Revelações



Capítulo 6 – Revelações


 


Minerva sabia que ao assumir o cargo de vice-diretora teria mais trabalho. Mas ela não estava preocupada com isso, normalmente era algo quando Dumbledore se ausentava ou alguma tarefa especifica, mas nada muito exaustivo.


Agora ela estava para mandar as cartas com lembretes, livros e notas para os alunos.


Gostava de estar na sala de registros, onde ela já se familiarizava com seus novos alunos.


Era só adicionar os novos livros, que os professores pediam. Todo ano a lista dos livros de DCAT era atualizada. Professores tendem a permanecer um ano nessa vaga.


Assim que ela entrou na sala percebeu que alguns livros brilhavam. Decidiu dar atenção primeiro às cartas que tinha que enviar. Não era nenhum daqueles que estariam esse ano no castelo.


Escreveu os livros na lista mágica, quando o livro extra chamou sua atenção.


Ela o puxou e viu a cara, e rapidamente abriu para ler o nome ou nomes dele. E se surpreendeu ao ler


“Potter, Harry e Gina”


Ela olhou os outros dois livros e viu nomes desaparecidos, logicamente dos dois. Recolheu os livros, pegou três cartas, para certas pessoas. Despachou as outras.


Seguiu para a sala de Alvo. Afinal ele era o diretor.


- Alvo tem uma coisa interessante nos livros do Registro. – disse ela depois dos cumprimentos.


Ela mostrou os dois primeiros, que tiveram os nomes apagados.


- O que isso pode significar? Mortos? – perguntou Ele, analisando o do ano 1991. – Mas faltando Harry Potter.


- Talvez isso possa explicar, ou dar algum sentido. – disse Minerva mostrando o livro com o raio.


Dumbledore fica confuso. Quando Harry poderia ter conhecido uma bruxa?


- Vou ver o que aconteceu. – disse o diretor, devolvendo os livros e indo em direção à Fawkes. – Vou ter que visitar o menino. Só queria saber quem Gina é.


- Boa sorte. – disse Minerva.


Assim que a fênix desapareceu com o diretor, Minerva riu. Ela sabia algo que Dumbledore não sabia.


Para quem deu aula para os Weasley sabia bem que Gina só poderia ser a caçula dos Weasley. Alvo não perguntou diretamente para ela, então não se sentiu culpada por não dizer nada. Aliás, nem se ele perguntasse ela ia dizer. O velho teimoso não quis escutar quando ela falou que não era para deixar Harry com os seus parentes trouxas. Não por eles não terem magia, mas eram as piores pessoas que poderiam ter relação com o menino.


Ela se transformou em um gato e correu para os portões da escola. Era mais rápida nessa forma. Teria que chegar antes de Dumbledore chegar as suas conclusões.


Aparatou rapidamente para a Toca. Já tinha estado ali algumas vezes, os meninos Weasley eram bem ativos para o bem deles.


Ela pode escutar a Molly gritando a distância. Esperava que não enviasse nenhum berrador para a escola.


 


Dumbledore apareceu em uma explosão de chama na casa da Sra Figg.


- Você tem que aprender a fazer entradas menos espetaculares. – disse ela. – Demoro dias para acalmar meus gatos.


- Me desculpe. - disse o diretor, mas sem intensão na voz. – Tenho assuntos urgentes para tratar com você.


- Aconteceu algo? Bem que meus gatos têm agido diferente nesses últimos dias.


- Ainda não sei. – disse Dumbledore. – Apesar de ter minhas teorias. Harry tem entrado em contato com alguma menina?


- Não posso afirmar no período que ele está na escola, mas aqui não o vejo interagindo com ninguém que não seja seus parentes, ou comigo. – disse Arabella.


- Quando foi a última vez que viu Harry?


- Tem alguns dias. Mas isso é comum, infelizmente. – disse ela com um suspiro triste. – Os tios vivem colocando ele de castigo por qualquer coisa que aconteça. Alvo, sinceramente, o menino é muito pequeno para a idade dele. Nem mesmo Tiago era assim, e não é falta de comida. O primo dele é duas vezes maior que deveria ser.


- É o melhor para ele permanecer com os tios, mesmo que não seja o melhor lar do mundo.


- Espero que isso seja verdade.


