tia dos doces passar ali! – James debochou dos fantasmas, assim como Dorcas, e os outros riram. Que falta de respeito com os fantasmas!


– Por falar em doces... – Rony e Sirius se olharam e sorriram. Pegaram as varinhas e recitaram:


Accio doces!


Eles não deviam ter feito isso.


Uma torrente de doces explodiu na sala. Sapos de chocolate, feijõezinhos, tortinhas, todos os tipos de doces bruxos que se possa imaginar apareceram em uma enxurrada, cobrindo todo o chão da sala (que era bem grande). Em menos de 3 minutos os doces já cobriam nossos calcanhares.


– Parabéns, Ronald! Agora vamos ser soterrados em doces! – Mione gritou com ele, que se encolheu em seu lugar.


Lene puxou a orelha de Sirius. E quando digo puxou, quero dizer quase arrancou a orelha dele.


– Aaaaaaii! – Sirius gemeu em protesto.


– Você tinha que fazer merda, né Sirius? Seu tapado!


– Ow, vocês 4! Parem de brigar! – Harry mandou e todo mundo ficou calado. – Tá, como nós paramos essa droga?


– Por que não tentam fechar a porta do armário? – Eu disse e todos me olharam como se eu fosse maluca, o que era bem normal. – Eles lançaram o “Accio”, certo? O armário deve estar aberto despejando os doces. Fechem o armário e problema resolvido. – Expliquei e dessa vez todos me olharam de modo admirado, o que foi bem... gratificante.


Harry assentiu e Gina saiu correndo para a cozinha, com Harry a seguindo. Bem, correndo não, porque com tantos doces no chão era impossível correr.


Depois de 5 minutos os doces pararam de jorrar e os dois voltaram.


– Por que demoraram tanto? – Lene perguntou com um sorriso malicioso.


– Aaaahh... A gente tava... – Harry gaguejou e olhou para Gina, sem saber o que dizer.


– Err...Tomando suco de abóbora! – Ela completou.


– É, isso aí!


Olhei para Gina com uma sobrancelha arqueada. Suco de abóbora? Sério?


Ela fez um gesto com a mão como se dissesse “Depois te conto.


– Tanto faz. O que vamos fazer com esses doces? – Mione perguntou.


– Comer. Dããã! – Rony respondeu e depois se encolheu ao ver o olhar de Hermione.


Se ferrou Ronald.


Achei melhor continuar. (Antes que o Rony acabasse levando na cara um ‘Bombarda Maxima’.)


Alguns garotos confirmaram com a cabeça, mudos.


— Espero ver vocês na Lufa-Lufa! — falou o frei — A minha casa antiga, sabe?


— Vamos andando agora — disse uma voz enérgica — A Cerimônia de Seleção vai começar.


A Profª. McGonagall voltara e um a um os fantasmas saíram voando pela parede oposta.


– Eles ainda tem medo da Minerva? – Alice perguntou meio risonha e nós assentimos.


— Agora façam fila e me sigam.


Sentindo-se pouco à vontade como se suas pernas tivessem virado chumbo, Harry entrou na fila atrás de um garoto de cabelos cor de palha e na frente de Rony, e todos saíram da sala, tornaram a atravessar o saguão e as portas duplas que levavam ao Salão Principal.


Harry jamais imaginara um lugar tão diferente e esplêndido, era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão havia mais uma mesa comprida em que se sentavam os professores. A Profª. McGonagall levou os alunos de primeiro ano até ali, de modo que eles pararam enfileirados diante dos outros, tendo os professores às suas costas.


As centenas de rostos que os contemplavam pareciam lanternas fracas à luz trêmula das velas. Misturados aqui e ali aos estudantes, os fantasmas brilhavam como prata envolta em névoa. Principalmente para evitar os olhares fixos neles, Harry olhou para cima e viu um teto aveludado e negro salpicado de estrelas.


Ouviu Hermione cochichar:


— É enfeitiçado para parecer o céu lá fora, li em Hogwarts, Uma História.


– Menina, deixa de ser nerd! – Dorcas e Lene resmungaram e Mione corou.


– Não liga para elas não, Hermione. – Lily falou gentilmente e Mione ficou ainda mais vermelha.


Era difícil acreditar que havia um teto ali e que o Salão Principal simplesmente não se abria para o infinito.


Harry baixou depressa os olhos quando a Profª. McGonagall silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante dos alunos do primeiro ano. Em cima do banquinho ela pôs um chapéu pontudo de bruxo.


– O Chapéu Seletor! – Todos murmuraram animados.


O chapéu era remendado esfiapado e sujíssimo. Tia Petúnia não teria permitido que um objeto nessas condições entrasse em casa. Talvez tivessem que tentar tirar um coelho de dentro dele, Harry pensou delirando, parecia apropriado.


Mas hein? – Nós olhamos para Harry, que estava muito interessado em seus sapatos.