Dumbledore transfigurou suas vestes para um terno trouxa e depois lançou um feitiço de desilução nele. Não queria que vizinhos desconfiassem de algo, principalmente os Dursley.


Arabella abriu a porta para ele, fingindo procurar um dos gatos.


Em um ponto onde não tinha visão das casas, Dumbledore retirou o feitiço e se dirigiu a casa dos tios de Harry. Bateu a porta e esperou.


- Bom dia, Sra Dursley. – disse ele o ver a mulher abrir a porta.


- Bom dia. – disse ela. – Não estou interessado em nada que você queira vender.


- Não estou vendendo nada. – disse ele. – Estou aqui para conversar sobre seu sobrinho.


- O que aquele moleque fez agora? – perguntou Petúnia exasperada, já não bastava o menino ter sumido e agora tinha que causar problemas para ela.


- Isso que quero descobrir. A proposito, meu nome é Alvo Dumbledore.


Petúnia ficou pálida ao reconhecer o professor de sua irmã, aquele que havia deixado o garoto na sua porta.


- Vejo que agora entende a situação. Será que poderíamos entrar, não quero que outros descubram sobre o que falaremos.


Petúnia abriu passagem, e deu uma olhada para a rua, para poder verificar se alguém tinha visto a entrada do homem a sua casa.


- Você deixou claro na carta que não apareceria aqui até ele fazer 11 anos. – disse ela, esquecendo-se da boa educação, coisa que só acontecia quando estava lidando com bruxos.


- Sim, isso é verdade. Mas aconteceu algo que mudou essa situação. Preciso conversar com Harry.


Petúnia olhou para o armário debaixo da escada, e depois para Dumbledore.


- Isso não será possível. – disse ela com um sussurro.


- Por quê? Você não está entendendo a situação. – disse Dumbledore deixando um pouco de seu poder aparecer.


- Dois dias atrás ele saiu e não voltou. Meu filho disse que o viu fugindo. – disse ela.


- Você sabe as consequências disso. – disse Dumbledore. – Sua casa perde a proteção de sangue e seu sobrinho estará em perigo.


- Eu não posso fazer nada se o ingrato resolveu fugir.


- Magia deixa rastro. – disse Dumbledore. – e a maior parte da magia desta casa está naquele armário e na cozinha. Não em um quarto como costuma acontecer com bruxos nascidos trouxas como Lilian.


- Eu queria acabar com a magia dele. Não aguentaria perder mais um parente para vocês. Já não bastava você ter tirado a minha irmã, agora quer tirar a única lembrança que tenho dela.


- Essa sua atitude que a fez perder a irmã. Não o fato de que não pude te aceitar em Hogwarts. Existem questões maiores que uma escola para isso.


- Pode ter razão. – disse ela, pouco convencida. – Se você encontrar ele, aceitarei ele aqui.


- Não sei se será possível, a proteção já caiu. Mas farei de tudo para recuperar.


Dumbledore saiu da casa e repetiu o processo para voltar para casa de Arabella.


- Ele não está na casa dos tios. – disse Alvo com um ar preocupado. – Estarei procurando por Harry, mas acredito que ele não voltará para cá. Sua tarefa aqui não será mais necessária.


- Então é por isso que meus gatos estão felizes. Essa casa não é adequada para animais mágicos.


Dumbledore voltou para a escola com a ajuda de Fawkes. A ave não parecia muito feliz com o amigo. Provavelmente percebeu o que acontecia com Harry.


Atravessou a sala e buscou um dos seus aparelhos de prata.


Era a figura de um pelúcio. Sozinho parecia meio estranho, mas com a coleção de animais mágicos não ficava assim. Cada um tinha uma função. Esse ajudava a procurar uma pessoa perdida. Mas para isso era necessário algumas magias pouco conhecidas, e um fio de cabelo da pessoa pretendida. Algumas pessoas conseguiam bloquear.


Por sorte, Dumbledore tinha alguns fios de Harry, que ele pegou quando deixou o menino com os tios.


Abriu um mapa da ilha da Bretanha. Pelo menos ele esperava que Harry estivesse ainda por perto.


O Pelúcio deu algumas voltas pelo mapa, e foi para o sul. Parando em Ottery St. Catchpole. Havia várias famílias bruxas na região. E pelo que Dumbledore sabia três tinham meninas. Os Fawcett, Lovegood e Weasley.