Reparando que todos no salão agora olhavam para o chapéu, ele olhou também. Por alguns segundos fez-se um silêncio total.


Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:


– Luna, me empresta aí livro! – Sirius disse e eu o olhei meio confusa. – É pra ler a canção do Chapéu. – Eu entreguei o livro para ele.


Sirius pigarreou e começou a cantar:


 


Ah, vocês podem me achar pouco atraente,


Mas não me julguem só pela aparência


Engulo a mim mesmo se puderem encontrar


Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui. 


 


Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,


Suas cartolas altas de cetim brilhoso


Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.


E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.


 


Não há nada escondido em sua cabeça


Que o Chapéu Seletor não consiga ver,


Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer


Em que casa de Hogwarts deverão ficar.


 


Quem sabe sua morada é a Grifinória,


Casa onde habitam os corações indômitos.


Ousadia e sangue-frio e nobreza


Destacam os alunos da Grifinória dos demais.


 


O pessoal da Grifinória (todo mundo na sala, menos eu e Snape) começou a gritar e comemorar. Os gêmeos conjuraram duas bandeirinhas com o leão da Grifinória.


 


Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,


Onde seus moradores são justos e leais


Pacientes, sinceros, sem medo da dor.


 


Todos bateram palmas, e os gêmeos transformaram o leão das bandeirinhas em um texugo.


 


Ou será a velha e sábia Corvinal,


A casa dos que têm a mente sempre alerta,


Onde os homens de grande espírito e saber


Sempre encontrarão companheiros seus iguais.


 


Neville sorriu para mim enquanto todo mundo batia palmas novamente, e o texugo virou uma águia.


 


Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa


E ali estejam seus verdadeiros amigos,


Homens de astúcia que usam quaisquer meios


Para atingir os fins que antes colimaram.


 


Dessa vez ninguém aplaudiu. James, Remo e Lene começaram a assobiar distraidamente e o resto de nós ficou em silêncio, esperando o Sirius terminar a canção.


 


Vamos, me experimentem! Não devem temer!


Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!


Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos!


Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!


 


Peguei o livro de Sirius e esperei todos acabarem de aplaudir o Chapéu.


O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverência para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez.


— Então só precisamos experimentar o chapéu! — cochichou Rony a Harry — Vou matar o Jorge, ele não parou de falar numa luta contra um trasgo.


– Rony, por favor! Era só pensar um pouco! Como os professores permitiriam que alunos do primeiro ano que não sabiam nem um feitiço lutassem com trasgos!? – Hermione disse exasperada e Rony ficou quieto. Aê, Rony! Tá aprendendo, hein?


Harry deu um sorriso sem graça. É, experimentar um chapéu era bem melhor do que precisar fazer um feitiço, mas desejou que pudessem ter experimentado o chapéu sem toda aquela gente olhando. O chapéu parecia estar pedindo muito, Harry não se sentia corajoso nem inteligente nem qualquer outra coisa naquele momento. Se ao menos o chapéu tivesse mencionado uma casa para gente que se sentia meio nervosa, quem sabe teria sido a sua casa.


– Se existisse essa casa, praticamente todo mundo ficaria nela! – Gina rolou os olhos e Harry ficou corado. Isso já está cansando! Não sei porquê o Harry ainda não tomou uma atitude! Eu falei com ele alguns dias atrás, e ele me disse que amava a Gina, mas tinha medo que ela não o amasse mais. Como se isso fosse possível!


Mas é melhor deixar que eles se resolvam.


A Profª. McGonagall então se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho.


— Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Ana Abbott!


Uma garota de rosto rosado e marias-chiquinhas louras, saiu aos tropeços da fila, pôs o chapéu, que lhe afundou direto até os olhos, e se sentou. Uma pausa momentânea...


— LUFA-LUFA! — anunciou o chapéu.


De novo, todo mundo bateu palmas. Será que eles não cansam?


A mesa à direita deu vivas e bateu palmas quando Ana foi se sentar à mesa da Lufa-Lufa. Harry viu o fantasma do Frei Gorducho acenar alegremente para ela.


— Susana Bones!


Sirius se engasgou com um doce.


– O nome da garota é Susana Ossos*? Tá de sacanagem!


— LUFA-LUFA! — anunciou o chapéu outra vez, e Susana saiu depressa e foi se sentar ao lado de Ana.


— Teo Boor!


— CORVINAL!


Desta vez foi a segunda mesa à esquerda que aplaudiu, vários alunos da Corvinal se levantaram para apertar a mão de Teo quando o menino se reuniu a eles. Mádi Brocklehurst


– Brock o quê? – Lily perguntou.


– Brocklehurst – respondi.


foi para a Corvinal também, mas Lilá Brown foi a primeira a ser escolhida para a Grifinória


Rony fez uma careta e Hermione lançou um olhar mortal para ele.


e a mesa na extrema esquerda explodiu em vivas, Harry viu os irmãos gêmeos de Rony assobiarem. Mila Bulstrode se tornou uma Sonserina. Talvez fosse a imaginação de Harry, mas depois de tudo que ouvira sobre a Sonserina, achou que eles formavam um grupo de aparência desagradável.


– Mas eles são um grupo muito desagradável... – James fuzilou Snape, que estava olhando para Lily. Ela desviou o rosto e ficou olhando para a parede.


Oh crap*, isso vai dar briga...


Estava começando a se sentir decididamente mal agora. Lembrou-se da seleção para os times, nas aulas de esporte de sua velha escola. Sempre fora o último a ser escolhido, não porque não fosse bom, mas porque ninguém queria que Duda pensasse que gostavam dele.


– Maldito Duda! – Metade da sala praguejou.


— Justino Finch-Fletchley!


— LUFA-LUFA!


Às vezes, Harry reparou, o chapéu anunciava logo o nome da Casa, mas outras levava um tempo para se decidir. Simas Finnigan, o menino de cabelos cor de palha ao lado de Harry na fila, passou sentado no banquinho quase um minuto, antes de o chapéu anunciar que iria para a Grifinória.


— Hermione Granger!


Hermione saiu quase correndo até o banquinho e enfiou o chapéu, ansiosa.


— GRIFINÓRIA! — anunciou o chapéu.


Rony gemeu.


– Pois é maninho... O destino queria que vocês ficassem juntos! – Gina piscou para Rony, que ficou vermelho (de novo). Hermione virou o rosto e murmurou algo como “mas ele é um idiota...


Um pensamento horrível ocorreu a Harry, como fazem os pensamentos horríveis quando a pessoa está nervosa. E se ele não fosse escolhido? E se ficasse ali sentado com o chapéu na cabeça cobrindo seus olhos durante um tempão, até a Profª. McGonagall arrancá-lo de sua cabeça e dizer que obviamente houvera um engano e era melhor ele pegar trem de volta?


– Mano... ? – Lene olhou para Harry, que tinha ficado muito sério. Acho que é porque estava chegando a vez dele de ser selecionado.


Quando Neville Longbottom, o menino que não parava de perder o sapo, foi chamado, levou um tombo a caminho do banquinho.


Neville ficou vermelho enquanto os outros riam dele. Eu achei fofo.


O chapéu demorou muito tempo para se decidir sobre Neville. Quando finalmente anunciou “GRIFINÓRIA”, Neville saiu correndo com o chapéu na cabeça, e teve de voltar em meio a uma avalanche de risadas para entregá-lo a Morag MacDougal.


– Por que você demorou tanto? – Eu perguntei à ele enquanto esperava os outros pararem de rir.


– O Chapéu estava me falando dos meus pais. Disse que eles foram excelentes alunos, apesar do meu pai ser tão atrapalhado quanto eu quando chegou em Hogwarts. – Neville sorriu e eu senti meu coração acelerar.


Desviei os olhos dele meio constrangida e voltei a ler.


Malfoy se adiantou, gingando, quando chamaram seu nome e teve seu desejo realizado imediatamente, o chapéu mal tocara sua cabeça quando anunciou:


— SONSERINA!


– Filhote de Sonserino Comensal, Sonserino Comensal é. – Remo falou (sabiamente) e Sirius fez cara feia para ele.


– Há exceções, meu caro Aluado.


– Almofadinhas, você é o único filho de Sonserinos que eu conheço que não foi para a Sonserina e se tornou Comensal.


Sirius encolheu os ombros.


– Isso é verdade...


– Hum... A próxima parte é a seleção do Harry, então eu agradeceria se ninguém me interrompesse. – Eu falei e todos assentiram.


Faltava pouca gente agora.


Moon... Nott... Parkinson... depois duas gêmeas, Patil e Patil..., depois Perks, Sara...


E então, finalmente...


— Harry Potter!


Quando Harry se adiantou, correu um burburinho por todo o salão como um fogo de rastilho.


— Potter, foi o que ela disse?


— O Harry Potter?


Harry rolou os olhos mas permaneceu calado.


A última coisa que Harry viu antes de o chapéu lhe cair sobre os olhos foi um salão cheio de gente se espichando para lhe dar uma boa olhada. Em seguida só viu a escuridão dentro do chapéu.


— Difícil. Muito difícil. Bastante coragem vejo. Uma mente nada má. Há talento, há, minha nossa, uma sede razoável de se provar. Ora isso é interessante... então onde vou colocá-lo?


Lily arregalou os olhos. James prendeu a respiração. Sua cara dizia claramente: “Pelo amor de Merlin, qualquer casa menos a Sonserina”. Snape deu um sorriso convencido.


Harry apertou as bordas do banquinho e pensou “Sonserina não, Sonserina não”.