Ele iria começar com os Weasley.


 


Harry estava feliz. Ele tinha uma boa cama, um quarto bom. Só não estava contente com a distância de Gina, pelo menos ele estava quando foi dormir.


- GINEVRA MOLLY WEASLEY!  O QUE A SENHORITA ACHA QUE ESTÁ FAZENDO? – ele pode escutar o grito Molly.


“Ela grita alto” – pensou ele. Até que sentiu algo se mover na cama.


- Eu não fiz nada mãe. – disse alguém ao seu lado na cama.


- COMO NÃO? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NA CAMA DE HARRY? PODE ME DIZER.


Harry se sentou rapidamente e notou que Gina, muito corada, fez o mesmo ao seu lado. No quarto ainda havia um Rony que não estava entendendo nada e uma Sra Weasley extremamente nervosa.


- Eu... eu não sei o que aconteceu. – disse Gina. – Juro que eu fui dormir na minha cama. Não sei o que estou fazendo aqui. Acredite em mim.


- Menina, vamos ter uma conversinha. Vá agora para seu quarto.


- Mas Mãe...


- Nada de mas, Gina. – disse ela.


- Vai, Gina. – disse Harry, com um sorriso que ele achou que seria encorajador. – Vamos descobrir o que aconteceu.


Gina desceu com a mãe. Mas no meio da escada escutam alguém batendo à porta. Gina entrou no quarto, mas permaneceu na porta para ver quem era. Viu seu pai seguindo Molly.


- Professora McGonagall? Entre, por favor. – disse Molly. – Quer algo? Uma xícara de chá?


- Chá está bom, Molly. Pode me chamar de Minerva, não sou mais sua professora.


- Certo. – disse Molly pegando uma xícara.


- O que a traz aqui, Minerva? – perguntou Arthur.


- Tenho pouco tempo, então vou direto. – disse a professora. – Preciso conversa com Harry e sua filha Gina.


- Dumbledore sempre sabe tudo. – disse Arthur. – Deve saber que ele está aqui desde chegou.


- Na verdade, ele não sabe ainda.  – disse Minerva com um sorrisinho vitorioso. – Está pesquisando, logo ele deve aparecer por aqui. Por isso tenho pouco tempo.


- Então vou chamar os dois. – disse Molly.


Logo ela voltou com os dois meninos.


- Harry, Gina, essa é a professora Minerva McGonagall, ensina transfiguração em Hogwarts.


- Bom dia, Senhora. – disse Harry.


- Oi. – disse Gina.


- Ela quer conversar com vocês. – disse Molly. – Precisa que fiquemos?


- Sim, melhor assim. Essa conversa pode ser difícil. – disse ela.


Os cinco se sentaram. Harry podia ter certeza que havia três espiões na escada.


- Hoje ao verificar os registros de Hogwarts, e encontrei algo inesperado. – disse ela pegando o livro e passando para Molly, sabia que a reação dela seria a pior.


Molly apreciou a capa, era obvio que se referia a Harry. Mas não entendia porque o menino teria um livro assim. Ela tinha perguntado, e sabia que todos os alunos de um ano estavam no mesmo livro.


- MAS O QUE É ISSO? – perguntou ela ao ver os nomes.


- O que eu queria dizer pra vocês. – disse a professora.


Arthur pegou o livro e quase o deixou cair.


- O que está acontecendo? – perguntou Gina.


- A luz. – disse Molly. – Foi isso.


- Que luz? – perguntou Harry.


- Quando os encontrei uma luz emanou de vocês.


- Mas o que isso fez? – perguntou Gina.


- Aparentemente vocês se casaram. – disse Minerva.


- O QUE? – foi o grito unissom de toda a casa, menos Harry.


- Harry e Gina estão casados. – disse Minerva. – Só não sei como isso aconteceu.


 - Eu posso ajudar. – disse uma voz na porta.


Era Julia Lovegood.


- A magia casou os dois. – disse ela. – Fenômeno raro, especial e poderoso. Pode ter algumas  consequências diferentes de casamentos normais.


- Então ela não vai mais poder casar com quem ela quer? – perguntou Molly.


- Mãe! – disse Gina.


- Certo. Mas como isso é possível? – perguntou a matriarca.