— Sonserina não, hein? — disse a vozinha — Tem certeza? Você poderia ser grande, sabe, está tudo aqui na sua cabeça, e a Sonserina lhe ajudaria a alcançar essa grandeza, sem dúvida nenhuma, não? Bem, se você tem certeza, ficará melhor na... GRIFINÓRIA!


Todos do passado (menos o Snape) respiraram aliviados. Lily era a única que continuava meio intrigada.


– Espere... Se eu entendi bem o que o Chapéu Seletor disse... O Harry tem as características das 4 casas? Coragem, inteligência, lealdade e ambição.


– Mas ele não é muito ambicioso... – Hermione discordou e Lily sacudiu a cabeça.


– Mesmo assim ele tem um pouco de ambição. Isso já conta.


– Com licença, mas vocês podem terminar de debater esse assunto mais tarde? Eu pertendo terminar de ler esse capítulo antes das... – Olhei para o relógio na parede – 17 horas. – Eu pedi gentilmente e elas se calaram.


Harry ouviu o chapéu anunciar a última palavra para todo o salão. Tirou o chapéu e se encaminhou trêmulo para a mesa de Grifinória. Sentia tanto alívio por ter sido selecionado e ter escapado de Sonserina, que nem reparou que estava recebendo a maior ovação da cerimônia.


Percy, o Monitor, se levantou e apertou sua mão com energia, enquanto os gêmeos Weasley gritavam“Ganhamos Potter! Ganhamos Potter!”.


– Ganhamos Potter. – Os gêmeos deram de ombros ao ver nossos olhares inquisitivos.


Harry sentou-se defronte do fantasma com a gola de rufos que vira antes da cerimônia. O fantasma lhe deu uma palmadinha no braço, produzindo em Harry a sensação horrível e repentina de que acabara de mergulhar num balde de água gelada.


– É horrível quando eles passam por nós! – Gina reclamou.


– Naah. Eu acho os fantasmas bem legais. – James falou e Lily o olhou como se ele fosse maluco.


Tá vendo? Pessoas gostam de fantasmas, causam uma enxurrada de doces... e depois eu é que sou a doida da história!


Agora ele via bem a Mesa Principal.


Na extremidade mais próxima sentava-se Rúbeo Hagrid, cujo olhar encontrou o seu e lhe fez um sinal de aprovação. Harry retribuiu o seu sorriso. E ali, no centro da Mesa Principal, em um cadeirão dourado, encontrava-se Alvo Dumbledore. Harry o reconheceu imediatamente pela figurinha que tirara no sapo de chocolate comprado no trem. Os cabelos prateados de Dumbledore eram a única coisa no salão inteiro que brilhava tanto quanto os fantasmas. Harry viu o Prof. Quirrell também, o rapaz nervoso do Caldeirão Furado. Parecia muito extravagante num grande turbante púrpura.


E agora só faltavam três pessoas para serem selecionadas. Lisa Turpin virou uma Corvinal e depois foi a vez de Rony. A essa altura ele estava branco-esverdeado. Harry cruzou os dedos sob a mesa para dar sorte e um segundo depois o chapéu anunciou “GRIFINÓRIA!”. Harry bateu palmas bem alto como os demais quando Rony se largou numa cadeira a seu lado.


– Valeu Harry! – Rony disse e eles se cumprimentaram animadamente.


— Muito bem, Rony, excelente — disse Percy Weasley pomposamente por cima de Harry na mesma hora em que Blás Zabini era mandado para a Sonserina.


– Outro Sonserino nojento. – Mione falou com repugnância.


A Profª. McGonagall enrolou o pergaminho e recolheu o Chapéu Seletor.


Harry baixou os olhos para o prato dourado e vazio diante dele. Acabara de perceber como estava faminto. As tortinhas de abóbora pareciam ter sido comidas havia anos.


Alvo Dumbledore se levantara. Sorria radiante para os estudantes, os braços bem abertos, como se nada no mundo pudesse ter-lhe agradado mais do que vê-los todos reunidos ali.


– É bem capaz disso ser verdade... – Dorcas murmurou.


— Sejam bem vindos! — disse — Sejam bem vindos para um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão! Obrigado!


– Er... Quê? – Remo perguntou e nós rimos.


– Esse é o nosso diretor. – Lene riu.


– Diretor maluco, você quer dizer. – Gina a corrigiu ainda rindo.


E sentou-se.


Todos bateram palmas e deram vivas.


Harry não sabia se ria ou não.


— Ele é... um pouquinho maluco? — perguntou incerto, a Percy.


– Harry Potter!, tenha mais respeito com o Professor Dumbledore! – Lily ralhou com Harry, e ele apenas sorriu.


— Maluco? — disse Percy despreocupado — Ele é um gênio! O melhor bruxo do mundo! Mas é um pouquinho maluco, sim. Batatas, Harry?