- O que vocês faziam naquele momento, meninos? – perguntou Arthur.


- Teatro. – disse Gina. – Vou pegar o livro para vocês verem.


Gina correu para o quarto, quase passando por cima dos gêmeos e de Rony. Voltou rapidamente.


- Aqui. – disse ela abrindo na página que eles usaram para o teatro.


- Esse é um ritual antigo que era usado em casamentos. – disse Julia.


- Já ouvi sobre isso. – disse Minerva. – Foi esquecido por aparentemente não ter o resultado esperado.


- O que não é verdade. – disse Arthur olhando para os dois jovens a sua frente.


- Sim, mas o que realmente é virou lenda. – disse Minerva. – Teremos que ver o que os dois passam por conta desse fenômeno.


- Mas para isso Harry precisa morar aqui em definitivo. – disse Molly. – Não queria ele de volta para os tios abusivos, agora que ele pé da minha família ele não sai daqui tão cedo. 


Harry achou estranho alguém querer ficar com eles. Tio Valter sempre disse que queria se livrar dele. Tia Guida dizia para mandar ele para um orfanato.


- Acho bom mesmo. – disse Julia. – Os dois juntos criaram uma proteção muito grande aqui, tão grande, que ocupa boa parte da região.


- Será? – perguntou Minerva e deixou todos curiosos. Todo Halloween ela perguntava para Dumbledore se ele tinha feito o certo em deixar Harry com os tios. Ele tinha falado sobre proteção de sangue. – Molly, Arthur. Um de vocês tem algum parente que vive, ou viveu no mundo trouxa.


- Eu tenho um primo contador. – disse Arthur. – Mas, por quê?


- Eu não tenho. – disse Molly. – Pera, eu tenho uma prima da minha mãe, que fugiu para o mundo trouxa durante a guerra com Grindelwald. A última notícia que minha mãe teve era que tinha se casado com um trouxa e teve um filho. Acho que tinha o sobrenome Evans.


- Evans é o sobrenome da mãe de Harry. – disse Minerva. – Deve ser por isso que eles aceitaram tão fácil uma filha bruxa.


- Minha mãe? – perguntou Harry. Ele não sabia os nomes de seus pais, até ler as historias sobre ele. Mas nunca era mencionado o nome de solteira de sua mãe.


- Sim, sua mãe se chamava Lilian Marie Evans. – disse a professora. – Era uma nascida trouxa, ou assim pensávamos. Mas tinha sangue de bruxos nas suas veias. Era uma das mais inteligentes bruxas que já ensinei, boa principalmente em Poções e Feitiços.


- Oh. – disse Harry, mesmo sem entender muito sobre essas disciplinas.


- Seu pai, era melhor em Transfiguração e Defesa Contra as Artes das Trevas.


- Então, Harry poderá ficar com a gente? – perguntou Molly.


- Não, só poderá como deverá. – disse Minerva. – Esse é o melhor lugar pra ele. Sem contar que agora vocês são os guardiões dele. A magia escolheu.


- Vamos ter que arrumar uma cama para ele, roupas, essas coisas, Arthur. – disse ela empolgada e meio preocupada, isso tudo custaria muito.


- Acredito que Tiago e Lilian tenham deixado um cofre para Harry. La deve ter dinheiro o suficiente para isso, e depois os seus estudos, incluindo todo seu material.


- Não podemos aceitar isso. – disse Molly. – O dinheiro é dele.


- Mas vamos gastar com ele. – disse Arthur. – Pelo menos agora no inicio. Depois podemos deixar guardado para Hogwarts.


- Se fora assim. – disse Molly. – Mas teremos que ir no fim de semana. Ainda estou esperando as cartas de Hogwarts. Os gêmeos começam esse ano.


- Por falar nisso. – disse Minerva. – Aqui estão. Se for ajudar, acho que podem comprar um livro só para os gêmeos. Pelo que ouvi, eles são inseparáveis mesmo. Pelo menos na minha aula não haverá problema. Acho que somente poções precisará de dois, Snape é bem rigoroso com isso.


- Isso ajuda muito. – disse Molly um pouco aliviada.


- Bom, ainda tenho que visitar alguns nascidos trouxas para explicar as cartas. – disse a professora. – Obrigado pelo chá, e qualquer divida podem me mandar uma coruja.


- Obrigado pela ajuda, Minerva. Estaríamos perdidos sem você. – disse Arthur.


- Não fiz nada que vocês não fariam por qualquer pessoa. – disse Minerva.


- Eu também já vou. – disse Julia. – Luna deve estar querendo saber o que aconteceu.


- Tchau. – disse Harry.


Depois das despedidas, Molly vira para os seus outros filhos. Percy tinha se juntado aos outros depois do berro coletivo.


- Vocês ouviram. Sua irmã está casada com Harry. – disse Molly. - Não quero ver, ouvir, descobrir ou qualquer outra coisa, vocês brincando, reclamando, incomodando eles por isso. Não é o que queríamos, mas não podemos controlar tudo. Em alguns anos, depois que eles terminarem Hogwarts, poderemos ter uma festa descente para isso, se eles ainda quiserem. Por tanto, a partir de hoje, Harry é como um irmão para vocês.


- Certo, mãe. – disse Rony, enquanto os gêmeos concordavam com a cabeça. Eles não eram loucos de mexer com a mãe neste estado, se ela tivesse gritando talvez.


- Pode deixar que eu olho eles. – disse Percy.


- Bom dia. – disse alguém à porta.


- Bem que Minerva falou que ele ia aparecer. – disse Molly, agora ela estava sozinha, Arthur já havia saído para o trabalho.


- Bom dia, professor. – disse ela, abrindo a porta.


- Desculpe aparecer sem avisar. Mas tenho um assunto serio para tratar com você.


- Sobre Harry Potter. – disse Molly e viu um brilho aparecer no olhar dele. – Minerva já esteve aqui e explicou tudo.


- Oh, vejo que ela foi mais rápida então. – disse o diretor. – Bom ela deve conhecer melhor os alunos que eu. Ela deve ter explicado que o melhor é devolver o menino para os tios.


- Não se atreva. – disse Molly. – Você pode ser o maior mago vivo, mas não vai tirar essa criança daqui e devolver para os tios. Não vou deixar você e eles maltratarem ele novamente.


- Molly, você não está entendendo.  – tentou ele.


- Entendo perfeitamente. Os comensais livres podem tentar matar o menino em represália ao que aconteceu com Você-Sabe-Quem. Sinto informar, mas temos uma boa proteção agora aqui. E você não vai separar os dois meninos. Nunca.


Dumbledore suspirou, sabia que ia ser difícil falar com Molly, mas não esperava que Minerva atrapalhasse tanto.


- É o melhor para ele. – disse Dumbledore.


- Não, o melhor é aqui. Pode verificar as proteções você mesmo. Ele não sai daqui, fora Hogwarts ou quando se formar e quiser montar uma casa.


- Molly, acho que vou ter que apelar para...


- Dumbledore, você não é o guardião do menino para escolher. – disse Molly raivosa. – Eu sou. A magia dele me escolheu, Minerva afirmou isso. Isso é superior a você e ao ministério.


- Se você tiver razão, não poderei fazer nada. – disse Dumbledore. – Vou verificar, se nada estiver errado, vou embora.


Molly nada disse, mas sabia que Dumbledore não cederiam tão rapidamente.


 


O dia foi parecido com o anterior, mas a notícia de uma viagem ao Beco Diagonal no fim de semana animou a todos, principalmente os gêmeos que receberiam suas varinhas, e Harry.


Durante a noite, Molly ficou no quarto de Gina para ver se a cena do dia anterior não se repetia. Ou o que realmente poderia ter acontecido.


Ela viu Gina adormecer e o barulho na casa diminuir. Todos estavam dormindo.


Como nada havia acontecido, ela se preparava para sair. Quando o lençol de Gina começa a flutuar, no instante seguinte, Harry aparece na cama. OS dois se abraçam e o lençol volta ao lugar.


Molly confere. Ambos estavam dormindo. Essa ligação havia feito isso. Bom, não haveria nada que ela pudesse fazer, senão ajudar.


 


 

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Comentários (2)

  • Carolzynha LF

    Ai que fofo eles dois, adorei a Minerva superando o Dumbledore. To doida para ver mais coisas fofas sobre Harry e Gina.

    2013-01-20
  • Natascha

    ficou ótimo! e o dumbledore querendo atrapalhar, pelo menos a minerva foi mais rápida....

    2013-01-19
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