– Um pouquinho!? O cara é completamente pirado! –Sirius exclamou. – No 5º ano ele viu o Aluado, o Pontas e eu andando na frente da Sala Precisa, para abri-la. Já era umas 2 horas da manhã. O Dumbledore passou por nós e perguntou “Querem sorvete de limão?”. Nós respondemos que não queríamos, ele falou “Então, boa noite senhores.” e saiu andando.


As gargalhadas foram inevitáveis. Nós rimos muito, até que a Lily resolveu perguntar:


– Não, pera... O que vocês estavam fazendo em frente à Sala Precisa às 2 horas da manhã?


Os sorrisos do pessoal do presente e dos Marotos foram sumindo. Lene, Dorcas e Lily fitaram Sirius, Remo e James, exigindo uma explicação.


Só que eles não podiam revelar sua condição animaga. Não agora, pelo menos.


– Olha lá, um zonzóbulo! –Gritei e apontei para o canto da sala.


Meu plano funcionou, porque todos do passado olharam para onde eu apontava.


– Cadê? Não tô vendo nada ali... – Lene esticava o pescoço, tentando achar alguma coisa.


– Ah, foi embora. – Eu fiz uma cara triste. – Vou continuar a ler, ok? – Nem dei tempo para alguém responder.


O queixo de Harry caiu. Os pratos diante dele agora estavam cheios de comida. Ele nunca vira tantas coisas que gostava de comer em uma mesa só: rosbife, galinha assada, costeletas de porco e de carneiro, pudim de carne, ervilhas, cenouras, molho, ketchup e, por alguma estranha razão, docinhos de hortelã. Não é que os Dursley tivessem deixado Harry com fome, mas nunca lhe permitiram comer tanto quanto quisesse. Duda sempre tirava tudo que Harry realmente queria, mesmo que acabasse doente. Harry encheu o prato com um pouco de cada coisa exceto os docinhos e começou a comer. Estava tudo uma delícia.


— Isto está com uma cara ótima — disse o fantasma de gola de rufos observando, tristemente, Harry cortar o rosbife.


— O senhor não pode...?


— Não como há quase quatrocentos anos — explicou o fantasma — Não preciso, é claro, mas a pessoa sente falta. Acho que ainda não me apresentei? Sir Nicholas de Mimsy-Porpington às suas ordens. Fantasma residente da Torre da Grifinória.


– Aposto que alguém vai chamar ele de “Nick Quase Sem Cabeça” e vai perguntar como pode ser “quase sem cabeça”. – James murmurou e Sirius começou a assobiar.


— Eu sei quem o senhor é! — disse Rony inesperadamente — Meus irmãos me falaram do senhor. O senhor é o Nick Quase Sem Cabeça.


Todos olharam James meio assombrados. Como ele sabia!?


— Eu prefiro que você me chame de Sir Nicholas de Mimsy.


O fantasma começou muito formal, mas o louro Simas Finnigan o interrompeu.


— Quase sem cabeça? Como é que alguém pode ser quase sem cabeça?


James fez cara tipo “Eu não disse?


– Okay... Como você sabia que isso ia acontecer? – Lily perguntou meio desconfiada.


– Porque no nosso primeiro ano uma certa pessoa – ele olhou para Sirius, que ainda assobiava – resolveu fazer essas mesmas perguntas. E o Nick nos mostrou como ele era quase sem cabeça. Você não lembra disso? – James perguntou para Lily.


– Hum... Não. Por que?


– Porque você estava sentada do meu lado. – Ele respondeu como se fosse óbvio.


– Esqueci. – Ela deu de ombros.


Sir Nicholas parecia muitíssimo aborrecido, como se aquela conversinha não estivesse tomando o rumo que ele queria.


— Assim — disse com irritação.


E agarrou a orelha esquerda e puxou. A cabeça toda girou para fora do pescoço e caiu por cima do ombro como se estivesse presa por uma dobradiça. Era óbvio que alguém tentara decapitá-lo, mas não fizera o serviço direito. Satisfeito com a cara de espanto dos garotos, Nick Quase Sem Cabeça empurrou a cabeça de volta ao pescoço, tossiu e disse:


– Foi assim mesmo que ele fez... – James estava ficando meio verde ou era impressão minha?


— Então, novos moradores da Grifinória! Espero que nos ajudem a ganhar o Campeonato das Casas este ano! Grifinória nunca passou tanto tempo sem ganhar a taça. Sonserina tem ganhado nos últimos seis anos! O Barão Sangrento está ficando quase insuportável. Ele é o fantasma da Sonserina.


SEIS ANOS???!!! – Gritaram James, Lily, Sirius, Lene, Dorcas, Remo, Frank e Alice.


– Calma, nosso trio aqui salvou a taça das cobras. – Os gêmeos sorriram.


– EI! Os pontos que eu ganhei foram fundamentais para a vitória da Grifinória! – Neville protestou indignado.


Harry assentiu solenemente.


Harry deu uma olhada na mesa da Sonserina e viu um fantasma horroroso sentado lá, os olhos vidrados, uma cara muito magra e vestes sujas de sangue prateado. Estava ao lado de Malfoy, que, Harry ficou contente de ver, não parecia muito satisfeito com a distribuição dos lugares.


— Como foi que ele ficou coberto de sangue? — perguntou Simas muito interessado.


— Nunca perguntei — respondeu Nick Quase Sem Cabeça, educadamente.


Eu sabia como ele tinha ficado coberto de sangue. Quando Helena Ravenclaw fugiu com o diadema, sua mãe mandou o Barão Sangrento encontrá-la. Ele sempre fora apaixonado por Helena, e quando esta se recusou a voltar, o Barão ficou colérico e a matou. Percebendo o que fizera, ele pegou a mesma arma com que matara Helena e se matou. Por isso o Barão até hoje anda pelo castelo arrastando correntes, como ato de penitência.


O fantasma de Helena me contou essa história há alguns anos. Eu fui a primeira a conversar com ela em séculos.


Depois que todos comeram tudo o que podiam, as sobras desapareceram dos pratos deixando-os limpinhos como no início. Logo depois surgiram as sobremesas. Tijolos de sorvete de todos os sabores que se possa imaginar, tortas de maçãs, tortinhas de caramelo, bombas de chocolate, roscas fritas com geléia, bolos de frutas com calda de vinho, morangos, gelatinas, pudim de arroz...


Sirius e Rony já estavam salivando. Esses dois não param de comer não?


Quando Harry se serviu das tortinhas de caramelo, a conversa se voltou para as famílias.


— Eu sou meio a meio — disse Simas — Papai é trouxa. Mamãe não contou a ele que era bruxa até depois de casarem. Teve um choque horrível.


Os outros riram.


— E você, Neville? — perguntou Rony.


– Ah não... – Neville enterrou o rosto nas mãos e eu dei uma risadinha antes de continuar.


— Bom, minha avó me criou e ela é bruxa, mas a família achou durante anos que eu era completamente trouxa. Meu Tio-Avô Algi vivia tentando me pegar desprevenido e me forçar a recorrer à magia. Ele me empurrou pela borda de um cais uma vez, eu quase me afoguei.


– Não acredito que meu tio fez isso!! – Frank estava pasmo.


Mas nada aconteceu até eu completar oito anos. Meu Tio Algi veio tomar chá conosco e tinha me pendurado pelos calcanhares para fora de uma janela do primeiro andar, quando a minha Tia-Avó Enid lhe ofereceu um merengue e ele sem querer me deixou cair. Mas eu desci flutuando até o jardim e a estrada. Todos ficaram realmente satisfeitos. Minha avó chorou de tanta felicidade. E vocês deviam ter visto a cara deles quando entrei para Hogwarts. Achavam que eu não era bastante mágico para entrar, entendem. Meu Tio Algi ficou tão contente que me comprou um sapo.


– Tinha que ser o seu tio, Frank! – Alice resmungou emburrada.


– Mas, Lice... A culpa é minha se ele é louco?


Resolvi ignorar a discussão deles.


Do outro lado de Harry, Percy e Hermione conversavam sobre as aulas.


— Espero que elas comecem logo, tem tanta coisa para a gente aprender, estou muito interessada em Transfiguração, sabe, transformar uma coisa em outra, claro, dizem que é muito difícil, a pessoa começa aos poucos, fósforos em agulhas e coisas pequenas assim.


– A Hermione é a Lily da época de vocês... – Remo comentou pensativo.


– E o Harry é o James, a Gina é a Lene, o Neville é o Frank, a Luna é a Alice e o Rony é  minha cópia ruiva. – Sirius completou o pensamento de Remo.


– Mas parece que os casais estão um pouco trocados... James com Lene e Sirius com a Lily. – Dorcas deu um sorriso travesso ao ver a Lily mandar um olhar do tipo “Chega perto dele e você morre” para Lene. James fez a mesma coisa com Sirius. Vish... Vai rolar briga...


Harry, que estava começando a se sentir aquecido e cheio de sono, olhou outra vez para a Mesa Principal. Hagrid tomava um grande gole de sua taça. A Profª. McGonagall conversava com o Prof. Dumbledore. O Prof. Quirrell, com aquele turbante ridículo, conversava com um professor de cabelos negros e oleosos, nariz de gancho e pele macilenta.


– O Ranhoso como professor? Só eu acho que isso não vai prestar? – Sirius franziu a testa.


Aconteceu muito de repente.


O olhar do professor de nariz de gancho passou pelo turbante de Quirrell e se fixou nos olhos de Harry, e uma pontada aguda e quente correu pela testa de Harry.


Desnecessário dizer que o James quase pulou em cima de Snape para estrangulá-lo. A sorte é que Frank e Remo se colocaram na frente e fizeram James se sentar de novo ao lado da Lily.


— Ai! — Harry levou a mão à testa.


— Que foi? — perguntou Percy.


— N-nada.


A dor se foi com a mesma rapidez com que viera. Mais difícil foi se livrar da sensação que Harry teve sob o olhar do professor. Uma sensação de que ele não gostava nada de Harry.


– É claro! Você é uma cópia do veado, queria o quê? – Sirius perguntou à Harry.


— Quem é aquele professor que está conversando com o Prof. Quirrell? — perguntou a Percy.


— Ah, você já conhece Quirrell é? Não admira que ele pareça tão nervoso, aquele é o Prof. Snape. Ele ensina Poções, mas não é o que ele queria. Todo o mundo sabe que está cobiçando o cargo de Quirrell. Conhece um bocado as Artes das Trevas, o Snape.


– Claro! Teve umas aulinhas com o “Lord” das Trevas. – Para o espanto de todos, quem falou isso foi Lily. Snape se encolheu no seu canto. Acho que ser “rejeitado” pela garota que ele amava foi bem doloroso.


Harry observou o professor por algum tempo, mas Snape não voltou a olhar em sua direção.


Finalmente, as sobremesas também desapareceram, e o Prof. Dumbledore ficou de pé mais uma vez. O salão silenciou.


— Hum... só mais umas palavrinhas agora que já comemos e bebemos. Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade. E alguns dos nossos estudantes mais antigos fariam bem em se lembrar dessa proibição.


Os olhos cintilantes de Dumbledore faiscaram na direção dos gêmeos Weasley.


Fred e Jorge bufaram.


– Como se apenas nós fizessemos isso!


— O Sr. Filch, o zelador, me pediu para lembrar a todos que não devem fazer mágicas no corredor durante os intervalos das aulas. Os testes de Quadribol serão realizados na segunda semana de aulas. Quem estiver interessado em entrar para o time de sua Casa deverá procurar Madame Hooch. E, por último, é preciso avisar que, este ano, o corredor do terceiro andar do lado direito está proibido a todos que não quiserem ter uma morte muito dolorosa.


Harry riu, mas foi um dos poucos que fez isso.


– ‘Cê tá doidão, cara?! – Lene perguntou e os outros olharam para o Harry como se ele fosse louco.


— Ele não está falando sério! — cochichou a Percy.


— Deve estar — respondeu Percy franzindo a testa para Dumbledore — É estranho porque em geral ele sempre nos diz a razão porque somos proibidos de ir a algum lugar A floresta está cheia de animais selvagens, todo o mundo sabe disso. Acho que poderia ter dito aos monitores, pelo menos.


— E agora, antes de irmos para a cama, vamos cantar o hino da escola! — exclamou Dumbledore.


– Finalmente! – Dorcas exclamou.


Harry reparou que os sorrisos dos outros professores tinham amarelado. Dumbledore fez um pequeno aceno com a varinha como se estivesse tentando espantar uma mosca na ponta e surgiu no ar uma longa fita dourada, que esvoaçou para o alto das mesas e se enroscou como uma serpente formando palavras.


— Cada um escolha sua música preferida — convidou Dumbledore — E lá vamos nós!


E a escola entoou em altos brados:


E todos na sala (menos o Snape, claro) cantaram:


 


Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts,


Nos ensine algo por favor,


Quer sejamos velhos e calvos


Quer moços de pernas raladas,


Temos às cabeças precisadas


De idéias interessantes.


Pois estão ocas e cheias de ar,


Moscas mortas e fios de cotão.


Nos ensine o que vale a pena.


Faça o melhor, faremos o resto,


Estudaremos até o cérebro se desmanchar.




Todo mundo terminou no mesmo tempo, o que é quase um milagre.


Todos terminaram a música em tempos diferentes. E por fim só restaram os gêmeos Weasley cantando sozinhos, ao som de uma lenta marcha fúnebre. Dumbledore regeu os últimos versos com sua varinha e, quando eles terminaram, foi um dos que aplaudiram mais alto.


— Ah, a música — disse secando os olhos — Uma mágica que transcende todas que trazemos aqui! E agora hora de dormir.


— Andando!


Os novos alunos da Grifinória seguiram Percy por entre os grupos que conversavam, saíram do Salão Principal e subiram a escadaria de mármore. As pernas de Harry pareceram chumbo outra vez, mas só porque estava muito cansado e saciado. Estava cansado demais até para se surpreender que as pessoas nos retratos ao longo dos corredores murmurassem e apontassem quando eles passavam, ou que duas vezes Percy os tivesse conduzido por portais escondidos atrás de painéis corrediços e tapeçarias penduradas. Subiram outras tantas escadas bocejando e arrastando os pés, e Harry começou a se perguntar quanto ainda faltava para chegar quando de repente pararam.


– A comida de Hogwarts tem esse efeito... – James murmurou.


– Mas eu nunca vi você... sonolento desse jeito. – Lily olhou para ele.


– Não, é que de vez em quando eu e o Aluado tínhamos que carregar o Sirius até o dormitório.


Sirius ficou vermelho e Lene riu dele.                         


Um feixe de bengalas flutuava no ar à frente deles, e quando Percy avançou um passo em sua direção, começaram a assaltá-lo.


— Pirraça — cochichou Percy para os alunos do primeiro ano — Um Poltergeist — e falou em voz alta — Pirraça, calma.


Um som alto e grosseiro, como o ar escapando de um balão respondeu.


– Tá sem moral, hein Percy... – Fred riu e Jorge o acompanhou.


— Quer que eu vá procurar o Barão Sangrento?


Ouviram um estalo e um homenzinho com olhos escuros e maus e a boca escancarada apareceu, flutuando de pernas cruzadas no ar, segurando as bengalas.


— Oooooooooh! — disse com uma risada malvada — Calourinhos! Que divertido!


E mergulhou repentinamente contra eles. Todos se abaixaram.


— Vá embora, Pirraça, ou vou contar ao Barão, e estou falando sério! — ameaçou Percy.


Pirraça estirou a língua e desapareceu, largando as bengalas na cabeça de Neville. Eles o ouviram partir zunindo, fazendo retinir os escudos de metal ao passar.


– Por que sou sempre eu? – Neville perguntou fazendo bico. Awn, que fof... Não!, eu não posso achar fofo! Eu não posso estar me apaix...


— Vocês tenham cuidado com o Pirraça — recomendou Percy quando retomaram a caminhada — O Barão Sangrento é o único que consegue controlá-lo, ele não dá confiança aos monitores. Chegamos!


No finzinho do corredor havia um retrato de uma mulher muito gorda vestida de rosa.


Os Grifinórios presentes riram. Eu não achei graça... Chamar uma mulher de gorda é horrível!


– Uma belíssima descrição! – Jorge aplaudiu.


— Senha? — pediu ela.


 Cabeça de Dragão — disse Percy e o retrato se inclinou para frente revelando um buraco redondo na parede.


– O que me lembra... Neville, foi você que anotou todas as senhas e perdeu no 3º ano, não foi? – Mione perguntou.


Neville corou e murmurou um quase inaudível “Sim”.


Todos passaram pelo buraco. Neville precisou de um calço. E se viram na Sala Comunal da Grifinória, um aposento redondo cheio de poltronas fofas.


Percy indicou às garotas a porta do seu dormitório eaos meninos, a porta do deles. No alto de uma escada em caracol, era óbvio que estavam em uma das torres, encontraram finalmente suas camas, cinco camas com reposteiros de veludo vermelho-escuro. As malas já haviam sido trazidas. Cansados demais para falar muito, eles enfiaram os pijamas e caíram na cama.


— Comida de primeira, não foi? — comentou Rony para Harry pelos reposteiros — Se manda, Perebas! Ele está roendo os meus lençóis.


Harry olhou para o chão e praguejou algo como “Maldito rato”.


Harry ia perguntar a Rony se ele provara as tortinhas de caramelo, mas adormeceu quase imediatamente.


Talvez Harry tivesse comido demais, porque teve um sonho muito estranho. Estava usando o turbante do Prof. Quirrell, que não parava de conversar com ele, dizendo que devia se mudar para Sonserina imediatamente, porque era seu destino. Harry disse ao turbante que não queria ir para Sonserina, o turbante foi ficando cada vez mais pesado, Harry tentou tirá-lo, mas ele começou a apertar sua cabeça até doer e aí Malfoy apareceu, rindo do esforço dele. Depois Malfoy se transformou no professor de nariz de gancho, Snape, cuja gargalhada ecoou alta e fria, houve um clarão verde e Harry acordou, suado e trêmulo.


– Você vai aprontar alguma com meu filho, não é Ranhoso? – James gritou


– E COMO É QUE EU VOU SABER?! Isso vai acontecer quando eu tiver por volta de 30 anos e eu ainda tenho 17! – O rosto de Snape ficou vemelho de raiva.


Lily puxou James de volta para o sofá.


Mudou de posição e voltou a dormir, e quando acordou no dia seguinte, nem se lembrou que tinha sonhado.


– Acabou. – Anunciei.


– Que bom! – Lily pegou o livro de mim e jogou no colo de James. – Lê logo e para de brigar.


Ϟ


N/A: Dani – Olá meu povo! Tudo bem aí com vocês? Todo mundo animado para o Natal? \O/

Então gente... Eu tenho alguns capítulos prontos para postar hoje e amanhã, e acho que vocês vão gostar do Bônus IV. Mas vou demorar um pouquinho para postar. Por quê? Cara, é Natal! E eu vou ganhar o novo, o lindo, o maravilhoso, o incrivelmente épico... JUST DANCE 4! \O/

Okay, ignorem essa última parte.

Bom, eu e a Bidi desejamos à todos um feliz Natal, e que vocês contagiem todos com seus espíritos natalinos! :)
 

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